Amplificadores
Como escolher o melhor amplificador valvulado para guitarra
Um guia rápido e eficiente para ajudar você a escolher o melhor amplificador valvulado para guitarra
7 min de leitura
Um guia rápido e eficiente para ajudar você a escolher o melhor amplificador valvulado para guitarra
Crescemos ouvindo que amplificadores valvulados são os melhores e leva tempo até entendermos as razões que fazem com que praticamente todos os seus ídolos usem valvulados ao invés de transistorizados. Dessa forma, o sonho de ter um aumenta até que chega uma hora que é possível realizá-lo. Aí pesquisamos e muitas dúvidas surgem, alguns mitos e algumas verdades. Preparei esta matéria com a intenção de ajudar você a entender o que é preciso primeiramente para se escolher e, posteriormente, para manter em bom funcionamento um amplificador valvulado, o sonho de todo guitarrista.
Como sei qual o melhor amplificador valvulado em termos de timbre?
É muito subjetivo, então cada pessoa tem sua preferência ou até mais de uma. Se for para simplificar muito, em síntese, podemos dividir os timbres em duas categorias: Californiano e Britânico. Dentro de cada categoria temos várias marcas, por exemplo:
- Californiano: Fender, Mesa/Boogie, Dumble
- Britânico: Marshall, Vox, Orange
Cada marca possui diversos modelos:
- Fender: Vibrochamp, Blues Júnior, Bassman, etc…
- Mesa/Boogie: Mark V, Nomad, Heartbreaker, Triple Rectfier, etc…
- Marshall: JCM800, Plexi, JTM45, etc…
Cada modelo possui suas diferenças de timbre, mas se você não está familiarizado com os timbres, comece a observar as diferenças entre as duas categorias principais que mencionei: Californiano e Britânico. Algumas bandas e artistas usam ao mesmo tempo várias marcas e modelos de amplificadores valvulados, cada uma para um uso diferente, aproveitando o que eles têm de melhor. Por exemplo, usando um Fender Vibrochamp para sons limpos e um Marshall JCM800 para drives. Mas muitos também são fiéis a uma marca e até mesmo a um modelo.
Válvulas do amplificador Mesa/Boogie Dual Rectifier
O que torna o som de um amplificador valvulado melhor do que um transistorizado?
As válvulas enaltecem os harmônicos pares da série harmônica, que é o componente de qualquer timbre, incluindo o timbre de sua guitarra. Estes harmônicos pares são mais agradáveis ao ouvido humano do que a mistura de harmônicos pares e ímpares que é enriquecida pelos transistores. Costumo dizer que esta é uma explicação que não explica porquê, a não ser que você saiba o que é série harmônica e seus harmônicos, ela não ajuda muito a entender o que torna o valvulado melhor, mas é a melhor explicação falando da parte técnica. Falando de forma artística, o valvulado tem o som mais quente, mais orgânico, em contrapartida ao som frio de um transistorizado.
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Mais pesado para transportar?
Sim, se você comparar dois amplificadores de mesma potência, um valvulado e outro transistorizado, o valvulado será mais pesado, principalmente pelos transformadores utilizados.
Porque o amplificador valvulado tem duas chaves para ligar?
São duas chaves, normalmente Power e Stand By. Você deve ligar a chave Power primeiro e aguardar alguns minutos (o tempo exato é controverso, há quem diga que não são necessários mais do que 30 segundos) para a baixa voltagem aquecer as válvulas e só então ligar a Stand By que deixará a alta voltagem passar. A intenção é prevenir danos às válvulas ao receber alta voltagem ainda frias e aumentar a vida útil das mesmas. Enquanto a chave Stand By estiver desligada, nenhum som é gerado pelo amp.
Alguns amplificadores valvulados possuem apenas chave liga/desliga, não necessitando da chave Stand By.
E na hora de desligar?
O indicado é desligar primeiro a chave Stand By, aguardar alguns segundos e posteriormente desligar a chave Power. Alguns afirmam ser possível desligar as duas chaves de uma vez sem danos ao amp. Por precaução eu prefiro a primeira opção.
Válvulas podem quebrar quando transportadas ainda quentes.
Como o vidro delas dilata com o calor gerado pelo amplificador, ele fica mais frágil enquanto quente. É recomendado que as espere esfriar antes de mover o amp. Caso não seja possível esperar, evite movimentos bruscos e pancadas para não quebra-las.
Tipos de válvulas para amplificadores de guitarra
Antes de mais nada é importante saber que existem válvulas de pré-amplificador e de power. Falando de forma muito geral as de pré são responsáveis pelo timbre e ganho (bem como, claro, todo o projeto). As de power são responsáveis pelo volume. Lembrando que estou falando de uma forma geral pois os ganhos das válvulas de pré irão interferir no volume, principalmente no som limpo (no drive terá mais ganho ou menos ganho) e as de power também imprimem uma característica marcante ao timbre.
Válvulas de pré-amp

Modelos distintos de válvulas 12AX7
Dentro da categoria de pré, temos vários tipos. Os mais conhecidos são da família 12ax7 e suas variantes 12au7, 12at7, 12ay7, etc. O que muda entre elas é basicamente o ganho. A 12ax7 tem 100% de ganho, enquanto a 12at7 tem 60% de ganho, a 12ay7 tem 45% de ganho, a 12av7 tem 40% de ganho, a 12au7 tem 20% de ganho (valores aproximados)… Veja aqui um vídeo mostrando a diferença de ganhos entre as válvulas!
Nos muitos testes que já fiz até hoje eu identifico mais diferença de timbre entre marcas (JJ Tesla, Mullard, Electro-Harmonix, Sovtek, etc…) do que entre tipos diferentes de uma mesma marca. Por exemplo: Vejo mais diferença entre uma 12ax7 da Mullard e uma 12ax7 da Sovtek do que entre 12ax7 e uma 12au7 ambas da Mullard. Mas cada pessoa tem uma percepção diferente do som e é importante você mesmo fazer os testes. Lembrando que, entre válvulas de tipos diferentes, há mudança no ganho/volume portanto a diferença que menciono aqui é relativa ao TIMBRE.
Válvulas de power-amp
Na categoria de power, temos também vários modelos. Os mais conhecidos provavelmente são as famosas 6L6 e as da família EL (EL34, EL84). As 6L6 são responsáveis pelo som conhecido como Californiano uma vez que são comuns em amplificadores construídos naquela região como os clássicos Fender e Mesa/Boogie. As da família EL, por outro lado, são responsáveis pelo som Britânico presentes em amps como os também clássicos Marshall, Vox e Orange.

Válvulas 6L6 do amplificador Mesa/Boogie
É possível que um fabricante que frequentemente usa um tipo de válvula construa modelos de amps com outros tipos. A Mesa/Boogie, por exemplo, que normalmente usa 6L6, tem modelos com as EL. Inclusive há modelos que aceitam os dois tipos de válvulas ao mesmo tempo podendo alterar entre elas através de uma chave comutadora, onde você consegue o melhor de cada universo. Californiano e Britânico, entretanto, são apenas referências sonoras pelos quais os timbres ficaram conhecidos e não se limitam necessariamente à região geográfica onde se localizam as fábricas.
A razão para que válvulas diferentes fossem usadas pelos fabricantes de cada região é por quê as 6L6 usadas pela californiana Fender eram muito caras na Grã-Bretanha, portanto Jim Marshall, lendário fundador da empresa batizada com o seu sobrenome, desenvolveu amplificadores com válvulas mais acessíveis em seu país, bem como os demais fabricantes britânicos.
Falando ainda de tipos de válvulas é importante dizer que alguns nomes variam entre os EUA e a Europa. A 12ax7, por exemplo, é chamada de ECC83 na Europa.
Fonte: Blog Reinaldo Figueiredo
Aviso: As opiniões expostas pelos seus autores não necessariamente refletem a opinião do Música & Mercado ou dos outros autores que aqui escrevem.
Amplificadores
Peavey lança caixas MegaBass 410 e 115
Novos gabinetes para baixo chegam com menor peso, construção reforçada, rodízios incluídos e compatibilidade com qualquer cabeçote.
A Peavey apresentou as novas caixas acústicas MegaBass 410 e MegaBass 115, uma linha pensada para facilitar a rotina de turnês e ampliar as opções de configuração para baixistas. Segundo a empresa, os novos modelos combinam menor peso, construção mais resistente e rodízios removíveis para agilizar transporte e montagem.
A fabricante afirma que os gabinetes foram desenvolvidos como extensão da filosofia de projeto da série miniMEGA, linha de amplificadores de baixo presente há anos em diferentes mercados. Nesta nova fase, a Peavey aposta em técnicas de construção voltadas à praticidade, sem abrir mão da resposta física dos graves.
A MegaBass 410 traz quatro woofers de neodímio de 10 polegadas para serviço pesado. O sistema trabalha com impedância nominal de 8 ohms e suporta 1200 watts de programa e 2400 watts de pico. O gabinete também inclui driver de compressão de 1 polegada com tweeter em corneta e controle ajustável de nível para ampliar a resposta de frequência.

A MegaBass 115 usa um falante BW de 15 polegadas e também incorpora driver de compressão de 1 polegada com tweeter em corneta e ajuste de nível. Segundo a Peavey, o modelo pode operar sozinho ou em conjunto com a MegaBass 410. A caixa mantém a mesma impedância nominal de 8 ohms e a mesma capacidade de potência, com 1200 watts de programa e 2400 watts de pico.

Os dois modelos usam desenho bass reflex ultraleve, com construção em compensado reforçado para reduzir o peso e manter a durabilidade em uso contínuo. O acabamento inclui revestimento em vinil preto, ferragens de aço reforçado e grade metálica com pintura a pó.
Para o trabalho na estrada, os gabinetes trazem alças embutidas com mola e rodízios pop-out incluídos. A conexão é feita por duas entradas combo com trava do tipo twist-lock, pensadas para garantir estabilidade de sinal durante a operação.
Amplificadores
Amplificador BEAM MINI da Blackstar com modelagem digital e uso portátil
Equipamento combina conectividade, simulação avançada e formato portátil para prática, gravação e criação de conteúdo.
A Blackstar anunciou o BEAM MINI, um amplificador compacto de mesa voltado para guitarristas, baixistas e usuários de violão que buscam mobilidade com qualidade sonora.
O modelo chega ao mercado global hoje, 24 de março de 2026.
Áudio expandido em formato compacto
Mesmo com dimensões reduzidas, o BEAM MINI traz:
- dois alto-falantes full-range de 60 mm
- dois radiadores passivos de graves
- tecnologia Super Wide Stereo
O resultado é uma reprodução mais ampla e definida, tanto para instrumento quanto para áudio via Bluetooth.
Modelagem e controle
O amplificador utiliza modelagem digital em nível de componentes, incluindo:
- 12 modelos de amplificadores de guitarra
- 3 modelos de baixo
- 2 vozes acústicas e simulador de violão
O controle é feito diretamente no equipamento com o sistema SpeedDial, além de recursos adicionais via aplicativo, que oferece presets e ajustes avançados.
Recursos para músicos atuais
Entre as funcionalidades estão:
- Bluetooth para reprodução de áudio
- efeitos com ajuste rápido (XpressFX)
- entrada de microfone com reverb
- tecnologia CabRig baseada em IR
O equipamento atende aplicações como prática, composição, streaming e gravação.
Com construção IP66 e até 18 horas de bateria, o BEAM MINI foi projetado para uso portátil.
Amplificadores
Hartke lança o cabeçote de baixo TX7500 de 800 W
Novo modelo leve combina potência para palco e recursos de conexão para estúdio.
Hartke anunciou o lançamento do TX7500, novo cabeçote de baixo que amplia a linha de amplificadores leves da série TX.
O modelo foi projetado para baixistas que atuam tanto em palco quanto em estúdio, combinando alta potência com portabilidade.
Potência para rigs de grande porte
O TX7500 entrega 800 watts a 4 ohms, permitindo alimentar desde setups compactos até sistemas de amplificação maiores.
O equipamento possui saídas 1/4” e SpeakOn, possibilitando conexão com diferentes tipos de caixas de baixo.
O sistema também inclui ventilação ativa por ventoinha, permitindo operação contínua em apresentações ou sessões prolongadas.
Construção leve para músicos em turnê
O cabeçote utiliza chassi metálico, desenvolvido para suportar o uso em turnês e transporte frequente.
Mesmo com essa construção robusta, o equipamento pesa cerca de 3,8 kg (8,5 lb) e conta com alça integrada para facilitar o transporte.
Pés de borracha de grande tamanho ajudam a manter o amplificador estável sobre a caixa mesmo em volumes elevados.
Recursos de timbre e gravação
O TX7500 também inclui funções voltadas para gravação e modelagem de timbre:
- controle de Drive para adicionar saturação
- compressor para controle de dinâmica
- equalizador gráfico e controles de frequência
- botões Brite e Shape para ajuste de agudos e graves
O modelo também oferece loop de efeitos com conexões send/return de 1/4” e saída direta XLR com ground lift, permitindo enviar sinal direto para sistemas de PA ou interfaces de gravação.
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