O fluxo de caixa na gestão financeira

O fluxo de caixa na gestão financeira

por 02/05/2011

Saber vender, ter uma boa política de crédito, calcular o preço de venda correto e planejar a gestão financeira é essencial para uma empresa de sucesso. E para isso toda a empresa precisa ter um fluxo de caixa

Por Volnei Ferreira

O Fluxo de Caixa é o instrumento essencial para a administração da empresa nos quesitos de planejamento e controles financeiros. É o instrumento mais preciso e útil para levantamentos financeiros a curto e longo prazos. Essa ferramenta permitirá a um pequeno, médio ou grande empresário ter uma visão clara da época em que ocorrerão os recebimentos e pagamentos de caixa, através da projeção das entradas e saídas, decorrentes da atividade operacional da empresa para o período desejado.

Para honrar suas obrigações com terceiros, o empresário precisa saber se na data do vencimento terá dinheiro disponível para saldar o compromisso. O gestor financeiro no dia a dia estará voltado para o disponível, ou seja, os saldos de caixa, bancos, aplicações financeiras e para suas exigibilidades (pagamentos de fornecedores, salários, impostos e demais obrigações).

O fluxo de caixa consiste na representação dinâmica da situação financeira de uma empresa, considerando todas as fontes de recursos e todas as aplicações em itens do ativo. É o instrumento de planejamento financeiro que corresponde às estimativas de entradas e saídas de caixa em certo período de tempo projetado

Entre os objetivos básicos do fluxo estão:

  • Facilitar a análise e o cálculo na seleção das linhas de crédito a serem obtidas junto às instituições financeiras;
  • Programar os recebimentos e pagamentos de caixa de forma criteriosa, permitindo determinar o período em que ocorrerá a carência de recursos ou quando haverá sobras para poder aplicar no mercado financeiro;
  • Permitir o planejamento de desembolsos de acordo as melhores datas de recebimentos de recursos;
  • Proporcionar a comunicação entre os vários departamentos da empresa para verificar a melhor hora de fazer gastos ou investimentos;
  • Planejar as necessidades nos períodos de atividades sazonais da empresa;
  • Fixar o nível de caixa, em termos de capital de giro;
  • Auxiliar na análise dos valores a receber e estoques, para que se possa julgar a conveniência em aplicar nesses itens ou não;
  • Estudar um programa saudável de empréstimos ou financiamentos, e;
  • Analisar a viabilidade de serem comprometidos os recursos pela empresa.

Causas da falta de recursos nas empresas:

  • Expansão descontrolada das vendas, implicando um maior volume de compras e custos pela empresa;
  • Insuficiência de capital próprio e utilização de capitais de terceiros em proporção excessiva, em conseqüência, aumentando o grau de endividamento da empresa;
  • Ampliação exagerada dos prazos de vendas pela empresa, para conquistar clientes;
  • Aquisições de compras em volume desproporcional ao volume de vendas projetadas, exigindo maiores disponibilidades de caixa;
  • Diferenças acentuadas nos prazos de recebimentos e pagamentos em função dos prazos de vendas e compras;
  • Baixa rotação dos estoques e nos processos de fabricação;
  • Altos custos financeiros com bancos devido a falta de planejamento, aumento de inadimplência  ou descontrole nos gastos;
  • Custo fixo desproporcional a estrutura da empresa, e;
  • Financiamento de imobilizados com recursos do capital de giro da empresa.

Matéria originalmente publicada no blog Simples Soluções