Manuel Monteiro: “Ser um bom vendedor é ser mais que um vendedor” por 29/09/2020

Manuel Monteiro começou sua carreira vendendo fisicamente, mas aos poucos foi migrando para o on-line. Conversamos com Manuel para entender sua visão sobre ambas plataformas.

O profissional Manuel Monteiro é natural de João Pessoa-PB, mas três anos reside em Recife, Pernambuco. Há 19 anos no segmento de instrumentos musicais, áudio e iluminação profissional, iniciou sua carreira em 2001. Até 2013, Monteiro trabalhou exclusivamente com vendas ao público em lojas físicas e, de 2014 até o presente momento, vem se dedicando ao mercado digital, especificamente em marketplaces como Mercado Livre, B2W, Magazine Luiza, e redes sociais. 

Nesses 19 anos de experiência, Manuel passou por várias lojas nas cidades de João Pessoa e Recife e desempenhou diversas funções, como vendedor, sub-gerente, gerente de vendas, supervisor, comprador na parte de instrumentos e acessórios e mais recentemente supervisor de e-commerce em um grupo de lojas de Recife. 

A seguir Manuel conta mais sobre sua carreira e as vendas físicas e on-line.

M&M: Por que você escolheu trabalhar no segmento de instrumentos musicais? 

Manuel: Não foi por acaso. Desde pequeno, eu sempre gostei de música e instrumentos musicais. Lembro-me, que quando tinha entre cinco e seis anos, eu gostava muito de bateria, mas como meus pais nunca tiveram condições para comprar, pois vim de uma família humilde, eu mesmo construía a minha. Eu usava panelas, latas de leite epedaço de madeiras buscando construir a minha bateria e, no quintal de casa, ficava escutando músicas e tentava acompanha-las. 

Quando a minha mãe ia pro centro da cidade, eu sempre pedia pra ela me levar com apenas um propósito: passar nas lojas de instrumentos musicais e ficar olhando as baterias. Eu babava e ficava feliz só em vê-las. Já em algumas ocasiões, ficava um pouco triste, pois eu pedia pra tocar, mas o pessoal das lojas não deixavam. Uma coisa que fazia muito era assistir shows das bandas na televisão, ficava o tempo todo vendo os bateristas e nem piscava os olhos. 

M&M: Quando conseguiu comprar a sua? Conte um pouco mais.

Manuel: Aos 16 anos, quando eu consegui o meu emprego como jovem aprendiz, fui juntando um pouco que ganhava, mesmo não sendo muito. Eu ganhava pouco e ainda ajudava minha mãe em casa. Em 2001, aos 19 anos, surgiu uma oportunidade de trabalhar como office boy numa loja de Instrumentos musicais.

Aquilo pra mim foi um sonho, pois veio na lembrança  as imagens de quando eu era pequeno, que ia para as lojas só pra ver as baterias e naquele momento, estar trabalhando em uma loja de Instrumentos, foi mais que uma realização, pois sabia que estava mais perto de realizar o meu sonho de criança: de poder comprar minha bateria de verdade. 

Acabei realizando o meu sonho de comprar uma bateria aos 17 anos, usada, mas era uma bateria de verdade.

Após três meses trabalhando como office boy nessa loja, surgiu uma oportunidade de ser vendedor. Desde então, até os dias hoje eu continuo no ramo e não me vejo fazendo outra coisa na vida que não seja trabalhar com instrumentos musicais.  

M&M: Manuel, falando sobre o mercado atual. Quem é o comprador de hoje em dia? Como você definiria o perfil?

Manuel: O comprador de hoje em dia é mais exigente, porque ele tem a sua disposição todas as informações e referências sobre o produto ou serviço que pretende adquirir. 

O perfil varia muito de acordo com cada área. Pessoas procuram instrumentos musicais para presentear um amigo ou familiar, há também quem procure por instrumentos por hobby ou uso profissional, como profissionais da música de modo em geral.  

M&M: O que mudou no mercado nos tempos digitais?

Manuel: O perfil do cliente mudou, com a popularização da internet e o aumento expressivo de seus usuários nos últimos tempos.Muitos clientes já chegam nas lojas físicas com os preços na cabeça, por pesquisas feitas na internet.  A procura por produtos e serviços nas plataforma digitais cresceu expressivamente. A quem não procurem mais por lojas físicas, dando preferência às compras online, e por existir uma concorrência maior devido ao mercado nacional, o cliente acaba ganhando com isso. 

Estimativas apontam cerca de 58 milhões de consumidores ativos na internet, esse número representa cerca de 27% da população brasileira, que tende a aumentar nos próximos anos. 

M&M: Quais os principais fatores que definem um bom vendedor de instrumentos e áudio?

Manuel: Quando se fala em ser um bom vendedor, na verdade não importa muito o segmento, pois um bom vendedor é bom vendedor em qualquer ramo de comércio, onde se trata em vender algo para alguém, desde que ele tenha conhecimento do produto que vende, e o principal, saiba ter um bom relacionamento com o cliente. Ser um bom vendedor,  na verdade, é ser mais que um vendedor. 


Nas próximas semanas postaremos várias colunas interessantes que Manuel escreveu para aqueles vendedores que procuram dicas e querem se profissionalizar ainda mais. Não perca!