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3 fatores importantes de analisar no momento de comprar sua bateria. Confira. Se você toca bateria, ou pretende um dia tocar, e está querendo investir seu rico dinheirinho em um novo instrumento, cada dia mais vai pairar sobre sua cabeça uma dúvida cruel: Qual comprar? Essa dúvida tem sido difícil de ser respondida pelo fato […]

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Como escolher sua bateria

3 fatores importantes de analisar no momento de comprar sua bateria. Confira.

Se você toca bateria, ou pretende um dia tocar, e está querendo investir seu rico dinheirinho em um novo instrumento, cada dia mais vai pairar sobre sua cabeça uma dúvida cruel: Qual comprar?

Essa dúvida tem sido difícil de ser respondida pelo fato de que instrumentos de entrada tem sido embelezados de tal forma a se parecerem cada vez mais com instrumentos realmente profissionais. E muitas vezes se paga “gato por lebre” pela falta de conhecimento ou de pesquisa.

Nesse artigo vou levantar 3 fatores que podem lhe ajudar a escolher da melhor forma, e talvez da que também lhe dê menos dor de cabeça.

Vamos então a alguns questionamentos para analisar na hora de investir.

1- Bateria nova ou usada? 

 

 

Sim, ao meu ver isso é um fator importantíssimo a se pensar. Pois instrumento novo está cada vez mais caro, e independente do seu investimento sempre haverão escolhas muito bacanas nos dois tipos de compra.

Um instrumento novo, se você já sabe tudo sobre ele, pode comprar online e pedir que te enviem do lugar onde você encontrar a melhor oferta. Instrumento usado eu te aconselho a sempre olhar de perto.

Há muito golpe por aí, e você só terá a certeza de um bom investimento se ver pessoalmente o estado do instrumento que vai adquirir.

A vantagem do instrumento usado é que se você garimpar bem pode conseguir uma boa oferta por um instrumento de melhor qualidade do que aquele que você compraria novo pelo mesmo preço.

E o usado em geral não vai se desvalorizar se você comprar por um preço justo. Já um instrumento novo é igual carro zero.

Tirou da loja, o preço já cai automaticamente.  Mas caso você não seja um profissional experiente, a compra de um instrumento usado pode se tornar um desafio, pois não adianta só ler algo na internet pra saber de todos os detalhes importantes.

Peça ajuda de um profissional (isso pode e DEVE ter algum custo). Senão, melhor adquirir realmente algo novo. E claro, se você tem condições de comprar algo bacana e novo, essa sempre será uma experiência especial.

Nada como sentir aquele cheirinho de instrumento novo, recém saído do plástico. 

2- Bateria acústica ou eletrônica?

 

 

Bem, eu não conheço a tua necessidade e nem onde tu pretendes tocar teu instrumento.

Mas pensar nesse detalhe pode te ajudar na continuidade ou no travamento do uso do que tu vais comprar. Se mora em apartamento, condomínio fechado ou vai ter que tocar em um local que não pode fazer barulho, te aconselho adquirir uma bateria eletrônica.

Se vai tocar em um local onde possa sentar a mão sem dó, ou onde tenha isolamento acústico, vai de bateria acústica sem pensar duas vezes. Além da questão de volume, você também pode pensar na bateria eletrônica como uma aliada de quem está começando a tocar.

Pense bem, esse é um instrumento caro por natureza, mesmo se for uma bateria de entrada. E em uma bateria eletrônica você pode adquirir já um kit completo.

De repente vai investir em um banco, um fone, e não muito mais do que isso. Em uma acústica você precisa dos pratos, que com certeza serão caros, e provavelmente também vai querer trocar as peles, pois de maneira geral as peles originais que vem com as baterias novas não são muito bacanas.

Baterias que vem com pratos então, nem se fala. Outro bom motivo pra se analisar no tópico 1, pois você muitas vezes consegue uma bateria usada já com peles bacanas e pratos.

Já que voltei a falar sobre isso, bateria eletrônica eu acho algo mais perigoso de se comprar usado. Só compraria se pudesse testar ou se conhecesse de perto a procedência e cuidado com o instrumento. Isso por se tratar de algo eletrônico, com muitos fios.

A possibilidade de um cabo quebrar, ou de um pad estar falhando, é infelizmente grande. Bateria eletrônica dura muito mais e corre menos perigo quando se compra pra deixar montada e sempre parada em um mesmo lugar.

Por conta desses motivos é importante sempre perguntar e também analisar no que tu pretende utilizar tua bateria. 

3-Bateria bonita ou boa? 

 

 

Como falei em nossa introdução existem cada vez mais instrumentos feitos pra se comprar com os olhos. E quanto menos se entende sobre o instrumento que se compra, mais acabamos inclinados a cair nessa cilada.

Aí você precisa parar e me responder à pergunta desse tópico. O que tu preferes? E sim, a bateria pode ser as duas coisas.

Mas tudo depende de quanto tu estás disposto a investir. E te digo que é difícil até mesmo fazer uma tabela baseada em valores, pois além de mudarem rapidamente, também existem marcas que vendem como “grife” instrumentos bem acabados e lindos, mas de qualidade inferior ao que estão te cobrando.

Pense que um instrumento com acabamento laqueado é sim muito bonito, mas ele será sempre mais caro que um instrumento com acabamento revestido. E ele pode ser laqueado mas por baixo ter madeira em basswood ou poplar, que eu pessoalmente desaconselho. Enquanto um revestido pode ser em maple ou birch.

A ferragem de uma bateria de marca famosa pode ser simples e frágil no setup do preço que você quer pegar, mas a marca mais desconhecida pode ter ferragens de pés duplos, mais robusta pra você usar com segurança.

Você também deve pensar se quer uma bateria com muitos tambores só por bonito, ou se precisa realmente. Uma bateria com 3 tons e 2 surdos com acabamento laqueado e madeira em basswood pode custar um valor que você compraria uma bateria de melhor qualidade, mas com menos tambores e acabamento revestido e a madeira em birch, só pra usar como exemplo.

E se liga, muitas baterias misturam madeiras só pra dizer que são algo que elas NÃO SÃO. Também é MUITO IMPORTANTE você testar as conexões de

Daniel Batera

toda a bateria. Tudo que tem borboletas ou parafusos que sustentam os tambores, sejam os pés de bumbo e surdo, sejam os ton holders.

Você precisa ter certeza que tudo está funcionando perfeitamente e que segura de maneira firme.

Conclusão  

Comprar uma boa bateria e saber que você fez o melhor investimento, ou adquiriu o instrumento no melhor “custo x benefício” não é tarefa fácil.

E eu poderia falar sobre o assunto por horas a fio. Mas talvez com essas dicas acima tu já consigas ficar mais ligado e isso ajude na compra.

Ou, você pode buscar a ajuda de um profissional da tua confiança pra te ajudar na hora de fazer um investimento tão importante e pesado. Entenda que quanto mais você puder investir, melhor a chance de conseguir um resultado satisfatório e duradouro.

E se você não tem um profissional da tua confiança escreve pra mim que eu vou tentar te ajudar da melhor maneira possível, ok! Mande um e-mail para: danielbatera@hotmail.com

*Autor: Daniel Batera. Músico de Porto Alegre-RS, baterista há 33 anos, professor há 26 anos, criador do Portal Daniel Batera e também do curso Music Marketing Brasil. Precursor em ministrar aulas on-line ao vivo. Endorsee das Istanbul Mehmet, Pitbull Hardbags, Ric Cortez Gold Pro e Studio 10 Poa.

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Clarinetes e saxofones: cuidados e manutenção https://musicaemercado.org/clarinetes-e-saxofones-cuidados-e-manutencao/ Wed, 12 May 2021 12:22:52 +0000 https://musicaemercado.org/?p=80908 Clarinetes e saxofones: cuidados e manutenção

Nesta coluna, com a colaboração do luthier Daniel Tamborin, mostramos alguns problemas e soluções que os clarinetistas e saxofonistas podem encontrar nos seus instrumentos. Identificando e solucionando problemas Os problemas mais comuns nos clarinetes e saxofones são os vazamentos e molas que se quebram. São os grandes vilões e que acabam deixando os músicos em […]

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Clarinetes e saxofones: cuidados e manutenção

Nesta coluna, com a colaboração do luthier Daniel Tamborin, mostramos alguns problemas e soluções que os clarinetistas e saxofonistas podem encontrar nos seus instrumentos.

Identificando e solucionando problemas

Os problemas mais comuns nos clarinetes e saxofones são os vazamentos e molas que se quebram. São os grandes vilões e que acabam deixando os músicos em situações delicadas nos momentos mais preciosos. Mas existe muito mais coisas que você precisa saber.

1. VAZAMENTOS

No clarinete, as sapatilhas estouram. Elas são feitas de um material chamado baudruche e tem um tempo de duração, que vai de um ano e meio à dois anos, a partir daí o risco de estourarem é grande ocasionando os vazamentos.

Os saxofones possuem as sapatilhas mais resistentes, porém apresentam problemas de desregulagem com o tempo.

As sapatilhas utilizadas nos saxofones Selmer são especiais, hidratadas e preparadas para água, duram muito tempo.

As clarinetas Buffet Crampom top de linha (Prestige e Tosca), estão utilizando uma sapatilha que chama gortex. É uma sapatilha comum feita de papelão, feltro e baudruche, e por cima, um material sintético semelhante ao teflon. Essas sapatilhas duram muito tempo, oito anos ou mais.

CUIDADOS

Muitos clarinetistas tem por hábito, soprar as sapatilhas quando a água se acumula. Não faça isso, a água se espalha deixando-a mais difícil de secar.

CONSERTANDO EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Tem o famoso “Kit de Emergência Brasileiro”, que é elástico e fita teflon (aquelas brancas de consertar encanamento). 

Nesta situação, o teflon pode ser utilizado. É a solução mais rápida e funcional. Coloque a fita sob a sapatilha estourada. Dessa forma é possível melhorar a vedação evitando uma situação delicada na hora de tocar.

O teflon deve ser visto como uma solução de caráter emergencial. Passada a situação de sufoco, é necessário trocar a sapatilha com problema.

2. SAPATILHAS GRUDANDO

Os clarinetista são muito detalhistas, e não gostam que as sapatilhas façam barulho, nem aquele barulhinho ao se descolarem. Já os saxofonistas não ligam muito para isso, mas sapatilhas grudando as vezes atrapalham.

MOTIVOS

  1. Pressão de molas: podem estar com pouca pressão e não conseguem fazer com que a sapatilha volte; 
  2. Alguma aspereza da chaminé, que pode segurar a sapatilha;
  3. Com o tempo, pode acontecer de a sapatilha ficar com uma marca muito funda, isso faz com que ela se prenda no orifício do instrumento, aí é necessária a troca; 
  4. O fator mais comum é sujeira, pó, umidade, tocar após ter comido doce sem enxaguar a boca.

SOLUCIONANDO

A primeira coisa é olhar para tentar saber o que está acontecendo. De nada adianta limpar, se a chaminé estiver prendendo de alguma maneira a sapatilha.

Limpe as sapatilhas e as chaminés. Pode ser com álcool, fluído de isqueiro também funciona bem, e em seguida coloque algum pó bem fino tipo talco ou pó de giz. Em saxofones pode-se usar lustra móveis, o que além de limpar, hidrata as sapatilhas. 

3. QUEBRAS DE MOLAS

Principalmente em temperaturas mais baixas, há muito mais condensação de ar dentro do instrumento, deixando-o bem mais molhado. 

Os clarinetistas tem o costume de assoprar o instrumento nas partes onde se acumula mais água. Isso é ruim porque ao soprar, essa água se espalha para as molas. Essas molas de aço azul trabalham sob pressão, e se enferrujadas tornam-se mais frágeis e portanto mais susceptíveis à quebras.

Os saxofonistas já não tem tanto o hábito de soprar as sapatilhas e por conseqüência as molas duram mais, além de serem mais resistentes.

CONSERTANDO EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Voltamos ao nosso Kit de Emergência. É primordial ter elástico no estojo do instrumento. Observando o funcionamento da mola, é possível fazer com que o elástico faça a mesma função dela.

As vezes você pode até ter mais recurso para trocar uma mola, mas dependendo do lugar onde ela quebra, se quebrar próximo à coluneta, não tem muito como tirar, em local sem luz e sem material apropriado, a melhor solução é mesmo o elástico.

4. RACHADURAS

Outro problema mais sério em clarinetes são as rachaduras na madeira. Isso ocorre, principalmente, devido ao choque térmico e umidade. Se o instrumento estiver úmido e mudar de um ambiente quente para um ambiente frio, ou vice versa, esta é a receita básica para que ele se rache.

As rachaduras mais comuns são nos barriletes, e na parte superior do instrumento, porque são os lugares que contem mais umidade.

COMO CONSERTAR UMA RACHADURA?

É considerada rachadura, quando ela é vazante ou quando pega algum orifício. A dilatação da veia da madeira nem sempre caracteriza uma rachadura, e isso pode ser resolvido com técnicas de colagem. Uma rachadura fatal ocorre quando a mesma atinge três orifícios, aí o instrumento esta praticamente perdido, em outros casos há recuperação e o conserto praticamente nem aparece, mas pode voltar a acontecer no mesmo lugar ou gerar outras rachaduras. As vezes há a sugestão de colocação de pinos, mas essa solução é muito agressiva para o instrumento, podendo até rachar em outros lugares. “A Buffet Crampom não coloca pino nesse tipo de conserto”, explica Daniel.

PREVINIDO-SE DE RACHADURAS

Em locais onde possa existir grandes variações de temperatura, existe maiores probabilidades de rachaduras em clarinetes. Isso acontece muito em Campos do Jordão, interior de São Paulo. Lá é um local muito frio, e após tocar, a mudança de temperatura do instrumento muda muito bruscamente, então é necessário tomar muito cuidado.

O fator umidade deve ser considerado tanto para mais como para menos, muita umidade é ruim, pouca umidade também. Em regiões muito secas, como Brasília, por exemplo, é necessário fazer a hidratação da madeira.

CUIDADOS

A hidratação dos clarinetes é feita em oficinas de reparo, mas para quem está fora dos grandes centros e sem acesso à um luthier, pode fazê-lo. 

É possível hidratar a madeira de forma simples, sem desmontá-lo, umedecendo o instrumento com óleo vegetal, não mineral. Pode ser até óleo de cozinha, umedecendo um pano e passando por dentro e por fora, de forma muito delicada e consciente, pouco óleo.

A questão de quantas vezes por ano, vai depender da região. Em climas secos pode ser feito de duas a três vezes ao ano. Em São Paulo uma vez ao ano é suficiente.

5. SAPATILHAS, CORTIÇAS E CALÇOS QUE SE SOLTAM

Esta também é uma situação corriqueira, principalmente pequenos calços de feltro ou cortiça, e aqui mais uma vez nosso Kit de emergência entra em ação.

CONSERTANDO

Podemos utilizar super bonder? Saiba que essa cola é um tanto agressiva, mas voltando à situação de emergência, SIM, é possível sua utilização.

Nas oficinas, os sapatilhamentos e colagem de calços são feitos com colas de contato. Com o passar dos anos, essas colas passaram por modificações, sofrendo melhorias em sua estrutura química, e são a melhor opção. 

É interessante ter no estojo vários pedacinhos de cortiça de diversos tamanhos, no caso da perda de um calço você terá algum disponível. 

É possível também colar uma sapatilha sem desmontar o instrumento, dependendo do acesso que você tenha à ela, mas lembre-se, sempre de forma delicada e consciente.

É comum acontecer das cortiças sofrerem variação com as mudanças climáticas, podendo murchar deixando as junções frouxas. Isso pode ser resolvido encapando-se a cortiça com fitas teflon. Mas lembre-se, se o teflon ficar muito tempo em contato com a prata, ou metal do saxofone, ele pode danificá-la, deixe somente o tempo necessário.

Nos saxofones é muito importante que se retire a boquilha do tudel e seque muito bem a cortiça. Ao montar é bom passar o lubrificante, isso aumentará a vida útil da cortiça.

6. CUIDADOS DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO

É muito importante que algumas regras sejam sempre observadas e seguidas

O CUIDADO É EXTREMAMENTE IMPORTANTE, E CUIDANDO, RARAMENTE VOCÊ PASSARÁ POR SITUAÇÕES DIFÍCEIS.

  1. Enxugar muito, muito, muito bem o instrumento por dentro e por fora;
  2. Tenha dois panos, um bem absorvente para secar bem internamente, pode ser do tipo perfex, e outro bem macio para limpar externamente. A limpeza externa é muito importante, principalmente para quem tem a saliva e o suor mais ácidos;
  3. Nos clarinetes, seque todas as junções e cortiças;
  4. Não guardar o pano molhado dentro do estojo, ele poderá deixá-lo muito úmido;
  5. Enxugue as sapatilhas com um papel absorvente para tirar toda a umidade dos orifícios;
  6. Não guarde o pad saver dentro do insturmento, utilize-o apenas para fazer a limpeza interna do saxofone;
  7. Não guarde o tudel do saxofone dentro da campana, ele pode entortar, e o mais comum, é o porta voz ser afetado prejudicando sua abertura. Prefira os estojos que tem espaço próprio para eles.
  8. O estojo é a casa do seu instrumento, de preferência sempre ao original. É importante que o instrumento fique bem firme lá dentro, e não tenha espaço para se movimentar;
  9. Não deixe seu instrumento dentro do porta-malas do carro, além de correr o risco de ser roubado, o calor é muito grande, podendo descolar calços e sapatilhas;
  10. Hidrate e lubrifique as cortiças com “graxas” apropriadas. 
  11. Saxofonista, retire a boquilha do tudel e seque muito bem a cortiça;
  12. Retire a palheta da boquilha após tocar, seque-a e guarde nos estojos apropriados, assim sua palheta terá uma vida útil maior, e sua boquilha também;
  13. Cuidado com os saquinhos de sílica-gel, que as vezes vem dentro dos estojos. Eles servem para tirar a umidade, nos clarinetes deve-se prestar muita atenção, pois podem ser responsáveis por rachaduras. Estes saquinhos só são necessário em lugares onde a umidade relativa do ar é muito alta, como por exemplo em regiões litorâneas;
  14. Não utilize produtos líquidos para limpeza externa de instrumentos prateados, eles podem escorrer para áreas onde você não terá acesso para limpar. Para esse tipo de limpeza, prefira as flanelas próprias com produtos limpa prata, disponíveis no mercado;
  15. Leve seu instrumento a um técnico de sua confiança a cada ano e meio, para que sejam feitas trocas de molas, sapatilhas e regulagens. Um instrumento bem tratado raramente o deixará na mão.

Daniel Tamborin responde

  1. De quanto em quanto tempo são necessárias as revisões técnicas nos instrumentos?

Se o músico for profissional ou um estudante avançado, e necessite que o instrumento esteja funcionando muito bem, e para que o risco de problemas seja mínimo, a manutenção deve ser feita uma vez por ano.

CLARINETES: Costumo fazer o sapatilhamento em um ano e no ano seguinte, apenas uma revisão. Aqui em meu atelier, procedo da seguinte maneira: na revisão eu troco tudo o que for necessário, e no sapatilhamento troco tudo, sapatilhas, calços. Alternando dessa forma funciona muito bem.

SAXOFONES: Se o saxofonista não for erudito, e tocar mais na noite, o instrumento estará trabalhando em condições mais agressivas, sujeito a poeira, umidade, fumaça de cigarro, fazendo com que suje mais, principalmente entre as molas e as colunetas. O músico fica respirando essa poeira. Uma limpeza é fundamental para sua própria higiene, para que você não fique em contato direto com o instrumento. É como escovar os dentes após as refeições. Pelo menos uma vez ao ano, é bom que se faça um processo de desmontagem, limpeza e higienização, justamente para tirar todas as impurezas.

  1. Um instrumento novo, 0 Km, precisa passar por um técnico?

Sem dúvida, e não importa a marca. Invariavelmente instrumentos novos tem ajustes a ser feitos. Essas desregulagens são principalmente devidas ao transporte. Por mais cuidados que se tenha, as viagens são longas, da Europa, Estados Unidos, Japão e Ásia, marítimas ou aéreas. Todos precisam ser revisados, eles sofrem com transporte, variações climáticas. Os instrumentos de madeira sofrem mais, e quanto maior o instrumento, pior. Um clarinete baixo parece um instrumento forte e robusto, porém ele é muito sensível. Até a madeira se acomodar com um monte de coisas “espetadas” nela, leva um tempo, as chaves se movem, os calços e sapatilhas cedem, existe todo um processo. Os instrumentos de metal não sofrem tanto, mas é sempre bom uma revisão.

  1. Amassados interferem na sonoridade do instrumento?

Depende de onde for. Se for próximo a uma coluna e esta coluna estiver próxima de um orifício, pode haver vazamento. Uma batidinha na campana não afeta em nada. 

Há inúmeros casos em que a mecânica é completamente afetada e aparentemente não se nota nada em uma primeira vista, mas em uma análise cuidadosa, esta tudo fora de lugar!

  1. Colocar o instrumento dentro de um balde ou tanque com água, para sanar vazamentos, pode ser feito?

Isso é uma temeridade! Obviamente se o instrumento for colocado na água, as sapatilhas vão inchar e conseqüentemente os vazamentos vão se fechar. Em contrapartida, a madeira, as molas, os calços, ficarão molhados. É uma atitude completamente errada e não deve ser feita nem com clarinete nem com saxofone. Loucura total! Pode funcionar na hora, ou psicologicamente vai funcionar, mas depois vai ficar pior, trazendo prejuízos nas molas que podem quebrar, as sapatilhas vão ficar úmidas por um bom tempo.

  1. Qual a melhor forma de cuidar das cortiças de junções e tudéis?

As cortiças são coladas com cola de contato. É muito comum os músicos utilizarem um tipo de lubrificante derivado de petróleo, mas esses lubrificantes fazem com que com o tempo a cola se solte, descolando a cortiça. O conselho é usar o conhecido sebo de carneiro, esse lubrificante além da ajudar as peças a se encaixarem, protege a cortiça de umidade, impermeabilizando-a. A Buffet Crampom e a Vandoren, já desenvolveram materiais sintéticos bons que também não agridem a cola.

“Uma das coisas fundamentais é a adaptação do músico ao instrumento. Cada pessoa é um músico em particular, então o instrumento precisa ser preparado para cada um, para aquela anatomia, assim como o músico precisa ser preparado para aquele instrumento. Os dois tem que “conversar” por muito tempo até se entenderem. 

O instrumento gosta muito de carinho, dando a atenção que ele merece, você terá o retorno através do bom funcionamento”, concluiu Daniel Tamborin.

Daniel Tamborin é um dos mais respeitados luthiers em instrumentos de sopro no Brasil. Possui uma sólida formação na área, tendo feito cursos na Unicamp, com o Prof. Dr. Ricardo Goldenberg. Na Europa, especializou-se em clarinete e clarinete baixo, no Centre de Formation Pavillon Michel Viot, na Buffet Crampom, em Paris. Na Alemanha, especializou-se em fagotes, na Scheiber. No ano de 2002, recebeu convite da Selmer, para fazer mais um curso em Paris. Nestas mesmas fábricas, participa todos os anos de novos cursos de reciclagem e novas técnicas, sendo assim o único representante oficial destas marcas na América do Sul. “Há sempre a procura pela melhor qualidade, novas técnicas, novas idéias de como melhorar a condição dos instrumentos dos músicos brasileiros. Como oferecer da melhor forma possível uma gama de acessórios de qualidade a preços acessíveis. Trabalho com músicos iniciantes até grandes solistas internacionais, o que é muito gratificante. Gosto de poder oferecer um bom trabalho e o meu conhecimento para resolver os problemas dos instrumentos, que não são poucos”, conta Daniel.

Atua na área desde 1993, trabalhando em sua própria oficina, o Atelier Daniel Tamborin, em São Paulo. Além da parte comercial de vendas e consertos, o atelier trabalha também com produção cultural, promovendo masterclasses, concertos e eventos na área musical. “As grandes fábricas com as quais trabalho disponibilizam solistas para virem ao Brasil através de nossos pedidos. Estamos sempre com projetos em conjunto com elas a fim de trazer algo de bom, mais informações, e o que é melhor de tudo, sem cobrar do aluno, do músico”.

Daniel realiza ainda workshops em diversos festivais e oficinas de música espalhados pelo país, oferecendo toda sua vasta experiência em consertos e reparos de clarinetes e saxofones. Mas ele não trabalha sozinho, sua esposa, Vânia Neves, é responsável pela gerência, contatos e diversos projetos desenvolvidos pelo atelier. Em Leme, sua cidade natal, quem cuida das coisas é seu irmão. Existe por lá uma “filial” do atelier, onde o trabalho é mais voltado para a manutenção dos instrumentos das igrejas da região.


*Autora: Débora de Aquino. Flautista e saxofonista, professora e educadora musical. Formada em Composição e Regência na Unesp e Licenciatura em Música no Centro Universitário Claretiano. Professora de instrumento no CLAM-ZIMBO TRIO e educação musical na Escola Suíço Brasileira de São Paulo. Atua como instrumentista em diversas formações, dentre elas o quinteto instrumental Trincheira MPB-Jazz, em atividade há dez anos, apresentando-se nos principais bares e casas noturnas de São Paulo.

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7 dicas sobre amplificadores valvulados https://musicaemercado.org/7-dicas-sobre-amplificadores-valvulados/ https://musicaemercado.org/7-dicas-sobre-amplificadores-valvulados/#comments Mon, 21 Sep 2020 12:48:25 +0000 http://musicaemercado.org/?p=77476 7 dicas sobre amplificadores valvulados

Neste artigo, apresento algumas dicas importantes ao falarmos de amplificadores valvulados. Informação útil deve ser sempre compartilhada! Dica #1 – Stand by A chave stand by é de suma importância no amplificador valvulado e tem duas funções: A primeira delas é proteger as válvulas quando ainda estão frias. O amplificador deve ficar em stand by […]

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7 dicas sobre amplificadores valvulados

Neste artigo, apresento algumas dicas importantes ao falarmos de amplificadores valvulados. Informação útil deve ser sempre compartilhada!

Dica #1 – Stand by

A chave stand by é de suma importância no amplificador valvulado e tem duas funções:

A primeira delas é proteger as válvulas quando ainda estão frias. O amplificador deve ficar em stand by por 1 minuto ao ser ligado.

A segunda função do stand by é nas pausas onde o amplificador permanece com as válvulas aquecidas e volta a emitir som imediatamente ao ser retirado da condição stand by. São aquelas situações de intervalos entre um set e outro ou no palco quando a guitarra não vai ser utilizada numa música mas será na próxima por exemplo.

Dica #2 – Loop

O loop também conhecido como send/return, é um opcional “coringa” interessante e pode funcionar de 3 formas distintas.

Como saída de linha para outro amplificador ou mesa de som, como entrada de potência para receber sinal de outro amplificador ou pré, ou como loop mesmo.

O sinal sai do amplificador pela saída de linha, entra na pedaleira e desta retorna ao amplificador pela entrada retorno.

Dessa forma o efeito em loop fica posicionado após a distorção do amplificador.

Muito útil para usar eco, delay e modulação (flanger, phaser, chorus, leslie, etc.) e ter um resultado melhor em timbre nas modulações.

O resultado é mais clareza de timbre no efeito em loop.

Dica #3 – Impedância

A impedância do gabinete ou alto-falante utilizado deve ser sempre igual ou superior à impedância da saída do amplificador.

Nunca ligar um gabinete de impedância menor que a saída, pode queimar o amplificador.

Gabinete de impedância maior que a saída vai funcionar com uma limitação de volume.

No caso de ligar vários alto-falantes ou vários gabinetes não importa a quantidade e sim a impedância resultante dessa ligação.

Para isso a nossa velha amiga matemática ajuda nos cálculos para saber a resultante.

Nos valvulados nunca ligar sem alto-falante ou gabinete conectado na saída, o amplificador pode queimar em poucos minutos.

O cabo para conexão de gabinete deve ser de bitola grossa pelo menos 1,5 mm. Não usar cabo de sinal para ligar gabinete, ele não suporta!

Dica #4 – Canais

Amplificadores de 1 canal são os que o sinal da guitarra passa por apenas um circuito desde a entrada até a saída possuindo um modo único de utilização.

Dentro dos modelos 1 canal, que são os mais antigos em concepção, existem os com predominância de som mais limpo, saturam pouco, normalmente não têm master volume e sempre foram utilizados em estilos mais comportados de música. Também existem os aparelhos de 1 canal mais nervosos, saturam até um drive mais clássico e podem ter master volume que junto com o volume pré ajuda a dosar a saturação em função do volume mais  baixo ou mais alto. Exigem mais da técnica do guitarrista de variar a força das mãos nas cordas e o volume no instrumento para limpar e saturar o som usando a dinâmica natural das válvulas. Para saturações mais fortes um bom pedal ajudando vai “muito bem obrigado” com ótimos resultados.

Amplificadores com 2 ou mais canais são mais modernos surgindo na década de 1980. O sinal da guitarra passa por mais de um caminho diferente no circuito (canal). Eles têm um canal essencialmente limpo e pelo menos mais um canal saturado que pode variar desde um drive até um hi-gain mais extremo. Possuem um footswitch para comutar os canais e não exigem tanto de técnica de mão e de volume da guitarra pela praticidade de limpar e saturar usando a troca dos canais. Normalmente os multicanais dispensam a necessidade de pedais de saturação.

Dica #5 – Válvulas de saída

As válvulas de saída são as mais importantes na característica de timbre do amplificador. Estão no último estágio de amplificação do circuito antes do alto-falante. As mais comuns historicamente usadas em amplificadores de guitarra são:

  • EL84 > baixa potência e timbre limpo médio agudo, drive bem rasgado nos médios. Famosa no Vox AC30
  • 6V6 > baixa potência e timbre equilibrado, é a “versão menor” da 6L6. Famosa nos Fender Princeton
  • 6L6 > alta potência, timbre equilibrado com graves poderosos no limpo. A 6L6 se mistura com o timbre Fender limpo nos aparelhos clássicos de 50W e acima
  • EL34 > Alta potência, equilibrada no limpo e bem rasgada nos médios quando saturada, é a válvula mais rock que existe, famosa nos Marshall 50/100W desde a década de 1960 e responsável por tudo que a banda AC/DC fez até hoje.

O timbre da válvula é sempre mais marcante quando ela trabalha mais saturada justamente pela maior produção de harmônicos, é aí que a válvula mostra sua cara gerando a distorção harmônica de acordo com a sua característica.

Escolher um determinado amplificador apenas pela válvula de saída nem sempre pode ser uma boa. Escolher pela faixa de potência muitas vezes é mais indicado porque pode-se ter a mesma característica de timbre mas num aparelho mais compatível com a situação em que se está tocando.

Dica #6 – Válvulas de pré

As válvulas de pré são as menorzinhas e aparecem em menor quantidade, no mínimo uma, nos aparelhos de baixa potência e em maior quantidade, variável, nos aparelhos de potência maior.

A quantidade de válvulas no pré se explica pela necessidade de amplificar o sinal até que seja suficiente para as válvulas de saída renderem o seu máximo. Achar que um amplificador satura mais ou menos por ter mais válvulas no pré pode ser enganoso. Algumas podem ser usadas no loop, no reverb de mola, em canais paralelos como nos Fender antigos, etc. Além disso, a saturação depende muito do circuito e como ele opera e não simplesmente pela quantidade de válvulas no pré.

As válvulas de pré mais usadas em praticamente 100% dos valvulados para guitarra são:

  • 12AX7 > a mais comum de todas e que tem maior fator de amplificação = 100
  • 12AT7 > mais usada em reverb valvulado, etapas inversoras e uma boa mod quando se deseja diminuir o ganho de um amplificador, fator = 70.
  • 12AU7 > reverb valvulado, inversora, baixo ganho com fator = 17. Também uma boa mod pra diminuir mais ainda o ganho, sempre com consequente diminuição de volume.

O timbre delas está mais associado ao fabricante do que ao modelo, sempre mostrando mais a “cara” quando saturadas, gerando harmônicos.

Uma boa experimentação é ter algumas 12AX7 de marcas diferentes e instalá-las em diferentes posições para perceber as nuances de timbre.

Alguns fabricantes inclusive oferecem mais de um tipo de 12AX7, elas são todas compatíveis entre si e apresentam nuances interessantes de timbre, são modificações ideais para a busca do detalhe do timbre, tirar o cabelinho que falta…

Não existe necessidade de nenhum ajuste no circuito para trocá-las, basta retirar uma e colocar a outra em seu lugar.

Dica #7 – Volume vs saturação

Para o guitarrista que pretende usar o drive das válvulas é sempre bom ficar atento a alguns princípios básicos.

A existência do master volume é essencial para permitir que se sature o aparelho em função do volume desejado, caso contrário, sem master volume, a saturação só aparece com

volume muito alto, o que pode ser inviável para determinada aplicação. Aparelhos sem master volume são na maioria os antigos da década de 1950 e 1960 e seus relançamentos atuais.

Cada modelo de amplificador possui a quantidade e o tipo de saturação próprios, não é porque o aparelho é valvulado que ele terá uma saturação muito alta, isso é relativo à proposta do amplificador quando ele foi projetado pelo fabricante. Alguns inclusive procuram saturar o mínimo possível enquanto outros praticamente não tem drive, passam direto para uma saturação mais moderna e tipicamente rock.

Existe uma gama gigantesca de volume desde muito baixo até muito alto próximo do máximo onde o valvulado rende o melhor do seu timbre. Essa conversa de que valvulado só fica bom

numa situação de volume muito alto não é verdade.

Volume baixo demais próximo a zero não faz os falantes vibrarem da melhor maneira, não vão render o peso que rendem com volume mais alto ao passo que numa situação extrema de volume máximo algumas condições de controle de timbre ficam excedidas e a qualidade cai da mesma maneira. São os extremos que devem ser evitados.

A partir de um certo ponto de volume ou de ajuste de ganho de pré o estágio de potência passa a saturar mais contribuindo para a saturação total e deixando o timbre mais encorpado com maior riqueza de harmônicos. Esse sweet spot é particular de cada amplificador e também muito influenciado pela quantidade e tipo de alto-falantes empregado.

Quanto mais falantes, mais limpo e definido será o timbre e vice versa.

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Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 4 https://musicaemercado.org/mitos-e-verdades-sobre-amplificadores-valvulados-parte-4/ Tue, 21 Jul 2020 12:30:42 +0000 http://musicaemercado.org/?p=60237 amplificadores valvulados destacada nova

Neste capítulo da nossa série vamos conhecer a diferença entre válvulas e a quantidade de válvulas em um amplificador. Hoje nossa conversa é sobre o que de mais importante existe sobre nosso assunto: válvulas ! São componentes ativos dos mais antigos que existem mas que não morreram ainda, e nem vão morrer tão cedo, pois […]

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amplificadores valvulados destacada nova

Neste capítulo da nossa série vamos conhecer a diferença entre válvulas e a quantidade de válvulas em um amplificador.

Hoje nossa conversa é sobre o que de mais importante existe sobre nosso assunto: válvulas ! São componentes ativos dos mais antigos que existem mas que não morreram ainda, e nem vão morrer tão cedo, pois possuem uma qualidade única, incomparável, que os coloca neste patamar eternamente.

As válvulas de saída são as mais importantes na característica de timbre do amplificador. Estão no último estágio de amplificação do circuito antes do alto falante. As mais comuns historicamente usadas em amplificadores de guitarra e suas características são:

  • EL84  >  baixa potência e timbre limpo médio agudo, drive bem rasgado nos médios. Famosa no Vox AC30
  • 6V6  >  baixa potência e timbre equilibrado, é a “versão menor” da 6L6. Famosa nos Fender Princeton
  • 6L6  >  alta potência, timbre equilibrado com graves poderosos no limpo. A 6L6 se mistura com o timbre Fender limpo nos aparelhos clássicos de 50W e acima
  • EL34  >  alta potência, equilibrada no limpo e bem rasgada nos médios quando saturada, é a válvula mais rock que existe, famosa nos Marshall 50/100W desde a década de 60 e responsável por tudo que a banda AC/DC fez até hoje.

O timbre da válvula é sempre mais marcante quando ela trabalha mais saturada justamente pela maior produção de harmônicos quando a válvula mostra sua cara gerando a distorção harmônica de acordo com a sua característica.

Escolher um determinado amplificador apenas pela válvula de saída nem sempre pode ser uma boa. Escolher pela faixa de potência muitas vezes é mais indicado porque pode-se ter a mesma característica de timbre mas num aparelho mais compatível com a situação em que se está tocando.

A grosso modo podemos afirmar que em timbre EL34 e EL84 são irmãs maior e menor enquanto 6L6 e 6V6 também o são, timbres parecidos mas maior e menor potência respectivamente.

As válvulas de pré são as menorzinhas e aparecem em menor quantidade ,no mínimo uma, nos aparelhos de baixa potência e em maior quantidade, variável, nos aparelhos de potência maior.

A quantidade de válvulas no pré se explica pela necessidade de amplificar o sinal até que seja suficiente para as válvulas de saída renderem o seu máximo. Achar que um amplificador satura mais ou menos por ter mais válvulas no pré pode ser enganoso. Algumas podem ser usadas no loop, no reverb de mola, em canais paralelos como nos modelos antigos, etc. Além disso a saturação depende muito do circuito e como ele opera e não simplesmente da quantidade de válvulas no pré.

As válvulas de pré mais usadas em praticamente 100% dos valvulados pra guitarra são:

  • 12AX7  >  a mais comum de todas e que tem maior fator de amplificação = 100.
  • 12AT7  >  mais usada em reverb valvulado, etapas inversoras e uma boa mod quando se deseja diminuir o ganho de um amplificador, fator = 70.
  • 12AU7  >  reverb valvulado, inversora, baixo ganho com fator = 17 . Também uma boa mod pra diminuir mais ainda o ganho, sempre com consequente diminuição de volume.

O timbre destas válvulas de pré está mais associado ao fabricante do que ao modelo, sempre mostrando mais a “cara” quando saturadas, gerando harmônicos.

Uma boa experimentação é ter algumas 12AX7 de marcas diferentes e instalá-las em diferentes posições para perceber alterações de timbre.

Alguns fabricantes inclusive oferecem mais de um tipo de 12AX7, elas são todas compatíveis entre si e apresentam nuances interessantes na sonoridade. São modificações boas para a busca do detalhe do timbre, chegar naquele cabelinho que faltava …

Não existe necessidade de nenhum ajuste no circuito para trocar as de pré, basta retirar uma e colocar a outra em seu lugar.

Muitas vezes trocar a marca das válvulas de pré, ou até mesmo trocar o modelo das válvulas de saída quando o circuito assim o permitir mudará a característica do aparelho de tal forma que pode ser mais compensatório, simples e seguro do que procurar por outro amplificador. Lembrando que para a troca das válvulas de saída o respectivo ajuste de bias é necessário e recomendado que seja feito em oficina especializada.

Na próxima edição falaremos sobre os tipos de montagem dos circuitos dos amplificadores valvulados. Ponto a ponto x PCB, etc. Até lá!

Esse texto de forma alguma tem a intenção de encerrar este assunto, pelo contrário, ele mostra uma síntese do que ocorre na prática e eu me mostro sempre aberto a opiniões complementares e discordantes de quem quer que seja. O importante é trazermos as questões para serem discutidas e não tratar qualquer tipo de abrangência de determinado assunto como verdade absoluta.

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Guia rápido de pedais feitos no Brasil https://musicaemercado.org/guia-rapido-de-pedais-feitos-no-brasil/ Wed, 08 Jul 2020 12:48:37 +0000 http://musicaemercado.org/?p=60079 Guia rápido de pedais feitos no Brasil

Apresentamos nesta matéria um guia rápido de empresas que fazem pedais no Brasil e alguns produtos destacados. A indústria brasileira é bem amplia nos setores de áudio e instrumentos musicais. Com muito talento e orgulho, estes pedais não têm nada a invejar aos estrangeiros. Vamos conhecê-los? Importante dizer que a seleção de pedais que veremos […]

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Guia rápido de pedais feitos no Brasil

Apresentamos nesta matéria um guia rápido de empresas que fazem pedais no Brasil e alguns produtos destacados.

A indústria brasileira é bem amplia nos setores de áudio e instrumentos musicais. Com muito talento e orgulho, estes pedais não têm nada a invejar aos estrangeiros. Vamos conhecê-los?

Importante dizer que a seleção de pedais que veremos aqui foi escolhida por cada empresa, seja por ser o pedal mais vendido, um lançamento ou o melhor pedal no catálogo por suas características. A ordem simplesmente é segundo o alfabeto.

CACHALOTE

A Cachalote começou a operar em 2018. Os pedais são projetos originais, montados à mão em Brasília/DF. Atualmente produz quatro modelos de pedais (Lisa Tap Delay, 214 Fuzz, Formiga B- Drive e Origami Filtro), mas neste ano se espera o lançamento de três novos pedais.

Pedal destacado: Lisa Tap Delay

1- Versatilidade

2- Construção em alta qualidade

3- Timbre único de delay

 

Cachalote Lisa Tap Delay

 

Controles: Knobs: Volume Limpo, Volume Efeito, Saturação, Filtro, Intensidade da Modulação, Frequência da Modulação, Retorno (feedback) A, Retorno B, Tempo (Delay). Chaves: Cauda/true bypass, Pré do Echoplex Liga/Desl, Multiplicadores do Tap Tempo. Footswitches: Liga/Desl, TAP Tempo, Muda de Retorno A para Retorno B. •Jacks: Entrada, Saída de sinal de áudio e entrada para pedal de expressão (controla o knob “Tempo”). •Bypass: True Bypass acionado via relé ou bypass com buffer. •Alimentação: 9V dc padrão Boss. Construção: Feito à mão em Brasília-DF. Design: Projeto original Cachalote. •Preço: R$ 1.280

O Lisa Tap Delay representa bem o espírito da Cachalote. Ele surgiu de um conjunto de ideias para um pedal de delay que a empresa sempre quis ter. Passaram dois anos desenvolvendo cada aspecto do projeto. É um pedal de delay com múltiplas facetas e que toda vez inspira a chegar em diferentes timbres. É um pedal para qualquer instrumento, qualquer estúdio e tem clientes que inclusive usam o Lisa Tap Delay como mandada de efeito em mesa de som em shows.

O Lisa Tap Delay pode ser utilizado como uma máquina de delay de alta fidelidade ou como um delay extremamente saturado e lo-fi. As modulações trazem o lado orgânico dos clássicos delay de fita magnética e podem ser utilizadas por si só como outro efeito. Repetições de até 1200ms, possui TAP Tempo com 4 subdivisões. Dois tipos de pré-amplificação – Buffer transparente ou Circuito do Echoplex EP-3. Modo Cauda e True Bypass. Controle do knob Tempo pode ser feito via pedal de expressão ou CV.

Contato: Site / Facebook / Instagram / Youtube

DEEP TRIP

A Deep Trip está no mercado desde 2007 e os pedais são feitos em São Paulo/SP. Atualmente tem 6 modelos de pedais à venda e um 7º já anunciado que estará à venda em breve: o Malacaxêta, desenvolvido em parceria com Pepeu Gomes e lançado na Music Show 2019. O foco da empresa é em pedais de fuzz (5 modelos) e os outros são na área de overdrive/distortion.

Pedal destacado: BOG

1-Pode ser conectado em qualquer posição do set e a qualquer tipo de instrumento, inclusive aos ativos

2-Graves firmes e cheios, agudos suaves

3-Controles intuitivos permitem explorar inúmeras texturas de fuzz, overdrive e semelhantes

 

deep trip bog

 

Controles: Fuzz, Volume, Bias, Lows, Highs. •Jacks: Input e Output. •Bypass: verdadeiro (true bypass mecânico). •Alimentação: 9V DC padrão de pedais ou bateria 9V (não inclusa). •Construção: combina elementos industrializados modernos de alto padrão com montagem final manual e ajuste fino do próprio desenvolvedor dos projetos. •Design: carcaça cortada a laser com design exclusivo Deep Trip, incluindo a face frontal iluminada. •Preço: R$ 669 em até 6x sem juros

Este é o modelo mais popular da Deep Trip desde 2007 e representa muito bem o trabalho da empresa: uma reinterpretação do famoso fuzz face (originalmente lançado em 1966), feita para superar todos os obstáculos do projeto original, dando mais liberdade de uso e muito mais versatilidade.

O BOG é batizado por causa do Band Of Gypsys, o último disco gravado por Hendrix. Desde o Electric Ladyland o timbre de fuzz já vinha mudando, no BOG ele se transformou de vez: claro, cheio, articulado, enorme, esmagador e cheio de dinâmica! Além de soar mais cheio e refinado, o BOG traz o projeto clássico dos anos 1960 para o século XXI: é compatível com qualquer instrumento, amplificador ou pedal, pode ser colocado em qualquer posição da cadeia de sinal, ligado em qualquer fonte padrão 9V DC e tem versatilidade suficiente para transitar do fuzz para o overdrive, até mesmo para um booster limpo.

Contato: Site / Facebook / Instagram / Youtube

EFR ELECTRONICS

Elton Ramos, diretor e projetista da EFR Electronics, começou suas primeiras experiências na fabricação de pedais no ano 2000. A empresa tem hoje 3 tipos de pedais: wah, volume e expressão, feitos em uma oficina em Jundiaí/SP.

Pedal destacado: Little wah

1-Sonoridade marcante

2-Tamanho reduzido

3-Preço

 

EFR Little Wah

Controles: Acionamento fácil, não há necessidade de acionar chave True bypass. •Jacks: Em abs super resistente. •Bypass: eletrônico. •Alimentação: 9 volts padrão Boss. •Construção: Semi artesanal. •Design: Robusto. •Preço: R$ 495,00

O Little Wah é o carro-chefe da empresa. Lançado em 2012, é um wah com características próprias em sua sonoridade. A parte prática de ligação segue a tendência do chaveamento eletrônico de pedais como Ibanez, Boss ou Morley, em que não é necessário acionar nenhuma chave para ligá-lo, basta deslocar a aba e pronto, o pedal está ligado.

O Little-Wah possui um acabamento em preto fosco com uma pintura bem aplicada. Na “prancha” onde o pedal é pisado foi aplicado um material anti-derrapante, o que facilita na pisada do Wah.

É um pedal com um peso bem interessante, que até facilita na estabilidade na hora da pisada. Os jacks de entrada e saída de áudio ficam na parte da frente do pedal, enquanto a entrada para fonte de alimentação (9v dc, padrão Boss) fica na lateral. O Little Wah só pode ser alimentado através de fonte. É um pedal “plug and play”, mas deverá se acostumar ao tamanho do pedal e a sua pisada.

Contato: Site / Facebook / Instagram

FUHRMANN

Nome reconhecido no mercado, a Fuhrmann começou a operar em 2006. Com linhas de fabricação em Penápolis/SP, conta com 23 pedais em seu mix de produtos, que variam entre pedais de drive, distorção, modulação e ambiência. O que eles oferecem? Custo-benefício, qualidade na montagem e segurança na assistência técnica, e transparência nos timbres.

Pedal destacado: Reverb RV-1

1- Qualidade sonora, sem descaracterizar a originalidade de timbre do instrumento

2- Visual clean e fácil de manusear

3- Custo-benefício

 

Reverb frente
Controles: Level, Filter, Mode (spring, modulated e shimmer), Time. •Bypass: buffered bypass. •Alimentação: 9V. •Construção: Carcaça em aço e fabricação 100% brasileira. •Design: pintura metálica fosca com acabamento acetinado. •Preço: R$ 659,00 preço sugerido

O queridinho dos usuários brasileiros, o Reverb RV-1 é o que representa a nova fase da Fuhrmann e colocou a empresa no patamar em que está nos últimos 4 anos. Desde o seu lançamento, em 2016, o Reverb tem sido o coração pulsante da marca, ditando o norte de todos os produtos que nasceram depois dele, seja em termos sonoros como também visuais. Há um antes e depois do Reverb para a Fuhrmann.

O RV-1 é um pedal de efeito reverb com processamento digital. Com seus controles de Level, Filter e Time, é possível obter um grande número de combinações de timbres em cada um dos três efeitos selecionáveis pelo knob Mode.

Contato: Site / Facebook / Instagram / Youtube

GUITARTECH CUSTOM SHOP

A empresa começou no mercado em 1997, com oficina no Rio de Janeiro/RJ. Hoje oferece varios tipos de pedais (SILVER DRIVE – overdrive, KAIZEN – low gain, HORSEMAN – Klon centaur clone, MAD CAT – overdrive / distortion, MAD OGGRO – fuzz, MAD BULL – mid gain distortion, MAD BOOGIE – high gain, FAST RABBIT – tremolo, MAD ECHO – vintage delay, MAD VERB – spring reverb, BOMB BOOSTER – gain boost e COWPRESSOR – compressor) e alguns acessórios (Match FX Loop, Dual buffer e Analog Cab Simulator).

Pedal destacado: MAD CAT – Overdrive Distortion

1- Controles precisos e dinâmicos

2- Contrução robusta

3- Sonoridade singular

 

Guitartech Mad Cat

 

Controles: gain, tone, volume. •Jacks: Amphenol. •Bypass: true bypass. •Alimentação: 9 a 24vDc. •Construção: caixa em aço 1,5mm pintura micro texturizada e faceplate em alumínio anodizado. •Design: moderno, cantos arredondados. •Preço: R$ 649,00

Foi o primeiro pedal fabricado pela Guitartech – a primeira versão nasceu em 2004 -, fruto de muita pesquisa e desenvolvido junto a músicos conceituados do cenário musical carioca. É um pedal com sonoridade versátil, orgânico e dinâmico para quase todas as situações, e recebeu prêmios tanto no Brasil quanto no exterior. Explorando suas possibilidades, você poderá ter um bom crunch, overdrive, high gain e mesmo um distortion ou fuzz em um só pedal.

Contato: Site / Facebook / Instagram / Youtube

NIG MUSIC

Com presença local e internacional, a reconhecida NIG nasceu em 2006 e tem sua operação em São Paulo, disponibilizando três linhas diferentes: a Super com 8 modelos, Pocket com 12, e a Mini com dois (distortion assinado por Kiko Loureiro e phaser assinado por Cacau Santos). O design, fabricação, desenvolvimento e criação de todos eles é 100% da NIG.

Pedal destacado: AS-1 

1-Resolve o som da guitarra em amplificadores ruins

2-Pode ser ligado direto em linha, em estúdio, palco, igrejas

3-Simula com qualidade Fender, Marshall, Mesa Boogie e tem um booster 100% independente

 

NIG AS

 

Controles: 6 knobs independentes. Grave, medio, agudo, drive, volume e booster. Três chaves cada uma com 3 possibilidades diferentes resultando em 27 timbres distintos. •Jacks: dois jacks de entrada e saída. •Bypass: true buffer bypass •Alimentação: adaptador 9VDC ou bateria 9V. •Design: duas chaves independentes de liga/desliga. Uma para o pedal outra para o booster. •Preço: R$ 740,00

O AS-1 é um pré amplificador e simulador de amplificadores com booster independente e ampla faixa de overdrives, sendo o pedal mais vendido da linha no Brasil.

Contato: Site / Facebook / Instagram / Youtube

OVERTONE

A Overtone é uma marca da Sonotec (importante dizer que estes pedais não são feitos no Brasil, mas a marca é brasileira sim) que nasceu em 2015. A Sonotec tem sua base em Regente Feijó/SP. Com a Overtone, a empresa oferece 7 pedais de efeitos: chorus, delay, tremolo, compressor, phaser, overdrive e distortion. São pedais que oferecem custo-benefício e tamanho compacto, proporcionando economia de espaço no pedalboard.

Pedal destacado: OCO-1 (COMPRESSOR)

1-Ótimo compressor

2-Estrutura super compacta

3-Versátil, podendo ser aplicado em diversos instrumentos

 

overtone OCO ok

 

Controles: Volume, Tone, Comp. (ajusta a taxa de compressão), Chave Normal / Treble (boost de agudos). •Jacks: P10. •Bypass: acionamento mecânico. •Alimentação: fonte 9 volts. •Construção: estrutura em metal. •Design: super compacto. •Preço: média de R$ 260,00.

Este pedal é um dos mais requisitados pelo casting de artistas patrocinados da empresa e pelos lojistas. De design compacto e bem construído, o OCO-1 é uma boa opção para quem procura um bpm compressor sem ocupar muito espaço na pedaleira.

TOPTONE

2009 é o ano em que a TopTone começou suas atividades. A empresa fica em Canoas/RS, onde são feitos quatro pedais: Shine Boost, DriveGare DG-1, DriveGate DG-2 e Light Drive, ou seja um boost e três drives. Os pedais são totalmente artesanais, com garantia vitalícia, feitos sob encomenda.

Pedal destacado: DriveGate DG-1

1-Pedal da linha Muff versátil tanto para base como para solos, estilo David Gilmour

2-Maior destaque aos médios

3-Sustain destacado

 

Toptone DriveGate DG

 

Controles: Volume, Sustain e Tone. •Jacks: entrada e saída nas laterais 1/4” Switchcraft, DC 2,1mm padrão Boss. •Bypass: True Bypass. •Alimentação: 9 a 12V DC. •Construção: caixa em aluminio reforçada (40x66x122mm) com adesivo em policarbonato. •Design: padrão MXR anos 1980. •Preço: R$ 880,00 incluindo frete para todo o Brasil.

É o carro-chefe da empresa. O DG-1 foi o primeiro pedal da linha TopTone. É o resultado de anos em pesquisa no campo de modificações em pedais. Possui uma distorção bem definida e encorpada com um circuito baseado no Big Muff, um dos primeiros pedais clássicos de efeitos transistorizados dos anos 1970. As modificações neste pedal assemelham-se às realizadas no Big Muff por Pete Cornish ao David Gilmour. O controle de tom foi modificado para permitir explorar melhor os médios, com o controle de tom melhorado, não há configuração inutilizável e o controle Sustain é muito abrangente. Vai de um leve Over Drive a um ganho elevado. Os controles de tom e sustain também são muito interativos, ajustando um alteram-se as características do outro dando uma vasta gama de possibilidades tonais.

Contato: Site / Facebook / Youtube

E tem mais…

Existem outros fabricantes handmade no Brasil como a Collateral FX de Uberlândia/MG , a TMiranda de São Paulo/SP , a Aura Amps também de São Paulo/SP , a StarDust Pedals de Lajeado/RS, a AMB Pedais de São Paulo/SP, a King Pedals de São Luis/MA  e a Django Custom Pedals de Montes Claros/MG. Você conhece mais algum? Mande mensagem para nossa editorial e adicionaremos nesta matéria!

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Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 3 https://musicaemercado.org/mitos-e-verdades-sobre-amplificadores-valvulados-parte-3/ Fri, 26 Jun 2020 12:46:43 +0000 http://musicaemercado.org/?p=59756 Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados

BIAS! Hoje nossa conversa é mais do que séria! Vejamos aqui o terceiro texto da nossa série para continuar conhecendo os amplificadores valvulados. Também conhecido como polarização, que é o termo em português, bias é o tipo de coisa que todo mundo que lida com valvulado já ouviu falar mas com certeza muito poucos sabem […]

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Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados

BIAS! Hoje nossa conversa é mais do que séria! Vejamos aqui o terceiro texto da nossa série para continuar conhecendo os amplificadores valvulados.

Também conhecido como polarização, que é o termo em português, bias é o tipo de coisa que todo mundo que lida com valvulado já ouviu falar mas com certeza muito poucos sabem exatamente o que é, pra quê serve  e principalmente como lidar com ele. Então mãos à obra.

Em eletrônica existem basicamente dois tipos de componentes: Os passivos (resistores, capacitores,indutores, etc). Eles não produzem amplificação do sinal, por isso têm esse nome. E também os componentes ativos (transistores, circuitos integrados e as nossas queridas válvulas). Os componentes ativos são os que produzem amplificação no sinal, são os maiores responsáveis pelas alterações de sinal dentro de um circuito.

Os componentes ativos, que a partir de agora vamos nos concentrar nas válvulas, possuem uma larga margem de condições diferentes de funcionamento, podem trabalhar de formas diversas e por isso necessariamente deverão ser polarizados de acordo com a intenção do projetista do circuito para que funcionem dentro de uma margem determinada e esperada garantindo o funcionamento previsto e a longevidade do componente.

A polarização é o bias e nada mais é que um ajuste através de um nível contínuo de sinal (nível dc de energia, o mesmo tipo fornecido por uma bateria ou pilha) que condiciona o componente a trabalhar numa região pré determinada de forma restrita.

A importância da polarização é enorme, sem ela o amplificador não funcionaria ou funcionaria muito mal com som muito ruim e na pior das hipóteses com danos irreparáveis às válvulas em muito pouco tempo de uso.

A fabricação industrial dos componentes ativos é de certa forma irregular. Os transistores são e as válvulas muito mais ainda. Numa linha de produção de componentes uma válvula nunca é eletronicamente igual à outra. Apesar de ser o mesmo componente, mesmo modelo, mesmo fabricante e até mesmo lote de produção existe uma variação entre uma e outra.Isso é perfeitamente natural e quer dizer que para a válvula trabalhar numa determinada condição prevista cada uma terá o seu ajuste específico.

Essa diferença é compensada no circuito pelo ajuste de polarização, ele coloca as válvulas o mais diferentes que forem funcionando na condição correta prevista no projeto. É essa a grande importância do ajuste de bias ou polarização, ou seja, fazer com que componentes que são naturalmente  diferentes operem na mesma condição garantindo o mesmo resultado final.

Os circuitos de saída que operam as válvulas de potência são mais críticos na necessidade de funcionarem com polarização correta e em termos de bias existem na prática dois tipos de circuito: bias fixo e bias de catodo.

O bias fixo é o que tem um nível de tensão dc, de preferência ajustável, por meio de um circuito auxiliar por um trim pot e como o próprio nome diz, é fixo. O bias de catodo não tem ajuste e nem circuito auxiliar e se comporta de forma diferente pois ele varia de condição de acordo com o funcionamento da válvula, são diferenças que influem no timbre. Os circuitos de pré amplificação possuem polarização de catodo exclusivamente.

As válvulas de saída têm um desgaste natural com o uso e de tempos em tempos é recomendável uma revisão para também verificar a polarização e deixar tudo em ordem porque com o desgaste a condição de trabalho da válvula muda e surge uma necessidade de um novo ajuste. Mas isso não é fator para gerar neurose, é uma precaução e um cuidado recomendáveis para serem feitos numa eventual revisão e a longo prazo. Como regra geral pode-se entender que em toda e qualquer troca de válvula de saída a polarização deve ser verificada e ajustada, mesmo que seja trocar por válvula de mesmo fabricante  e modelo, não importa. Alguns entendem que no  circuito de bias de catodo não é necessário se preocupar com bias, o que não é verdade. Nesse tipo de circuito existe a mesma preocupação .A forma de alterar o bias é que é totalmente diferente do tipo de bias fixo.

A recomendação é que todo amplificador com bias fixo tenha um ponto interno de ajuste feito através de um trim pot. Isso facilita as coisas e permite que a nova válvula instalada possa ser ajustada independente da sua disparidade com a válvula anterior. Porém ,alguns fabricantes não incluem o trimpot de ajuste de bias, o que pode ser entendido que este fabricante queira fornecer válvulas previamente selecionadas e semelhantes entre si. Na prática sem o ponto de ajuste fica-se limitado a sempre usar as válvulas que o próprio fabricante fornece, o que pode não ser uma boa do ponto de vista de custo e disponibilidade do componente.

Esse texto de forma alguma tem a intenção de encerrar este assunto, pelo contrário, ele mostra uma síntese do que ocorre na prática e eu me mostro sempre aberto a opiniões complementares e discordantes de quem quer que seja. O importante é trazermos as questões para serem discutidas e não tratar qualquer tipo de abrangência de determinado assunto como verdade absoluta.

No próximo texto vamos falar de tipos e diferenças de válvulas mais comumente empregadas em amplificadores de guitarra.

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Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 2 https://musicaemercado.org/mitos-e-verdades-sobre-amplificadores-valvulados-parte-2/ Fri, 13 Mar 2020 13:22:27 +0000 https://musicaemercado.org/?p=58202 Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 2

Watts, decibéis, volume, timbre, atenuação e saturação de power serão os temas desta segunda parte. Vamos lá! Hoje falaremos um pouco sobre watts, decibéis, volume e o quanto essas variáveis influem na qualidade do timbre. Enquanto algumas questões abordadas aqui se aplicam mais aos valvulados, outras delas são mais amplas e se aplicam aos transistorizados […]

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Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 2

Watts, decibéis, volume, timbre, atenuação e saturação de power serão os temas desta segunda parte. Vamos lá!

Hoje falaremos um pouco sobre watts, decibéis, volume e o quanto essas variáveis influem na qualidade do timbre. Enquanto algumas questões abordadas aqui se aplicam mais aos valvulados, outras delas são mais amplas e se aplicam aos transistorizados também, inclusive qualquer sistema de áudio em geral.

Watt é uma grandeza física muito usada para dar a idéia de quanto um amplificador pode falar alto. Mas ao mesmo tempo é uma grandeza ingrata  porque não informa de maneira absoluta mas sim relativa… Complicado? Nem tanto! Watt é potência elétrica, não é potência sonora. O chuveiro elétrico gera watts, a lâmpada gera watts, até a potência de um carro ou de um avião pode ser expressa em watts, isso é energia mas apesar de nos dar uma idéia de volume sonoro ainda falta informação para nós guitarristas.

Impossível não falar sobre esse tema e não citar um mínimo de conceitos de matemática e física.Você escolheu ser guitarrista exatamente pra poder fugir das ciências exatas, amigo? Pois então se prepare: não existe fuga, existe conhecimento e quanto mais abrangente melhor. Não se restrinja!

Acontece que nossos ouvidos ouvem decibéis, não ouvem watts. O decibel é a grandeza que expressa volume sonoro. A tecnologia sempre caminha transformando a menor quantidade de watts na maior quantidade de decibéis possível. Isso requer otimização, aumentar o rendimento das partes envolvidas, um falante de maior sensibilidade, um circuito com menos perdas e principalmente entender que o sinal da guitarra é complexo, ele tem inúmeros harmônicos que compõem o seu espectro de freqüências e determinam a sua energia. O sinal com maior energia vai gerar mais decibéis na mesma potência e vai soar mais alto para nossos ouvidos, amplificadores mais modernos rendem mais decibéis com os “mesmos watts” de outrora.

E por falar em ouvidos, o fechamento do elo, a parte mais importante de tudo, com sua curva logarítmica de resposta (olha a matemática aí de novo!) que complica um pouco o entendimento, eles são os responsáveis por fazer um amplificador de 5W soar apenas com metade da sensação sonora de um amplificador de 50W nas mesmas condições… nossos ouvidos que apresentam baixa sensibilidade a baixas freqüências em baixos volumes também explicam o porquê da existência da função Loudness nos sistemas de som e porquê a guitarra fica magra, xoxa num baixo volume, perde o peso dos graves, fica sem graça, pedindo para aumentar o volume. Não culpe o seu amplificador por isso, e muito menos pelo fato dele ser valvulado, esse efeito é comum a qualquer sistema sonoro. Já tentou ouvir ACDC em volume baixo? Onde está o peso da bateria? E o baixo onde está? Sumiram! Aumente o volume e sinta a enorme diferença, agora os ouvidos percebem as freqüências baixas que antes eles tinham muito mais dificuldade de perceber mas que estavam lá com certeza!

A saturação

E muitos guitarristas vão perguntar: Mas e a saturação? Ela não fica sempre melhor num volume mais alto? E a famosa saturação de Power, santo graal da amplificação valvulada?

Posso dizer por mim mesmo e por milhares de guitarristas com os quais já convivi. Não existe nesse mundo guitarrista que por opção ou por gosto próprios passe a tocar em volume baixo. Ponto. Tocar alto é muito legal, muito mais legal do que se imagina ,ainda mais quando existe aquela pitada de preocupação e a emoção de ser despejado do prédio a qualquer momento ou de que os vizinhos chamem a polícia… sentir as notas com mais clareza num volume alto é uma das melhores sensações que a guitarra pode fornecer. Não adianta culpar o amplificador dizendo que ele só fica legal alto, que precisa saturar o Power porque só a saturação do Power e etc. etc. etc. Novamente é o nosso ouvido quem manda nesse assunto, o amplificador transistor não vai render igual no volume baixo também e o cd do ACDC a mesma coisa, os graves desaparecem a baixos volumes.

Um equívoco muito comum é achar que um atenuador de potência pode resolver a questão do timbre magro em volume baixo. Isso é um engano. O atenuador pode mudar a forma da saturação incluindo a que vem das válvulas de saída, do Power, mas de forma alguma o som que era magro antes deixará de ser. Os falantes vão continuar emitindo o mesmo timbre no volume baixo da mesma forma. Se era magro antes do atenuador, será magro da mesma forma depois. Isso sem contar o desgaste causado ao valvulado a médio e longo prazo mas isso é assunto para outra matéria.

Saturação de Power é praticamente um caso à parte. Muito difícil de ser distinguida mas com certeza ela existe, porém nunca aparece sozinha. A saturação no valvulado acontece em cascata. O circuito de pré precisa estar com volume alto para gerar sinal suficiente, trazendo uma boa dose de distorção na maioria dos aparelhos, para a partir daí saturar as etapas seguintes até chegar nas válvulas de potência, o que ocorre em maior ou menor grau de acordo com o projeto do amplificador. Saturar o Power é apenas uma condição mas nunca a única necessária pra fazer o valvulado render o máximo do seu timbre. Isso é muito simples de se provar na prática com um valvulado limpo estilo modelos de 50W da década de 50  tocados em baixo e alto volume. O peso do som não depende da distorção estar presente ou não porque o Power satura muito menos no amplificador limpo e o comportamento em volume baixo e som xoxo acontece também.

Esse texto de forma alguma tem a intenção de encerrar este assunto, pelo contrário, ele mostra uma síntese do que ocorre na prática e eu me mostro sempre aberto a opiniões complementares e discordantes de quem quer que seja. O importante é trazermos as questões para serem discutidas e não tratar qualquer tipo de abrangência de determinado assunto como verdade absoluta .

No próximo texto vamos falar de polarização de válvulas (bias), qual  a importância e quais resultados podem ser obtidos. Até a próxima!

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Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 1 https://musicaemercado.org/mitos-e-verdades-sobre-amplificadores-valvulados-parte-1/ Fri, 27 Dec 2019 11:00:22 +0000 http://musicaemercado.org/?p=56681 Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 1

Nesta série de “Mitos e verdades” abordaremos tudo sobre os amplificadores valvulados. Não perca a primeira parte! Poder escrever sobre amplificadores valvulados e eletrônica valvulada em geral é sempre uma oportunidade bacana para compartilhar experiências práticas e teóricas com os guitarristas e também com os amantes desse mundo eletrônico que sintetiza o melhor timbre de […]

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Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 1

Nesta série de “Mitos e verdades” abordaremos tudo sobre os amplificadores valvulados. Não perca a primeira parte!

Poder escrever sobre amplificadores valvulados e eletrônica valvulada em geral é sempre uma oportunidade bacana para compartilhar experiências práticas e teóricas com os guitarristas e também com os amantes desse mundo eletrônico que sintetiza o melhor timbre de guitarra até hoje criado.

A internet abriu um leque enorme de divulgação de todo tipo de informação: a correta, a mais ou menos correta e até a incorreta inclusive e hoje não há quem não busque na internet a resposta para todo tipo de pergunta em qualquer segmento, sem exceção. Esse enorme poder informativo da internet deve sempre ser visto com certa cautela, principalmente quanto à fonte e origem da informação.

Inicialmente a informação técnica na internet vinha invariavelmente de um site ou página respaldada por um profissional da área e com muito conteúdo interessante. Num segundo momento muito dessa informação se dissipou em fóruns e redes sociais saindo da mão do profissional técnico e  passando para o freqüentador do fórum ou rede que, por mais bem intencionado que seja, muitas vezes esquece de incluir o “eu acho que…” ou “eu ouvi dizer…” ou até mesmo “não tenho certeza mas…” em seus comentários. Isso pode ser devastador para quem lê e interpreta uma opinião pessoal como sendo uma verdade absoluta.

Essa série de artigos que iniciamos agora terá sempre o cuidado e a intenção de filtrar tudo que circula de informação sobre amplificadores valvulados em geral, ressaltar o que existe de correto tecnicamente, completar a informação incompleta e corrigir o que é essencialmente errado. Para isso vamos dividir o assunto em tópicos que serão abordados separadamente mas que também são inter relacionados.

Maior volume

Talvez o maior comentário que circula sobre valvulados é que eles sempre soam mais alto, com maior volume, quando comparados com um amplificador transistor de mesma potência. Isso será verdade? Por que?

Para responder essa questão é importante compreender o que é um espectro de freqüências. Ele nada mais é que a representação quantitativa de cada freqüência que compõe um sinal elétrico e também define o que conhecemos por timbre. O espectro de frequência também está relacionado com a energia que um sinal contém, quanto mais amplo o espectro mais energia esse sinal contém.

Mas por que existiria diferença de timbre ou de energia se o sinal tem a mesma fonte sonora, que é a guitarra, sendo injetada nos 2 tipos de amplificadores, o transistorizado e o valvulado?

Nenhum sistema de amplificação é 100% isento de distorção. Passar qualquer sinal elétrico por um amplificador é amplificar e ao mesmo tempo distorcer o sinal. A diferença é o tipo e a quantidade de distorção mas todos sem exceção distorcem.

Exatamente a diferença do tipo de distorção é o que responde a toda essa questão do volume. No amplificador valvulado para guitarra a preocupação nunca foi e nunca será criar circuitos com baixos níveis de distorção, pelo contrário, eles são os mais distorcidos com índices altíssimos em torno de 10% mesmo em se falando de timbre limpo enquanto amplificadores transistorizados ou solid state têm distorção harmônica na faixa de milésimos de 1% para citar os mais fiéis. Os de guitarra um pouco mais.

Distorcer é gerar harmônicos. Harmônicos são freqüências múltiplas da freqüência fundamental, a nota que a guitarra emitiu. O amplificador gera freqüências múltiplas da freqüência fundamental dentro do seu circuito, as válvulas geram, os transistores também geram e dessa forma se amplia o espectro de freqüências tornando esse sinal mais potente ou mais energizado se podemos dizer assim.

A maneira como a válvula faz esse tipo de distorção gerando harmônicos de ordem par majoritariamente e em maior quantidade torna o som do amplificador valvulado mais potente porque ele contém um sinal de espectro mais rico, mais abrangente e que consequentemente nos dá a nítida sensação de maior volume.

Vale ressaltar também que qualquer tipo de comparação direta de volume entre valvulado e transistorizado só pode ser levada em consideração se feita nas mesmas condições, ou seja, ligado no mesmo gabinete, mesmo alto-falante, usando a mesma guitarra e de preferência com o mesmo guitarrista. Qualquer coisa fora dessa condição traz o teste para a desigualdade de comparação.

A qualidade do alto-falante

Outra consideração importante é quanto à qualidade do alto-falante utilizado. O amplificador valvulado é o de maior qualidade que existe, a maioria deles destinada a uso profissional e por esse motivo eles costumam ser construídos com os melhores alto-falantes, mais sensíveis e com maior abrangência de frequências (espectro), melhor resposta. Essa diferença de qualidade é crucial também na comparação com amplificadores transistor quando o guitarrista compara o seu transistorizadinho velho de guerra com o valvulado novinho em folha.

Esse texto de forma alguma tem a intenção de encerrar este assunto, pelo contrário, ele mostra uma síntese do que ocorre na prática e eu me mostro sempre aberto a opiniões complementares e discordantes de quem quer que seja. O importante é trazermos as questões para serem discutidas e não tratar qualquer tipo de abrangência de determinado assunto como verdade absoluta.

No próximo texto vamos falar de watts, decibéis, volume e qualidade de timbre do amplificador valvulado. Até a próxima!

 

 

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10 dicas sobre bateria e mercado https://musicaemercado.org/10-dicas-sobre-bateria-e-mercado/ Mon, 09 Sep 2019 11:00:03 +0000 https://musicaemercado.org/?p=54496 10 dicas sobre bateria e mercado

Oportunidades virão, mas estamos preparados para elas? Aqui vão algumas dicas para você não desperdiçá-las. Dica 1 Estude o seu instrumento de forma consciente. Saiba que o estudo é o único aliado para você evoluir, desenvolver suas habilidades. O estudo não é quantidade, e sim, qualidade. Algumas vezes nos vemos “malhando” no instrumento e não […]

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10 dicas sobre bateria e mercado

Oportunidades virão, mas estamos preparados para elas? Aqui vão algumas dicas para você não desperdiçá-las.

Dica 1

Estude o seu instrumento de forma consciente. Saiba que o estudo é o único aliado para você evoluir, desenvolver suas habilidades. O estudo não é quantidade, e sim, qualidade. Algumas vezes nos vemos “malhando” no instrumento e não estudando, precisamos saber a diferença.

Dica 2

Toque com pessoas. A prática em “solitude” é muito importante, porém você precisa entender que tocar com outros músicos também é uma forma de praticar, evoluir, de fazer música!

Caca Lazzari

Cacá Lazzari

Dica 3

Saiba tudo sobre seus equipamentos. Você vai passar por várias situações em que o conhecimento do seu equipamento irá fazer toda a diferença. Se você trabalha com gravação de bateria e/ou toca como sideman, vai entender do que estou falando. Quando o produtor/artista lhe pedir sons específicos, você deverá atendê-lo e, para isso, conhecer tudo sobre o seu equipamento é a solução.

Dica 4

Seja um profissional agradável e pontual. Produtores ou diretores musicais adoram contar com músicos que não dão trabalho algum. Sua atitude vai fazer muita diferença na hora de entrar ou ficar em uma gig.

Dica 5

Tenha paciência. Às vezes pode demorar um pouco mais do que imaginamos para entrar no mercado musical. Por isso é fundamental continuar os estudos, manter-se atualizado, pois quando a oportunidade chegar, você deverá estar pronto.

Dica 6

Tenha um bom material nas redes sociais. Hoje em dia, as redes sociais são cartões de visita para o mundo todo. Você precisa entender que um produtor/artista no outro lado do mundo pode querer o seu trabalho!

Dica 7

Saiba tocar outros instrumentos e estude harmonia. Nós, bateristas, precisamos entender harmonia, precisamos entender o que está acontecendo musicalmente. Tocando piano ou violão, ou qualquer outro instrumento harmônico, tornamo-nos mais musicais, fazendo com que o nosso drumming soe melhor!

Dica 8

Versatilidade. Seja versátil não só musicalmente, mas profissionalmente. Hoje é fundamental entender de programa de áudio, programa de edição de vídeo, edição de fanpages, entre outros. Cada vez mais as pessoas estão precisando sacar de coisas que não estão relacionadas diretamente com o seu instrumento, porém é preciso.

Dica 9

Saiba ler. Todos nós sabemos que não é preciso saber ler para tocar bem a bateria, porém a leitura pode ajudar você a visualizar um exercício e muitas vezes te ajudar na hora de um show ou gravação.

Dica 10

Tenha um planejamento de carreira. Planejar a carreira é cada vez mais importante para atingir resultados. Você precisa saber o que quer, para onde quer ir e como deseja alcançar isso. O mercado musical é muito vasto e existem várias formas de atingirmos o resultado desejado.

*Por Cacá Lazzari. Baterista e produtor. Gaúcho de Porto Alegre, Cacá já estudou na Drummers Collective e foi bolsista na Berklee College of Music. Participou de vários trabalhos importantes no Brasil e atualmente é um dos bateristas no The Voice Brasil, The Voice Kids e Popstar. 

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Amplificador de guitarra: watts, decibéis, volume e o quanto essas variáveis influem na qualidade do timbre https://musicaemercado.org/amplificador-guitarra-watts-decibeis-volume/ Mon, 11 Mar 2019 21:18:51 +0000 http://musicaemercado.org/?p=52839 amplificador valvulado acedo

Amplificador de guitarra: Watts, decibéis, volume e o quanto essas variáveis influem na qualidade do timbre

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amplificador valvulado acedo

Amplificador de guitarra: watts, decibéis, volume e o quanto essas variáveis influem na qualidade do timbre

Enquanto algumas questões abordadas aqui se aplicam mais aos valvulado, outras delas são mais amplas e se aplicam aos transistorizados também, inclusive qualquer sistema de áudio em geral.

Watt

Watt é uma grandeza física muito usada para dar a idéia de quanto um amplificador pode falar alto. Mas ao mesmo tempo é uma grandeza ingrata, porque não informa de maneira absoluta, mas sim relativa. Complicado? Nem tanto! Watt é potência elétrica, não é potência sonora. O chuveiro elétrico gera watts, a lâmpada gera watts, até a potência de um carro ou de um avião pode ser expressa em watts. Isso é energia, mas apesar de nos dar uma idéia de volume sonoro, ainda falta informação para nós, guitarristas.

Impossível não falar sobre esse tema e não citar um mínimo de conceitos de matemática e física. Você escolheu ser guitarrista exatamente para poder fugir das ciências exatas amigo? Pois então se prepare, não existe fuga, existe conhecimento e quanto mais abrangente melhor. Não se restrinja!

Decibéis

Acontece que nossos ouvidos ouvem decibéis, não ouvem watts. O decibel é a grandeza que expressa volume sonoro. A tecnologia sempre caminha transformando a menor quantidade de watts na maior quantidade de decibéis possível. Isso requer otimização, aumentar o rendimento das partes envolvidas, um falante de maior sensibilidade, um circuito com menos perdas e principalmente entender que o sinal da guitarra é complexo, ele tem inúmeros harmônicos que compõem o seu espectro de freqüências e determinam a sua energia. O sinal com maior energia vai gerar mais decibéis na mesma potência e vai soar mais alto para nossos ouvidos. Amplificadores mais modernos rendem mais decibéis com os “mesmos watts” de outrora.

E por falar em ouvidos, o fechamento do elo, a parte mais importante de tudo, com sua curva logarítmica de resposta (olha a matemática aí de novo!) o que complica um pouco o entendimento, eles são os responsáveis por fazer um amplificador de 5W soar apenas com metade da sensação sonora de um amplificador de 50W nas mesmas condições. Nossos ouvidos que apresentam baixa sensibilidade a baixas frequências em baixos volumes também explicam o porquê da existência da função Loudness nos sistemas de som e porquê a guitarra fica magra, xoxa num baixo volume, perde o peso dos graves, fica sem graça, pedindo pra aumentar o volume.

Leia também

Não culpe o seu amplificador por isso, e muito menos pelo fato dele ser valvulado, esse efeito é comum a qualquer sistema sonoro. Já tentou ouvir ACDC em volume baixo? Onde está o peso da bateria? E o baixo onde está? Sumiram! Aumente o volume e sinta a enorme diferença, agora os ouvidos percebem as freqüências baixas que antes eles tinham muito mais dificuldade de perceber, mas que estavam lá com certeza!

E muitos guitarristas vão perguntar: Mas e a saturação? Ela não fica sempre melhor num volume mais alto? E a famosa saturação de Power, santo graal da amplificação valvulada?

Posso dizer por mim mesmo e por milhares de guitarristas com os quais já convivi. Não existe nesse mundo guitarrista que por opção ou por gosto próprios passe a tocar em volume baixo. Ponto. Tocar alto é muito legal, muito mais legal do que se imagina, ainda mais quando existe aquela pitada de preocupação e a emoção de ser despejado do prédio a qualquer momento ou de que os vizinhos chamem a polícia. Sentir as notas com mais clareza num volume alto é uma das melhores sensações que a guitarra pode fornecer. Não adianta culpar o amplificador dizendo que ele só fica legal alto, que precisa saturar o Power porque só a saturação do Power e etc. Novamente é o nosso ouvido quem manda nesse assunto, o amplificador transistor não vai render igual no volume baixo também e o CD do ACDC a mesma coisa, os graves desaparecem a baixos volumes.

Um equívoco muito comum é achar que um atenuador de potência pode resolver a questão do timbre magro em volume baixo. Isso é um engano. O atenuador pode mudar a forma da saturação incluindo a que vem das válvulas de saída, do Power, mas de forma alguma o som que era magro antes deixará de ser.

Os falantes vão continuar emitindo o mesmo timbre no volume baixo da mesma forma. Se era magro antes do atenuador, será magro da mesma forma depois. Isso sem contar o desgaste causado ao valvulado a médio e longo prazo, mas isso é assunto para outra matéria.

Saturação

Saturação de Power é praticamente um caso à parte. Muito difícil de ser distinguida, mas com certeza ela existe, porém nunca aparece sozinha. A saturação no valvulado acontece em cascata. O circuito de pré precisa estar com volume alto para gerar sinal suficiente, trazendo uma boa dose de distorção na maioria dos aparelhos, para a partir daí saturar as etapas seguintes até chegar nas válvulas de potência, o que ocorre em maior ou menor grau de acordo com o projeto do amplificador. Saturar o Power é apenas uma condição, mas nunca a única necessária para fazer o valvulado render o máximo do seu timbre. Isso é muito simples de se provar na prática com um valvulado limpo estilo modelos de 50W da década de 50 tocados em baixo e alto volume. O peso do som não depende de a distorção estar presente ou não porque o Power satura muito menos no amplificador limpo e o comportamento em volume baixo e som xoxo acontece também.

Esse texto de forma alguma tem a intenção de encerrar este assunto, pelo contrário, ele mostra uma síntese do que ocorre na prática e eu me mostro sempre aberto a opiniões complementares e discordantes de quem quer que seja. O importante é trazermos as questões para serem discutidas e não tratar qualquer tipo de abrangência de determinado assunto como verdade absoluta .

Tem dúvida? Escreva nos comentários!

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Amplificador valvulado handmade: porque você deveria ter um https://musicaemercado.org/amplificador-valvulado-handmade-porque-voce-deveria-ter-um/ Mon, 07 Jan 2019 21:05:39 +0000 http://musicaemercado.org/?p=52236 Ronconi Amps valvulados

Chamados de amplificadores de boutique, esses aparelhos representam o que há de melhor em qualidade na indústria eletrônica musical, resgatando técnicas e timbres clássicos incorporados à inovação constante, consoante com a evolução da música

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Ronconi Amps valvulados

Amplificadores handmade representam o que há de melhor em qualidade na indústria eletrônica musical, resgatando técnicas e timbres clássicos incorporados à inovação constante, consoante com a evolução da música

Mas o que faz com que estes aparelhos sejam diferenciados? É simples: eles são construídos seguindo uma filosofia de qualidade, exclusividade e personalidade. Você pode argumentar que a maior parte dos artistas tradicionais usaram amplificadores de produção em massa, construídos pelas grandes marcas (Marshall, Fender, Vox e outros) para gravar as músicas que hoje temos como clássicas do rock e também outros estilos.

Talvez você não saiba, mas, na época, “produção em massa” de amplificadores era visto de forma diferente, e se assemelhava muito ao que hoje temos como padrão de qualidade em amplificadores handmade. Construção ponto-a-ponto, excelentes transformadores, válvulas com rigorosos controles de qualidade e robustez em geral, eram a norma. Uma filosofia de qualidade e melhoria constante que se perdeu ao longo do tempo, mas que renasceu nos handmades.

Amplificador handmade personalizado: um ampli com a sua cara

A oportunidade de contactar o fabricante diretamente é uma característica própria deste ramo. Você, músico, pode muitas vezes interagir com o handmaker (que muitas vezes também é músico) e projetar à quatro mãos, garantindo que seu aparelho seja construído exatamente como você imagina. Sem falar no suporte técnico. Ninguém melhor que o próprio construtor para dar assistência num amplificador feito por ele mesmo.

Leia também:

Mas então os amplificadores handmade devem ser caros…

Não são! Surpreendentemente e indo contra a tendência de outros países, aqui no Brasil os amplificadores valvulados handmade são, em geral, mais baratos do que seus equivalentes feitos pelas grandes marcas. Está aí também uma arte: produzir com qualidade e também com uma faixa de preço atraente e condizente com a realidade financeira dos clientes.

Então porque esses aparelhos não vendem como os das grandes marcas?

Porque falta conquistar maiores fatias de mercado, hoje dominado pelos fabricantes tradicionais. Mas para os empreendedores handmade que não respeitam crises econômicas o cenário é muito bom. Todos os dias mais e mais músicos descobrem que é possível ter um aparelho personalizado, exclusivo e de qualidade por um preço justo, apostando nos produtos handmade,

Que tal você apostar também?


Você tem algum produto handmade? Comente aqui abaixo sua experiência com eles.

 

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Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados para guitarra https://musicaemercado.org/mitos-e-verdades-sobre-amplificadores-de-guitarra-valvulados/ Thu, 20 Dec 2018 11:56:55 +0000 http://musicaemercado.org/?p=52151 guitarrista amplificadore valvulados

Mitos sobre amplificadores valvulados são bem comuns. O amplificador valvulado para guitarra é um fetiche e isto é muito bom! Mas informação nunca é pouca. Vamos falar mais deste assunto? Convido você a participar ativamente desta coluna aqui, na Música & Mercado.

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guitarrista amplificadore valvulados

Mitos sobre amplificadores valvulados são bem comuns. O amplificador valvulado para guitarra é um fetiche e isto é muito bom! Mas informação nunca é pouca. Vamos falar mais deste assunto? Convido você a participar ativamente desta coluna aqui, na Música & Mercado.

Escrever sobre amplificadores valvulados e eletrônica valvulada em geral é sempre uma oportunidade bacana pra compartilhar experiências práticas e teóricas com os guitarristas e também com os amantes desse mundo eletrônico que sintetiza o melhor timbre de guitarra até hoje criado.

A internet abriu um leque enorme de divulgação de todo tipo de informação, a correta, a mais ou menos correta e até a incorreta inclusive e hoje não há quem não busque na internet a resposta para todo tipo de pergunta  em qualquer segmento, sem exceção. Esse enorme poder informativo da internet deve sempre ser visto com certa cautela, principalmente quanto à fonte e origem da informação.

Inicialmente a informação técnica na internet vinha invariavelmente de um site ou página respaldada  por um profissional da área e com muita conteúdo interessante. Num segundo momento muito dessa informação se dissipou em fóruns e redes sociais saindo da mão do profissional técnico e  passando para o freqüentador do fórum ou rede que por mais bem intencionado que seja muitas vezes esquece de incluir o “ eu acho que… “ ou “ eu ouvi dizer… “ ou até mesmo “ não tenho certeza mas …” em seus comentários. Isso pode ser devastador para quem lê e interpreta uma opinião pessoal como sendo uma verdade absoluta.

Essa série de artigos que iniciamos agora terá sempre o cuidado e a intenção de filtrar tudo que circula de informação sobre amplificadores valvulados em geral, ressaltar o que existe de correto tecnicamente, completar a informação incompleta e corrigir o que é essencialmente errado. Para isso vamos dividir o assunto em tópicos que serão abordados separadamente mas que também são inter relacionados.

amplificadores valvulados

Fetiche, som, paixão: amplificadores valvulados fazem a cabeça de guitarristas de todo o planeta.

Talvez o maior comentário que circula sobre valvulados é que eles sempre soam mais alto, com maior volume, quando comparados com um amplificador transistor de mesma potência. Isso será verdade? Por que ?

Para responder essa questão é importante compreender o que é um espectro de freqüências. Ele nada mais é que a representação quantitativa de cada freqüência que compõe um sinal elétrico e também define o que conhecemos por timbre. O espectro de frequência também está relacionado com a energia que um sinal contém, quanto mais amplo o espectro mais energia esse sinal contém.

Mas por que existiria diferença de timbre ou de energia se o sinal tem a mesma fonte sonora, que é a guitarra, sendo injetada nos 2 tipos de amplificadores, o transistorizado e o valvulado?

Nenhum sistema de amplificação é 100% isento de distorção. Passar qualquer sinal elétrico por um amplificador é amplificar e ao mesmo tempo distorcer o sinal. A diferença é o tipo e a quantidade de distorção mas todos sem exceção distorcem .

Exatamente a diferença do tipo de distorção é o que responde a toda essa questão do volume. No amplificador valvulado pra guitarra a preocupação nunca foi e nunca será criar circuitos com baixos níveis de distorção, pelo contrário, eles são os mais distorcidos com índices altíssimos em torno de 10% mesmo em se falando de timbre limpo enquanto amplificadores transistorizados ou solid state têm distorção harmônica na faixa de milésimos de 1% para citar os mais fiéis. Os de guitarra um pouco mais.

Distorcer é gerar harmônicos. Harmônicos são freqüências múltiplas da freqüência fundamental, a nota que a  guitarra emitiu. O amplificador gera freqüências múltiplas da freqüência fundamental dentro do seu circuito, as válvulas geram, os transistores também geram e dessa forma se amplia o espectro de freqüências tornando esse sinal mais potente ou mais energizado se podemos dizer assim.

A maneira como a válvula faz esse tipo de distorção gerando harmônicos de ordem par majoritariamente e em maior quantidade torna o som do amplificador valvulado mais potente porque ele contém um sinal de espectro mais rico, mais abrangente e que consequentemente nos dá a nítida sensação de maior volume.

Vale ressaltar também que qualquer tipo de comparação direta de volume entre valvulado e transistorizado só pode ser levada em consideração se feita nas mesmas condições, ou seja, ligado no mesmo gabinete, mesmo alto falante, usando a mesma guitarra e de preferência com o mesmo guitarrista. Qualquer coisa fora dessa condição traz o teste para a desigualdade de comparação .

A qualidade do alto falante utilizado

O amplificador valvulado é o de maior qualidade que existe, a maioria deles destinada a uso profissional e por esse motivo eles costumam ser construídos com os melhores alto falantes, mais sensíveis e com maior abrangência de frequências (espectro), melhor resposta .Essa diferença de qualidade é crucial também na comparação com amplificadores transistor quando o guitarrista compara o seu transistorizadinho velho de guerra com o valvulado novinho em folha .

Esse texto de forma alguma tem a intenção de encerrar este assunto, pelo contrário, ele mostra uma síntese do que ocorre na prática e eu me mostro sempre aberto a opiniões complementares e discordantes de quem quer que seja. O importante é trazermos as questões para serem discutidas e não tratar qualquer tipo de abrangência de determinado assunto como verdade absoluta .

Leia também:

Como escolher o melhor amplificador valvulado para guitarra

No próximo texto vamos falar de watts, decibéis, volume e qualidade de timbre do amplificador valvulado.

 


Aviso: As opiniões expostas pelos seus autores não necessariamente refletem a opinião do Música & Mercado ou dos demais autores que aqui escrevem.

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Gravando fingerstyle no violão: no estúdio com Jackie dos Passos https://musicaemercado.org/gravando-fingerstyle-no-violao/ Tue, 09 May 2017 13:03:41 +0000 http://musicaemercado.org/?p=46208 Jackie dos passos

Gravar fingerstyle, produzir sons percussivos combinados com a execução nas cordas, não é tão simples como parece. Acompanhamos Jackie dos Passos na gravação do álbum Dois Horizontes e você acompanha aqui como foi este processo A técnica de execução do violão denominada Fingerstyle consiste em produzir sons percussivos combinados com a execução nas cordas. Podemos encontrar mundo afora diversos […]

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Jackie dos passos

Gravar fingerstyle, produzir sons percussivos combinados com a execução nas cordas, não é tão simples como parece. Acompanhamos Jackie dos Passos na gravação do álbum Dois Horizontes e você acompanha aqui como foi este processo

A técnica de execução do violão denominada Fingerstyle consiste em produzir sons percussivos combinados com a execução nas cordas. Podemos encontrar mundo afora diversos instrumentistas que se dedicam ao Fingerstyle, e para ficar apenas em execuções que ganharam novas versões no CD que é o assunto nesta matéria, citaremos Andy McKee, Calum Graham, Camille Nelson, Mason Williams e Tommy Emmanuel, dentre outros.

O CD se chama Dois Horizontes, abrangendo peças para o instrumento com cordas de aço e nylon, com destaque natural para o Fingerstyle. O violonista se chama Jackie dos Passos, nascido em Farroupilha, na Serra Gaúcha. O produtor, baterista e engenheiro de áudio, que captou, mixou e masterizou diferente os violões se chama Marcos Mangoni, main operator na Gravadora e Produtora Jardim Elétrico, também farroupilhense.


O inédito reside no fato da maioria das captações de violão serem feitas com microfonagem à distância – um metro ou até mais – enquanto desta vez o que se ouve é o que nos takes ficou apelidado de “o som da máquina”, isto é, o violão como ele realmente soa, com sons de dedos deslizando sobre as cordas, inevitáveis trastejamentos, tudo amplificado e realçado, tanto pela técnica do Fingerstyle, como pela execução de Jackie.

Marcos Mangoni, produtor, e Jackie dos Passos

Marcos Mangoni, produtor, e Jackie dos Passos

Gravando no frio

As tomadas em estúdio geralmente são muito semelhantes à microfonagem em apresentações ao vivo, com os técnicos preocupados em conter microfonias. Em uma conversa, Jackie e Mangoni, decidiram: “A ideia principal foi a de passar um som mais presente, captando até mesmo a respiração, para que o ouvinte ao fechar os olhos tivesse a impressão de eu estar tocando ali na sua frente, ao vivo”, explica o violonista.

“As gravações serão inesquecíveis, em pleno inverno rigoroso da Serra Gaúcha. O estúdio fica no décimo andar, e muitas vezes eu subia os dez andares pela escada para chegar lá em cima aquecido… Preferia gravar de manhã, e algumas vezes gravamos à tarde, mas sempre com climas secos de dias de sol, para não influenciar na sonoridade dos violões, que muda com a umidade dos dias de chuva ou nublados”, segue contando.

“O instrumento encordoado com nylon foi o do luthier César Andreatta, utilizando o encordoamento Aliance, da Savarez. Já para as músicas com violão encordoado com aço, gravei com o Moulder com captação LR Baggs e encordoamento Elixir. O violão fingerstyle é bem mais recente em minha vida, comecei a estudá-lo por volta de três anos atrás, e me apaixonei pelo estilo depois de executar minha primeira música em Fingerstyle, chamada Waiting, de Calum Graham, e não me afastei mais” explica Jackie.

Jackie4

Inovando a captação do violão

Mangoni dá sua versão da ideia: “Resolvi gravar desse jeito pelo som. Sempre me coloco na frente do instrumento, como se meus ouvidos fossem os microfones, e aí achei uma posição onde o som era mais forte e melhor. Discutimos sobre como todos gravam esse tipo de instrumento, com microfones mais longe da fonte, por causa dos ruídos criados pela execução, mas observei que um microfone a um metro do instrumento também capta esses ruídos, e o som fica muito magro. Então resolvi fazer da minha maneira e o Jackie comprou a ideia.”


“Usamos dois microfones: um Peluso 2247 Limeted Edition U47 valvulado, e um Royer Labs 121 de fita, nos dois encordoamentos. Isso numa sala sem ambiência e as colocamos depois, usando reverb e delay dos plugins nativos do Logic Pro X.

Como prés, usamos o U47 no Manley TNT transistor com o Manley Slan de compressor/limiter. E o 121 no Manley TNT valvulado com o Manley Slan de compressor/limiter. Indo o sinal para a mesa e depois para o Logic Pro X via 2 Lynx Aurora. Os microfones foram colocados um do lado do outro, corrigindo a fase.”

Microfones U47 (esq.) e Royer 121 (dir.)

Microfones U47 (esq.) e Royer 121 (dir.)


Repertório

Jackie dos Passos comenta o repertório gravado.

L’Ultimo Caffè Insieme
Composição de Simone Iannarelli, que retrata suas diversas sensações ao frequentar uma cafeteria, sendo que todas as composições têm como tema o café.

Prelúdio, Fuga & Allegro
Obra de Bach fazendo menção à Santíssima Trindade, com três movimentos distintos. O meu compositor favorito da época.

La Catedral
Barrios visitou a Catedral de Montevideo, e cada movimento reproduz sua impressão: a entrada escura e fria, um pianista tocando Bach e a saída para uma praça cheia de gente.

This Morning in Omagh the Sun Rose Again
William Lovelady dedicou esta obra a uma violonista inglesa, Amanda Cook, sugerindo um passeio por um bosque no por-do-sol.

Aquarela do Brasil
De Ary Barroso em 1939, e gravada por Francisco Alves com arranjo de Radamés Gnattali. E outra do guitarrista Chet Atkins (1976) em Guitar Monsters.

September Inspiration
Compus com a intenção de retratar uma música de balada, dançante, com uma pitada de sensualidade, para quem dança.

Dois Horizontes
Esta compus a uns dois anos atrás. Como ainda não tinha nome, resolvi colocar o nome do CD, por achar que o arranjo tinha em haver com a música.

Drifting
Gosto do arranjo com as percussões. McKee a escreveu logo após abandonar a faculdade, sem certeza de para onde a sua vida estava indo naquele momento.

Angelina
De Tommy Emmanuel. Foi gravada no album Endless Road em 2004. Tablaturas e vídeos do instrumental são facilmente encontradas na Internet.

Berceuse de Paris
Música da violinista e violonista Camille Nelson. Uma homenagem às crianças vítimas de guerra pelo mundo.

Waiting
Minha primeira execução em fingerstyle, e que me levou a procurá-la por dois anos. Há vídeos na internet com o próprio autor, Calum Graham, explicando a execução.

Phoenix Rising
Também de Calum Graham, que foi listado como um dos “grandes guitarristas com menos de 30 anos” pela revista Acoustic Guitar quando tinha 22 anos.

Classical Gas
De Mason Williams, chegou ao segundo lugar na categoria de instrumental clássico da Billboard em 1968.


Dois Horizontes pode ser adquirido com o próprio Jackie dos Passos

E-mail dospassosjackie3@gmail.com

Celular/Whatsapp: (54) 99127-5065

Pra quem está na Serra Gaúcha, o CD está à venda nas lojas da Akustica Musical em Farroupilha (54) 3261-3457 e Caxias do Sul (54) 3536-0228 ou pelo Whatsapp da loja (54) 98117-1891.

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Endorsement: A incansável busca por patrocínio https://musicaemercado.org/endorsement-incansavel-busca-por-patrocinio/ Mon, 27 Jun 2016 17:18:41 +0000 http://musicaemercado.org/?p=42538 Felipe Andreoli

Endorsement: ser patrocinado por uma empresa colocava o músico automaticamente no status de referência e vice-versa [Saudosismo mode:on] Ainda me lembro das primeiras revistas de música que comprei, devia ter uns 11 ou 12 anos. Era 1991, e o mercado em nada se parecia com este que temos hoje. A abertura das importações ainda era […]

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Felipe Andreoli

Endorsement: ser patrocinado por uma empresa colocava o músico automaticamente no status de referência e vice-versa

[Saudosismo mode:on] Ainda me lembro das primeiras revistas de música que comprei, devia ter uns 11 ou 12 anos. Era 1991, e o mercado em nada se parecia com este que temos hoje. A abertura das importações ainda era recente, e não havia, arrisco dizer, nem um décimo das marcas que existem hoje no mercado. Especialmente, os chineses ainda não haviam dominado o Brasil. As marcas que eu via nas lojas de instrumentos da Teodoro Sampaio eram as gigantes – Fender, Gibson, Yamaha, Warwick, Peavey, etc. Era um sonho poder comprar um instrumento daqueles. Ganhar um, então, nem passava pela minha cabeça.

As marcas eram associadas somente com grandes músicos. Os anúncios traziam Slash, Eric Clapton, John Patitucci, Eddie Van Halen, Nicko McBrain, ou seja, os monstros sagrados da música. No Brasil, empresas como Tagima e Zoom tinham em suas fileiras Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, Mozart Mello, Celso Pixinga. Era raro ver músicos brasileiros usando marcas internacionais, como Maurício Leite, que usava Pearl e Sabian. Era surreal imaginar que esses caras ganhavam estes instrumentos! Parecia um mundo muito, muito distante do meu. Ser patrocinado por uma empresa colocava o músico automaticamente no status de “referência”, e vice-versa – para ser patrocinado você tinha que ser, de fato, referência. Anos se passaram e o mercado foi invadido por um sem número de marcas, fossem nacionais ou importadas da Coréia, China, Indonésia, etc. [Saudosismo mode:off].

O cenário musical no Brasil hoje é radicalmente diferente. O músico não precisa mais ser uma referência nacional para conseguir um patrocínio. Ao mesmo tempo, a grande variedade de marcas oferece uma gama de qualidade e preço que atende virtualmente a qualquer nível de músico. Gostaria de ter uma estatística a respeito, mas me parece que quase todos os músicos profissionais, e mesmo alguns semiprofissionais (que não vivem somente de música) têm um endorsement de algum tipo.

O que é, afinal, endorsement?

Endorsement é uma palavra da língua inglesa que significa ‘endosso’, ‘aprovação’. Hoje, vejo como uma expressão de mão dupla: de um lado, grandes artistas endossam os produtos de uma marca, de modo que essa marca se beneficia da associação com o músico. De outro, a marca endossa o músico, como se o músico se beneficiasse mais da relação, em forma de credibilidade, do que a própria marca. Este último caso é o mais comum no Brasil.

Para que se possa buscar um contrato de endorsement, é preciso antes entender os mecanismos que fazem uma marca querer se associar ao músico. Na verdade, é muito simples: o que o músico tem a oferecer? Todo contrato de patrocínio é uma ação de marketing. Sendo assim, a marca busca um músico que possa expor seus produtos em shows, vídeos, programas de TV, workshops, etc. De modo geral, quanto maior o alcance do músico, maior a marca que vai querer se associar a ele, e melhor a qualidade dos instrumentos e as condições do contrato.

Atualmente ficou muito mais fácil medir esse alcance através das redes sociais. Uma boa presença online é fundamental em uma época em que as ações de marketing das empresas se voltam cada vez mais para o meio eletrônico. Outro aspecto muito valorizado é a imagem do artista. Como ele é visto no mercado, como se expressa, como se veste, se tem bom relacionamento, tudo isso é importante.

Mas, e tocar bem? Por incrível que pareça, não é o mais importante. Primeiramente, assume-se que, se você tem uma boa presença (número de seguidores) nas redes sociais, e as pessoas se interessam pelo que você faz, provavelmente você faz um bom trabalho. Evidente que ser um grande músico ajuda, e muito, a ser notado. Acontece que ser um grande músico sem agenda, sem vídeos bem feitos, sem um trabalho consistente, dificilmente vai resultar em patrocínios.

O que as empresas querem, em resumo, é que um bom músico, com bom alcance, mostre o equipamento dela para o mundo. É simples assim. E é aí que entra a relação custo-benefício: o músico pode não ser muito conhecido, mas um time de músicos pouco conhecidos pode fazer um trabalho melhor que um músico muito conhecido. E, para um músico pouco conhecido, estar em um time de endorsees e estar associado a uma empresa, tendo acesso a instrumentos com baixo ou nenhum custo, vai ser sempre uma vantagem. Ele está sendo endossado por aquela empresa, e não o contrário.

Acontece que uma parte muito importante dessa relação é frequentemente deixada em segundo plano. Aquela empresa que te patrocina faz instrumentos que você realmente quer tocar? Ou será que você aceita tocar nestes instrumentos porque são de graça, ou quase? Será que o benefício em marketing supera a sensação de tocar com um equipamento que você realmente ama? Será que o seu som, que é, afinal, o objeto principal de toda essa história, não está sofrendo?

Muitas vezes o melhor a fazer é investir na sua carreira, aumentar sua presença através de ações inteligentes nas redes sociais – o que é possível fazer sem gastar um tostão – e botar a cara para fora de casa, tocar ao vivo. Mantenha aquela marca que você deseja sempre em foco, procure construir uma relação com ela. Aproxime-se das pessoas que trabalham com ela, invista em um relacionamento!

Empresas recebem centenas de propostas

As empresas recebem diariamente um sem número de e-mails e ligações de músicos querendo patrocínio, mas nem eles mesmos sabem o que têm a oferecer. Tocar bem é obrigação, e músicos bons não faltam. Qual é o seu diferencial? Apresente um plano de marketing, mostre que tipo de ações eficientes você pode fazer que realmente vão fazer a diferença. E o mais importante: saiba avaliar se já está pronto para buscar um contrato de endorsement. Não queime cartuchos! Eu sei que a ideia de ganhar equipamentos de graça é muito tentadora, mas não seja imediatista. Um approach errado pode lhe custar uma porta fechada para sempre.

O ideal é que músico se prepare, construa sua carreira dentro e fora da internet, crie uma imagem de credibilidade e seja autêntico. Vista-se bem, fale corretamente, faça vídeos e fotos de qualidade. Evite negatividade, polêmicas e marketing apelativo (como marcar 65 pessoas em cada postagem sua). Construa uma base de fãs que realmente aprecie seu trabalho. Quando sentir que está pronto, é hora de buscar um patrocínio. Ou, ainda melhor: se estiver realmente pronto, as empresas é que vão procurar você.

Tem dúvida? Quer comentar o assunto? Escreva abaixo.

 

 

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