Músico
Morre aos 86 anos o músico mineiro Célio Balona, nome fundamental da cena instrumental brasileira
Instrumentista, compositor e arranjador, Balona teve trajetória de seis décadas ao lado de grandes nomes da música popular brasileira.
O pianista, acordeonista e compositor Célio Balona morreu nesta quinta-feira (5), aos 86 anos, em Belo Horizonte (MG). O artista foi levado ao hospital após um infarto na noite anterior, mas não resistiu a uma nova parada cardíaca.
Balona construiu uma das carreiras mais longevas e respeitadas da música instrumental mineira. Ao longo de mais de 60 anos de atividade, colaborou com intérpretes e compositores de diferentes gerações, assinou trilhas sonoras e gravou álbuns que transitam entre o jazz, a bossa nova e os ritmos brasileiros.
Início precoce e contribuição artística
Natural de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira, Balona começou a tocar profissionalmente aos 16 anos. Filho de Maria Balona e de Lourival Passos — este último com composições gravadas por Luiz Gonzaga — formou nos anos 1960 seu primeiro grupo musical ao lado de Nivaldo Ornelas e Wagner Tiso.
Além de discos autorais, participou de festivais nacionais e internacionais, e manteve colaborações com artistas como Tino Gomes e Marilton Borges, com quem atuava regularmente.
Homenagens e legado
Diversos nomes do meio artístico manifestaram pesar pela perda. O cantor e compositor Tino Gomes relembrou a presença constante de Balona em seus álbuns e apresentações. O músico e vereador Dudu Braga destacou a parceria com o artista em eventos no Brasil e no exterior, como o festival Madrid Fusión, na Espanha, em 2013.
O diretor de teatro Pedro Paulo Cava ressaltou a importância do músico para a cena cultural de Belo Horizonte, mencionando sua presença frequente em iniciativas culturais da cidade.
Referência da música instrumental brasileira
Balona deixa uma discografia marcada pela diversidade estética e pelo diálogo com diferentes vertentes da música brasileira. Era conhecido também pelo domínio técnico em múltiplos instrumentos, incluindo piano, vibrafone e sanfona.
Sua morte encerra um capítulo relevante da história da música mineira, mas seu legado permanece vivo nas gravações, colaborações e na memória de músicos e ouvintes que acompanharam sua trajetória.
Crédito de foto: Leandro Couri/EM/DA.Press
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