Sulmusic: Entrevista com o idealizador da feira, Eduardo Maia

Sulmusic: Entrevista com o idealizador da feira, Eduardo Maia

por 13/08/2015

A Sulmusic irá ocorrer nos dias 28,29 e 30 de agosto, em Florionapólis, SC, e é destinada aos profissionais da música e lojistas do mercado de instrumentos musicais e áudio da região Sul do país

Para conhecer os diferenciais da feira e outros detalhes, conversamos com um de seus idealizadores, o representante comercial Eduardo Maia – o outro profissional responsável pela primeira edição da Sulmusic é Rodrigo Argenta.

A feira já conta com a participação de mais de 30 marcas – Alba, Alltechpro, Amerco, Brescia, Caballero, C. Ibanez, Crafter, Cajon Percussion, Habro Music, InMusic (Alesis, M. Audio, Akai, Alto, Numark), JL Pedais, Krest, Luen, Meteoro, Newkeepers, PHX, Port One (Stagg) Saty, Schumann, Someco (SKP, Peavey, Pionner), Templo dos Instrumentos (Kadosh e Konect), Tokai e WR – e terá como foco aproximar o músico desses fornecedores e seus produtos e também o incentivar o trade entre os fornecedores e os 120 lojistas convidados, que terão hospedagem e alimentação pagas pela organização.

Confira, os detalhes da 1ª Sulmusic na entrevista a seguir:

O que é o evento?

A Sulmusic é uma feira de negócios e oportunidades que pretendemos realizar todos os anos daqui pra frente. Com adesão de mais de 27 empresas do mercado de instrumentos musicais e áudio profissional, chegamos com muita força e vamos crescer ainda mais nos anos que virão. Em 2015 será um evento fechado para os convidados, onde vamos receber lojistas e profissionais da música. Nos próximos, muitas novidades.

Feiras regionais sempre existiram. Qual o diferencial da Sulmusic?

A diferença principal é o conceito, os objetivos e a forma como construímos esse projeto. Nossa feira, em primeiro lugar, procura prestigiar aquele que realmente sustenta nosso mercado: o músico. Por isso, vamos receber convidados previamente selecionados e indicados por duas instituições superconceituadas por aqui, e todos os brindes que arrecadamos serão direcionados para eles. Queremos resgatar a música como arte, não apenas negócio, e vamos oferecer estilos e instrumentos esquecidos por todos. Seremos a interface entre o artista local e o universo musical que nos espera com verdadeiras propostas e ideias para melhorarmos esse relacionamento que anda meio abalado ultimamente.

Considerando a crise no momento, você crê que é uma boa oportunidade fazer uma feira perto da Expomusic?

Isso não é mais uma simples oportunidade, é uma realidade que já constatamos há muito tempo. As feiras regionais certamente são os principais mecanismos para a realização dos melhores negócios. Elas facilitam o acesso e prestigiam os empresários locais – podemos oferecer uma estrutura confortável e atendimento diferenciado quando limitamos ao espaço regional. A Expomusic é nosso maior evento. Eu e muitos dos expositores presentes na Sulmusic estaremos lá também. A crise nos obriga a oferecer um pedaço da Expomusic aos clientes que, neste momento, não tem condições de absorver despesas de viagem.

Como está a aceitação das empresas com o evento? Muitas delas estão também expondo na Expomusic?

Aqui é diferente, não vendemos espaços por valores de mercado, praticamente dividimos as despesas, e não estamos preocupados com quanto empresa A ou Z vai vender – mas vamos fazer de tudo para que todos possam colher bons resultados (fora empresas que eu e meu sócio, Rodrigo Argenta, representamos, não vamos ganhar nenhum centavo das empresas convidadas, além dos simbólicos valores acordados que garantiram a realização deste projeto). Essa não é a feira do Maia, nem a feira do Argenta, é um evento incrível pela forma como se desenhou e como cresceu. Estou há 45 dias no meio de infinitas tarefas e articulações que culminaram em apoio de entidades governamentais. Conseguimos parceiros de muita expressão no mercado e grandes empresas, como Habro, Someco e Meteoro. Estamos com o hotel lotado e muitas pessoas de Norte à Sul do Brasil estão comentando. Já é um sucesso e o sucesso incomoda. Quem confirmou presença já sabe da corrente do bem que se formou entre todos os envolvidos com a Sulmusic.

Como está a relação com os demais representantes comerciais da região em relação ao evento?

Uma vela sozinha não esquenta o caldeirão! Todos os dias busco informações e entro em contato com os representantes que provavelmente vão aparecer, pois suas empresas farão parte da Sulmusic. Todos os credenciados serão muito bem-vindos. Com alguns deles, passei a me relacionar de forma surpreendente, como nem imaginava, pois passamos a conviver e discutir cada detalhe ou cada possibilidade que possa ou poderia complicar o andamento das coisas até o evento. O mais interessante é que, na maioria dos casos, somos concorrentes, mas somos muito maiores que isso e nos respeitamos e estamos juntos e focados em fazer o impossível acontecer para o sucesso da Sulmusic. Existem muitos profissionais qualificados e dispostos a dar um basta na calmaria aqui pelo Sul do Brasil.

Maia, estratégia ou intuição ? Como voce definiria a sua forma de atuação?

Duas coisas que caminham juntinhas no meu dia a dia. Nada dá certo sem planejamento e ser representante comercial dentro de nosso mercado é uma tarefa muito complicada. Na maioria das vezes sem incentivos, sem treinamentos, sem fundamentos. Acordar e saber o que você precisa fazer nos próximos dias é quesito básico pra quem busca sucesso e resultados satisfatórios, mas o improvável às vezes acontece e o planejamento cai por água abaixo. Nessas horas entra a arte de compor e de improvisar, transformar o campo minado de incertezas num campo harmônico repleto de novas sonoridades, mas isso só é permitido pra quem tem a música no sangue, como eu e muitos outros que estão nessa vida por paixão pela arte e enxergam as cifras somente como uma maneira de traduzir e sintetizar a música no ar…

Outras informações: [email protected]

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