Música & Mercado A música sob o viés do trabalho e negócios Thu, 07 May 2026 11:18:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://musicaemercado.org/wp-content/uploads/2026/04/mmlogo-hires-1-80x80.jpg Música & Mercado 32 32 Electro-Voice oferece garantia estendida no Brasil https://musicaemercado.org/electro-voice-garantia-estendida-brasil/ https://musicaemercado.org/electro-voice-garantia-estendida-brasil/#respond Thu, 07 May 2026 10:22:50 +0000 https://musicaemercado.org/?p=254862 Electro-Voice oferece garantia estendida no Brasil

Programa cobre linhas portáteis da marca e amplia a proteção total para cinco anos, desde que o produto seja registrado em até 90 dias após a compra. A Electro-Voice anunciou um novo programa de garantia estendida para sua linha de caixas de som portáteis amplificadas no Brasil. Com a iniciativa, a marca passa a oferecer cinco […]

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Electro-Voice oferece garantia estendida no Brasil

Programa cobre linhas portáteis da marca e amplia a proteção total para cinco anos, desde que o produto seja registrado em até 90 dias após a compra.

A Electro-Voice anunciou um novo programa de garantia estendida para sua linha de caixas de som portáteis amplificadas no Brasil. Com a iniciativa, a marca passa a oferecer cinco anos de cobertura total, somando três anos de garantia padrão e dois anos adicionais sem custo, desde que o equipamento seja registrado em até 90 dias após a compra.

O programa entrou em vigor no fim de abril de 2026 e reforça a estratégia de suporte de longo prazo ao cliente. A cobertura vale para produtos novos adquiridos por meio de revendedores autorizados da marca.

Estão incluídos no programa os modelos amplificados das linhas ZLX G2, ELX200, EKX, ETX, EVERSE, EVOLVE e PXM.

Para obter a extensão da garantia, o cliente deve registrar o produto no site da Electro-Voice e informar dados de contato, o número de série de 18 dígitos do equipamento e um comprovante de compra com data igual ou posterior a 1º de janeiro de 2026. Mais de uma unidade pode ser cadastrada no mesmo formulário. Após o processo, o usuário recebe um e-mail automático com a confirmação do status da garantia.

A empresa informou que a cobertura inclui defeitos de material e de fabricação em condições normais de uso e instalação adequada. A garantia pressupõe operação e manutenção profissionais, conforme as especificações do produto.

A Electro-Voice também ressalta que a garantia estendida vale apenas para o comprador final original e exige a manutenção da nota fiscal original ou de uma cópia legível, além da etiqueta com o número de série intacta no produto. Compras realizadas em lojistas não autorizados, revendedores terceiros ou vendedores online não verificados anulam a cobertura do fabricante.

Para acionar a garantia ou verificar a cobertura, o cliente deverá manter a documentação de compra, enviar a solicitação por escrito a parceiros ou distribuidores certificados e, se necessário, entrar em contato com o suporte técnico da marca para localizar assistências autorizadas. Você pode encontrar mais informações aqui.

Com quase um século de atuação no mercado de áudio profissional, a Electro-Voice afirma que a nova política amplia uma das coberturas mais completas do setor para caixas portáteis amplificadas.

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Saxofone alto JAS1150 da Jupiter https://musicaemercado.org/saxofone-alto-jas1150-jupiter/ https://musicaemercado.org/saxofone-alto-jas1150-jupiter/#respond Thu, 07 May 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251185 Saxofone alto JAS1150 da Jupiter

Novo modelo da série Performance mira músicos avançados e profissionais, com foco em resposta, estabilidade mecânica e projeção. A Jupiter apresentou o JAS1150 Alto Saxophone, novo saxofone alto desenvolvido para músicos avançados e profissionais. Segundo a marca, o instrumento foi projetado para oferecer mais controle, consistência, projeção e resposta, com uma construção voltada a reforçar […]

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Saxofone alto JAS1150 da Jupiter

Novo modelo da série Performance mira músicos avançados e profissionais, com foco em resposta, estabilidade mecânica e projeção.

A Jupiter apresentou o JAS1150 Alto Saxophone, novo saxofone alto desenvolvido para músicos avançados e profissionais. Segundo a marca, o instrumento foi projetado para oferecer mais controle, consistência, projeção e resposta, com uma construção voltada a reforçar a expressão musical do instrumentista. 

O modelo traz corpo em latão laqueado em dourado e braço também laqueado com tratamento Sona-Pure+, recurso que, de acordo com a Jupiter, ajuda a entregar som mais quente, ressonante e com resposta mais suave. A empresa também destaca a construção com chapa laminada e junção selada, pensada para manter densidade controlada do material e vibração mais uniforme. 

Entre os elementos técnicos, o JAS1150 incorpora construção ribbed, voltada a melhorar a estabilidade das chaves e a precisão mecânica, além de um novo bell brace leve, que reforça a ligação da campana sem adicionar peso extra e busca projeção mais equilibrada. 

Nas especificações, o instrumento é afinado em Mi bemol, usa chaves em latão laqueado, sapatilhas PISONI Premium Deluxe com Metal Tone Boosters e acompanha softcase em formato backpack. A Jupiter informou que o JAS1150 já está disponível por meio de revendedores autorizados. 

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SSL faz ponte entre ST 2110 e Dante https://musicaemercado.org/ssl-ponte-st-2110-dante/ https://musicaemercado.org/ssl-ponte-st-2110-dante/#respond Thu, 07 May 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251175 SSL faz ponte entre ST 2110 e Dante

Novo Net I/O ST 2110 Bridge converte entre os dois protocolos em uma unidade 1RU, com versões de 256 e 512 canais e suporte a NMOS. A Solid State Logic apresentou o Net I/O ST 2110 Bridge, novo conversor desenvolvido para integrar ambientes de áudio sobre IP baseados em SMPTE ST 2110 e Dante em […]

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SSL faz ponte entre ST 2110 e Dante

Novo Net I/O ST 2110 Bridge converte entre os dois protocolos em uma unidade 1RU, com versões de 256 e 512 canais e suporte a NMOS.

A Solid State Logic apresentou o Net I/O ST 2110 Bridge, novo conversor desenvolvido para integrar ambientes de áudio sobre IP baseados em SMPTE ST 2110 e Dante em uma única unidade independente. Segundo a empresa, o equipamento foi pensado para aplicações de broadcast e pode ser usado com qualquer console de áudio ou rede de terceiros.

O novo dispositivo ocupa 1RU e estará disponível em versões de 256 e 512 canais. O modelo de 256 canais pode ser atualizado posteriormente para 512 e também oferece opção de sample rate converter. A redundância está incluída tanto nas redes de mídia, ST 2110 e Dante, quanto na fonte de alimentação.

Além da conversão entre os dois protocolos, o equipamento suporta NMOS IS-04 para descoberta e registro, e IS-05 para gerenciamento de conexões de dispositivos. A SSL afirma que o produto responde a um cenário em que muitas instalações de broadcast já operam com Dante, mas ao mesmo tempo avançam para infraestruturas ST 2110 mais amplas, que incluem áudio, vídeo e dados.

“É provável que os dois formatos sejam usados simultaneamente dentro do mesmo centro de broadcast, por isso é crítico contar com uma forma rápida e eficiente de converter sinais de um para o outro”, afirmou Berny Carpenter, Broadcast Product Manager da SSL.

A empresa também informou que o Net I/O ST 2110 Bridge estará disponível para novos sistemas System T e poderá ser integrado a configurações já existentes, inclusive como unidade standalone entre fontes ou consoles de outras marcas.

A SSL acrescentou que sua conectividade nativa ST 2110 para a linha System T já está em distribuição, com suporte para até 2048 canais, a partir de configurações de 256 canais. Essa solução inclui compatibilidade com ST 2110-30 níveis A, B e C, ST 2022-7, NMOS IS-04 e IS-05, além de conexões por fibra ou cobre.

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Novo grandMA3 onPC DMX-key da MA Lighting https://musicaemercado.org/grandma3-onpc-dmx-key-ma-lighting/ https://musicaemercado.org/grandma3-onpc-dmx-key-ma-lighting/#respond Wed, 06 May 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=250782 Novo grandMA3 onPC DMX-key da MA Lighting

Novo dispositivo USB-C libera 4.096 parâmetros no software gratuito grandMA3 onPC e mira espaços compactos, instalações fixas e usuários que buscam operação mais simples. A MA Lighting anunciou o lançamento do grandMA3 onPC DMX-key, novo dispositivo voltado a oferecer controle profissional de iluminação em ambientes compactos e flexíveis. Segundo a empresa, o produto libera 4.096 […]

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Novo grandMA3 onPC DMX-key da MA Lighting

Novo dispositivo USB-C libera 4.096 parâmetros no software gratuito grandMA3 onPC e mira espaços compactos, instalações fixas e usuários que buscam operação mais simples.

A MA Lighting anunciou o lançamento do grandMA3 onPC DMX-key, novo dispositivo voltado a oferecer controle profissional de iluminação em ambientes compactos e flexíveis. Segundo a empresa, o produto libera 4.096 parâmetros diretamente por meio de uma conexão USB-C ao software gratuito grandMA3 onPC, sem exigir console dedicada nem infraestrutura complexa. 

A fabricante informou que o equipamento opera em sistema plug-and-play e dispensa configuração prévia ou ajuste de rede. Com isso, o produto passa a mirar aplicações em casas pequenas, clubes, teatros, templos e estúdios de TV, onde espaço, orçamento e simplicidade operacional têm peso maior. 

A MA Lighting também destacou o modelo como opção para projetistas de sistemas e integradores. Pelo formato compacto e pelo conjunto de recursos, o dispositivo foi pensado para instalações permanentes em museus, parques temáticos, estádios e projetos arquitetônicos. O equipamento traz tiras antiderrapantes na base e trilhos com kit de parafusos para facilitar a montagem em racks ou cases. 

Junto com o novo DMX-key, a empresa apresentou o grandMA3 onPC DMX-key starter, versão de entrada voltada a quem está começando no ecossistema MA. Esse modelo libera 1.024 parâmetros por meio de duas saídas DMX, mantendo acesso ao software gratuito grandMA3 onPC. 

Os dois produtos já estão disponíveis por meio da rede oficial de distribuidores da MA Lighting em todo o mundo. 

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Margem mostra quais vendas sustentam a loja — e quais só ocupam caixa https://musicaemercado.org/margem-x-volume-saude-financeira-loja/ https://musicaemercado.org/margem-x-volume-saude-financeira-loja/#respond Wed, 06 May 2026 09:02:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251165 Lojista analisa margem, volume e giro de estoque em uma loja de instrumentos musicais e áudio profissional.

Faturamento não basta no varejo musical: entenda como medir margem, giro, GMROI, sell-through e venda completa para proteger o caixa da loja.

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Lojista analisa margem, volume e giro de estoque em uma loja de instrumentos musicais e áudio profissional.

Faturar mais pode esconder o problema que vai aparecer no caixa. A loja pode bater meta de vendas, vender mais unidades, girar mais mercadoria e, ainda assim, terminar o mês com menos dinheiro para repor estoque. Esse é o ponto cego do varejo musical: volume impressiona na planilha de faturamento, mas margem decide se a operação respira.

O contexto exige disciplina. O comércio varejista brasileiro fechou 2025 com alta de 1,6% em volume, enquanto o varejo ampliado avançou apenas 0,1% — ou seja, crescer em vendas não significou, automaticamente, operar com folga (IBGE).

Ao mesmo tempo, a Selic estava em 14,50% ao ano após a decisão do Copom de 29 de abril de 2026 (Banco Central). E a Peic, da CNC, registrou 78,9% das famílias endividadas em dezembro de 2025, com inadimplência de 29,4%. Para o lojista, isso significa cliente mais sensível a preço, crédito mais caro e erro de estoque mais difícil de absorver.

No varejo musical, esse problema aparece todos os dias: violão de entrada que gira muito, mas deixa pouco; interface popular que atrai tráfego, mas vira guerra de preço; caixa ativa que ocupa capital por meses; cabo, corda, fonte, suporte, bag e serviço técnico que muitas vezes sustentam melhor o resultado do que o produto “campeão de faturamento”.

A diferença entre vender muito e ganhar bem

O alerta central é direto: produtos de grande volume são importantes para gerar fluxo, atrair clientes e manter a loja em evidência, mas viram risco quando passam a sustentar o faturamento sem compensação em acessórios, serviços ou soluções de maior valor agregado.

A versão prática para o lojista é simples: uma venda de R$ 100 mil com 18% de margem bruta deixa R$ 18 mil antes dos demais custos. Uma venda de R$ 70 mil com 32% de margem bruta deixa R$ 22,4 mil. A segunda loja faturou menos, mas começou a conversa financeira em posição melhor.

Comparativo rápido — mesma loja, dois cenários hipotéticos:

A) R$ 100.000 vendidos × 18% margem bruta = R$ 18.000 antes de imposto, cartão, comissão, frete e antecipação.

B) R$ 70.000 vendidos × 32% margem bruta = R$ 22.400 antes dos mesmos custos.

O cenário B fatura 30% menos e começa com 24% mais resultado bruto.

E isso ainda é antes de imposto, taxa de cartão, comissão, frete, embalagem, troca, defeito, custo de vitrine, marketplace, antecipação de recebíveis e tempo parado no estoque.

O varejo musical precisa parar de olhar margem como média da loja

A média engana. Uma loja pode ter margem média aceitável e, ainda assim, carregar categorias que drenam caixa. O que importa é enxergar margem por família, canal, vendedor, condição de pagamento e tempo de estoque. A mesma guitarra vendida à vista no balcão, parcelada em dez vezes no cartão, com desconto no marketplace ou com frete incluso no e-commerce não tem a mesma margem real.

No Brasil, essa leitura é ainda mais importante porque o cartão estrutura boa parte do consumo. Em 2025, as transações com cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões no país, com R$ 3,1 trilhões no crédito e 48,1 bilhões de transações no ano (Abecs/CNN Brasil). O parcelamento sem juros respondeu por 42,6% das compras com cartão, e as compras não presenciais movimentaram R$ 1,1 trilhão, alta de 18,3% (E-Commerce Brasil).

Infográfico Margem vs. Volume — guia para a saúde financeira no varejo musical

O painel mínimo que todo lojista deveria acompanhar

A loja não precisa começar com um sistema complexo. Precisa começar com indicadores que respondam a perguntas de decisão.

IndicadorPergunta que respondeComo usar
Margem bruta por categoriaOnde o produto deixa dinheiro antes dos custos variáveis?Separar instrumentos, áudio, iluminação, acessórios, usados e serviços.
Margem de contribuiçãoO que sobra depois de cartão, imposto, comissão, frete e desconto?Definir preço mínimo e limite de negociação.
Giro de estoqueQuantas vezes o estoque vende e é reposto?Evitar capital parado em produto de baixa saída.
Sell-throughQuanto do estoque comprado foi vendido no período?Corrigir compra, exposição e promoção por SKU.
GMROIQuanto lucro bruto o estoque gera para cada real investido?Decidir o que merece espaço, capital e reposição.
Ticket médio com anexosA venda principal puxa acessórios e serviços?Medir venda completa, não item isolado.
Desconto médioQuanto a equipe entrega de margem para fechar venda?Criar limites por categoria e vendedor.
Devolução e erro de especificaçãoQuanto a venda mal orientada custa depois?Treinar equipe e ajustar descrição técnica.

Fórmula — GMROI

Lucro bruto ÷ estoque médio a custo. A NetSuite define o GMROI como retorno da margem bruta sobre o investimento em estoque; acima de 1, a mercadoria vende acima do custo de compra; abaixo de 1, sinaliza perda de eficiência (NetSuite).

Fórmula — Giro de estoque

Custo das mercadorias vendidas ÷ estoque médio. Mede quantas vezes o estoque foi vendido e reposto no período. Giro baixo pode indicar excesso de estoque, demanda fraca ou mix errado (NetSuite).

Como ler margem por tipo de produto

No varejo musical, cada família cumpre uma função diferente. O erro é exigir que todas trabalhem do mesmo jeito.

Produtos de entrada podem atrair novos clientes, formar base e criar recorrência. Mas, se a loja vender apenas o item principal — sem bag, cabo, suporte, palheta, afinador, encordoamento, fonte, instalação ou orientação —, ela transforma tráfego em margem baixa.

Produtos de alto ticket — guitarras premium, teclados, caixas, mesas, interfaces e iluminação — ajudam posicionamento e autoridade. Porém, quando ficam parados, consomem capital, vitrine, seguro, espaço e capacidade de compra.

Consumíveis e acessórios costumam ser o sistema circulatório da loja. Trazem recorrência, melhoram a cesta e criam motivos para o cliente voltar. Não devem ser tratados como “miudeza”; muitas vezes são a diferença entre uma venda bonita e uma venda rentável.

Serviços — regulagem, instalação, teste, montagem de sistema, treinamento, entrega técnica, consultoria para igreja, escola, estúdio ou pequeno evento — mudam a natureza da loja. A empresa deixa de vender caixa e passa a vender solução.

A regra da venda completa

Uma loja que vende uma caixa ativa sem cabo, suporte, bag, microfone adequado, orientação de uso e possibilidade de instalação está deixando dinheiro e relacionamento na mesa. O mesmo vale para violões sem ajuste, guitarras sem regulagem, interfaces sem cabo correto, microfones sem teste, pedais sem fonte compatível e iluminação sem DMX, case ou suporte.

O objetivo não é empurrar produto. É reduzir erro de compra, aumentar valor percebido e proteger a margem com solução completa.

Esse ponto é coerente com o tamanho do setor. A NAMM estima a indústria global de produtos musicais em US$ 20 bilhões anuais em 2024 e lembra que um produto principal geralmente se conecta a acessórios, livros, suportes, cabos, mixers, conectores e outros itens de ecossistema (NAMM).

Onde o desequilíbrio começa

O desequilíbrio normalmente nasce de quatro hábitos.

  1. Comprar olhando apenas preço de aquisição. Produto barato parado é caro. Produto com margem alta, mas sem demanda, também é caro.
  2. Vender olhando apenas faturamento. O vendedor comemora a venda grande, mas a loja não calcula quanto sobrou depois do desconto, do parcelamento e da comissão.
  3. Promover sem estratégia. Promoção para girar produto antigo é ferramenta. Promoção permanente vira educação do cliente para esperar desconto.
  4. Não separar estoque saudável de estoque vaidoso. Produto parado na parede pode parecer sortimento, mas também pode ser capital congelado.

Como corrigir na próxima segunda-feira

O lojista pode começar com uma revisão simples dos últimos 90 dias.

  1. Liste os 30 produtos que mais faturaram e, em paralelo, os 30 produtos que mais deixaram margem bruta em reais. A diferença entre as duas listas revela onde a loja está confundindo volume com resultado.
  2. Calcule a margem de contribuição dos principais SKUs. Tire do preço final tudo que varia com a venda: imposto, taxa de cartão, comissão, frete subsidiado, desconto, embalagem, marketplace e custo de antecipação.
  3. Classifique cada categoria em quatro grupos: tráfego, margem, autoridade e risco. Tráfego precisa puxar anexo. Margem precisa ter disponibilidade. Autoridade precisa justificar capital. Risco precisa de regra clara de compra, prazo e liquidação.
  4. Defina preço mínimo por categoria. O vendedor pode negociar, mas não pode destruir a margem sem saber.

O que muda na gestão da equipe

Treinar vendedor para vender valor não é discurso motivacional — é método. O vendedor precisa perguntar antes de oferecer: onde o cliente vai usar, com qual equipamento, em que ambiente, com qual nível técnico, com que urgência e com que orçamento real.

A partir daí, a venda deixa de ser “produto contra produto” e passa a ser adequação. Isso reduz devolução, melhora a cesta e diminui a necessidade de desconto.

A equipe também precisa enxergar margem sem virar inimiga do cliente. O objetivo não é esconder preço; é explicar diferença técnica, compatibilidade, durabilidade, suporte e custo total de uso.

A decisão de compra também precisa mudar

A área de compras não deve perguntar apenas “quanto custa?” e “quanto dá para vender?”. Deve perguntar: quanto tempo esse item fica parado, qual anexo ele puxa, qual margem real ele entrega, qual risco de obsolescência, qual prazo de reposição e qual custo de oportunidade.

Um produto com margem menor pode ser excelente se gira rápido, traz cliente novo e puxa acessórios. Um produto com margem alta pode ser ruim se fica parado seis meses e exige desconto para sair. A compra certa nasce da combinação entre margem, giro, previsibilidade e papel estratégico.

O ponto central

A discussão entre margem e volume não tem vencedor único. A loja precisa dos dois.

Volume traz fluxo, presença, negociação com fornecedor e relevância comercial. Margem traz fôlego, caixa, capacidade de investir, equipe treinada, reposição inteligente e resistência a períodos ruins.

O problema começa quando volume vira desculpa para margem baixa permanente. Ou quando margem vira justificativa para estoque caro, lento e desconectado da demanda. O varejo musical saudável mede os dois e toma decisão por categoria, não por sensação.


O essencial

A loja não precisa vender menos. Precisa vender melhor, medir melhor e comprar melhor.

Faturamento é importante, mas não pode ser o único placar. O placar real combina margem de contribuição, giro, GMROI, venda completa e caixa disponível para repor o que funciona.

“A venda que entra no caixa só vira saúde financeira quando paga estoque, operação, imposto, cartão, troca e reposição.”

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Bad Bunny faz turnê com mais de 500 luzes Elation https://musicaemercado.org/bad-bunny-turne-500-luzes-elation/ https://musicaemercado.org/bad-bunny-turne-500-luzes-elation/#respond Tue, 05 May 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251178 Bad Bunny faz turnê com mais de 500 luzes Elation

Turnê “Debí Tirar Más Fotos” usa mais de 500 luzes IP da Elation dentro de um sistema com mais de 1.100 equipamentos, em um desenho pensado para estádios e shows ao ar livre. A turnê mundial “Debí Tirar Más Fotos”, de Bad Bunny, está usando um sistema de iluminação com mais de 500 luzes Elation, […]

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Bad Bunny faz turnê com mais de 500 luzes Elation

Turnê “Debí Tirar Más Fotos” usa mais de 500 luzes IP da Elation dentro de um sistema com mais de 1.100 equipamentos, em um desenho pensado para estádios e shows ao ar livre.

A turnê mundial “Debí Tirar Más Fotos”, de Bad Bunny, está usando um sistema de iluminação com mais de 500 luzes Elation, dentro de uma infraestrutura total de mais de 1.100 equipamentos fornecidos pela 4Wall Entertainment. O desenho de luz é assinado pelo lighting designer Marcus Jessup, que desenvolveu um show voltado a combinar escala de estádio, narrativa visual e intimidade emocional. 

Segundo as informações divulgadas, o rig inclui 259 PROTEUS RAYZOR BLADE L, 93 SŌL IV BLINDER, 100 DTW BLINDER e 64 PARAGON S, todos da Elation. Jessup explicou que o uso de luzes com proteção IP foi decisivo, já que toda a turnê acontece em ambientes externos e em posições expostas. 

Um dos elementos centrais do desenho são mais de 250 PROTEUS RAYZOR BLADE L instalados na parte superior e inferior do vídeo principal e no perímetro do palco. O designer destacou que essas barras de LED com zoom, de um metro de comprimento e saída de até 12.500 lúmens, cumprem funções de wash, strobe, FX, blinder e audience light, além de permitirem movimentos dinâmicos graças à rotação de 210°

Jessup também destacou os 93 SŌL IV BLINDER, posicionados acima da tela principal, e afirmou que são seus blinders favoritos do mercado. Segundo ele, o arranjo RGBLAW LED foi um dos recursos mais marcantes entre as luminárias usadas na turnê. 

A iluminação do público tem papel central no conceito do show. Para isso, foram usados 64 PARAGON S distribuídos em quatro torres de delay, com 16 unidades por torre, dedicadas exclusivamente à plateia. Segundo Jessup, o uso da lente Fresnel do PARAGON S se mostrou especialmente eficiente nesta turnê. As torres também recebem 100 DTW BLINDER, com a proposta de reforçar uma estética visual típica de grandes estádios. 

A turnê, que acompanha o álbum “Debí Tirar Más Fotos”, vencedor do Grammy 2026 de Álbum do Ano, começou em 21 de novembro, na República Dominicana, e segue por América Latina, México, América do Sul, Oceania e Europa até julho de 2026.

Fotos de Moving Through Space

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IK Multimedia lança ARC X Immersive https://musicaemercado.org/ik-multimedia-arc-x-immersive/ https://musicaemercado.org/ik-multimedia-arc-x-immersive/#respond Tue, 05 May 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251191 IK Multimedia lança ARC X Immersive

Nova expansão do ARC X permite calibragem multicanal automatizada para sistemas imersivos de até 9.1.6 e também pode ser usada com monitores iLoud e setups de terceiros. A IK Multimedia apresentou o ARC X Immersive, nova expansão da sua tecnologia de correção de sala voltada a configurações de monitoração imersiva. A atualização amplia o alcance […]

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IK Multimedia lança ARC X Immersive

Nova expansão do ARC X permite calibragem multicanal automatizada para sistemas imersivos de até 9.1.6 e também pode ser usada com monitores iLoud e setups de terceiros.

A IK Multimedia apresentou o ARC X Immersive, nova expansão da sua tecnologia de correção de sala voltada a configurações de monitoração imersiva. A atualização amplia o alcance do sistema, que até então cobria ambientes estéreo e estéreo com subwoofer, para operar agora em sistemas de até 9.1.6.

Segundo a empresa, o ARC X Immersive foi desenvolvido para simplificar um dos processos mais complexos da produção multicanal: a calibragem completa do sistema. O software reúne medição, alinhamento e correção em um único fluxo de trabalho automatizado, com o objetivo de garantir comportamento consistente entre todas as caixas do ambiente.

“Em um sistema imersivo, todas as caixas de som devem se comportar como uma única fonte de som 3D”, afirmou Davide Barbi, CTO da IK Multimedia. “Isso exige preciso alinhamento de volume, tempo e resposta de frequência em todos os canais — um processo que tradicionalmente é complexo, demorado e altamente dependente de conhecimento técnico.”

A empresa afirma que o ARC X Immersive substitui os métodos manuais de calibragem, baseados em medidores SPL, equalização básica e ajustes sucessivos, por um processo automatizado que alinha nível, tempo e fase em todos os canais e aplica correção full-range da sala.

O sistema foi projetado para funcionar também em ambientes não ideais, em que o posicionamento das caixas ou as condições acústicas não são perfeitos. A calibragem pode ser armazenada e processada diretamente em monitores iLoudcompatíveis com ARC ou por meio do ARC Studio em sistemas de terceiros, mantendo a correção ativa sem depender da DAW ou da fonte de reprodução.

A IK Multimedia informou que o ARC X Immersive está disponível como atualização para usuários do ARC X e que também integra os sistemas de monitoração iLoud compatíveis, além de poder ser usado em configurações de outras marcas por meio do ARC Studio.

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Discabos e Lecran firmam aliança no Pro AV https://musicaemercado.org/discabos-lecran-alianca-pro-av/ https://musicaemercado.org/discabos-lecran-alianca-pro-av/#respond Tue, 05 May 2026 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251162 Discabos e Lecran firmam aliança no Pro AV

Empresas anunciam parceria estratégica para ampliar portfólio, gerar novos negócios e fortalecer o ecossistema de áudio, vídeo e automação no Brasil. O Grupo Discabos e a Lecran anunciaram uma aliança estratégica com o objetivo de ampliar oportunidades de negócios, gerar mais valor para o mercado Pro AV e fortalecer o ecossistema de tecnologia no Brasil. […]

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Discabos e Lecran firmam aliança no Pro AV

Empresas anunciam parceria estratégica para ampliar portfólio, gerar novos negócios e fortalecer o ecossistema de áudio, vídeo e automação no Brasil.

O Grupo Discabos e a Lecran anunciaram uma aliança estratégica com o objetivo de ampliar oportunidades de negócios, gerar mais valor para o mercado Pro AV e fortalecer o ecossistema de tecnologia no Brasil.

Segundo as empresas, a iniciativa nasce da busca por maior sinergia entre as operações, combinando expertise, portfólio e capacidade operacional para oferecer soluções mais completas a integradores e clientes finais.

A parceria não envolve fusão, aquisição nem criação de uma nova empresa. As duas organizações seguem independentes, com marcas, estruturas e operações próprias, mas passam a colaborar de forma estruturada para potencializar resultados.

Com a aliança, clientes e parceiros passam a ter acesso a um portfólio ampliado de soluções e a um ecossistema mais robusto de serviços. A expectativa, segundo as companhias, é gerar ganhos em eficiência, qualidade de entrega e novas oportunidades comerciais.

Entre os benefícios apontados estão o acesso a soluções complementares em um único ecossistema, maior geração de oportunidades de negócios, melhoria contínua de processos operacionais e mais segurança nos projetos desenvolvidos.

As empresas também informaram que novas iniciativas já estão previstas para os próximos meses, entre elas avanços na velocidade de importação e entrega de equipamentos, programas estruturados de treinamento e desenvolvimento técnico e ampliação de serviços especializados, como infraestrutura terceirizada.

Para o setor, a aliança representa um movimento de colaboração entre empresas que apostam no crescimento conjunto e na evolução do mercado de áudio, vídeo e automação no país.

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DiGiCo apresenta a Quantum225 DS https://musicaemercado.org/digico-mesa-quantum225-ds/ https://musicaemercado.org/digico-mesa-quantum225-ds/#respond Mon, 04 May 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251195 DiGiCo apresenta a Quantum225 DS

Nova console compacta ganha duas telas integradas, mais canais com o software Pulse e configuração voltada a festivais e ambientes de mixagem ao vivo de alta velocidade. A DiGiCo anunciou a Quantum225 DS, nova versão de sua console compacta de mixagem, agora com duas telas multitouch integradas de 17 polegadas. O modelo foi desenvolvido como […]

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DiGiCo apresenta a Quantum225 DS

Nova console compacta ganha duas telas integradas, mais canais com o software Pulse e configuração voltada a festivais e ambientes de mixagem ao vivo de alta velocidade.

A DiGiCo anunciou a Quantum225 DS, nova versão de sua console compacta de mixagem, agora com duas telas multitouch integradas de 17 polegadas. O modelo foi desenvolvido como evolução da Quantum225, voltada a festivais, turnês, teatros, igrejas e outros ambientes de operação rápida.

Ao contrário da Quantum225 padrão, que usa um suporte lateral para tela adicional, KLANG:kontroller ou laptop, a nova versão incorpora duas telas TFT coloridas de alto brilho para ampliar o fluxo de trabalho e o acesso imediato à mixagem.

Com o software opcional Pulse, a Quantum225 DS amplia sua capacidade de 72 para 96 canais de entrada e de 36 para 48 buses. Também eleva a quantidade de processadores Mustard de 24 para 36 e de Nodal Processor de 32 para 48. O pacote inclui ainda o recurso Mix Minus. Para aplicações teatrais, a console pode receber o software opcional T.

Na conectividade, a nova superfície traz matriz 12×12, quatro portas MADI, duas portas DMI, 8×8 analógico, quatro canais AES, além de UB MADI integrado, ópticas opcionais, integração com Fourier Audio e Waves SoundGrid, e fonte de alimentação dupla.

A console também incorpora 41 mini telas TFT distribuídas pela superfície para ampliar o retorno visual e a interação do usuário. Segundo Austin Freshwater, managing director da DiGiCo, a nova versão responde a pedidos recorrentes por uma Quantum225 compacta com duas telas e mais desempenho. O executivo acrescentou que proprietários da Quantum225 atual também terão acesso a uma rota de upgrade de hardware para levar suas unidades à especificação DS.

Veja mais neste vídeo.

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Como testar um microfone antes da compra e antes da venda https://musicaemercado.org/testar-microfone-antes-compra-venda/ https://musicaemercado.org/testar-microfone-antes-compra-venda/#respond Mon, 04 May 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251172 Como testar um microfone antes da compra e antes da venda

Comprar ou vender um microfone parece simples, mas um teste mal feito pode esconder defeitos importantes.  Em loja, isso pode gerar troca, devolução e desgaste com o cliente. Para o músico, técnico, produtor ou criador de conteúdo, pode significar levar para casa um equipamento com problema justamente na parte mais crítica: a captação. A boa […]

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Como testar um microfone antes da compra e antes da venda

Comprar ou vender um microfone parece simples, mas um teste mal feito pode esconder defeitos importantes. 

Em loja, isso pode gerar troca, devolução e desgaste com o cliente. Para o músico, técnico, produtor ou criador de conteúdo, pode significar levar para casa um equipamento com problema justamente na parte mais crítica: a captação.

A boa notícia é que não é preciso uma estrutura complexa para fazer uma verificação inicial confiável. Alguns testes objetivos já ajudam a perceber se o microfone está em ordem e se o desempenho condiz com a proposta do modelo.

O primeiro cuidado: testar no contexto certo

Antes de tudo, o microfone precisa ser ligado em um sistema minimamente confiável. Não adianta avaliar um modelo usando cabo ruim, pré com defeito, caixa com chiado ou canal mal regulado. Isso vale tanto para a loja quanto para o usuário.

O ideal é testar com:

  • cabo conhecido e em bom estado;
  • canal limpo;
  • ganho ajustado corretamente;
  • monitor ou fone que permita ouvir detalhe;
  • ambiente com o mínimo possível de ruído externo.

Sem isso, o teste já nasce comprometido.

Teste de cápsula: clareza, resposta e consistência

A cápsula é o coração do microfone. É ela que vai definir boa parte da resposta, da sensibilidade e da naturalidade da captação. Por isso, o primeiro teste deve ser sempre auditivo.

No caso de microfones vocais, o ideal é falar e cantar em distâncias diferentes, observando se a resposta permanece coerente. O microfone precisa soar limpo, sem falhas, sem abafamento excessivo e sem mudanças estranhas de timbre quando a voz se aproxima ou se afasta.

Também vale testar diferentes intensidades de voz. Um bom microfone deve responder tanto em fala leve quanto em emissão mais forte, sem “quebrar”, distorcer cedo ou perder definição.

Para instrumentos, o raciocínio é parecido. O importante é perceber se a cápsula entrega detalhe, equilíbrio e estabilidade. Se o som parecer opaco demais, áspero demais ou inconsistente, pode haver problema na cápsula ou simplesmente incompatibilidade entre o modelo e a aplicação.

Para lojistas, esse teste ajuda a demonstrar o produto com mais segurança. Para usuários, ajuda a evitar a compra baseada apenas em marca ou aparência.

Ruído de manuseio: um detalhe que muda tudo

Muita gente testa microfone parado no pedestal e esquece uma verificação básica: o ruído de manuseio. Só que, em uso real, especialmente em palco, igreja, evento ou reportagem, esse ponto faz muita diferença.

O teste é simples. Basta segurar o microfone como ele seria usado normalmente e fazer pequenos movimentos com a mão. Se o equipamento transmitir pancadas, atrito, vibração do corpo ou barulho excessivo de toque, isso já merece atenção.

Em microfones de mão, o ruído de manuseio mal controlado pode comprometer a fala e o canto. 

Em condensadores pequenos, lapelas e shotgun, esse comportamento também pode aparecer quando há movimentação de cabo, presilha ou suporte.

Para quem vende, vale mostrar isso com honestidade. Alguns modelos têm esse limite como característica de projeto, não necessariamente como defeito. O importante é deixar claro para que tipo de uso o microfone funciona melhor.

Verificação de conectores: onde muitos problemas começam

Conector é uma das áreas mais negligenciadas no teste rápido. E é justamente ali que muitos problemas aparecem: falha intermitente, chiado, perda de sinal ou mau contato.

Antes de tudo, vale fazer uma inspeção visual. O conector deve estar firme, limpo, sem folga excessiva e sem sinais de oxidação ou dano físico. Em microfones com cabo fixo, o ponto de saída também merece atenção, porque é uma área sujeita a desgaste.

Depois, o teste prático: conectar e desconectar com cuidado, movimentar levemente o plug e observar se há ruído, corte de sinal ou oscilação. Um microfone em bom estado não pode falhar só porque o conector foi tocado levemente.

Para lojistas, isso é essencial antes de colocar o produto em demonstração ou entregar ao cliente. Para compradores, é uma forma simples de evitar levar um microfone que já começa a apresentar instabilidade.

O que o usuário final deve observar

Quem vai comprar um microfone precisa olhar para três pontos: som, comportamento e integridade. Não basta o microfone “funcionar”. Ele precisa funcionar bem dentro do uso pretendido.

Vale observar:

  • se a voz ou o instrumento soam naturais;
  • se há ruído excessivo de fundo;
  • se o microfone responde bem à dinâmica;
  • se o manuseio gera barulho;
  • se o conector está firme;
  • se há qualquer falha intermitente.

Também é importante testar sem pressa. Às vezes, em um primeiro minuto, tudo parece normal. O problema aparece quando o cabo mexe, quando o ganho sobe ou quando a fonte sonora muda de intensidade.

O que o lojista deveria checar sempre

Para a loja, testar bem o microfone antes da venda não é só cuidado técnico. É proteção comercial. Um produto conferido com critério reduz devolução, melhora a experiência do cliente e fortalece a confiança no atendimento.

Além do teste básico de funcionamento, o lojista deveria sempre verificar:

  • cápsula respondendo sem distorção ou falha;
  • ruído de manuseio dentro do esperado para o modelo;
  • conector firme e sem mau contato;
  • chave on/off, quando houver;
  • acessórios incluídos;
  • condição estética do corpo e da grade.

Em microfones usados ou de mostruário, esse cuidado precisa ser ainda maior.

Nem todo problema é defeito do microfone

Esse ponto é importante. Às vezes, o microfone é acusado injustamente. O problema pode estar no cabo, no phantom power, no transmissor sem fio, no ganho exagerado, na interface ou até na caixa de som usada no teste.

Por isso, uma boa prática é sempre isolar as variáveis. Trocar o cabo, mudar o canal, comparar com outro microfone e repetir o teste em outro sistema ajuda a separar defeito real de erro de contexto.

Testar bem é vender e comprar melhor

No fim, testar um microfone corretamente não é excesso de cuidado. É o mínimo para decidir bem. Para quem compra, isso evita frustração. Para quem vende, evita retrabalho e aumenta a credibilidade.

Cápsula, ruído de manuseio e conectores formam um trio básico de verificação. Não esgotam a análise, mas já dizem muita coisa sobre o estado do microfone e sobre a experiência que ele vai entregar.

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Potência Music vira gravadora de gestão artística https://musicaemercado.org/potencia-music-gravadora-gestao-artistica/ https://musicaemercado.org/potencia-music-gravadora-gestao-artistica/#respond Mon, 04 May 2026 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251159 Potência Music vira gravadora de gestão artística

Empresa inicia nova fase sob liderança de Wesley Safadão, Rod Bala e Wagner Barbosa, com foco em carreira, produção musical, distribuição digital e descoberta de talentos. A Potência Music anunciou uma reformulação estratégica e passa a operar como gravadora e estrutura completa de gestão artística e produção musical. O novo momento foi apresentado oficialmente em […]

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Potência Music vira gravadora de gestão artística

Empresa inicia nova fase sob liderança de Wesley Safadão, Rod Bala e Wagner Barbosa, com foco em carreira, produção musical, distribuição digital e descoberta de talentos.

A Potência Music anunciou uma reformulação estratégica e passa a operar como gravadora e estrutura completa de gestão artística e produção musical. O novo momento foi apresentado oficialmente em coletiva de imprensa realizada no dia 22 de abril, na nova sede da empresa, no Ceará.

A nova fase será conduzida por Wesley Safadão, Rod Bala e Wagner Barbosa, o Waguim, sócios que passam a liderar a expansão da operação. Segundo a empresa, o reposicionamento une a experiência de palco e a visão de mercado de Safadão, a atuação de Rod Bala na criação e desenvolvimento de projetos musicais e o histórico de Waguim na gestão e descoberta de talentos.

Com a reformulação, a Potência Music amplia a atuação para todas as etapas do processo artístico. A proposta inclui estrutura de lançamento, monetização de conteúdo, suporte em marketing, planejamento de carreira, produção de álbuns, distribuição digital e articulação com plataformas.

Outro eixo da nova fase é o investimento em curadoria e descoberta de talentos, com audições e iniciativas voltadas à identificação de novos artistas. Segundo a empresa, a ideia é fortalecer trajetórias sustentáveis e ampliar a diversidade musical dentro do catálogo.

A nova sede, localizada no Porto das Dunas, em Aquiraz, foi apresentada como símbolo desse momento de crescimento e profissionalização. Como parte dessa nova etapa, a Potência Music também anunciou uma live especial com seu casting de artistas, prevista ainda para abril, em Fortaleza.

Com a mudança, a empresa busca se consolidar como uma gravadora com modelo de negócio integrado, alinhado às transformações da indústria e voltado ao desenvolvimento artístico e à geração de valor no mercado musical.

Foto de @ricardinhodrone / Potência Music

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ONErpm lança último EP do Sepultura https://musicaemercado.org/onerpm-ultimo-ep-sepultura/ https://musicaemercado.org/onerpm-ultimo-ep-sepultura/#respond Fri, 01 May 2026 09:23:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251155 ONErpm lança último EP do Sepultura

Parceria entre empresa e banda inclui o lançamento de “The Cloud of Unknowing”, projeto que chega às plataformas em 24 de abril e acompanha a turnê de despedida do grupo. A ONErpm firmou parceria com o Sepultura para o lançamento de “The Cloud of Unknowing”, último EP de inéditas da banda. O trabalho chega às […]

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ONErpm lança último EP do Sepultura

Parceria entre empresa e banda inclui o lançamento de “The Cloud of Unknowing”, projeto que chega às plataformas em 24 de abril e acompanha a turnê de despedida do grupo.

A ONErpm firmou parceria com o Sepultura para o lançamento de “The Cloud of Unknowing”, último EP de inéditas da banda. O trabalho chega às plataformas digitais em 24 de abril e marca a reta final de uma trajetória de mais de quatro décadas de um dos nomes mais importantes do metal mundial.

Com mais de 40 anos de carreira, 14 discos de ouro e shows em mais de 80 países, o Sepultura consolidou presença internacional e ajudou a projetar o metal brasileiro no cenário global. O novo EP foi gravado no Criteria Studios, em Miami, com produção de Stanley Soares, e reúne quatro faixas inéditas. O projeto também traz participações de Tony Bellotto e Sérgio Britto, dos Titãs.

Segundo Arthur Fitzgibbon, presidente da ONErpm Brasil, o acordo representa um marco para a empresa. “É um momento histórico para a ONErpm assumir a distribuição do Sepultura no Brasil, América Latina e África. Unir o sucesso corporativo à realização pessoal de trabalhar com a banda que ouvi a vida inteira é emocionante”, afirmou.

Para Izabel Marigo, diretora de A&R da ONErpm Brasil, a operação envolve um trabalho articulado entre escritórios da empresa para garantir que o lançamento do EP esteja alinhado ao cronograma da turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”. Segundo ela, a meta é preservar a integridade do legado da banda em todas as etapas do processo.

O guitarrista Andreas Kisser afirmou que a banda encontrou na ONErpm o parceiro que buscava para este momento. Segundo ele, pesaram na decisão a experiência digital da empresa, sua força na América Latina e a proximidade com plataformas de streaming, além do suporte de marketing.

Marinus Filho, BU Lead de MPB/Pop/Rock e Kids na ONErpm Brasil, destacou o peso simbólico do lançamento dentro do catálogo da companhia. Para ele, trata-se de um projeto com valor histórico e que exige uma entrega compatível com a trajetória construída pela banda ao longo de décadas.

O lançamento de “The Cloud of Unknowing” acompanha a fase final da carreira do Sepultura e funciona como encerramento de um ciclo que ajudou a redefinir o alcance internacional do rock pesado feito no Brasil.

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Chile: dBTechnologies sonoriza Lollapalooza https://musicaemercado.org/chile-dbtechnologies-sonoriza-lollapalooza/ https://musicaemercado.org/chile-dbtechnologies-sonoriza-lollapalooza/#respond Fri, 01 May 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=250764 Chile: dBTechnologies sonoriza Lollapalooza

Marca usou sistema da série VIO na edição 2026 do festival, com cobertura para grandes públicos e suporte a diferentes formatos de show. A dBTechnologies participou do Lollapalooza Chile Experience 2026 com um sistema de som projetado para acompanhar a escala do festival e responder às exigências de um evento outdoor de grande porte. Realizado […]

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Chile: dBTechnologies sonoriza Lollapalooza

Marca usou sistema da série VIO na edição 2026 do festival, com cobertura para grandes públicos e suporte a diferentes formatos de show.

A dBTechnologies participou do Lollapalooza Chile Experience 2026 com um sistema de som projetado para acompanhar a escala do festival e responder às exigências de um evento outdoor de grande porte. Realizado todos os anos em Santiago, o Lollapalooza Chile integra o circuito global do festival e reúne mais de 200 mil pessoas ao longo do fim de semana.

Segundo a empresa, o objetivo do projeto foi garantir cobertura total, clareza e impacto da frente do palco até as áreas mais distantes do público. No centro da configuração esteve a série VIO, plataforma que a marca destaca pela precisão, escalabilidade e desempenho consistente em ambientes exigentes.

O sistema incluiu caixas VIO L1610 no PA principal e nos outfills, subwoofers VIO S218F, sidefills VIO L208, frontfills VIO X206-100 e monitores de palco VIO W12T e W15T. De acordo com a fabricante, a configuração permitiu atender tanto shows de alta energia quanto momentos de dinâmica mais contida, com experiência sonora imersiva e uniforme.

A operação contou com a colaboração da Chino Santana Refuerzo Sonoro, Promusic, LOTUS Stage Production, DOME e dos demais profissionais envolvidos na produção do evento.

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Metallica reforça turnê M72 com PIXERA https://musicaemercado.org/metallica-turne-m72-pixera/ https://musicaemercado.org/metallica-turne-m72-pixera/#respond Fri, 01 May 2026 09:01:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251027 Metallica reforça turnê M72 com PIXERA

Banda adotou sistema de media server da AV Stumpfl para ampliar a operação visual da turnê mundial, marcada por palco central e 24 superfícies de LED. O Metallica passou a usar o sistema de media server PIXERA, da AV Stumpfl, na infraestrutura visual da turnê mundial M72, em um movimento voltado a reforçar o desempenho […]

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Metallica reforça turnê M72 com PIXERA

Banda adotou sistema de media server da AV Stumpfl para ampliar a operação visual da turnê mundial, marcada por palco central e 24 superfícies de LED.

O Metallica passou a usar o sistema de media server PIXERA, da AV Stumpfl, na infraestrutura visual da turnê mundial M72, em um movimento voltado a reforçar o desempenho de uma das montagens de vídeo mais ambiciosas do circuito internacional. A turnê, iniciada em 2023, se apoia em um palco central no formato in-the-round e na proposta “no repeat weekend”, com repertórios diferentes em noites consecutivas.

A estrutura visual do tour inclui oito torres de 100 pés de altura, cada uma com três painéis de LED de 50 por 30 pés, totalizando 24 superfícies independentes. O conceito foi desenvolvido pelo diretor criativo e designer de produção Dan Braun.

Segundo Tom Denney, engenheiro de media server da turnê, a mudança para o PIXERA foi testada pela primeira vez no festival Soundstorm, em 2023, e desde então mostrou ganhos importantes em processamento e estabilidade. O profissional destacou sobretudo a capacidade de renderização para efeitos em Notch, ponto importante em uma operação que também envolve 38 câmeras.

David Leonard, programador e operador de media server do tour, afirmou que a versão 25 do sistema entregou operação estável, sem quedas ou reinicializações, e destacou a interface baseada em camadas e ferramentas como layer referencingpara administrar até 50 mapeamentos de tela diferentes por show. Segundo ele, cada música recebe uma timeline própria, e a lista final de cues é ajustada de acordo com o repertório definido pela banda pouco antes de cada apresentação.

O sistema usado na turnê é formado por oito servidores, divididos entre quatro principais e quatro redundantes, em uma estrutura de redundância um para um. De acordo com Denney, cada torre recebe um sinal 4K, enquanto uma máquina auxiliar cobre saídas extras para festivais ou transmissões especiais, como o envio de conteúdo para 3 mil salas de cinema em uma ação anterior da turnê.

A operação também depende de unidades customizadas chamadas barges, que concentram a infraestrutura de vídeo. Os oito servidores PIXERA integram uma dessas unidades, conectadas por fibra óptica às torres espalhadas pelo estádio. Denney afirmou que essa solução reduziu o tempo de preparação de servidores e câmeras para menos de uma hora, mesmo com centenas de cabos envolvidos.

Leonard também disse que o sistema oferece margem para explorar diferentes perspectivas visuais, envolvendo várias torres com uma mesma imagem ou isolando conteúdos em superfícies específicas. Segundo a equipe, outro fator decisivo foi o suporte técnico da PIXERA, descrito como rápido e eficiente desde os primeiros testes do projeto.

Fotos de AV Stumpfl

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Importar direto: vale a pena para o lojista brasileiro? https://musicaemercado.org/importar-direto-vale-a-pena-lojista-brasileiro/ https://musicaemercado.org/importar-direto-vale-a-pena-lojista-brasileiro/#respond Thu, 30 Apr 2026 09:11:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251035 Importar direto: vale a pena para o lojista brasileiro?

Comprar diretamente de fabricantes no exterior pode aumentar margens, mas envolve custos, burocracia e riscos que muitos varejistas subestimam. Com o crescimento do e-commerce e a pressão sobre as margens no varejo musical, alguns lojistas brasileiros começam a considerar uma alternativa: importar instrumentos e equipamentos de áudio diretamente do exterior, sem depender de distribuidores nacionais. […]

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Importar direto: vale a pena para o lojista brasileiro?

Comprar diretamente de fabricantes no exterior pode aumentar margens, mas envolve custos, burocracia e riscos que muitos varejistas subestimam.

Com o crescimento do e-commerce e a pressão sobre as margens no varejo musical, alguns lojistas brasileiros começam a considerar uma alternativa: importar instrumentos e equipamentos de áudio diretamente do exterior, sem depender de distribuidores nacionais.

A ideia parece simples — comprar mais barato e vender com maior margem —, mas na prática o processo envolve uma série de exigências legais, custos tributários e desafios logísticos.

É possível para um lojista importar direto?

Sim. No Brasil, qualquer empresa pode importar produtos para revenda, desde que cumpra as exigências legais do comércio exterior. 

Entre as principais exigências estão:

  • habilitação no RADAR/Siscomex da Receita Federal
  • registro da operação no sistema de comércio exterior
  • contratação de despacho aduaneiro
  • pagamento de impostos de importação

Além disso, a empresa precisa apresentar documentação como fatura comercial, conhecimento de embarque e outros documentos aduaneiros para liberar a mercadoria. 

Os impostos podem surpreender

Um dos principais desafios da importação no Brasil é a complexidade tributária.

Entre os impostos que normalmente incidem sobre produtos importados estão:

  • Imposto de Importação (II)
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
  • PIS e COFINS de importação
  • ICMS estadual

O imposto de importação, por exemplo, pode variar normalmente entre 10% e 35% dependendo da categoria do produto

Somando todos os tributos e taxas, o custo final de um produto importado pode aumentar significativamente em relação ao preço original, já que vários impostos são calculados sobre o valor total da operação (produto + frete + seguro). 

Vantagens de importar direto

Apesar da complexidade, muitos lojistas consideram a importação direta por alguns motivos:

1. Margens potencialmente maiores
Eliminar intermediários pode aumentar a margem de lucro.

2. Acesso a marcas exclusivas
Alguns lojistas conseguem trazer marcas que ainda não têm distribuição oficial no país.

3. Diferenciação no mercado
Produtos exclusivos podem atrair músicos e estúdios em busca de novidades.

Os riscos que poucos calculam

Por outro lado, existem desafios importantes.

  • Volume mínimo de compra: Fabricantes internacionais normalmente trabalham com pedidos maiores do que o varejo brasileiro está acostumado.
  • Capital imobilizado: Importações exigem pagamento antecipado e estoque maior.
  • Prazo logístico: O processo completo pode levar meses.
  • Assistência técnica e garantia: Sem distribuidor local, o lojista pode precisar assumir suporte técnico e peças de reposição.
  • Variação cambial: Mudanças no dólar podem alterar completamente o custo final da operação.

Alternativas: trading companies e importadores

Por causa dessas dificuldades, muitos lojistas preferem trabalhar com:

  • distribuidores nacionais
  • importadores especializados
  • trading companies, que fazem a operação de comércio exterior em nome da empresa

Essas empresas assumem a parte burocrática da importação, embora reduzam parte da margem potencial.

Vale a pena?

A resposta depende do perfil da loja.

Para varejistas maiores, com volume de vendas consistente e estrutura administrativa, a importação direta pode ser uma estratégia viável.

Já para lojas pequenas ou médias, os custos operacionais e a complexidade regulatória frequentemente tornam o modelo menos competitivo do que trabalhar com distribuidores locais.

No mercado de instrumentos musicais, onde suporte técnico, garantia e reposição rápida são fatores importantes, muitos lojistas ainda consideram o distribuidor nacional uma peça essencial da cadeia.

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