Opinião: Música nas escolas

Opinião: Música nas escolas

por 15/06/2020

Música nas escolas: “Cuidado com a música que os governo dá às pessoas, eu conheço um estado pela música que os governantes dá ao povo”

Alguém já ouviu falar da República de Platão? Lúcia Helena Galvão numa palestra mencionou que Platão dizia: “Cuidado com a música que os governo dá às pessoas, eu conheço um estado pela música que os governantes dá ao povo”.

Isso é verdadeiro porque música é padrão vibratório puro e ela tem capacidade de te sintonizar com o padrão vibratório dela.

Nada é impune na nossa vida: uma pessoa acostumada a ouvir músicas com vibrações muito grosseiras e diz que “isso nada tem a ver com minha vida, tenho princípios e gosto dessa música”. Isso não é bem assim, esqueça. Em algum momento, diante de uma dificuldade na vida, a consciência vai correr para aquele padrão vibratório com que a pessoa tem afinidade.

Platão falava da música como elemento fundamental da educação e um filósofo Sri Ram, no século passado, já dizia: “evolução nada mais é que a depuração do gosto e portanto é preciso cuidado com o que puxa sua consciência para vibrações mais grosseiras. isso não é impune, nada em nossa vida fica impune

Em 2008, o então presidente Lula sancionou o projeto ‘Música nas escolas’ e as escolas públicas do país teriam três anos para inserir no currículo, mas o projeto não previa que não haveria  número de professores com formação específica na área e portanto, virou um remendo e nada de prático ou relevante se fez.

Canto Orfeônico

Até meados dos anos 70, a maioria das aulas de música nas escolas era o “canto orfeônico’, um tipo de prática de Canto coletivo amador, cujo nome em homenagem a Orfeu, deus da mitologia grega, que encantava e amansava as feras com sua música. Era simples: dividia a turma de uma classe em três ou quatro naipe de voz ( Sopranos, Contraltos, Tenores e Baixos) e pronto!

Sem instrumentos sem ambiente especial para as aulas. As aulas eram  disciplinantes e instrutivas, pois as além das questões musicais era numa atividade que envolvia a sociologia, a musicoterapia e dava oportunidade aos alunos de conhecer um pouco da história da música e os compositores mais relevantes. Aqui uma observação pessoal: a voz humana é o mais fascinante dos instrumentos.

A música pode ser ensinada nas escolas, de vários modos: projeto de canto coral, de instrumentos e bandas. Ela é pode e deve utilizada como ferramenta pedagógica e incluir apresentações de músicos ou instrumentistas para os alunos.

Mas, qual seria uma maneira da música nas escolas de ser tão democrática que pudesse incluir crianças de 4 à 17 anos? a resposta é…

…Fanfarra

Fanfarra tem custo baixo para as escolas, é fácil implantar e trata-se da  primeira oportunidade para crianças adolescentes se expor publicamente, é estimulante para os alunos de colocar na vitrine e os alunos participam tocando sopro ou percussão, segurando bandeira ou simplesmente desfilando. Outra observação pessoa:  eu desfilei muito, primeiro só desfilando, depois tocando surdo, depois tocando caixa e depois trompete.

A gente experimenta algo semelhante ao palco, vira vitrine e isso vicia e a experiência nos anima seguir adiante com a música. Outra característica a favor é a do envolvimento familiar: pais, tios e parentes certamente comparecerão aos desfiles para prestigiar os participantes.

Estamos há mais de três décadas, observando a decadência das artes e a música é a mais popular e eclética, mais abrangente e infelizmente têm se oferecido às últimas gerações, música muito ruins e atenção: essa análise não é feita baseada em gosto pessoal, mas sim pela estética, que pertence a um campo da filosofia. E a estética diz que batidas repetitivas do início ao fim, é ruim, alienante.


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