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AES Brasil Expo tenta trazer fôlego ao setor
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Apesar de menor, evento cumpriu seu papel, levando lançamentos, executivos internacionais e novas empresas ao Expo Center Norte, em São Paulo/SP
E aconteceu. O evento mais importante do setor de áudio no Brasil no primeiro semestre do ano ocorreu de 17 a 19 de maio na área de exposição do Expo Center Norte, Pavilhão Amarelo. Muito esperado para dar o tom e ser um termômetro para os próximos meses, especialmente neste ano gerou expectativa dobrada, refletindo a situação econômica e política do País.
Incrivelmente, a movimentação nos corredores foi massiva, mesmo com a chuva torrencial que caiu na capital paulista nos dois últimos dias.
Ainda que com 15% a menos em número de visitantes, com relação ao ano passado, a visitação surpreendeu as empresas participantes, que eram poucas (quase 50% a menos em relação ao ano anterior), e gerou burburinho até nos eventos paralelos (que foram muitos), causando otimismo. “Sempre existe a expectativa, o antes e o depois, mas consigo enxergar que os visitantes estão buscando novidades tecnológicas e oportunidades de mercado. Sim, está menor este ano, mas sinto que tanto nós quanto os visitantes estamos aproveitando mais, porque cada situação conta”, declarou o diretor da Staner, Raul Del Trejo, que aproveitou a feira para lançar sua linha de acessórios para áudio, a U-Link.
Um dos eventos paralelos
Uma das grandes do mercado de áudio que preferiu fazer um evento paralelo à AES foi a Harman, que dedicou os três dias de feira a um grande showroom no coração da Santa Ifigênia, chamado Harman Professional Experience.
O diretor de marketing Manoel Sieiro contou que tiveram 150 visitas diárias no evento, onde a multinacional, além de apresentar lançamentos de diversas das suas marcas, também ofereceu palestras de capacitação e atualização para os visitantes.
Burburinhos e novidades
Apesar de estar bem menor, não faltaram novidades nem burburinhos comuns a grandes feiras do setor, incluindo a presença de duas empresas expositoras novas: uma de fabricação própria, a The Best Som, com 80% de produtos para iluminação e 20% de áudio; e a distribuidora Universal Music — com base em Miami —, que já chega com três grandes marcas: as italianas Powersoft e Eighteen Sound, e a americana Clair Brothers.
A Sennheiser participou sem distribuição e, apesar de optarem por esperar para revelar qual será o caminho escolhido daqui em diante, adiantaram que o primeiro passo está sendo ‘colocar a casa em ordem’ — somente como referência, a mais recente distribuição da grande marca estava sob responsabilidade da Soundix.

Já a Shure realizou feito inédito para a marca no Brasil, integrando em seu estande a Teleponto e a Musical Express, seus dois distribuidores no País.
Estandes, lançamentos e afins
Entre os estandes disputados, e sempre cheios, na feira estavam o da própria D.A.S.; o da ProShows; o da Audio System; o da Staner; o da Yamaha e o da The Best Som Performance. Mas pode-se dizer que todos tiveram uma boa frequência, principalmente nos dois primeiros dias.
Executivos estrangeiros também marcaram presença, com representantes da Itália, (Clay Paky, DTS, Powersoft e Eighteen Sound); Estados Unidos (Shure); Espanha (D.A.S.); Uruguai (Robe) e México (SGM).
Lançamentos tiveram sua vez, com destaque para o primeiro produto da Oversound idealizado pelo engenheiro Francisco Monteiro, ex-Studio R. A Oversound contratou Monteiro logo depois do encerramento das operações da Studio R. A AES Expo Brasil foi o evento escolhido para mostrar o protótipo da nova divisão da Oversound, de amplificadores de alta potência, com o Studio X Pro, que terá como foco, principalmente, o mercado internacional.
Com congresso e convenção, a 20ª edição da AES cumpriu o seu papel principal de capacitar e atualizar os profissionais do setor. Destaque para as sessões Meyer Sound de mixagem ministradas pelo técnico Buford Jones (Shakira, Pink Floyd, David Bowie); e também ‘Áudio para realidade virtual’, ministrada por Maurício Gargel e Andrés Mayo — um de seus últimos atos como presidente global da AES.
A área de exposição não deixou a desejar. Mesmo ocupando espaço menor, trouxe inovações, novidades em produtos e empresas. Sobre os números, não os recebemos até o fechamento desta edição, mas vale lembrar que feiras de negócios também servem para reforçar as marcas presentes ao público visitante, seja ele B2B ou B2C. “Sempre tivemos a feira como algo institucional. Para nós, nunca foi um evento de negócios, mas de consolidação de marcas e de relacionamento com os especialistas e clientes”, disse Vladimir Sousa, CEO da ProShows.
Sobre a situação econômica, o CEO foi conclusivo: “Não entendo nada de crise, mas sobre negócios posso falar. Eles já foram mais fáceis e, comparativamente, não estão mais ‘tão fáceis’. Posso dizer que estou entusiasmado com as perspectivas futuras, principalmente a médio e longo prazos”. Vale a pena refletir sobre essa citação. Está na hora de o mercado pensar e falar em negócios. Foi o que a AES fez.
*Por Ana Carolina Coutinho
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