Case: Diego Aballay conta sua experiência com amplificadores Powersoft

Case: Diego Aballay conta sua experiência com amplificadores Powersoft
dezembro 27 11:08 2018

Profissional de áudio argentino tem usado amplificadores da marca italiana durante toda a sua carreira. Nesta entrevista conta alguns detalhes do relacionamento com a marca.

Diego Aballay, mais conhecido como Pichu, é um profissional argentino de 45 anos com ampla experiência no mercado técnico de áudio. Começou sua carreira em uma oficina fazendo suportes para caixas de áudio para o espaço de atrações chamado Parque de la Costa, em Buenos Aires. Nessa mesma oficina era criado o conhecido sistema array local AA (All Access), usado pela empresa de locação Bals (Buenos Aires Live Show).

Diego copiaNesse lugar eles faziam as matrizes do sistema que passavam para o processo de manufatura. Depois faziam a montagem de todas as partes e a instalação de componentes, seguida por uma checagem de fase. “Foi assim que comecei na indústria do áudio”, conta Pichu. “Minha primeira participação em um show foi no debute do AA para Luis Miguel no Estádio de Vélez Sarsfield, em 1997, e sua posterior turnê pelo país. Como era o único que conhecia o equipamento, me enviaram junto com o sistema. Nesse show em Vélez, conheci Paul Bauman, que cuidava do sistema para o Luis Miguel. Viajava com um SIM e muitos microfones. Ficamos até as 5h da madrugada do dia seguinte movendo microfones e analisando o sistema. Foi minha primeira experiência ao vivo. O estádio inteiro foi feito com três crossovers Yamaha 2040.”

Depois dessa turnê, Pichu passou a fazer parte da equipe permanente da Bals, começando com tarefas no depósito. “Igual a qualquer pessoa que quer aprender com a regra do P: perguntando, pedindo perdão se fazia alguma coisa errada, pedindo permissão e questionando por que tinha que fazer tal coisa ou para que servia tal outra”, explicou.

Foi na sua passagem por essa empresa que conheceu a tecnologia Powersoft, usando os amplificadores da empresa italiana com um sistema line array VCA para low e sub.

Hoje ele se dedica a várias atividades como profissional freelance, incluindo stage manager, produção técnica, técnico de sistema de áudio para várias empresas no interior da Argentina, design de sistemas de áudio, assessoria técnica para empresas de áudio e instrutor técnico… e continua usando Powersoft! Saiba mais nesta entrevista.

Com que modelos da Powersoft tem trabalhado até agora?

Diego: Tenho trabalhado com a Série K, a Série M, a Série Q e atualmente com os modelos da Série X.

O que você acha deles?

Diego: São muito práticos, de excelente design, tanto técnico quanto estético. No lado técnico, são excelentes ferramentas para qualquer ocasião, seja ao vivo, seja em evento, seja em instalações fixas. Os produtos Powersoft têm um design técnico para alto rendimento sem precisar de manutenção ao conviver com grandes exigências, sejam climáticas, sejam técnicas do usuário. Por exemplo, usando a Série K, em um show com 36ºC de temperatura ambiente, tive que levar três caixas de Sub221, três alto-falantes por canal de 4 ohms, e dessa forma levá-lo a 1,26 ohm. O amplificador Powersoft nunca demonstrou que isso fosse um  impedimento para ele. Sua ventilação interna, por ser autorregulável, segundo a exigência que vai transcorrendo minuto a minuto, o mantém refrigerado no nível apropriado. O amplificador indicava 65ºC de temperatura, tendo no ambiente 36ºC. Isso pode ser obtido apenas quando o nível técnico de design do produto supera até os próprios designers! Por isso ainda hoje continuo usando-os. Em cada empresa que vou trabalhar, seja como técnico de sistema de áudio ou como assessor técnico, sempre conto com um ou mais nos racks.

Poderia dizer que dá para perceber uma diferença no som quando se usa Powersoft em comparação com outras marcas?

Diego: Sim, e isso se destaca especialmente no uso de frequências baixas, como infra, sub, low. Depois, respeito às demais vias, é uma potência como todas as outras do seu tipo, com algumas diferenças que a mantêm no topo da qualidade, do nível técnico e do compromisso dos seus designers com a exigência dos grandes engenheiros de firmas renomadas.

Que características destaca como suas preferidas?

Diego: Posso destacar quatro. O amplificador Powersoft é versátil; é o único na sua classe que pode entregar potência até 1,26 ohm (sem queimar); tem ótimas dimensões e peso; e ainda apresenta variadas opções de conectividade.

O que você acha do software Armonía?

Diego: Foi e é uma ferramenta muito boa para mim. Tem me ajudado a criar presets e tem um DSP de excelente qualidade, no mesmo nível dos melhores processadores do mercado.

E qual a sua opinião sobre o ArmoníaPlus?

Diego: O ArmoníaPlus é uma ferramenta de maior nível técnico, em que o compromisso dos seus desenvolvedores é muito bom. Apresenta-se automaticamente quando você dá dois cliques no aplicativo, é rápido e intuitivo para qualquer operador, técnico de equipamento ou engenheiro designer. O programa está continuamente em desenvolvimento com o excelente feedback que existe entre seus desenvolvedores e os técnicos que o utilizam constantemente.

O que você pode dizer sobre o suporte técnico do distribuidor local da Powersoft, Equaphon?

Diego: O distribuidor Equaphon é insuperável se comparado com os outros distribuidores locais. Vou contar um caso que acho que nenhum distribuidor na Argentina superaria.

Diego copiaEm algum momento, o técnico da empresa onde eu trabalhava estava fazendo manutenção e decidiu tirar um dos três fusíveis de entrada presentes nos amplificadores Powersoft K10. A quantidade de três fusíveis é por sua versatilidade em trabalhar em 90 V até 240 V. Depois dessa voltagem, ele se  protege e não se queima.

Estávamos em um evento em que primeiro tocou Ricky Martin e no outro dia tocaria, no mesmo lugar, Red Hot Chili Peppers, com seu reconhecido engenheiro de som e grande amigo Dave Rat, que nessa época era usuário de outra marca de amplificadores.

No teste dos Red Hot, uma hora e meia antes de abrirem as portas do estádio, Dave fez seu teste de carga e balanceou os subs de um lado a outro, fazendo o gerador descompensar e entregar menos voltagem a uma fase. Ao fazê-lo, e devido a que as potências não tinham o total dos seus fusíveis, automaticamente se queimaram todas as outras. Estávamos a pouco mais de uma hora de abrir as portas para o início do festival e não havia subs! Liguei para a Equaphon e em uma hora todos os subs estavam funcionando, graças ao fornecimento imediato de todos os repostos necessários. Acho que já falei tudo: a Equaphon sempre está atenta às minhas ligações, tanto trabalhando para a Bals quanto agora, sendo freelance. Além disso, sempre posso contar com o apoio do técnico da empresa, na pessoa de Lionel Esquivel, para solucionar qualquer tipo de inconveniente. Muito obrigado!

 

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