Instrumentos Musicais
Red Panda e os seus pedais
6 min de leitura
Uma pequena empresa americana apresenta seus efeitos para guitarra com o intuito de ingressar no mercado latino
A Red Panda tem sua base em Detroit, Estados Unidos, onde as quatro pessoas do seu staff se encarregam dos produtos, relações com artistas, pesquisa e desenvolvimento. Curt Malouin, proprietário da empresa e engenheiro, conta mais nesta entrevista.

Curt Malouin
Música & Mercado: Como foi o início da Red Panda?
Curt Malouin: Comecei a Red Panda em 2009. Sou engenheiro elétrico, mas passei a maior parte da minha vida profissional escrevendo softwares. Trabalhava em um software de simulação e modelagem matemático para uma companhia de automóveis e escrevendo sintetizadores de software ao mesmo tempo, mas realmente sentia falta do hardware. É difícil se sentir ligado ao software, pois ele está sob constante mudança devido às atualizações e novos sistemas operativos. Em comparação, meu teclado TR-909 tem mais de 30 anos e é um instrumento verdadeiro. Um amigo me enviou um vídeo do YouTube de um órgão tocando através de um velho pedal de guitarra e tudo tomou forma na minha mente. Conversamos sobre algumas ideias e comecei a mover meus algoritmos de DSP para o hardware. A Red Panda cresceu a partir disso, e em 2012 se tornou meu trabalho de tempo integral. Agora somos uma empresa de quatro pessoas com músicos incríveis, dealers e distribuidores que dão suporte a nossa equipe.
M&M: Por que você escolheu fazer pedais?
CM: Curto a flexibilidade que você consegue ao combinar diferentes pedais de guitarra. Você pode começar com um som simples e depois deformá-lo, modificá-lo e mixá-lo de diversos modos. Ao mesmo tempo há limitações, em termos de espaço em pedaleira e sua habilidade de manipular os botões enquanto toca. Isso faz com que você tenha de tomar algumas decisões no futuro que depois permitem a você focar em como toca.
Um pedal de guitarra tem também o tamanho correto para poder manter todo o design na minha cabeça. No começo eu criava, perfurava, pintava, soldava e montava todos os pedais por minha conta, fazendo tudo, menos os gráficos.
M&M: Você se encarregava de tudo sozinho?
CM: No começo fazia toda a engenharia e construção à mão. Tinha a ajuda de um amigo que criava os gráficos para os primeiros pedais, fornecia valioso feedback e ocasionalmente ajudava na fabricação. Foi uma época divertida. Perfurava os gabinetes na minha garagem, depois os levava para um espaço de fabricação local para revesti-los a pó e soldava todas as plaquetas de circuito em um quarto vazio da minha casa. As pessoas me encontravam por meio do ‘boca em boca’ e por vídeos no YouTube.

M&M: E quais são as tarefas dos outros funcionários?
CM: Um dos nossos funcionários se encarrega das redes sociais e relações com artistas, para que os músicos tenham a uma pessoa dedicada com a qual contatar-se e possa ajudá-los e responder-lhes rapidamente. Além disso, trabalho com um grande designer gráfico que se encarrega do design visual dos nossos produtos. Eu faço toda a engenharia mecânica, elétrica e de software. Criamos a publicidade e também me encarrego de todo o suporte técnico, de modo que existe integridade e coesão de conceito do começo ao fim. Grande parte das mudanças agora está voltada a liberar-me de parte do trabalho de produção diário para poder passar mais tempo pensando em novos produtos.
M&M: Onde fica a fábrica agora?
CM: Toda a nossa fabricação é realizada nos Estados Unidos e no Canadá. Fazemos a montagem final e os testes em nossas oficinas em Detroit, em um edifício de 1920 que passou por uma renovação ‘verde’ em 2008. É um espaço pequeno, mas tem janelas enormes que permitem a entrada de muita luz natural. Também trabalhamos com várias fábricas nos Estados Unidos e no Canadá que perfuram nossos gabinetes e montam nossas plaquetas de circuitos.
M&M: Mas vocês contam com automatização nos processos dentro da empresa?

M&M: Há algum distribuidor na América Latina?
CM: Temos poucos dealers na América Latina, mas sei que há clientes que compram por meio de nossos distribuidores on-line baseados nos Estados Unidos. Especificamente no Equador, estamos trabalhando com a AudioPro. Têm sido bons parceiros e estamos felizes que nos representem. Com certeza estamos procurando novos dealers e distribuidores com os quais trabalhar no resto dos países. Não temos equipe de vendas e até agora temos esperado que os distribuidores e dealers nos encontrem.
M&M: O que você pode dizer sobre os produtos mais recentes?
CM: Posso destacar dois. O Raster é um que todos provam e parecem adorar. É um pedal de delay com um shifter de phase e pitch integrado na linha de delay, com vários modos de rotear o feedback, incluindo reverse delay. Incrivelmente musical e divertido. Mais recentemente introduzimos um mixer pequeno e amigável com as pedaleiras chamado Bit Mixer. Usa amplificadores Burr-Brown e opera a 9-18 V, para não interferir no tom. Três entradas e uma saída em um gabinete de 4,4” x 2,4”.
-
Audio Profissional3 semanas atrásBandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet
-
Músico3 semanas atrásCena independente perde Michel Kuaker
-
Lojista3 semanas atrásA onda do “pro-am”: sua loja está preparada?
-
Music Business3 semanas atrásBe Music lança plataforma e amplia atuação no mercado fonográfico
-
Audio Profissional3 semanas atrásRoland amplia linha móvel com GO:MIXER STUDIO
-
Lojista3 semanas atrásLojas: Aprenda a reduzir as devoluções por erro de especificação
-
Audio Profissional4 semanas atrásAudio-Technica Brasil amplia equipe e reforça atuação no mercado de integração
-
Instrumentos Musicais3 semanas atrásWilliams leva Mike Terrana e Alexandre Aposan ao palco em São Paulo
