Entrevista: Kiko Loureiro fala sobre seu pedal da NIG

Entrevista: Kiko Loureiro fala sobre seu pedal da NIG
maio 20 09:03 2016

O reconhecido guitarrista brasileiro — que hoje toca no Megadeth — fala sobre seu pedal signature criado pela NIG Music

Como mostramos em nossa seção de produtos na edição 83, a NIG lançou um pedal comemorativo do Kiko Loureiro. A ideia de lançar um produto que o Kiko já usava, em uma versão exclusiva e com edição limitada, surgiu por vontade de ambas as partes e tomou forma quando, no ano passado, a NIG, em comemoração aos 15 anos da marca, criou o SPK Shred Pro — Edição Especial Kiko Loureiro.

Trata-se de um pedal com somente 300 unidades disponíveis ao mercado, assinadas à mão pelo próprio Kiko e acondicionadas em embalagens de luxo, tornando-se um item de colecionador, especialmente para os fãs do guitarrista. Veja o que o músico do Angra e do Megadeth tem a dizer.

Kiko Loureiro

Kiko Loureiro: parceria premium com a NIG Music

Música & Mercado: Como nasce a ideia do produto signature?

Kiko Loureiro: A ideia para criar um produto signature começa com o músico usando e gostando do produto, conhecendo a linha que a empresa faz e até o pessoal que desenvolve o item. Eu já conhecia o pessoal da NIG há muito tempo. O Sydnei Carvalho — gerente de marketing e excelente guitarrista — me ofereceu alguns pedais para ver a linha, sem ser endorser ainda, só para conhecer os produtos e dar minha opinião. O Shred Pro foi um desses pedais que eu curti logo de cara e comecei a usar no meu set. Depois de ter usado por um tempo, surgiu a ideia de fazer uma edição comemorativa, quando eu entrei no time da NIG como endorser. Então criamos esse produto numa caixinha legal, bonita, com uma cor diferente do pedal usual, assinado e com número certinho de 300 cópias. Foi uma ideia para fazer algo diferenciado a fim de marcar o momento em que comecei a usar a marca oficialmente.

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Música & Mercado: Como é trabalhar com a NIG?

Kiko Loureiro: Trabalhar com a NIG é muito fácil porque são pessoas que eu conheço há muitos anos. É um pessoal muito top de uma superempresa, e tem essa amizade, esse respeito mútuo que nos permite ter uma fluidez muito boa de ideias e conceitos. A parte difícil acaba sendo eu não morar no Brasil e esperar até a minha próxima viagem para fazer uma visita à empresa e poder testar os produtos novos com os engenheiros e o pessoal de lá, ver os protótipos. Às vezes pode demorar, mas fico ansioso por poder experimentar com eles. É divertido poder ajudar a desenvolver, entrar na parte do conceito do produto em si. A NIG e o Sydnei conseguem criar um elo com os músicos, uma relação saudável em que um ajuda o outro.

Música & Mercado: O que significa para você ter um pedal signature?

Kiko Loureiro: Ter um pedal exclusivo é obviamente ótimo! Fico muito contente e lisonjeado de a NIG produzir um pedal exclusivo com meu nome, assinado, numerado e criar toda essa embalagem em volta do produto. É um pedal que eu sempre curti, então, quem gosta de tocar rápido, de ter bastante distorção na guitarra, vai curtir esse pedal e poder usá-lo da melhor forma. Acho fantástico ter meu nome associado com essa grande marca de pedais brasileira, que vem fazendo um trabalho bem-feito ao longo de tantos anos.

embalagem_kiko2 copiaMúsica & Mercado: Do que você mais gosta no pedal e por quê?

Kiko Loureiro: O que eu gosto é que ele me deixa bem confortável. Tem certas coisas em termos de som, de timbre do equipamento que é difícil traduzir em palavras, mas é esse lance de você se sentir bem tocando e conseguir dar o seu melhor. Dá um sustain legal, um timbre legal, as possibilidades de ter bastante distorção, a chave seletora, você tem um boost no próprio pedal. Gosto dessa utilidade e facilidade dele.

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Música & Mercado: Já está usando o pedal nos seus shows?

Kiko Loureiro: O Shred Pro antigo eu já uso há muitos anos. Essa série limitada vou receber agora nos Estados Unidos e começar a usar na turnê com o Megadeth. Nos primeiros shows eu usei equipamento que já tinha do Megadeth para poder me adaptar e ver como eles atuavam, mas agora temos mais confiança e vou tentar introduzir meu pedal no set para testar nos três equipamentos que a gente tem na banda. Já utilizei em workshops e em outras situações, mas agora vou usar com os shows ao vivo.

 

 

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