PME: Regras para coordenar pessoas

PME: Regras para coordenar pessoas

por 13/05/2011

Uma das áreas mais sensíveis de uma empresa é a de recursos humanos. Certamente, segundo o tamanho da companhia, sua organização varia.

Em uma pequena ou média empresa familiar [perfil da maioria de nosso setor], possivelmente um dos sócios seja o responsável pelo pessoal. Já em uma empresa com mais de cem trabalhadores, certamente haveria um gerente de recursos humanos e, em uma maior, um departamento de recursos humanos. E embora muitas PMEs não percebam, o papel que o diretor dessa área desenvolve é fundamental, pois ele é responsável por satisfazer as necessidades dos próprios funcionários e da empresa.

Por isso é imprescindível que o gestor de recursos humanos conheça a estratégia da companhia para poder planejar a sua área de acordo e antecipar-se a qualquer mudança que se produza na empresa, a fim de não afetar a equipe de maneira radical. Para conseguir seus objetivos, o executivo deve se valer de sistemas de seleção, avaliação, retribuição, formação e desenvolvimento que têm disponíveis, e que devem ser postos a serviço dos empregados.

Para desenvolver esse trabalho, é importante que o executivo se relacione com todos os níveis de funcionários: além da alta direção, com os supervisores — pois são eles que implementarão parte de suas ações —, e com o pessoal em geral, porque são a base da satisfação interna da empresa.

As áreas de atuação desse profissional são: recrutamento, seleção e avalição de funcionários, treinamento e desenvolvimento, compensação e benefícios, organização, administração de pessoal e relacionamento no trabalho. Em relação à sua função, a consultoria Meta4 elaborou uma lista de ‘regras de ouro’ que este executivo deve ter em mente:

1. Conhecimento do negócio e objetivos a curto, médio e longo prazo. Todas as políticas de recursos humanos devem dar suporte à estratégia da empresa e apoiar os diferentes setores para atingir esses objetivos.

2. Conhecimento profundo do perfil dos funcionários. Ele precisa saber como são os trabalhadores, as necessidades pessoais e profissionais deles, suas principais características e como evoluem.

3. Cultura de trabalho. Uma de suas missões principais é fornecer ferramentas e soluções para a organização conquistar seus objetivos. Nesse sentido, são departamentos equiparáveis a qualquer área de negócio que se relaciona com clientes. No caso, os clientes desse executivo são os próprios funcionários.

4. Capacidade para administrar a complexidade. Em um mundo onde reina a diversidade de culturas, gerações, pensamentos, e no qual se trabalha desde qualquer ponto do mundo, é essencial que o executivo forneça soluções específicas para as situações que apareçam. A personalização no trato é um aspecto cada vez mais demandado nas empresas.

5. Conciliação. O diretor de recursos humanos deve ser o mediador para o entendimento nas situações de conflito que surjam dentro das organizações.

6. Comunicação. Transmitir valores, objetivos globais e imagem de companhia. Ser transparente, sempre que possível, adaptando a mensagem a cada momento pelo qual a empresa passa. Ser foco de informação para todos os funcionários, independentemente do escalão, de maneira que facilite a tomada de decisões.

7. Coerência. É fundamental transmitir uma imagem coerente que se coadune com os valores da companhia, que permita reconhecer uma identidade da empresa. Além de executar ações coerentes a todos os setores.

8. Foco nos resultados. Deve orientar a sua função e a de seu departamento para conseguir resultados concretos que permitam analisar os avanços de suas ações.

9. Abrir a mente e administrar projetos. Deve envolver colegas que não pertençam ao próprio departamento para enriquecer pontos de vista e garantir a aplicação de decisões. Isso também significa se aproximar de todos os funcionários para receber um feedback e poder fazer autocrítica.

10. Aprendizado contínuo. Estar atualizado com todas as possibilidades que existem em gestão de pessoas. Não se trata de ser especialista em tudo, mas saber a quem ou a que acudir quando necessário.

*Artigo originalmente publicado em www.gestionpyme.com