Música & Mercado https://musicaemercado.org/ A música sob o viés do trabalho e negócios Fri, 07 Aug 2026 13:31:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://musicaemercado.org/wp-content/uploads/2026/04/mmlogo-hires-1-80x80.jpg Música & Mercado https://musicaemercado.org/ 32 32 Suno transforma trap brasileiro em estilo pronto, e a Justiça já barrou isenção por uso de IA https://musicaemercado.org/suno-trap-brasileiro/ https://musicaemercado.org/suno-trap-brasileiro/#respond Fri, 07 Aug 2026 10:44:30 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256952 Suno transforma trap brasileiro em estilo pronto, e a Justiça já barrou isenção por uso de IA

Suno transforma trap brasileiro em estilo pronto, e a Justiça já barrou isenção por uso de IA.

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Suno transforma trap brasileiro em estilo pronto, e a Justiça já barrou isenção por uso de IA

Página do trap funciona dentro do gerador da plataforma americana; precedentes no Brasil e na Alemanha mostram que música feita por IA não escapa da cobrança de direitos autorais

A Suno, plataforma americana de geração musical por inteligência artificial, mantém uma página dedicada ao trap brasileiro dentro do catálogo de estilos do seu gerador, acessível a qualquer usuário cadastrado. O recurso chega num momento em que a Justiça de Santa Catarina já negou o pedido de uma empresa que tentou usar música gerada por IA para deixar de pagar direitos autorais ao Ecad — e em que um tribunal alemão acaba de condenar a própria Suno por treinar seu modelo com repertório protegido sem licença.

Página de trap brasileiro

página trap brasileiro está no ar e reúne faixas geradas sob essa tag. Mas ela não nasceu de uma curadoria da Suno para o gênero brasileiro. É uma entre milhares de páginas que a plataforma cria automaticamente para qualquer estilo digitado por usuários — um padrão de SEO programático já documentado por quem estuda geração de tráfego orgânico em escala.

Na página avançada do gerador, o campo de estilo aceita texto livre. A lista de pílulas pré-definidas exibida ali traz gêneros como samba, afrobeats e hip hop, mas “trap brasileiro” não precisa estar entre os presets para funcionar: o usuário digita o termo e a faixa sai. A conclusão não é que a Suno endossou o gênero. É que a barreira de entrada para produzir trap brasileiro por IA é zero.

Isso pesa porque trap brasileiro não é nicho. As principais listas do gênero no Spotify reúnem nomes com presença relevante no mercado nacional, como Matuê, WIU, Teto, L7NNON e Oruam. Quanto maior a base de repertório protegido em circulação num gênero, maior a chance de uma IA treinada em larga escala reproduzir semelhanças com obras já registradas — e é exatamente esse ponto, e não o batismo de um gênero pela plataforma, que interessa a quem administra direitos autorais.

Por que o Ecad já tratou o tema como prioridade

Em carta datada de 22 de dezembro de 2025 e divulgada em fevereiro de 2026, o Ecad e onze entidades do setor musical, jornalístico e editorial — entre elas Abramus, Sbacem, UBC e Socinpro — cobraram das big techslicenciamento e remuneração pelo uso de obras protegidas em treinamento de IA. O documento foi endereçado a OpenAI, Google, Microsoft, Meta, Amazon e outras — não só à OpenAI, como às vezes se repete.

Em julho de 2026, o Ecad voltou ao tema em texto institucional: “inovação não pode significar apropriação”. O material cita que a Deezer recebe mais de 50 mil faixas geradas integralmente por IA por dia, o equivalente a 34% de todo o conteúdo enviado à plataforma. Numa pesquisa da Deezer com a Ipsos, 97% dos entrevistados não conseguiram diferenciar música feita por IA de música feita por humanos.

O impacto econômico também está mapeado. A CISAC estima que até 24% da renda de criadores musicais pode estar em risco até 2028 por causa da IA generativa. O Goldman Sachs, por outro lado, projeta que a receita global da música pode quase dobrar até 2035, de US$ 105 bilhões em 2024 para cerca de US$ 200 bilhões — número que o Ecad usa para argumentar que a disputa é sobre quem fica com a fatia desse crescimento, não sobre barrar a tecnologia.

O precedente brasileiro: Spitz Park x Ecad

O caso que envolve diretamente a Suno já tramitou na Justiça catarinense. A empresa Spitz Park alegou que, desde novembro de 2024, substituiu trilhas tradicionais por músicas geradas na Suno e que, por isso, não estaria executando repertório administrado pelo Ecad — pedindo suspensão da cobrança.

Em sede de agravo de instrumento (nº 5032376-37.2025.8.24.0000, Tribunal de Justiça de Santa Catarina), a tutela de urgência foi negada. A decisão manteve a cobrança do Ecad em caráter provisório: a tese de isenção automática por uso de IA carece, segundo o relator, de prova técnica e contraditório pleno. O mérito segue em aberto, sujeito a perícia sobre originalidade e possível derivação de obras protegidas.

O Ecad, no processo, sustentou que modelos como a Suno são treinados com obras e fonogramas protegidos, o que pode gerar semelhança com repertório conhecido, e apresentou parecer técnico-musical nesse sentido. É tese em disputa, não decisão de mérito — mas já vale como demonstração de que “a música saiu de uma IA” não é, sozinho, argumento de defesa contra o Ecad.

O novo Regulamento de Arrecadação, com vigência desde 21 de maio de 2026, tornou a posição expressa em texto normativo. O artigo 4º estabelece: “A utilização de sistema de inteligência artificial não afasta ou restringe a incidência da cobrança de direitos de execução pública musical. O cálculo da retribuição autoral seguirá as disposições deste Regulamento.” A base legal é a Lei 9.610/1998, com as alterações da Lei 12.853/2013 e o Decreto 9.574/2018.

O precedente alemão: a Suno perdeu na origem

Enquanto o caso brasileiro discute a ponta da cadeia — a execução pública —, um tribunal alemão foi direto à origem: o treinamento do modelo. Em 31 de julho de 2026, a 42ª Câmara Cível do Tribunal Regional de Munique I julgou procedente, em grande parte, a ação movida pela GEMA, a sociedade alemã de gestão coletiva, contra a própria Suno.

O processo (nº 42 O 763/25) tratou de seis canções conhecidas — “Atemlos durch die Nacht”, “Rasputin”, “Big in Japan”, “Forever Young”, “Mambo No. 5” e “Daddy Cool”. A Suno já havia reconhecido que treinou seu sistema com essas obras sem pagar licença; discutia apenas se isso configurava violação. O tribunal decidiu que sim: o simples armazenamento das faixas dentro do modelo já caracteriza reprodução protegida por direito autoral, e a geração de áudio com semelhança melódica e harmônica às obras originais caracteriza execução indevida.

A decisão condena a Suno a parar de usar o repertório da GEMA, prestar contas de toda a receita obtida a partir dele e indenizar os titulares, com valor a apurar. Não é definitiva — a Suno já sinalizou recurso —, mas é a primeira decisão no mundo sobre conteúdo de áudio gerado por IA nesses termos, e reforça na Alemanha uma linha que o mesmo tribunal já havia aberto contra a OpenAI, em novembro de 2025, por letras de música reproduzidas via ChatGPT.

O que fica em aberto e o que fica resolvido

A cobrança, no Brasil, já não é mais discussão em aberto: está na regra escrita do Ecad e foi sustentada em decisão judicial provisória envolvendo a própria Suno. O que continua sem resposta clara é a distribuição. A Lei 9.610/98 parte da premissa de autoria humana; uma faixa gerada por IA sem titular identificável entra no sistema de arrecadação, mas o Ecad não tem, hoje, para quem repassar esse valor de forma direta — ponto levantado por escritórios de propriedade intelectual que acompanham o caso Spitz Park.

Na prática, isso muda o cálculo de quem toca música em loja, produz evento ou fecha conteúdo publicitário com faixa gerada por IA no Brasil. Usar a Suno para compor uma trilha em trap brasileiro não retira a obrigação de licenciamento se houver execução pública — a mesma lógica vale para sonorização ambiental, shows e conteúdo digital comercial. E o precedente de Munique acrescenta um segundo risco, mais grave para quem lança faixa comercial gerada por IA: se o modelo foi treinado com obra identificável, a exposição não é só ao Ecad, é ao autor original.

Diante disso, documentar a cadeia de criação — ferramenta usada, versão do modelo, prompts, histórico de revisão — deixou de ser recomendação teórica de escritório de advocacia e passou a ser prática de governança com respaldo em dois precedentes concretos, um brasileiro e um alemão, no mesmo ano. Do outro lado do tabuleiro, a Udio, concorrente direta da Suno, fechou acordo com a Universal Music Group para operar sob licença — sinal de que o setor já testa uma segunda rota, a da negociação, em paralelo à da Justiça.

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México: Estádio BBVA reforça sistema de som com tecnologia Bose Professional https://musicaemercado.org/mexico-estadio-bbva-bose-professional/ https://musicaemercado.org/mexico-estadio-bbva-bose-professional/#respond Fri, 07 Aug 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256681 México: Estádio BBVA reforça sistema de som com tecnologia Bose Professional

Projeto ampliou a resposta de graves, corrigiu áreas de sombra acústica e preservou os 883 sistemas da instalação original. O Estádio BBVA, em Monterrey, concluiu uma atualização de seu sistema de áudio para atender às exigências operacionais dos próximos anos. O projeto, desenvolvido pela integradora mexicana Audio & Comfort com suporte da Bose Professional, preservou […]

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México: Estádio BBVA reforça sistema de som com tecnologia Bose Professional

Projeto ampliou a resposta de graves, corrigiu áreas de sombra acústica e preservou os 883 sistemas da instalação original.

O Estádio BBVA, em Monterrey, concluiu uma atualização de seu sistema de áudio para atender às exigências operacionais dos próximos anos. O projeto, desenvolvido pela integradora mexicana Audio & Comfort com suporte da Bose Professional, preservou a instalação original e acrescentou novos equipamentos para ampliar a cobertura e a resposta em baixas frequências.

Inaugurado em 2015, o estádio tem capacidade para 53.500 espectadores e utiliza 883 alto-falantes. A estrutura existente, baseada em sistemas RoomMatch DeltaQ e amplificadores PowerMatch, continuava em operação, mas precisava de reforço nos graves e de uma solução para as arquibancadas localizadas sob o balcão das suítes, onde havia uma sombra acústica.

Para o reforço, foram instalados 80 subwoofers ShowMatch SMS118 em 14 arranjos suspensos e 72 caixas ArenaMatch Utility AMU208 nas áreas de menor cobertura. Outros oito alto-falantes ArenaMatch AM10 foram posicionados junto aos bancos de reservas para atender o campo e as operações relacionadas ao VAR.

O novo sistema utiliza 27 amplificadores PowerShareX PSX4804D, dois processadores ControlSpace EX-1280 redundantes e distribuição de áudio por Dante, integrada à rede CobraNet original.

Segundo Roberto Treviño, chefe de Tecnologia do Club de Futbol Monterrey, a atualização aumentou a flexibilidade, a confiabilidade e a capacidade de controle do sistema. A solução entrou em operação no primeiro trimestre de 2026.

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Zoom libera equalizador gráfico estéreo de sete bandas para guitarra https://musicaemercado.org/zoom-stereo-guitar-graphic-eq7/ https://musicaemercado.org/zoom-stereo-guitar-graphic-eq7/#respond Fri, 07 Aug 2026 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256664 Zoom libera equalizador gráfico estéreo de sete bandas para guitarra

Stereo Guitar Graphic EQ7 chega gratuitamente a pedaleiras MultiStomp PLUS e G2 FOUR por meio do projeto ZoomClassics. A Zoom disponibilizou o Stereo Guitar Graphic EQ7, equalizador gráfico estéreo de sete bandas voltado a guitarristas. O efeito foi incorporado ao projeto ZoomClassics, iniciativa que recupera algoritmos de equipamentos anteriores da marca e os leva a […]

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Zoom libera equalizador gráfico estéreo de sete bandas para guitarra

Stereo Guitar Graphic EQ7 chega gratuitamente a pedaleiras MultiStomp PLUS e G2 FOUR por meio do projeto ZoomClassics.

A Zoom disponibilizou o Stereo Guitar Graphic EQ7, equalizador gráfico estéreo de sete bandas voltado a guitarristas. O efeito foi incorporado ao projeto ZoomClassics, iniciativa que recupera algoritmos de equipamentos anteriores da marca e os leva a modelos atuais por meio de atualizações gratuitas. 

O equalizador trabalha nas frequências de 100 Hz, 200 Hz, 400 Hz, 800 Hz, 1,6 kHz, 3,2 kHz e 6,4 kHz. Essa configuração permite ajustar aspectos como peso dos graves, corpo, presença, definição do ataque e extensão das frequências agudas. Por operar em estéreo, o efeito também pode ser utilizado em cadeias com delays, reverbs e outros processamentos espaciais. 

O Stereo Guitar Graphic EQ7 é compatível com as pedaleiras MS-50G+, MS-70CDR+, G2 FOUR e G2X FOUR. O download pode ser realizado pelos aplicativos Handy Guitar Lab correspondentes a cada modelo. 

O efeito apareceu originalmente no processador MS-80IR+ e agora passa a integrar outros equipamentos da linha atual da Zoom. 

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Pedal Vemuram Las Lunas com duas vozes de distorção https://musicaemercado.org/vemuram-las-lunas-pedal-distorcao/ https://musicaemercado.org/vemuram-las-lunas-pedal-distorcao/#respond Thu, 06 Aug 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256678 Pedal Vemuram Las Lunas com duas vozes de distorção

Pedal boutique combina equalização passiva de três bandas, ajustes internos de saturação e timbres inspirados no rock das décadas de 1970 e 1980. A Vemuram lançou o Las Lunas, pedal de distorção desenvolvido para reproduzir características dos timbres de guitarra associados ao final dos anos 1970 e ao início dos anos 1980. O modelo oferece […]

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Pedal Vemuram Las Lunas com duas vozes de distorção

Pedal boutique combina equalização passiva de três bandas, ajustes internos de saturação e timbres inspirados no rock das décadas de 1970 e 1980.

A Vemuram lançou o Las Lunas, pedal de distorção desenvolvido para reproduzir características dos timbres de guitarra associados ao final dos anos 1970 e ao início dos anos 1980. O modelo oferece duas vozes selecionáveis por uma chave no painel. 

O modo Dist A apresenta uma resposta mais equilibrada, detalhada e quente. O Dist B acrescenta ataque, presença e uma estrutura de ganho mais encorpada. Cada modo possui um trimpot interno para ajuste independente da saturação e do conteúdo harmônico. 

O painel reúne controles de Level, Gain, Bass, Tone e Treble. A equalização passiva de três bandas permite ajustar graves, médios e agudos para diferentes combinações de guitarras e amplificadores.

O Las Lunas utiliza true bypass, alimentação de 9 V e consumo declarado de 6 mA. O pedal é fabricado no Japão e segue o formato compacto com gabinete metálico característico da marca. 

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Lectrosonics e seu transmissor IFBT2.0 para sistemas IFB https://musicaemercado.org/lectrosonics-ifbt2-transmissor-ifb/ https://musicaemercado.org/lectrosonics-ifbt2-transmissor-ifb/#respond Thu, 06 Aug 2026 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256657 Lectrosonics e seu transmissor IFBT2.0 para sistemas IFB

Modelo de meio rack reúne dois transmissores independentes, entradas analógicas e digitais e integração com o Wireless Designer. A Lectrosonics apresentou a IFBT2.0, nova estação transmissora para sistemas IFB (Interruptible Foldback). O equipamento ocupa meio rack e reúne dois transmissores independentes, mantendo a mesma densidade de instalação do modelo T4. A unidade oferece entradas em […]

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Lectrosonics e seu transmissor IFBT2.0 para sistemas IFB

Modelo de meio rack reúne dois transmissores independentes, entradas analógicas e digitais e integração com o Wireless Designer.

A Lectrosonics apresentou a IFBT2.0, nova estação transmissora para sistemas IFB (Interruptible Foldback). O equipamento ocupa meio rack e reúne dois transmissores independentes, mantendo a mesma densidade de instalação do modelo T4.

A unidade oferece entradas em nível de linha e microfone, além de conexões Dante, AES digital, Clear-Com e RTS. As entradas também aceitam sinais com tensão contínua presente na linha de áudio.

A IFBT2.0 conta com portas USB-C e Ethernet para integração com o software Wireless Designer, utilizado no monitoramento do sistema, na coordenação de frequências e na configuração dos transmissores.

O equipamento oferece modos de compatibilidade IFB, NU Hybrid e EU Hybrid. Segundo a fabricante, pode ser utilizado tanto em comunicação de retorno quanto em aplicações ponto a ponto que exigem maior fidelidade de áudio.

A estação é compatível com receptores IFBR1B, IFBR1C, IFBR1, IFBR1A e com receptores Digital Hybrid Wireless e digitais da Lectrosonics. Está disponível nas faixas A1, de 470 a 537 MHz; B1, de 537 a 614 MHz; e C1, de 614 a 692 MHz.

O painel frontal inclui tela LCD colorida e botões físicos. Atualizações de firmware podem ser instaladas em campo pela conexão USB-C.

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Turnê de Vasco Rossi utiliza mais de 300 equipamentos GLP em estádios italianos https://musicaemercado.org/vasco-rossi-turne-iluminacao-glp/ https://musicaemercado.org/vasco-rossi-turne-iluminacao-glp/#respond Wed, 05 Aug 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256670 Turnê de Vasco Rossi utiliza mais de 300 equipamentos GLP em estádios italianos

Projeto de Giovanni Pinna combina TWYN, JDC Burst 1, Creos e impression X5 IP Maxx em um sistema integrado. A turnê de Vasco Rossi em 2026 utilizou mais de 700 equipamentos de iluminação, dos quais 316 eram da GLP. O projeto foi desenvolvido pelo lighting designer Giovanni Pinna, responsável pela iluminação do artista há mais […]

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Turnê de Vasco Rossi utiliza mais de 300 equipamentos GLP em estádios italianos

Projeto de Giovanni Pinna combina TWYN, JDC Burst 1, Creos e impression X5 IP Maxx em um sistema integrado.

A turnê de Vasco Rossi em 2026 utilizou mais de 700 equipamentos de iluminação, dos quais 316 eram da GLP. O projeto foi desenvolvido pelo lighting designer Giovanni Pinna, responsável pela iluminação do artista há mais de 30 anos.

O pacote fornecido pela locadora italiana Lucidiscena reuniu 40 unidades TWYN, 100 JDC Burst 1, 40 Creos e 136 impression X5 IP Maxx. Segundo Pinna, a escolha de poucos modelos facilitou a programação e permitiu trabalhar os equipamentos como um único sistema visual.

O TWYN teve papel central no projeto por combinar duas faces: uma com comportamento de wash semelhante ao Creos e outra com recursos de strobe e placa de cor próximos ao JDC Burst 1. A configuração permitiu ampliar diferentes camadas do desenho conforme a necessidade de cada cena.

Os JDC Burst 1 foram usados para efeitos de impacto, enquanto os Creos formaram barras de wash. Já os impression X5 IP Maxx ampliaram a cobertura para o palco, as arquibancadas e o público.

A estrutura percorreu dez apresentações em estádios e duas produções especiais em Rimini. De acordo com a Lucidiscena, os equipamentos operaram durante cerca de dois meses, entre montagem, ensaios e shows, sem registros de falhas.

Fotos de Pino Loconsole

Veja mais neste vídeo.

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Conheça as séries LUNAR e PORTABLE SUB da HK Audio https://musicaemercado.org/hk-audio-lunar-portable-sub/ https://musicaemercado.org/hk-audio-lunar-portable-sub/#respond Wed, 05 Aug 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256674 Conheça as séries LUNAR e PORTABLE SUB da HK Audio

Novas famílias reúnem caixas ativas e subwoofers para DJs, apresentações ao vivo e sistemas profissionais de sonorização. A HK Audio lançou duas novas famílias de produtos: LUNAR, formada por três caixas acústicas ativas, e PORTABLE SUB, composta por dois subwoofers. As séries podem ser utilizadas separadamente ou combinadas em sistemas de sonorização escaláveis.  A linha […]

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Conheça as séries LUNAR e PORTABLE SUB da HK Audio

Novas famílias reúnem caixas ativas e subwoofers para DJs, apresentações ao vivo e sistemas profissionais de sonorização.

A HK Audio lançou duas novas famílias de produtos: LUNAR, formada por três caixas acústicas ativas, e PORTABLE SUB, composta por dois subwoofers. As séries podem ser utilizadas separadamente ou combinadas em sistemas de sonorização escaláveis. 

A linha LUNAR inclui os modelos 110 XA, 112 XA e 115 XA, equipados com woofers de 10, 12 e 15 polegadas, respectivamente. As caixas podem operar como sistemas full-range, monitores de palco ou unidades de médios e agudos em conjunto com subwoofers. 

Os modelos contam com DSP de 32 bits, filtros FIR, correção de fase, presets para música, voz e monitoração, além de Bluetooth True Wireless Stereo. A fabricação é realizada na Alemanha, com gabinetes de madeira e garantia de cinco anos. 

Já a família PORTABLE SUB reúne os modelos 115 A e 118 A, com falantes de 15 e 18 polegadas. Os subwoofers entregam potência de pico de 1.400 W e pressão sonora máxima de até 131 dB. Também incluem DSP, pré-amplificador estéreo e presets para integração com as séries LUNAR, POLAR MK2 e SONAR. 

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Genelec amplia opções de cores das séries 4000 e 4400 https://musicaemercado.org/genelec-series-4000-4400-cores-ral/ https://musicaemercado.org/genelec-series-4000-4400-cores-ral/#respond Tue, 04 Aug 2026 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256661 Genelec amplia opções de cores das séries 4000 e 4400

Fabricante passa a oferecer 120 acabamentos RAL para projetos de áudio integrados à arquitetura. A Genelec passou a oferecer 120 opções de cores RAL para as caixas acústicas de instalação das séries 4000 e 4400. A ampliação foi pensada para integradores, consultores de AV e designers de interiores que precisam adaptar os equipamentos à identidade […]

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Genelec amplia opções de cores das séries 4000 e 4400

Fabricante passa a oferecer 120 acabamentos RAL para projetos de áudio integrados à arquitetura.

A Genelec passou a oferecer 120 opções de cores RAL para as caixas acústicas de instalação das séries 4000 e 4400. A ampliação foi pensada para integradores, consultores de AV e designers de interiores que precisam adaptar os equipamentos à identidade visual de cada ambiente.

As séries são utilizadas em projetos corporativos, lojas, hotéis, espaços religiosos, residências e instalações com múltiplas zonas de áudio. Com a nova paleta, os modelos podem ser especificados tanto para se integrar discretamente à arquitetura quanto para assumir função visual no projeto.

Cada caixa recebe acabamento manual por pintura eletrostática a pó. Segundo a Genelec, os componentes eletrônicos são instalados somente após essa etapa, preservando a superfície externa e o desempenho acústico.

“Com essas 120 opções de cores, oferecemos a integradores e designers mais controle sobre a integração sonora e visual de cada instalação”, afirmou Paul Stewart, gerente sênior de vendas técnicas da Genelec Inc.

A série 4000 é voltada a instalações fixas em parede. Já a 4400 incorpora a tecnologia Smart IP, que permite transmitir alimentação elétrica, áudio e controle por um único cabo de rede CAT, além de integração com plataformas de automação audiovisual.

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8 cuidados de saúde para violinistas protegerem mãos, pescoço e ombros https://musicaemercado.org/cuidados-saude-violinistas-postura-maos/ https://musicaemercado.org/cuidados-saude-violinistas-postura-maos/#respond Tue, 04 Aug 2026 09:02:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256649 8 cuidados de saúde para violinistas protegerem mãos, pescoço e ombros

Ajuste do instrumento, aquecimento progressivo e pausas ajudam a reduzir a sobrecarga provocada por postura assimétrica e movimentos repetitivos. Tocar violino exige precisão, coordenação e manutenção de uma postura assimétrica por períodos prolongados. A sustentação do instrumento entre o ombro e o queixo, o trabalho repetitivo do arco e os movimentos da mão esquerda podem […]

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8 cuidados de saúde para violinistas protegerem mãos, pescoço e ombros

Ajuste do instrumento, aquecimento progressivo e pausas ajudam a reduzir a sobrecarga provocada por postura assimétrica e movimentos repetitivos.

Tocar violino exige precisão, coordenação e manutenção de uma postura assimétrica por períodos prolongados. A sustentação do instrumento entre o ombro e o queixo, o trabalho repetitivo do arco e os movimentos da mão esquerda podem gerar sobrecarga no pescoço, nos ombros, nas costas, nos punhos e nos dedos.

Estudos com violinistas e violistas relacionam as queixas musculoesqueléticas à repetição, às posturas inadequadas e ao tempo prolongado de prática. Pescoço, mandíbula, ombros, costas e mãos estão entre as regiões mais afetadas. 

1. Ajuste a queixeira e a espaleira

A queixeira e a espaleira devem permitir que o violino permaneça estável sem que o músico precise elevar excessivamente o ombro ou pressionar o instrumento com força entre o queixo e a clavícula.

Não existe uma regulagem universal. Altura do pescoço, formato dos ombros, tamanho do instrumento e técnica influenciam a escolha. Quando o encaixe não está adequado, o violinista tende a inclinar ou girar o pescoço além do necessário.

O ajuste deve ser realizado com orientação de um professor experiente, luthier ou profissional especializado em ergonomia para músicos.

2. Evite apertar o instrumento com o pescoço

A estabilidade do violino não deve depender de tensão constante na mandíbula e no pescoço. Apertar o instrumento pode provocar fadiga e limitar a mobilidade da cabeça e dos ombros.

O objetivo é encontrar um apoio estável, mas sem imobilizar o corpo. Pesquisas sobre violinistas destacam que a postura assimétrica do pescoço e a ativação muscular utilizada para estabilizar o instrumento podem estar associadas a desconforto cervical. 

3. Mantenha os ombros relaxados

O ombro esquerdo não deve permanecer elevado para sustentar o violino, e o direito não precisa subir durante o movimento do arco.

Observe também se os ombros avançam para a frente durante passagens difíceis. Uma postura mais neutra, com articulações alinhadas e sem tensão desnecessária, reduz a carga sobre músculos e tendões. 

Gravar pequenos trechos de estudo pode ajudar a identificar elevações e compensações que o músico não percebe enquanto toca.

4. Preserve a posição dos punhos

Na mão esquerda, o punho deve permanecer próximo da linha do antebraço, sem dobrar excessivamente para dentro ou para fora. Na mão do arco, a articulação precisa conservar mobilidade sem rigidez.

Manter os punhos em posição neutra reduz a tensão mecânica sobre músculos, tendões e nervos. 

A técnica não deve ser corrigida apenas pela força. Mudanças pequenas na posição do polegar, dos dedos e do cotovelo podem melhorar o alcance e diminuir a pressão.

5. Não use mais força do que o necessário

Pressionar as cordas com intensidade excessiva aumenta o esforço da mão esquerda e pode comprometer a velocidade e a afinação. O mesmo vale para a mão direita: segurar o arco com rigidez reduz a liberdade de movimento.

Verifique se o instrumento está regulado corretamente. Cordas muito altas, cavalete inadequado ou problemas na escala podem fazer o violinista aplicar mais força para produzir as notas.

Um luthier pode avaliar se a regulagem está contribuindo para a sobrecarga.

6. Aqueça antes de tocar repertório exigente

Comece com movimentos suaves, cordas soltas, escalas lentas e passagens de menor complexidade. O aumento da velocidade, da extensão dos dedos e da intensidade deve ser gradual.

Um estudo-piloto com estudantes de conservatório encontrou redução da intensidade e da interferência da dor após uma rotina diária de aquecimento, embora os autores indiquem a necessidade de pesquisas adicionais. 

Alongamentos não devem provocar dor. O objetivo é preparar o corpo, não forçar a amplitude das articulações.

7. Divida o estudo e alterne tarefas

Praticar a mesma passagem por muito tempo aumenta a repetição sobre os mesmos grupos musculares. Organize a sessão em blocos e alterne técnica, repertório, leitura, escuta e estudo mental.

As pausas devem ocorrer antes do aparecimento da dor. Durante os intervalos, solte os braços, movimente os ombros e mude de posição.

O transporte do instrumento e a permanência prolongada sentado também podem contribuir para a sobrecarga, especialmente quando somados a muitas horas de ensaio. 

8. Não ignore dor, formigamento ou perda de controle

Dor persistente, rigidez, fraqueza, formigamento, dormência ou perda de precisão nos dedos exigem atenção. Esses sintomas podem aparecer gradualmente em quadros relacionados a movimentos repetitivos. 

Também é importante observar dor na mandíbula, limitação do pescoço e desconforto que continua depois da prática. Quando os sintomas pioram, interferem na execução ou não desaparecem com a redução da carga, o músico deve procurar avaliação médica ou fisioterapêutica.

Continuar tocando sobre a dor pode dificultar a recuperação.

Cuidar do corpo faz parte da interpretação

A técnica do violino não depende de manter uma posição rígida. Ela exige equilíbrio entre estabilidade e liberdade de movimento.

Ajustar o instrumento ao corpo, distribuir o tempo de prática e reduzir tensões desnecessárias permite tocar com maior controle e menor desgaste. A prevenção deve começar antes que o desconforto passe a fazer parte da rotina.

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Daniel Reis apostou vinte anos de patrimônio para se tornar sócio de país da Sennheiser — sem receber uma única ação da empresa alemã. Hoje responde por 130 distribuidores em mais de 20 países.

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Daniel Reis sennheiser

PARA SABER RÁPIDO

  • Daniel Reis investiu 20 anos de patrimônio para se tornar Country Partner da Sennheiser no Brasil, sem receber ações da empresa.
  • Ele começou sua carreira em 1997, carregando som e, anos depois, revolucionou o mercado com a primeira mesa digital em um trio elétrico.
  • Após estabilizar a operação, Reis expandiu sua atuação para mais de 20 países da América Latina, fortalecendo a marca no Pro Audio.
  • A Sennheiser, sob sua gestão, apostou na inovação e na educação do mercado digital, superando desafios regulatórios.
  • O sucesso da Sennheiser no Brasil deve-se à sua capacidade de limpeza de mercado e reposicionamento após crises.

Em janeiro de 2018, Daniel Reis vendeu o apartamento, vendeu o carro e zerou a reserva que levara vinte anos para construir. Tinha 38 anos e era casado. O dinheiro não foi para abrir um negócio próprio: comprou o direito de representar no Brasil uma marca alemã da qual ele nunca seria sócio.

Deu certo. Hoje ele responde por 130 distribuidores em 27 países da América Latina. Começou carregando som em Salvador, em 1997, e subiu a primeira mesa digital de um trio elétrico dentro de um caixote de madeira.

Reis nunca contou essa história. E a origem da marca no Brasil, que ele repassa de memória, rendeu uma apuração à parte — no box ao fim desta entrevista: a Sennheiser chegou aqui pelas mãos de um cineasta alemão preso na Amazônia e deportado para o Rio de Janeiro. Confira a entrevista:

NESTA ENTREVISTA

Daniel Reis e um grupo de distribuidores e locadores, na fábrica da Sennheiser, na Alemanha
Daniel Reis e um grupo de distribuidores e locadores, na fábrica da Sennheiser, na Alemanha

A APOSTA

Música & Mercado: Janeiro de 2018. Você vendeu apartamento, vendeu carro e zerou a reserva. O que você comprou com esse dinheiro?

Daniel Reis: Uma posição. Fiz um acordo com o Andreas e o Daniel Sennheiser e investi tudo o que eu havia acumulado em aproximadamente 20 anos de trabalho.

Foi uma decisão pesada.

Música & Mercado: Você já era casado. Como se toma uma decisão dessas com uma família em casa?

Daniel Reis: É preciso acreditar na própria intuição. Eu tinha 38 anos. Pensei: se der errado, começo do zero. Com 38 anos ainda existe energia para reconstruir. Eu não morreria de fome.

Música & Mercado: E se não desse certo?

Daniel Reis: Há oportunidade que passa uma única vez. Para um baiano que começou como técnico de som, aquele trem provavelmente só passaria uma vez. Eu precisava embarcar.

Tem uma frase dura que eu uso: quem tem medo de cagar não come. Não há conquista sem risco.

Para um baiano que começou como técnico de som, aquele trem provavelmente só passaria uma vez. Eu precisava embarcar.

Daniel Reis

Música & Mercado: Antes de você, essa marca já tinha uma história aqui.

Daniel Reis: Muito antes de mim, e é uma história que quase ninguém sabe. Fritz Sennheiser era amigo de um alemão ligado ao cinema, que veio ao Brasil para fazer um filme na Amazônia. Ele acabou no Rio de Janeiro, não voltou mais para a Alemanha e fundou a Eurobrás, que virou uma distribuidora importante.

Pela história que me contaram dentro da empresa, o Brasil teria sido o primeiro país a receber produtos Sennheiser fora da Alemanha. O Brasil não foi mercado periférico que chegou depois — ele estava lá no começo. E ninguém conta isso.

O CAIXOTE DE MADEIRA

Música & Mercado: Você entra nessa história por onde?

Daniel Reis: Em 1997, com 17 anos, comecei a trabalhar com música. Sempre gostei de eletrônica e elétrica, cheguei a cursar Engenharia Elétrica. Depois fui para produção musical, gravação, engenharia de áudio.

Música & Mercado: Anos 1990, sem internet, num país que importava pouco. Como é que se aprendia áudio de verdade?

Daniel Reis: Não tinha Instagram, não tinha rede social. A mídia especializada era impressa. O mercado brasileiro conhecia o que os distribuidores traziam — e nada além disso.

O que me tirou desse limite foi o Asa de Águia. Trabalhei quase 12 anos com eles, numa época em que o axé tinha o tamanho dos maiores movimentos musicais de hoje. O Durval Lelys sempre acreditou nas minhas ideias, e o Asa investia no que havia de mais avançado.

Em 2001 fui à minha primeira feira internacional, um evento da AES. Virei membro da Audio Engineering Society em 2003 e, antes da pandemia, cheguei a palestrar na AES de Nova York — poucos brasileiros tiveram essa chance. Também frequentava Frankfurt. Isso me deixava ver a tecnologia antes de ela chegar aqui.

Música & Mercado: E foi assim que a primeira mesa digital do país subiu num trio elétrico.

Daniel Reis: Em 2004, uma Yamaha DM2000, comprada na PlayTech. Eu era técnico de monitor, e os trios usavam console analógico gigante.

Música & Mercado: Como é que se instala uma mesa digital num trio elétrico em 2004?

Daniel Reis: Dentro de um case de madeira. A gente transportava assim e montava no trio.

Música & Mercado: E o mercado dizia o quê?

Daniel Reis: “Você é louco. O que é isso? Uma mesa digital? Vai dar problema.”

Funcionou.

“Você é louco. O que é isso? Uma mesa digital? Vai dar problema.” Funcionou.

Daniel Reis

Música & Mercado: Teve outras primeiras.

Daniel Reis: Teve. Como eu gravava muito em estúdio, acompanhava a Digidesign, que depois virou Avid. Quando eles lançaram uma console de PA que rodava ao vivo os mesmos plug-ins do estúdio, entendi na hora o que aquilo significava: o cantor ia ouvir no palco o processamento com que já estava acostumado na gravação. Para quem canta, isso muda tudo.

Não tinha distribuição regular no Brasil. O Asa importou direto dos Estados Unidos. Pelo que me lembro havia uma unidade numa grande locadora, provavelmente a Gabisom, mas a nossa foi a segunda do país e a primeira de uma banda.

LIMPAR O MERCADO

Música & Mercado: Quando a Sennheiser chega até você?

Daniel Reis: Em 2009, a Quanta foi convidada a assumir a distribuição da linha profissional. A marca já tinha passado por distribuidores voltados a loja, mas não tinha presença consistente no Pro Audio nem nos palcos dos grandes artistas — é produto de valor alto, Série 5000, coisa que o varejo tradicional dificilmente vende.

A Sennheiser fez uma pesquisa para descobrir quem tinha papel de influência técnica no Brasil naquele momento. Eu já tinha reputação de usar tecnologia avançada em palco. Fui convidado a ser embaixador da marca.

Música & Mercado: E de embaixador a funcionário.

Daniel Reis: Entre 2009 e 2011 fiz o trabalho em parceria com a Quanta. Em 2011 ou 2012 a Sennheiser me contratou direto para a América Latina, e por volta de 2013 saí do Asa e ganhei disponibilidade para viajar.

Fui do México para baixo. Honduras, Guatemala, Panamá, praticamente todos os países. Desenvolvimento de mercado, apoio a projeto, visita a emissora de televisão, treinamento de equipe. Na prática, ajudei a estruturar esse papel de desenvolvedor de mercado de áudio profissional na região.

Música & Mercado: Em 2015 a Quanta cai.

Daniel Reis: Ela enfrentou um litígio tributário sobre a forma de recolhimento de imposto nas importações. Pelo que me contaram, ganhou a discussão depois — mas a decisão favorável veio anos mais tarde, quando o estrago financeiro já tinha comprometido a operação.

Música & Mercado: E você, nessa hora?

Daniel Reis: Cansado da rotina de viagem e do trabalho exclusivamente técnico. O presidente da Sennheiser na época entendia que eu tinha conhecimento de venda e de mercado. A proposta foi direta: eu largava as outras marcas com que trabalhava, virava funcionário integral e assumia como Country Manager do Brasil.

Música & Mercado: Você assume o Brasil e a primeira coisa que faz é sair das lojas. Isso não é o contrário do que se espera de quem assume um mercado?

Daniel Reis: Ficamos sem distribuidor estruturado, e a marca carregava problema de imagem: mudança anterior de distribuição, produto chegando por caminho diferente, nenhuma previsibilidade para a loja. Decidimos parar, limpar e reconstruir. Deixar o estoque antigo ser vendido, reorganizar a operação, e só depois voltar.

Música & Mercado: Quantas empresas conseguem ficar três anos fora do varejo?

Daniel Reis: Poucas. A Sennheiser é alemã, familiar e privada — ela consegue pensar no longo prazo, não depende de entregar resultado mensal para acionista de bolsa. A família entendeu que a gente podia ficar dois, três anos fora, perder receita no curto prazo e voltar estruturado.

Música & Mercado: Mesmo fora, você tentou manter o lojista dentro.

Daniel Reis: Eu propunha modelos que hoje a gente chamaria de omnichannel. Cheguei a dizer para uma loja: “Quanto você ganha por mês com Sennheiser? Se ganha R$ 50 mil, eu preservo essa remuneração. Alugo o espaço da sua parede, instalo um totem e os produtos. Quando houver venda, a gente fatura direto e remunera a loja.”

Faturamento direto, comissão para o varejista, terminal de pagamento da marca, integração entre loja física e operação central. Em 2015.

Música & Mercado: E a reação?

Daniel Reis: Um lojista me chamou de desonesto e ladrão.

Música & Mercado: O que você respondeu?

Daniel Reis: Nada. Não reagi. Até hoje ele não vende Sennheiser, e tudo bem — cada um seguiu seu caminho.

Dez anos depois, diversas empresas fazem exatamente o que eu sugeria. Minha intenção nunca foi tirar dinheiro do lojista; era o contrário, criar formas de aumentar a remuneração de todos.

Dez anos depois, diversas empresas fazem exatamente o que eu sugeria.

Daniel Reis

Música & Mercado: Do lado de fora, parecia que a marca tinha desistido do Brasil. Por dentro, o que estava acontecendo?

Daniel Reis: A gente estava crescendo. Fortalecemos o núcleo, que é o Pro Audio, e chegamos a vender cerca de sete vezes o volume que a Quanta comprava — sem presença ampla em loja.

Música & Mercado: Isso não prova que a loja era dispensável?

Daniel Reis: Prova o contrário. A loja é fundamental. O problema nunca foi estratégia, foi caixa: eu não tinha capacidade de oferecer o prazo de que o varejo precisa. Há loja que compra da distribuição em dez parcelas, 180 dias. É uma especificidade desse mercado.

O problema nunca foi estratégia, foi caixa: eu não tinha capacidade de oferecer o prazo de que o varejo precisa.

Daniel Reis

SÓCIO DE PAÍS

Música & Mercado: Esse crescimento é que gera o convite de 2018.

Daniel Reis: Em 2017 o Daniel Sennheiser me perguntou se eu teria interesse em me tornar Country Partner. Sócio de país. Assumir a operação como empresário.

Música & Mercado: Explica esse modelo, porque quase ninguém no mercado brasileiro sabe o que é.

Daniel Reis: Ele nasceu no processo de internacionalização da Sennheiser, principalmente a partir dos anos 1970. A empresa escolhia parceiros em determinados países — Austrália, Estados Unidos, França, Espanha, Portugal, Itália — e transformava em distribuidor master, com condição de compra que permitia subdistribuir.

A lógica econômica é simples. Quando a fabricante mantém presença própria num país, ela paga escritório, equipe, armazenagem, marketing, administração. No modelo de Country Partner essa estrutura local fica a cargo do parceiro, e em troca ele compra numa condição equivalente à de uma subsidiária, com margem suficiente para manter a operação, investir no mercado e atender subdistribuidor.

É uma espécie de subsidiária contratada.

Música & Mercado: Você é acionista da Sennheiser?

Daniel Reis: Não, e não existe participação societária cruzada em nenhuma direção. Eu não sou acionista da Sennheiser e a Sennheiser não é acionista da minha empresa. Mas o parceiro opera no mesmo nível funcional de uma subsidiária: participa de decisões e integra fóruns globais de gestão.

Música & Mercado: E quantos Country Partners ainda existem?

Daniel Reis: Pouquíssimos. Ao longo do tempo a Sennheiser comprou a maioria dessas operações e transformou em subsidiária própria. Fazia muito tempo que a empresa não abria nenhum.

Música & Mercado: Então por que abriram para você?

Daniel Reis: Porque ela entendeu que Brasil e América Latina apresentavam risco e complexidade que não justificavam, naquele momento, abrir uma subsidiária integral. Abriu uma exceção.

Música & Mercado: Uma exceção que custou o seu patrimônio inteiro. Isso não é a fabricante transferindo risco para você?

Daniel Reis: É exatamente isso, e eu sabia. A diferença é que o risco vinha com uma condição de compra que ninguém mais teria no Brasil. Foi o preço da porta de entrada.

Mas o fato de ser o meu dinheiro também explica por que a Sennheiser não teve, naquele período, a força que podia ter nas lojas. Eu precisava financiar o Pro Audio e financiar o varejo com recurso pessoal ao mesmo tempo. Não havia capital para tudo.

A diferença é que o risco vinha com uma condição de compra que ninguém mais teria no Brasil. Foi o preço da porta de entrada.

Daniel Reis

A VOLTA ÀS LOJAS, E MAIS DE 20 PAÍSES

Música & Mercado: Quando a operação estabilizou, você me ligou.

Daniel Reis: Falei que estava pronto para voltar às lojas. A gente tinha equipe, produto e conhecimento; faltava capital para financiar o canal. Você fez a ponte com a Hayamax, tivemos uma reunião e começou uma parceria muito boa.

O Ricardo e a família têm uma empresa estruturada, sólida, com gestão de crédito, capacidade de prazo e grande presença no atacado. A Hayamax nos permitiu voltar ao varejo.

Música & Mercado: Onde vocês chegaram em cinco anos?

Daniel Reis: Partimos praticamente do zero em lojas. Antes da entrada mais forte das marcas de preço baixo, o mercado relevante era muito concentrado — basicamente Sennheiser e Shure. Com o trabalho da Hayamax, avançamos até uma posição próxima de meio a meio nesse segmento.

Ainda assim, devagar, porque o capital continuava sendo meu. Se uma grande corporação erra, ela absorve a perda. No meu caso era crescer sem tropeçar.

Música & Mercado: E aí começa a expansão para fora.

Daniel Reis: Quando me tornei Country Partner, abri empresa e estrutura de estoque em Miami, mantive operação no Brasil e passei a atender o Paraguai. Em 2021 pedi à família Sennheiser a operação do Chile.

Música & Mercado: Como foi o Chile?

Daniel Reis: Caro. Montei escritório, investi e levei quase um ano para entender a dinâmica local. Gastei muito dinheiro — foi o preço da experiência. Hoje o Chile apresenta resultados muito fortes.

Música & Mercado: Foi o Chile que abriu a porta da região?

Daniel Reis: Em 2025 a Sennheiser avaliou que eu já administrava bem Brasil, Miami, Paraguai e Chile, e propôs que eu assumisse toda a América Latina. Respondi que precisava ser gradual.

A partir de abril de 2025 fui incorporando por etapas: primeiro Colômbia; depois Panamá, Venezuela e Equador; depois Peru; e no fim do ano, Argentina. A complexidade crescia a cada mês.

Música & Mercado: Em algum momento a conta apertou.

Daniel Reis: Apertou. Eu não sou herdeiro. Desde os 17 anos eu pago as minhas contas, e já enfrentei viagem de 15 horas de ônibus para ganhar R$ 30. O meu crescimento sempre esteve limitado ao tamanho do meu bolso.

Hoje eu cuido de aproximadamente 130 distribuidores em mais de 20 países da América Latina, com exceção do México.

Fausto Scifoni e Daniel Reis, Sennheiser na Multilaser
Fausto Scifoni e Daniel Reis, Sennheiser na Multilaser

Eu não sou herdeiro. Desde os 17 anos eu pago as minhas contas, e já enfrentei viagem de 15 horas de ônibus para ganhar R$ 30.

Daniel Reis

O MICROFONE BARATO

Música & Mercado: Vamos para o mercado. A base da pirâmide mudou muito?

Daniel Reis: Mudou de forma que muita gente ainda não processou. Hoje o microfone de entrada satisfaz uma parcela muito maior dos usuários do que no passado.

Dá para comparar com pedal de guitarra. Na década de 1980, um pedal de entrada podia ser muito ruim, gerar ruído, comprometer o sinal. Hoje equipamento básico pode ser tão bom quanto produtos considerados de alto nível décadas atrás. Com microfone foi igual.

Música & Mercado: Isso é um problema para vocês.

Daniel Reis: É um problema para quem depende do nome. A marca precisa explicar com clareza qual é a diferença entre um sistema apenas barato e uma solução profissional moderna. Não basta tradição.

A marca precisa explicar com clareza qual é a diferença entre um sistema apenas barato e uma solução profissional moderna. Não basta tradição.

Daniel Reis

Música & Mercado: Vocês vão fabricar uma linha de entrada no Brasil?

Daniel Reis: Não existe esse plano neste momento. O mercado de entrada já é bem atendido por marcas como Dylan e Kadosh, entre outras, que são empresas relevantes em vários segmentos. Nosso foco é o áudio profissional.

Se algum dia desenvolvermos algo, provavelmente seria posicionado numa camada abaixo da Sennheiser e acima das marcas de entrada. Mas isso é hipótese, não projeto anunciado.

Música & Mercado: A Sennheiser está muito acima do preço americano no Brasil?

Daniel Reis: Quando comparamos com varejista norte-americano como Sweetwater ou B&H, somos uma das marcas que mais se aproximam do preço praticado nos Estados Unidos. Considerando a compra da loja, o markup necessário para o varejista e o preço final ao consumidor, ficamos em média cerca de 30% acima — em determinados produtos.

E não é escolhendo um item para fazer preço. Alguns concorrentes elegem um ou dois produtos para atuar como boi de piranha e queimam margem apenas neles. Não é o nosso caminho.

ONDE ESTÁ A DIFERENÇA, TECNICAMENTE

Música & Mercado: Então qual é a diferença, na prática?

Daniel Reis: Parte relevante dos sistemas vendidos na base do mercado ainda usa uma tecnologia equivalente à praticada há muitos anos: modulação analógica em FM.

Música & Mercado: Isso não é a mesma coisa que UHF?

Daniel Reis: Não, e muita gente confunde. A faixa de RF ou UHF é uma coisa; o tipo de modulação é outra.

Na modulação analógica o sistema fica mais exposto a limitações e variáveis próprias dessa tecnologia. As grandes marcas caminharam para o digital porque ele oferece vantagem de qualidade de áudio, consistência sonora, imunidade a interferência, segurança e gestão de espectro.

Música & Mercado: Mas o timbre não vem da cápsula?

Daniel Reis: O timbre também depende da cápsula. Só que não é só a cápsula que define desempenho. É possível colocar uma cápsula de marca reconhecida numa base eletrônica simples e, ainda assim, não alcançar a confiabilidade de um sistema integralmente projetado como solução profissional.

Isso é educação de mercado. Não se trata de comparar dois microfones visualmente parecidos.

Música & Mercado: Há quanto tempo a Sennheiser está nessa disputa?

Daniel Reis: Há mais de uma década. O Digital 9000 é o marco: 2012.

Lançado na IBC daquele ano, em Amsterdã, depois de dez anos de desenvolvimento — o maior projeto de P&D da história da empresa.

Música & Mercado: Dez anos para um produto. É um tipo de aposta que empresa de capital aberto raramente faz.

Daniel Reis: E o efeito prático é este: parte da concorrência de entrada vende hoje tecnologias que a Sennheiser já vinha superando há uns 13 anos.

Parte da concorrência de entrada vende hoje tecnologias que a Sennheiser já vinha superando há uns 13 anos.

Daniel Reis

Música & Mercado: Antes do digital, o que sustenta essa história de inovação?

Daniel Reis: Microfone shotgun, sistema sem fio desde os anos 1950, microfone headset. E agora digital e banda larga.

O sem fio é de 1957 — o Microport, feito para televisão, em cooperação com a emissora NDR e com a Telefunken.

E isso diz muito sobre a empresa. Ela não entrou no sem fio por moda: entrou porque a televisão alemã precisava e pediu.

Sennheiser SPECTERA

Música & Mercado: O que o Spectera muda?

Daniel Reis: É um novo salto. A tecnologia é WMAS, Wireless Multichannel Audio Systems. Numa base de 1U você trabalha com até 32 canais de microfone e 32 canais de monitoramento ou IEM. Até 64 canais de áudio.

Em vez de coordenar individualmente uma grande quantidade de frequências estreitas, o sistema trabalha com um canal de RF de banda larga e gerencia de forma dinâmica os recursos de transmissão, recepção, monitoramento e controle. Reduz drasticamente a complexidade de coordenação de frequência.

Eu uso a expressão “é impossível falhar” para transmitir o nível de confiança que o sistema busca oferecer. Tecnicamente, nenhuma solução deve ser apresentada como infalível — mas é esse o patamar.

Música & Mercado: Quem já está usando no Brasil?

Daniel Reis: Turnê de grande artista, o Lulu Santos entre outros, e grande igreja — a Igreja Batista da Lagoinha é uma das compradoras. Já são mais de 70 unidades no país.

A indústria está migrando nessa direção. Como normalmente ocorre, a tecnologia chega primeiro às grandes operações profissionais e depois influencia as demais camadas.

Música & Mercado: Isso não funcionaria no Brasil sem mudança regulatória.

Daniel Reis: Não funcionaria. Para viabilizar sistema de banda larga como o Spectera foi necessário trabalhar a regulamentação de radiofrequência. A ANAFIMA teve papel importante no diálogo institucional para permitir que sistema de microfone operasse com largura de banda maior. Houve uma mudança relevante, e esse apoio foi decisivo para a tecnologia ser autorizada no país.

Música & Mercado: Spectera é caro?

Daniel Reis: Essa é a parte que a gente comunica mal.

Música & Mercado: Como assim?

Daniel Reis: Porque ele não é apenas uma solução tecnologicamente superior. Em determinados projetos ele é economicamente competitivo. Quando você calcula uma estrutura de 32 microfones e 32 canais de in-ear com sistema convencional — receptor, transmissor, distribuição de RF, antena, infraestrutura, coordenação — o custo total pode superar o de uma solução Spectera.

Música & Mercado: Inclusive contra marca de entrada?

Daniel Reis: Eu já fiz essa conta montando 32 canais com uma marca de entrada. Mesmo nesse cenário, o Spectera pode sair mais barato no custo total do sistema.

O recado é esse: a Sennheiser está na ponta tecnológica e precisa comunicar melhor que tecnologia avançada não significa necessariamente custo total maior.

Eu já fiz essa conta montando 32 canais com uma marca de entrada. Mesmo nesse cenário, o Spectera pode sair mais barato no custo total do sistema.

Daniel Reis

POUCA MENSAGEM PARA MUITA GENTE

Música & Mercado: Como você explica isso para uma igreja que não tem engenheiro de áudio?

Daniel Reis: A igreja olha dois microfones e acha que são semelhantes. Mas quando instala dez sistemas baratos num ambiente profissional, aparecem problemas de coordenação, interferência, consistência e confiabilidade.

Eu acredito que muita igreja aceitaria investir um pouco mais — mil reais adicionais, digamos — se entendesse claramente a diferença e o risco operacional. O mercado ainda não tem esse conhecimento de forma ampla. Precisamos fincar a bandeira do digital.

Música & Mercado: Há uma máxima do marketing político que se aplica bem aqui: pouca mensagem para muitas pessoas, muitas mensagens para poucas pessoas. Serve para o seu caso?

Daniel Reis: Serve exatamente. O engenheiro de áudio pode receber conteúdo técnico aprofundado. O usuário comum, que quer apenas um bom microfone para a igreja, precisa de mensagem curta e compreensível.

Música & Mercado: “O digital é mais puro” não é simplificação enganosa?

Daniel Reis: Só se a gente não explicar o que está por trás. Podemos trabalhar ideias simples, desde que sejam tecnicamente responsáveis e não criem promessa falsa. O consumidor já associa digital a tecnologia mais atual e superior; o nosso trabalho é explicar o benefício concreto por trás dessa percepção.

Música & Mercado: As marcas de entrada vão para o digital também. A China está aberta para que muitas empresas desenvolvam produto, e a capacidade das fábricas evolui rapidamente.

Daniel Reis: Vão, sim. Dylan e Kadosh fizeram um trabalho importante e conquistaram share of mind e participação de mercado, e essas marcas naturalmente vão buscar soluções digitais cada vez melhores.

Vantagem tecnológica não é eterna. Por isso a Sennheiser precisa comunicar agora aquilo que já domina: qualidade de áudio, transmissão digital, segurança, confiabilidade, gestão de espectro, ecossistema e experiência profissional.

A mensagem não pode ser “somos mais caros porque somos tradicionais”. Tem que ser: existe uma diferença tecnológica e operacional que reduz risco e aumenta consistência.

Música & Mercado: Vinte e nove anos depois de começar em Salvador, o que ainda falta fazer?

Daniel Reis: Fincar a bandeira do digital. Essa é a disputa dos próximos anos, e ela não é de preço — é de entendimento. Ter o melhor produto e não conseguir explicar por que ele é melhor é um problema nosso, não do cliente.

Ter o melhor produto e não conseguir explicar por que ele é melhor é um problema nosso, não do cliente.

Daniel Reis

A ORIGEM DA MARCA NO BRASIL

O cineasta que foi preso na Amazônia e trouxe a Sennheiser

A Música & Mercado foi atrás da história que Reis conta de memória. O alemão existiu, tem nome e a chegada dele foi menos romântica do que a lenda.

Chamava-se Franz Eichhorn e era diretor de cinema. Desembarcou na Amazônia em 1957 com equipe de filmagem e câmeras Arriflex, sem documentação adequada. Foi preso e deportado para o Rio de Janeiro, onde as autoridades concluíram que a intenção era simples: filmar as belezas naturais do país.

Ele não era estreante. Em 1929 já havia participado de uma expedição cinematográfica ao Amazonas com o irmão, Edgar, e com August Brückner, que morreu na viagem. E assinava coproduções Brasil–Alemanha desde 1950. Em 1962, no Centro do Rio, fundou a Eurobrás Film Produções Cinematográficas — nome que explica o negócio: um cineasta que precisava de equipamento e passou a trazer equipamento. A Eurobrás introduziu no país as câmeras Arriflex, os tripés Sachtler e os microfones Sennheiser. Segue ativa, na Av. Graça Aranha, e segue representando a marca.

Sobre a primazia brasileira, não achamos documentação. A Sennheiser data a própria internacionalização em 1988, com a subsidiária francesa, e em 1969 a exportação já respondia por cerca de um terço do faturamento — havia produto saindo da Alemanha bem antes de 1962. Nos Estados Unidos, as vendas começaram em 1963, por um distribuidor independente em Manhattan.

A Eurobrás distribui Sennheiser desde 1962 — um ano antes da primeira venda registrada nos Estados Unidos e 26 anos antes de a marca abrir sua primeira subsidiária no mundo. Provavelmente uma das representações Sennheiser mais antigas do planeta ainda em operação. E chegou pela porta do cinema, não pela da loja: o primeiro Sennheiser que entrou no Brasil veio junto com câmera e tripé.

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Produto novo não basta: como avaliar se um lançamento merece entrar no mix https://musicaemercado.org/avaliar-lancamento-mix-loja-musica/ https://musicaemercado.org/avaliar-lancamento-mix-loja-musica/#respond Mon, 03 Aug 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256641 Produto novo não basta: como avaliar se um lançamento merece entrar no mix

Para uma loja de instrumentos musicais, incorporar um lançamento exige mais do que entusiasmo: é preciso medir margem, giro, disponibilidade, suporte, demanda real e capacidade de venda. Em uma feira de música, os lançamentos chamam atenção. Têm design novo, discurso de marca, demonstrações, artistas convidados, vídeos e condições especiais de apresentação. Para uma loja, esse […]

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Produto novo não basta: como avaliar se um lançamento merece entrar no mix

Para uma loja de instrumentos musicais, incorporar um lançamento exige mais do que entusiasmo: é preciso medir margem, giro, disponibilidade, suporte, demanda real e capacidade de venda.

Em uma feira de música, os lançamentos chamam atenção. Têm design novo, discurso de marca, demonstrações, artistas convidados, vídeos e condições especiais de apresentação. Para uma loja, esse ambiente pode gerar uma sensação imediata de oportunidade.

Mas produto novo nem sempre significa bom negócio.

O desafio do lojista não é descobrir tudo o que acabou de chegar ao mercado. É decidir o que merece entrar no mix da loja, o que deve esperar, o que pode ser testado em pequena quantidade e o que não combina com seu público.

Em eventos como a Conecta+ Música & Mercado, onde a proposta combina exposição profissional, congresso e agenda de negócios, a visita de uma loja deve ser tratada como ferramenta de compra e análise comercial. A edição 2026 está prevista para acontecer de 13 a 15 de novembro de 2026, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, em um ambiente pensado para avaliar soluções, conversar, negociar e avançar oportunidades reais de negócio. 

A novidade não paga a conta

Um lançamento pode atrair olhares, mas a loja vive de venda, margem e reposição. O produto que gera curiosidade na feira não necessariamente terá saída no ponto de venda.

Antes de incorporar uma novidade, o lojista deve separar interesse de demanda. O interesse aparece quando o produto chama atenção. A demanda existe quando o cliente está disposto a comprar, a loja sabe vender, o preço faz sentido e o fornecedor consegue repor.

Essa diferença é decisiva. Muitos produtos novos entram na loja por impulso e acabam ocupando espaço, capital e energia comercial. Outros, menos chamativos, podem ter mais giro e melhor resultado.

O lojista não deve perguntar apenas “esse produto é bom?”. Deve perguntar: “esse produto faz sentido para minha loja, meu cliente e meu caixa?”

Primeiro filtro: encaixe com o público da loja

O primeiro critério é o perfil do cliente.

Uma loja com venda forte para iniciantes não deve avaliar um lançamento da mesma forma que uma loja voltada a músicos profissionais, estúdios, igrejas, escolas ou técnicos de áudio. O mesmo produto pode ser excelente para um tipo de cliente e pouco adequado para outro.

Antes de comprar, vale responder:

Meu cliente entende esse produto?
Já existe demanda por essa categoria?
O preço está dentro da realidade do meu público?
O produto resolve um problema frequente na loja?
Pode gerar recompra ou venda adicional?
A equipe de vendas sabe explicar seu valor?

Se a resposta depender de muito esforço de convencimento, o produto pode exigir uma estratégia de venda mais longa. Isso não o descarta, mas muda o tamanho da compra inicial.

Segundo filtro: margem real, não apenas desconto

Um lançamento costuma vir acompanhado de condições de entrada. O fornecedor pode oferecer desconto inicial, pacote promocional, material de apoio ou bonificação. Tudo isso ajuda, mas não substitui o cálculo da margem real.

A loja deve calcular quanto ganha depois de impostos, frete, comissões, meios de pagamento, possíveis descontos ao cliente e custo financeiro do estoque.

Também deve considerar se o preço sugerido é compatível com o mercado. Se o mesmo produto aparece em marketplaces com diferenças agressivas, a loja pode perder capacidade de competir antes de recuperar o investimento.

A pergunta prática para o fornecedor é: “Com as condições normais de reposição, qual será a margem da loja?”

A margem de lançamento pode ser boa. A margem de continuidade é o que sustenta o negócio.

Terceiro filtro: disponibilidade e reposição

Um produto novo pode vender bem na primeira semana e virar problema na segunda se não houver reposição.

A loja deve perguntar se o lançamento terá estoque contínuo, qual será o prazo de entrega, se a linha será importada regularmente e quais são os produtos prioritários dentro da categoria.

A falta de reposição afeta a venda de duas formas. Primeiro, impede aproveitar a demanda criada. Segundo, frustra o vendedor, que deixa de oferecer um produto porque não sabe se poderá entregá-lo.

Para produtos de entrada, acessórios, consumíveis e categorias de giro, a reposição é tão importante quanto o preço. Para produtos mais caros ou de nicho, o prazo e a previsibilidade também importam.

Um lançamento sem plano de abastecimento não deve entrar com força no mix.

Quarto filtro: facilidade de demonstração

No mercado musical, vender depende muitas vezes de mostrar.

Um instrumento precisa ser tocado. Um pedal precisa ser ouvido. Uma interface precisa ser explicada. Um sistema de áudio precisa ser comparado. Um software precisa de contexto. Uma solução para educação musical precisa de demonstração prática.

Por isso, a loja deve avaliar se o lançamento pode ser demonstrado dentro da sua realidade.

Cabe no espaço físico?
Exige instalação complexa?
O vendedor consegue explicar em poucos minutos?
O produto se presta a vídeos curtos?
Pode ser usado em uma clínica, aula ou ação com clientes?
Gera experiência ou depende apenas de ficha técnica?

Um produto fácil de demonstrar tem mais chance de virar venda. Um produto difícil de explicar pode funcionar, mas exige capacitação e conteúdo.

Quinto filtro: suporte, garantia e risco pós-venda

O lançamento pode ser novo para o mercado, mas também pode ser novo para o fornecedor. Isso aumenta o risco.

Antes de incorporar uma linha, a loja deve saber como funcionará a garantia, quem atenderá o suporte técnico, se haverá peças de reposição, qual será o tempo de resposta e o que acontece em caso de defeito.

O pós-venda pesa diretamente sobre a reputação da loja. Quando algo falha, o cliente não reclama primeiro com o fabricante. Reclama com quem vendeu.

Por isso, uma novidade sem estrutura de suporte deve ser avaliada com cautela. A loja pode testar, mas não deveria comprometer grande parte do orçamento em um produto cujo respaldo ainda não está claro.

Sexto filtro: capacitação da equipe

Um lançamento só entra de verdade no mix quando a equipe sabe vendê-lo.

Se o vendedor não entende a diferença entre o novo produto e as opções já disponíveis, a venda volta ao preço. Se não sabe explicar aplicação, benefício e público ideal, o produto fica parado.

A loja deve perguntar ao fornecedor se haverá capacitação, material de venda, vídeos, fichas técnicas, argumentos comparativos e apoio para demonstrações.

Isso vale especialmente para categorias técnicas: áudio, interfaces, controladores, software, iluminação, sistemas sem fio, pedais digitais, produtos para home studio e soluções educacionais.

Lançamento que exige explicação precisa de treinamento. Sem isso, vira estoque parado.

Sétimo filtro: relação com o mix atual

Um produto novo não deve ser avaliado isoladamente. Deve ser comparado com o que a loja já vende.

Ele pode completar uma categoria, substituir uma linha com baixa margem, abrir um novo público ou gerar venda adicional. Mas também pode competir com produtos que já giram bem, duplicar funções ou confundir o cliente.

A pergunta é: esse lançamento melhora o mix ou apenas aumenta o mix?

Um mix eficiente não é o que tem mais referências. É o que tem produtos com função clara: atrair, girar, gerar margem, completar vendas, atender nichos ou fortalecer a imagem da loja.

Uma loja com excesso de produtos parecidos perde foco, compra mal e dificulta o trabalho do vendedor.

Oitavo filtro: potencial de conteúdo e atração

Hoje, a loja também vende por conteúdo.

Um lançamento pode ter valor se ajuda a gerar vídeos, posts, comparativos, demonstrações ao vivo, clínicas, lives, newsletters ou ações com professores e artistas locais.

Mas o conteúdo deve servir à venda. Não basta o produto ser “instagramável”. Precisa atrair o cliente certo e facilitar a conversa comercial.

Em uma feira, o lojista deve observar como a marca apresenta o lançamento. Se a demonstração convence no evento, pode inspirar uma ação dentro da loja.

Como comprar sem assumir risco excessivo

Nem todo lançamento deve entrar com pedido grande. Em muitos casos, a melhor decisão é fazer uma compra de teste.

A loja pode negociar um lote reduzido, uma condição especial de introdução, um produto demonstrador, apoio de conteúdo, treinamento da equipe e revisão de resultados depois de 30 ou 60 dias.

A compra de teste deve ter critério. Definir quantas unidades entram, qual vendedor será responsável, como será feita a demonstração, que conteúdo será publicado e qual indicador definirá continuidade.

Sem medição, o teste vira improviso.

Conecta+ como ambiente de análise, não apenas de compra

A Conecta+ 2026 se apresenta como uma plataforma mais ampla, na qual o varejo continua sendo vital, mas passa a fazer parte de um ecossistema com quem compra, especifica, programa, opera, forma, licencia e monetiza. 

Para uma loja, isso amplia a forma de avaliar lançamentos. Não se trata apenas de olhar qual produto pode ser vendido no balcão. Também vale observar o que professores, técnicos, artistas, estúdios, igrejas, escolas e produtores estão usando.

Muitas vezes, a demanda nasce fora da loja e chega ao balcão depois.

Decidir melhor para vender melhor

Incorporar um lançamento ao mix é uma decisão de gestão, não de entusiasmo.

A loja deve avaliar encaixe com o público, margem real, reposição, demonstração, suporte, capacitação, relação com o mix atual e potencial de conteúdo. Também deve medir risco: quanto capital ficará parado se a aposta não funcionar?

Em uma feira, a novidade aparece com força. Mas o trabalho do lojista é olhar além do impacto inicial.

Produto novo não basta. Para entrar no mix, precisa ter função comercial clara, respaldo do fornecedor e possibilidade real de venda.

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UJAM Retrocraft para criação de timbres vintage e lo-fi https://musicaemercado.org/ujam-retrocraft-plugin-efeitos-vintage/ https://musicaemercado.org/ujam-retrocraft-plugin-efeitos-vintage/#respond Mon, 03 Aug 2026 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256667 UJAM Retrocraft para criação de timbres vintage e lo-fi

Plug-in reúne saturação, degradação, modulação, delay, reverb e simulações de fita, vinil e alto-falantes. A UJAM lançou o Retrocraft, plug-in de multi-efeitos voltado à criação de timbres vintage, texturas lo-fi e processamento criativo de instrumentos e vocais. O software reúne em um único ambiente recursos de saturação com inspiração analógica, degradação de sinal, simulação de […]

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UJAM Retrocraft para criação de timbres vintage e lo-fi

Plug-in reúne saturação, degradação, modulação, delay, reverb e simulações de fita, vinil e alto-falantes.

A UJAM lançou o Retrocraft, plug-in de multi-efeitos voltado à criação de timbres vintage, texturas lo-fi e processamento criativo de instrumentos e vocais.

O software reúne em um único ambiente recursos de saturação com inspiração analógica, degradação de sinal, simulação de reprodução em fita e vinil, modelagem de alto-falantes, modulação, instabilidade, ambiência e efeitos de corte rítmico.

O Retrocraft inclui seis módulos de efeitos: LoFi, Modulation, Instability, Delay, Reverb e Chop. Os estágios podem ser combinados e ajustados separadamente, permitindo desde pequenas alterações de cor até transformações mais intensas.

Entre as simulações disponíveis estão efeitos de megafone, telefone, rádio degradado e diferentes tipos de reprodução vintage. O plug-in oferece 100 presets para instrumentos e vocais, além de 56 presets básicos dedicados aos algoritmos individuais.

A função Surprise gera combinações automáticas de efeitos para servir como ponto de partida para novos sons.

O Retrocraft é compatível com macOS e Windows nos formatos VST2, VST3, AU2 e AAX.

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Harman do Brasil amplia cobertura comercial e reforça atuação em mercados estratégicos https://musicaemercado.org/harman-brasil-amplia-cobertura-comercial/ https://musicaemercado.org/harman-brasil-amplia-cobertura-comercial/#respond Sat, 01 Aug 2026 14:09:20 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256885 Harman do Brasil amplia cobertura comercial e reforça atuação em mercados estratégicos

A Harman do Brasil anunciou a ampliação de sua estrutura de representação comercial como parte da estratégia de fortalecer sua presença regional e estreitar o relacionamento com revendas, integradores e parceiros em diferentes mercados do país. A principal mudança está na expansão da cobertura comercial em estados considerados estratégicos. Acre, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso […]

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Harman do Brasil amplia cobertura comercial e reforça atuação em mercados estratégicos

A Harman do Brasil anunciou a ampliação de sua estrutura de representação comercial como parte da estratégia de fortalecer sua presença regional e estreitar o relacionamento com revendas, integradores e parceiros em diferentes mercados do país.

A principal mudança está na expansão da cobertura comercial em estados considerados estratégicos. Acre, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso passam a contar com uma estrutura reforçada, com dois representantes atuando em cada região, ampliando a capacidade de atendimento e o suporte aos clientes locais.

Entre os novos nomes que passam a integrar a equipe estão James Freitas, que assume a representação comercial nos estados do Acre e Rondônia; Deniel, da Drums Representações, responsável pelo atendimento ao mercado maranhense; e Jarbas, da GS Jarbas Representações, que reforça a atuação da empresa em sua região de cobertura.

Segundo a Harman do Brasil, a chegada dos novos representantes faz parte de um plano de expansão que prioriza profissionais com experiência no setor, forte relacionamento com o mercado e conhecimento das características de cada região, permitindo um atendimento mais próximo e alinhhado às necessidades dos clientes.

A empresa afirma que a ampliação da equipe comercial reforça seu compromisso em oferecer um atendimento cada vez mais ágil, qualificado e eficiente, fortalecendo parcerias e criando novas oportunidades de negócios.

Nos últimos anos, fabricantes e distribuidores do mercado de áudio profissional têm intensificado investimentos em estruturas comerciais regionalizadas, buscando maior proximidade com integradores, instaladores e revendas especializadas. Nesse contexto, a ampliação da rede de representantes da Harman do Brasil acompanha uma tendência do setor voltada ao fortalecimento da presença local e ao suporte técnico-comercial mais próximo dos canais de distribuição.

Contatos dos novos representantes Harman do Brasil

Acre e Rondônia

  • James Freitas
  • Cel.: +55 (68) 9972-9974

Maranhão

  • Deniel – Drums Representações
  • Cel.: +55 (98) 98162-1016

Mato Grosso

  • Jarbas – GS Jarbas Representações
  • Cel.: +55 (65) 9956-3763

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Blackstar Beam Solo recebe suporte ao Neural Amp Modeler https://musicaemercado.org/blackstar-beam-solo-suporte-neural-amp-modeler/ https://musicaemercado.org/blackstar-beam-solo-suporte-neural-amp-modeler/#respond Fri, 31 Jul 2026 10:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256524 Blackstar Beam Solo recebe suporte ao Neural Amp Modeler

Atualização gratuita incorpora capturas NAM A2 Lite ao amplificador de fones e amplia as opções para estudo e gravação. A Blackstar Amplification anunciou uma parceria com a TONE3000 para incorporar suporte a capturas NAM A2 no Beam Solo. Segundo as empresas, o modelo passa a ser o primeiro amplificador de fones com execução nativa da […]

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Blackstar Beam Solo recebe suporte ao Neural Amp Modeler

Atualização gratuita incorpora capturas NAM A2 Lite ao amplificador de fones e amplia as opções para estudo e gravação.

A Blackstar Amplification anunciou uma parceria com a TONE3000 para incorporar suporte a capturas NAM A2 no Beam Solo. Segundo as empresas, o modelo passa a ser o primeiro amplificador de fones com execução nativa da tecnologia Neural Amp Modeler.

O recurso será disponibilizado por meio de uma atualização gratuita de firmware no aplicativo Beam. Com o mecanismo NAM A2 da TONE3000, os usuários poderão carregar capturas NAM A2 Lite diretamente no equipamento.

A tecnologia permite reproduzir digitalmente características de amplificadores capturados por redes neurais. Com a atualização, o Beam Solo passa a oferecer acesso a uma biblioteca aberta com milhares de modelos NAM criados por usuários e desenvolvedores.

O equipamento já reúne 11 modelos de amplificadores, mais de 35 efeitos, simulação de caixas CabRig com tecnologia In The Room, controle ISF, XpressFX, SpeedDial e reprodução de áudio por Bluetooth.

O Beam Solo também inclui entrada para microfone de headset, pré-amplificadores, gravação multicanal por USB-C e integração com o aplicativo Beam.

A atualização com suporte ao NAM A2 será gratuita para todos os proprietários do Beam Solo.

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Powersoft nomeia Juan Moreno para área de vendas na América do Sul https://musicaemercado.org/powersoft-juan-moreno-vendas-america-do-sul/ https://musicaemercado.org/powersoft-juan-moreno-vendas-america-do-sul/#respond Fri, 31 Jul 2026 09:18:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256551 Powersoft nomeia Juan Moreno para área de vendas na América do Sul

Executivo trabalhará com distribuidores da Powersoft na América Latina e buscará ampliar a presença da empresa em diferentes segmentos de áudio profissional. A Powersoft anunciou a nomeação de Juan Moreno como gerente de vendas para distribuição na América do Sul. O executivo será responsável pelo relacionamento com os parceiros comerciais da fabricante e pela identificação […]

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Powersoft nomeia Juan Moreno para área de vendas na América do Sul

Executivo trabalhará com distribuidores da Powersoft na América Latina e buscará ampliar a presença da empresa em diferentes segmentos de áudio profissional.

A Powersoft anunciou a nomeação de Juan Moreno como gerente de vendas para distribuição na América do Sul. O executivo será responsável pelo relacionamento com os parceiros comerciais da fabricante e pela identificação de novas oportunidades de negócios na América Latina.

Moreno possui mais de 15 anos de experiência no setor de áudio profissional, com atuação nas áreas de desenvolvimento de negócios, vendas e gestão de canais. Antes de ingressar na Powersoft, trabalhou na Shure e na Sennheiser, onde participou da expansão de redes de distribuição e do relacionamento com parceiros na região.

Durante sua passagem pela Shure, Moreno esteve envolvido no suporte a eventos como o Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, o Lollapalooza e o Latin Grammy Awards. O trabalho incluiu o contato com distribuidores, empresas de locação, integradores de sistemas e profissionais do mercado de entretenimento ao vivo.

Na Sennheiser, o executivo atuou no desenvolvimento de mercados nos quais a empresa ainda tinha presença limitada. Segundo a Powersoft, a estratégia incluiu a ampliação dos canais comerciais e o fortalecimento das relações com distribuidores locais.

Em sua nova função, Moreno trabalhará com os parceiros de distribuição da Powersoft na América Latina para ampliar a atuação da empresa em segmentos como entretenimento ao vivo, instalações fixas, hotelaria, arenas esportivas e audiovisual corporativo.

A realização de treinamentos técnicos e a aproximação com consultores, integradores e usuários finais também estarão entre as prioridades do executivo.

“O que me atraiu na Powersoft foi sua reputação em inovação e engenharia. A empresa tem desafiado os padrões da indústria com tecnologias voltadas a desempenho, eficiência e confiabilidade”, afirmou Moreno.

O executivo acrescentou que a nova posição permitirá trabalhar com os parceiros da empresa na América Latina para desenvolver oportunidades comerciais e oferecer soluções aos clientes da região.

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