As sete lojas da Carneiro Instrumentos Musicais

As sete lojas da Carneiro Instrumentos Musicais

por 18/01/2017

Sendo uma loja familiar, a Carneiro Instrumentos Musicais cresceu muito desde sua criação, tendo hoje várias sucursais e um amplo mix de produtos também disponível on-line

Fabrício C. Dias

Fabrício C. Dias

A história da Carneiro Instrumentos Musicais é bastante curiosa. Em 1970 foi fundada pelos pais de Fabrício C. Dias, atual diretor comercial, a Perfumaria Carneiro, uma pequena loja na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (ES), que revendia produtos do segmento de perfumaria, artigos femininos etc.

Quando perceberam a evolução do setor de perfumaria para dentro dos supermercados, optaram por mudar de ramo. Foi assim que em 1988 passaram a trabalhar com instrumentos musicais.

Atualmente a família tem sete lojas, sendo seis físicas e um e-commerce, essa última ferramenta uma indiscutível exigência do mercado hoje. “A gente apenas participa de acordo com as regras atuais. O mundo mudou. Não existe mais varejo sem web”, disse Fabrício.

“O negócio on-line é minucioso, digo até perigoso. Para a operação ficar no azul, não posso considerar alguns custos, como armazenagem, por exemplo. Isso é absurdo! Qualquer custo que a gente inclua na planilha a operação vai para o vermelho. Alguns grandes players do comércio eletrônico no País divulgam constantemente prejuízo nas suas operações. O apelo pelo preço é muito forte e alguns fatores, como conforto em receber o produto em casa, ficam em segundo plano. Eu poderia afirmar ou até concordar que os ambientes se complementam se houvesse uma harmonia entre os preços, mas não é isso que acontece”, refletiu.

captura-de-pantalla-2017-01-11-a-las-13-01-59Apesar disso, o empresário destacou o fato de chamar muito a sua atenção a velocidade com que conseguem apurar os resultados e fazer a leitura físico-financeira da empresa. “Considero nossa gestão bem amadurecida, tendo em vista que viemos de um modelo de administração familiar”, adicionou.

Lojas físicas

Com venda não só no próprio Estado, mas também em outros, a rede de lojas se encontra distribuída em diferentes cidades no Espírito Santo. A matriz fica no centro de Cachoeiro de Itapemirim, enquanto as outras estão em Campo Grande, Cariacica; no centro de Colatina; no Shopping Mestre Álvaro, em Serra; e duas em Vila Velha, uma no centro e outra em Praia da Costa.

O mix de produtos é bem parecido, com algumas ressalvas, trabalhando com as principais marcas do mercado. O estoque está dividido entre os grupos de instrumentos de cordas, percussão, teclas, arco, sopro, áudio e acessórios, sendo o violão sempre o produto mais vendido.

inst-criancas-copiaA Carneiro Instrumentos Musicais também importa caixas acústicas sob a marca TCD, a grande maioria para consumo. O excedente é distribuído para algumas lojas parceiras.

“Também temos marcas nacionais. Algumas delas são muito bem-aceitas entre os clientes”, contou o diretor comercial.

Mais serviços

Além da venda de instrumentos e equipamentos de áudio, a loja oferece alguns serviços básicos como troca de cordas, tarraxas e montagem de cabos, entre outros. Coisas simples que o cliente sempre necessita de última hora, mas quando o serviço é complexo, a equipe da loja indica parceiros, como luthiers e profissionais de áudio.

“Temos alguns fatores diferenciais, como o mix de produtos bem completo, equipe especializada com um turnover muito baixo e área física das lojas bem bacana, de extremo bom gosto. Alguns clientes se encantam com o design das lojas. Na loja de Serra temos uma sala de pianos encantadora”, detalhou Fabrício.

Também costuma fazer, em parceria com fornecedores, eventos como workshops e demos, além de usar o Facebook como “mais uma forma de se comunicar e levar informações ao cliente. Alguns preferem nos enviar mensagens pelo Facebook a entrar no loja-cachoeiro5501nosso SAC. É mais uma forma de estar próximo do cliente”.

Época de organização

Segundo Fabrício, o momento é de dúvidas com relação a crescer. As vendas são menores do que no exercício passado, porém o resultado é maior. “Talvez o melhor a fazer seja ficar quietinho por um tempo. Certamente continuaremos fazendo workshops e demos em 2017, pois fazem parte do nosso formato de negócio.”

Falando no comércio em geral, ele afirmou: “Tivemos uma queda de vendas dentro da média nacional do varejo. As empresas precisam se adaptar à nova realidade da economia. Quem mexeu sobreviveu. Não acredito que voltaremos aos números de 2010 a 2013 tão breve. Me preocupa também o fato de a oferta estar maior que a demanda. Oferecemos de uma forma geral mais produtos do que a capacidade atual do mercado em consumir. Sentimos isso no dia a dia das lojas. As consequências são óbvias”.

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