Audio Profissional
O paradoxo entre o varejo físico e o on-line
Publicado
8 anos agoon
Sérgio Pais, CEO da Roland do Brasil, traz o pensamento da empresa para posicionar a marca num ambiente em mudanças conceituais no varejo brasileiro
Dirigir uma empresa como a Roland não é fácil, mas pode ficar mais simples se houver conhecimento do mercado e das estratégias corretas para reagir da maneira apropriada. Será que estamos fazendo as coisas certas? Conheça as opiniões de Sérgio Pais.
Começar a carreira longe do setor de instrumentos musicais e áudio deu a Sérgio Pais, CEO da Roland Brasil desde 2016, outra perspectiva sobre o mercado e até permitiu um olhar mais imparcial e focado em estratégias e opiniões muito úteis para liderar a empresa.
Sérgio é graduado em administração de empresas, com MBA em gestão executiva pela Insper e, em seus 15 anos de carreira, atuou em companhias de diferentes segmentos, como consultoria, serviços e saúde.
O mercado muda e as empresas também, precisando se adaptar às diferentes situações para continuar em posições superiores. Nesta entrevista, Sérgio Pais revela seus pensamentos e como a Roland e seu time pensam sobre a relação mercado físico e on-line.
M&M: Que principais fatos você percebeu desde que começou na Roland do Brasil?
Sérgio: Aconteceram mudanças nos dois cenários, tanto na Roland como no mercado. Antes tínhamos um mercado com alta demanda, comprador e com pouca influência do canal e-commerce, ou uma influência limitada aos players daquele mercado. Agora temos um mercado que inverteu rapidamente a demanda, que deixa de ser comprador, exige muito esforço de venda e marketing das empresas. Você começa e brigar por um filão muito pequeno, e ao mesmo tempo tem a entrada de grandes varejistas que olham para essa margem e não estão acostumados com esse padrão. Tudo isso em um período de três anos, que é relativamente curto, pensando em um mercado que vinha crescendo, de 2004 a 2012, uma média de dois dígitos por ano. De repente, tem-se uma inversão. Quando começou a inversão da curva no Brasil, justamente no final de 2013 para 2014, houve o movimento da Roland no exterior, em 2013, então todos os fatores, de certa forma, convergem.
M&M: O que a Roland está fazendo para minimizar os atritos entre marketplace, e-commerce e loja física?
Sérgio: Vou dividir minha resposta em partes. O primeiro ponto: nitidamente o faturamento do mercado como um todo despencou. Se formos analisar o mercado na área em que a Roland atua, houve um declive de 45% ao longo de quatro ou cinco anos, uma queda muito significativa. Manter o mercado com o número de lojistas atendidos pela Roland e com uma queda tão abrupta é difícil. Em contrapartida, acaba sendo um mercado forçado não só pela relação e a dinâmica do marketplace ou do varejo on-line versus o varejo físico; esse seria o primeiro ponto.
Concomitantemente, há o incremento da concorrência que beira a deslealdade. Em alguns casos, independentemente do motivo — seja por sonegação, contrabando, seja pela discussão dos sistemas tributários, Simples versus Lucro Presumido, enfim, há uma distorção concorrencial gigantesca, principalmente ao longo dos últimos três anos.
M&M: E o que a Roland tem feito?
Sérgio: A primeira ação foi tomada já no início de 2017: reduzir o número de dealers. Não estou falando só no número de dealers on-line, mas no número de dealers como um todo. Isso não é uma postura arrogante da Roland, é uma postura necessária pelo tipo de produto que nós temos.
Enquanto existem teclados de entrada a R$ 400, o teclado de entrada da Roland não sai por menos de R$ 1.600, então seria quase um ‘abuso’ eu chamar isso de teclado de entrada. Teclado de entrada talvez para mim, mas quando penso na realidade do nosso país, talvez esse não seja um produto de entrada. É a brincadeira do carro popular: é uma heresia chamar hoje um automóvel de R$ 50.000 de carro popular quando se olha a renda da população. Então, temos essa dificuldade. Você me pergunta: “Você gostaria de estar em todos os pontos de venda?”. Minha resposta é imediata: “Sim, eu adoraria ter meu produto exposto em todos os pontos de venda”. Mas é factível? Não.
Foi uma decisão muito mais estratégica do que afobada. É o que eu adoraria, mas é uma questão de capacidade e nós não conseguimos estar presente em todos os pontos hoje.
M&M: A redução do número de lojas atendidas pela Roland foi significativa?
Sérgio: Foi bastante significativa. Não estou falando de uma queda de 10%, foi uma quantidade muito superior e, nesse caso, estamos falando só dos dealers físicos.
Do outro lado, houve também uma mudança no foco de distribuição aos dealers que atuam no mercado on-line. Em um primeiro momento, para o ‘grande magazine’, como o mercado chama as grandes lojas de departamento. Nelas, mudamos a estratégia de atuação.
Em alguns casos, deixamos de atuar com alguns desses lojistas por entender que existem estratégias diferentes. Se um dealer segue mais ou menos a estratégia da Roland, faz todo o sentido trabalharmos em conjunto. Entretanto, se um dealer segue uma estratégia distinta daquela na qual acreditamos, talvez não faça tanto sentido e pode ser que se crie uma discordância ao longo do tempo. Não porque a Roland esteja errada ou os dealers estejam errados, mas simplesmente porque existe uma divergência em relação às estratégias.
M&M: Esse processo de reorganização do número de dealers da Roland já terminou?
Sérgio: Sejam eles on-line ou físicos, a Roland ainda não finalizou esse processo, e ele deve se estender ao longo de 2018.
Falando um pouco do que se pode esperar da Roland, vamos manter esse processo de reorganização do mercado, até porque não dá para assumir uma posição hipócrita aqui. Você não consegue fazer esse movimento de uma hora para a outra; primeiro, porque assusta demais o mercado; segundo, porque você teria uma queda totalmente abrupta no faturamento. Do ponto de vista conceitual é lindo, porém, na prática você não consegue fazer isso. A expectativa é que até o final deste ano a gente consiga finalizar esse processo.
M&M: Como você vê a política dos e-commerces?
Sérgio: O que eu vejo do mercado on-line hoje é que infelizmente boa parte dele tenta “vender preço”. Precisava ser assim? Não. É assim que funciona globalmente? Não. Nosso mercado especificamente funciona assim? Sim, é um mercado que vende preços. Bom, então, se você for vender um piano de R$ 15.000 on-line, terá mais dificuldades do que se fosse vender em uma loja, mas é possível vender sim, só que com o giro muito mais baixo, caso contrário, você é obrigado a brigar por preço.
M&M: Será que o setor tem uma cultura de excesso de ‘livre mercado’? Conceituando o ‘livre mercado’ até para as vendas ilegais…
Sérgio: Pode ser que sim. Vamos falar das estratégias, de como surgiu o e-commerce e no que o Brasil transformou o e-commerce. O e-commerce surgiu nos Estados Unidos em um mercado que já tinha a cultura do catálogo. Já existia a cultura de pegar o telefone, ligar e comprar, e a internet veio como uma ferramenta para facilitar e criar maior conveniência para tudo aquilo.
Se não gostar, devolve. Essa cultura de “ida e volta” já existia nos EUA. Nós copiamos de maneira muito rápida, só que sem base e sem cultura para isso. O final da história é que estamos aprendendo a conviver com isso. Quem diria que o mercado de roupa feminina virtual poderia avançar do jeito que tem avançado? Mulher, que gosta de ir, de vestir, experimentar várias roupas e tal. “Mas tudo bem, a mulher experimenta a roupa, não gostou, coloca na caixa de volta e pronto!”. Temos problemas. No Brasil não é fácil fazer isso, o custo logístico no País é alto, não é o mesmo custo padrão dos Estados Unidos. Muitas empresas que atuam nesse setor estão operando há cinco ou dez anos e nunca deram lucro. Eu concordo com você, sim, que a gente transformou — independentemente da influência de alguma plataforma — esse mercado em um mercado voltado a preço, mas não precisava ser assim.
Agora, eu falo que não deveria ser assim e que poderia ser diferente, mas só que não é um processo de curto prazo: o consumidor poderia comprar um instrumento de valor agregado na internet? Poderia, só que depende de duas coisas: de um ótimo atendimento e de um belo conteúdo. Se eu tiver ambos, a tendência é que eu compre aquele produto e, claro, sempre há a possibilidade de devolver se eu não gostar. Se isso acontecer, eu consigo enxergar que a venda pela internet pode ser rentável para o varejista e extremamente saudável para o mercado como um todo, porque ela gera demanda também, mas no modelo que temos hoje, infelizmente nosso mercado ainda tem muito que aprimorar.
M&M: Como o comércio on-line gera a experiência no consumidor que irá impactar a marca e a loja?
Sérgio: Você usou uma palavra que talvez seja que mais temos utilizado na Roland ao longo dos últimos meses: experiência. O meio digital mudou totalmente a relação. Se você pegasse alguns anos atrás, de fato havia novidades. Hoje você lança no NAMM e amanhã já tem 50 blogs falando globalmente sobre o produto, provavelmente uns 150 fóruns discutindo o produto, e isso no dia seguinte. E já criando, diga-se de passagem, um estereótipo para aquele produto, seja ele positivo ou negativo. Isso quer dizer: você não é mais dono do seu produto, é uma ilusão; você é dono do seu produto até o momento em que dispõe o conteúdo dele no celular ou diante de uma câmera. A partir daí, você já não é mais dono do produto, o posicionamento dali para a frente é o que você falou e contou nos poucos segundos que teve. A dinâmica hoje é muito diferente. Depois, o trabalho que você tem para corrigir os poucos segundos que teve para se posicionar é brutal e extremamente custoso.
M&M: Como é a experiência que as próprias empresas propõem hoje?
Sérgio: Existem três mundos de experiência em nosso mercado: em uma feira, em uma loja e em um site. O que de fato oferecemos de experiência nesses três blocos hoje? Em minha opinião, muito pouco, a mesma experiência que se oferecia 15 anos atrás. Eu nunca fui um consumidor muito habitual de instrumentos, mas quando pego aquele primeiro violão que comprei há 12 ou 15 anos, talvez meu formato de compra seja muito parecido com aquele formato que eu tinha nesse mesmo período. Desafios que a gente tem: quando eu falo de uma feira, não é tanto pelo produto que o consumidor vai até lá, pois isso ele já conhece; talvez queira testar e ter a oportunidade de pegar o produto. Então, a primeira pergunta que eu faço é: será que a gente dá a oportunidade de esse cara pegar no produto, já que só ver não é mais suficiente? Há ainda várias exposições que eu posso olhar, mas não tocar. Olhar eu olho em casa, se eu não tiver uma experimentação, para que ir a uma feira?
Tenho batido muito na tecla e gosto muito de cross-branding. Gosto demais e acredito que nosso mercado tem um potencial magnífico para fazer esse tipo de trabalho. Acho que trazer entretenimento e experimentação para a feira, agregar outras questões e não olhar para outros segmentos como concorrentes, e sim como potenciais alavancadores de negócios, talvez sejam os grandes desafios.
Quando eu olho para a loja é a mesma coisa; o cara hoje paga para não ter que ir até o banco; paga para não se deslocar até o supermercado se for possível; paga para não ir até a loja. É claro que com instrumento é diferente, o sujeito que é apaixonado
quer testar, mas o que acontece quando ele chega na loja? Qual é a experiência que ele tem? Como é o vendedor que está na loja? Não vejo que mudou muita coisa, sinto falta da iniciativa do fórum de discussão, da inconformidade, da insatisfação. Não vejo essa energia e a vontade de sentar e começar uma discussão, um brainstorm, uma discussão besta que seja, mas vamos começar uma discussão em torno desse tema.
O terceiro ponto é a experiência de e-commerce que já discutimos. Aí eu não vejo experiência alguma, vejo simplesmente um processo de compra. Eu entro, pesquiso o preço e compro. Minha única experiência é receber aquele produto no prazo, se tudo der certo. Então, essa é toda a experiência. Mas… poxa! Será que eu não tenho vídeos? Será que eu não estou criando a possibilidade de ter vídeos? Vou dar um exemplo do que acontece com a gente lá fora: o nosso site tem muito menos relevância no lançamento de um produto do que os sites de alguns dos nossos dealers, porque no momento do lançamento eles já fizeram um vídeo, um review de determinado produto e o deles tem muito mais credibilidade do que eu falando do meu próprio produto. Tem todo um trabalho ali de entregar conteúdo para o cliente e estimular os desejos do sujeito. No final, estamos falando de experiência em todas as vertentes. Acho que temos oferecido pouca experiência. Não estou dizendo que é fácil, mas em contrapartida, não enxergo iniciativas em um caminho contrário, seja nossa como fornecedor, seja do varejo, isto é, estou falando de toda a cadeia. Queria que discutíssemos isso um pouco mais e reclamássemos um pouco menos.
Mais informações: roland.com.br
Facebook: RolandBrasilOficial
Você pode gostar
-
JBL Music Academy levará 30 novos artistas para imersão com Martin Garrix em Amsterdã
-
Piano digital portátil Roland GO:PIANO88 reformado
-
Casio AP-300 e AP-S200 da linha Celviano foram lançados oficialmente em São Paulo e Brasília
-
Casio lançará novos pianos digitais Celviano no Brasil
-
Feira Conecta+: Nova série de microfones dinâmicos YDM da Yamaha
-
Roland anuncia estúdio de podcasting GO:Podcast para smartphones
Audio Profissional
ISE 2026: Powersoft apresenta AnyMATE e SpeakerMATE
Publicado
1 dia agoon
30/01/2026
A Powersoft vai apresentar na ISE 2026, no estande #7F300, as novas tecnologias AnyMATE e SpeakerMATE.
Criadas para adicionar identificação, monitoramento e troca de dados diretamente a caixas passivas, sem necessidade de cabeamento de rede adicional ou alimentação externa.
A proposta muda o conceito tradicional do áudio instalado, onde a inteligência costuma estar concentrada apenas em dispositivos ativos. Com o AnyMATE, a comunicação de dados acontece pelas próprias linhas de caixas, permitindo que o amplificador atue como um hub tanto de áudio quanto de informações.
O SpeakerMATE é a primeira aplicação prática da plataforma: um módulo compacto que pode ser integrado à caixa ou instalado externamente, ideal tanto para novos projetos quanto para atualizações de sistemas existentes. Após a instalação, o dispositivo é reconhecido automaticamente pelo software Armonía+ da Powersoft, simplificando a configuração e reduzindo erros.
Além da identificação da caixa, o SpeakerMATE incorpora sensores para monitorar temperatura, posição e nível de pressão sonora, além de armazenar dados de instalação e manutenção. Integrado a serviços em nuvem, o sistema também permite o monitoramento remoto de grandes instalações distribuídas.
A ISE 2026 acontece de 3 a 6 de fevereiro, em Barcelona.

Audio Profissional
Neumann revive uma lenda com o retorno do microfone valvulado M 50 V
Publicado
3 dias agoon
28/01/2026
A Neumann anunciou o relançamento do M 50 V, uma reedição fiel de um dos microfones mais icônicos da história da gravação.
Apresentado originalmente em 1951, o M 50 tornou-se uma referência para captação de orquestras e foi fundamental no desenvolvimento da técnica Decca Tree, ainda hoje padrão em gravações de música clássica e trilhas sonoras.
O novo M 50 V mantém o conceito acústico original, incluindo a cápsula omnidirecional de pequeno diafragma montada em uma esfera de 40 mm. Como atualização, a Neumann adotou um diafragma de titânio, que melhora a estabilidade e a durabilidade sem alterar o caráter sonoro que consagrou o modelo.

O microfone combina o circuito original com uma válvula subminiatura de ruído extremamente baixo e um conector selado contra interferências de RF, adequado às exigências dos ambientes modernos de gravação. A fonte de alimentação NM V incluída se ajusta automaticamente à tensão da rede elétrica e é compatível tanto com o novo M 50 V quanto com unidades históricas do M 50.
Segundo a Neumann, cada unidade é fabricada à mão na Alemanha, sob encomenda, com produção limitada e controle individual de qualidade. O modelo é voltado principalmente para gravações orquestrais, música para cinema e produções em estéreo, surround e formatos imersivos, preservando a mesma resposta de graves, imagem espacial e comportamento transitório que tornaram o M 50 um padrão da indústria.
Além do uso histórico na música clássica, o M 50 também foi amplamente utilizado como microfone de ambiência em gravações de pop e jazz, especialmente para baterias, metais e conjuntos, graças à sua resposta omnidirecional e à sua característica presença nas altas frequências.
Cuidados simples que evitam ruídos, falhas intermitentes e prejuízos no estúdio e na estrada.
Em estúdios, palcos e sistemas instalados, os cabos e conectores quase sempre são os primeiros a falhar — e os últimos a receber manutenção. Na prática, uma enorme parte dos problemas de ruído, perda de sinal e falhas intermitentes nasce exatamente aí: cabos cansados, conectores oxidados e patchbays mal cuidados.
A boa notícia: a maioria desses problemas pode ser evitada com procedimentos simples e rotina básica de manutenção.
Vida útil: cabos balanceados vs. desbalanceados
Nem todos os cabos envelhecem da mesma forma.
- Cabos balanceados (XLR, TRS balanceado) têm maior imunidade a ruído e costumam resistir melhor ao tempo, desde que bem construídos e bem tratados.
- Cabos desbalanceados (TS, RCA) são mais sensíveis a interferência e ao desgaste da blindagem. Em ambientes de uso intenso, sua vida útil costuma ser menor.
O que mais desgasta cabos:
- Dobras sempre no mesmo ponto
- Tração pelo conector
- Enrolamento incorreto
- Umidade, suor e poeira
Sinais claros de oxidação e fadiga
Alguns sintomas típicos:
- Estalos ao mexer no cabo
- Queda intermitente de sinal
- Mudanças de nível ou timbre sem explicação
- Conectores opacos, esverdeados ou com resíduos
Em patchbays, a oxidação interna costuma aparecer como:
- Canais que falham só em determinadas posições
- Contatos que “voltam” quando o patch é movimentado
Nesses casos, limpeza preventiva com produto específico para contatos costuma resolver — e prolongar bastante a vida útil do sistema.
Como enrolar corretamente (e por que isso muda tudo)
O método correto é o over-under (sobre–baixo), padrão em touring profissional.
Vantagens:
- Evita torção interna do condutor
- Reduz estresse mecânico no cobre e na malha
- Faz o cabo “cair reto” ao desenrolar
- Aumenta significativamente a vida útil
Enrolar sempre “girando para o mesmo lado” cria memória mecânica e, com o tempo, rompe o condutor por dentro, mesmo que o cabo pareça perfeito por fora.
Patchbay: o coração — e o ponto mais crítico
Em muitos estúdios, o patchbay é: “O coração do sistema e, muitas vezes, a maior fonte de problemas.”
Boas práticas:
- Exercitar os pontos de conexão periodicamente
- Limpar contatos uma ou duas vezes por ano
- Identificar tudo claramente
- Evitar cabos de baixa qualidade em rotas críticas
Um patchbay mal cuidado pode comprometer todo o sistema, mesmo com equipamentos de alto nível.
Soluções práticas para estúdio e estrada
No estúdio:
- Inventário e rodízio de cabos
- Testes periódicos com multímetro ou testador
- Limpeza preventiva anual
- Substituição imediata de cabos suspeitos
Na estrada e em eventos:
- Separar cabos por tipo e comprimento
- Usar bags ou cases ventilados
- Etiquetar tudo
- Nunca guardar cabos úmidos ou sujos
Infraestrutura invisível — mas crítica
Num mercado cada vez mais exigente em confiabilidade, cabos, conectores e patchbays deixaram de ser acessórios. Eles fazem parte da infraestrutura crítica do áudio.
Comprar bons cabos é importante. Cuidar bem deles é o que realmente protege o investimento. Que cuidados você toma?
Áudio
ISE 2026: Powersoft apresenta AnyMATE e SpeakerMATE
A Powersoft vai apresentar na ISE 2026, no estande #7F300, as novas tecnologias AnyMATE e SpeakerMATE. Criadas para adicionar identificação,...
Neumann revive uma lenda com o retorno do microfone valvulado M 50 V
A Neumann anunciou o relançamento do M 50 V, uma reedição fiel de um dos microfones mais icônicos da história...
Como evitar a degradação de cabos, conectores e patchbays
Cuidados simples que evitam ruídos, falhas intermitentes e prejuízos no estúdio e na estrada. Em estúdios, palcos e sistemas instalados,...
Multilaser compra operação da Sennheiser no Brasil em aposta de R$ milhões no mercado de áudio profissional
Grupo que fabrica eletrônicos populares assume distribuição exclusiva de marca alemã premium, enquanto ex-parceira CMV sobe para comando regional na...
NAMM 2026: JH Audio volta com novos produtos e aposta no futuro dos IEMs
A JH Audio confirmou sua presença no NAMM Show 2026, que acontece de 20 a 24 de janeiro no Anaheim...
Leia também
Iniciativa inspirada em Villa-Lobos leva concertos gratuitos a escolas públicas de SP
Brasil de Tuhu une educação, cultura e inclusão; em agosto, passa por cidades da Grande São Paulo e interior. A...
Teatro Opus Città anuncia inauguração com atrações nacionais e internacionais
Espaço cultural na Barra da Tijuca funcionará em soft opening ao longo de 2025 e terá capacidade para até 3...
Harmonias Paulistas: Série documental exalta grandes instrumentistas de SP e homenageia Tom Jobim
A música instrumental paulista ganha um novo espaço com a estreia da série Harmonias Paulistas, produzida pela Borandá Produções e...
Falece o reconhecido baterista Dudu Portes
O mundo musical despede Dudu Portes, deixando sua marca no mundo da percussão. Nascido em 1948, Eduardo Portes de Souza,...
Música transforma vidas de presos em projeto de ressocialização
A ressocialização de detentos no Brasil tem ganhado novas dimensões com projetos que unem capacitação profissional e arte. Iniciativas como...
Paraíba: Editais do ‘ICMS Cultural’ incluem projeto para estudar música
Edital do Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (Prima) planeja oferecer 392 vagas para jovens paraibanos que...
Academia Jovem Orquestra Ouro Preto abre vagas para 2024
Criado para promover o ensino da prática orquestral, projeto abre edital para jovens músicos. As inscrições vão até 20 de...
Conselho Federal da OMB emite nota de repúdio ao Prefeito de Maceió. Entenda.
Desrespeito à legislação local acende debate sobre valorização da cultura alagoana. O conflito entre a classe artística de Maceió e...
Quem Canta Seus Males Espanta: Sandra Sofiati e seu Corpo Sonoro
Nesse novo artigo de Quem Canta Seus Males Espanta, vamos sair um pouco dos instrumentos “externos”, e nos voltar para...
Talibã Queima Instrumentos Musicais no Afeganistão
Centenas de músicos fugiram do Afeganistão para escapar das restrições do Talibã à música, afetando a cultura musical O Talibã,...
Maestro Evandro Matté fala sobre o Multipalco
À frente de três orquestras, a do próprio Theatro São Pedro, e da Orquestra Jovem, fruto de um projeto social,...
Multipalco: Viagem ao centro da arte
Música & Mercado foi ao centro da capital gaúcha visitar a história cultural do Rio Grande do Sul em uma...
Como obter patrocínio de 100 mil ou mais para realizar seu projeto de música
Adriana Sanchez mostra como obter patrocínio de 100 mil ou mais para realizar seu projeto de música. Criadora da banda...
Exportação de música brasileira, uma boa ideia!
O Brasil possui uma série de dificuldades na exportação de sua música para uma audiência internacional, mesmo assim, exportar é...
Presidente da Anafima recebe medalha de reconhecimento cultural do Governo de SP
Daniel Neves recebeu a honraria durante o Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes 2022, na noite...
Retomada de eventos em 2021 recuperou 300 mil postos de trabalho, sem recuperar nível de emprego de 2019
Retomada de eventos em 2021 recuperou 300 mil postos de trabalho, sem recuperar nível de emprego de 2019. A evolução...
OneBeat Virtual: inscrições de intercâmbio virtual para músicos
Embaixada e Consulados dos EUA abrem inscrições de intercâmbio virtual para músicos até 11 de fevereiro O OneBeat Virtual busca...
Manual de procedimentos do profissional da música
Guia básico sobre conceitos que os profissionais da música deveriam aplicar nas suas carreiras e no trato com outros no...
Câmara Setorial de Instrumentos Musicais do Paraná visita presidente da câmara Municipal de Curitiba
Yuris Tomsons, destacado pela Associação Comercial do Paraná para fazer a interlocução com os presidentes das comissões permanentes da Câmara...
Make Music: Robertinho Silva, Milton Nascimento e João Donato recebem homenagem no evento
Homenagem a Robertinho Silva, Milton Nascimento e João Donato: produção convida músicos de todo o Brasil para participar. Saiba como...
Presidente Prudente inaugura espaço dedicado a bandas de garagem
Espaço Garagem em Presidente Prudente contou com o apoio da loja Audiotech Music Store Presidente Prudente/SP – O prefeito Ed...
Música & Mercado apoia campanha em favor de artistas impactados pela pandemia
Idealizada e promovida pela Beetools, iniciativa destinará 25% da receita líquida das matrículas nos cursos da startup para garantir uma...
Governo anuncia liberação de R$ 408 milhões em recursos para o setor de eventos
Secretaria Especial da Cultura afirma que auxílio deve ficar disponível ainda no primeiro semestre. Na última terça-feira (9), o governo...
Brasileiro promove boa saúde entre músicos
Empresário brasileiro promove boa saúde entre músicos. Marcos Mendes, empresário, investidor no ramo de nutracêuticos, é um constante apoiador na...
Opinião: Música é agente de mudança
Arte não é algo que seja isento de ideologia, porque o pensamento e o sentimento são suas bases enquanto materia-prima....
Opinião: Me lembro como se fosse hoje
O mercado da música está passando por diversas mudanças, mas também está mudando o consumidor e o músico, com uma...
Opinião: É tempo de aprender… Música!
E lá se vai 1/3 do ano trancado em casa. Desde março, pais que trabalham, filhos que estudam, todos se...
Saúde: Automotivação no mercado da música
Todos nós fazemos música, e realizamos sonhos. Nunca se esqueça disso! Você sabe o que significa a palavra motivação? O...
Música para quem vive de música – Volume 14
Continuamos apresentando grandes discos e filmes para sua cultura musical. Hoje temos Def Leppard, Sonny Rollins e Plebe Rude. Def...
Fernando Vieira: O amor à música como legado
Jornalista Fernando Vieira faleceu e deixou um imenso legado. Cabe a todos manterem a chama da música acesa. A morte...
Trending
-
Gestão4 semanas agoTendências de marketing para 2026 que as lojas de música devem adotar
-
Músico3 semanas agoComo evitar danos causados por energia elétrica instável
-
Audio Profissional1 semana agoMultilaser compra operação da Sennheiser no Brasil em aposta de R$ milhões no mercado de áudio profissional
-
Audio Profissional4 semanas agoLana Del Rey impulsiona sua turnê por estádios com SSL Live
-
Gestão2 semanas agoTendências de gestão para 2026 que as lojas de música devem adotar
-
NAMM Show3 semanas agoNAMM Show 2026 terá mais de 200 sessões educacionais
-
Estruturas1 semana agoAuratec lança RollUp, rampa dobrável e modular
-
Audio Profissional3 semanas agoCelestion apresenta o novo TSQ2460 de 24”, seu driver LF mais potente e durável









