Comércio fatura R$ 8,1 bilhões em fevereiro

Comércio fatura R$ 8,1 bilhões em fevereiro

por 19/04/2011

É o maior número já registrado desde o início da realização da pesquisa, nos anos de 1970. Comércio eletrônico cresceu 20%

O comércio faturou R$ 8,1 bilhões em fevereiro, 7,1% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. Os números são os mais positivos já registrados para o mês de fevereiro pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (e-PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) desde a década de 1970 e que, em 2008, passou a contar com a parceria da e-Bit, monitorando também o comércio eletrônico. Com o resultado, o primeiro bimestre de 2011 apresentou movimentação 6,9% superior ao do mesmo período de 2010, evidenciando a continuidade do ciclo positivo que prevaleceu ao longo do ano anterior.

O resultado demonstra que o consumo de início de ano está ancorado no otimismo dos consumidores que, conforme mostra o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), também apurado pela Fecomercio, permanece em patamar bastante elevado. Assim, o bom desempenho do comércio de bens e serviços reforça a previsão da Fecomercio de que a economia deve permanecer aquecida ao longo do primeiro semestre, apresentando uma possível desaceleração somente na segunda metade do ano.

O contínuo aquecimento do setor também demonstra, até aqui, a ineficácia das medidas adotadas pelo Banco Central (BC) para restringir o crédito e reduzir o nível de consumo. O efeito calendário também foi uma variável positiva este ano, já que fevereiro contou com maior número de dias uteis em razão do Carnaval ter sido realizado em março.

Uma surpresa foi o crescimento do Comércio Eletrônico, que apresentou vendas 20,8% maiores do que no mesmo mês do ano passado, demonstrando a força do setor que se firma, diariamente, como uma nova realidade para o consumo brasileiro.

A Fecomercio acredita que, devido ao carnaval e, consequentemente, ao menor número de dias úteis, março deve apresentar taxas de desempenho mais contidas. Sendo que o varejo deve fechar o primeiro trimestre de 2011 com alta de 5%, taxa que deve ser mantida ao longo do primeiro semestre.

A única ameaça para esse nível crescimento da economia, ao menos no curto prazo, seria uma radicalização do aperto monetário que vem sendo realizado pelo BC.

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