Roland Brasil: Entrevista com o CEO, Takao Shirahata

Roland Brasil: Entrevista com o CEO, Takao Shirahata
julho 15 15:28 2015

Confira esta entrevista complementar à matéria de capa da MM 78 – Roland Brasil – e amplie seus conhecimentos sobre a empresa no Brasil e no mundo

Após anunciar mudanças estratégicas significativas, oriundas diretamente do Japão, entrevistamos Takao Shirahata (foto), CEO da Roland Brasil, para que ele nos revelasse os impactos dos novos alinhamentos no País. Entre as novas diretrizes, destacou-se uma mudança de paradigma na Roland, que abriu uma rede de representantes no Brasil e lançou linhas de produtos com preços mais baixos.  O resultado dessa entrevista originou não só nossa matéria de capa, Música & Mercado 78 (acesse aqui), como também resultou em enorme repercussão no mercado, abrindo oportunidade para novas e instigantes perguntas a Shirahata:

Como a Roland internacional planeja retomar o crescimento?

Foram realizadas diversas ações visando a otimização da produção, modelo de gestão e redução de custos.  A nova etapa consiste  em impulsionar a presença da Roland no mundo  através de ações globais unificadas. Mas o que realmente irá garantir a retomada do crescimento será o lançamento de produtos que sejam desejados pelos consumidores, que  sejam inovadores, úteis, necessários e acessíveis. Quanto a isso felizmente a Roland tem um histórico de mais de quarenta anos cuja característica principal do seu DNA tem sido a inovação.

Quais as ações de marketing e comercial já visíveis no âmbito global?

Na abertura da Frankfurt Musikmesse (em abril), a Roland colocou no ar o seu novo site. A maior parte das subsidiárias Roland passaram a operar nesse formato, seguindo um novo padrão internacional de comunicação. A Roland Brasil tem o orgulho de fazer parte desta  renovação e de ter um de nossos colaboradores fazendo parte da equipe  internacional de programadores e desenvolvedores da web. Sob o ponto de vista comercial, as subsidiárias Roland passam a ter a opção de complementar o seu portfólio com produtos de outras marcas.  No Brasil, por exemplo, já iniciamos uma parceria com a Stay Music, fabricante de estantes para teclados, pianos, pedestais de microfone e porta partituras.

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Não se fala tanto em BRIC (Brasil, Russia, India e China) como antes, o grupo de países emergentes que atraíam grandes investimentos. O Brasil continua como um país importante para a Roland?

A Roland Brasil já existia antes da onda dos BRICs e desde a sua fundação, em 1991, passamos por muitos altos e baixos. A Roland Brasil é hoje uma subsidiária importante para a Roland, seja pelo aspecto  da contribuição financeira como pelo ponto de vista estratégico. Porém, não se pode esquecer que nos dias de hoje,  com o nível de competição e necessidade de  gerar resultados, as  subsidiarias de multinacionais que não gerarem resultados  estarão sobre severa   avaliação, pois nenhuma empresa pode se dar ao luxo de sustentar unidades deficitárias. Como CEO, sou responsável em fazer com que a Roland Brasil seja cada vez mais importante para o grupo Roland e para o mercado de instrumentos musicais no Brasil.

Na sua opinião, o que muda no Brasil com os acontecimentos recentes envolvendo a Petrobrás, operação Lava a Jato, Manifestações nas ruas… 

Tudo vai depender de como as questões serão conduzidas daqui para frente. Até o momento, seja pela exposição na mídia, as prisões dos dirigentes e as manifestações nas grandes capitais contra a corrupção, vejo um sinal de esperança. Mas se tudo ‘acabar ‘em pizza’, será uma grande frustração e um lamentável retrocesso ao plano de crescimento sustentável  do país, deixando uma grande dúvida sobre o futuro.

O Brasil passa por um momento difícil na economia.  As empresas falam mais de cortes e enxugamento. Não é contraditório a Roland Brasil criar novas posições de diretoria na  rganização?

Tive a iniciativa (aprovada pelo CEO da Roland Corporation) de criar o cargo de diretoria da Roland Brasil promovendo Mauro Nieniskis a Diretor Financeiro e Operações e Priscila Berquó  a Diretora de Marketing e  Comercial. Em maio, Mauro completou 15 anos de Roland e em junho, a Priscila fez 14 anos na empresa. Ambos çomeçaram ocupando posições operacionais e graças ao empenho, dedicação, sacrifício e competência, foram galgando posições e hoje participam ativamente da gestão da Roland Brasil. Mesmo em momentos de dificuldade, não podemos deixar de investir. Aliás, é justamente nos momentos difíceis que precisamos investir nas pessoas – nas pessoas certas, claro.  Este benefício não é somente para eles. A empresa também ganha, pois passamos a ter uma gestão mais equilibrada e compartilhada, sem  ter tudo concentrado no CEO.

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O que a Roland Brasil vai fazer para alcançar as metas de 2015 se não era previsto um cenário como este da economia no Brasil?

Os desafios serão grandes, pois quando o planejamento foi feito o dólar estava na casa de R$  2,70. Importadores sofrem o efeito imediato o cambio e somando‐se a isso as consequências da inflação.  Vamos ter que ser criativos, buscar oportunidades, continuar aprimorando a empresa, principalmente dando atenção ao capital humano.  Vamos buscar novas formas de estimular o mercado e seremos ainda mais criteriosos sobre o que vender, para  quem vender   e como vender.

LANÇAMENTOS ROLAND EM DESTAQUE NO 1º SEMESTRE

Na primeira metade do ano, a Roland disponibilizou 26 novos produtos no mercado. Entre eles, separamos alguns destaques que valem a pena você conhecer:

  • Sintetizadores: JD-­Xi e JD-XA
  • Baterias eletrônicas: V-Drum, TD-­25K e TD­‐25KV
  • Sintetizador polifônico para guitarra: SY-300
  • Amplificadores da série Blues Cube: Artist, Tour e Cabinet
  • Tone Capsule, inovação produzida em parceria com o guitarrista Eric Johnson
  • Mixer MX-­1,
  • Módulos de efeito Aira: Torcido, Bitrazer, Demora, Scooper e System-­1
  • Pedal Boss: BB-1X,
  • Seletor de pedais de efeito ES-­8
  • Pedal Boss de efeito para voz VE-1
  • Triggers (sensor/disparador) para bateria: RT­‐30K, RT-30HR e RH-30H.

 

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