Instrumentos Musicais
ASK de festa e com estratégia forte
6 min de leitura
A ASK comemora 30 anos em 2018 e prepara uma série de novidades para adaptar seu catálogo e surpreender o público

Em 1991 veio a crise e os sócios partiram em busca de outros mercados. A ida a São Paulo, para expandir as vendas que anteriormente só atendiam os mercados de Petrópolis e Juiz de Fora, foi o que alavancou a produção no segmento musical. A empresa já havia fornecido alguns suportes e racks para músicos da região, então já tinha alguma experiência nessa área e decidiram fabricar mais produtos. Como não havia ninguém fazendo isso, descobriram o chamado “oceano azul” e a empresa cresceu muito em função dessa entrada no setor musical.
“O primeiro catálogo foi desenhado à mão, com colagens de fotografias dos produtos, em papel fotográfico. A primeira participação na Expomusic foi em 1993, ainda no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. A partir daí, participamos em praticamente todos os anos seguintes”, contou Leonardo Kodato, diretor-executivo da ASK. “Expandimos o mercado para outras capitais, como Belo Horizonte, e, em 1994, saímos do antigo galpão para nos instalar em uma nova sede, em Três Rios, onde estamos até hoje.”
Em 1995 a empresa contava com quase 40 colaboradores, o triplo do número de 1994. Em 1998, compraram a fábrica de suportes da Metalline (SP); em 2001 fizeram sua primeira exportação, para a Argentina, participando também pela primeira vez de uma feira internacional, a Expomusica de Buenos Aires.
“De lá para cá ampliamos rapidamente o mercado, vendendo para todo o Brasil, de norte a sul. Passamos pela experiência de importação, participamos de diversas feiras de música pelo País, fizemos parcerias com grandes artistas do cenário musical brasileiro”, adicionou.
A sede atual continua sendo em Três Rios, RJ, contando com uma estrutura completa — vestiário, restaurante e sala de treinamento próprios. “Investimos também em um grande ERP justamente para entregar processos melhores e mais ágeis, gerando menos custos e mais eficiência nos serviços prestados”, disse Leonardo.

Quase todos os produtos são fabricados dentro da empresa, operando com maquinários importados e nacionais, alocados entre os setores de estamparia, soldagem, pintura, montagem, embalagem, injeção plástica e ferramentaria. Hoje fabricam cerca de 270 mil unidades por ano.
AS TRÊS DÉCADAS
A empresa está fazendo 30 anos em 2018, três décadas durante as quais passaram por diversas experiências com importação, exportação, exploração de novos mercados, diversificação de mix, mudança de planta industrial, abertura de novos escritórios e muito mais. Leonardo explica: “Com isso aprendemos que o Brasil, apesar de todos os seus problemas, é uma terra de grandes oportunidades para todos aqueles que querem trabalhar duro e honestamente. Agora estamos modernizando a gestão administrativa, reduzindo custos, investindo em tecnologia e inovação. É o caminho que qualquer indústria deve seguir ao olhar para o amanhã”.
“Trinta anos de história significam, para mim, muito mais que um aniversário. Significa que carregamos um longo legado de prosperidade, qualidade e ótimo relacionamento com os nossos colaboradores, clientes e parceiros de negócios. É uma grande responsabilidade, mas também um grande orgulho ser parte de uma empresa que literalmente apoia a música. São também 30 anos acreditando em nossa região, o que é motivo de grande satisfação, tendo em vista a situação pela qual nosso país passa atualmente.”
“Posso dizer com convicção que a ASK chegou aos seus 30 anos de vida graças aos parceiros e clientes que confiaram em nós e nos apoiaram nessa jornada. Por esse motivo, faremos nossa primeira convenção de representantes, um evento especial para nossos colaboradores internos, e promoções especiais para clientes parceiros. Isso fora os lançamentos de produtos, a renovação da linha, a ampliação do mix de produtos e outras novidades”, informou.
VEM MAIS POR AÍ
Em sua nova gestão, a ASK está focando o aprimoramento das suas linhas atuais, reforçando ainda mais a qualidade que os produtos ASK sempre tiveram. Em 2017 definiram seu posicionamento de marca com a campanha “Confiança em suportes” e agora direcionam toda a sua estratégia de comunicação e desenvolvimento de produto para ese mote.

Com isso em mente, a empresa programa uma renovação completa no seu mix de produtos e iniciará a divulgação a partir do segundo trimestre. Também querem impactar o mercado trazendo uma proposta diferente de suporte, voltada para um público mais exigente quanto ao design.
Leonardo explica: “Os usuários brasileiros estão cada vez mais exigentes e isso tem nos impulsionado a desenvolver produtos mais adaptados para a realidade de cada cliente. Por ser um país continental, percebemos que cada região tem suas peculiaridades não só na forma de negociação e relacionamento com consumidor, mas também na utilização dos produtos”.
“O mercado de suportes tem ficado cada vez mais exigente, o que é bom para nós. Um suporte que antes tinha mais de uma utilidade, por exemplo, hoje não serve tão bem. Isso mostra que temos aí uma demanda crescente por acessórios que se encaixam melhor ao perfil do usuário.
O mercado passa por um momento de transição importante e, mais do que nunca, precisamos estar próximos de nossos parceiros, apostando sempre em inovação, tecnologia e desenvolvimento das pessoas”, concluiu.
Mais informações: ask.ind.br
Amplificadores
Peavey lança caixas MegaBass 410 e 115
Novos gabinetes para baixo chegam com menor peso, construção reforçada, rodízios incluídos e compatibilidade com qualquer cabeçote.
A Peavey apresentou as novas caixas acústicas MegaBass 410 e MegaBass 115, uma linha pensada para facilitar a rotina de turnês e ampliar as opções de configuração para baixistas. Segundo a empresa, os novos modelos combinam menor peso, construção mais resistente e rodízios removíveis para agilizar transporte e montagem.
A fabricante afirma que os gabinetes foram desenvolvidos como extensão da filosofia de projeto da série miniMEGA, linha de amplificadores de baixo presente há anos em diferentes mercados. Nesta nova fase, a Peavey aposta em técnicas de construção voltadas à praticidade, sem abrir mão da resposta física dos graves.
A MegaBass 410 traz quatro woofers de neodímio de 10 polegadas para serviço pesado. O sistema trabalha com impedância nominal de 8 ohms e suporta 1200 watts de programa e 2400 watts de pico. O gabinete também inclui driver de compressão de 1 polegada com tweeter em corneta e controle ajustável de nível para ampliar a resposta de frequência.

A MegaBass 115 usa um falante BW de 15 polegadas e também incorpora driver de compressão de 1 polegada com tweeter em corneta e ajuste de nível. Segundo a Peavey, o modelo pode operar sozinho ou em conjunto com a MegaBass 410. A caixa mantém a mesma impedância nominal de 8 ohms e a mesma capacidade de potência, com 1200 watts de programa e 2400 watts de pico.

Os dois modelos usam desenho bass reflex ultraleve, com construção em compensado reforçado para reduzir o peso e manter a durabilidade em uso contínuo. O acabamento inclui revestimento em vinil preto, ferragens de aço reforçado e grade metálica com pintura a pó.
Para o trabalho na estrada, os gabinetes trazem alças embutidas com mola e rodízios pop-out incluídos. A conexão é feita por duas entradas combo com trava do tipo twist-lock, pensadas para garantir estabilidade de sinal durante a operação.
Guitarra
Nova KX600 Infinite da Cort
Nova guitarra elétrica da série KX chega com construção neck-thru-body, captadores Fishman Fluence Modern e foco em sustain, precisão e versatilidade.
A Cort Guitars anunciou o lançamento da KX600 Infinite, novo modelo da série KX de guitarras elétricas modernas. Segundo a marca, o instrumento foi desenvolvido para músicos que buscam mais sustain, timbre atual e desempenho consistente tanto no palco quanto no estúdio.
A KX600 Infinite usa construção neck-thru-body, solução voltada a melhorar sustain e resposta tonal. O corpo é de basswood, enquanto o braço de cinco peças combina maple torrado e walnut, configuração que, de acordo com a fabricante, oferece estabilidade, ressonância e maior durabilidade. O modelo tem escala de 25,5 polegadas e perfil de braço esculpido para favorecer execução rápida e confortável.
A guitarra também traz trastes jumbo de aço inoxidável, pensados para maior vida útil e para facilitar a tocabilidade técnica. A isso se somam pestana Graph Tech Black TUSQ de 43 mm, voltada a melhorar sustain e riqueza harmônica, e duas opções de acabamento: Orange Crush Satin e Black Satin.
Na parte eletrônica, a KX600 Infinite vem equipada com um conjunto de captadores Fishman Fluence Modern. O sistema de controles inclui apenas um knob de volume com função push-pull e chave seletora de três posições. Segundo a Cort, essa configuração permite acesso simples a uma paleta ampla de timbres para bases e solos.
O hardware inclui tarraxas com trava Cort Locking Tuners e ponte fixa Cort Hardtail. A marca afirma que esse conjunto ajuda a reforçar a estabilidade de afinação e o sustain, tanto no uso ao vivo quanto em gravações.
A Cort informou que a KX600 Infinite já está disponível em todo o mundo por meio de revendedores autorizados e lojas online.
Instrumentos Musicais
JHS Pedals lança Coyote
Fuzz de oitava inspirado em circuito raro e pouco conhecido.
A JHS Pedals lançou o Coyote, um pedal de fuzz com oitava que, segundo a empresa, parte de uma topologia que nunca havia sido replicada para produção até agora. O modelo custa US$ 149 e concentra três efeitos em um só controle: swell, fuzz e octave.
De acordo com a fabricante, o Coyote reproduz o Moonrock Fuzz, criado por Glenn S. Wyllie, um construtor da Carolina do Norte que fazia pedais de forma artesanal e em pequena escala. A JHS afirma que o circuito não deriva de famílias clássicas de octave fuzz, como Octavia, Super Fuzz e Tone Machine.
A empresa diz que um dos traços mais incomuns do pedal está no uso de um transformador de modo diferente do habitual nessa categoria. Nesse caso, o componente não gera a oitava, mas molda a resposta do estágio de fuzz e ajuda a formar a varredura entre swell, fuzz e octave.

Segundo a JHS, o controle principal percorre três zonas sonoras. Na regulagem mínima, o pedal entrega um efeito swell com ataque gradual e caráter recortado. No meio do curso, oferece um fuzz completo. No máximo, entra em um território mais agressivo de oitava acima. A marca também destaca a sensibilidade à dinâmica da palhetada e a capacidade de limpeza pelo volume da guitarra, algo que considera raro em fuzzes com oitava.
A fabricante recomenda usar o Coyote no início da cadeia de sinal e combiná-lo com outro overdrive ou com amplificador já saturado. Também informa que o efeito de oitava aparece com mais força na posição de braço e acima da 12ª casa.
Nas especificações, o pedal oferece true bypass, alimentação de 9V DC com centro negativo e consumo de 5 mA. O gabinete mede 2,6 por 4,8 por 1,6 polegadas. A JHS alerta que o equipamento não deve ser usado com tensão superior a 9V DC, sob risco de dano e perda da garantia.
Veja mais neste vídeo.
-
Amplificadores3 semanas agoAmplificador BEAM MINI da Blackstar com modelagem digital e uso portátil
-
Empresas3 semanas agoBrasil: Darlan Terra assume supervisão de vendas da Pro On Group
-
Audio Profissional2 semanas agoQSC ganha canal focado em lojas com distribuição da Quick Easy no Brasil
-
Audio Profissional1 semana agoBandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet
-
Instrumentos Musicais3 semanas agoÉ oficial: Mike Terrana é novo parceiro da Williams
-
Músico7 dias agoCena independente perde Michel Kuaker
-
Audio Profissional2 semanas agoAudio-Technica Brasil amplia equipe e reforça atuação no mercado de integração
-
Lojista3 semanas agoLojistas: O que o cliente espera da loja além do preço