Luthier e Handmade: notícias e análises | Música & Mercado https://musicaemercado.org/category/luthier-e-handmade/ A música sob o viés do trabalho e negócios Thu, 04 Dec 2025 21:29:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://musicaemercado.org/wp-content/uploads/2026/04/mmlogo-hires-1-80x80.jpg Luthier e Handmade: notícias e análises | Música & Mercado https://musicaemercado.org/category/luthier-e-handmade/ 32 32 Falece Christian Bove, fundador da Christian Bove Custom Hardware https://musicaemercado.org/falece-christian-bove-custom-hardware/ Thu, 04 Dec 2025 21:28:17 +0000 https://musicaemercado.org/?p=249548 Falece Christian Bove, fundador da Christian Bove Custom Hardware

O setor de luteria e fabricação artesanal de instrumentos no Brasil recebeu nesta quinta-feira 04/12 a notícia do falecimento de Christian Bove, criador da marca Christian Bove Custom Hardware, que não resistiu a uma cirurgia de ponte de safena. Reconhecido no mercado por desenvolver peças metálicas para guitarras com fabricação manual e precisão técnica, Bove […]

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Falece Christian Bove, fundador da Christian Bove Custom Hardware

O setor de luteria e fabricação artesanal de instrumentos no Brasil recebeu nesta quinta-feira 04/12 a notícia do falecimento de Christian Bove, criador da marca Christian Bove Custom Hardware, que não resistiu a uma cirurgia de ponte de safena.

Reconhecido no mercado por desenvolver peças metálicas para guitarras com fabricação manual e precisão técnica, Bove consolidou sua empresa como uma referência nacional ao longo de mais de uma década.

A marca, fundada em Curitiba, se destacou pela produção artesanal de pontes, neckplates, control plates e componentes em materiais como aço inox e latão, sempre com foco em estabilidade, durabilidade e resposta sonora — um trabalho que ganhou espaço entre luthiers e guitarristas de diversas regiões do país.

Trajetória e contribuição ao mercado

Segundo reportagens publicadas por Música & Mercado ao longo dos anos, Bove estruturou seu negócio a partir da demanda de músicos e luthiers por hardware nacional de qualidade equivalente ao importado.

Sua produção combinava processos manuais e pequenas séries, permitindo personalização e maior controle sobre acabamento e especificações, algo valorizado por profissionais.

A marca também esteve presente em feiras e eventos especializados, com demonstrações de produtos e diálogo constante com o público de guitarristas, marcando presença inclusive na Music Show e na Conecta+ em São Paulo, onde reforçava sua proposta de aproximar fabricação artesanal e necessidades práticas dos músicos.

Legado

Christian Bove deixa uma contribuição relevante para o segmento de instrumentos no Brasil, especialmente para o mercado independente de luteria e acessórios customizados. Suas peças permanecem instaladas em instrumentos de centenas de músicos, representando um trabalho desenvolvido com rigor técnico e atenção ao detalhe.

Música & Mercado expressa condolências à família, amigos e aos profissionais que acompanharam e utilizaram o trabalho de Christian Bove ao longo dos últimos anos.

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Conecta+ 2025: Seasky Luthieria apresenta curso “Construa seu violão em 6 dias”
 https://musicaemercado.org/conecta-2025-seasky-luthieria-curso/ Mon, 18 Aug 2025 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=238360 Conecta+ 2025: Seasky Luthieria apresenta curso “Construa seu violão em 6 dias”


Marca carioca de luthieria artesanal leva ao evento sua experiência e metodologia para quem quer aprender a construir um violão do zero em 6 dias. A Seasky Luthieria, reconhecida por fabricar violões artesanais de cordas de aço e oferecer cursos de construção de instrumentos, estará presente na Conecta+ Música & Mercado 2025, de 18 a […]

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Conecta+ 2025: Seasky Luthieria apresenta curso “Construa seu violão em 6 dias”


Marca carioca de luthieria artesanal leva ao evento sua experiência e metodologia para quem quer aprender a construir um violão do zero em 6 dias.

A Seasky Luthieria, reconhecida por fabricar violões artesanais de cordas de aço e oferecer cursos de construção de instrumentos, estará presente na Conecta+ Música & Mercado 2025, de 18 a 21 de setembro em São Paulo.

A empresa, com sede em Araruama (RJ), promete mostrar aos visitantes seu curso intensivo “Construa seu violão em 6 dias”, além de apresentar sua estrutura de produção com madeira nobre, e mais detalhes do curso como hospedagem confortável na própria luthieria, alimentação, diploma, além do violão de alto nível pronto após 6 dias de trabalho.

Desde a fundação, a Seasky tem como missão transformar madeira em música e sonhos em realidade. Especializada em construção artesanal, a empresa produz violões feitos manualmente com madeiras selecionadas, com foco em sonoridade, durabilidade e acabamento de alto padrão.

O que vai rolar no estande da Seasky


No evento, os participantes poderão:

  • Conhecer a metodologia do curso “Construa seu violão em 6 dias”, com suporte completo, diploma, hospedagem na própria oficina e alimentação inclusos;
  • Assistir vídeos e fotos com detalhes do curso presencial.
  • Conversar com o mestre luthier Marcéu Miranda, idealizador da marca e responsável por ministrar o curso.

Diferenciais e público-alvo


O curso é voltado para músicos, hobbistas, marceneiros e entusiastas da luthieria, mesmo sem experiência alguma com ferramentas ou conhecimentos prévios de madeira. A Seasky oferece também versões online e mentorias personalizadas. A proposta é permitir que o aluno construa um violão artesanal completo em apenas seis dias, saindo com o instrumento pronto e certificado como luthier iniciante.

Conectar marcas, sonhos e conhecimento


Para a Seasky, a sua primeira participação na Conecta+ representa uma oportunidade de visibilidade e interação com público interessado em inovação musical e formação prática. “Queremos mostrar como nossa metodologia une técnica, paixão e resultado em formato acelerado — e, claro, ampliar parcerias no setor”, afirma o luthier Marcéu.

Visite o estande da Seasky Luthieria na Conecta+ Música & Mercado 2025
. Conheça a metodologia e descubra como construir o seu violão artesanal em 6 dias.

Veja mais no site e no Instagram da empresa, garanta seu ingresso no evento aqui e venha visitar!

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Seu som está estranho? 5 sinais de que sua guitarra pode estar precisando de um luthier https://musicaemercado.org/sinais-guitarra-precisando-luthier/ Mon, 04 Aug 2025 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=235118 Seu som está estranho? 5 sinais de que sua guitarra pode estar precisando de um luthier

Especialistas em instrumentos musicais revelam os detalhes que podem afetar seu som (e seu desempenho). Tocar guitarra é mais do que técnica — é uma conexão entre o músico e o instrumento. Com o tempo, essa relação se desenvolve e evolui, mas um fator continua essencial: o bom estado da guitarra.A verdade é que os […]

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Seu som está estranho? 5 sinais de que sua guitarra pode estar precisando de um luthier

Especialistas em instrumentos musicais revelam os detalhes que podem afetar seu som (e seu desempenho).

Tocar guitarra é mais do que técnica — é uma conexão entre o músico e o instrumento. Com o tempo, essa relação se desenvolve e evolui, mas um fator continua essencial: o bom estado da guitarra.
A verdade é que os sinais de desgaste muitas vezes estão visíveis, mas passam despercebidos por quem não sabe exatamente o que procurar. Um traste gasto, uma tarraxa frouxa ou uma ponte com folga podem parecer detalhes pequenos — mas têm impacto direto na afinação, no timbre e na tocabilidade do instrumento.
A boa notícia? Aprender a identificar esses sinais pode evitar frustração, preservar o som e prolongar a vida útil da sua guitarra.
Por isso, é importante entender por que a manutenção regular faz tanta diferença.

Por que fazer manutenção na guitarra?

Com o tempo, cordas, tarraxas, trastes e até a madeira sofrem desgaste. Sem uma rotina mínima de revisão, o instrumento perde qualidade sonora, desafina com frequência e se torna desconfortável de tocar.

Uma manutenção preventiva ajuda a preservar:

  • O timbre original do instrumento
  • A estabilidade da afinação
  • A tocabilidade (altura das cordas, conforto)
  • A durabilidade de peças e componentes

Quando procurar um luthier?

O luthier é o profissional que cuida da parte estrutural, elétrica e funcional de instrumentos musicais como guitarras, baixos e violões. Ele é quem realiza os ajustes finos que muitas vezes passam despercebidos, mas fazem toda a diferença no som.

Entre os serviços mais comuns estão:

  • Ajuste da ação (altura das cordas)
  • Troca ou limpeza de trastes
  • Regulagem da afinação e da ponte
  • Blindagem elétrica e revisão de captadores
  • Verificação de componentes danificados

Segundo Paulo Torquato, luthier com mais de 20 anos de experiência e fundador da Torky, primeira microfranquia móvel especializada em manutenção de instrumentos musicais, “um instrumento bem ajustado melhora a resposta sonora, evita desgaste precoce e deixa o músico mais seguro ao tocar.”

5 sinais de que sua guitarra pode precisar de manutenção

Mesmo que a guitarra pareça em bom estado visualmente, alguns detalhes mais sutis podem indicar que ela está fora de ponto. Problemas de afinação, perda de timbre ou desconforto ao tocar muitas vezes têm origem em falhas que só ficam evidentes com atenção aos sinais certos.
Abaixo, listamos os principais indicativos de que está na hora de procurar um luthier:

  • Cordas desgastadas ou enferrujadas
Mesmo novas, cordas que parecem “mortas” ou difíceis de afinar indicam desgaste no material — e podem até estar danificando os trastes aos poucos.
  • Tarraxas frouxas
Se a afinação vai embora rápido ou as tarraxas giram demais sem firmeza, algo está fora de ponto. Pode parecer pequeno, mas compromete tudo.
  • Pestana ou rastilho rachado
Rachaduras quase invisíveis nessas peças interferem diretamente na vibração das cordas e afetam a afinação de forma sutil e irritante.
  • Ponte instável ou com folga
A ponte é a base da estabilidade das cordas. Se estiver gasta, desajustada ou “dançando”, sua guitarra vai desafinar mais do que devia — e o som vai perder corpo.
  • Sensibilidade a mudanças de temperatura
O calor, umidade ou frio intenso alteram a madeira e podem empenar, causando desajustes na escala e afinação.

A manutenção faz parte da música

Manter a manutenção em dia é tão importante quanto praticar.
Você não precisa ser um músico profissional para sentir a diferença de um instrumento bem cuidado. Uma regulagem simples feita por um luthier pode transformar a experiência de tocar — deixando o som mais limpo, a pegada mais confortável e a afinação estável por mais tempo.
E muitas vezes, o instrumento dá os sinais antes que o músico perceba.
Seu instrumento está te dando sinais. A pergunta é: você está ouvindo?

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Conecta+: Custom shop, os bastidores dos instrumentos feitos à mão https://musicaemercado.org/conecta-custom-shop-handmade/ Mon, 28 Jul 2025 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=235337 Conecta+: Custom shop, os bastidores dos instrumentos feitos à mão

Por trás de cada instrumento feito à mão há uma história única. Uma combinação de ofício, paciência e paixão que transforma madeira, metal e cordas em peças sonoras irrepetíveis. Em um mundo onde a produção em massa domina, os instrumentos de luthier — também conhecidos como de custom shop — oferecem uma experiência diferente: atenção […]

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Conecta+: Custom shop, os bastidores dos instrumentos feitos à mão

Por trás de cada instrumento feito à mão há uma história única. Uma combinação de ofício, paciência e paixão que transforma madeira, metal e cordas em peças sonoras irrepetíveis.

Em um mundo onde a produção em massa domina, os instrumentos de luthier — também conhecidos como de custom shop — oferecem uma experiência diferente: atenção aos detalhes, materiais selecionados e som personalizado.

Os luthiers trabalham em outro ritmo. Não há linhas de montagem nem processos automatizados. Cada guitarra, baixo, violino ou percussão artesanal passa por um processo quase ritual: desde a escolha da madeira até o ajuste final. O resultado não é apenas um objeto musical, mas uma extensão do artista que o toca.

A construção manual permite adaptar cada instrumento ao gosto e à necessidade do músico. Tamanho do braço, tipo de trastes, forma do corpo, tipo de eletrônica e acabamentos são definidos em conjunto com o cliente. Até mesmo o timbre pode ser ajustado com precisão, por meio de combinações específicas de madeiras e calibrações.

Mas além da técnica, o que distingue um instrumento artesanal é sua identidade. Não existem dois iguais. Cada peça reflete o critério estético e a sensibilidade sonora de quem a fabrica. Por isso, para muitos músicos, ter um instrumento handmade é também uma forma de expressar sua personalidade.

Nesse universo de criação cuidadosa, os luthiers seguem ocupando um lugar central. Alguns com décadas de trajetória, outros mais jovens e experimentais, todos compartilham uma missão: dar vida a instrumentos que transcendam o funcional e se tornem arte.

Quem desejar conhecer mais sobre esse fascinante universo poderá fazê-lo de perto no Conecta+ Música & Mercado 2025, evento que será realizado de 18 a 21 de setembro no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

A feira contará com um espaço especial dedicado ao setor Handmade, onde dezenas de luthiers apresentarão suas criações, técnicas e processos. Uma oportunidade única para ver, tocar e conversar com quem continua apostando na excelência artesanal na música.

Venha conhecer nomes como Bosphorus Cymbals, Pampet, Gin&Co, Rigotti Brasil, Théo Guitars, Escudo DXC, Bori Palhetas, Pedrone, Heag Custom Guitars, Wood, Pragma Guitars, Seasky Luthieria, Ao Mestre Luthier, GDX Audio, Inspirarte, Pinheiro Guitars, S.MARTYN, Arttone STDK Custom, Maples Brasil, Megatton Custom Guitars, Gutti Guitar Picks, AW Custom Parts, Fontanezzi Tools, Studbaker e Atlanti Guitars.

Adquira seu ingresso aqui e descubra tudo pessoalmente!


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Conecta+ 2025: ArttoneSTDK leva luteria artesanal com guitarras exclusivas e identidade própria https://musicaemercado.org/conecta-2025-arttonestdk-luteria-artesanal-guitarras/ Tue, 24 Jun 2025 09:18:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=227455 Conecta+ 2025: ArttoneSTDK leva luteria artesanal com guitarras exclusivas e identidade própria

A história da ArttoneSTDK começou de um encontro improvável entre a música e a numismática — e hoje, transforma madeira, alma e memória em instrumentos com propósito. Fundada por Muca Domingos, luthier com mais de 20 anos de experiência, e Julio, colecionador apaixonado por moedas raras, a marca vai apresentar suas criações autorais na feira […]

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Conecta+ 2025: ArttoneSTDK leva luteria artesanal com guitarras exclusivas e identidade própria

A história da ArttoneSTDK começou de um encontro improvável entre a música e a numismática — e hoje, transforma madeira, alma e memória em instrumentos com propósito.

Fundada por Muca Domingos, luthier com mais de 20 anos de experiência, e Julio, colecionador apaixonado por moedas raras, a marca vai apresentar suas criações autorais na feira Conecta+ Música & Mercado 2025, que acontece de 18 a 21 de setembro, em São Paulo.

O estande da ArttoneSTDK promete ser um dos destaques do evento, com modelos inéditos e peças construídas especialmente para a ocasião. “Não trabalhamos com produção em série. Cada guitarra nasce de uma conversa, uma escuta atenta. É um processo artesanal do início ao fim”, explica Muca.

Entre os modelos em exposição estarão a Super Strato, voltada para versatilidade e potência sonora, e a Les Paul 001, um clássico moderno com alma vintage. Além disso, novos instrumentos com headstocks autorais e acabamentos exclusivos serão revelados com exclusividade na feira.

Segundo o luthier, as guitarras ArttoneSTDK não são apenas instrumentos, mas extensões da identidade de quem toca. A inspiração para a construção de cada peça pode vir de uma moeda antiga, de uma melodia marcante ou da história pessoal de um cliente. “A gente não entrega apenas uma guitarra. Entregamos uma peça feita com tempo, escuta e intenção. Feita pra durar e pra se tornar parte da história de alguém”, afirma Muca.

Um dos exemplos dessa filosofia é a Euphonia, guitarra feita sob encomenda para a artista Flávia Ferro Velho. Inspirada no pássaro de mesmo nome, o instrumento combina design, som e simbolismo em uma única peça, refletindo o compromisso da ArttoneSTDK com a originalidade.

No processo construtivo, madeiras como mogno, freijó, flamed maple e alder são escolhidas por suas características acústicas e visuais. O cuidado com os detalhes, como o headstock exclusivo, é o que garante a identidade única de cada instrumento.

A participação da marca na Conecta+ representa mais do que uma vitrine. “A gente escolheu a feira porque acredita no poder dos encontros. Ali, mostramos não apenas guitarras — mostramos o que nos move”, conclui Muca.

Mais informações sobre a ArttoneSTDK Custom Guitars estarão disponíveis durante a feira e no site oficial da marca. Para conhecer de perto as criações do luthier, basta garantir seu ingresso para a Conecta+ Música & Mercado 2025 através do site oficial do evento.


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Guitarras custom shop e design: modelos originais fabricados no Brasil https://musicaemercado.org/guitarras-custom-shop-design-brasil/ Fri, 01 Sep 2023 12:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=120735 Guitarras custom shop e design: modelos originais fabricados no Brasil

Hoje, vamos falar sobre design de guitarras e apresentaremos alguns modelos desenvolvidos por fabricantes brasileiros.  Obviamente, a influência dos clássicos produzidos nas décadas de 40 e 50 por marcas como Gibson, Fender e outras é tão latente no conceito da guitarra elétrica que é praticamente impossível fugir de algumas características apresentadas por elas – das […]

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Guitarras custom shop e design: modelos originais fabricados no Brasil

Hoje, vamos falar sobre design de guitarras e apresentaremos alguns modelos desenvolvidos por fabricantes brasileiros. 

Obviamente, a influência dos clássicos produzidos nas décadas de 40 e 50 por marcas como Gibson, Fender e outras é tão latente no conceito da guitarra elétrica que é praticamente impossível fugir de algumas características apresentadas por elas – das medidas dos instrumentos aos tipos de captação.

Contudo, é preciso ter em mente que referências são elementos presentes em qualquer atividade artística ou produtiva. Não seria diferente na luthieria, pois o conhecimento adquirido e a inspiração são as molas propulsoras da inovação. Ademais, num mercado em que as réplicas predominam, é preciso tirar o chapéu para quem tenta fazer diferente através de horas de dedicação. 

O post de hoje é apenas o primeiro de uma série que estamos preparando. Portanto, fique ligado em nosso blog, pois em breve apresentaremos mais algumas belíssimas guitarras custom shop concebidas por nossos valorosos profissionais.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa?

Modelo Allegra – Corsell Electric Guitars

“O conceito de design da Corsell Guitars é evidentemente retrô, porém não se limita a buscar inspiração nos modelos clássicos de guitarra nem tão pouco nos carros clássicos das décadas de 50 e 60. Nossa inspiração também vem dos formatos dos rádios vintage evidenciados nas tampas traseiras, armação de óculos nos inlays, equipamento militar nos formatos de headstock, placas, entre outros. As cores também remetem aos clássicos da marca Cadillac, tons metálicos e pastéis sempre estão presentes em nossos exemplares. Na foto, apresentamos o modelo Allegra, que possui corpo longo inspirado nos grandes carros clássicos americanos. Trata-se de uma guitarra cheia de detalhes que imprimem a IDENTIDADE Corsell”, contou Adriel Pagoto, da Corsell Guitars.

Especificações:

  • Corpo: mogno (com 40 anos de corte)
  • Braço: mogno (com 40 anos de corte)
  • Escala: Jacarandá  
  • Comprimento da escala: 25″  
  • Raio: 12
  • Trastes: 22 trastes inox, médio jumbo
  • Ponte: Gotoh ABR-1 N e Tonepros (stoptail)
  • Tarraxas: Kluson Deluxe Níquel
  • Knobs: Gradient Gold Foil
  • Marcação: alumínio e abalone
  • Pestana: Osso
  • Escudo: spoted tortoise 
  • Acabamento: verde musgo nitro
  • Peso: 3,5 Kg

Modelo Gal  – Sina Guitars

“O modelo “Gal” saiu de um estudo para criar uma guitarra que lembra modelos tradicionais, na linha de uma Les Paul, mas com a minha linguagem retro-futurista. Sempre que começo um novo projeto, busco algumas referências visuais (nesse caso, foram modelos da Gretsch, Danelectro e Heatley). A partir deles, começo a combinar características para entender o que me agrada e o que funciona junto. A guitarra incorpora tanto elementos clássicos, como o formato do corpo e a configuração elétrica, e elementos pessoais meus, como o formato da “efe” e do escudo, além alguns de traços que ajudam na ergonomia, como o tummy cut e o formato do salto, que facilita o acesso às últimas casas”, explicou Matheus Mayer, da Sina Guitars.  

Especificações:

  • Corpo: Cedro Rosa (Semi-acústica)ç
  • Braço: Cedro Rosa
  • Escala: Jacarandá Indiano (25″), raio 12”
  • Trastes: Nickel
  • Marcação: Madrepérola
  • Pestana: Osso
  • Acabamento corpo : PU fosco
  • Acabamento braço: Óleo de Tungue
  • Captadores: Custom II-S @ericomalagoli
  • 2 Volumes, 2 Tones, Chave 3 posições
  • Peso: 2,7 Kg

Modelo RR1 HB95 – Reali Guitars 

“A inspiração para a criação do modelo veio de diversas guitarras diferentes, principalmente da Les Paul. Procurei fazer um desenho um pouco mais moderno, porém mantendo um toque vintage, buscando aliar o visual, funcionalidade e ergonomia”, destacou Roberto Reali, da Reali Guitars.

Especificações:

  • Corpo em Cedro selecionado duas peças
  • Braço em Cedro selecionado, peça única radial
  • Perfil “C Medium”
  • Escala em Pau Ferro raio de 12″ 
  • Comprimento escala 24.9”
  • Trastes Jescarmusic
  • Nut em osso legítimo 43mm
  • Tarraxas Gotoh
  • Ponte Gotoh Tune-o-matic/ Stop Tailpiece
  • Roldanas Gotoh Strap Pin 
  • Captadores Customy P95 (N) e PAF 1954 (B)
  • Output Jack Switchcraft
  • Peso real 3,4 kg
  • Case rígido Ams Custom Cases

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Pau-brasil: a música luta pela árvore símbolo do País na Cop19 https://musicaemercado.org/pau-brasil-a-musica-luta-pela-arvore-simbolo-do-pais-na-cop19/ Thu, 10 Nov 2022 12:23:47 +0000 https://musicaemercado.org/?p=93404 pau brasil - arco de violino

Orquestras e músicos de todo planeta se manifestam contra a extração ilegal de pau-brasil e a favor do reflorestamento da espécie para a Cop19 Imagine a seguinte situação: acabou o ferro do mundo, pense no impacto que isto daria. Esse analogia tem a ver com o que está acontecendo com o pau-brasil, árvore símbolo do […]

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pau brasil - arco de violino

Orquestras e músicos de todo planeta se manifestam contra a extração ilegal de pau-brasil e a favor do reflorestamento da espécie para a Cop19

Imagine a seguinte situação: acabou o ferro do mundo, pense no impacto que isto daria. Esse analogia tem a ver com o que está acontecendo com o pau-brasil, árvore símbolo do Brasil e principal componente para arcos de violinos e outros instrumentos clássicos utilizados pelas orquestras e músicos profissionais de todo mundo.

“Os arcos de pau-brasil são ferramentas essenciais e insubstituíveis para todos os músicos profissionais que utilizam instrumentos de cordas”, explica o violoncelista Yo-Yo Ma, músico norte-americano nascido na França, de origem chinesa, considerado um dos melhores violoncelistas da história.

Neste dia 8 de novembro, o portal G1 noticiou que a Polícia Federal e o Ibama fizeram uma mega operação contra grupo que extraía pau-brasil de áreas protegidas. “A estimativa é que o grupo tenha lucrado ilegalmente mais de R$ 370 milhões. As investigações apontaram que o material era comercializado no exterior sem qualquer controle das autoridades brasileiras.”

Para a Associação Nacional da Indústria da Música (ANAFIMA) a operação vai de encontro com a expectativa dos profissionais que trabalham legalmente com a atividade. “A música é a única atividade que refloresta o pau-brasil. A árvore é objeto de investimento em pesquisa e reflorestamento por grupos brasileiros e internacionais. O Ibama tem que diferenciar os profissionais que trabalham legalmente dos contrabandistas de madeira”, explica Daniel Neves, presidente da Anafima.

A música refloresta o pau-brasil

No ano 2000, os fabricantes de arcos se posicionaram sobre isso criando a “Iniciativa Internal para a Conservação do Pau-Brasil” (IPCI – International Pernambuco Conservation Initiative), um esforço voluntário financiado inteiramente por fabricantes de arcos.

Seus esforços levaram ao plantio de mais de 340 mil mudas de pau-brasil em parceria com o governo brasileiro, com pequenos produtores de cacau e com ONGs ambientais brasileiras. À medida que algumas dessas árvores alcançarem a maturidade, elas, juntamente com outras árvores replantadas nas comunidades da Mata Atlântica, que antecedem em muitos anos os esforços do IPCI, estarão adequadas para fabricação e uso no comércio de arcos.

Em 2004, a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG), do Governo do Estado do Espírito Santo, firmou o CONVÊNIO SEAG-ES 007/04, promovendo a integração do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba/Silvicultura (PEDEAG-SILVICULTURA) e o IVB (Instituto Verde Brasil), ONG que coordena o “PROJETO VERDE BRASIL” da Associação Brasileira de Archetários (ABA).

Desta forma uniram-se os esforços dessas instituições, visando promover o plantio de árvores de pau-brasil. Este convênio deu suporte a produção e distribuição de 220.000 mudas da árvore símbolo do país.

O convênio também previu ações no âmbito do fomento e da assistência técnica através do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper e das prefeituras. Previu também o registro de plantios junto ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo – (IDAF), responsável em dar suporte e repassar informações de ordem jurídica em relação à exploração econômica sustentável das árvores plantadas em áreas particulares.

“Ao todo a indústria da música plantou mais de 500 mil mudas de pau-brasil e sendo a principal interessada em salvar a espécie”, enfatiza Neves.

Cop19 e o pau-brasil

O destino da principal ferramenta da música clássica poderá ser mudado na próxima reunião da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Ameaçadas de Extinção (CITES) na Cop19, a ser realizada de 14 a 25 de novembro no Panamá. De um lado, o Ibama busca incluir o pau-brasil no Apêndice I da CITES, com uma Anotação que impõe controles sobre “todas as peças, derivados e produtos acabados, incluindo arcos de instrumentos musicais, exceto instrumentos musicais e respectivas peças que façam parte de orquestras itinerantes e músicos solo portando passaportes musicais de acordo com Res. 16.8.” De outro, as orquestras, luthiers e toda a comunidade nacional e internacional de músicos que buscam esforços para conservar o pau-brasil e uma solução de política alternativa que efetivamente possa dar mais sustentabilidade à espécie, evitando igualmente danos ao setor musical.

Mas na prática, a proposta do Ibama para a Cop19 imporia novos requisitos de autorizações para os músicos viajantes e tornaria praticamente impossível a venda, revenda e reparo de arcos novos e usados em nível global.

O resultado seria catastrófico para a música produzida por instrumentos de cordas, para os músicos, para o ofício histórico da confecção de arcos, para as instituições culturais e artísticas e instituições culturais, e para os vários milhões de ouvintes de música de todo o mundo.

Justamente por opiniões como de Yo-Yo Ma, a comunidade internacional se reuniu numa coalizão internacional formada pelas maiores orquestras, luthiers e diversas associações para garantir que o pau-brasil reflorestado e legalmente extraído seja oficialmente permitido.

Contra a extração de madeira ilegal o setor musical está procurando trabalhar em parceria com as partes integrantes da CITES em busca de uma solução política que possa conservar o pau-brasil, uma espécie da qual o mundo da música é altamente dependente e, ao mesmo tempo, evitar ônus desnecessários para os músicos viajantes, para o comércio global de arcos e para as autoridades gestoras da CITES.

Equipe do IVB no viveiro de produção de mudas do INCAPER

Equipe do IVB no viveiro de produção de mudas do INCAPER

A CITES tem como objetivo conservar espécies e viabilizar o comércio sustentável. Uma listagem no Apêndice I criaria riscos existenciais para a música produzida pelos instrumentos de cordas, para os músicos que dependem dos seus arcos de pau-brasil como ferramentas essenciais do comércio, para uma tradição de mais de 200 anos na fabricação de arcos artesanais, e para a música que eleva o espírito humano – tudo isso sem um benefício proporcional à sustentabilidade da espécie.

A coalizão brasileira e internacional sustentam que uma solução política equilibrada é possível.

As partes interessadas no setor musical apoiam:

  • ajustar o Sinaflor possibilitando o registro dos plantios existentes para fins de exploração sustentável do Pau-brasil a exemplo de outras espécies nativas.
  • a implementação de uma melhor e mais clara política
  • o desenvolvimento de um inventário nacional abrangente sobre o status da espécie
  • a criação de um processo para estabelecer a rastreabilidade para os arcos de pau-brasil brutos e acabados,
  • maior financiamento e parcerias estratégicas para promover a conservação, pesquisas científicas de populações naturais e artificialmente propagadas, bem como o uso sustentável do pau-brasil

Sem garantia de conservação

A possível inclusão do pau-brasil no Anexo I da CITES não garante preservação. De acordo com uma fonte ouvida pela Música & Mercado, principal publicação de negócios da música no País “A exportação de madeira ilegal ocorre nas barbas do Ibama. Basta ver que a China hoje, é o maior fornecedor de arcos de violino com pau-brasil. Como eles tem se não há registros?” Questiona o interlocutor.

“A indústria da música busca equilíbrio e a diferenciação entre os bons e maus deste setor. Por hora, sabemos que a única área que refloresta de fato o pau-brasil é a música”, finaliza Daniel Neves, da Anafima.

Veja também:
✅ Institutoverdebrasil.org
✅ Plant Project | A música que vem das árvores
✅ IPCI – International Pernambuco Conservatory Initiative

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R. Soler Custom Guitars apresenta novo modelo de guitarra https://musicaemercado.org/r-soler-custom-guitars-apresenta-novo-modelo-de-guitarra/ Wed, 29 Sep 2021 14:29:38 +0000 https://musicaemercado.org/?p=84648 R. Soler Custom Guitars apresenta novo modelo de guitarra

A R. Soler Custom Guitars acaba de apresentar sua mais recente guitarra: a R.Soler 013. Conheça mais a seguir. A guitarra R.Soler 013 é feita totalmente com madeiras nobres brasileiras.  Ela tem o corpo em duas peças de Freijó, braço em Tauari com o tradicional shape soft “V”, escala em Jacarandá da Bahia bicolor (que […]

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R. Soler Custom Guitars apresenta novo modelo de guitarra

A R. Soler Custom Guitars acaba de apresentar sua mais recente guitarra: a R.Soler 013. Conheça mais a seguir.

A guitarra R.Soler 013 é feita totalmente com madeiras nobres brasileiras. 

Ela tem o corpo em duas peças de Freijó, braço em Tauari com o tradicional shape soft “V”, escala em Jacarandá da Bahia bicolor (que já é tradicional nos instrumentos da empresa e se tornou sua marca registrada) com 12″ de raio. O filete traseiro é em Pau Brasil. 

Ela tem ponte Fender, tarraxas Guyker com trava, set de captadores Fender Fat 60’s, elétrica CTS/Fender, trastes Jescar jumbo em inox, tensor Stewmac Spocke weel, nut artesanal em osso, e marcação em abalone.

A junção do braço com o corpo é feita por meio de quatro parafusos M5 com buchas em inox, ferrule Guyker em inox. 

“Essa guitarra é muito especial para mim pois a fiz para um grande amigo e cliente,” comentou Rafael Soler. “O Otavio foi o primeiro músico a testar a primeira guitarra que fiz e hoje poder entregar a ele uma guitarra feita especialmente para ele com todas as características que ele sempre sonhou é muito gratificante. Agradeço de coração todo o apoio, incentivo e carinho que você sempre teve com a minha arte.”

Mais informações no (18) 99702-2986.

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Entrevista com o luthier Vagner Benevenutti da Venutti Guitars https://musicaemercado.org/entrevista-com-o-luthier-vagner-benevenutti-da-venutti-guitars/ Wed, 15 Sep 2021 12:11:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=84329 Entrevista com o luthier Vagner Benevenutti da Venutti Guitars

Localizada em Camboriú, Santa Catarina, a Venutti Guitars vem se destacando no mercado brasileiro de violões custom shop, apresentando instrumentos com acabamento impecável, sonoridade única e tocabilidade confortável. Tudo é feito de maneira artesanal pelo luthier Vagner Benevenutti.  Os violões fabricados pela empresa conquistaram os ouvidos atentos de músicos como Vitor Kley, Fábio Lima, Victor […]

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Entrevista com o luthier Vagner Benevenutti da Venutti Guitars

Localizada em Camboriú, Santa Catarina, a Venutti Guitars vem se destacando no mercado brasileiro de violões custom shop, apresentando instrumentos com acabamento impecável, sonoridade única e tocabilidade confortável. Tudo é feito de maneira artesanal pelo luthier Vagner Benevenutti. 

Os violões fabricados pela empresa conquistaram os ouvidos atentos de músicos como Vitor Kley, Fábio Lima, Victor Pradella, dentre outros.

Conversamos com o luthier Benevenutti para conhecer melhor o trabalho desenvolvido por ele. No decorrer da entrevista ele contou sobre o surgimento de sua paixão pela luthieria, os caminhos que percorreu para se profissionalizar, madeiras, dificuldades presentes no cotidiano profissional e muito mais.

Quando surgiu sua paixão pela luthieria?

Por volta de 2010, quando eu tentei executar meu primeiro corpo de guitarra. Eu tinha uma guitarra com o acesso ruim nas casas mais agudas, então decidi fazer um corpo novo para solucionar esse problema. Ele foi feito em marupá. Ficou bom, mas fiz com ferramentas mais rudimentares (furadeira, serra tico-tico e um formão antigo que era do meu avô). Em razão disso, gastei quase duas semanas de trabalho. Tenho esse corpo guardado até hoje e me orgulho do trabalho que fiz.

Mais tarde fui conhecendo outras ferramentas, principalmente a tupia, que facilita muito na abertura das cavidades. 

Ainda não era luthier nessa época, trabalhava como professor de guitarra e violão. Com o tempo, decidi trabalhar apenas com a luthieria. É uma satisfação muito grande.

Você chegou a fazer algum curso específico para se aperfeiçoar ou aprendeu o ofício sozinho?

Aprendi sozinho a construir guitarras e violões. A ideia para fazer um violão surgiu porque queria fazer algumas experimentações, pois para sentir o som, não é preciso tantos acessórios, bastam as cordas puramente. Minha ideia era construir uma caixa, encaixar um braço, posicionar o cavalete, conseguir a afinação e pronto! Foi só um desafio que criei para mim, para você ter ideia, não tinha nem molde. Para falar a verdade, foi uma loucura!

Entretanto, no decorrer do tempo, comecei a analisar imagens que encontrava através de bastante pesquisa na internet. Obviamente, hoje é tudo muito mais fácil. Fazer as coisas intuitivamente estava sendo empolgante, até que comecei a achar projetos que ofereciam mais precisão em razão de aplicarem medidas utilizadas em instrumentos consagrados. 

Com o tempo, foram surgindo muitas dúvidas que eu não encontrava respostas facilmente. Foi quando em 2016 surgiu a oportunidade de participar do SP Guitar Show, evento em que tive a oportunidade de conhecer grandes mestres como o Robert O’Brien. Ele respondeu tudo e mais um pouco. Nessa época já tinha construído pelo menos uns dez violões, alguns ainda tenho oportunidade de vê-los, e como soam bem! Fico feliz.

Quais foram suas influências na profissão? Você admira algum luthier ou alguma marca específica? 

O primeiro trabalho de luthier que vi foi do luthier Castellis, que trabalha em Curitiba. À época, nem imaginava que seria um luthier, falando dele, tive o prazer de conhecê-lo ano passado. Poucos anos depois, quando já estava desenvolvendo algum projetos de guitarras para mim e cursando o conservatório da cidade de Itajaí, ainda sem nenhuma  pretensão de ser luthier (apenas hobby mesmo), pude conferir o trabalho sensacional do Lineu Bravo, que também tive o prazer de conhecer pessoalmente em 2019. Eles foram referências visuais importantes que sempre me fizeram, desde o início, levar muito a sério a luthieria.

Além de fabricar violões, você também fabrica instrumentos de corpo sólido?

Desde 2015 optei por fazer somente violões.

Em linhas gerais, quais são as principais características de um bom violão?

Precisa ser bem construído. Tudo começa pelo inteiror, falo de encaixes perfeitos, shape do braço, filetes bem encaixados, emendas, verniz bem aplicado (de preferência extrafino)… Afinação é um aspecto importantíssimo. São muitos detalhes, pois além da estética, o violão precisa soar bem, leve, com projeção e equilíbrio, um violão que respeite a sensibilidade do artista em suas interpretações. Além disso, uma boa regulagem também é fundamental, pois o instrumento precisa ser confortável para o artista desenvolver suas técnicas. Um instrumento impecável visualmente, mas com tocabilidade ruim, não causa uma boa impressão.

Falando sobre madeiras, quais são as que você mais gosta de utilizar em seus projetos?

Basicamente utilizo as mais conhecidas, como os jacarandás, o mogno, a imbuia, as sitkas, os abetos e o ébano. No início, cheguei a usar outras espécies, como a muiracatiara (conhecida também como guaribu-preto), o roxinho e o pinho- araucária. Tenho alguns kits guardados ainda, porém como no Brasil não se tem uma cultura forte de extrair madeira pensando na confecção de instrumentos, que esteja com o corte radial, por exemplo, fica difícil de repor os estoques.

Em se tratando de instrumentos acústicos, a maioria das madeiras que são utilizadas na confecção do tampo são de origem europeia ou da América do Norte (Canadá e EUA). Existem madeiras brasileiras que também podem ser utilizadas para esse fim sem comprometer a qualidade do instrumento?

Olha, não sou preconceituoso com madeiras. Por exemplo, já usei pinheiro araucária no tampo. Cedro-rosa também. Todos os meus clientes estão satisfeitos tanto pela originalidade quanto pela identidade sonora brasileira no tampo. O mogno é uma madeira mais densa e é bem comum, porém se você for comparar a qualidade sonora, cada uma tem sua identidade. Além disso, cada cliente busca um perfil no instrumento. Não acredito que comprometa a qualidade, mas é óbvio que as coníferas têm características especiais por serem leves e também em virtude da resistência mecânica que apresentam, possibilitando maior desempenho na projeção, mas muitos confundem que, por exemplo, apenas usando essas espécies você terá um bom violão. Existe todo um contexto na execução de um tampo para se ter resultados positivos, não é apenas a madeira.

Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelo luthier no Brasil?

Acho que existe um processo de amadurecimento e um tempo certo para tudo. As dificuldades estão presentes em todos os lugares, então nunca gastei minhas energias pensando nelas. É preciso ser decidido, caso contrário você não vai para frente. No meu caso, por exemplo, não tive dificuldades em adquirir ferramentas. Já os profissionais que estão no mercado há 20 ou 30 anos, eles tiveram um caminho mais difícil, tiveram que improvisar para resolver muitos problemas. Felizmente, hoje temos fabricantes nacionais de ferramentas específicas para luthieria. Entretanto, espero que surjam mais fornecedores de madeiras, tarraxas etc. Tenho certeza que isso um dia irá acontecer.

Alguma novidade no horizonte da Venutti Guitars para esta segunda metade de 2021?

Finalizar as encomendas. Se Deus quiser, torço para que o mercado continue bom para mim e para os meus colegas de trabalho. Gosto muito do que faço e sou muito feliz.

Maiores informações no site, Instagram e Facebook da Venutti Guitars.

Clássico Torres

Grand Auditorium

Grand Concert

J200

OM

Orchestra

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Conheça a Siodoni Luthieria e seu trabalho com os instrumentos de corda https://musicaemercado.org/conheca-a-siodoni-luthieria-e-seu-trabalho-com-os-instrumentos-de-corda/ Mon, 09 Aug 2021 11:28:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=83905 Conheça a Siodoni Luthieria e seu trabalho com os instrumentos de corda

Localizada no município de Serrana/SP, a Siodoni Luthieria foi fundada em 2015 pelos amigos Flávio Siodoni e Mateus Manduca e oferece ao público serviços de manutenção, reparo, customização e construção de instrumentos musicais de cordas (guitarras, contrabaixos, cigar boxes, shovel guitars e outros). Todos os serviços são realizados com muita dedicação e carinho. Além disso, […]

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Conheça a Siodoni Luthieria e seu trabalho com os instrumentos de corda

Localizada no município de Serrana/SP, a Siodoni Luthieria foi fundada em 2015 pelos amigos Flávio Siodoni e Mateus Manduca e oferece ao público serviços de manutenção, reparo, customização e construção de instrumentos musicais de cordas (guitarras, contrabaixos, cigar boxes, shovel guitars e outros).

Todos os serviços são realizados com muita dedicação e carinho. Além disso, a Siodoni Luthieria preza pela sustentabilidade, empregando em suas fabricações madeiras cuidadosamente selecionadas provenientes de demolição ou de móveis antigos. Tudo é feito de maneira artesanal na própria oficina da dupla.

Para conhecer melhor a empresa e os serviços por ela disponibilizados, conversamos com o Flávio e o Mateus. Eles nos contaram um pouco sobre o surgimento da empresa, madeiras brasileiras que gostam de utilizar, novidades que serão lançadas ainda este ano e muito mais.

Guiparra

Você poderia nos contar sobre o surgimento da Siodoni Luthieria? 

Flávio: A Siodoni surgiu oficialmente em 2015, após a fabricação da nossa primeira cigar box, a Creuza. Antes disso eu atendia somente regulagens e manutenções, mas sem me “formalizar” como luthier. Entretanto, começaram a aparecer mais projetos, daí eu tive a ideia de convidar o Mateus para se juntar à Siodoni. Começamos a atender amigos próximos, amigos de amigos e a coisa foi tomando forma e crescendo a cada ano.

Atualmente quais são os serviços oferecidos pela empresa? 

Mateus: Atualmente oferecemos serviços de manutenção, regulagem, restauração e pintura. Também fabricamos instrumentos sob encomenda.

Além do apuro técnico e da qualidade da matéria-prima empregada, existe algum segredo para se fazer um instrumento musical de qualidade? 

Mateus: Muita paciência, pois quando se trabalha com instrumentos handmade, que é nosso caso, nem sempre as coisas saem como o planejado, então é preciso ter calma pra contornar certos “contratempos”, por assim dizer. Mas também é muito importante estar envolvido emocionalmente com o projeto, isso é fundamental para que você consiga entregar o seu melhor, sempre.

Muitos instrumentos que levam a assinatura da empresa utilizam madeiras brasileiras em sua composição. Vocês poderiam nos contar com quais delas vocês mais gostam de trabalhar? 

Mateus: Desde que esteja estável, eu não me importo de usar nenhuma, mas eu posso destacar algumas que eu tenho preferência: imbuia e roxinho para escala; freijó e cedro para braço e marupá para o corpo.

Dentre as madeiras utilizadas por vocês, o emprego do freijó na confecção de alguns braços me chamou a atenção, já que geralmente ele é mais utilizado na construção de corpos. Existiu algum motivo específico para essa opção? Ele fica bem estável quando utilizado para esse fim? 

Mateus: O freijó é uma madeira fantástica para esse fim. Desde que o corte esteja favorável (radial), não vemos impedimento. Além disso, é uma madeira que, depois de envernizada, fica com um brilho dourado que gostamos bastante. Ela é fácil de ser esculpida, o que é muito interessante quando se pensa em fazer o shape de um braço “na unha” como a gente faz aqui.

Quais foram os projetos que vocês mais gostaram de fazer até agora? 

Flávio: Sempre o próximo projeto é o mais legal. É difícil escolher, todos são projetos únicos, e quando construímos, fazemos como se fossem para nós. Mas dos projetos que já fizemos, os que mais gostei de fazer foram a guitarra de 08 cordas, a TeLesPaul, o baixo Musicmaster e a Ravenna.

Já passamos da metade de 2021. Alguma novidade no horizonte ainda para este ano? 

Flávio: Para 2021 devemos entregar nosso primeiro modelo autoral, a Ravenna. Esse modelo foi projetado em conjunto com o Tostoi e deve ficar pronto já nos próximos meses. Teremos também alguns instrumentos à pronta entrega ainda esse ano. Serão uma Telecaster com escala fanned, uma Jazzmaster feita somente com madeiras brasileiras e um baixo Jazzmaster de escala curta. E se der tempo, mais uma guitarra de 08 cordas.

Maiores informações no site, Facebook, Instagram e YouTube da Siodoni Luthieria.

*Autor: Álvaro Silva (ahfsilva@gmail.com). Fotos: José Renato Slompo

8 cordas

TeLesPaul

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Departamento de luthieria da RedBurn Guitars nas mãos de Luciano de Sá https://musicaemercado.org/luthieria-redburn-guitars-luciano-de-sa/ Thu, 08 Jul 2021 12:26:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=83582 Departamento de luthieria da RedBurn Guitars nas mãos de Luciano de Sá

Com extrema atenção aos detalhes, a RedBurn Guitars conta com o serviço de luthieria do especialista Luciano de Sá para garantir que cada instrumento seja disponibilizado em perfeitas condições. Luciano de Sá começou sua carreira no mercado como músico e baixista. “Como músico, tive a oportunidade de acompanhar grandes artistas de renome nacional, viajar por […]

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Departamento de luthieria da RedBurn Guitars nas mãos de Luciano de Sá

Com extrema atenção aos detalhes, a RedBurn Guitars conta com o serviço de luthieria do especialista Luciano de Sá para garantir que cada instrumento seja disponibilizado em perfeitas condições.

Luciano de Sá começou sua carreira no mercado como músico e baixista. “Como músico, tive a oportunidade de acompanhar grandes artistas de renome nacional, viajar por todo o Brasil e conhecer alguns países. Na estrada, deparamos com várias situações em que os instrumentos sofrem com transporte e temperatura. Buscando soluções para esses imprevistos, fui conhecendo melhor o instrumento, sua construção e mecânica”, contou Luciano.

Durante o aprendizado musical, ele descobriu que a sonoridade lhe agradava mais do que a agilidade. “Passei a procurar emitir um som mais limpo e definido em vez de tocar ‘mil notas por segundo’. Fui me aprofundando e entendendo a construção do instrumento a fim de me atender como músico, como era gerado o timbre de cada modelo, as madeiras utilizadas e suas características. Logo fui me apaixonando pela arte da luthieria”, relembra. “Aos poucos já fazia a manutenção em meus instrumentos e nos de músicos amigos, até que um dia um colega me falou: ‘Meu baixo caiu e rachou no meio! Preciso colar e já quero tirar a tinta e deixar na madeira. Você faz isso?’ Enfim, recebi assim a minha primeira cobaia! (risos) Fui estudando, pesquisando e traduzindo livros de outros idiomas. Infelizmente a literatura a respeito de luthieria é escassa, assim como cursos profissionalizantes. Hoje trabalho como músico, luthier e penso em me qualificar melhor para, quem sabe no futuro, criar cursos profissionalizantes na área de luthieria.”

Trabalho com a RedBurn Guitars

Em maio de 2018, Luciano recebeu o convite de Leandro Meira (CEO da RedBurn) para fazer um trabalho muito interessante na empresa. “Os violões RedBurn têm um nível alto de construção e são fabricados com materiais de altíssima qualidade. Porém, existia um desejo da marca em oferecer algo a mais, um diferencial que seria justamente a revisão manual de cada instrumento envolvendo ajustes, entonação e testes de todos os componentes feitos por um luthier antes de serem encaminhados para os lojistas ou até mesmo para o consumidor final, no caso de vendas pelo site oficial da RedBurn”, explica Luciano. 

“Grandes marcas de instrumentos ganharam destaque mundial por conta de um controle de qualidade rigoroso. A RedBurn criou uma linha de instrumentos que utiliza madeiras nobres, eletrônicos e acessórios de alta qualidade, gerando assim violões com uma sonoridade forte, tocabilidade excelente e muita personalidade. Tudo isso, aliado ao trabalho de luthieria feito no Brasil, torna o produto muito confiável. O objetivo é que os violões RedBurn cheguem às lojas regulados e com sonoridade impecável”, detalhou, diretamente de sua oficina em Campo Grande (MS).

Qualidade em destaque

Da perspectiva de um luthier, o ponto forte dos instrumentos da RedBurn é a qualidade, seja nos materiais utilizados na construção, seja no controle de qualidade feito no Brasil, segundo Luciano. “No período em que trabalhamos com a RedBurn, sugerimos inúmeras modificações, como capotraste e rastilho em osso, reforço longitudinal no braço, até coisas mais simples, como instalação de roldanas para correia, que já vem de fábrica. Tudo isso mostra a dedicação da RedBurn em entregar um produto premium. Não podemos esquecer o serviço de pós-venda, que atende prontamente qualquer observação ou dúvida que o cliente possa vir a ter a respeito do produto adquirido.”

A Redburn possui uma linha completa de violões, que vão de peças para iniciantes até modelos profissionais para palco e estúdio. Cada combinação de madeiras gera uma sonoridade única que agrada a todo tipo de ouvido. “O timbre é muito pessoal. Na hora de escolher um modelo, o ideal é assistir a reviews que a própria RedBurn disponibiliza em suas redes sociais e, se possível, ir a uma loja parceira para testar o instrumento e assim escolher a configuração que mais lhe agrada”, agregou.

A seguir, Luciano conta mais detalhes sobre seu trabalho em luthieria.

Entrevista: Luciano de Sá

M&M: Geralmente os instrumentos que vêm de fora podem sofrer com as mudanças de temperatura. Esse é um problema frequente? Como é solucionado?

Produtos transportados em contêineres sofrem ação da temperatura, às vezes até impactos e trepidações que podem alterar a mecânica do braço. Uma vistoria rigorosa feita individualmente em cada violão, bem como testes e regulagens, asseguram que o consumidor final irá receber um produto 100% garantido.

M&M: No seu trabalho com a RedBurn, houve clientes que pediram para mudar alguma parte do instrumento?

Tenho como lema: “O instrumento deve se adequar ao músico, e não o músico ao instrumento”. Os violões RedBurn vão regulados em uma medida padrão, entregues com entonação e mecânica ajustados. Porém, existem músicos que tocam mais forte, com mais pegada, e esses precisam usar cordas de maior calibre e ajustar seus instrumentos para essa forma de tocar. Outros tocam mais leve e primam pelo conforto — esses podem utilizar calibres menores e cordas mais baixas. Esse serviço é indispensável para quem procura alta performance no instrumento e deve ser feito por um profissional de sua confiança. 

M&M: Poderia explicar o passo a passo do serviço que você realiza nos violões RedBurn?

Nossa revisão inicia com uma vistoria estética: verificamos possíveis riscos, batidas ou manchas no instrumento. O segundo passo consiste no aperto e na lubrificação de tarraxas, em seguida polimento dos trastes e hidratação de escala. Assim iniciamos a regulagem de altura de cordas e entonação do instrumento para finalizarmos com o teste da parte elétrica. Após todos esses itens serem verificados, o instrumento recebe um selo de vistoria e fica disponível para o envio.

M&M: Que dicas você daria para os músicos cuidarem dos seus instrumentos do melhor jeito possível?

Diria que a melhor forma de armazenamento do instrumento é em case rígido. Evitar expor o instrumento a altas temperaturas, como em porta-malas de carros, também é importante. Uma dica interessante é ter sempre uma flanela, de preferência de microfibra, para limpeza das cordas. Os maiores inimigos delas são suor e gordura das mãos. Após o estudo ou tocada, se o músico limpar corretamente as cordas, elas terão sua vida útil dobrada.

É importante ter itens de limpeza, como flanela de microfibra e produtos específicos para a manutenção do corpo e da escala, que são encontrados no mercado. Músicos profissionais revisam seus instrumentos a cada troca de cordas. Essa revisão é feita por luthier qualificado, que executa procedimentos preventivos a fim de hidratar e checar itens de desgaste. Uma manutenção preventiva feita por um profissional de luthieria aumenta a vida útil do instrumento e garante que sua mecânica e sonoridade estejam sempre impecáveis.

M&M: O que você prefere: cutaway ou half-cutaway?

Para responder a essa pergunta precisamos falar sobre como é gerado o som dentro do violão. Na parte próxima ao cavalete temos a definição do timbre, lá está o leque harmônico que gera a personalidade do timbre e a clareza dos agudos. Nas curvas frontais perto da junção do bojo com o braço são gerados os graves. Quando utilizamos um cutaway tradicional, perdemos 40% dos graves em relação a um instrumento sem cutaway. Com o half-cutaway essa perda se reduz para 10%. Ou seja, temos acesso facilitado às notas agudas do fim da escala sem perder a sonoridade encorpada, obtendo assim equilíbrio entre graves e agudos.

M&M: Solid top ou tampo normal?

A RedBurn produz violões com dupla camada de laminação (interna e externa) aplicada na lateral, fundo e tampo. Isso, aliado a um acabamento fosco, gera uma sonoridade forte e definida. Em fevereiro de 2021 lançamos dois modelos com tampo maciço. A madeira sólida no tampo permite uma sonoridade mais rica em harmônicos, definição e ataque de nota. Esses modelos vêm para aumentar uma gama de instrumentos que atende do iniciante ao músico profissional. Respectivamente, RB MHG e RB A10 entram no topo da linha RedBurn para atender ouvidos mais exigentes.

M&M: Fora da RedBurn, você também oferece serviço para músicos, certo? 

Em 2007 eu tocava profissionalmente e tinha a luthieria como um hobby. Quando decidi sair da estrada, onde eu acompanhava a dupla João Bosco e Vinícius, optei por me consolidar como luthier, montando minha oficina e criando a Luthiano Luthieria. Atendemos músicos profissionais e amadores há 14 anos com manutenção, reforma e fabricação de instrumentos de cordas. No início me dediquei exclusivamente à luthieria, mas assim que pude voltei a tocar com artistas com agendas menos intensas. Assim posso tocar sem prejudicar a demanda da luthieria. Até hoje estou misturando música e artesanato, mesclando experiências como “médico e paciente” para ser um profissional melhor.

Mais informações no site da RedBurn ou no Instagram do Luthiano Luthier.

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Bate-papo com Adriano Ribeiro Ramos, da RDC Guitars https://musicaemercado.org/bate-papo-com-adriano-ribeiro-ramos-da-rdc-guitars/ Wed, 23 Jun 2021 11:57:16 +0000 https://musicaemercado.org/?p=81617 Bate-papo com Adriano Ribeiro Ramos, da RDC Guitars

Empresa mineira comercializa corpos e braços de guitarras e contrabaixos usinados em CNC. Conheça mais sobre a RDC Guitars a seguir. Surgida há pouco mais de uma década, a RDC Guitars foi criada pelo empresário mineiro Adriano Ribeiro Ramos, que vislumbrou a possibilidade de unir seus conhecimentos técnicos em design industrial com a paixão de […]

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Bate-papo com Adriano Ribeiro Ramos, da RDC Guitars

Empresa mineira comercializa corpos e braços de guitarras e contrabaixos usinados em CNC. Conheça mais sobre a RDC Guitars a seguir.

Surgida há pouco mais de uma década, a RDC Guitars foi criada pelo empresário mineiro Adriano Ribeiro Ramos, que vislumbrou a possibilidade de unir seus conhecimentos técnicos em design industrial com a paixão de fabricar instrumentos musicais. Inicialmente, começou fazendo alguns trabalhos para amigos utilizando uma máquina CNC que adquiriu para outros fins, mas logo percebeu que a qualidade dos produtos fabricados poderia atender as demandas de profissionais e hobistas que pretendem se aventurar construindo o próprio instrumento.

Todos os produtos são fabricados com madeiras criteriosamente selecionadas e precisão milimétrica na usinagem das peças. 

Ao longo do entrevista ele contou maiores detalhes sobre o surgimento da empresa, falou sobre os produtos comercializados, algumas questões sobre seleção e utilização de madeiras e muitos outros assuntos.

Como e quando surgiu a ideia de montar a RDC Guitars?

A RDC Guitars começou em 2010 quando adquiri uma CNC Router. Ela estava um pouco ociosa, e como eu já tinha fabricado alguns instrumentos musicais desde os anos oitenta junto com os amigos Othon Arruda e Leonardo Beggiatto, a ideia de começar a fabricá-los novamente surgiu. Além disso, um outro amigo apareceu aqui na oficina e me pediu para tentar fazer um corpo modelo Fender Jazz Bass utilizando a máquina. 

Como sou formado em design industrial, não foi difícil encontrar as plantas adequadas na internet e adaptá-las aos cortes vetoriais necessários para a usinagem em CNC Router. O resultado ficou bom, daí então comecei a usinar outros modelos de guitarras e contrabaixos e a vendê-los para outros amigos e clientes que apareceram através de anúncios que veiculei no Mercado Livre. 

Foi através desses anúncios que conheci o cliente Paulo May, do blog Louco Por Guitarra. Ele encomendou um corpo, gostou do resultado e realizou uma postagem a respeito do produto no blog. A partir de então os pedidos aumentaram e montei a RDC, dedicando metade das atividades da minha empresa para a fabricação de corpos e braços de guitarras e contrabaixos, isso porque tenho uma outra empresa em que fabrica algumas peças de design, móveis e outros objetos utilizando a CNC.

Quais são os produtos oferecidos pela empresa?

Basicamente são apenas corpos e braços de guitarras e baixos. Grande parte são réplicas de modelos Fender, Gibson, Ibanez, Jackson etc.

Atualmente como é composta a clientela da empresa?

Atualmente a minha clientela está bem dividida. Metade são luthiers e a outra metade são hobistas.

Você também comercializa instrumentos finalizados?

Não. Apenas corpos e braços sem acabamento. Algumas fotos de instrumentos finalizados postadas em minhas redes sociais são fotos enviadas por clientes ou de instrumentos que faço para mim. 

Muitos me perguntam por que não envio o corpo já com a pintura final. O motivo é que o instrumento necessita fazer uma pré-montagem antes da pintura para verificar se todas as peças estão adequadas com o restante do instrumento. Caso ocorra alguma inadequação de alguma peça, não vai ser nada agradável ter que retocar a pintura já finalizada.

Além dos modelos de guitarra e baixo consagrados no mercado (telecaster, les paul, stratocaster etc.), a empresa atende a pedidos completamente customizados? Dá pra fazer um projeto do zero se for tecnicamente viável?

Sim. É possível fazer um projeto customizado do zero, mas como você mencionou, desde que ele seja tecnicamente viável. Por exemplo, já apareceram clientes apenas com ideias na cabeça, sem nada previamente projetado. Em casos assim, o ideal é que o cliente já traga o desenho vetorizado pronto para usinagem, pois caso contrário, precisarei interpretar o que ele deseja e fazer todo o planejamento técnico, o que encarecerá o projeto. 

Quais são os diferenciais dos produtos RDC Guitars?

Nossos diferencial é atender ao cliente da maneira mais rápida possível, utilizando madeiras secas rigorosamente selecionadas. Infelizmente, devido à pandemia, nossos prazos aumentaram bastante em virtude da falta de materiais, funcionários doentes e regras de restrição de funcionamento do negócio. Entretanto, tento agilizar o processo deixando várias peças que possuem bastante saída prontas, é o caso dos kits para stratocaster e telecaster.

Nossos produtos também têm garantia. Como vendemos para todo Brasil e esporadicamente para fora do país, se o cliente não ficar satisfeito com o produto recebido ou ele apresentar alguma falha, basta entrar em contato conosco que fabricaremos outra peça ou devolveremos o dinheiro.

Em seus produtos você utiliza uma várias espécies de madeiras brasileiras diferentes, algumas delas pouco conhecidas do grande público. Com quais delas você mais gosta de trabalhar? Elas são difíceis de serem encontradas?

Sim. Infelizmente aqui no Brasil são pouquíssimas as empresas especializadas em seleção de madeiras nacionais para luthieria, o nosso trabalho acaba virando um garimpo em madeireiras e em empresas que comercializam madeiras de demolição. As madeiras que mais gosto de trabalhar são o cedro-rosa, freijó, marupá, mogno-brasileiro e o nosso jacarandá (brazilian rosewood).

Quais são os cuidados básicos ou essenciais durante o processo de escolha das madeiras que serão utilizadas na fabricação dos instrumentos?

Boa pergunta. Você pode fabricar um instrumento com praticamente quase todo tipo de madeira, mas não quer dizer que todo pedaço de madeira serve para fabricar um instrumento. Você precisa aprender a verificar os sentidos dos veios, escolher a parte mais nobre ou resistente da madeira para evitar empenos e torções, além de verificar se a madeira está devidamente seca (existem aparelhos para medir a humidade da madeira). Uma observação: uma madeira bastante seca não quer dizer que ela não vá empenar, ela pode ter cinquenta anos de corte, mas se o corte for mal feito ela pode empenar do mesmo jeito.

Existe muita polêmica a respeito da influência da madeira no timbre de instrumentos de corpo sólido. O que você pensa a respeito do assunto?

Realmente existe muita polêmica envolvida sobre esse assunto, inclusive, há poucos dias estava batendo um papo com o Paulo May (Blog Louco por Guitarra), a respeito da questão. 

Percebo que o maior problema são as diferenças de densidades ocorridas em uma mesma espécie de madeira, o tempo de corte e a região de onde ela veio. Já percebi diferenças em peças provenientes do mesmo tronco. 

A respeito de alguns outros detalhes que as pessoas mencionam, como a questão do corpo possuir emendas, não vejo diferenças sonoras entre corpo com emenda ou sem emenda. O que percebo é uma questão mais de estética.

Acredito que essa relação do timbre das guitarras com relação às madeiras faz mais diferença quando se usa captadores de baixo ganho. No caso de captadores de alto ganho ou ativos, não faz muita diferença ou nenhuma na minha opinião.

Qual foi o trabalho mais difícil de fazer até hoje?

Não digo mais difíceis, mas alguns modelos demandam mais horas de trabalho. É o caso dos instrumentos acústicos, semiacústicos (335, por exemplo) e alguns modelos de violões com corpos de guitarra que construí apenas como experiência (não pretendo comercializá-los por enquanto).

Alguma novidade programada para este ano?

Por enquanto está muito difícil apresentar novidades por causa das indefinições causadas pela pandemia, mas o meu objetivo é conseguir deixar o maior número de peças em pronta entrega no meu site (http://www.rdcguitars.com.br)

Maiores informações no site, Facebook, Instagram e YouTube da RDC Guitars.

*Autor: Álvaro Silva é apaixonado por música, guitarra e luteria. Graduando em Marketing pela PUC Minas. Criador do blog Guitarras Made In BraSil e do site Rotasongs.

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Conheça a história do luthier Rodrigo Gomes, da RGomes Brazilian Archto https://musicaemercado.org/conheca-a-historia-do-luthier-rodrigo-gomes-da-rgomes-brazilian-archto/ Thu, 29 Apr 2021 12:28:30 +0000 https://musicaemercado.org/?p=80707 Conheça a história do luthier Rodrigo Gomes, da RGomes Brazilian Archto

Rodrigo Gomes é luthier e proprietário da RGomes Brazilian Archtop. Como o nome da empresa já diz, o profissional é especializado na construção de guitarras modelo archtop, muito comuns no universo do jazz e da bossa nova.  Todavia, sua produção abrange outros modelos de guitarras, incluindo também contrabaixos, violões, cavaquinhos e ukuleles além de restaurações em […]

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Conheça a história do luthier Rodrigo Gomes, da RGomes Brazilian Archto

Rodrigo Gomes é luthier e proprietário da RGomes Brazilian Archtop. Como o nome da empresa já diz, o profissional é especializado na construção de guitarras modelo archtop, muito comuns no universo do jazz e da bossa nova. 

Todavia, sua produção abrange outros modelos de guitarras, incluindo também contrabaixos, violões, cavaquinhos e ukuleles além de restaurações em instrumentos antigos.

Gomes começou a dar os primeiros passos na profissão ainda jovem. Movido pela curiosidade, assim como muitos que se enveredam por esse caminho, começou realizando pequenos ajustes em seus próprios instrumentos e observando o que outros profissionais faziam. Entretanto, para aperfeiçoar seus conhecimentos, o obstinado Gomes ingressou na renomada escola B&H Luthieria, localizada na cidade de São Paulo, e depois, partiu rumo aos Estados Unidos para estudar com prestigiados nomes da luthieria internacional.

Ainda no país da América do Norte, conheceu, conviveu e aprendeu com lenda Dan Erlewine, luthier e proprietário da loja StewMac, pioneira na comercialização de ferramentas e insumos para luthieria.

Ao longo da entrevista Gomes falou sobre os motivos que o levaram a se tornar luthier, a experiência ao lado de Erlewine, como é o cotidiano profissional de um luthier nos Estados Unidos, as características necessárias para se fazer um boa archtop, dentre outros assuntos.

Rodrigo Gomes e Dan Erlewine com uma Tele RGomes

Quais motivos te levaram a trilhar o caminho da luthieria?

Rodrigo Gomes: Comecei fuçando no meu próprio violão, coloquei um cotonete depois do nut, pois as cordas estavam trastejando soltas. Foi meu primeiro “conserto” (gambiarra).

Ainda movido pela curiosidade, resolvi mexer na minha guitarra também. Entretanto, depois de desmontá-la, precisei levá-la a um luthier, pois não conseguia montá-la novamente. Observei mais ou menos como ele ajustou a guitarra e tentei fazer da mesma maneira.

Outra história curiosa que me lembro, foi uma vez que fui procurei um luthier famoso que atendia na Teodoro Sampaio. Depois que ele fez a regulagem, mencionei que a guitarra continuava trastejando, então ele pegou uma lixa, um toco e começou a lixar o final dos trastes levantando as cordas sem o menor cuidado com o instrumento.

Após passar por essas situações, fiquei curioso para saber se tinha alguma forma de arrumar o instrumento sem “detoná-lo”, pois meus instrumentos sempre retornavam com algum tipo de desgaste ou marca que não existia. 

Como já lia revistas sobre luthieria e procurava nos sebos do Centro materiais que poderiam ser úteis no meu aprendizado, em 2002 decidi levar o assunto mais a sério e resolvi me matricular na escola B&H Luthieria. Fiquei lá até 2006, trabalhando e estudando. Depois disso, trabalhei um pouco com o saudoso Manuel Andrade e aprendi muitas coisas com o luthier Regis Bonilha. Mais tarde, tive a oportunidade de aprender com os mestres Dan Erlewine, Dale Unger, Eric Coleman, Elliot John Corey, Don MacRostie, Toddy Sams, Dan Brooks e Ren Furgesen,

Como foi a experiência de trabalhar com o luthier o experiente e renomado luthier Dan Erlewine (StewMac)?

Isso é engraçado até de contar, pois mandei um e-mail pra ele falando sobre um curso que iria fazer na Pensilvânia, em meados de 2010. Mencionei que gostaria de passar por lá para conhecê-lo e conhecer a loja Stewmac, pois ela era pra mim algo como a Disneylândia para uma criança de sete anos. Ele riu e me pediu para aguardar um pouco, pois iria pensar sobre o assunto. Pensei que ele iria pensar apenas me receber lá para a rápida visita, mas não, ele foi arrumar um lugar pra eu ficar. Fiquei na casa dele por uns quatro dias e acabamos trabalhando em alguns projetos, sem contar que ele me ensinou várias formas de retificar trastes, dar polimento em instrumentos musicais etc.

Mais tarde, em 2015, fui lá só para matar a saudade mesmo, mas aí ele acabou me colocando para trabalhar e me propôs ficar lá com ele por pelo menos dois meses. Aceitei na hora. Depois disso voltei em 2016 e fiquei mais quatro meses. Voltei novamente em 2017 para uma estada de cinco meses. Durante todo esse período, ele me ensinou muitas coisas, fizemos vários vídeos para a seção “How TO” que a Stewmac mantém no YouTube, saímos em revistas, gravamos vídeos cantando juntos… Foi tudo bom e acima de qualquer perspectiva e desejo de qualquer luthier que sai de seu país para estudar e acaba trabalhando com o maior luthier/educador de luthieria do mundo.

Hoje eu conheço toda a comunidade de Athens, Ohio, onde ele mora, assim como toda a equipe da Stewmac, tenho muitos amigos lá, e a relação que eu e o Dan temos é praticamente de pai para filho, não tem como descrever isso de outra forma. Quando vou lá, fico em um quarto que ele acabou fazendo para eu ficar, uso o carro dele, saímos para comer fora com a família dele. É algo realmente muito especial.

A profissão de luthier é mais valorizada nos EUA do que no Brasil? Os desafios enfrentados são os mesmos?

Bem, isso realmente é muito discrepante, pois aqui nós ainda temos muitas pessoas, que por causa da falta de informação, não compreendem o valor de um instrumento ou um serviço realizado por um luthier. Acham que tudo é muito caro, e que é um absurdo passar dos quatro dígitos para arrumar um instrumento (dependendo da complexidade do serviço) ou passar dos cinco dígitos para encomendar um novo. Acho que isso está diretamente ligado a nossa cultura de um modo geral e nossa cultura musical.

Nos EUA, aprendi que arrumar um instrumento demanda tempo, informação, conhecimento sobre o que está sendo consertado (a origem do instrumento, os detalhes de fábrica e a originalidade de cada um). Logo, é necessário um tempo de estudo como de qualquer outro profissional que se aprimora em sua ocupação/profissão, e sendo um trabalho, você tem custos e despesas para atender aquela pessoa, por isso que aqui isso ainda está em desenvolvimento. Lá é diferente, você pega um instrumento para arrumar, tem sua hora trabalhada (que já é o comum de qualquer trabalho por lá), seu conhecimento envolvido, material e mão-de-obra. Isso é muito bem cobrado por eles e valorizado pelos clientes.

Com relação aos desafios, eles são os mesmos. Porém, eles têm a tecnologia e ferramental adequado em qualquer lugar que você for, pois o trabalho em madeira é algo muito comum, já que as casas deles são feitas de madeira. O que você mais acha são ferramentas para uso em carpintaria e trabalhos em madeira no geral, algumas são as mesmas que o luthier usa, mas também existem fábricas de ferramentas especializadas em luthieria, como a própria StewMacLuthiers Mercantile International e outras tantas que estão surgindo com milhares de dólares em ferramentas maravilhosas. A concorrência é bem desleal nesse sentido.

Por fim, lá um luthier é muito bem posicionado profissionalmente na sociedade, as pessoas conhecem sobre o assunto. Na verdade, é bem difícil achar alguém que não sabe o que é um luthier. Infelizmente, aqui no Brasil ainda é preciso explicar a profissão para a maioria das pessoas que me perguntam o que eu faço. Mas estamos no caminho certo!

Não são muitos os profissionais especialistas na construção de guitarras archtop no mercado brasileiro. O que te levou a se especializar nesse modelo?

Meu desejo de fabricar guitarras de jazz – archtops – surgiu porque eu sempre gostei de jazz. Ainda quando trabalhava na B&H Luthieria, sempre comentava com o Henry Ho e com o Márcio Benedetti sobre disponibilizar um curso a respeito, fazer uma guitarra de molde e tal, mas isso nunca foi pra frente. Em 2010 fiz um empréstimo, juntei com mais alguma merreca que eu tinha guardado e fui para o EUA atrás dessa informação que me faltava para construir uma guitarra desse tipo. Fiz uma guitarra no curso com o Dale Unger (que trabalhou por 10 anos com o Bob Benedetto) no Nazareth Guitar Institute. Depois, fiquei duas semanas trabalhando com o professor, pois minha grana não dava pra voltar para Nova Iorque e ficar na cidade.

O mercado de archtop no Brasil ainda está caminhando. Tem um pessoal fazendo, dá para ver nos detalhes que a ideia é boa, mas falta uns toques especiais para ser “A Archtop“. Quem se destaca hoje é o João Cassias, que faz guitarra lindas, o Josino Saraiva e mais alguns outros que ainda não tive a oportunidade de ver o instrumento presencialmente. Como só ouvi falar, acho melhor não comentar muita coisa. Mas no geral, pelo que vejo no Instagram e no Facebook, percebo que algumas melhorias precisam ser feitas, inclusive para compreender melhor o que uma archtop, pois guitarra escavada de um bloco de madeira, não é archtop, modelos com o tampo escavado e corpo maciço ou escavado também não são archtopsArchtop é uma guitarra com laterais dobradas como um violão, tampo e fundo esculpidos separadamente, colados a essas laterais e um braço colado ou aparafusado. O restante são outros modelos, como hollowbodysemihollowcarvedchamberedthinline, etc.

Quais são as características de uma boa archtop?

As características principais para uma boa guitarra encontram-se no equilíbrio do tampo com o fundo, conhecer o tipo de madeira que irá extrair vibrações positivas e algo que eleve o som que um instrumento nessas dimensões precisa. Saber ouvir o que o “tap tunning” está pedindo (remover madeira ou não), conhecer as espessuras e dimensões adequadas de cada modelo, pois cada detalhe importa e afeta o resultado final, inclusive a angulação do braço e do cordal (tailpiece).

Quais são as madeiras que você mais gosta de utilizar em seus projetos?  Por quê?

Para a construção do top, em geral, as madeiras devem ser mais flexíveis, como abeto, spruce, sitka, cedro. Para as laterais e para o fundo, é possível abusar de madeiras diferentes, como mogno, maple, imbuia etc.

Eu sou praticamente um fanático por madeiras brasileiras, adoro as configurações mais escuras que nossa variedade de exemplares possui. Eu faço a maioria das minhas guitarras com madeiras nacionais, e já fiz o teste: elas não perdem em nada para uma madeira americana ou europeia, pois nossas madeiras soam maravilhosamente em archtops. Não vejo motivos para não usar uma madeira nacional, mas cada uma possui uma vantagem independentemente da nacionalidade, o maple, por exemplo, tem uma coloração clara que permite combinações com cores vivas como amarelo, vermelho, verde, azul e outras. Entretanto, temos excelentes opções como a grumixava e o tauari, que quando secas de forma adequada, possuem esse “poder” de coloração. Já uma guitarra feita em imbuia não há muito o que se fazer, a não ser deixar o acabamento ao natural, ou com outra pigmentação escura.

O que você diria para o luthier que está iniciando na profissão?

Sempre costumo dizer o seguinte: siga quem está fazendo algo relevante, interessante, com um diferencial, capricho e detalhes ousados. Busque sempre conhecimento sobre o que você está focado em fazer, não saia por aí pegando tudo da internet de graça, pague por um bom curso que te ofereça experiências diferentes e se atualize junto ao mercado. Quando for possível, invista no melhor que você puder adquirir, seja em termos de curso, material ou ferramental, pois vai te ajudar muito no desenvolvimento da profissão e dos trabalhos. O restante fica a cargo da persistência e vontade de cada um.

Maiores informações no Facebook e Instagram da RGomes Brazilian Archtop.

*Autor: Álvaro Silva é apaixonado por música, guitarra e luteria. Graduando em Marketing pela PUC Minas. Criador do blog Guitarras Made In BraSil e do site Rotasongs.

 

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6 captadores nacionais para guitarra que você precisa conhecer https://musicaemercado.org/6-captadores-nacionais-para-guitarra-que-voce-precisa-conhecer/ Mon, 26 Apr 2021 12:33:24 +0000 https://musicaemercado.org/?p=80661 6 captadores nacionais para guitarra que você precisa conhecer

Se você estiver procurando um captador para sua guitarra, precisa saber que também existem opções fabricadas por empresas brasileiras. Não perca esta lista de seis modelos feitos no País. Nos últimos anos temos visto que os produtos nacionais têm se destacado e muitas vezes superado equipamentos importados já consagrados. Essa ascensão deve-se a melhoras significativas […]

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6 captadores nacionais para guitarra que você precisa conhecer

Se você estiver procurando um captador para sua guitarra, precisa saber que também existem opções fabricadas por empresas brasileiras. Não perca esta lista de seis modelos feitos no País.

Nos últimos anos temos visto que os produtos nacionais têm se destacado e muitas vezes superado equipamentos importados já consagrados. Essa ascensão deve-se a melhoras significativas em qualidade, design e principalmente na relação custo-benefício desses produtos. As edições de 2018 e 2019 da Music Show Experience foram uma grande prova e evidenciaram isso para o mercado. Como muitos sabem, a alta do dólar tem influência direta no valor dos produtos importados e também nacionais (alguns sofrem por conta de componentes que vêm de fora). Talvez isso faça com que se torne inviável para o músico brasileiro investir em instrumentos, acessórios ou até mesmo periféricos importados. A boa notícia é que hoje dispomos de uma alta gama de produtos nacionais no mercado brasileiro.

Neste artigo iremos falar sobre CAPTADORES NACIONAIS, item primordial para guitarristas que estão sempre à procura do timbre perfeito ou para aqueles que querem simplesmente escolher algo bom e barato. São vários os modelos de captadores disponíveis no mercado: humbuckers, single coils, p90, mini-humbuckers, stacked, piezo, entre outros. Por isso elaboramos  uma lista com os SEIS CAPTADORES NACIONAIS PARA GUITARRA QUE VOCÊ PRECISA CONHECER.

1-  MALAGOLI – BROWNSTONE

 

Fabricado pela paulista MALAGOLI, o BROWNSTONE é um humbucker (captador de bobina dupla) que possui timbre vintage com bastante brilho e vigor, e é indicado para uso na posição da ponte do instrumento. Ele possui ganho moderado e é recomendado para músicos que querem ter sonoridade country, jazz, funk, blues, classic rock e hard rock. Segundo o fabricante, o diferencial do modelo são as bobinas desiguais e o uso dos fios Plain Enamel, que garantem timbre vintage. Para mais informações, visite: http://www.captadores.com.br ou o Instagram @ericomalagoli.

  • Preço: R$ 319,00

2- LDR – WILD WEST TELE

 

 

O captador WILD WEST TELE é do modelo single coil e foi criado pela empresa paulista LDR CAPTADORES para produzir sonoridade com saída quente e intensa, com bastante presença e médio/corpo bem evidente. Ele entrega um som parecido ao modelo Custom Shop Texas Special, da Fender. Esse modelo é indicado para a posição do braço e sua característica principal são os graves firmes. O WILD WEST TELE possui ainda cover de níquel, o que contribui para produzir o timbre clássico Telecaster, brilhante e quente. Segundo o fabricante, o diferencial do modelo são os condutores americanos revestidos em tecido e chumbo, e também suas bobinas de fibra vulcanizada. Para mais informações, visite: https://www.ldrcaptadores.com.br/ ou o Instagram @ldrcaptadores.

  • Preço: R$ 320,00

3- CUSTOMY PICKUPS – CUSTOMY  P90 1952/1954

 

 

Os P90 1952/1954 da paulista CUSTOMY são captadores enrolados à mão, baseados nos melhores captadores P90 do início dos anos 1950, os Kalamazoo P90’s. O 1952/1954 possui som claro e detalhado, com mordida e graves profundos que dão a este captador agilidade e nuance com tons limpos e sujos que destacam a versatilidade da sonoridade vintage dos pickups P90. O modelo possui versões para uso na posição do braço e da ponte do instrumento. Os seus diferenciais são fios Plain Enamel de tecido banhados em cera, sua versatilidade e o processo de enrolamento manual. Para mais informações, visite: https://www.customypickups.com.br/ ou o Instagram @customypickups

  • Preço: R$ 495,00

 4- SÉRGIO ROSAR – NOISELESS HOT

 

 

O fabricante catarinense SÉRGIO ROSAR apresenta o NOISELESS HOT como um captador single coil com cancelamento total de ruídos, mas com visual e dinâmica clássicos de um single original. O NOISELESS HOT possui saída mais alta, sonoridade encorpada e proporciona versatilidade aos usuários. O modelo pode ser instalado em diferentes posições do braço, como ponte, meio e braço. Seu diferencial se encontra no cancelamento de ruídos, ideal para aqueles que tocam rock e usam sempre distorção, mas que não desejam o ruído clássico dos single coil e ainda querem manter as características de estalo e dinâmica que os captadores singles tradicionais em alnico produzem. Para mais informações, visite: Http://www.sergiorosar.com.br ou o Instagram @sergiorosarpickups

  • Preço: R$ 290,00

5- CABRERA PICKUPS  – V8

 

 

Produzido pela também paulista CABRERA PICKUPS, o V8 é um captador modelo humbucker com saída alta. Ele possui três ímãs cerâmicos que desempenham alta força magnética e alta saída, o que o torna um captador ideal para aqueles que precisam de muito ataque e punch, tornando o V8 ideal para ser usado com estilos mais pesados como punk, metal, hard rock. Seus diferenciais são o reforço em agudo para mais definição e seus três ímãs cerâmicos, característicos desse modelo, que, segundo o fabricante, é o mais hot de sua linha. Para mais informações, visite: http://www.cabrerapickups.com.br ou o Instagram @cabrerapickups 

  • Preço: R$ 230,00

6- GUITAR GARAGE – BUTTERTONE

 

 

O BUTTERTONE é um captador para Telecaster modelo single coil produzido pela empresa porto-alegrense GUITAR GARAGE. Disponível para as posições de braço e ponte, o captador modelo single coil foi produzido nos moldes dos originais da metade dos anos 1950, pelo método Scatter Wind, produzindo aquele timbre encorpado, rasgado e com o twang das Butterscotch Blondes dos anos 1950. Assim como em outros modelos da marca, possui fios de tecido banhados em parafina e cera de abelha para assegurar o bom rendimento sem microfonia. O diferencial do BUTTERTONE fica por conta do método Scatter Wind, que consiste em enrolar as bobinas de forma não uniforme, o que dará ao captador um tom mais “brilhante” (como em Treble). Para mais informações, visite: http://www.guitargarage.com.br ou o Instagram @guitargaragebr

  • Preço: R$ 350,00

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10 anos da Christian Bove Custom Hardware https://musicaemercado.org/10-anos-da-christian-bove-custom-hardware/ Fri, 15 Jan 2021 12:04:46 +0000 https://musicaemercado.org/?p=79261 10 anos da Christian Bove Custom Hardware

Comemorando neste ano os dez anos de existência, a empresa paranaense Christian Bove Custom Hardware fornece peças customizadas para guitarras e contrabaixos. São pontes, control plates, jack plates, escudos e outros produtos.  A empresa prima pela inovação e pela qualidade ao utilizar insumos criteriosamente selecionados e maquinário de última geração no corte das peças. Desta […]

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10 anos da Christian Bove Custom Hardware

Comemorando neste ano os dez anos de existência, a empresa paranaense Christian Bove Custom Hardware fornece peças customizadas para guitarras e contrabaixos. São pontes, control plates, jack plates, escudos e outros produtos. 

A empresa prima pela inovação e pela qualidade ao utilizar insumos criteriosamente selecionados e maquinário de última geração no corte das peças. Desta forma, os produtos comercializados apresentam resultados estéticos diferenciados, precisão milimétrica que possibilita facilidade nos ajustes e melhora na afinação do instrumento.

Para conhecer melhor a proposta da empresa, conversamos com seu fundador, o empresário Christian Bove. Ele nos contou sobre o surgimento do negócio, as linhas de produtos disponibilizadas ao público, diferenciais da marca, dentre outros assuntos.

Conte-nos sobre o surgimento da Christian Bove Custom Hardware. Você já tinha alguma experiência com metalurgia, certo? 

Trabalho com metalurgia artística desde 2003. Durante este período, vivenciei e executei vários projetos metalúrgicos de ordem artística ou técnica. Com isso, desenvolvi muita visão e conhecimento sobre materiais e possibilidades, bem como parcerias com grandes empresas de tecnologia neste setor. Ainda em 2003, tive a oportunidade de conhecer as espetaculares máquinas de corte a laser. Daí para o desenvolvimento de uma gama de produtos era uma questão de tempo e de amadurecer a ideia de unir alta tecnologia a arte. 

Como músico amador, a paixão por instrumentos musicais elétricos acabou me direcionando para a criação de uma linha de produtos. Da ideia surgiu a percepção de um produto de vanguarda. Em 2011 produzimos nossa primeira peça – o neck plate customizado. Na época, fizemos uma réplica do modelo utilizado pela Fender nos anos 70 com gravação da logomarca em relevo. Essa primeira peça foi feita em aço inoxidável, cortada a laser para garantir um encaixe perfeito, gravada em relevo e com acabamento polido espelhado feito à mão. Ficou perfeita e rapidamente se tornou um objeto desejado pelos músicos.

Destaco também, que neste ano celebramos 10 anos de inovação, sucesso e muita qualidade em nossos produtos. 

Quais são os produtos que compõem a linha de produtos da empresa?

Ainda em 2011 iniciamos o desenvolvimento de várias outras peças como control plates (placas de controle) especiais e uma linha bem ampla de acessórios, que vão de escudos a emblemas, tampas de parte elétrica, tampas de tensores e pontes fixas para guitarras e baixos. Com isto, criamos um novo padrão de qualidade com desenhos perfeitos em encaixe e função mecânica, utilizando materiais nobres como o aço inox e o latão. Aí inicia a evolução do hardware, levando ao mercado altíssima qualidade através do aço inox e customização. Nosso mix de produtos hoje ultrapassa trezentos modelos de peças entre variações de materiais e combinações e acabamento. É uma linha muito ampla. Nosso slogan é: “Bem vindo ao mundo custom”. 

O que diferencia seus produtos dos demais existentes no mercado?

Originalidade, inovação e vanguarda. Quando iniciamos a produção, seguimos a necessidade e o desejo dos músicos. Não havia uma referência, nem no Brasil nem no exterior, estávamos inovando e criando algo novo a partir de um padrão que se repetia há anos.

Introduzimos o aço inox e o latão na produção de várias peças proporcionando qualidade muito superior a tudo que havia no mercado.

No caso especialmente das pontes, criamos novas possibilidades combinando materiais, como o aço inox com saddles em inox ou latão. Trouxemos uma ampla opção de materiais e acabamentos para todas as peças, inclusive com a possibilidade de fabricação, sob encomenda, de modelos que não existem mais no mercado. Lançamos produtos completamente inovadores, como por exemplo, a ponte vintage para Telecaster com 2mm de espessura, em aço inox e com saddles em latão. Desenvolvemos um modelo Hard Tail Full Brass, base e saddles maciços em latão, um modelo que também não existia no mercado. Além do mais, esse último modelo também pode ser feito full inox com base e saddles em inox.

Tivemos que quebrar a cabeça para posicionar o produto no mercado. Criamos sets de produtos completos para Telecaster, Jazz Bass e Precision Bass. Por exemplo, você pode comprar o set com todas as ferragens, ponte, control plate, neck plate, jack plate e stop bar (ferrules). Antes ninguém vendia assim. Nós fomos os responsáveis pela difusão e aplicação do aço inox em uma linha ampla de hardwares para instrumentos não só para o público brasileiro, mas também para o público estrangeiro. Em 2015 fomos escolhidos pela Fender USA Custom Shop através do Master Builder John Cruz, para produzir os hardwares que equiparam os modelos comemorativos dos 30 anos de Rock In Rio. Eddie Vedder (Pearl Jam) tem uma Telecaster brasileira feita pelo luthier Sérgio Vedder que utiliza nosso hardware. Um dos nossos sets de escudos para Gibson foi curtido pela própria Gibson. Sentimos-nos muito orgulhosos em produzir no Brasil com o apoio e reconhecimento total da indústria, dos profissionais que fabricam instrumentos artesanalmente e do músico. 

Enfim, nossa empresa é reconhecida internacionalmente, nos sentimos muito orgulhosos em ser brasileiros.

O tipo de material utilizado na construção das pontes e plates influencia no resultado sonoro? Com quais deles você trabalha?

Sim, influencia muito. Curiosamente nos violinos o apoio das cordas se chama alma, o que na guitarra equivale a ponte.  Na nossa visão, havia muito a ser melhorado nas pontes de guitarras e contrabaixo. Com o uso da tecnologia e aplicação de materiais de alta qualidade, conseguimos obter um resultado fantástico elevando muito a qualidade destes hardwares. Desde nossas primeiras peças, nos dedicamos a ouvir a experiência e expectativa do músico. Esse feedback foi essencial no desenvolvimento do produto.

Os materiais utilizados e a espessura influenciam muito no resultado sonoro. Esse é um assunto amplo, que depende bastante da percepção auditiva e do gosto de cada um. Vou manter o assunto no campo das variações e não qualidade. Qualidade seria subjetivo neste caso. 

Todo o sistema de cordas de uma guitarra/baixo estão fixados na ponte, apoiados nos saddles e no nut, tracionados pelas tarraxas e travados na ponte e tarraxas. A primeira qualidade que uma ponte deve proporcionar é garantir regulagens perfeitas de entonação. A segunda qualidade é proporcionar amplitude e variações de frequências na ponte como resposta mecânica da vibração das cordas, obviamente valorizando a resposta e qualidade sonora do captador. O terceiro fator é gerar ganho de volume e sustain através de maior resposta de vibração das cordas obtidas através da reação mecânica dos materiais.

As combinações de materiais e espessuras são determinantes numa resposta de volume e sustain. Utilizamos 2mm de espessura em nossas pontes. Os materiais aplicados especialmente em saddles, por exemplo, latão, alumínio, aço, zamac e TUSQ (Graphtec) geram respostas completamente diferentes de timbres. Cada sonoridade tem uma particularidade 

Hoje dispomos de uma linha muita ampla de pontes em inox e latão. São produtos exclusivos produzidos no Brasil e que nenhum outro fabricante produz. 

Todos os produtos são customizáveis?

A maioria dos produtos é customizável. Escudos, pontes, neck plates, control plates, molduras, capas de captadores etc. Enfim, já customizamos de tudo! O cliente pode optar por produtos padrão ou nossas criações, como a consagradíssima linha Flower Theme, ou pelo seu próprio projeto. Os neck plates são os produtos mais desejados quando pensamos em customização. Os clientes adoram seus instrumentos, principalmente ter algum tipo de homenagem nele.

Como é feita a comercialização dos produtos?

Disponibilizamos nossos produtos através do Instagram, WhatsApp, Facebook e Mercado Livre. É possível adquirir através de contato direto por todos esses canais. O cliente entra em contato por um desses canais, em seguida apresentamos um orçamento para o projeto. A partir daí desenvolvemos o layout, e após a aprovação, colocamos em produção. Além disso, oferecemos várias formas de pagamentos, como cartão de crédito, PayPal, Pix, SumUp, PagueSeguro e Mercado Pago. 

Neste ano a empresa comemora dez anos de existência. Alguma novidade programada para celebrar esta data tão especial?

Sim. Faremos sorteios de produtos e muitos vídeos contando a história do desenvolvimento de toda a nossa linha de produtos.

Maiores informações no Facebook e Instagram da Christian Bove Custom Hardware.

 

*Autor: Álvaro Silva é apaixonado por música, guitarra e luteria. Criador do blog Guitarras Made In BraSil – espaço dedicado à divulgação dos trabalhos de profissionais brasileiros que produzem guitarras, contrabaixos e violões custom shop.  

 

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