Tech: notícias e análises | Música & Mercado https://musicaemercado.org/category/tech/ A música sob o viés do trabalho e negócios Fri, 28 Aug 2026 12:21:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://musicaemercado.org/wp-content/uploads/2026/04/mmlogo-hires-1-80x80.jpg Tech: notícias e análises | Música & Mercado https://musicaemercado.org/category/tech/ 32 32 Waves Atlas Reverb traz novo motor algorítmico https://musicaemercado.org/waves-atlas-reverb-plugin-algoritmico/ https://musicaemercado.org/waves-atlas-reverb-plugin-algoritmico/#respond Thu, 03 Sep 2026 09:01:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=257612 Waves Atlas Reverb traz novo motor algorítmico

Plugin foi desenvolvido para criar espaços dinâmicos em mixes, com programas inspirados em reverbs DSP clássicos. A Waves Audio apresentou o Atlas Reverb, novo plugin de reverb algorítmico desenvolvido sobre um motor inédito da empresa. A proposta é criar espaços que acompanhem o comportamento da música, em vez de funcionar apenas como uma camada estática […]

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Waves Atlas Reverb traz novo motor algorítmico

Plugin foi desenvolvido para criar espaços dinâmicos em mixes, com programas inspirados em reverbs DSP clássicos.

A Waves Audio apresentou o Atlas Reverb, novo plugin de reverb algorítmico desenvolvido sobre um motor inédito da empresa. A proposta é criar espaços que acompanhem o comportamento da música, em vez de funcionar apenas como uma camada estática sobre a mix.

Diferentemente de soluções baseadas em convolution reverb, o Atlas gera reflexões em tempo real, permitindo que o ambiente responda, module e evolua junto com a fonte sonora.

O plugin traz uma coleção de programas desenvolvidos individualmente para diferentes aplicações vocais e instrumentais. Entre eles estão Halls, Rooms, Chambers, Plates, Springs, Signature Halls e Dreamscapes, além de interpretações da Waves sobre sonoridades associadas a reverbs DSP clássicos.

Segundo a empresa, cada programa foi ajustado de ouvido, considerando aspectos como densidade, comportamento das reflexões, modulação, profundidade e caráter.

Interface simplificada e baixo consumo

O Atlas foi pensado para acelerar a escolha de reverbs durante a produção e a mixagem. O browser permite comparar diferentes espaços rapidamente, enquanto a interface concentra os principais controles para ajuste dentro do contexto da música.

A arquitetura também foi otimizada para baixa latência e uso eficiente de CPU, permitindo aplicação tanto em sessões de estúdio quanto em mixagem ao vivo.

O Atlas Reverb está disponível como plugin independente e também integra a assinatura Waves Ultimate, além dos bundles Mercury, Pro Show e SD7 Pro Show.

Veja mais neste vídeo.

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UJAM Retrocraft para criação de timbres vintage e lo-fi https://musicaemercado.org/ujam-retrocraft-plugin-efeitos-vintage/ Mon, 03 Aug 2026 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256667 UJAM Retrocraft para criação de timbres vintage e lo-fi

Plug-in reúne saturação, degradação, modulação, delay, reverb e simulações de fita, vinil e alto-falantes. A UJAM lançou o Retrocraft, plug-in de multi-efeitos voltado à criação de timbres vintage, texturas lo-fi e processamento criativo de instrumentos e vocais. O software reúne em um único ambiente recursos de saturação com inspiração analógica, degradação de sinal, simulação de […]

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UJAM Retrocraft para criação de timbres vintage e lo-fi

Plug-in reúne saturação, degradação, modulação, delay, reverb e simulações de fita, vinil e alto-falantes.

A UJAM lançou o Retrocraft, plug-in de multi-efeitos voltado à criação de timbres vintage, texturas lo-fi e processamento criativo de instrumentos e vocais.

O software reúne em um único ambiente recursos de saturação com inspiração analógica, degradação de sinal, simulação de reprodução em fita e vinil, modelagem de alto-falantes, modulação, instabilidade, ambiência e efeitos de corte rítmico.

O Retrocraft inclui seis módulos de efeitos: LoFi, Modulation, Instability, Delay, Reverb e Chop. Os estágios podem ser combinados e ajustados separadamente, permitindo desde pequenas alterações de cor até transformações mais intensas.

Entre as simulações disponíveis estão efeitos de megafone, telefone, rádio degradado e diferentes tipos de reprodução vintage. O plug-in oferece 100 presets para instrumentos e vocais, além de 56 presets básicos dedicados aos algoritmos individuais.

A função Surprise gera combinações automáticas de efeitos para servir como ponto de partida para novos sons.

O Retrocraft é compatível com macOS e Windows nos formatos VST2, VST3, AU2 e AAX.

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IK Multimedia tem ReSing Voices Brazilian Pack com oito vozes em português https://musicaemercado.org/ik-multimedia-resing-voices-brazilian-pack/ Thu, 30 Jul 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256527 IK Multimedia tem ReSing Voices Brazilian Pack com oito vozes em português

Coleção amplia o suporte do ReSing ao português brasileiro e estreia o Singer Showcase para compra permanente de modelos de voz. A IK Multimedia lançou o ReSing Voices Brazilian Pack, coleção com oito novos modelos de voz em português brasileiro. O pacote reúne seis cantores e dois narradores voltados a produções musicais, projetos de mídia, […]

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IK Multimedia tem ReSing Voices Brazilian Pack com oito vozes em português

Coleção amplia o suporte do ReSing ao português brasileiro e estreia o Singer Showcase para compra permanente de modelos de voz.

A IK Multimedia lançou o ReSing Voices Brazilian Pack, coleção com oito novos modelos de voz em português brasileiro. O pacote reúne seis cantores e dois narradores voltados a produções musicais, projetos de mídia, localização e criação de conteúdo.

O lançamento também libera a criação de modelos personalizados em português no ReSing Modeler. Segundo a empresa, o recurso preserva características como pronúncia, linguagem e expressão da voz utilizada como referência.

O ReSing funciona como plug-in e aplicativo independente para transformação de vozes e instrumentos por meio de modelos digitais. O processamento é realizado localmente no computador do usuário, sem envio obrigatório dos arquivos para servidores externos.

Singer Showcase permite adquirir vozes individualmente

A IK Multimedia também apresentou o ReSing Singer Showcase, plataforma na qual os usuários podem pesquisar e adquirir modelos individuais de cantores e narradores.

Os modelos comprados ficam permanentemente vinculados à biblioteca do usuário, em contraste com serviços baseados exclusivamente em assinatura. A empresa afirma que as vozes são desenvolvidas com consentimento e remuneração dos artistas participantes.

O ReSing oferece integração ARA2 e compatibilidade com estações de trabalho de áudio digital, incluindo o Pro Tools. A plataforma conta agora com suporte a inglês, espanhol, japonês e português brasileiro.

O ReSing Voices Brazilian Pack está disponível como expansão para o ReSing na loja da IK Multimedia e por meio de revendedores autorizados. Os modelos individuais podem ser adquiridos no Singer Showcase.

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NUGEN Audio atualiza Halo Vision para análise de áudio imersivo https://musicaemercado.org/nugen-audio-halo-vision-v12-audio-imersivo/ Tue, 21 Jul 2026 09:03:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256312 NUGEN Audio atualiza Halo Vision para análise de áudio imersivo

Versão 1.2 incorpora leitura de picos, medições em tempo real e função freeze para facilitar a revisão visual de mixagens complexas. A NUGEN Audio lançou o Halo Vision v1.2, atualização de sua suíte de análise de áudio em tempo real para fluxos de trabalho 3D, surround e imersivos. O plugin foi desenvolvido para oferecer informações […]

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NUGEN Audio atualiza Halo Vision para análise de áudio imersivo

Versão 1.2 incorpora leitura de picos, medições em tempo real e função freeze para facilitar a revisão visual de mixagens complexas.

A NUGEN Audio lançou o Halo Vision v1.2, atualização de sua suíte de análise de áudio em tempo real para fluxos de trabalho 3D, surround e imersivos.

O plugin foi desenvolvido para oferecer informações visuais detalhadas em sessões de até 7.1.2 canais, ajudando engenheiros de mixagem, masterização, pós-produção e sound design a identificar problemas que podem não ser percebidos apenas pela escuta.

A versão 1.2 adiciona novos recursos voltados à precisão e ao diagnóstico. Um deles permite visualizar diretamente no gráfico de frequência o nível em dB e a frequência exata dos pontos de pico. Isso pode ajudar a localizar ressonâncias, picos problemáticos ou tons de feedback com mais rapidez.

A atualização também incorpora leituras em tempo real no cursor do mouse, permitindo revisar qualquer ponto do gráfico com informação numérica mais precisa. O recurso pode ser útil para verificar filtros notch, frequências de corte ou comportamentos específicos dentro de uma mixagem.

Outra novidade é a função freeze, que congela a atividade visual dos módulos do Halo Vision. Com isso, o usuário pode examinar eventos transientes, comparar anomalias momentâneas ou revisar problemas que aparecem durante períodos muito curtos.

O Halo Vision já incluía módulos como Correlation Matrix, Correlation Web, Spectrum, Frequency Haze, Location Haze e medição True Peak por canal. Com a versão 1.2, a NUGEN Audio reforça o uso do plugin como ferramenta de apoio visual para sessões de áudio imersivo, broadcast, música e pós-produção.

A atualização já está disponível para download no site da NUGEN Audio.

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Arturia apresenta Rev OCEAN, reverb inspirada no movimento da água https://musicaemercado.org/arturia-rev-ocean-reverb/ Thu, 16 Jul 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=256143 Arturia apresenta Rev OCEAN, reverb inspirada no movimento da água

Novo efeito combina processamento FDN, difusão em múltiplos estágios e modulação para criar espaços envolventes. A Arturia apresentou o Rev OCEAN, novo reverb em software inspirado no movimento do oceano e desenvolvido para criar ambiências de forma rápida e intuitiva. O efeito utiliza processamento FDN, difusão em múltiplos estágios e modulação profunda para transformar diferentes […]

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Arturia apresenta Rev OCEAN, reverb inspirada no movimento da água

Novo efeito combina processamento FDN, difusão em múltiplos estágios e modulação para criar espaços envolventes.

A Arturia apresentou o Rev OCEAN, novo reverb em software inspirado no movimento do oceano e desenvolvido para criar ambiências de forma rápida e intuitiva.

O efeito utiliza processamento FDN, difusão em múltiplos estágios e modulação profunda para transformar diferentes fontes sonoras em espaços com movimento. Segundo a empresa, o Rev OCEAN pode ser usado tanto para caudas suaves e discretas quanto para ambiências amplas e texturas subaquáticas.

O plugin foi criado para trabalhar com baterias, vozes, guitarras, sintetizadores e outras fontes. Sua proposta é gerar reverbs com profundidade, deriva e movimento evolutivo sem tornar o fluxo de trabalho complexo.

Três modos: Abyss, Tide e Foam

O Rev OCEAN traz três modos principais: Abyss, Tide e Foam. Cada um modifica a cauda da reverb de maneira diferente, indo de profundidade com pitch reverso a movimentos espectrais de caráter mais experimental.

A interface oferece controles para tamanho, decay, brilho, filtros, ducking, transientes e largura estéreo. O efeito também inclui presets voltados à criação rápida de ambientes, de espaços discretos a paisagens sonoras mais extensas.

Outro recurso destacado é o Freeze, que permite sustentar as caudas de reverb por tempo indefinido para criar texturas suspensas, transições e espaços contínuos.

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Boris FX adquire iZotope e amplia atuação no mercado de software de áudio https://musicaemercado.org/boris-fx-adquire-izotope-audio/ Fri, 10 Jul 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=255990 Boris FX adquire iZotope e amplia atuação no mercado de software de áudio

Operação incorpora ferramentas como RX e Ozone e aproxima soluções de imagem, som e pós-produção dentro do mesmo grupo. A Boris FX adquiriu a iZotope, uma das empresas mais conhecidas do mercado de software para produção, restauração e pós-produção de áudio. A operação incorpora ao portfólio do grupo produtos como RX, Ozone, Neutron e Nectar. […]

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Boris FX adquire iZotope e amplia atuação no mercado de software de áudio

Operação incorpora ferramentas como RX e Ozone e aproxima soluções de imagem, som e pós-produção dentro do mesmo grupo.

A Boris FX adquiriu a iZotope, uma das empresas mais conhecidas do mercado de software para produção, restauração e pós-produção de áudio. A operação incorpora ao portfólio do grupo produtos como RX, Ozone, Neutron e Nectar.

A aquisição representa mais um avanço da Boris FX no setor de áudio profissional. A empresa é conhecida principalmente por suas ferramentas de efeitos visuais e pós-produção, entre elas Sapphire, Continuum e Mocha Pro, mas nos últimos anos ampliou sua presença em áudio com soluções como Sequoia, Samplitude e CrumplePop.

Com a iZotope, a Boris FX passa a reunir tecnologias usadas em diferentes etapas de uma produção audiovisual. Enquanto o RX é amplamente utilizado para reparação e restauração de áudio, o Ozone é voltado à masterização, o Neutron à mixagem e o Nectar ao processamento vocal.

“Minha visão sempre foi construir uma Boris FX na qual tudo o que você vê e tudo o que você ouve seja tratado por ferramentas desenvolvidas dentro do mesmo padrão”, afirmou Boris Yamnitsky, fundador e CEO da Boris FX, ao anunciar a operação.

A companhia também destacou a experiência da iZotope com processamento inteligente e machine learning. A combinação das tecnologias das duas empresas deverá reforçar o desenvolvimento de ferramentas para profissionais de áudio, vídeo e pós-produção.

O que muda para os usuários da iZotope?

Por enquanto, a Boris FX informa que os produtos, licenças e assinaturas da iZotope continuarão funcionando normalmente. O suporte e o desenvolvimento de produtos seguem sem interrupção, e as equipes responsáveis por RX, Ozone, Neutron e Nectar permanecem trabalhando nas respectivas linhas.

Os usuários também não precisam realizar mudanças imediatas em suas contas ou instalações.

A compra da iZotope reforça a estratégia de expansão da Boris FX para além dos efeitos visuais. O grupo passa a concentrar um conjunto cada vez maior de ferramentas para edição, imagem e áudio, aproximando-se de um ecossistema integrado para produção e pós-produção de conteúdo.

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Jamendo processa NVIDIA por treinar IA de áudio com músicas sem autorização https://musicaemercado.org/jamendo-nvidia-ia-direitos-musicais/ Thu, 25 Jun 2026 12:59:49 +0000 https://musicaemercado.org/?p=255845 Jamendo processa NVIDIA por treinar IA de áudio com músicas sem autorização

Plataforma acusa a NVIDIA de treinar modelos de IA de áudio com 55 mil faixas sem autorização e pede mais de € 17,8 milhões. O caso testa os limites do licenciamento de música para IA.

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Jamendo processa NVIDIA por treinar IA de áudio com músicas sem autorização

A plataforma diz que a fabricante de chips usou 55 mil faixas protegidas para treinar os modelos Fugatto e Audio Flamingo e pede mais de € 17,8 milhões. A ação testa onde termina o “dataset de pesquisa” e começa a infração.

A plataforma de música Jamendo entrou com uma ação federal na Califórnia, no dia 22 de junho, acusando a NVIDIA de usar seu catálogo para treinar modelos de inteligência artificial de áudio sem autorização. A informação foi divulgada pela Reuters e confirmada por publicações setoriais como Billboard, Music Business Worldwide e Digital Music News.

Segundo o processo, a NVIDIA teria utilizado o conjunto de dados MTG-Jamendo — com mais de 55 mil faixas protegidas por direitos autorais — para treinar os modelos de áudio Fugatto e Audio Flamingo. A Jamendo pertence ao grupo Llama Group, o mesmo que controla o histórico software Winamp.

O que a Jamendo pede

A ação reúne pedidos de indenização e de uma liminar para barrar o uso. A plataforma cobra os lucros da NVIDIA atribuíveis ao caso em valor “não inferior” a € 17,8 milhões (cerca de US$ 20,3 milhões), além de danos estatutários que podem chegar a US$ 150 mil por obra infringida.

As acusações incluem violação de direitos autorais, quebra da licença Creative Commons não comercial, descumprimento dos termos de uso da Jamendo, enriquecimento sem causa e concorrência desleal.

Um ponto chama atenção pela robustez: a denúncia não se apoia apenas em suposição. A Jamendo aponta para as próprias publicações técnicas da NVIDIA, nas quais o conjunto MTG-Jamendo aparece listado entre os datasets usados no desenvolvimento do Fugatto. No pregão do dia 23, a ação da NVIDIA recuou 3,16%.

Os dois lados de uma fronteira ainda indefinida

O caso se instala numa zona de incerteza jurídica. O MTG-Jamendo foi originalmente publicado como base para pesquisa acadêmica, sob licença Creative Commons de uso não comercial. A tese da Jamendo é que treinar um modelo comercial de IA extrapola esse limite. A defesa provável da NVIDIA — que, até a publicação das reportagens, não havia se manifestado formalmente — caminha pelo terreno do uso de datasets abertos de pesquisa e da doutrina de uso justo (fair use), ainda não pacificada nos tribunais para treinamento de IA generativa.

A Jamendo não trata o episódio como isolado: a empresa também sinalizou ação contra a Suno, uma das principais geradoras de música por IA. O movimento se soma a uma onda de litígios em que detentores de direitos buscam transformar o treinamento de modelos em receita de licenciamento, e não em uso gratuito.

Por que isso importa para o Brasil

A disputa é diretamente relevante para a cadeia musical brasileira, que discute como remunerar autores e detentores de direitos diante da IA generativa. O caso ajuda a desenhar um precedente comercial: se treinar modelos com catálogos protegidos exigir licença e pagamento, abre-se uma nova frente de receita para gravadoras, editoras, plataformas e gestão coletiva — inclusive no Brasil, onde o debate sobre IA e direito autoral avança no Congresso.

Para o ecossistema nacional, fica o sinal de que metadados, datasets e licenças de uso passam a ser ativos estratégicos. Saber exatamente o que foi licenciado, para qual finalidade e sob quais condições deixa de ser detalhe técnico e vira instrumento de negociação.

 

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IK Multimedia apresenta ReSing Doubling para criação de camadas vocais com IA https://musicaemercado.org/ik-multimedia-resing-doubling-ia-vocais/ Wed, 24 Jun 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=255732 IK Multimedia apresenta ReSing Doubling para criação de camadas vocais com IA

Novo add-on para ReSing gera dobras de voz, backing vocals e arranjos vocais a partir de uma única gravação. A IK Multimedia anunciou o ReSing Doubling, novo add-on para o ReSing voltado à criação automática de dobras vocais, camadas de voz e arranjos em estilo conjunto. A ferramenta foi desenvolvida para produtores, compositores e criadores […]

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IK Multimedia apresenta ReSing Doubling para criação de camadas vocais com IA

Novo add-on para ReSing gera dobras de voz, backing vocals e arranjos vocais a partir de uma única gravação.

A IK Multimedia anunciou o ReSing Doubling, novo add-on para o ReSing voltado à criação automática de dobras vocais, camadas de voz e arranjos em estilo conjunto. A ferramenta foi desenvolvida para produtores, compositores e criadores de conteúdo que precisam construir vocais mais amplos sem gravar múltiplos takes.

Segundo a empresa, o ReSing Doubling permite gerar performances vocais adicionais a partir de uma única voz, preservando o caráter e o tempo da gravação original. A proposta é simplificar um processo que, em produções tradicionais, costuma exigir várias gravações, ajustes de tempo, correção de afinação, equilíbrio de volumes e posicionamento no campo estéreo.

Com o novo recurso, o usuário pode criar desde uma dobra sutil para vocal principal até camadas de três vozes e arranjos vocais mais densos. O sistema oferece controle sobre variação de tempo, afinação, abertura estéreo, volume individual de cada voz e panorama, permitindo ajustar o resultado de acordo com a estética da música.

A função mira uma necessidade recorrente em estúdios e home studios: dar mais corpo aos vocais sem depender de novas sessões de gravação. Para produtores independentes, compositores que trabalham com guias vocais ou criadores que gravam sozinhos, o recurso pode acelerar a construção de backing vocals e harmonias de apoio.

O que é o ReSing

O ReSing é a plataforma de modelagem vocal por inteligência artificial da IK Multimedia para Mac e PC. O software permite transformar performances vocais usando modelos de voz baseados em IA, preservando nuances, expressão e dinâmica da gravação original.

Diferente de soluções baseadas em nuvem, o ReSing processa o áudio localmente no computador do usuário. Isso elimina a necessidade de upload, filas de processamento ou conexão com a internet durante a produção. O sistema também funciona como plug-in e aplicativo standalone, com suporte à integração ARA em DAWs compatíveis, incluindo Pro Tools.

Entre suas funções, o ReSing permite substituir vozes por modelos gravados profissionalmente, transformar rascunhos vocais em performances mais refinadas, converter vocais em instrumentos e criar modelos de voz personalizados localmente.

A IK Multimedia informa que os modelos de voz disponíveis são obtidos com artistas profissionais por meio de acordos transparentes, com crédito e remuneração aos colaboradores. Esse ponto é relevante em um momento em que o uso de inteligência artificial na música levanta discussões sobre autoria, consentimento e direitos de imagem vocal.

O ReSing Doubling está disponível como add-on separado para usuários das versões pagas do ReSing. De acordo com informações publicadas pela IK Multimedia, o complemento já pode ser adquirido na loja online da empresa e em revendedores autorizados.

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AI Music Generator: Os melhores geradores de música com inteligência artificial https://musicaemercado.org/ai-music-generator-os-melhores-geradores-de-musica-com-inteligencia-artificial/ Fri, 12 Jun 2026 17:13:45 +0000 https://musicaemercado.org/?p=255562 AI Music Generator: Os melhores geradores de música com inteligência artificial — Inteligência Artificial

Ferramentas como Suno, ElevenLabs e Stability AI já operam em estágio comercial, mas cada uma impõe arquiteturas de direitos distintas que determinam o que pode — ou não — ser monetizado. O Stable Audio Open Small, por exemplo, é restrito a uso não comercial por padrão, enquanto...

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AI Music Generator: Os melhores geradores de música com inteligência artificial — Inteligência Artificial

Ferramentas como Suno, ElevenLabs e Stability AI já operam em estágio comercial, mas cada uma impõe arquiteturas de direitos distintas que determinam o que pode — ou não — ser monetizado.

O Stable Audio Open Small, por exemplo, é restrito a uso não comercial por padrão, enquanto o ElevenLabs Music disponibiliza API para integração direta em produtos. Escolher um gerador de música com inteligência artificial sem ler a licença é expor o projeto a passivo jurídico antes de publicar a primeira faixa.

Gerar uma faixa completa em segundos virou realidade operacional — mas o que separa uma ferramenta útil de um passivo jurídico é o que está escrito na licença, não no demo. Suno, ElevenLabs e Stability AI já oferecem geradores de música com inteligência artificial em estágio comercial, cada um com arquitetura de direitos diferente: o Stable Audio Open Small, por exemplo, é liberado para uso não comercial por padrão, enquanto o ElevenLabs Music disponibiliza API para integração em produtos. A escolha errada não custa só dinheiro — pode comprometer catálogo, contrato e reputação.

No Brasil, o cenário ganhou urgência institucional. O ECAD e associações da gestão coletiva entregaram carta à Câmara pedindo proteção de direitos autorais no PL da Inteligência Artificial, e um manifesto conjunto foi lançado em defesa dos direitos conexos frente ao avanço dos modelos generativos. Para produtores, distribuidores e lojistas que avaliam incorporar essas ferramentas ao fluxo de trabalho, entender o que cada plataforma oferece — e o que ela cobra em troca — é o ponto de partida.

Como Suno, ElevenLabs e Stable Audio se diferenciam na prática

Escolher entre Suno, ElevenLabs Music e Stable Audio não é uma decisão de preferência sonora — é uma decisão de modelo de negócio. Cada plataforma define de forma diferente quem detém os direitos da saída, em quais condições o uso comercial é permitido e como a integração técnica funciona. Ignorar essas diferenças na fase de avaliação significa renegociar o contrato depois que o produto já está no ar.

O Suno organiza o acesso por tiers de crédito: o plano gratuito gera faixas sob licença não comercial, enquanto os planos pagos — Pro e Premier — transferem os direitos de uso comercial ao assinante, conforme descrito na página de preços do Suno. A distinção importa para qualquer projeto que envolva sincronização, licenciamento para terceiros ou monetização em plataformas de streaming. O plano gratuito não cobre nenhum desses casos.

O ElevenLabs Music opera em outra lógica: além da interface de criação, a plataforma disponibiliza uma API dedicada para integração direta em produtos e fluxos de trabalho automatizados — o que o posiciona menos como ferramenta criativa standalone e mais como infraestrutura para equipes de desenvolvimento. Quem precisa gerar áudio em escala dentro de um produto próprio encontra aqui uma rota técnica que o Suno, voltado ao usuário final, não oferece da mesma forma.

O Stable Audio Open Small, por sua vez, tem escopo diferente dos dois anteriores. Segundo o comunicado oficial da Stability AI sobre o lançamento conjunto com a Arm, o modelo foi desenvolvido para execução local em dispositivos — on-device — e é liberado por padrão apenas para uso não comercial. A vantagem é a privacidade e a operação offline; a limitação é que qualquer uso comercial exige negociação de licença separada, o que eleva o custo de entrada para projetos de produto.

CritérioSuno (Pro/Premier)ElevenLabs MusicStable Audio Open Small
Uso comercialIncluído nos planos pagosDisponível via plano e APINão comercial por padrão; licença separada para uso comercial
Modelo de acessoCréditos por tier mensalInterface + APIModelo open, execução local
Caso de uso idealCriação de faixas completas para conteúdo e sincronizaçãoIntegração de áudio em produtos e automaçãoDeploy on-device, privacidade, ambientes offline
Limitação principalPlano gratuito bloqueia uso comercialRequer stack técnico para aproveitar a APIUso comercial não está na licença padrão

O critério de escolha, portanto, depende do ponto de entrada: criador que precisa de faixas prontas para monetizar vai ao Suno pago; equipe de produto que quer gerar áudio dentro de um sistema maior avalia a API do ElevenLabs; quem precisa rodar o modelo internamente, sem dependência de nuvem, analisa o Stable Audio — mas precisa resolver a licença antes de colocar qualquer saída em produção.

O que cada plano realmente permite — e onde o uso comercial trava

O Stable Audio Open Small trava antes mesmo de chegar ao produto: a licença publicada pela Stability AI proíbe uso comercial por padrão, o que descarta o modelo para qualquer projeto que gere receita — publicidade, sync, trilha de app ou conteúdo patrocinado. O modelo roda no dispositivo, a latência é baixa, a integração técnica é limpa. Mas o contrato não acompanha o demo.

O Suno resolve esse gargalo por tier. No plano gratuito, as faixas saem sob restrição não comercial. Nos planos Pro e Premier, o assinante recebe os direitos de uso comercial sobre o output — o que muda o cálculo para quem precisa publicar, licenciar ou monetizar o áudio sem renegociar depois.

O ElevenLabs Music opera em outra camada. Segundo a documentação oficial da Eleven Music API, a ferramenta foi construída para integração direta em produtos: o endpoint aceita chamadas programáticas, o que permite embutir geração de música em plataformas, apps e fluxos automatizados sem depender de interface manual. Esse desenho técnico muda o perfil de uso — não é para o produtor que quer uma faixa, é para o time de produto que quer escalar geração de áudio dentro de um serviço.

A diferença prática entre os três: Stable Audio Open Small é pesquisa e prototipagem sem monetização; Suno é produção individual com uso comercial desbloqueado por assinatura; ElevenLabs Music é infraestrutura para produto. Escolher errado não é questão de gosto — é assinar um rider que o projeto não consegue cumprir.

Direitos autorais e IA: o risco regulatório que já chegou ao Brasil

O ECAD e as associações brasileiras de gestão coletiva não esperaram o debate regulatório amadurecer para se posicionar. Em manifesto publicado e entregue à Câmara dos Deputados, o conjunto de entidades — incluindo o próprio ECAD — exige que o PL 2338, o projeto de lei brasileiro sobre inteligência artificial, inclua proteção explícita aos direitos autorais e conexos no treinamento de modelos generativos. O documento não é declaração de princípios: ele especifica que o uso de obras musicais para treinar sistemas de IA sem autorização e sem remuneração aos titulares constitui violação de direito autoral, e pede que a lei corrija essa lacuna antes que o mercado consolide o padrão inverso.

A consequência prática chega antes da lei. Qualquer estúdio, agência ou desenvolvedor brasileiro que use um gerador de música com IA em projeto comercial já opera em zona de risco não resolvida — independentemente de o contrato com a plataforma garantir uso comercial do output. A licença do Suno Pro ou do ElevenLabs Music cobre o que o assinante faz com a faixa gerada; ela não resolve a disputa sobre o que foi usado para treinar o modelo. São camadas jurídicas distintas, e a segunda ainda não tem resposta definitiva nem nos EUA — onde o U.S. Copyright Office conduz análise formal sobre IA e copyright — nem no Brasil.

Esse é o risco que a licença de produto não elimina.

Para quem toma decisão de compra ou de integração agora, o critério operacional mais seguro é separar as duas perguntas: a ferramenta entrega direito de uso comercial sobre o output? Sim, nos planos pagos do Suno e no ElevenLabs Music, conforme as páginas oficiais de cada produto. O modelo foi treinado com repertório licenciado ou autorizado? Essa resposta ainda não está disponível de forma verificável em nenhuma das plataformas analisadas. Contratar o plano certo resolve a primeira pergunta. A segunda depende de como o mercado e a regulação vão se mover — e, no Brasil, o manifesto do ECAD à Câmara indica que pelo menos uma das partes já escolheu o campo.

Melhor fazer direito do que remediar

A decisão prática que separa adoção segura de exposição jurídica não está na qualidade do áudio gerado, mas na arquitetura de licenciamento de cada ferramenta — e esse critério já é operacional, não prospectivo. A API do ElevenLabs Music, documentada como caminho oficial para integração em produtos, representa o modelo em que o fornecedor assume explicitamente o escopo comercial da entrega; o Stable Audio Open Small, por outro lado, mantém uso não comercial como padrão da licença pública, o que cria um threshold concreto para qualquer equipe que avalie implantação on-device sem contrato adicional com a Stability AI. Esses dois documentos — a documentação da Eleven Music API e os termos do Stable Audio Open Small — funcionam como critério de triagem antes mesmo de qualquer análise regulatória.

O que muda a partir do movimento do ECAD e das associações brasileiras junto à Câmara é o horizonte de risco retroativo: se o PL 2338 incorporar a exigência de autorização e remuneração para uso de obras no treinamento, plataformas que já operam no Brasil com modelos treinados sem esse lastro enfrentarão não apenas adequação futura, mas potencial contestação sobre o catálogo gerado até a data de promulgação. A pergunta operacional que fica é se os contratos firmados hoje com fornecedores de IA musical incluem cláusula de indemnidade para esse cenário — e a maioria dos termos de serviço disponíveis publicamente ainda não responde a isso.

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Native Instruments é vendida à inMusic e setor de music tech vira disputa de duas casas https://musicaemercado.org/native-instruments-vendida-inmusic-aquisicao-traktor-kontakt/ Sun, 10 May 2026 19:18:26 +0000 https://musicaemercado.org/native-instruments-vendida-inmusic-aquisicao-traktor-kontakt/ Logos da Native Instruments e da inMusic Brands em peças de quebra-cabeça encaixadas, ilustrando a aquisição assinada em maio de 2026.

A aquisição encerra a insolvência da empresa alemã, junta Traktor, Kontakt, iZotope e Plugin Alliance ao mesmo grupo de Akai, Moog e Denon DJ — e redesenha a equação competitiva contra o conglomerado dono da Pioneer DJ.

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Logos da Native Instruments e da inMusic Brands em peças de quebra-cabeça encaixadas, ilustrando a aquisição assinada em maio de 2026.

A aquisição encerra a insolvência da empresa alemã, junta Traktor, Kontakt, iZotope e Plugin Alliance ao mesmo grupo de Akai, Moog e Denon DJ — e redesenha a equação competitiva contra o conglomerado dono da Pioneer DJ.

Quem vende controlador, software de produção ou hardware DJ no Brasil não precisa trocar o estoque na próxima semana. Mas precisa olhar com atenção para quem fornece o quê a partir do segundo semestre. O motivo: o ecossistema global de software para DJ e produção musical, que vinha se concentrando em poucas mãos desde 2023, agora tem duas casas claras.

De um lado, a AlphaTheta, dona de Pioneer DJ, rekordbox e, desde 2023, da Serato. Do outro, a inMusic Brands, que assinou em 8 de maio acordo definitivo para comprar a Native Instruments — incluindo iZotope, Plugin Alliance e Brainworx. A inMusic já era dona de Akai Professional, Moog Music, Denon DJ, Numark, Rane e M-Audio. A operação foi assinada durante a Superbooth, em Berlim, e deve ser concluída nas próximas semanas.

A representação local é a primeira pergunta, não o produto

A mensagem oficial das duas empresas é de continuidade. Native Instruments, iZotope, Plugin Alliance e Brainworx continuarão operando normalmente, com licenças válidas, suporte ativo, nada descontinuado.

No Brasil, o quadro de distribuição precede a operação. A Native Instruments é distribuída pela PC1 Audio Import (Maringá/Joinville), que também mantém Arturia e Denon DJ no portfólio. As marcas históricas da inMusic — Akai Professional, Numark, Denon DJ, Moog — operam por canais distintos, com nomes como HABRO Distribuidora e Music Company atuando em diferentes pontas. A primeira pergunta prática é se a integração das duas linhas vai reorganizar a representação local, ou se o modelo seguirá fragmentado por categoria, como aconteceu com a Moog após a compra pela inMusic em 2023.

Para o produtor com Komplete e Maschine como base de estúdio — funk, gospel, eletrônica ou pop — a base instalada continua sendo argumento de venda válido, e a integração mais profunda com hardware Akai pode gerar bundles novos para home studio. No gospel, onde Maschine e Kontakt são padrão em estúdios de igrejas e produtoras de louvor, esse ponto é especialmente sensível. Para escolas e cursos livres que usam M-Audio e Komplete como base curricular, a operação concentra fornecedor — vantagem para quem negocia volume, atenção para quem dependia de concorrência entre marcas. Para desenvolvedores brasileiros de sample libraries em Kontakt, o destino do ecossistema deixa de depender da estratégia de um investidor financeiro e passa a depender da estratégia de um fabricante de hardware com interesse direto em manter a plataforma viva.

Três anos depois, a inMusic faz o que criticou

“Em qualquer mercado, quando você elimina competição, isso tem efeito sobre os consumidores — sobe preços, elimina inovação e limita escolha.”

— Jack O’Donnell, CEO da inMusic, em 2023, comentando a aquisição da Serato pela AlphaTheta

Em 2023, Jack O’Donnell foi um dos críticos públicos quando a AlphaTheta consolidou Pioneer DJ e Serato sob o mesmo controle. Hoje, é a inMusic que faz o movimento equivalente do outro lado do ringue. Com Traktor dentro de casa, a inMusic ganha software profissional de DJ legítimo para enfrentar diretamente o ecossistema Pioneer/Serato/rekordbox que domina cabines profissionais no Brasil e na América Latina.

A aquisição da Kontakt, do Komplete e do iZotope fortalece o conglomerado em produção musical e mastering. Mas o ativo que muda a equação competitiva global é o Traktor — e a sobreposição com a linha inMusic é direta: Traktor contra Denon DJ, Numark e Rane; Maschine contra a linha MPC da Akai; Komplete Kontrol contra os controladores M-Audio e Alesis. O histórico da inMusic com Moog e Rane após aquisições anteriores indica baixa probabilidade de descontinuar produtos consolidados. O cenário mais provável é integração de plataformas — o NKS, aberto a hardware Akai e M-Audio em 2025, foi o ensaio desta aquisição.

A operação fecha o ciclo private equity da NI: aporte do EMH Partners em 2017, controle majoritário da Francisco Partners em 2021, fase Soundwide com aquisição de iZotope, Plugin Alliance e Brainworx, £250 milhões em dívida contra US$25 milhões em EBITDA no balanço de 2023, deal abortado com Bridgepoint e Bain Capital em novembro de 2025, insolvência em 27 de janeiro de 2026 no tribunal de Charlottenburg, venda agora. Sai o investidor financeiro, entra o industrial.

O que isso pressiona no varejo brasileiro

Para o varejo de DJ, o quadro é assimétrico e novo. De um lado, hardware AlphaTheta com software AlphaTheta, configuração que sustentou boa parte das vendas brasileiras de controlador na última década. Do outro, hardware inMusic com software inMusic, agora reforçado por Traktor. Quem distribui marcas mistas — controladores de uma casa rodando software da outra — precisa acompanhar como cada grupo vai tratar o licenciamento cruzado. A relação da inMusic com a Rane, marca que historicamente operava em parceria com a Serato (hoje da AlphaTheta), vai mostrar como esse jogo se faz.

Para fabricantes terceiros que dependem do padrão NKS para integração com instrumentos virtuais, a operação aumenta o peso institucional da plataforma: ela agora pertence ao mesmo grupo que produz alguns dos hardwares mais vendidos do mundo. Bundles de hardware Akai com software NI são a próxima conversa provável no varejo brasileiro de produção musical.

O essencial

O private equity deixou o music tech, o industrial voltou — e o setor de software para DJ e produção, que tinha três pesos comparáveis até 2023, virou disputa direta entre dois conglomerados verticalmente integrados. Para o canal brasileiro, a conversa do segundo semestre é menos sobre quais produtos sobrevivem e mais sobre como representação, licenciamento cruzado e padrão NKS se reorganizam dentro do novo mapa de duas casas. O mapa antigo deixou de existir no dia 8 de maio.

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Darkglass amplia através do Anagram Marketplace https://musicaemercado.org/darkglass-anagram-marketplace/ Fri, 08 May 2026 09:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251188 Darkglass amplia através do Anagram Marketplace

Marca amplia a plataforma Anagram com ecossistema de plugins de terceiros, voltado a integrar novos sons e ferramentas a fluxos de trabalho de estúdio, ensaio e palco. A Darkglass Electronics anunciou o lançamento do Anagram Marketplace, expansão da sua plataforma Anagram voltada à incorporação de um ecossistema crescente de plugins e ferramentas desenvolvidas por terceiros. […]

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Darkglass amplia através do Anagram Marketplace

Marca amplia a plataforma Anagram com ecossistema de plugins de terceiros, voltado a integrar novos sons e ferramentas a fluxos de trabalho de estúdio, ensaio e palco.

A Darkglass Electronics anunciou o lançamento do Anagram Marketplace, expansão da sua plataforma Anagram voltada à incorporação de um ecossistema crescente de plugins e ferramentas desenvolvidas por terceiros. Segundo a empresa, a proposta busca ampliar as capacidades do sistema e abrir a plataforma para desenvolvedores, engenheiros, produtores e designers de som.

A companhia define o novo ambiente como uma espécie de “loja de aplicativos” para o Anagram. Sobre a arquitetura já existente do equipamento, baseada em um processador hexacore e em um motor de áudio de 32 bits/48 kHz, o Marketplace passa a permitir o uso de plugins externos que antes ficavam mais restritos a ambientes de desktop.

No lançamento, a Darkglass informou que o Anagram Marketplace já conta com parcerias com desenvolvedores como Nembrini Audio, Bogren Digital e DoGood Sounds. A ideia é que os usuários possam acessar novas ferramentas de processamento e incorporá-las às cadeias de sinal dentro do ambiente do Anagram.

O sistema mantém a arquitetura baseada em blocos, que permite montar cadeias em série ou em paralelo. Com a chegada de plugins de parceiros externos, a plataforma amplia sua biblioteca de recursos sem alterar a lógica de trabalho já conhecida pelos usuários.

A Darkglass também afirmou que o Marketplace se integra à experiência de controle já presente no Anagram, com tela touch de alta resolução e modos Preset, Scene e Stomp. Com isso, os novos plugins e blocos podem ser adicionados às estruturas existentes sem quebrar o fluxo operacional.

Além do novo Marketplace, a empresa disse que continuará oferecendo atualizações gratuitas de software, com novos blocos, funções e melhorias de desempenho. Segundo a Darkglass, essa combinação reforça a proposta do Anagram como uma plataforma em evolução contínua, sem exigir novo hardware para ampliar recursos.

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IK Multimedia lança ARC X Immersive https://musicaemercado.org/ik-multimedia-arc-x-immersive/ Tue, 05 May 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=251191 IK Multimedia lança ARC X Immersive

Nova expansão do ARC X permite calibragem multicanal automatizada para sistemas imersivos de até 9.1.6 e também pode ser usada com monitores iLoud e setups de terceiros. A IK Multimedia apresentou o ARC X Immersive, nova expansão da sua tecnologia de correção de sala voltada a configurações de monitoração imersiva. A atualização amplia o alcance […]

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IK Multimedia lança ARC X Immersive

Nova expansão do ARC X permite calibragem multicanal automatizada para sistemas imersivos de até 9.1.6 e também pode ser usada com monitores iLoud e setups de terceiros.

A IK Multimedia apresentou o ARC X Immersive, nova expansão da sua tecnologia de correção de sala voltada a configurações de monitoração imersiva. A atualização amplia o alcance do sistema, que até então cobria ambientes estéreo e estéreo com subwoofer, para operar agora em sistemas de até 9.1.6.

Segundo a empresa, o ARC X Immersive foi desenvolvido para simplificar um dos processos mais complexos da produção multicanal: a calibragem completa do sistema. O software reúne medição, alinhamento e correção em um único fluxo de trabalho automatizado, com o objetivo de garantir comportamento consistente entre todas as caixas do ambiente.

“Em um sistema imersivo, todas as caixas de som devem se comportar como uma única fonte de som 3D”, afirmou Davide Barbi, CTO da IK Multimedia. “Isso exige preciso alinhamento de volume, tempo e resposta de frequência em todos os canais — um processo que tradicionalmente é complexo, demorado e altamente dependente de conhecimento técnico.”

A empresa afirma que o ARC X Immersive substitui os métodos manuais de calibragem, baseados em medidores SPL, equalização básica e ajustes sucessivos, por um processo automatizado que alinha nível, tempo e fase em todos os canais e aplica correção full-range da sala.

O sistema foi projetado para funcionar também em ambientes não ideais, em que o posicionamento das caixas ou as condições acústicas não são perfeitos. A calibragem pode ser armazenada e processada diretamente em monitores iLoudcompatíveis com ARC ou por meio do ARC Studio em sistemas de terceiros, mantendo a correção ativa sem depender da DAW ou da fonte de reprodução.

A IK Multimedia informou que o ARC X Immersive está disponível como atualização para usuários do ARC X e que também integra os sistemas de monitoração iLoud compatíveis, além de poder ser usado em configurações de outras marcas por meio do ARC Studio.

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Waves atualiza Sync Vx para mais DAWs https://musicaemercado.org/waves-sync-vx-daws/ Fri, 24 Apr 2026 09:02:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=250796 Waves atualiza Sync Vx para mais DAWs

Nova versão do plugin de alinhamento vocal ganha formatos VST, AU e AAX, além de suporte a ARA e AudioSuite, para ampliar o uso nos principais DAWs. A Waves Audio anunciou uma atualização importante do Sync Vx, seu plugin de alinhamento vocal, com expansão de compatibilidade para além dos DAWs que já trabalhavam com fluxos […]

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Waves atualiza Sync Vx para mais DAWs

Nova versão do plugin de alinhamento vocal ganha formatos VST, AU e AAX, além de suporte a ARA e AudioSuite, para ampliar o uso nos principais DAWs.

A Waves Audio anunciou uma atualização importante do Sync Vx, seu plugin de alinhamento vocal, com expansão de compatibilidade para além dos DAWs que já trabalhavam com fluxos ARA, como Pro Tools e Logic. Com a nova versão, o software passa a estar disponível nos formatos VST, AU e AAX, além de manter suporte a ARA e AudioSuite

A atualização era especialmente aguardada por usuários de FL Studio e Ableton Live, que até agora não conseguiam integrar o Sync Vx de forma direta ao fluxo de trabalho. Segundo a Waves, a proposta é transformar o plugin em uma solução de produção vocal mais ampla e adequada aos ambientes atuais de criação. 

O Sync Vx foi desenvolvido para simplificar uma das tarefas mais demoradas da produção musical: o alinhamento de vozes. O plugin permite ajustar tempo e afinação de várias faixas vocais ao mesmo tempo, com uma interface única para administrar stacks completos de backing vocals, doubles e harmonias. 

Entre os recursos, o sistema permite trabalhar com até 16 pistas, definir múltiplas pistas de referência e ajustar pitch e timing de forma global, por faixa ou por região. A Waves também destaca funções como transposição, formant shapinge uma interface de janela única voltada a organizar sessões vocais mais complexas. 

Além da produção musical, a empresa afirma que o Sync Vx também pode ser usado em pós-produção, sobretudo em tarefas de ADR e alinhamento de diálogos regravados em relação à performance original. 

A nova versão já está disponível como licença perpétua, dentro da assinatura Waves Ultimate e no pacote Mercury. Usuários atuais do Sync Vx V16 podem atualizar sem custo adicional. 

Mira más en este video.

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Blackmagic traz atualização DaVinci Resolve 21 https://musicaemercado.org/blackmagic-atualizacao-davinci-resolve-21/ Thu, 23 Apr 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=250799 Blackmagic traz atualização DaVinci Resolve 21

Nova versão traz página dedicada a fotografia, mais ferramentas de IA, novos gráficos para Fusion e melhorias em Fairlight, edição e fluxos imersivos. A Blackmagic Design anunciou o DaVinci Resolve 21, atualização ampla da sua plataforma de pós-produção que incorpora uma nova Photo page para edição de imagens estáticas e adiciona dezenas de recursos em […]

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Blackmagic traz atualização DaVinci Resolve 21

Nova versão traz página dedicada a fotografia, mais ferramentas de IA, novos gráficos para Fusion e melhorias em Fairlight, edição e fluxos imersivos.

A Blackmagic Design anunciou o DaVinci Resolve 21, atualização ampla da sua plataforma de pós-produção que incorpora uma nova Photo page para edição de imagens estáticas e adiciona dezenas de recursos em cor, inteligência artificial, gráficos, áudio e gerenciamento de mídia. A empresa informou que a beta pública já está disponível para download. 

A principal novidade é a nova página de fotografia, que leva para imagens fixas o conjunto de ferramentas de correção de cor usado em cinema e televisão. Segundo a Blackmagic, os usuários poderão importar, organizar e tratar fotos dentro do próprio Resolve, com acesso a correções primárias, curvas, qualifiers, power windows e fluxo de trabalho baseado em nós. A página também inclui visualização LightBox, gestão por álbuns, captura conectada com câmeras Sony e Canon, além de suporte a LUTs, Resolve FX e Open FX em fotografia. 

A atualização também reforça o uso de inteligência artificial. Entre os novos recursos estão AI IntelliSearch, para localizar pessoas, objetos ou palavras dentro do conteúdo; AI Speech Generator, para transformar texto em voz; AI CineFocus, para redefinir ponto de foco e profundidade de campo; além de ferramentas como AI Face Age Transformer, AI Face Reshaper, AI Blemish Removal, AI Slate ID, AI UltraSharpen e AI Motion Deblur

No Fusion, a Blackmagic adicionou suporte ao pacote Krokodove, com mais de 70 novas ferramentas gráficas e de composição. A empresa também atualizou o editor de macros, ampliou o suporte para gráficos OGraf HTML e animações Lottie e melhorou o ambiente USD com SDK 25.11 e Hydra 2.0 API. 

Na área de áudio, o Resolve 21 incorpora folder tracks no Fairlight para simplificar a organização das pistas, além de um modificador Animator que conecta o Fusion ao motor de áudio do Fairlight para gerar animações a partir da análise sonora. 

A nova versão também soma melhorias em keyframing, visualização de grafos de nós em formato de lista por camadas, render local de Magic Mask, efeito Picture in Picture, suporte ampliado para projetos imersivos e novas ferramentas de metadados, marcação e gestão de clipes. Segundo a Blackmagic, o Resolve 21 busca reunir em um mesmo ambiente tarefas de edição, cor, efeitos visuais, áudio, foto e colaboração em nuvem.

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UJAM Groovemate LATIGO com foco em percussão latina para produção musical https://musicaemercado.org/ujam-groovemate-latigo-percussao-latina/ Mon, 30 Mar 2026 09:04:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=250383 UJAM Groovemate LATIGO com foco em percussão latina para produção musical

Instrumento virtual traz motor de performance e frases MIDI editáveis. A UJAM anunciou o Groovemate LATIGO, instrumento virtual de percussão voltado à criação de ritmos latinos e elementos de top-mix em produções musicais. O software conta com um motor de performance baseado em frases, permitindo acionar padrões rítmicos com controle de timing, dinâmica e arranjo. […]

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UJAM Groovemate LATIGO com foco em percussão latina para produção musical

Instrumento virtual traz motor de performance e frases MIDI editáveis.

A UJAM anunciou o Groovemate LATIGO, instrumento virtual de percussão voltado à criação de ritmos latinos e elementos de top-mix em produções musicais.

O software conta com um motor de performance baseado em frases, permitindo acionar padrões rítmicos com controle de timing, dinâmica e arranjo. A proposta amplia o conceito do plug-in Groovemate ONE, com maior profundidade na construção rítmica.

O LATIGO reúne um conjunto de instrumentos que inclui congas, quinto, tumba, maracas, cabasa, pandeiro, claves, cowbells e palmas, funcionando como complemento para baterias acústicas e eletrônicas.

As gravações foram realizadas por um único músico, garantindo consistência na interação entre os instrumentos e equilíbrio na mixagem. O sistema também inclui controle de profundidade, que permite posicionar a percussão no espaço virtual.

O instrumento oferece 20 estilos e um total de 460 frases de percussão, com possibilidade de edição em MIDI, além de seis presets de mix voltados a diferentes contextos de produção.

De acordo com Nate Williams, responsável pelas gravações, a percussão contribui diretamente para a dinâmica e a expressividade das produções, aproximando o resultado de uma execução ao vivo.

Veja mais neste vídeo.

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