Pratos de Bateria

Pratos de Bateria
agosto 09 11:20 2006

O despertar da Octagon


A fabricante de pratos completa 20 anos e quer se transformar em uma  empresa mais voltada para os jovens


Esqueça aquela imagem da Octagon obsoleta, que lembrava os anos 1980 até no logotipo da marca. Ao completar 20 anos de atividade no Brasil, a fabricante de pratos que começou fazendo pedais para bateria quer se consolidar justamente como uma empresa que sabe falar com o público jovem e se mostrar atualizada. Nesta nova fase, o que ganha destaque é o marketing, pelas mãos – e idéias – da publicitária Regiane Aparecida Barros Oliveira. Ela agora cuida do departamento que a empresa denominou marketing integrado. “Engloba ações em eventos, a comunicação interna e externa e a publicidade propriamente dita”, explica Regiane, que já acompanhava a Octagon de forma terceirizada. “Quis trazê-la para dentro da empresa, pois acredito em resultados mais eficientes”, afirma a diretora executiva Nádia Cristiane de Barros.


A mudança mais significativa foi justamente na comunicação, setor em que a Octagon apresentava algumas deficiências. “A empresa precisava de uma comunicação mais coesa e conceitual com o mercado, com os distribuidores, com os fornecedores e com o próprio consumidor final. Quando cheguei aqui comecei a ver o produto de perto. Ouvir as marteladas durante o processo de produção ajudou muito, porque também consigo me integrar muito mais com os departamentos, incluindo a área financeira, vendas e produção”, avalia Regiane. Em paralelo, a Octagon contratou uma agência de publicidade que se encarregou de criar o logo e as embalagens alusivas aos 20 anos da empresa.


Na prática, o marketing começou a atuar no começo do ano, tempo ainda insuficiente para se fazer uma análise mais profunda do retorno dessa nova filosofia. “Mas já deu para notar que os pontos-de-venda têm demonstrado mais interesse. Até o próprio lojista está mais confiante em relação aos nossos produtos. Aquela carência de estarmos presentes, mais próximos, está diminuindo”, diz Regiane.

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Novos rumos
A troca da logomarca é a mudança mais perceptível. “A anterior estava muito focada nos anos 1980. Até por um apego ao próprio Fernando (Fernando Passos Silveira, baterista que fundou a empresa em 1986 e faleceu em um acidente em 2000), que estava difícil de desvincular”, conta Nádia Barros. A nova logomarca veio no início de 2006, com a chegada de Regiane. “Estamos buscando uma identidade cada vez mais forte. O próprio logotipo traz os raios, uma idéia de ascensão, pois estávamos mesmo um pouco apagados. Além do slogan ‘Brilho próprio, música na veia’, que deve ficar por uns dois anos”, revela a publicitária. O site, que também apresentava problemas, está em fase de atualização.
As bags para carregar os pratos também mudaram. Segundo Nádia, antes cada linha tinha uma cor. Agora, estão padronizadas nas cores da empresa, preto com detalhes em vermelho. “A Octagon está ficando mais artística”, acredita Regiane.


Segundo ela, o objetivo é consolidar os resultados com o novo departamento a partir da Expomusic e fortalecê-los ao longo de 2007. Para se ter uma idéia, de 2004 para 2005, a empresa cresceu 30% – a idéia é estabilizar em 6% este ano. N


O novo marketing da Octagon
Selo comemorativo de 20 anos em toda a comunicação da empresa com o mercado.


Endomarketing ganha força com o jornal interno – batizado de OI (Octagon Informa) –, que pretende integrar os 23 funcionários sobre as atividades da empresa. “Às vezes, quem está na produção não fica sabendo que o prato que ele fez estará em uma revista, e este trabalho deve ser valorizado”, diz Regiane.


Anúncios mais inovadores para chegar a todas as camadas, principalmente às mais jovens, com maior potencial de consumo.

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Ampliar atuação junto a roqueiros, músicos gospel e católicos, os maiores mercados da Octagon.


Aumentar o apoio a bandas e fanfarras.
“É um segmento muito forte. Temos participado de muitos encontros, eventos, concursos. Inclusive
temos um endorsee de Guarulhos, a Banda Progresso”, conta Regiane.


Investir em marketing indireto, como no gongo da empresa no programa Melhor do Brasil, da TV Record.


Incrementar as exportações com um trabalho de campo com músicos que levam os pratos e promovem workshops em lojas. “A princípio, nosso foco é a América Latina, especialmente a Argentina, onde temos um distribuidor”, completa Regiane.



O passo-a-passo da renovação


2001
Lançamento da linha Signature F em homenagem a Fernando Silveira, baterista e fundador da Octagon, falecido no ano anterior.


2002
Novos itens foram inseridos na linha Line Percussion, para percussionistas que buscam efeitos sonoros: turkish gong, sound disc flat mini gongo, cup bell 10” e sound plate.


2003
Nasce a linha Dark, em liga de bronze, com uma sonoridade mais obscura e vintage, voltada para bateristas profissionais.


2004
A Octagon investe na linha Brazilian para instrumentistas de MPB e jazz, com espessura mais fina e abertura fácil.


2005
O grande destaque foi a linha infantil Kidgon, bateria com chimbal, uma estratégia da Octagon para absorver um mercado pouco explorado, incentivando as crianças no gosto pela música.


2006
Para comemorar os 20 anos, a linha Signature F ganha uma versão rústica. Outras novidades devem surgir
na Expomusic.

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