Estúdio de Gravação: notícias e análises | Música & Mercado https://musicaemercado.org/category/audio-profissional/estudio-de-gravacao/ A música sob o viés do trabalho e negócios Sat, 09 May 2026 14:56:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://musicaemercado.org/wp-content/uploads/2026/04/mmlogo-hires-1-80x80.jpg Estúdio de Gravação: notícias e análises | Música & Mercado https://musicaemercado.org/category/audio-profissional/estudio-de-gravacao/ 32 32 5 erros comuns ao montar um home studio https://musicaemercado.org/5-erros-comuns-montar-home-studio/ Mon, 11 May 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=254888 5 erros comuns ao montar um home studio

Monitores mal posicionados, sala sem tratamento e ganho de entrada errado podem comprometer a gravação antes do primeiro plugin. Montar um home studio não começa comprando mais plugins. Começa evitando erros simples que fazem tudo soar pior: graves embolados, voz distorcida, mix que não traduz e gravações com ruído. Veja cinco falhas comuns e como […]

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5 erros comuns ao montar um home studio

Monitores mal posicionados, sala sem tratamento e ganho de entrada errado podem comprometer a gravação antes do primeiro plugin.

Montar um home studio não começa comprando mais plugins. Começa evitando erros simples que fazem tudo soar pior: graves embolados, voz distorcida, mix que não traduz e gravações com ruído.

Veja cinco falhas comuns e como corrigir sem gastar além do necessário.

1. Colocar os monitores colados na parede

O primeiro erro é posicionar os monitores onde “cabe”, e não onde eles soam melhor. Quando ficam perto demais de paredes ou cantos, os graves podem ficar exagerados e enganar quem está mixando. A Sonarworks recomenda colocar os monitores quase encostados na parede frontal ou, se houver espaço, a mais de 110 cm; a região intermediária pode gerar resposta irregular de graves por reflexões de baixa frequência. 

O que fazer: forme um triângulo equilátero entre os dois monitores e sua cabeça. Evite cantos. Se o monitor tiver duto traseiro, deixe pelo menos alguns centímetros para o duto respirar. Use ajustes de “room” ou “boundary EQ” quando o monitor oferecer esse recurso.

2. Mixar em uma sala sem tratamento

Um quarto vazio ou com paredes duras não é neutro. Ele reflete som, exagera frequências e cria cancelamentos. Por isso uma mix que parece boa no quarto pode soar estranha no fone, no carro ou em uma caixa Bluetooth.

Você não precisa cobrir a sala inteira com espuma. Comece pelo básico: tapete, cortinas grossas, painéis nos primeiros pontos de reflexão e bass traps nos cantos. A Sonarworks recomenda manter simetria entre as paredes esquerda e direita para que a imagem estéreo fique mais confiável. 

Espuma fina resolve pouco nos graves. Se o problema é baixo embolado, é melhor usar absorção mais espessa nos cantos e nas áreas onde a energia de baixa frequência se acumula. 

3. Gravar com ganho de entrada alto demais

Muita gente aumenta o ganho até “ver bastante sinal”. O problema é que sinal forte demais pode saturar a entrada da interface. A Focusrite alerta que é melhor evitar picos nas entradas, porque isso pode causar clipping digital, uma distorção difícil de corrigir depois. 

O que fazer: grave com margem. Para voz e instrumentos, busque um sinal saudável, sem chegar no vermelho. Se a interface usa indicação por cor, reduza o ganho quando aparecer vermelho. Volume final se ajusta na mixagem; uma tomada distorcida quase nunca fica boa.

4. Usar fone como única referência

Fone ajuda muito para editar, gravar voz e perceber detalhes. Mas não deveria ser a única referência. No fone, o estéreo é percebido de outro jeito e os graves podem enganar, principalmente em modelos fechados ou com resposta reforçada.

Use fone e monitores. Depois teste a música em outros lugares: celular, carro, caixa pequena e fones comuns. Se a voz some ou o bumbo muda demais, o problema não está só no plugin; está na referência.

5. Comprar equipamento antes de resolver o fluxo

Outro erro comum é comprar um microfone caro quando o problema real está na sala, na posição dos monitores ou na técnica de gravação. Um microfone melhor também capta melhor os defeitos do ambiente.

Antes de gastar, revise esta ordem:

  • posição dos monitores;
  • tratamento mínimo;
  • ganho correto;
  • distância do microfone;
  • controle de ruído;
  • organização dos cabos e da sessão.

Um home studio não precisa ser perfeito para funcionar. Mas precisa ter o básico bem resolvido. Com monitores melhor posicionados, algum tratamento e ganho correto, suas gravações e mixagens melhoram antes da próxima compra.

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Ovy Ayvu cria palco real para artistas autorais em São Paulo https://musicaemercado.org/ovy-ayvu-artistas-autorais-sao-paulo/ Fri, 06 Feb 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=249898 Ovy Ayvu cria palco real para artistas autorais em São Paulo

A Ovy Ayvu vem se consolidando como um novo agente de fortalecimento da cena musical independente paulistana ao oferecer, de forma gratuita, estrutura profissional para gravação, produção e lançamento de artistas autorais. Desde setembro de 2025, a produtora, que também atua como selo e gravadora, passou a desenvolver o projeto Ovy Sessions, voltado à valorização […]

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Ovy Ayvu cria palco real para artistas autorais em São Paulo

A Ovy Ayvu vem se consolidando como um novo agente de fortalecimento da cena musical independente paulistana ao oferecer, de forma gratuita, estrutura profissional para gravação, produção e lançamento de artistas autorais.

Desde setembro de 2025, a produtora, que também atua como selo e gravadora, passou a desenvolver o projeto Ovy Sessions, voltado à valorização dos processos criativos e à ampliação de vozes historicamente marginalizadas no mercado.

O projeto surgiu a partir da percepção de que a produção musical independente costuma ser observada apenas pelo resultado final, sem atenção ao percurso criativo, às escolhas estéticas e às histórias que antecedem cada lançamento. A partir disso, a Ovy Ayvu transformou uma sala em um pequeno palco permanente, investindo recursos próprios para criar um espaço físico de acolhimento, escuta e criação artística, onde o tempo e o processo têm a mesma importância que a obra final.

Mais do que prestar serviços técnicos, a proposta da Ovy Sessions é democratizar o acesso à criação musical em nível profissional. O projeto busca garantir que artistas independentes possam desenvolver seus trabalhos com dignidade, qualidade técnica e cuidado estético, em condições semelhantes às de grandes produções, algo ainda pouco acessível fora dos circuitos tradicionais da indústria.

Segundo Will Felix, diretor e produtor executivo da Ovy Sessions, o projeto tem sido mantido integralmente com recursos próprios. “Inscrevi o projeto em editais de cultura, mas até agora não fomos contemplados. Todos os recursos utilizados são nossos. Seguimos buscando parcerias institucionais e investimentos para ampliar o alcance e o número de artistas atendidos”, afirma. Atualmente, a produtora lança um artista por mês, com a meta de alcançar lançamentos quinzenais, dependendo da viabilidade financeira.

A Ovy Ayvu mantém um processo seletivo permanente para novos participantes. Os critérios incluem trabalho exclusivamente autoral, trajetória independente e afinidade com a filosofia do projeto, que entende a música como presença, encontro, experiência e reflexão. O formulário de inscrição está disponível em www.ovyayvu.art.

Além das sessions, a Ovy Ayvu atua como selo e gravadora, sendo responsável por toda a produção audiovisual e digital dos artistas que passam pela casa. Os lançamentos são distribuídos pelo próprio selo, fortalecendo a autonomia artística e ampliando o alcance das obras. Já participaram do projeto artistas como Gabriela Capassi, Uma Luiza da Folha e Natânia Borges. Em dezembro, chega às plataformas o álbum de Brenda Umbelino. O formato prevê o lançamento de um single na primeira semana, seguido da session completa no canal da produtora no YouTube.

Para 2026, a Ovy Ayvu planeja expandir sua atuação com dois novos projetos: Ayvu Sessions e Sarau da Ovy, ambos voltados à circulação contínua, ao registro e à difusão de artistas independentes. A iniciativa reforça o papel da produtora como um espaço ativo de criação, formação de público e fortalecimento da música autoral no contexto urbano de São Paulo.

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Neumann expande a série KH com cinco novos subwoofers DSP https://musicaemercado.org/neumann-serie-kh-subwoofers-dsp/ Mon, 13 Oct 2025 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=246628 Neumann expande a série KH com cinco novos subwoofers DSP

A Neumann reforça seu portfólio para monitoração estéreo, multicanal e imersiva. A Neumann anunciou a adição de cinco novos modelos à sua série de monitores de estúdio KH. São eles: os subwoofers KH 805 II, KH 810 II e KH 870 II, juntamente com suas versões com conectividade de áudio em rede (KH 810 II […]

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Neumann expande a série KH com cinco novos subwoofers DSP

A Neumann reforça seu portfólio para monitoração estéreo, multicanal e imersiva.

A Neumann anunciou a adição de cinco novos modelos à sua série de monitores de estúdio KH. São eles: os subwoofers KH 805 II, KH 810 II e KH 870 II, juntamente com suas versões com conectividade de áudio em rede (KH 810 II AES67 e KH 870 II AES67).

Subwoofers para diferentes formatos

O KH 805 II é apresentado como o sucessor do KH 750 DSP, com o dobro da potência de saída e maior alcance dinâmico, projetado para configurações estéreo, juntamente com monitores como o KH 120 II, KH 150 ou KH 310.

O KH 810 II apresenta gerenciamento de graves multicanal para sistemas de até 7.1.4, oferecendo controle sobre onze monitores de estúdio. O KH 870 II, por sua vez, dobra a potência do 810 II e é voltado para grandes espaços, combinando com modelos de grande formato, como o KH 420.

Versões com Conectividade AoIP

As edições AES67 do KH 810 II e do KH 870 II são voltadas para ambientes de produção broadcast e em rede. Elas suportam 12 canais de entrada AES67 e são compatíveis com padrões como ST 2110, ST 2022-7, RAVENNA, NMOS e transmissões geradas por Dante.

Motor DSP e Alinhamento de Sala

Todos os novos modelos contam com o motor DSP Neumann, que permite o alinhamento automático por meio do sistema MA 1, otimizando tanto a resposta dos subwoofers quanto a dos monitores KH conectados. A extensão de frequência chega a 16 Hz, uma faixa crítica para decisões de mixagem e masterização.

Declarações

Yasmine Riechers, CEO da Neumann, enfatizou que “com o áudio imersivo se tornando um padrão em música, pós-produção e transmissão, o monitoramento confiável é mais importante do que nunca”.

Por sua vez, Stephan Mauer, gerente de produto, enfatizou que os novos modelos “reduzem drasticamente a distorção e o ruído de porta e oferecem compatibilidade com sistemas analógicos e DSP, eliminando as incertezas no manuseio de baixas frequências”.

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5 maneiras de fazer seu estúdio ter um visual tão bom quanto o som https://musicaemercado.org/5-maneiras-estudio-visual-som/ Tue, 12 Apr 2022 12:13:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=91605 5 maneiras de fazer seu estúdio ter um visual tão bom quanto o som

A principal função de um estúdio de gravação é capturar e mixar áudio com precisão. Idealmente, deve ser também uma fonte de inspiração que impulsione a criatividade dos artistas e produtores que utilizam o espaço. Você passa muitas horas em seu estúdio, e a aparência e a sensação da sala são importantes. Como consultores acústicos, […]

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5 maneiras de fazer seu estúdio ter um visual tão bom quanto o som

A principal função de um estúdio de gravação é capturar e mixar áudio com precisão. Idealmente, deve ser também uma fonte de inspiração que impulsione a criatividade dos artistas e produtores que utilizam o espaço.

Você passa muitas horas em seu estúdio, e a aparência e a sensação da sala são importantes. Como consultores acústicos, focamos na precisão acústica ao projetar um estúdio, mas também tentamos garantir que cada sala seja única e atenda aos objetivos estéticos do cliente. Neste artigo, discutiremos cinco maneiras de dar um visual tão bom ao seu estúdio quanto o som produzido nele.

1-Encontre sua inspiração

Todo mundo tem uma opinião sobre o que faz um estúdio de gravação parecer incrível. Você pode mostrar a mesma foto de um espaço bem projetado para 10 pessoas e obter reações muito diferentes. É importante descobrir do que você gosta e encontrar a inspiração que guiará suas decisões ao longo do processo de design. No início de cada projeto, pedimos aos nossos clientes que compilem um portfólio repleto de imagens que os inspirem. Podem ser fotos de outros estúdios, salas de estar, museus, qualquer coisa que os faça se sentir bem. Isso nos permite ter um ponto de partida e uma boa ideia do seu senso de estilo. Navegar por fotos de estúdios de gravação nas redes sociais (Instagram, Pinterest, etc.) ou apenas fazer uma simples pesquisa no Google pode realmente despertar sua imaginação. Existem certos esquemas de cores que o motivam? Você quer que o quarto seja bastante escuro e sombrio ou claro e arejado? Você prefere uma decoração ultramoderna ou algo mais rústico com elementos de madeira natural?

2- Cuide da bagunça

Equipamento de gravação, alto-falantes, mobília, tratamento acústico e instrumentos devem ser os pontos focais de sua sala, não o lixo no chão, pilhas de CDs velhos ou o ninho de ratos de cabos pendurado atrás de sua porta. Dedicar um tempo para limpar a sala, organizar-se e pensar no gerenciamento de cabos ajudará bastante na criação de um espaço confortável e esteticamente agradável. Pesquisas mostram que existe uma correlação direta entre produtividade e desordem. Seu tempo de estúdio deve ser satisfatório e produtivo, não estressante e ineficiente. Um bom começo é reduzir a quantidade de itens desnecessários que você tem na sala. Obter a mobília de estúdio certa (mesas, racks, armazenamento de instrumentos, etc.) simplificará sua configuração e criará um ambiente funcional onde você pode se concentrar. Certificar-se de que seus cabos estejam arrumados e escondidos da vista ajudará bastante em uma sala com aparência incrível. Cuidar dessas etapas fará com que todas as suas outras opções visuais se destaquem ainda mais.

3- Ilumine sua vida

Um bom projeto de iluminação pode ter um impacto positivo na saúde e bem-estar de quem usa seu estúdio. Estudos mostram que uma boa iluminação pode ajudar a regular o ritmo circadiano, melhorar o humor, reduzir a depressão e até aumentar o desempenho cognitivo, como o tempo de reação. Além de todos esses benefícios, fica com um look ótimo! Usamos iluminação LED em muitos de nossos projetos, permitindo que nossos clientes mudem o clima no estúdio de sessão para sessão. Separar o tratamento acústico da parede/teto para criar um espaço atrás dos painéis pode melhorar o desempenho acústico. Isso também lhe dá a oportunidade de iluminar esses painéis com LEDs para criar um brilho que pode melhorar a aparência do seu estúdio. Planejar com antecedência e colocar os fios elétricos adequados onde as luzes LED são necessárias pode criar uma aparência limpa e organizada. Se você estiver remodelando um espaço existente, a fiação pode ser escondida atrás de um tratamento acústico para tirá-la da vista.

4- Dê forma ao seu som

Uma maneira de tornar seu estúdio único é implementar painéis acústicos diferentes dos painéis retangulares ou quadrados padrão que normalmente vemos. Projetamos a sala na imagem abaixo para a cantora e compositora Tori Kelly, duas vezes vencedora do Grammy, com painéis FulFill personalizados em forma de hexágono e painéis PERF da Acoustical Fulfillment. Isso nos permitiu variar a profundidade e o tipo de painel conforme necessário para o desempenho acústico, criando um espaço atraente para o estúdio caseiro de Tori. Com painéis acústicos personalizados, quase qualquer formato é possível, então as possibilidades são infinitas. Se puder ser cortado em uma máquina CNC, você poderá fazer um painel acústico nessa forma (círculos, trapézios, triângulos, etc.).

5- Situação de difusão

Os painéis de difusão podem dispersar o som enquanto mantêm a “vida” dentro da sala. São ferramentas acústicas que usamos frequentemente em nossos projetos para obter os resultados desejados. Os difusores também podem adicionar um elemento estético interessante a uma sala devido aos seus designs exclusivos. A imagem abaixo foi tirada em um estúdio que projetamos para Tyler Joseph, líder do Twenty One Pilots. A parede traseira tem um conjunto atraente de difusores de detritos quadráticos e nas paredes laterais traseiras está o sistema de tratamento adaptativo Flex-48 da Acoustical Fulfillment, que possui uma blindagem transparente que combina bem com a iluminação do espaço. Existem muitas opções visuais atraentes quando se trata de difusão que também podem realmente melhorar o desempenho acústico do seu estúdio para aplicações s de tracking e mixing.

Conclusão

Em última análise, é importante se divertir ao projetar seu estúdio! Este é um espaço onde você passará muitas horas criando a música que ama. A vibração do seu estúdio deve refletir você e ser uma ferramenta que o inspire a produzir seu melhor trabalho. Mal podemos esperar para ver o que você vai inventar para o seu espaço!

*Por Gavin Haverstick, proprietário da Haverstick Designs, uma empresa de consultoria acústica de serviço completo especializada em testes acústicos, modelagem e design. Alguns clientes notáveis ​​incluem Ringo Starr, Coldplay, Twenty One Pilots, Steve Miller, Louis Bell, Crowder, Tori Kelly e Brooklyn Duo, entre outros.

Postado originalmente no inSync.

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Entrevista: Engenheiro de áudio Fran Carbone https://musicaemercado.org/entrevista-engenheiro-de-audio-fran-carbone/ Mon, 21 Mar 2022 12:04:19 +0000 https://musicaemercado.org/?p=91469 Fran Carbone

Engenheiro de áudio e especialista em Pro Tools, proprietário da produtora ATEMPO, Fran Carbone fala sobre carreira e trabalho Música & Mercado: Qual a sua formação? Como entrou no mercado musical e audiovisual? Fran Carbone: Bem, acho que comecei como a maioria das pessoas, sendo aquela criança que gostava de música, que dedicava a maior […]

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Fran Carbone

Engenheiro de áudio e especialista em Pro Tools, proprietário da produtora ATEMPO, Fran Carbone fala sobre carreira e trabalho

Música & Mercado: Qual a sua formação? Como entrou no mercado musical e audiovisual?

Fran Carbone: Bem, acho que comecei como a maioria das pessoas, sendo aquela criança que gostava de música, que dedicava a maior parte do seu tempo no seu instrumento principal, que no meu caso, é a guitarra, hoje eu já toco outros instrumentos, mas comecei com a guitarra e depois automaticamente passei a tocar violão também. 

Ainda garoto comecei a tocar em várias bandas e acompanhar artistas na noite de São Paulo. Tive ainda a oportunidade de fazer músicas próprias com a minha banda na época, e isso foi uma experiência muito importante e enriquecedora para mim. Entrar em um estúdio profissional, ser produzido, gravar meu próprio CD autoral junto com a minha banda, nossa, nem sei explicar essa sensação. O que vem na minha cabeça agora, é que foi um dos sonhos realizados na minha vida.  Na época, com 17 anos, fiquei curioso e deslumbrado em saber como toda aquela parafernalha funcionava. Eu era aquele moleque que perguntava coisas como: “Você sabe pra que serve todos esses botões?”, “Como que o microfone faz para o som vir na mesa?”, “E esse monte de coisas ali do lado pra que serve?”… Acho que o técnico ficou bem irritado comigo!

Com o apoio do meu pai, que sempre me apoiou na minha carreira musical, resolvi fazer faculdade de música, me formei em violão erudito pela Faculdade Alcântara Machado, a FAAM em São Paulo. Na faculdade me aperfeiçoei não só no instrumento, mas também na composição. Tive a honra de ter como diretor o maestro João Carlos Martins e com professores, músicos sensacionais que fico com medo de comentar em particular e me esquecer de alguém, mas digo que a faculdade foi um amadurecimento pessoal e profissional fantástico.

Acho que isso acontece em todas as áreas, não só na musical, no meu caso em particular, tocar praticamente todas as noites com a minha banda e com outras bandas, dar aulas de música e composição nos conservatórios e fazer faculdade ao mesmo tempo, foi transformador.

        Mas aquela experiência de gravar no estúdio, ainda estava dentro de mim. Minha namorada na época, hoje minha esposa e sócia na produtora de áudio Atempo, Bárbara Beatriz , comentou comigo que existia uma escola que ensinava a gravar e mexer nos equipamentos, e que o sonho dela era fazer essa escola, o IAV (Instituto de Áudio e Vídeo) e fomos juntos conhecer. Nessa época, eu tinha acabado de terminar a faculdade e ela ainda estava cursando a faculdade de comunicação social (rádio e TV), e por isso ela não se matriculou e eu acabei me matriculando nessa primeira visita mesmo e minha história no IAV começou. 

Quando me formei no IAV, o diretor, o Marcelo Claret, me convidou para fazer parte da equipe de monitores. Depois de 6 meses como monitor, passei para professor do curso de Pro Tools, depois coordenador do curso de Pro Tools e por 10 anos fiz parte do corpo docente do IAV. Foi uma experiência muito enriquecedora, não somente por conhecer, ensinar pessoas ou por ser coordenador de um curso importante e reconhecido no Brasil todo, mas também pelas relações pessoais e parcerias que levo até hoje. Um exemplo que me orgulho muito de chamar de amigo e parceiro musical, é o Jô Borges.

Paralelamente ao meu início no IAV, eu abri minha produtora de áudio ATEMPO, onde estou até hoje, trabalhando com pós-produção áudio visual,  publicidades, locuções, jingles, jingles políticos, trilhas sonoras e produções musicais.

Fran Carbone no ATEMPO

Quais os principais acontecimentos na sua carreira? Conte para nós.

Fran Carbone: Tenho muitos trabalhos feitos na ATEMPO que me orgulho muito, como a produção de áudio do curta metragem “Hambúrguer”, que foi indicado ao prêmio do 13º Film Festival de Los Angeles em 2020, ter composto o jingle mais tocado e relevante em Brasília nas últimas eleições federais, ter minhas trilhas sonoras tocando no SBT, ser por 4 anos a “voz” da prefeitura da cidade de Caieiras, na grande São Paulo são alguns exemplos.

        Mas, destaco 2 discos que participei no início da minha carreira profissional, como freelancer e engenheiro de áudio parceiro, na Lua Music (selo musical da produtora de áudio Lua Nova, do produtor Thomas Roth), o “Eu voltei” da Ângela Maria e “100 anos de Herivelto Martins”, que foram indicados para o Grammy Latino, como acontecimentos marcantes na minha carreira .

         Fiquei por volta de dois anos como freelancer e engenheiro de áudio parceiro, na Lua Music, gravando e mixando artistas renomados do Brasil como Ângela Maria, Cauby Peixoto, Zeca Baleiro, Dominguinhos entre outros. Lá me orgulho muito de ter trabalhado ao lado de grandes produtores musicais como o Tiago Marques Luiz e o Ronaldo Rayol. 

O disco “Eu voltei”, da Ângela Maria, foi um tributo ao Roberto Carlos e foi indicado ao Grammy Latino em 2012. Foi uma honra muito grande em saber que a minha participação, um cara jovem no mercado na parte de gravação e mixagem, chegou a um âmbito tão grande e importante no mercado musical latino americano. 

      Ainda em parceria com a Lua Music, gravei e mixei  o disco “100 anos de Herivelto Martins”, que foi indicado ao Grammy Latino de 2013 como melhor disco.

Fran Carbone: especialista em Pro Tools

De que forma o trabalho no IAV contribuiu na carreira?

Fran Carbone: Ah, o IAV foi um divisor de águas na minha carreira, com certeza! Antes do IAV, eu só tinha noção do palco e do ao vivo, minha percepção era de músico e quando comecei a trabalhar no IAV essa percepção se ampliou com a gravação, mixagem, produção e engenharia de áudio…isso tudo começou a fazer parte da minha vida profissional também e fez com que eu me encontrasse  profissionalmente. A música sempre foi e sempre será a parte primordial para mim e ampliar minha percepção no IAV, me incentivou a montar minha própria produtora de áudio e ter mais confiança nas minhas próprias produções. Eu era um músico que possuía muitos arranjos e composições autorais, e sempre imaginei como produzir o que estava nos meus cadernos de partituras.

Trabalhar no IAV por mais de 10 anos sem sombra de dúvida foi muito importante e me trouxe realizações não só profissionais mas pessoais também. Saber que algum aluno meu foi indicado para um prêmio ou ganhou um prêmio, me traz uma satisfação e um orgulho inexplicável.

Acredito muito que o conhecimento não deve ser guardado, ele deve ser expandido. Me orgulho muito de ter ensinado Pro Tools para quase mil alunos no Brasil todo. Com o passar dos primeiros anos no IAV, eu elaborei uma forma personalizada, um método de ensinar pro tools de uma forma que o aluno realmente entenda o caminho do programa e não somente decore botões e atalhos. Esse foi o meu diferencial como instrutor no IAV e continua sendo até hoje como consultor.

Eu hoje sou especialista no software Pro Tools e conheço todos os caminhos dentro dele. Trago isso não somente para minhas aulas, mas também para as parcerias. Eu tenho um jeito inovador de trabalhar com o Pro Tools que agrada meus parceiros, então sempre que aparece algo relacionado com Pro Tools fico muito honrado que eles lembrem de mim e me convidem para participar de seus projetos.

 

Como está seu trabalho hoje? 

Fran Carbone: Hoje continuo com a minha produtora ATEMPO realizando trabalhos publicitários, pós produção, trilha sonora e produção musical. Realizo consultorias online no Brasil e fora dele também. Continuo ensinando, mas hoje, meu curso de Pro Tools está nas plataformas digitais, mas eu mantenho o diferencial de ser um curso totalmente baseado na prática profissional que eu tive e com um método que realmente ensina a pensar a proposta do software.

Tenho realizado muitos trabalhos com pós produção de áudio, até porque estamos em um momento de pandemia que infelizmente prejudicou muito o mercado da produção musical. Por conta disso, hoje em 2022, o meu campo maior de atuação tem sido a pós produção de áudio na parte de filmes e dublagens e áudio publicitário em geral. 

Gosto muito de conversar sobre nossa área, tanto com ex-alunos, parceiros e amigos, por isso tenho meu canal do Youtube, onde compartilho o meu conhecimento sobre áudio, música e Pro Tools. Minha ideia nunca foi virar um Youtuber, mas sim bater um papo e trocar conhecimento. 

Nesses 20 anos de profissão, tenho muito orgulho de ter feito muitas parcerias e ter participado de muitos projetos, e principalmente ter trabalhado em conjunto até hoje com grandes profissionais. Cada um deles com o seu método que incrementa o método do outro. Eu por exemplo, tenho um jeito inovador de trabalhar com o Pro Tools que agrada, então sempre que aparece algo relacionado com Pro Tools fico muito honrado que meus parceiros lembrem de mim. Isso faz com que hoje eu me orgulhe muito do que construí até aqui, tenho minhas redes de amizades e parcerias, e isso me motiva a continuar pensando e trabalhando para expandir meus projetos profissionais e de ensino, mas principalmente traz uma satisfação pessoal e profissional que mostra que estou no caminho certo.

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Estúdio Audio Porto agrega a tecnologia Dolby Atmos e busca ser referência no País https://musicaemercado.org/estudio-audio-porto-agrega-adolby-atmos/ Wed, 09 Feb 2022 10:55:32 +0000 https://musicaemercado.org/?p=90965 Rafael Hauck - Audio Porto

Na contramão do mercado, o estúdio Audio Porto, em Porto Alegre, investe e aposta em tecnologia de ponta Dez anos atrás se iniciou a fabricação de um novo conceito de estúdio de gravação no Brasil, mais exatamente em Porto Alegre, criando um novo porto para o áudio e a música, nascido na antiga estrutura de […]

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Rafael Hauck - Audio Porto

Na contramão do mercado, o estúdio Audio Porto, em Porto Alegre, investe e aposta em tecnologia de ponta

Dez anos atrás se iniciou a fabricação de um novo conceito de estúdio de gravação no Brasil, mais exatamente em Porto Alegre, criando um novo porto para o áudio e a música, nascido na antiga estrutura de uma fábrica que mudou o seu futuro.

Nesta entrevista, o CEO do estúdio Audio Porto e Fábrica do Futuro – Rafael Hauck – conta como foi a gestação e nascimento da iniciativa, e a direção que está tomando na sua segunda década de vida, abraçando novos parâmetros de tecnologia como o Dolby ATMOS.

Rafael Hauck, CEO do Audio Porto / Fábrica do Futuro
Rafael Hauck, CEO do Audio Porto / Fábrica do Futuro

Música & Mercado – Você está à frente do projeto que envolve o estúdio Audio Porto e a Fábrica do Futuro, no mesmo local e bem delineadas no espaço e atividades. Como foi o nascimento da ideia de juntar estúdio e Fábrica? Nasceram juntos ou houve uma adaptação natural?

Rafael Hauck – O início de tudo foi o estúdio Caverna Mix, que eu montei onde hoje é a entrada técnica do Audio Porto, lá em 2005. Muita gente da cena musical do estado gravou lá. Em 2008 surgiu a idéia de reaproveitar o resto dos antigos prédios da fábrica de enfeites de natal Wanda Hauck, que a família começou a construir em 1942 e criar um grande centro coletivo ligado à produção audiovisual e à cultura. Nessa época eu conheci um grande amigo e mentor, o Carlão, da Visom Digital. 

Também em 2008 me mudei para Londres e esse projeto acabou sendo retomado por mim e pelo meu irmão Francisco Hauck. Entre 2012 e 2016 construímos as bases do que hoje é o estúdio do Audio Porto e fizemos uma pré inauguração. A partir dali passamos a adotar outro nome e posicionamento para esse empreendimento e surgiu, em homenagem à antiga fábrica de enfeites de natal, a Fábrica do Futuro.

Por um ano, antes da pandemia, tivemos as duas estruturas ainda mais divididas no dia-a-dia e nos propósitos, mas com minha chegada como CEO no início de 2020 e com a crise global que chegou quase que no mesmo momento, foi necessário unificar ao máximo as estratégias, os produtos e as equipes.

M&M – Como foi sua formação musical e de áudio? Hoje existe um consenso de que as atividades técnicas de música e de áudio caminham lado a lado, descreva resumidamente como você trilhou este caminho duplo.

RH – Na cultura da família da minha mãe sempre houve o elemento da música e dos instrumentos musicais. Acabei me interessando mais pelo violão na igreja que frequentávamos na época dos meus 12 anos de idade. Com 15 preparei uma sala de ensaio em cima da nossa garagem e com 17 gravei com uma banda que tínhamos eu e meus irmãos e nesta oportunidade me apaixonei pelo ambiente de produção musical e fonográfica. Aos 19 comecei a trabalhar como técnico assistente e com 6 meses de trabalho gravei o single Folha de Bananeira, do artista Armandinho. Segui trabalhando em estúdio e como técnico de P.A. por mais 7 anos e em 2008 ocorreu a mudança para Londres. 

Lá estudei na S.A.E. e fiz meu diploma de Bacharelado em Produção de Áudio. Aproveitei também para atuar como produtor técnico de eventos como o Brazilian Day London e turnês como a de Bruno e Marrone pela Europa e tive a oportunidade de trabalhar com Chris Roberts, na Soundlock Engineering, quando conheci de perto a arquitetura tecnológica e a sonoridade de alguns dos melhores e dos mais clássicos equipamentos como Neve, SSL, Telefunken, Neumann, AKG, Manley, MCI, Studer, entre muitos outros.

Sala de gravação principal do Audio Porto e alguns dos instrumentos

M&M – O Audio Porto dá um enfoque significativo aos equipamentos e instrumentos vintage, ao mesmo tempo em que não descuida da tecnologia de ponta, como a recente criação da sala Dolby ATMOS, como concilia estes 2 mundos?

RH – A vibe de captação, a vida e a sonoridade que trazem para o som os equipamentos mais antigos mantidos em perfeito estado de manutenção gera uma naturalidade na reprodução da performance gravada.

Esses componentes antigos e o modo diferente que a indústria pensava seus produtos traziam tanto essa robustez sonora, como essa oscilação eletrônica que psico-acusticamente agrada ao ser humano, que sente na gravação feita com esses equipamentos mais antigos variações semelhantes às que se escuta naturalmente em um ambiente onde músicos e ouvintes compartilham o mesmo espaço e tempo, tocando e ouvindo o som na “vida real” dentro de uma mesma ambiência.

Essa é uma característica que os plugins buscam recriar atualmente com programações que simulam essas características. 

Mas mesmo nesses casos, em que esses equipamentos mais antigos agregam da melhor forma possível essas características agradáveis de uma performance realista em uma gravação, os equipamentos modernos são um complemento fundamental em diversos outros pontos do processo. Na conversão de sinais analógicos para informação digital, por exemplo, os equipamentos modernos são muito mais precisos e acabam retratando ainda melhor essas nuances dos vintage. 

Na tecnologia de alto falantes, na amplificação de som para os monitores de referência ou mesmo no processamento de masterização nos dias de hoje, monitores de áudio como os PMC MB2-XBD, os diversos módulos de crossover e amplificação Bryston e o TC6000 da TC Eletronics são exemplos de equipamentos modernos de excelência utilizados no Audio Porto, assim como conversores da Merging e da Prism Sound. 

Não havendo portanto, na nossa visão, uma tecnologia melhor que a outra de forma geral, elas são sim complementares e cada uma executa a sua função específica.

Se você não tem um excelente técnico de manutenção, por exemplo, ou não pode manter o ambiente do seu estúdio com temperatura e humidade controladas, pode esquecer a idéia de recorrer aos equipamentos vintage.

Alias, existe muita gente que compara equipamentos vintage mal mantidos com plugins e processadores digitais e rapidamente descartam a opção eletrônica em grande parte das vezes por não ter acesso aos equipamentos antigos em perfeito estado de manutenção e funcionamento, ou ainda usando os analógicos insertados em um sistema digital e não em uma mesa de som com suficiente headroom para suportar a saída destes processadores externos nos níveis corretos de funcionamento. 

M&M – E falando em 2 mundos, como é a gestão da Fábrica do Futuro junto com o Audio Porto? Quais são os pontos em comum entre estes 2 universos, no que interagem e no que se diferem?

RH – Já foi mais complicado entender os negócios e seus pontos em comum, mas hoje a realidade imposta pela crise nos pressiona muito a buscarmos simplificar o todo. Ainda assim se trata de uma operação super complexa. Estamos redesenhando as plataformas físicas e digitais das duas empresas e coordenando a comunidade de empresas que ainda se mantém nos nossos espaços de escritório e coworking.

Mas os próximos meses vão revelar nossos novos posicionamentos e quais vão ser os produtos que cada marca vai levar adiante. É muito difícil, mas a equipe acredita muito nos projetos. 

Estamos digitalizando e automatizando tudo que é possível e investiremos mais em projetos que possam suportar futuros lockdowns ou problemas semelhantes sem que isso afete tanto nosso caixa como afetou desta vez.

Tínhamos todas as 80 vagas de coworking e as 10 salas alugadas quando assumi. 3 meses depois tínhamos 10 pessoas no coworking e 2 empresas alugando salas. Também trabalhávamos muito com eventos nos nossos espaços e estamos redesenhando o aproveitamento da estrutura para focar mais na criação de conteúdos ligados aos habitantes e parceiros da Fábrica do Futuro.

Saulo Wanderley e Rafael Hauck: reunião na Fábrica do Futuro
Saulo Wanderley e Rafael Hauck: reunião na Fábrica do Futuro

M&M – Falando de gravações, como se situa o Audio Porto com seus projetos de produção fonográfica? Fale um pouco sobre que artistas e grupos se destacaram no ambiente de estúdio.

RH – Como sempre tivemos essa intenção de nos tornarmos um centro de referência técnica em áudio, nossos projetos sempre buscaram atrair artistas com trabalhos dinâmicos e tecnicamente apurados. Eu desenhei os sistemas e as salas sem ter um diploma de engenharia ou arquitetura, então muito do que gravamos foi com a intenção de observar e aprimorar o resultado das salas e dos sistemas. Recentemente tivemos 3 discos gravados no Audio Porto vencendo premiações no Prêmio Açorianos. Estamos lançando trabalhos com participações de artistas conhecidos como Zélia Duncan, Lenine e Jacob Collier, parceiros do harmonicista Gabriel Grossi. 

Já passaram por aqui também engenheiros de áudio importantes como Moogie Canazio e Geoff Emerik, ex-engenheiro de áudio dos Beatles que ministrou um workshop de 3 dias no Audio Porto, um pouco antes dele nos deixar. Mas para o futuro vamos trabalhar muito mais com áudio imersivo, no formato Dolby ATMOS e estaremos lançando trabalhos de outros selos e de outras gravadoras, focando as produções do Audio Porto em si no novo selo e canal que vamos chamar de Palco Futuro.

M&M – Falando da Fábrica do Futuro, quais a startups, pequenas empresas e atividades que ocuparam de forma mais constante as instalações, quais se destacam e quais se mantém desde que chegaram ao espaço?

RH – Na Fábrica temos com a gente a agência de comunicação Global, a empresa de programação Zapply, a produtora de vídeos e de infoprodutos Bisturi, a escola de produção de música e de DJs AIMEC-POA, o estúdio Audio Porto, a empresa de criação e de integração de mídias interativas Imersiva, alem de parceiros como a Blaxp, o RAP In Cena, a 99 Pro, entre outros habitantes do coworking como a Heineken.

M&M – Agora falando sobre o futuro, quais são os novos planos envolvendo estúdio e Fábrica para 2022 e os próximos anos? A tendência é na direção de mais integração?

RH – Apesar de termos muita coisa planejada, estamos em um momento mais introspectivo em relação a anunciar exatamente quais serão os rumos e quando poderemos oficializar cada um dos novos planos e produtos. Mas posso adiantar que vamos levar muita coisa pra dentro das plataformas digitais. Em breve teremos como colocar essas novidades no ar, mas por enquanto a crise segue punindo as afirmações absolutas.

M&M – Sabemos que o Covid19 afetou fortemente as atividades culturais em todo o mundo, e no Brasil não foi diferente. Como foi a convivência com a pandemia, e até que ponto ela interferiu na evolução de estúdio e Fábrica?

RH – Apesar de que tínhamos capacidade para seguir as mudanças que fizemos nesse período, mesmo se continuássemos operando normalmente, a pandemia trouxe um espaço importante de avaliação e foco. A equipe mudou bastante também e o foco do posicionamento das empresas também.

M&M – Como ninguém vive isolado, também nos negócios as parcerias cada vez mais ocupam papel de destaque. Como você anda lidando com parcerias? Algum destaque já em desenvolvimento?

RH – Sim, as parceiras são fundamentais. A maior delas é a parceria entre Fábrica do Futuro, Audio Porto e Imersiva, que juntas executam grande parte dos projetos de eventos e interações no novo espaço da Fábrica. Transformamos o prédio em um prédio interativo e totalmente interconectado através de um sistema de gerenciamento de espetáculos que é usado em museus, em parques como no da Disney e em espetáculos como o The Wall, de Roger Waters. Mas valorizamos todas as parcerias e buscamos constantemente achar caminhos para fortalecermos os habitantes do nosso espaço.

Na parte do Audio Porto, vem aí nossa nova plataforma que vai trazer conhecimento em diversas áreas da produção fonográfica fortalecendo parcerias com especialistas dessas diversas vertentes que formam o universo da produção de áudio. Mas os detalhes vamos trazer mais para o fim do mês de março, quando teremos um evento de reposicionamento do estúdio.

M&M – E a pergunta de 1 milhão de dólares: como gerenciar estes 2 mundos em um mundo que luta contra uma pandemia? Alguma lição se extrai dessa luta, e que serviu de aprendizado on the flight nos últimos anos?

RH – Essa é uma pergunta muito delicada, por que a pandemia ainda não acabou. Tivemos que realizar e seguimos realizando cortes. Acho que a lição passa por entender que as forças em movimento são imprevisíveis e que, independentemente do quanto você lute, você vai precisar escolher aquilo pelo que você vai seguir batalhando e o que você vai precisar abrir mão para não afundar nos próprios sonhos. 

Nossa intenção é fortalecer o mercado! Mas é preciso também perceber que muitos na nossa volta não pensam assim e nos momentos de crise muitas das verdadeiras intenções acabam vindo a tona. Mas é importante lembrar que esse é um dos motivos que nos lançaram na busca por ajudar a sociedade ao nosso redor a se tornar mais próspera e unida.

Contato:

Tel.: +55(51)3557-6109

https://audioporto.com/

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Entrevista: como gravar e produzir seu próprio álbum em casa https://musicaemercado.org/entrevista-como-gravar-e-produzir-seu-proprio-album-em-casa/ Tue, 15 Jun 2021 12:22:10 +0000 https://musicaemercado.org/?p=81398 Entrevista: como gravar e produzir seu próprio álbum em casa

Mauro Cordeiro conta como fez a produção de áudio, mixagem e masterização dos álbuns do seu projeto Leatherjacks, banda de um homem só. Apresentamos aqui um case no qual vários se verão refletidos. Vontade de tocar, de gravar, de produzir e, por diversos motivos e/ou motivações, tudo isso acaba sendo feito em casa, sozinho. Essa […]

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Entrevista: como gravar e produzir seu próprio álbum em casa

Mauro Cordeiro conta como fez a produção de áudio, mixagem e masterização dos álbuns do seu projeto Leatherjacks, banda de um homem só.

Apresentamos aqui um case no qual vários se verão refletidos. Vontade de tocar, de gravar, de produzir e, por diversos motivos e/ou motivações, tudo isso acaba sendo feito em casa, sozinho.

Essa é a situação pela qual Mauro Cordeiro, músico e produtor, vem passando nos últimos anos com seu projeto Leatherjacks, uma banda de um homem só onde ele não só toca todos os instrumentos, mas também canta, grava, produz, mixa, masteriza e se encarrega até da parte burocrática. Fazer tudo sozinho é possível sim!

Quer saber mais? Veja a entrevista a seguir.

M&M: Mauro, por favor conte sobre seu início no mundo da música.

Minha história com a música começou por volta dos 5 anos, em 1990, mais ou menos. Me lembro como se fosse hoje, que a mina mãe tinha um vinil com uma coletânea de trilhas sonoras de filmes e comerciais de TV. Dentre esas músicas, lá estaba “Eye Of The Tiger”, da banda Survivor. Dali em diante nunca mais fui o mesmo! Ouvia aquela música incesantemente (e o faço até hoje rsrs). 

Me lembro que aos 10 anos de idade, em 1996, eu comecei a conhecer mais o som dos Mamonas Assassinas (Inesquecíveis), e as guitarras do Bento Hinoto, incríveis, além de outras referências como Bon Jovi e o Richie Sambora. Me lembro claramente que eu gravava os clipes de You Give Love a Bad Name e Livin´On a Prayer, tudo em VHS (risos). Então é muito gostoso relembrar minhas histórias de vida, e lembrar todas as tenras fases que eu vivenciei. 

Eu sou auto-didata como músico, mas sempre busquei estudar profundamente sobre Teoria Musical e composição, e lembro que desde os 10 a 12 anos, já escrevia em inglês, seguindo o exemplo de bandas como o Angra, etc. 

Eu sempre fui focado no violão e na guitarra, mas à medida que fui crescendo, comecei a querer conhecer mais sobre áudio e produção. E isso me incentivou automaticamente a me tornar um Multi-Instrumentista, e assim continuo firme e forte, sempre estudando

M&M: Como e quando nasceu o projeto Leatherjacks?

O Leatherjacks começou por volta de Outubro de 2015, com o intuito de resgatar o bom e velho Hard Rock e Metal dos anos 80. A princípio o projeto era apenas um hobby, eu andava meio desiludido e sem expectativas, e nasceu a música “Burning Wire”, e logo depois “Crocodile´s Heart”. A principio, seria um EP, e o 1º disco, “The Lost Arks Of Rock And Roll”, pouco a pouco foi nascendo e finalmente lançado em 18 de Abril de 2017, tendo Burning Wire como seu hit principal, com mais de 16 mil views no YouTube e de maneira Independente, aonde apenas eu mesmo fiz minha própria mídia.

M&M: Você fez e produziu seu próprio álbum em casa, certo?

Exato! Todos os meus álbuns até agora têm sido produzidos na mina própria casa, home studio. Eu sou a prova viva de que a persistência, o estudo e a dedicação fazem nosso destino! Fiquei em média de 1 ano a 1 ano e meio para realizar cada álbum, aonde fiz a produção, mixagem e masterização, além de toda a parte burocrática, como cadastro dos ISRCs, Abramus, etc.

M&M: Você gravou cada instrumento e voz separados? 

Gravei e gravo todos os instrumentos e vozes separados, inclusive Backing Vocals (Vários Mauros cantando com ele mesmo haha). Os Baixos eu fiz na própria guitarra, e depois baixei 1 oitava usando o Song Surgeon, excelente software de Pitch Shift e Entonação, sem mudar a velocidade da música, além de permitir o inverso: você pode baixar a velocidade da música sem baixar o tom nem alterar o Pitch. Incrível.

Meu equipamento de áudio é apenas uma M-Audio Mobile Pre, geração II, que uso desde 2010. Incrível interface, que me atende perfeitamente em tudo que necessito. Para microfonar a Voz, uso um microfone dinâmico Beyerdynamic, com bastante compressão para atenuar e equilibrar volumes. Ou seja, o som já vem comprimido durante a gravação, e depois na mixagem e efeitos, eu ainda comprimo a voz comprimida novamente, quase que num proceso de Parallel Compression. As guitarras não passam por nenhum amplificador analógico. Consegui os timbres “na raça” através do IK Multimedia Amplitube 3 e 4, e horas de tone chasing (busca pelo tom e pelo som perfeitos), bem como usei o mesmo proceso para o baixo (que também foi feito na guitarra). 

As baterías foram feitas também digitalmente, nota a nota, em MIDI, no próprio DAW (no meu caso, para montagem e gravação, uso o Studio One da PreSonus, e para mixagem uso o ProTools da Avid). Os softwares de bateria, eu misturo três timbres de bumbos e caixas, no Steven Slate, EZ Drummer e Addictive Drums. A soma deles cria um blend sonoro fantástico. Para os canais de Hihats, Room e Overheads, sempre utilizo o Addictive. Acho a simulação de sala acústica dele simplesmente fantástica.

E muitas vezes utilizei também alguns samplers para teclado, como o Element. Sensacionais também.

M&M: Importa a ordem da gravação?

Olha, acredito que como o ditado diz: “A ordem dos fatores não altera o produto”. Mas, em termos de interpretação e emoção, é sempre bom começar já tendo uma batería real/humana já pronta, sensacional e perfeita, ou no caso de samplers MIDI, no mínimo já poder ter pratos, dinámicas, coisas que já deixem EMOÇÃO na música. Gosto demais de construir o alicerce na bateria, porque o ritmo é tudo, especialmente baixo e bateria, e ainda mais de Heavy Metal. Tendo um baixo e uma bateria excelentes, o guitarrista já vai gravar com paixão. Tendo um baixo, bateria, e guitarra-ritmo excelentes, o solista já vai sair de si de tanta empolgação… Imagine como um vocalista vai cantar tendo tudo isso como “cama sonora” para ele acompanhar? Fica indescritível e INCRÍVEL. Então, nesse sentido, considero a orden um fator realmente importante sim. Não é regra imperativa, de forma alguma. Mas penso que muda a música da água pro vinho, seguramente.

M&M: Então qual foi o software usado?

Studio One para gravar, editar e preparar tudo (software da PreSonus) e Pro Tools para mixar, fazer a pós (efeitos, etc.), exportar os bounces e depois masterizar (software da Avid).

Se quiser mais dicas ou precisar de algum tipo de ajuda para seu projeto, você pode contatar o Mauro através do site, Facebook, Instagram e YouTube do Leatherjacks.

 

https://www.youtube.com/watch?v=pX6F92_M7DE

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SRHV/9040 da Alcons Audio para estúdios e residências https://musicaemercado.org/srhv-9040-da-alcons-audio-para-estudios-e-residencias/ Thu, 17 Dec 2020 12:33:44 +0000 https://musicaemercado.org/?p=78837 SRHV/9040 da Alcons Audio para estúdios e residências

Com o CRMS-SRHV/9040, a Alcons Audio expande seu portfólio de soluções para os mercados de estúdios, salas de projeção e residencial. O CRMS-SRHV da Alcons Audio foi projetado como um sistema compacto principal/de display de referência ou um sistema surround maior em aplicações imersivas de som para imagem. O sistema apresenta o som característico da […]

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SRHV/9040 da Alcons Audio para estúdios e residências

Com o CRMS-SRHV/9040, a Alcons Audio expande seu portfólio de soluções para os mercados de estúdios, salas de projeção e residencial.

O CRMS-SRHV da Alcons Audio foi projetado como um sistema compacto principal/de display de referência ou um sistema surround maior em aplicações imersivas de som para imagem.

O sistema apresenta o som característico da Alcons, baseado no controlador Pro-Ribbon da empresa. Essa tecnologia proprietária de múltiplos transdutores da Alcons combina clareza e inteligibilidade com uma alta faixa dinâmica incomum, oferecendo a reprodução de som mais realista possível.

O filtro passivo de 2 vias cruza um driver de graves médios ventilado de 8” com o driver pro-ribbon RBN401. Com uma resposta LF de uso menor de 58 Hz, o CRMS-SRHV pode ser usado como um monitor independente ou pode ser combinado com um subwoofer; a seção MHF tem uma entrada de potência máxima de 800W, permitindo uma faixa dinâmica de 1:15 com até 90% menos distorção acima de 20 kHz.

O horizontal de 90º patenteado oferece uma ampla cobertura horizontal e uma estreita vertical até as frequências mais altas; importante para obter imagens sem interrupções em canais de base de sistemas imersivos.

O guia de ondas rotatório RBN e o design de caixa trapezoidal junto com a grade opcional e a opção de cor ACO fornecem integração discreta com o ambiente.

Philip “Dr. Phil” de Haan, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Alcons Audio:“ O forte aumento na demanda de estúdios e mercados residenciais por sistemas pro-ribbon da Alcons levou ao desenvolvimento do alto-falante CRMS-SRHV/9040. Nem é preciso dizer que ‘envolvente’ é o principal tópico de áudio da atualidade e, com nosso compromisso em fornecer a experiência de áudio mais realista em qualquer aplicação, estamos continuamente expandindo nossa gama de soluções.”

 

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EVE Audio tem novo monitor near/midfield SC3070 https://musicaemercado.org/eve-audio-tem-novo-monitor-near-midfield-sc3070/ Mon, 07 Dec 2020 11:50:58 +0000 https://musicaemercado.org/?p=78755 EVE Audio tem novo monitor near/midfield SC3070

O monitor near/midfield SC3070 da EVE Audio da Alemanha foi projetado com uma caixa compacta destinada a aplicações de estúdio onde o espaço é limitado. A EVE Audio é uma empresa alemã focada na fabricação de monitores de estúdio e, em nossa região, possui distribuidores na Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia e Estados Unidos. A empresa […]

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EVE Audio tem novo monitor near/midfield SC3070

O monitor near/midfield SC3070 da EVE Audio da Alemanha foi projetado com uma caixa compacta destinada a aplicações de estúdio onde o espaço é limitado.

A EVE Audio é uma empresa alemã focada na fabricação de monitores de estúdio e, em nossa região, possui distribuidores na Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia e Estados Unidos.

A empresa apresentou recentemente sua mais recente solução de monitoramento, o SC3070.

Projetado e montado em Berlim, Alemanha, o SC3070 é um monitor tri-amplificado near/midfield em uma caixa compacta, adequada para gravação, masterização e estúdios domésticos onde as habilidades de um sistema de 3 vias completo são necessárias, mas onde o espaço é limitado.

Características

  • Monitor de 3 vias near/midfield totalmente desenvolvido
  • Transformador de movimento de ar patenteado RS3 (criado pela empresa) para reprodução de alta frequência
  • Woofer de membrana tipo “ninho de abelhas” de fibra de vidro de 4” para médios
  • Driver de baixa frequência de 7” com diafragma tipo “ninho de abelhas” revestido de fibra de vidro para resposta de graves
  • Design de caixa sofisticado contendo uma placa frontal chanfrada ultra-rígida para reduzir ressonâncias e difração indesejadas
  • 1 amplificador classe D de 185 W para woofer SilverCone
  • 1 amplificador classe D de 100 W para driver mid-range SilverCone
  • 1 amplificador classe D de 50W para AMT
  • Na frente, controle de volume e equalizador de sala com botão giratório para integração em todos os ambientes de audição
  • Anel LED regulável
  • Conversor A/D Burr-Brown 24 bits / 192 kHz
  • Grade removível para proteger A.M.T.

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Conheça o microfone USB Chromium da Mackie https://musicaemercado.org/conheca-o-microfone-usb-chromium-da-mackie/ Tue, 24 Nov 2020 12:33:13 +0000 https://musicaemercado.org/?p=78524 Conheça o microfone USB Chromium da Mackie

Lançado recentemente, o microfone condensador USB Chromium pertence à série EleMent da Mackie. É um modelo com um mixer de 2 canais incorporado para home studio, podcasting e criação de conteúdo. O Chromium da Mackie é um microfone USB ideal para home studio com muitas entradas e saídas e controle para uma variedade de usos. […]

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Conheça o microfone USB Chromium da Mackie

Lançado recentemente, o microfone condensador USB Chromium pertence à série EleMent da Mackie. É um modelo com um mixer de 2 canais incorporado para home studio, podcasting e criação de conteúdo.

O Chromium da Mackie é um microfone USB ideal para home studio com muitas entradas e saídas e controle para uma variedade de usos. Ele tem quatro padrões polares, portanto, pode ser usado em cardióide para podcasts, estéreo para produzir conteúdo, bidirecional para entrevistas de duas vias e omnidirecional para captar áudio de várias pessoas ao mesmo tempo.

Todos os padrões também podem ser usados ​​para gravar guitarras, vocais e muito mais.

Possui controles de volume de fone de ouvido, mute, ganho e mais. Sua montagem é tão fácil que basta conectar o microfone ao computador com um cabo USB tipo C fornecido e pronto.

Ele também possui pré-amplificadores Onyx integrados. O áudio é capturado a 16 bits / 48 kHz. Com a entrada de instrumento de 1/4” integrada, é possível gravar guitarras, baixos e teclados. Também vem com uma entrada de 3,5 mm para instrumentos estéreo.

Além disso, o microfone vem com um pacote de softwares: Pro Tools | First e Waveform OEM que incluem todos os tipos de efeitos; e inclui um suporte de mesa, além do cabo USB mencionado acima.

Algumas funcionalidades

  • 4 padrões polares selecionáveis: omnidirecional, cardióide, bidirecional e estéreo
  • Mixer de 2 canais embutido no suporte: É possível conectar uma guitarra diretamente e gravar junto com as vozes. É possível conectar uma fonte estéreo diretamente com um cabo estéreo de 3,5 mm (cabo disponível separadamente) e mixar microfone, instrumento e entradas auxiliares
  • Monitoramento de fone de ouvido integrado: A saída de fone de ouvido com controle de volume independente oferece uma solução de monitoramento conveniente. Pode ser combinado entre sinal direto e USB
  • Qualidade profissional: Qualidade em vozes e instrumentos. O circuito de pré-amplificador de microfone Onyx oferece captação transparente e ruído ultrabaixo. A medição profissional mostra os níveis rapidamente
  • Ganho e controle de mute integrados: A saída do microfone pode ser otimizada para um computador e/ou DAW. O botão Mute permite desligar o microfone enquanto ouve a saída do computador
  • Conectividade USB-C: A interface USB integrada se conecta diretamente ao computador para gravação rápida e fácil. Conexão compatível com a classe, nenhum driver necessário
  • Software incluído: Inclui pacotes de plugin e software profissionais Pro Tools | First e Waveform OEM. A coleção Musician Collection para ProTools | First inclui 23 plug-ins como BBD Delay, Eleven Lite, 304E EQ e 304C Compressor. O pacote DAW Essentials para Waveform OEM inclui 16 plug-ins como Equalizer, Compressor, Reverber8 e Limiter.

 

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11 Maneiras de melhorar a monitorização no seu home studio https://musicaemercado.org/11-maneiras-de-melhorar-a-configuracao-de-monitorizacao-no-seu-home-studio/ Wed, 03 Jun 2020 13:11:59 +0000 http://musicaemercado.org/?p=59388 11 maneiras de melhorar a configuração de monitorização no seu home studio

Agora é hora de levar sua monitorização para o próximo nível Há muito a considerar ao configurar um par de monitores de estúdio, além dos alto-falantes e seu posicionamento básico. Neste guia, reunimos 11 dicas, técnicas e idéias comprovadas para você trabalhar, com o objetivo final de otimizar a precisão do que você ouve nas […]

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11 maneiras de melhorar a configuração de monitorização no seu home studio

Agora é hora de levar sua monitorização para o próximo nível

Há muito a considerar ao configurar um par de monitores de estúdio, além dos alto-falantes e seu posicionamento básico.

Neste guia, reunimos 11 dicas, técnicas e idéias comprovadas para você trabalhar, com o objetivo final de otimizar a precisão do que você ouve nas sessões de mixagem e masterização.

Alternar entre diferentes pares de alto-falantes pode ser revelador e confuso, e certamente não recomendamos que você passe o dia todo indo de um para o outro. Mas ter outro par de monitores à mão pode dar uma perspectiva diferente, lançando uma nova luz sobre uma mixagem de tempos em tempos.

É fácil culpar nosso equipamento ou espaço por não obter o resultado desejado, mas nosso próprio comportamento é frequentemente o culpado. Mantenha seu nível de monitorização razoável e consistente na maioria das vezes, mas não se esqueça de verificar a mixagem em níveis baixos, particularmente útil ao tentar ajustar o balanço dos principais instrumentos e vocais e em níveis altos, para ouvir como sua faixa soa em uma escala muito maior.

Além disso, para obter uma verdadeira perspectiva de “clube”, tente elevar o nível master imediatamente e depois ouça de outro cômodo da sua casa!

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Use o software de cálculo no modo ambiente para estabelecer quais frequências podem ser problemáticas em seu espaço específico. Digite as dimensões da sua sala e a calculadora listará as frequências que devem ser problemáticas e quão fortes serão esses modos. Mesmo que você não consiga resolver esses problemas completamente, pelo menos saberá quais frequências procurar.

Engenheiros de mixagem profissionais gostam de checar suas faixas em pequenos monitores de rádio como Auratones (também conhecidos como “Horrortones”) para garantir que a mixagem seja traduzida corretamente em sistemas menores. Como tablets e smartphones agora são os principais dispositivos de reprodução para muitas pessoas, verifique se o seu mix soa bem – não, ótimo! – em alto-falantes e monitores pequenos!

Se você estiver em um estúdio particularmente complicado, como uma pequena sala quadrada ou um espaço em forma de L, vale a pena investir em um plug-in de correção de sala. Opções como o ARC 3 da IK Multimedia e o Sonarworks Reference Speaker são vendidos como kits completos que incluem um microfone de calibração adequado, para que você não possa errar.

Muitos de nós não temos um espaço aberto na frente de nossos monitores e, na melhor das hipóteses, haverá uma mesa limpa. Isso cria reflexões adicionais e mais picos e possíveis lacunas na posição de audição. Uma solução é elevar levemente os monitores; até 10 cm podem ser úteis.

Se você seguiu nosso conselho sobre como configurar sua posição de escuta, procure uma fita métrica e mapeie-a. Não se esqueça de incluir também a medição do teto ao chão.

Se você esvaziar seu quarto para tratá-lo do zero com painéis e armadilhas para graves, criou um espaço surpreendentemente reverberante. Móveis, tapetes e cortinas absorvem o som, e as prateleiras ajudam a espalhar o som. Geralmente, é melhor deixá-los na sala e adicionar painéis para ajustar as coisas.

Se você tiver tempo livre, a construção de painéis básicos de banda larga e armadilhas para graves é bastante simples e utiliza materiais de construção amplamente disponíveis. O método preferido é lã de rocha dentro de um quadro básico coberto com um pano transparente ao som. Opte por lã de rocha mais densa (80 ou 100 kg/m3), pois é bastante rígida, para que o seu quadro possa ser mais leve.

Embora as dimensões da sala possam revelar modos teóricos, testar o espaço revelará seu comportamento real. O Room EQ Wizard é um aplicativo para Mac e PC, e tudo o que você precisa adicionar é um microfone omnidirecional. Os gráficos resultantes de frequência, cascata e curva de energia/tempo podem ser usados ​​para avaliar problemas.

mainscreen REW
Janela principal – REW

A monitorização por longos períodos em níveis altos é contraproducente para o julgamento de mixagem e balanço e prejudica sua audição. Atualmente, existem muitos aplicativos capazes de medir os níveis de som (SPL) de maneira bastante competente. Em alguns países, o nível de trabalho recomendado é de 85 dB SPL ou menos em seus ouvidos, embora acreditemos que a exposição contínua nesse nível seja bastante exaustiva.

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Vimos esta matéria quando vagávamos pelo site MusicRadar. Tradução e adaptação de texto: Música & Mercado

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Os melhores microfones para home studio de 2020 https://musicaemercado.org/os-melhores-microfones-para-home-studio-de-2020/ Mon, 16 Mar 2020 13:02:19 +0000 https://musicaemercado.org/?p=58276 Os melhores microfones para home studio de 2020

Veja aqui 10 opções de microfone de várias marcas que ajudarão você a escolher o produto certo para as necessidades e o orçamento do seu home studio. Quando se trata de comprar um microfone para o seu estúdio de gravação em casa, seja o seu primeiro ou o décimo, você deseja o melhor microfone de […]

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Os melhores microfones para home studio de 2020

Veja aqui 10 opções de microfone de várias marcas que ajudarão você a escolher o produto certo para as necessidades e o orçamento do seu home studio.

Quando se trata de comprar um microfone para o seu estúdio de gravação em casa, seja o seu primeiro ou o décimo, você deseja o melhor microfone de estúdio para uma gravação de estúdio. Há muito em que pensar, e alcançar esse equilíbrio fino pode ser complicado. Os tipos de microfones e usos podem deixar você tonto.

Você deve saber como planeja usar o microfone, isso deve ser óbvio.

Por exemplo, você pode gravar vocais para suas trilhas acústicas ou bateria no volume máximo da sua banda de nu metal e provavelmente não compraria o mesmo microfone em cada caso.

Aliás, isso é apenas o começo de sua viagem.

Há também uma horda de especificações técnicas para entender, como resposta em frequência, padrões polares e ruído próprio.

O ambiente ao redor desempenha um papel fundamental na localização do microfone ideal, além de fatores mais subjetivos, como a sensação que o microfone tem quando você o segura e sua estética.

Obviamente, não há como escapar da questão dos preços.

No entanto, graças a todas as pesquisas, testes e leituras que fizemos para produzir este review, podemos mostrar quanto você pode obter pelo seu dinheiro com esses dez microfones diferentes.

1-Microfone dinâmico cardióide Shure SM57

Se você trabalha no ramo de gravação há um tempo, deve conhecer o SM57: um dos microfones mais amados do mundo, e que continua liderando o ranking mais de 50 anos após seu lançamento original.

Qualidade de som profissional

Parte do que faz do SM57 um microfone de estúdio de primeira classe é o padrão de captação cardióide que efetivamente corta o ruído de fundo e se concentra na fonte.

Essa excelente atenuação fora do eixo leva a um som limpo e puro.

Não só isso, mas a direção de SPL deste microfone é uma loucura: você pode sentar na frente de um amplificador deslumbrante ou de uma bateria sem indicação de distorção.

Embora a performance de gravação de instrumento esteja lá cima, o Shure SM57 também é um dos favoritos entre os vocalistas.

O SM57 oferece uma resposta de freqüência mais ampla do que muitos microfones de captação vocal (40 Hz a 15 kHz) e oferece uma gravação natural e realista. Alguns vocalistas (compreensivelmente) preferem a afinação localizada disponível em outros microfones de captação vocal, mas como um SUV no estúdio, você não pode vencer o SM57.

Versatilidade

Apesar de ser o microfone de palco mais famoso da história, o SM57 está presente em estúdios de gravação em todo o mundo, desde iniciantes no YouTube até superstars premiados.

Sua enorme faixa de frequência faz com que possa ser usado para amplificadores de guitarra e bateria sem perder o ritmo, bem como vocais pesados, discursos ou qualquer aplicação intermediária.

Até a Casa Branca usa um para seus discursos presidenciais!

Qualidade de construção

A Shure possui um famoso teste projetado para mostrar a robustez de seus microfones: eles são jogados 10 vezes, desde uma altura de 3 metros, e depois disso a empresa testa o desempenho.

Não quisemos correr o risco de fazer isso, mas, de acordo com a Shure, não há absolutamente nenhuma diferença perceptível na performance. Temos o prazer de acreditar em sua palavra!

No entanto, a razão pela qual o SM57 da Shure está no topo da nossa lista não se deve à sua durabilidade sobre-humana, nem ao excelente desempenho sonoro, nem sua comprovada história ou versatilidade de 50 anos.

Mas porque você obtém todos esses recursos por pouco mais de cem dólares.

Isso se você estiver comprando um novo. Você provavelmente possa comprar um usado pela metade desse valor.

Fornecedores como a Amazon oferecem pacotes por cerca de US$ 250 que incluem extras úteis, como windscreens, suportes e filtros pop, para que você possa obter uma montagem de gravação de estúdio de alto nível por uma fração do que esperaria gastar.

Se você realmente se preocupa com a gravação em seu estúdio, recomendamos o SM57.

Se o orçamento estiver apertado, você poderá usá-lo para todos os seus instrumentos, mas também embalá-lo e usá-lo durante seus shows ao vivo!

Prós: Padrão de captação cardióide, duração incrível, gravação versátil de instrumentos, é um bom investimento.

Contras: Não possui afinação específica para vocais, existem microfones de mais qualidade.

2-Microfone de diafragma grande AKG C214

Se você estiver procurando um microfone de voz dedicado e tem dinheiro para gastar em equipamentos de gama média a alta, você está no lugar certo.

Segundo na nossa lista dos 10 melhores: o AKG C214.

Voz superior

Os principais pontos de discussão do C214 são o seu diafragma grande de 1” e a conhecida tecnologia AKG Bail-Plate, que se combinam para fornecer o característico som superior do microfone.

A cápsula com acabamento de borda do C214 é provavelmente a melhor do mercado e usa exatamente a mesma tecnologia que o mundialmente famoso C414, seu primo mais elegante (e consideravelmente mais caro).

Então, por que o C214 fica em segundo lugar na nossa lista, quando acabamos de admitir que também há o C414 com o melhor desempenho do mercado?

Por um lado, o C414 custa entre 2 e 3 vezes mais, com uma qualidade de áudio praticamente indistinguível do C212.

De fato, mesmo em nossos próprios testes, não conseguimos realmente perceber a diferença.

O que o C414 traz para a equação é uma variedade de padrões polares, o que significa que vai além das necessidades da maioria dos artistas de gravação.

Habilidade de gravação

Duas palavras: precisão e realismo.

Nenhum detalhe é perdido ao gravar com o C214.

A saída é suave e natural, o que significa que os artistas podem obter um som verdadeiro em suas trilhas. Ele ainda possui um pad de atenuação de 20 dB para localização de microfone próximo, além de um filtro de corte baixo. Tudo é feito de metal e é super robusto.

Se você tiver a montagem certa em casa, este microfone transformará seu som.

Infelizmente, a maioria de nós tem quartos bastante barulhentos ou reflexivos em casa. Confie em nós: se você estiver tocando ou cantando em uma sala sem tratamento acústico, o 214 capturará esses detalhes estranhos e garantirá que você os ouça.

O microfone para você?

Se você está procurando uma mixagem pesada com o filtro de corte baixo e o pad do atenuador ativados, ou está captando tranquilamente seu violão, este microfone fará o trabalho e muito mais.

Prós: Cápsula de 1” com borda terminada, pad de atenuação de 20 dB, filtro de corte baixo, som natural e verdadeiro.

Contras: Pode captar ruído ambiente, bastante caro

3-Microfone de condensador Rode NT1A

Ao comprar um microfone de condensador de diafragma grande com um orçamento apertado, os usuários devem sempre ter cuidado com seu próprio ruído, também conhecido como o zumbido irritante produzido pela eletrônica interna.

Graças ao exclusivo sistema de suspensão de dupla lira da Rode, a vibração do ruído interno é incrivelmente baixa e o NT1A afirma um nível de ruído próprio de apenas 5 dB-A.

Para se ter uma ideia, geralmente consideramos que qualquer coisa abaixo de 15 dB-A é excelente.

Quando combinado com a alta sensibilidade do microfone, você obtém um aparelho de bastante alta especificação que é capaz de gravar todas as nuances de suas trilhas vocais.

Com pouco mais de US$ 200 apenas pelo microfone, ele fica confortavelmente no “meio termo” em questão de preço.

Se você levar a sério a gravação, o NT1A é um investimento muito menor para a qualidade que você obtém.

Um microfone de estúdio real

Uma dica para a gravação em casa seria garantir que sua sala seja o mais acusticamente neutra possível, com muito pouco som ambiente: além de ter um nível de ruído baixo, este microfone é muito sensível e captura todos os tipos de detalhes indesejados se você não tiver cuidado!

Áudio brilhante e atraente

O NT1A da Rode oferece um pico de presença em 12 kHz, com uma elevação em torno de 120 Hz. Se você é novo na gravação de vozes, isso significa basicamente que você experimentará um brilho e elevação em torno dessas frequências, o que pode ter um efeito bastante mais plano na trilha.

O microfone também possui agudos muito nítidos, e outros reviews na Internet estão divididos sobre se isso soma ou resta à experiência, e podemos ver de onde vem essa dúvida. Para ter certeza da decisão, recomendamos experimentá-lo pessoalmente antes de comprar.

O microfone possui um padrão polar cardióide, uma resposta de frequência de 20 Hz a 20 kHz e requer uma alimentação fantasma de 24 V ou 48 V DC para operar.

Prós: Ruído próprio ultra baixo, bom investimento, ótimo para vocalistas e instrumentos acústicos, alta sensibilidade.

Contras: Agudos minúsculos ou quase imperceptíveis, capta ruído externo.

4-Microfone USB Blue Yeti

À medida que nos aproximamos do meio da nossa lista dos 10 melhores microfones de gravação para home studio, temos o prazer de apresentar aqui várias características que estamos vendo pela primeira vez:

-É o primeiro microfone multidirecional

-É o primeiro microfone alimentado por USB

-É o primeiro microfone que se parece com um personagem de Star Wars

Um microfone USB com qualidade de estúdio. De verdade?

Reconhecemos que os microfones USB geralmente são considerados alternativas baratas aos equipamentos de gravação.

Até admitimos que a maioria dos Blue Yeti é usada para gravar podcasts ou streams. Mas ainda o mantemos em nossa lista.

E aqui está o porquê.

Primeiro, oferece quatro padrões polares diferentes: Cardióide, Estéreo, Omnidirecional e Bidirecional. Por enquanto, basta dizer, isso adiciona muita versatilidade às suas gravações,

Camadas de faixas de áudio? Use o modo cardióide.

Gravar um violão? Mude para estéreo para obter um som mais equilibrado.

É muito bom

Surpreendentemente (para a maioria dos usuários, pelo menos!), o Blue Yeti captura o som com precisão excepcional. Embora soubéssemos que era bom antes de testá-lo, mesmo assim ficamos surpresos com a clareza e o brilho do áudio. Você pode captar o som a uma distância de até 3 metros, embora seja recomendável não ficar a mais de 60 cm de distância do microfone durante o uso.

Para não ficar escrevendo muito, aqui estão algumas das características adicionais que você pode obter com o Blue Yeti:

-Botões físicos (embora um pouco fracos) para volume de fone de ouvido, seleção de padrões, mute instantâneo e ganho de microfone

-Funcionalidade “plug and play” imediata

-Fácil integração com seu software de gravação

-Saída de fone de ouvido

-Corpo sólido em metal

Ah, e você não precisa de pré-amplificadores ou qualquer outro equipamento para ter aquele som quase de qualidade de estúdio. Você pode trabalhar apenas com um laptop. Não é ridículo?

Uma questão de preço

A coisa realmente surpreendente sobre o microfone Blue Yeti é que você obtém todo esse desempenho por apenas US $ 130, incluindo suporte.

Você não encontrará no mercado outro microfone USB tão portátil, de alto desempenho, versátil e acessível como este aqui. Em caso afirmativo, informe-nos para que possamos conferir nós mesmos!

Prós: Plug and Play, quatro padrões polares, excelente qualidade de som, bom cancelamento de ruído.

Contras: Tamanho de shock mount fora do padrão, botões fracos.

5-Microfone dinâmico vocal Shure SM7B

Vamos começar o review do SM7B afirmando que ele é facilmente o melhor microfone vocal de estúdio nesta lista.

Em seguida, passaremos ao porquê está no meio da nossa lista e não no topo.

Intrigado? Vamos lá!

Um microfone emocionante

Quer evidências de que este é um microfone vocal matador? Michael Jackson usou para gravar suas músicas para o álbum Thriller, uma das maiores realizações musicais de todos os tempos. No entanto, por aproximadamente US$ 400-500 cada, esta não é uma compra leve para um home studio comum.

A resposta de frequência é ampla e plana, trazendo uma reprodução vocal excepcionalmente limpa e natural, enquanto o padrão polar cardióide captura tudo na frente do microfone e praticamente nada ao seu redor. A rejeição fora do eixo faz com que o áudio seja nítido, claro e não poluído pelo som refletido em todas as superfícies, mesmo em estúdios movimentados.

Requer o toque de um técnico

Mais do que um microfone dinâmico comum, a sensibilidade do SM7B é um pouco baixa, por isso é importante combiná-lo com um pré-amplificador bem ajustado, com ganho de pelo menos 60 dB+.

Dessa forma, você poderá testemunhar o SM7B em todo o seu esplendor.

É muito para um home studio?

Falamos sobre isso brevemente, mas você realmente precisa de um pré-amplificador de classe mundial para obter o melhor som deste microfone, e isso pode custar uns US$ 1000 adicionais.

Depois, há o preço do próprio microfone: US$ 400 a 500 é muito dinheiro, especialmente quando você considera a qualidade dos outros microfones que listamos aqui.

Enquanto alguns usuários usam o SM7B para gravação de instrumentos, ele foi realmente projetado para vocalistas.

A menos que você tenha muito dinheiro e queira realmente se concentrar nas vozes, recomendamos que você compre um microfone de baixo custo e use o restante do seu orçamento para equipar outras áreas importantes do seu estúdio.

O SM7B não é classificado como baixo porque é um microfone ruim, provavelmente seja bom demais para a maioria das nossas necessidades!

Prós: Som sensacional, rejeição fora do eixo precisa, qualidade profissional de estúdio.

Contras: Requer pré-amplificador de 60 fB+ de alta qualidade, muito caro.

6-Microfone de condensador cardióide MXL 770

Vamos ser transparentes desde início e admitir que há uma queda na qualidade entre os primeiros 5 produtos e o MXL 770.

Sin embargo, también hay un gran descenso en el precio de los modelos de AKG, Shure y Rode.

No entanto, há também uma grande queda no preço dos modelos AKG, Shure e Rode.

Por tudo isso, o MXL 770 provavelmente funcionará apenas 10 a 15% menos que os microfones principais da nossa lista e por uma fração do preço.

Esse microfone é vendido por cerca de US$ 75 mas oferece desempenho comparável ao de um produto que é vendido por muito mais do que isso, sem exagerar.

O som do hip hop

Assim que tiramos ele da caixa, o MXL 770 oferece um som baixo e brilhante que atinge os corações dos artistas de hip hop, especialmente os rappers.

Esse microfone também favoreceria pianistas, qualquer vocalista e músico de cordas que procurassem uma gravação de alto desempenho com um orçamento apertado.

O mercado-alvo do 770 são geralmente artistas que estão apenas começando ou simplesmente não têm dinheiro suficiente para comprar equipamentos profissionais.

No entanto, também existem muitos profissionais experientes que adoram a simplicidade, o custo e o desempenho deste microfone.

Com graves balanceados, queda de baixa frequência e clareza de alta qualidade, é surpreendente que o 770 tenha conquistado uma média de 4,6 estrelas de mais de 450 críticas na Amazon!

O complemento perfeito para home studio

Não há dúvida de que o microfone é um componente crítico de qualquer estúdio de gravação doméstico, mas é ainda mais do que isso.

A compra de um MXL 770 oferece um microfone de alta qualidade, mas também libera seu orçamento para investir nas outras tecnologias necessárias para operar um home studio profissional.

Sério, este microfone é bom o suficiente para levar seus vocais ao topo, e se você tiver dinheiro no futuro para obter esse desempenho extra de 15%, vá em frente.

Não podemos exagerar o valor pelo dinheiro que você recebe com este microfone!

Um microfone imperfeito

Tendo dito isso, obviamente existem razões pelas quais este microfone está em sexto lugar: ele tem suas falhas, embora sejam bem menores.

Alguns usuários relatam um problema com a umidade que entra no diagrama, por exemplo. Para evitar isso, guarde-o em um ambiente muito seco.

Você também pode ter dificuldade em encontrar um “ponto ideal” consistente em termos de distância do microfone (para equilibrar o som) e precisará fazer alguns trabalhos de calibração para que o som seja bom.

No entanto, apesar de tudo isso, ainda é uma pechincha excepcional pelo preço.

Prós: Valor incomparável do dinheiro, som brilhante e grave, roll-off de baixa frequência, ótimo para vocalistas de hip-hop.

Contras: Shock mount de baixa qualidade, “Sweet spot” estreito para gravação, requer um pouco de calibração.

7-Microfone Sennheiser MD421 II

Para quem conhece microfones, o Sennheiser MD421 II é um nome familiar.

Com um legado orgulhoso e uma merecida reputação pela sua performance, é uma das melhores opções disponíveis hoje para gravar bateria, guitarra ou qualquer outro instrumento.

Tecnicamente superior

Utilizando um padrão polar cardióide, o MD421 evita o ruído ambiente, atenua efetivamente todos os sons fora do eixo e até rejeita o feedback devido aos monitores.

Também oferece um interruptor de redução de graves de 5 posições que, combinado com atenuação de ruído, possibilita aos artistas gravar em praticamente qualquer ambiente.

No entanto, recomendamos que você construa seu estúdio para ser o mais silencioso e absorvente possível, em vez de compensá-lo reativamente com o cancelamento de ruído!

O microfone possui um forte pico de presença em 10 kHz, possibilitando aos músicos adaptar seu som com mais precisão do que com a maioria dos microfones.

Em comparação com os microfones dinâmicos da concorrência, o MD421 II oferece grande versatilidade. Ele possui um high-end inusualmente impressionante, que captura otimamente até 17 kHz, e sabemos que os profissionais de estúdio costumam usá-lo para praticamente qualquer coisa: cordas suaves, guitarra elétrica pesada, bateria (principalmente toms), etc.

Com sua excelente resposta de low-end, também é popular entre os vocalistas masculinos.

Embora realmente não deva ser um grande fator para um microfone de estúdio, este Sennheiser tem uma estética bonita. Desde a cor preta profunda, à malha de metal e ao estojo de capa dura, esta é uma magnífica peça de tecnologia.

Claro que também é muito caro e o microfone tem seus problemas.

Não atende a todos os requisitos?

O primeiro problema é o clipe: é horrível. É barato, não tem um tamanho padrão e muitos usuários relatam que ele quebra com uma regularidade incrível.

Para uma peça de kit que custa mais de US$ 400, essa é uma grande decepção. A qualidade do som não está a um milhão de quilômetros do SM57 (que por si só não é o microfone com melhor som em nossa lista), mas, ao custar quatro vezes mais, é difícil dizer que representa um valor justo.

Não há dúvida de que este é um excelente microfone para músicos experientes, mas se você é um YouTuber tocando seus primeiros acordes, pode obter um microfone quase tão bom por uma fração do preço.

Prós: Reputação positiva de longa data, interruptor de redução de graves de cinco posições, excelente resposta low-end, desempenho geralmente de alta qualidade.

Contras: É caro, clipe horrível.

8-Microfone SE Electronics SE2200A II

O mercado de microfones para home studio em 2020 está cheio: muitos fabricantes, produtos muito parecidos e nunca foi tão fácil procurar pechinchas na internet.

Um dos nomes mais fortes de todo esse caos é a SE Electronics, e o SE2200A é um de seus modelos mais vendidos!

Foco no desempenho

O SE 2200A é vendido por cerca de US$ 300-400, que está na faixa intermediária em termos de preço.

Embora não seja um Neumann, ainda esperamos um desempenho impressionante se formos solicitados a investir tanto dinheiro!

Felizmente, o microfone oferece isso.

Além de injetar um pouco de calor em low-end, o som é muito natural e capta com precisão o que você estiver tocando, seja vocal, guitarra ou percussão.

Para ser específico, há um salto de presença de 10 a 15 kHz que adiciona um brilho adorável e plano. Se você usar instrumentos mais fortes, poderá pressionar o interruptor do pad atenuador para manter as coisas niveladas.

No entanto, com o SPL máximo de 140 dB, você provavelmente não terá muito com que se preocupar.

Ele também possui um botão de low-cut, para que você possa apagar qualquer ruído baixo encontrado.

Apropriado para todos os instrumentos

O microfone está disponível nos modelos cardióide e de padrão múltiples.

Recomendamos a versão somente cardióide para qualquer home studio padrão. A menos que você tenha uma configuração muito especializada ou incomum, geralmente há poucos benefícios em ter uma gravação omnidirecional.

Obviamente, se você estiver gravando várias pessoas ao mesmo tempo, é uma história diferente.

Testamos este microfone com quase todos os instrumentos que pudemos encontrar, e os resultados foram incrivelmente consistentes: tudo soa bem o tempo todo.

Além do apelo existente do microfone, o design é agradável aos olhos. Ele também vem com um mount shock (embora infelizmente não traga o filtro pop que geralmente é visto nas fotos) e está pronto para uso assim que tirá-lo da caixa.

Se você está procurando um microfone que não o surpreenda com sua qualidade, mas que funciona com a maioria dos instrumentos com pouquíssimos problemas, recomendamos o SE2200A.

Prós: Apropriado para uma variedade de instrumentos, fácil de usar, manipulação de SPL de até 140 dB.

Contras: Não traz filtro pop, um pouco caro.

9-Microfone de condensador AKG P420

O AKG P420 é o segundo microfone desta marca a chegar à nossa lista dos 10 melhores microfones de gravação para home studio.

Você pode pensar que o 420 está um passo abaixo do 214, mas, por outro lado, você deve pensar que ele foi projetado para um público completamente diferente.

Vamos ver.

Um cavalo de batalha no estúdio

No site da AKG, o P420 é descrito como adequado para “aplicações exigentes de gravação em estúdio de projeto” e é ideal para “gravação de conjunto, piano de cauda, ​​instrumentos de sopro e metais”.

Bem, depois de testarmos esse microfone, temos que concordar.

O P420 é um microfone side-address, como seria de esperar do uso pretendido na gravação de conjuntos, e contém um diafragma duplo que usa cápsulas de condensador consecutivas de 1” para testar seus vários padrões polares.

Como o design encontrado no C214, que é mais caro, os usuários também têm acesso a um pad de atenuação de 20dB e filtro de low-cut.

Tecnologicamente, esta coisa vem com tudo o que você precisa de um ótimo microfone. Pode parecer bastante normal, mas a ênfase no equipamento de gravação deve sempre estar no desempenho, não na estética.

Desde que conversamos sobre isso, o shock mount de alta resistência, que vem de fábrica, a propósito, é excelente.

Como dissemos, ele também possui 3 padrões polares diferentes que você pode ativar com um pequeno interruptor:

-Omnidirecional

-Cardióide

-Figura 8

O que ele dá?

É muito discurso técnico que acabamos de dizer em alguns parágrafos, mas para o leigo, qual é o resultado final?

Som claro, natural e cálido.

A capacidade do microfone de passar pelo ruído ambiente, apesar de seu longo alcance, faz com que você só ouça o que realmente toca: exatamente o que os músicos estamos procurando! Não é tão sensível quanto alguns microfones, mas para as aplicações que se destina, não é um grande problema.

Devido à grande quantidade de variação axial que acompanha o 420, você precisará fazer uma boa quantidade de P&D no posicionamento do microfone e brincar com o ambiente para obter o som ideal. No entanto, depois de encontrar o ponto exato, o resultado é de primeira classe.

Obviamente, não é necessário dizer que você pode usar esse microfone para gravações de podcast ou trilhas vocais, mas existem melhores opções nessa faixa de preço, se esse for seu objetivo principal.

Prós: Ideal para gravar instrumentos de sopro, piano de cauda ou conjuntos; excelentes especificações técnicas, extremamente versáteis, perfeito para um estúdio movimentado.

Contras: Não é ideal para vocalistas solo, a concorrência oferece produtos similares.

10-Microfone Audio-Technica AT2020 USB+

Audio-Technica é um grande nome no segmento de gravação em estúdio, por isso pode surpreender que ainda não tenhamos apresentado nenhum de seus produtos.

Isso porque, simplificando, a concorrência pelos primeiros lugares é muito difícil!

Um microfone básico de alto desempenho

O principal ponto de venda de qualquer microfone conectado a USB é sempre a simplicidade: se você pular o pré-amplificador e ir direto para a fonte, a qualidade não competirá com uma montagem calibrada mais cara. Desde que seja fácil de usar e ofereça boa qualidade, a maioria dos usuários adorará.

O AT2020 USB+ é um microfone side-address com diafragma médio, uma resposta de frequência de 20 Hz a 20 kHz e um conversor A/D de alta qualidade com uma taxa de amostragem de 16 bits, 44,1/48 kHz. Com um pequeno aumento de presença de 9 a 10 kHz, oferece som natural e completo para gravações vocais, instrumentos mais suaves e qualquer tipo de podcast.

Obviamente, quando você compra um microfone de nível básico, não obtém desempenho de estúdio profissional.

Dito isto, a qualidade de som deste microfone é irreal quando se considera seu preço. Se você estiver procurando um microfone cardióide simples, compacto e acessível, está no lugar certo.

Uma atualização muito necessária

A Audio-Technica entrou no mercado de microfones USB há alguns anos com o AT2020 original, mas estava cheio de buracos. Esta opção renovada inclui:

-um braço de posição rotativa

-um suporte de mesa para tripé

-um cabo USB de 3 metros

-uma saída direta para fones de ouvido

Podem parecer pequenas mudanças, mas, quando combinadas, este aparelho é um mundo separado das iterações anteriores. O tripé ainda é muito ruim (na verdade, não amortece as vibrações e pode ser facilmente tombado), mas, caso contrário, a qualidade de construção é excelente, com o microfone completo feito de metal durável.

Não tão estranho quanto o Blue Yeti

O AT2020 USB+ é um bom microfone, mas há uma razão pela qual colocamos o microfone USB Blue Yeti muito mais alto na lista. Por um lado, este oferece apenas o padrão polar cardióide: o Yeti oferece mais 3: estéreo, omnidirecional e bidirecional. O Yeti também possui suporte mais pesado e confiável, controle de ganho e um botão de mute físico.

No entanto, o produto da Audio-Technica é um pacote mais organizado; portanto, se você não precisar desses recursos adicionais, também poderá optar por esta opção mais bonita!

Prós: Preço acessível, Plug and Play, cabo USB de 3 metros, muito atraente.

Contras: Não é tão bom quanto o Yeti, suporte fraco.

 

Texto escrito por Digital Audio Wiz. Post original em https://www.digitalaudiowiz.com/types-of-microphones/

Tradução e adaptação do texto: Música & Mercado

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Home studio pioneiro em Porto Alegre desde 2005 https://musicaemercado.org/home-studio-pioneiro-em-porto-alegre-desde-2005/ Fri, 29 Nov 2019 10:15:28 +0000 http://musicaemercado.org/?p=56326 james

James Liberato compõe, toca, grava, edita e mixa no seu próprio home studio Bem-Te-Vi, um dos primeiros na cidade de Porto Alegre. Músicos cada vez mais tomam a iniciativa de gravar seus próprios trabalhos, dispensando a figura do produtor. Alguns executam etapas da produção, outros a produção completa. Mas o caminho do meio, isto é, […]

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james

James Liberato compõe, toca, grava, edita e mixa no seu próprio home studio Bem-Te-Vi, um dos primeiros na cidade de Porto Alegre.

Músicos cada vez mais tomam a iniciativa de gravar seus próprios trabalhos, dispensando a figura do produtor. Alguns executam etapas da produção, outros a produção completa. Mas o caminho do meio, isto é, executar algumas etapas e delegar outras parece ser o mais interessante, para que o compositor e intérprete se distancie um pouco de sua obra.

Esse é o caso do violonista, guitarrista e baixista James Liberato, um dos decanos da música portoalegrense, que nos conta um pouco sobre seu último trabalho, o Manacô, gravado no agradável espaço de seu apartamento térreo no bairro Jardim Botânico, onde montou seu home studio, e me recebeu para um papo.

 

 

James e uma de suas semiacústicas

 

Tirando músicas do rádio

Você é um guitarrista conceituado no mainstream porto-alegrense, tocando com todos os músicos da cidade. Desde quando começou a tocar profissionalmente, e isso aconteceu em Porto Alegre mesmo, ou começou em outra cidade?

James: Comecei em Porto Alegre. Muito jovem já tirava músicas de ouvido do rádio, que ficava ouvindo com o violão na mão, esperando as músicas que gostava. Até que apareceram amigos com instrumentos (guitarra, bateria, baixo) e me apaixonei por todos. Na real, tocava mais bateria. Depois, com 15 anos fui convidado a lecionar no Palestrina onde estudava violão há dois anos. Ali conheci muitas pessoas e comecei a tocar na noite com um pianista chamado Antonio Campana, com o qual montamos o grupo Realejo. Meu primeiro trabalho solo foi apresentado no projeto Unimúsica da UFRGS com o grupo Jazz da Terra, que tocava composições minhas. Dali pra frente nunca mais parei de compor e também a tocar regularmente na noite de Porto Alegre.

Ensinando a fazer

 

Luis Henrique New

 

Como muitos outros instrumentistas, dar aulas é um dos trabalhos presentes no cotidiano. Começou a tocar antes de ensinar, ou como se dá seu trabalho de lecionar? Conte sobre seus alunos e seu método de ensinar.

James: Dou aulas desde os 15 anos de idade. Como estou com 56 são 41 anos lecionando. O ato de ensinar faz parte da minha vida hoje. Sou além de músico, professor. Desenvolvi métodos próprios baseados na experiência. Me tornei professor do curso técnico Faculdades EST (o Leopoldo) onde trabalho há 13 anos e lá desenvolvi métodos eficazes e objetivos de ensino musical. Tenho, além de turmas de teoria, percepção, prática de conjunto, composição de trilhas para cinema, alunos de guitarra, baixo e violão, e muitos alunos particulares que me procuram buscando aperfeiçoamento.

Em termos de repertório, se poderia dizer que você toca mais músicas autorais, mais músicas de outros compositores, ou faz um mix na maior parte de suas apresentações?

James: Participo de vários trabalhos, além das minhas músicas autorais. Tenho um grupo chamado Girando a Renda, que toca basicamente música brasileira de qualidade com muita improvisação jazzística. Sambas, bossa, baião, entre outras coisas. Participo também do Andy Serrano e Jazz Aces, que toca standards de jazz com vocal. Mas meu trabalho autoral que sempre foi na linha “fusion” cada vez mais migra para um música com raízes brasileiras mas sem rótulos.

Falando de músicas suas, quando começou a compor? Situe suas composições na sua carreira, primeira música autoral, etc.

James: Meu trabalho como compositor começou muito cedo, em 1984, quando tinha por volta de 21 anos, e já andava fazendo shows com composições em um trabalho intitulado Jazz da Terra. As composições eram intuitivas até então. Quando comecei a estudar música de forma mais forte, a inspiração foi barrada pelo conhecimento. Tudo era analisado. E isso bloqueava a criação. Lutei muitos anos com isso até que consegui aos poucos desbloquear a criação do raciocínio.

Meu primeiro CD Off Road em 1995 ainda registra composições dessa fase de transição. Depois minha produção aumentou somando criatividade e o conhecimento. Em 1998 veio o CD Sons do Brasil e do Mundo, que traduz uma outra fase desta transição. Em 2005 lancei Sotaque Brasil, no qual já começava a produzir e gravar coisas em home studio. Todas as guitarras e baixos deste CD foram feitos em casa. Em 2009 produzi o CD Treze Graus, que foi uma tentativa de formar um grupo onde era possível dividir tarefas. O disco foi bem aceito mas o grupo se desfez logo e não foi continuado.

Manacô na área

 

A piazzolística gaita (acordeon) gaúcha de Guilherme Goulart

 

Passando para o trabalho autoral atual, que está gravando, como e quando surgiu a ideia de fazer o repertório?

James: Com este novo CD Manacô entro forte com o aspecto “produtor. O CD migra definitivamente para o som brasileiro e sem rótulos. Além da canção Amor e Música composta com Anacris Bizarro, que tem letra, as outras 6 faixas são instrumentais com linguagem brasileira e universal, todas foram produzidas por mim.

Quem são os músicos envolvidos no Manacô, convidados especiais, faixas?

James: 1 – Amor e Música – James Liberato e  Anacris Bizarro: Anacris Bizarro: voz. Guitarra, violão e bandolim: James Liberato. Baixo: Dudu Penz. Percussões: Giovani Berti e Fernando do Ó. Acordeon: Guilherme Goulart.

2 – Manacô – James Liberato: Guitarra e baixo: James Liberato. Bandolim: Luis Barcelos. Bateria: Ronie Martinez. Percussões: Giovani Berti e Fernando do Ó. Acordeon: Guilherme Goulart.

3 – Oriental Wind: Guitarra, violão e bandolim: James Liberato. Baixo Acústico: Everson Vargas. Bateria: Ronie Martinez. Percussões: Giovani Berti e Fernando do Ó. Sax soprano: Claudio Sander. Teclados: Luis Henrique New.

4 – Nordestão (baião) – James Liberato: Guitarra, violão e bandolim: James Liberato. Teclados: Luis Henrique New. Baixo: Dudu Penz. Bateria: Ronie Martinez. Percussões: Giovani Berti e Fernando do Ó. Acordeon: Guilherme Goulart. Flautas: Iasmine Dorneles.

5 – Piazzolando – James Liberato: Violão: James Liberato. Baixo Acústico: Everson Vargas. Violoncello: Fabio Venturella. Percussões: Giovani Berti e Fernando do Ó.

6 – Sete Chaves – James Liberato: Guitarra: James Liberato. Teclados: Luis Henrique New. Fluguelhorn: João Rizzo. Flauta: Amauri Lablonovsky. Baixo: Everson Vargas. Bateria: Ronie Martinez.

7 – Seis por Outros: Guitarra : James Liberato. Teclados: Luis Henrique New. Violoncello: Fabio Venturella. Baixo: Everson Vargas. Bateria: Ronie Martinez

O que espera deste novo trabalho?

James: A expectativa com esse CD é fazer música – boa de preferência – registrar e divulgar minha produção como compositor, e projetar meu trabalho como produtor. Paralelo ao meu CD já surgiram mais 3 CDs que estou produzindo em 2019, todos tratados com um carinho especial como se fossem meus.

 

Capa do CD Manacô – Arte de Miguel Liberato

 

Manacô é uma palavra indígena da tribo Kulina, da Amazônia, que significa solidariedade ou reciprocidade. O CD foi gravado entre amigos em um ato de solidariedade à nossa causa maior: a música.

Equipamento usada na gravação

Microfones:

CADE E200

AKG C3000

SENNHEISER 609

Kit para bateria SHURE DMK 57 52

Prés:

ART DPS2

PRESONUS Studio Channel

Egon Alscher (do engenheiro Egon Alscher, gaúcho, fundador da Tec Audio)

Interface:

PRESONUS FP10

DAW:

CUBASE

Captação de áudio realizada entre fevereiro e agosto de 2019 por James Liberato

Edição e mixagem por James Liberato (home studio Bem-Te-Ví)

Masterização: Ciro Moreau

Arte: Miguel Liberato

Apoios: Loja Porão Musical / Harmonik microfones / ONG Sol Maior

 

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Review: Monitores Edifier S880DB https://musicaemercado.org/monitores-edifier-s880db-test-drive-by-saulo-van-der-ley/ Sun, 09 Sep 2018 15:52:20 +0000 http://musicaemercado.org/?p=51110 S caixativa copia

Presente no mercado de áudio brasileiro e internacional há cerca de 20 anos, a Edifier sempre focou no item custo-benefício, e agora nos oferece sua linha S, da qual destacamos neste review o modelo S880DB. São monitores com conversor analógico-digital XMOS, capaz de substituir uma interface de áudio com taxa de amostragem de até 192kHz, […]

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S caixativa copia

Presente no mercado de áudio brasileiro e internacional há cerca de 20 anos, a Edifier sempre focou no item custo-benefício, e agora nos oferece sua linha S, da qual destacamos neste review o modelo S880DB.

São monitores com conversor analógico-digital XMOS, capaz de substituir uma interface de áudio com taxa de amostragem de até 192kHz, e nada menos do que 5 entradas de sinal, incluindo coaxial, ótica e Bluetooth, controle remoto e um visual atraente, aliado a detalhes técnicos eficientes.

O que são monitores de áudio

As conhecidas “caixinhas de som”, compostas por alto-falante – uma membrana acionada por uma bobina, interagindo com um campo magnético – e também elementos cerâmicos – ou de fita, que se modificam ao receber uma tensão elétrica, são periféricos muito usados na computer music, e vinham se proliferando sem qualidade, até que a Edifier resolveu investir em uma ampla quantidade de modelos, sem deixar de lado a qualidade.

Existem monitores de 2 vias (agudos e médio-graves) e os de 3 vias (agudos, médios e graves). Isto dentro de um recipiente, para evitar que a pressão sonora que sai por trás dos alto-falantes, cancele a pressão feita pela frente do cone. O alto-falante foi inventado pela dupla Rice & Kellog há um século, e vem sendo pouco modificado, razão pela qual o visual das tais caixas de som tenha se padronizado na mente dos usuários.

Mais recentemente os monitores de áudio passaram a incorporar seus próprios amplificadores. Isto resolveu um problema sério, que era o de usar amplificador com menor ou maior potência do que os monitores suportam, ocasionando até a perda total de alto-falantes por mau uso. Hoje predominam os monitores “ativos”, com amplificação embutida, em detrimento dos “passivos”, sem amplificação própria.

Em outra classificação, os monitores podem ser nearfield (de uso próximo do ouvinte), com alto-falantes pequenos, menores do que 4 polegadas de diâmetro. Monitores nearfield propriamente ditos são os que têm alto-falantes entre 4 e 8 polegadas, reproduzindo frequências graves a partir de 35 Hz, e em alguns casos a partir de 50 Hz. Este é o caso dos monitores S880DB da Edifier, nearfield e ativos.

Os simpáticos S880DB

S testdeckO modelo usa um alto-falante de médio-graves com diafragma de metal de 3,75 polegadas. Um quadro de alumínio permite maior potência e vibração mínima, levando dinâmica nítida para o S880DB. Os agudos ficam a cargo de um driver/tweeter de 19 mm, construído em laminado de titânio polido. Este driver tem uma tela de proteção interna, mas o mesmo não ocorre com o falante de médios-graves, o que é dispensável para quem é minimamente cuidadoso.

Há vantagens práticas e desvantagens de qualidade com monitores ativos. Basta ligá-los à corrente elétrica – hoje quase todos são bivolt (110/220 Volts) – e conectá-los à saída ou do computador com placa de áudio interna, ou à interface, que é uma placa de áudio externa. Dentro do monitor ativo o dispositivo que separa os sons graves dos médios e agudos já está configurado, bem como a potência dirigida a cada alto-falante, seja um tweeter ou sub-grave. Você não tem placa de áudio? A S880DB tem conversor D/A.

O modelo, além de seu circuito de amplificação, vem com um sistema que opera a uma taxa de amostragem de 192kHz, quando se usam as entradas USB 2, coaxial ou ótica. Isso mesmo, o circuito que vem no monitor esquerdo, o ativo, funciona com um processador capaz de entregar sample rate da mesma qualidade de algumas interfaces de áudio profissionais, além da sua compatibilidade com Bluetooth 4.1, e oferece ainda duas entradas analógicas RCA.

O conversor de ligação USB das S880DB é um XMOS multi-core, assíncrono, capaz de responder a PCM até 384kHz/32 bits e DSD 2.8/5.6 MHz. Ele é o responsável pelo sistema da Edifier atender aos requisitos de Audio Hi-Res 2, com os primeiros alto-falantes certificados Hi-Res da Edifier. São alto-falantes compactos, mas capazes de alcançar algo em torno de 55/45 Hz devido à sua potência. O “880″ do modelo indica 88 watts RMS, 44 x 2 watts (grave-médio = 32w + agudos = 12w).

Aqui entra a polêmica entre as especificações técnicas de potência e frequência, que o leigo tem dificuldade em entender, e que os maus vendedores usam para enganá-lo. A primeira – PMPO – é a potência mais eficaz, pelo momento mais feliz de um sinal elétrico em um período de tempo. Claro que o melhor resultado em um momento do período de tempo não representa o valor calculado durante um período inteiro. A medida usada pela Edifier é honesta como sua filosofia comercial.

O valor real é expresso em watts RMS, cuja sigla se traduz por Room Mean Square, que representa a medição pela raiz quadrada da média dos quadrados de todas as ondas, de todas as frequências. Mas muitas vezes fabricantes alardeiam o valor chamado de “pico”, ou PMPO (Peak Maximum Power Out), que pode chegar ao dobro da medição RMS. Logo, um monitor com potência de 100 watts PMPO só tem na verdade cerca de 50 watts RMS, a grosso modo.

Não existe no mercado brasileiro nenhum sistema de monitores concorrente nesse patamar que disponha de tantas formas de entrada de sinal de áudio. Isso torna as S880DB extremamente atraentes para home studios de iniciantes que queiram ainda fazer uso de gadgets Bluetooth, seja em frente aos monitores, seja andando pelo ambiente, graças a um controle sem fio poderoso, com múltiplas utilidades, inclusive 4 opções de equalização: Classic (padrão), Vocal, Dynamic e Monitor.

O teste

Testei usando um iMac rodando OS X 10.13.6, com diversos aplicativos e DAWs: Logic Pro X 10.4, Studio One Pro 3.5 e 4, Ableton Live 10 e Fruit Loops 20, além das plataformas iTunes, Spotify e SoundCloud, dedicadas a áudio. Via Bluetooth, as S880DB responderam bem a iPhones e iPads (aceita Android também), se mantiveram estáveis em todas as conexões de entrada, inclusive entrando em modo de repouso junto com o iMac, e relembrando suas configurações ao voltarem a ser acionadas (no OS X).

Não existe nenhum sistema de áudio (ou vídeo) em que o uso de sistemas operacionais rodando Windows ofereça vantagens sobre o OS X. Com as S880DB o OS X suporta áudio a 192kHz sozinho, mas se você pretende usar Windows, do 7 ao 10, vai precisar baixar um driver (http:www.edifier.com/cn/zh/speakers/s880db), ou se contentar com a taxa de amostragem a 96kHz. Neste link, clique na foto das S880DB, e na página que se abrirá vá até embaixo e clique em “Download the Windows Drivers”. Windows rules.

No monitor ativo das S880DB há um led discreto indicando o modo de entrada, que pode ser alterado pelo controle remoto. O sistema 2.0 deve ter suas duas caixas posicionadas em triângulo com 30 graus à direita e esquerda do ouvinte. Este e as duas caixas ficam cada um em um vértice do triângulo. Devem ainda ficar à altura dos ouvidos, no máximo um pouco acima. Considerando que uma pessoa sentada fica com os ouvidos entre 1,20m e 1,30m, os monitores devem ficar entre 1,20m e 1,50m de altura.

Destaque para os 4 modos de equalização pré-programados. No teste reparei que o melhor ajuste é no modo Dynamic, que melhor atende ao ouvido exigente de quem lida com áudio pro: selecione este modo e aumente o controle de graves até o nível 11, e o de agudos até o nível 8, nos knobs traseiro do monitor ativo, para alcançar até menos do que 50 Hz. O modo Vocal é flat, e indicado para ouvir locuções não musicais, o padrão é o Classic, que, como o Monitor, não altera de modo explícito a equalização.

S remote controlNão espere um potente equalizador no sistema, mas combinando os ajustes de agudos e graves na traseira do monitor ativo, os 4 modos de pré-equalização e os seus ouvidos (e não plug-ins “milagrosos”, conseguirá, com a ajuda do conversor A/D embutido, várias opções de equalização sem precisar de periféricos adicionais. Aliás, apenas o valor do conversor XMOS a bordo das S880DB, já equilibra a menor o seu preço de topo de linha da Edifier, para dizer o mínimo.

Outro ponto positivo do sistema é a sua não interferência em outros equipamentos Bluetooth. Foram usados os teclado e mouse Bluetooh do iMac, sem nenhuma interrupção. Destaque-se que um dispositivo de um sintetizador de guitarra em hardware de outra marca costumava interferir com o funcionamento do mouse, muitas vezes desligando a conexão Bluetooth do OS X, e com as S880DB funcionando via Bluetooth por longos períodos isto não ocorreu nenhuma vez.

O Bluetooh só é ativado quando selecionado, ou pelo controle remoto, ou pelo knob de volume atrás do monitor esquerdo ativo, que além de controlar o volume no giro, controla as entradas sendo pressionado. Depois de emparelhado com o dispositivo que quiser usar, certificando-se de que ele suporta os perfis Bluetooth A2DP e AVRCP. Caso seja necessário, o código PIN para a ligação é “0000”. O controle remoto permite alternar entra faixas e alterar o volume também.

Em especial no uso em home studios, vamos precisar de monitores em uma faixa que vai de 20 a 20 mil Hertz, ou usando as abreviações, de 20 Hz a 20 kHz. Mas mesmo com os monitores de sub-graves mais acessíveis nos dias de hoje, é muito difícil reproduzir os sons entre 20 e 30 Hz sem abrir mão de duas condições: o tamanho do monitor, e/ou a potência necessária para reproduzi-los. As S880DB se aproximaram bastante das frequências mais graves, e entregaram todas as médias e altas.

S LedOs sons dos instrumentos musicais na sua região média e aguda não encontram muitas dificuldades para serem ouvidos por monitores que vão de 70 Hz para cima. Já o bumbo da bateria produz frequências de 65 Hz, e a nota mais grave do contrabaixo – o “mizão”, produz 41 Hz. Então, monitores mais acessíveis, que costumam ser capazes de reproduzir a partir de uma faixa entre 70 e 100 Hz não servirão para monitorar instrumentos mais graves. Os S880DB deram conta do baixo e vários bumbos.

Para equipar o seu homestudio, você vai precisar de monitores de áudio que reproduzam sons a partir de 35/55 Hertz (Hz) e com uma potência em watts RMS que dependerá do tamanho e outros parâmetros da sala onde serão instalados. Se levarmos em consideração a mobilidade de entradas, controle remoto, peso (menos de 8 kg o par), e a capacidade de atingir os graves entre 55/45 Hz, o sistema é com certeza a porta de entrada na qualidade de áudio via taxa de amostragem.

Se seu equipamento vai ser usado em um quarto pequeno, entre 2 x 3 e 3 x 4 metros, monitores com 50 watts RMS (o par) de potência serão suficientes. 88 watts (o par) RMS das S880DB serão mais do que suficientes. Entra também neste cálculo a quantidade de móveis estofados, cortinas etc, que vão absorver o som. Um tratamento com placas acústicas, difusores e outros materiais podem otimizar a sonorização, mas você estará muito bem servido de monitores com a melhor relação custo-benefício do Brasil.

Resumo da ópera

Sempre tive bons resultados com vários modelos da Edifier, e na minha função de professor de computer music sempre os recomendei como primeiros monitores para os alunos que começavam a montar seu setup. Quando me vi morando por quase 2 anos em uma pousada onde tinha um saudoso “nano estúdio”, usava 2 pares de monitores Edifier bem menos potentes, mas como ótimos resultados como referência. E no meu primeiro home studio em Sampa, já usava um par de R1000. O salto qualitativo para a linha S me surpreendeu positivamente, por vários motivos:

-Processador A/D como alternativa ao uso de interface de áudio

-5 entradas de sinal: 2 analógicas RCA / coaxial / ótica / Bluetooth

-Controle remoto alternativo/inclusivo aos ajustes no painel traseiro

-Novo padrão de alto-falante & tweeter de melhor qualidade

-Cabo de conexão entre os monitores de fácil plugagem

-Compatibilidade com sistemas operacionais eficientes

Ficha técnica

Potência: 88W RMS

-R / L (agudos): 12W + 12W
-R / L (graves profundos) 32W + 32W
Resposta de frequência: 55Hz-20KHz

Sinal NOISE RATIO:
-R / L ≥85dB (A)
-Resposta de Frequência Delta≤1dB
-Noise ≤ 25dB (A)

Sensibilidade de entrada:
-PC: 800 ± 500mV
-AUX: 600 ± 50mV
-USB / Óptico / Coaxial: 400 ± 50m FFS
-Bluetooth: 600 ± 50m FFS
Tipo de entrada: USB, Bluetooth, Optical, Coaxial, PC e AUX (3.5mm)

S cabosDimensões

Medidas do produto unitário: C 13 x L 16,6 x A 22,5 cm

Peso aproximado do produto sem embalagem (par): 7,76Kg

Peso aproximado do produto unitário: 3,88Kg

Ítens inclusos na embalagem

1-Monitor Passivo
1-Monitor Ativo
1-Cabo RCA / P2
1-Cabo RCA / RCA
1-Cabo de fibra ótica de áudio
1-Cabo de conexão entre as caixas
1-Controle remoto
1-Manual

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Sallaberry desenvolve E-REC para gravações https://musicaemercado.org/sallaberry-e-rec-para-gravacoes/ Wed, 18 Jan 2017 20:33:42 +0000 http://musicaemercado.org/?p=45208 Sallaberry

Roberto Sallaberry explica o que é o E-REC além de apresentar seu novo álbum e o equipamento usado durante sua produção Sallaberry, baterista, compositor e produtor musical, iniciou carreira solo em 2005, produzindo seus trabalhos sempre com foco nos ritmos brasileiros. A partir de então, a cada dois anos Sallaberry lança um novo álbum, sempre com a […]

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Sallaberry

Roberto Sallaberry explica o que é o E-REC além de apresentar seu novo álbum e o equipamento usado durante sua produção

fundo-contracapa-copiaSallaberry, baterista, compositor e produtor musical, iniciou carreira solo em 2005, produzindo seus trabalhos sempre com foco nos ritmos brasileiros. A partir de então, a cada dois anos Sallaberry lança um novo álbum, sempre com a presença de muitos convidados especiais, a exemplo de Dennis Chambers, Billy Cobham e Airto Moreira.

Segundo o baterista, para viabilizar as gravações desenvolveu o E-REC – recurso que utiliza a internet para a troca de arquivos de áudio -, possibilitando que músicos residentes em diferentes cidades e até países pudessem gravar juntos.

O baterista acertou na mosca! O método de gravação via E-REC já rendeu artigos inteiros em publicações especializadas, bem como estudo publicado no International Journal of Social Science and Humanity – Vol. 4, No. 4, de Julho 2014. Ainda referente a produção musical, Sallaberry lançou em novembro a segunda edição do Manual Prático de Produção Musical, com informações inclusive sobre o E-REC.

Se os recursos para gravação são interessantes, a música produzida por Sallaberry não poderia ser diferente. ORIGEM, o sétimo álbum de sua carreira, com data de lançamento para o mês de janeiro, foi produzido em parceria com Guilherme Canaes, engenheiro de áudio do primeiro escalão que já trabalhou com BB King e George Benson, apenas para citar alguns. ORIGEM traz doze faixas, onde samba, baião, maracatu e bossa nova dão a tônica ao trabalho.

Leia também:

Produzido entre janeiro e novembro de 2016, Sallaberry gravou bateria, percussão e voz em seu estúdio Big Orange, em Orlando, nos Estados Unidos, país onde Sallaberry reside desde 2014. A partir de então, envolveu os músicos convidados Adriano Paternostro, Claudio Rocha, Dney Bitencourt, Deisy Araújo, Doug Felicio , Ed Côrtes, Fábio Valois, Fernando Moura, Flávio Medeiros, Fúlvio Oliveira, Guto Goffi, Itamar Collaço, Jorge Pescara, Luciano Magno, Mamoru Morishita, Marcelo Góis, Márcia Sallaberry, Marcus Cesar , Maurício Marques, Michel Freidenson, Paulo Soveral , Robertinho Silva e Sandro Haick, para finalizar sua produção.

Segundo Sallaberry: “A presença de músicos brasileiros, mesmo distantes fisicamente, foi indispensável para a textura de ORIGEM’, conclui. O album estará concorrendo ao Latin Grammy 2017, academia a qual Sallaberry participa como membro desde 2006.

Durante o processo de gravação, Sallaberry utilizou bateria Pearl Master Custom MRX, nas medidas 10×8, 12×8, 14×14 e 16X16, além de caixa Pearl modelo Chad Smith 14”x5”. Todos os tambores receberam peles Evans modelos Power Center Reverse Dot , EC2 (coated e clear) e UV1. Sallaberry tem modelo assinado de baqueta Vic Firth, e da mesma Vic foram utilizados mallets e vassouras.

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Os instrumentos de percussão gravados são da Contemporânea, além dos calçados da Urbann Boards. Todos os pratos são Zildjian, sendo crashes 15”, 16” e 17” K Custom Dark Crash, hihat K Custom Hybrid 13”, splashes A Custom 6” e 8”, ride K Custom High Definition 22”. Sallaberry ainda utiliza fones de ouvido da empresa dinamarquesa AIAIAI, além de acessórios das norte-americanas RimRiser e Gig Grips.

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