Varejo encerra 20 meses de alta

Varejo encerra 20 meses de alta

por 13/12/2011

De acordo com matéria do UOL*, vendas no varejo ficam estáveis em outubro encerrando mais de um ano de alta consecutiva, índice é anterior às medidas de incentivo do governo

As vendas no varejo brasileiro tiveram estabilidade em outubro em relação ao mês anterior, interrompendo uma sequência de 20 meses seguidos de alta, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (13).

O resultado é anterior as medidas tomadas pelo governo para estimular o consumo no país, no início de dezembro. Os impostos para eletrodomésticos, financiamentos e construção civil, por exemplo, foram reduzidos.

A alta registrada em outubro foi de 4,3%, a mesma de setembro. O comércio varejista não apresentou variação, tanto para o volume de vendas quanto para a receita nominal.

Nas demais comparações, obtidas das séries sem ajuste sazonal, o varejo registrou, em termos de volume de vendas, acréscimos de 4,3% em relação ao ano passado, de 6,7% no acumulado dos dez primeiros meses do ano e de 7,3% no acumulado em um ano.

Governo anunciou medidas para estimular o consumo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou em dezembro novas medidas para estimular o consumo no país. A redução de impostos para a compra de eletrodomésticos e aplicações financeiras (como empréstimos e investimentos na Bolsa de Valores) estavam entre as principais mudanças anunciadas.

O estímulo ao consumo tinha como principal objetivo combater a queda das vendas no setor do varejo. O consumo continua sendo a principal aposta do governo para acelerar a economia do país e superar os efeitos da crise global.

Outro forma de estimular as compras foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de cortar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual, indo de 11,5% para 11% ao ano. É a menor taxa do governo Dilma.

A Selic é usada pelo BC para tentar controlar o consumo e a inflação ou estimular a economia. Quando a taxa cai, estimula o consumo.

*Texto do site da agência de notícias Reuters, publicado pelo UOL. Acesse aqui, para ler a matéria original.