Tutorial áudio: notícias e análises | Música & Mercado https://musicaemercado.org/category/tutorial-2/tutorial-audio/ A música sob o viés do trabalho e negócios Tue, 17 Oct 2023 11:05:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://musicaemercado.org/wp-content/uploads/2026/04/mmlogo-hires-1-80x80.jpg Tutorial áudio: notícias e análises | Música & Mercado https://musicaemercado.org/category/tutorial-2/tutorial-audio/ 32 32 Inteligência artificial na música: recortes, fatos e análises https://musicaemercado.org/inteligencia-artificial-na-musica/ Thu, 24 Aug 2023 12:05:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=120648 Nesse artigo consideramos o impacto da IA (Inteligência artificial) no processo criativo e técnico da produção musical.  Um setor em particular, a pós-produção de áudio, está passando por mudanças mais rápidas devido a AI. Isso significa grandes mudanças, agora e no futuro, para habilidades, emprego e trabalho. Muitos relatos sobre o papel da automação de máquinas […]

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Nesse artigo consideramos o impacto da IA (Inteligência artificial) no processo criativo e técnico da produção musical. 

Um setor em particular, a pós-produção de áudio, está passando por mudanças mais rápidas devido a AI. Isso significa grandes mudanças, agora e no futuro, para habilidades, emprego e trabalho. Muitos relatos sobre o papel da automação de máquinas na instabilidade ocupacional – especificamente, reduções no emprego humano. Essa artigo mostra em tópicos como esse processo está começando a alterar a cadeia de produção musical e também as novas tecnologias que podem substituir ou aumentar o potencial humano nessa área.

1 – O que é inteligência artificial?

A inteligência artificial (IA) é um ramo abrangente da ciência da computação preocupado com a construção de máquinas e algoritmos inteligentes capazes de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana. Embora a IA seja uma ciência interdisciplinar com várias abordagens, os avanços no aprendizado de máquina e no aprendizado profundo , em particular, estão criando uma mudança de paradigma em praticamente todos os setores da indústria de tecnologia. 

A inteligência artificial permite que as máquinas modelem, ou até melhorem, as capacidades da mente humana. E desde o desenvolvimento de carros autônomos até a proliferação de ferramentas generativas de IA como ChatGPT e Googles Bard, a IA está se tornando cada vez mais parte da vida cotidiana das pessoas comuns e dos profissionais.

2 – As primeiras aplicações da IA no áudio

As primeiras tentativas de música gerada por computador apareceram na década de 1950 com foco na criação de música algorítmica. O advento da música gerada por computador por pioneiros como Alan Turing com o computador Manchester Mark II abriu múltiplas possibilidades de pesquisa em inteligência musical onde sistemas computacionais poderiam reconhecer, criar e analisar música.

Turing ajudou a criar uma das primeiras gravações de música de computador, reaproveitando sons de sinal em um dos primeiros computadores de Manchester. Foto da Biblioteca de imagens da Science & Society.

Especificamente, os primeiros experimentos se concentraram na composição algorítmica (um computador que usa conjuntos formais de regras para criar música). Em 1957, vimos a primeira obra composta exclusivamente por inteligência artificial — Illiac Suite for String Quartet. 

Lejaren Hiller e Leonard Isaacson. Foto do Illinois Distributed Museum

Através do uso de modelos matemáticos e algoritmos, Lejaren Hiller (um compositor americano) e Leonard Isaacson (um compositor e matemático americano) criaram Illiac Suite, a primeira peça original composta por um computador. Para conseguir essa façanha, eles usaram um algoritmo de Monte Carlo que gerava números aleatórios que correspondiam a certas características musicais como tom ou ritmo. Usando um conjunto de restrições, essas características aleatórias foram limitadas a elementos que seriam musicalmente ‘legais’ conforme definido pelas regras da teoria musical tradicional, probabilidades estatísticas (como cadeias de Markov) e a imaginação dos dois compositores.

Outro inovador neste campo foi Iannis Xenakis, um compositor e engenheiro, que usou probabilidades estocásticas para auxiliar na criação de sua música. Um processo estocástico é um mecanismo com distribuições de probabilidade aleatórias que não podem ser previstas, mas podem ser analisadas estatisticamente. No início dos anos 60, ele utilizou computadores e a linguagem FORTRAN para entrelaçar múltiplas funções de probabilidade para determinar a estrutura geral e outros parâmetros (como tom e dinâmica) de uma composição.

Xenakis modelou sua música como se estivesse modelando um experimento científico. Cada instrumento era como uma molécula e passaria por seu próprio processo estocástico e aleatório para determinar seu comportamento (a frequência do tom e a velocidade de certas notas). Seu trabalho introduziu novos métodos para a criação de som, mas também serviu como um dos primeiros exemplos de IA funcionando como uma ferramenta de análise complementar, em vez de apenas uma ferramenta de composição. A forma como Xenakis criava suas melodias e orquestrações para diferentes instrumentos se inspirava nos espaços sonoros modelados pelo processo estocástico.

Em 1965, o inventor Ray Kurzweil estreou uma peça para piano criada por um computador capaz de reconhecer padrões em várias composições. O computador foi então capaz de analisar e usar esses padrões para criar novas melodias. O computador estreou no programa de perguntas e respostas I’ve Got a Secret e deixou os apresentadores perplexos até que o astro de cinema Henry Morgan adivinhou o segredo de Ray.  

Em 1997, um programa de inteligência artificial chamado Experiments in Musical Intelligence (EMI) parecia superar um compositor humano na tarefa de compor uma peça musical para imitar o estilo de Bach .  (Fonte: Wikipedia )

3 –   Período de transição – Modelagem generativa (1980 – 1990)

Nas décadas que antecederam a era moderna da música, o foco mudou da geração algorítmica mais simples para a modelagem generativa. Otto Laske, proeminente pesquisador no campo da áudio, descreve essa mudança como a diferença entre um robô musical e uma inteligência musical.

Um robô musical é mais parecido com os primeiros experimentos dos anos 50 e 60 – ele pode reconhecer padrões, tem uma gramática para música e tem um senso geral de resolução de problemas, mas atinge seus objetivos com métodos bastante diretos e contundentes. Por outro lado, a inteligência musical substitui a abordagem de busca de força bruta do robô por um sistema de compreensão baseado em conhecimento com sua própria consciência de como os elementos musicais podem funcionar. Essa tendência de sistemas de IA construírem sua própria compreensão autossuficiente de elementos musicais foi a base para a inteligência musical mais sofisticados que vemos hoje. Outros desenvolvimentos neste período continuaram a explorar os limites da criatividade computacional. Por exemplo, Robert Rowe criou um sistema em que uma máquina pode inferir a métrica, o andamento e as durações das notas enquanto alguém toca livremente em um teclado. Também em 1995, a Imagination Engines treinou uma rede neural com melodias populares, ativando o aprendizado por reforço, levando à geração de mais de 10.000 novos refrões musicais. O aprendizado por reforço envolve o treinamento de uma rede neural para atingir um objetivo, recompensando/punindo o modelo com base nas decisões que ele toma para atingir um objetivo especificado.

4 – Período atual (anos 2000 – presente)

Durante a década de 2010, testemunhamos o surgimento de algoritmos de aprendizado de máquina inteligentes e rápidos e sua integração gradual em software de produção musical. Agora, os cérebros artificiais de incontáveis ​​plug-ins, plataformas, suítes de masterização virtual (https://www.landr.com)  e até mesmo compositores estão prontamente  ao volante como motoristas conscientes das ferramentas criativas de hoje. 

Vejamos abaixo alguns desses aplicativos inteligentes:

Síntese Vocal Avançada:  Os clones vocais deepfake de artistas famosos provocaram sentimentos contraditórios na indústria da música. No entanto, no fundo, os mesmos avanços estão ajudando a empurrar a síntese vocal para um novo território.

Tentar construir uma voz humana com um computador não é nada novo. Um sintetizador de canto como o VOCALOID6  tem uma história que remonta aos anos 2000 e, em sua iteração mais recente, começou a usar IA para melhorar o instrumento de voz sintetizada. Você pode digitar as letras, selecionar o tom e ajustar o sotaque. Pode cantar em japonês e inglês e, a partir de 2023, chinês também.

Assim como qualquer instrumento de software, como um piano virtual, ele tenta recriar a coisa real. Mas ao contrário de como a música deepfake é criada , a empresa trabalhou com cantores reais para desenvolver vários perfis vocais.

Se você está procurando uma alternativa mais jovem, experimente o Synthesizer V da Dreamtonics . A empresa foi fundada em 2019 no momento em que a tecnologia de IA começou a acelerar e atingir o status de mainstream, e os resultados são impressionantes

Concebido pela primeira vez em 2001, o Continuator era um software de aprendizado de máquina. Ele reuniu dados sobre como os músicos tocavam e aprendeu a complementá-los de maneira inteligente, improvisando em tempo real usando os dados coletados sobre como eles tocavam como modelo. Seu inventor, François Patchet, viria a ser um grande jogador no desenvolvimento do Spotify.  

Entre as primeiras grandes aplicações de IA em plug-ins de mixagem de música, o Adaptiverb da Zynaptiq inspeciona o áudio de origem e, usando o ressintetizador Bionic Sustain, cria a cauda de reverberação perfeita e sob medida, por meio de centenas de osciladores em rede. Ele estabeleceu um novo precedente para destacar os benefícios práticos do aprendizado de máquina em toda a produção. 

Tecnologia Assistiva de Áudio da iZotope (2016)

Izotope; uma empresa que abraçou o potencial de economia de tempo da IA ​​como poucas outras, a útil tecnologia de áudio assistido da iZotope é o molho secreto por trás de produtos emblemáticos como RX de aprimoramento de áudio e Ozone de aperfeiçoamento de som. Ao analisar o áudio de forma inteligente e aplicar correções rápidas, o iZotope provavelmente economizou coletivamente anos preciosos dos profissionais no estúdio.

5 – Como a IA está mudando a tecnologia de áudio

“Uma vez que o método de pensamento da máquina tivesse começado, não demoraria muito para superar nossos fracos poderes. Eles seriam capazes de conversar uns com os outros para aguçar sua inteligência. Em algum momento, portanto, devemos esperar que as máquinas assumam o controle”. Assim como a previsão sombria que o pai da inteligência artificial, o gênio da computação Alan Turing previu. Embora, felizmente, ainda não estejamos enfrentando um ponto final tão assustador, a noção de Turing de um cibercérebro controlado por uma máquina, continuamente aguçando seus sentidos por meio de diálogo e refinamento constantes, é um conceito que está no cerne da aplicação comercial de inteligência artificial

Em nossa indústria, podemos ver isso talvez mais claramente do que qualquer outro. Multidões de ferramentas de software baseadas em IA agora disponíveis, que se destacam em tarefas (como edição de frequência, separação de mixagem, restauração de áudio e masterização) que levariam muito, muito mais tempo para serem executadas por operadores humanos altamente qualificados. O refinamento constante e as rotinas de aprendizado adaptativo permitem que os caminhos de software baseados em IA sejam aprimorados. Embora o termo ‘inteligência artificial’ seja normalmente atribuído a qualquer software que dependa de algoritmos para cumprir seus critérios, na verdade existe um amplo espectro de definições. Existem aqueles que simplesmente desencadeiam uma série de ações pré-determinadas que seus criadores criaram cuidadosamente e existem aqueles gênios virtuais semelhantes a HAL (iZotope RX 9 , Zynaptiq Adaptiverbpor exemplo) que pode inspecionar uma forma de onda, diagnosticar com precisão o que precisa ser feito para trazer mais clareza a ela.

Melissa Misicka, Diretora de Brand Marketing da iZotope, nos explica que usar a inteligência artificial para esse fim sempre foi uma ambição da empresa; “Um de nossos objetivos como empresa é encontrar maneiras de eliminar tarefas de produção de áudio mais demoradas para nossos usuários, para que eles possam se concentrar em sua visão criativa. Apresentar a tecnologia assistiva – que pode analisar seu áudio de forma inteligente e fornecer pontos de partida recomendados – pareceu uma maneira perfeita de fazer isso.”

Não se trata apenas de tornar os processos demorados mais rápidos. Muitos veem a IA como um método para realizar as tarefas que os humanos são incapazes de realizar. A iZotope explica como essa ideia foi colocada em prática. “Um exemplo é a separação de fontes para limpeza de fala.” Misicka nos diz: “Nossos módulos como Dialogue Isolate ou De-rustle dependem dele para atenuar sons indesejados como passos, chilrear de pássaros ou farfalhar de um microfone escondido nas roupas. O reparo manual desses ruídos seria muito trabalhoso, pois os ruídos mudam no tempo e se sobrepõem à fala”

“Outro exemplo é a síntese inteligente de sons de substituição.” Melissa continua: “Quando a fala vem de uma chamada telefônica, seu espectro de frequência fica limitado a 4 kHz, o que resulta em um som abafado característico. O módulo Spectral Recovery do RX usa aprendizado de máquina para recriar a banda de frequência superior ausente com conteúdo sintetizado realista para melhorar a qualidade da fala. As formas manuais de síntese de alta frequência incluiriam ferramentas como um excitador, mas a qualidade e a plausibilidade do conteúdo sintetizado não chegariam nem perto dos resultados do aprendizado da AI. 

Sonible

A gama de plug-ins Sonible apresenta “ pure:comp ”, “ pure:verb ” e “ pure:limit ”, entre muitos outros. Projetados pensando nos criadores, esses plug-ins oferecem aprimoramento de som de nível profissional usando tecnologias de ponta. O conjunto de controle simplificado permite modelagem de som sem esforço, com opções poderosas para ajustar sua mixagem.

“ Pure:limit ” equilibra a dinâmica e encontra o nível perfeito para sua mixagem com apenas um toque de um botão. Enquanto isso, “ pure:comp ” e “ pure:verb ” oferecem processamento alimentado por IA e perfis característicos, parametrizando automaticamente para resultados de alta qualidade.

RoEx é uma plataforma da web onde produtores, músicos e podcasters podem enviar seu áudio, fornecer algumas configurações simples e obter um produto final polido e com som profissional em poucos minutos. A tecnologia inovadora cuida de todo o trabalho mundano, permitindo que você se concentre em ser criativo. Depois que a IA terminar de mixar, sua faixa estará pronta para distribuição imediatamente. Nenhum trabalho tedioso de pós-produção ou revisões intermináveis. Os serviços de mixagem AI também são fornecidos como uma API escalável e rápida. Isso significa que você pode integrar facilmente a tecnologia RoEx em seu fluxo de trabalho existente, permitindo otimizar ainda mais seu processo de produção.

Uma das aplicações mais benéficas da IA ​​para músicos domésticos tem sido a rápida disponibilidade de serviços de masterização orientados por algoritmos. Tome LANDR por exemplo, o software perspicaz deste serviço de assinatura se apoia em uma mina de inteligência extraída de 20 milhões de faixas masterizadas. Ele usa essas informações para calcular como aplica o aumento de frequência personalizado e o brilho auditivo à sua música. “Quando o LANDR foi lançado pela primeira vez em 2014, era a primeira solução desse tipo para masterização de IA baseada em nuvem”. Patrick Bourget, Diretor de Produto da LANDR, nos conta. “Em 2016, o cenário começou a ver alternativas semelhantes, mas muito menos refinadas, surgindo no mercado.”

6 –   Inteligência artificial vs Humanidade

Com a prevalência cotidiana de plataformas como LANDR, Patrick Bourget parece uma boa pessoa para perguntar sobre como ele vê essa dinâmica humano/máquina evoluindo no futuro, especificamente no domínio de masterização; “Dado o ritmo acelerado de criação e os orçamentos muitas vezes apertados dos produtores musicais em todo o mundo, sentimos que sempre haverá espaço para os engenheiros de masterização e masterização de IA “. Mas fora da masterização a sensação geral é que a IA veio para somar e não para substituir o processo humano na música e no áudio.

A iZotope ecoa este ponto fundamental, de que as aplicações de inteligência artificial mais bem-sucedidas até hoje são aquelas que ajudam criativos e profissionais a atingir seus objetivos, e não aquelas que buscam suplantá-los. “Muitas vezes imaginamos nossa tecnologia assistiva como, literalmente, um assistente de estúdio que pode dar o primeiro passo nos reparos ou fazer uma mixagem para você enquanto você toma um café.” Melissa explica: “Reforçamos que a missão das ferramentas de assistência da iZotope não é substituir a experiência profissional, mas treinar aqueles que ainda estão aprendendo, sugerindo os próximos passos, e ajudar aqueles que são mais experientes, levando-os a um ponto de partida. mais rapidamente.”

Embora seja indiscutível que a inteligência artificial continuará a penetrar em nossas vidas diárias em muitos níveis, é claramente aparente que, em vez de encolher diante de seu potencial insondável, músicos e produtores têm mais a ganhar do que perder com suas habilidades em constante desenvolvimento.

7 –   As vantagens da mixagem e masterização com a IA

Consistência:  A mixagem e masterização AI podem ajudá-lo a garantir a consistência em várias faixas, fazendo com que soem como se estivessem juntas e também uma mix com mais transparência e definição. 

Economia de tempo: A mixagem e masterização AI podem economizar tempo automatizando todo o processo de masterização. Em vez de dominar manualmente cada faixa, as ferramentas de IA podem analisar e aprimorar várias faixas em questão de minutos.

Custo-benefício:  As ferramentas de mixagem e masterização de IA são muito mais baratas do que contratar um profissional. Elimina a necessidade de pagar pelo tempo de estúdio e pelos serviços de um engenheiro de mixagem/masterização.

•Acessibilidade: O software AI é acessível a todos, independentemente do nível de experiência em produção musical. O processo é simplificado e fácil de usar, permitindo que você se concentre nos aspectos criativos de sua música sem se prender aos detalhes técnicos.

8 – As desvantagens da mixagem e masterização com IA

Masterização online instantânea: Landr, eMastered e AI Mastering:

Landr , eMastered e AI Mastering são serviços que dominam as faixas instantaneamente, e tudo o que você precisa fazer é carregar a faixa. É bastante barato, variando de $ 5 a $ 39 por mês, e é rápido. (Junte isso com sites lindamente projetados e você terá toda a atenção da geração do milênio). Existem alguns problemas com esses serviços: eles oferecem opções mínimas de edição e, simplesmente não soam tão bem quanto a masterização humana. Você está preso com a masterização que eles lhe dão, não há opções de ajuste fino disponíveis. Quando se trata de comparações lado a lado com o domínio humano, Landr e seus contemporâneos simplesmente não fazem o corte.

Resumindo: Landr, eMastered e AI Mastering são ótimos se você estiver com um orçamento apertado ou com pouco tempo, mas definitivamente não são suas melhores opções.  Definitivamente sugeriria aprender a dominar suas próprias faixas ou enviar suas faixas para um profissional.

Plug-ins híbridos AI/Manual: iZotope’s Neutron 3 Mixing Assistant e Ozone 9 Mastering Assistant:

As versões mais recentes do IZotope de seus aclamados plug-ins Neutron e Ozone agora incluem alguns elementos de IA. O Neutron 3 apresenta Mixing and Balance Assistant e o Ozone 9 agora possui um Mastering Assistant. Cada uma dessas ferramentas do Assistente ouve sua música em tempo real (ainda sem carregamento off-line) e equilibra, mixa ou masteriza sua música automaticamente. Cada um deles tem predefinições que você pode escolher e algumas maneiras de personalizar o resultado. Essas ferramentas são bastante úteis, mas não devem ser o fim de tudo.

Esses assistentes de mixagem e masterização funcionam bem como ponto de partida ou se você quiser apenas experimentar algo diferente. Os assistentes eliminam muito do trabalho pesado, mas ainda precisam de um ouvido treinado para obter o som certo. Além disso, posso definitivamente prever alguns casos em que tentar fazer com que o assistente de IA identifique os instrumentos corretamente pode dar mais trabalho do que vale a pena. No entanto, se você for seguir o caminho da IA, essas ferramentas são definitivamente o melhor caminho a percorrer.

Em resumo, o software de mixagem e masterização AI pode economizar tempo e dinheiro e isso é especialmente importante para produtores que estão apenas começando e têm recursos limitados. No entanto, existem algumas desvantagens reais na masterização que devem ser consideradas antes de entrar na onda da IA. 

Aqui estão algumas vantagens da masterização manual analógica:

1 – Na masterização analógica: equipamentos de alta qualidade que irá incorporar sua assinatura sônica no seu áudio (mesmo sendo somente um summing).

2 – A experiência dedicada do profissional de anos de serviços técnico nessa área.

3 – Possível revisão com sugestões para a sua mix.

4 –  Aquele toque humano final que dará mais vida e calor à sua música.

9 – IA e direitos autorais 

Quem é o dono da música gerada por inteligência artificial? E se o software de IA pode ser inspirado por músicas existentes e gerar novas músicas de estilo semelhante, os direitos autorais se tornam uma área cinzenta?

Como toda nova área da tecnologia, a IA promete gerar muito trabalho para os advogados. Cliff Fluet, da empresa de consultoria de mídia Eleven, insiste: “Não é nada cinza. É que as pessoas não gostam de ouvir a resposta, dependendo do que estão fazendo. Mas você fez a pergunta-chave e há um monte de advogados especulando sobre isso! “Essa é uma pergunta tão boa ou tão ruim quanto perguntar quem é o dono de um filme. A verdadeira resposta é que depende de como você o fez, quanto é seu e quanto pertence a outra pessoa. Até que ponto você está recebendo informações de atores, cenógrafos, terceiros e assim por diante? Até que ponto você criou algo totalmente original? A resposta é tão simples e sofisticada quanto isso. Cada um depende de como seus processos, como seus algoritmos, como suas escolhas são feitas. Se você for um advogado realmente bom, a resposta é muito, muito simples, desde que você realmente entenda a profundidade dos processos. Dado que a IA para produção musical é uma tecnologia emergente, essa é uma área legalmente testada?

Cliff Fluet: “Eu diria que é e não é. A lei sobre direitos autorais de música foi construída sobre uma tecnologia altamente não confiável chamada músicos e o cérebro humano. Você tem pessoas perguntando ‘E se uma máquina replicar outra coisa?’ – e é como ‘Bem, e se um artista replicar outra coisa?’, que é o que acontece todos os dias na indústria da música. Há perguntas reais sobre alguém realmente ouviu algo ou não? Alguém realmente adaptou algo? A lei não é diferente quando se trata de uma máquina ou de um ser humano. A diferença entre um ser humano e uma máquina é que com uma máquina você tem provas absolutas.”

Cliff aponta para casos legais anteriores em que “o júri tem que sentar e tentar descobrir se alguém ouviu algo, adaptou algo ou fez. Com uma máquina, você não precisa confiar em sua memória, você literalmente pode ver todas as notas lá, então, na verdade, acho que é mais fácil do que mais difícil. Descobrir se um humano roubou ou não uma composição ou se é dono ou não, ou se a compartilhou ou não, é muito, muito mais complexo do que uma máquina. No mínimo, os avanços na tecnologia podem ajudar.”

10 – O futuro da música com a IA

É provável que o futuro veja uma explosão de novas músicas criadas por pessoas que antes não tinham meios para fazê-lo, habilitadas por ferramentas baseadas em IA. Da mesma forma, músicos e produtores provavelmente encontrarão mais tempo para serem criativos e criar músicas de novas maneiras, deixando a IA para gerenciar tarefas funcionais repetitivas. É provável que a criação de música se torne parte das interações online das pessoas, com os consumidores criando e compartilhando novas músicas por meio de plataformas de mídia social.

A IA para produção e consumo de música é uma área enorme, e este artigo só pode oferecer uma amostra da pesquisa e desenvolvimento contínuos para serviços de música de IA. Como diz Cliff Fluet, “IA vai se tornar um termo tão útil quanto falar sobre ‘a Internet’. Vinte anos atrás, se eu tentasse descrever a Internet, você pensaria que era apenas uma plataforma – e na verdade foi o primeiro passo para algo enorme.”

As ricas oportunidades em torno da IA ​​levantam muitas questões e, até o momento, temos apenas algumas respostas. Muitos desenvolvimentos estão em sua infância e alguns timings permanecem incertos. O que é certo é que a IA estar recebendo muita atenção de grandes gravadoras, artistas número um, incubadoras de negócios e desenvolvedores de software de ponta, então as mudanças estão a caminho. Muitos colaboradores estimam que veremos uma mudança na produção e consumo de música nos próximos cinco a sete anos. A adoção generalizada se reduzirá à facilidade com que podemos interagir com nossas ferramentas de IA e à qualidade dos resultados finais, que estão avançando constantemente. Como acontece com qualquer tecnologia emergente, temos claramente a opção de usá-la e como queremos usá-la, e pode ser o mercado que molda a direção do software de IA. Todos os nossos colaboradores fizeram questão de enfatizar que a IA não substituirá artistas ou produtores. Paradoxalmente, quanto mais usamos IA na música, mais podemos aproximar as pessoas.

Pascal Pilon, da LANDR

Aponta que “a indústria da música é retardatária em muitos aspectos. Veja o mercado financeiro e como start-ups em todo o mundo estão buscando financiamento para desenvolver e comercializar produtos com a ajuda de parceiros de capital de risco. Na indústria da música, esse papel tem sido historicamente desempenhado pela gravadora, mas fechar um acordo com as gravadoras ainda é muito rudimentar. Acho que o modelo de financiamento da indústria da música se tornará cada vez mais baseado em dados, mais competitivo. Isso atrairá mais capital de um conjunto mais amplo de investidores, ainda envolvendo gravadoras, mas também um conjunto maior de pequenos a grandes investidores anjos”.

Pascal prevê que as gravadoras ainda precisarão investir pesadamente em talentos para promover a música. “Mesmo que haja IA, você ainda precisará de pessoas para trazer visibilidade aos artistas. Pense em marketing: a coisa mais rara que você consegue são ouvintes no espaço musical que gastam. Sua capacidade de levar as pessoas a ouvi-lo ainda exigirá um elenco de colaboradores do ponto de vista do marketing. Novamente, é muito semelhante à indústria cinematográfica. Veja como o orçamento de produção é importante – sim, eles são enormes, mas pense no orçamento comercial, que é ainda maior. Para chamar a atenção das pessoas, você precisará gastar em canais para entregar isso – pense no Facebook. Se você puder trazer viralidade para empresas como o Google e o YouTube, poderá ser independente, mas isso exigirá muita sofisticação do ponto de vista da promoção.”

11 – Considerações finais

A inevitável integração cada vez mais ampla da Inteligência Artificial no campo da produção musical aponta para uma era de transformações iminentes, estamos diante da necessidade de nos prepararmos para esta revolução por meio de estudos, pesquisas e capacitação, a fim de otimizar sua aplicação. É crucial enfatizar que esse processo está intrinsecamente ligado a elementos como plugins, aplicativos e DAWs, os quais imprimem sua qualidade sônica ao resultado final, e principalmente no contexto da masterização assistida por IA, a excelência do desfecho dependerá diretamente da qualidade do software empregado e do seu uso da forma correta. 

Do meu ponto de vista (Marlon Porto) é inegável que, até o momento, a qualidade sonora proporcionada por compressores, equalizadores, processadores e conversores especializados em masterização predominantemente analógicos, permanecem insuperáveis com resultados diferenciados, seguindo  assim o padrão da indústria fonográfica. 

Já na restauração; os softwares dedicados são insuperáveis com suas IAs. Na esfera da mixagem, embora o impacto seja menor até agora, é imperativo que as startups também reconheçam essa  preocupação, pois a qualidade e autenticidade sônica desempenham um papel importante, além disso, o algoritmo subjacente ao modelo de IA deve desempenhar um papel crucial na otimização do processo, porém sem comprometer outros elementos da mixagem, é crucial adotar uma abordagem consciente no uso destas tecnologias em evolução, pois enfrentamos um horizonte promissor, porém desafiador e uma mistura dos dois mundos é o recomendado até o momento.

*Autor: Marlon Porto é técnico de áudio da Promaster studio 

Fontes de pesquisas e recortes:

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Tutorial – Uma nova maneira de gravar locução https://musicaemercado.org/tutorial-uma-nova-maneira-de-gravar-locucao/ Wed, 23 Mar 2022 16:49:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=91506 Uma das partes fundamentais da pós – produção de áudio é a produção das locuções. Elas estão presentes em filmes, vídeos institucionais para publicidade, dublagens e audiolivros.  Basicamente o processo de produção de locuções é o mesmo para qualquer instrumento, onde primeiramente ocorre a gravação dos áudios, edição e mixagem. A gravação normalmente requer bastante […]

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Uma das partes fundamentais da pós – produção de áudio é a produção das locuções. Elas estão presentes em filmes, vídeos institucionais para publicidade, dublagens e audiolivros. 

Basicamente o processo de produção de locuções é o mesmo para qualquer instrumento, onde primeiramente ocorre a gravação dos áudios, edição e mixagem. A gravação normalmente requer bastante atenção e expertise do engenheiro, pois é nessa etapa que se garante a qualidade sonora. Engenheiros com mais experiência conseguem fazer o processo da mixagem junto com a gravação. Sem dúvida o processo mais demorado é o da edição, que consiste em compilar os melhores takes gravados e formar o áudio final. Isso requer muita organização para que tudo flua com rapidez e qualidade.

O processo tradicional

No processo tradicional de produção, o locutor narra o texto de uma só vez,  garantindo a fluidez e o ritmo do texto. Quando acontece algum erro ele regrava do ponto que parou e segue gravando o texto seguinte. Dá para imaginar que ao final de uma gravação de um texto de 10 minutos, temos um áudio bruto de 30 minutos ou mais. Após a gravação, o engenheiro pacientemente tem que ouvir todos os trechos novamente e escolher o melhor deles. Essa escolha é feita arrastando os melhores takes para uma track de áudio abaixo da original.

Workflow tradicional de edição

Um pouco tedioso, não? Além de demorado. 

Uma nova abordagem

Pensando em otimizar o tempo, desenvolvi uma outra maneira de trabalhar com edições de locuções que me permitiu ter o áudio final no mesmo instante que o locutor acaba de gravar. Essa nova maneira de pensar está presente no meu curso online de Pro Tools e hoje quero te mostrar como é fácil e super ágil. 

Primeiramente, criamos três tracks de áudio. A primeira track será para gravar, a segunda para guardar os melhores takes e a terceira para juntar os melhores pedaços e formar o áudio final.

 Crie 3 tracks de áudio

O grande truque vem agora. O locutor dificilmente gravará o texto sem nenhuma interrupção. Com certeza ela irá parar por conta de um erro ou mesmo falta de fôlego. Assim que ele interromper, pare a gravação com a barra de espaço e imediatamente coloque o cursor do Pro Tools um pouco para frente. Comece a gravação novamente. A grande vantagem é que enquanto ele grava o trecho seguinte, você pode ir arrastando para baixo o melhor trecho anterior que foi gravado. Se você estiver trabalhando junto com um diretor de locução fica ainda mais fácil, pois ele pode falar para você qual foi o melhor trecho que ouviu anteriormente. 

 Enquanto o áudio da frente é gravado, coloque os melhores takes anteriores na track de baixo

Depois de terminada a gravação, você já estará com os melhores takes selecionados. Agora basta formar o áudio final. Arraste todos eles para a última track e pronto! Sua locução final está montada. Pra ficar ainda mais fácil, ative o modo shuffle do Pro Tools para que os áudio “colem” nas bordas uns dos outros.

A track com os áudios em roxo é a track final com os takes já na correta. Repare no modo de edição Shuffle ativado

Agora você pode fazer um ajuste fino em cada corte, colocar um fade e começar a mixar!

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Vídeo: Qual a importância do summing analógico no processo das masterizações  musicais?  https://musicaemercado.org/video-qual-a-devida-importancia-do-summing-analogico-no-processo-das-masterizacoes-musicais/ Mon, 17 Jan 2022 20:24:28 +0000 https://musicaemercado.org/?p=89597 Qual a importância do summing analógico profissional em suas músicas durante o processo de masterização.  Com a maior conectividade das plataformas digitais e a execução on-line ou para download de áudios com taxas de amostragem mais altas, abriu-se espaço para masterizações na versão HI-FI, e nesse vídeo explico que o processo do summing analógico é […]

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Qual a importância do summing analógico profissional em suas músicas durante o processo de masterização. 

Com a maior conectividade das plataformas digitais e a execução on-line ou para download de áudios com taxas de amostragem mais altas, abriu-se espaço para masterizações na versão HI-FI, e nesse vídeo explico que o processo do summing analógico é uma excelente opção para adquirir mais qualidade em sua música por conseguinte a exceção em sistemas de streamings HI-FI ou em sistemas de sons tambem em HI-FI.

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Como saber se seu microfone é homologado pela ANATEL https://musicaemercado.org/como-saber-se-seu-microfone-e-homologado-pela-anatel/ Thu, 28 Oct 2021 18:48:07 +0000 https://musicaemercado.org/?p=85071 Microfones devem ser homologados pela Anatel. Como saber se seu microfone (mesmo com selo) está nos parâmetros brasileiros. Leia aqui. Com as recentes apreensões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em parceria com a Receita Federal, produtos sem ou com homologação vencida podem ser confiscados. E as operações não pararam: rádios e emissoras de televisão […]

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Microfones devem ser homologados pela Anatel. Como saber se seu microfone (mesmo com selo) está nos parâmetros brasileiros. Leia aqui.

Com as recentes apreensões da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em parceria com a Receita Federal, produtos sem ou com homologação vencida podem ser confiscados. E as operações não pararam: rádios e emissoras de televisão estão sendo vistoriadas para verificação e apreensão de aparelhos que não possuam homologação válida.

A boa notícia é que os lojistas e consumidores podem descobrir se seu microfone tem homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) diretamente pela internet. 

Entenda os riscos da falta de homologação

Além de não ter garantia de funcionamento pleno nas frequências, um microfone não homologado não passa por testes de qualidade e de segurança exigidos pela Anatel. Ainda assim, o consumidor pode adquirir um produto no exterior por sua conta e risco caso seja destinado a uso próprio – a legislação brasileira veda a comercialização de produtos não homologados.

Como saber se um microfone é homologado

Passo 1. Acesse a plataforma Mosaico, que traz todos os produtos homologados pela Anatel. A maneira mais segura de consultar se determinado aparelho é certificado é obtendo o número de homologação que vem impresso, normalmente, na caixa do microfone. Peça o código para o vendedor e digite no site para se certificar de que o produto passou pelos testes da Agência.

ATENÇÃO: Em alguns casos, a embalagem possui o selo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mas não estão homologados. 

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[button link=”https://informacoes.anatel.gov.br/paineis/certificacao-de-produtos/consulta-de-produtos” icon=”Select a Icon” side=”left” target=”” color=”#5425d” textcolor=”ffffff”]ACESSAR O SITE DA ANATEL[/button]

Passo 2. Na impossibilidade de conseguir o número, o consumidor deve preencher o máximo de informações possível sobre o aparelho para tentar encontrar a certificação na base de dados da Anatel. Comece buscando pela data de emissão do selo – em geral, o órgão concede o documento meses antes do início das vendas no país.

Passo 3. Em Nome do Solicitante”, escreva o nome da empresa que entrou com pedido de homologação no país. Em geral, é o mesmo nome do fabricante, mas, em casos como o da Behringer, trata-se do distribuidor brasileiro Proshows. Portanto, para buscar homologações de telefones da marca alemão, digite “Proshows” e clique logo abaixo para selecionar.

MICROFONESHOMOLOGADOS

 

ATENÇÃO: Ainda que o microfone pretendido surja na lista de homologados da Anatel, é preciso ficar atento que microfones adquiridos via importação não oficial NÃO estão homologados e, por isso, pode não obedecer às mesmas exigências e apresentar algum tipo de incompatibilidade no Brasil.

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A importância da masterização profissional para as variadas plataformas de execuções atuais https://musicaemercado.org/a-importancia-da-masterizacao-profissional-para-as-variadas-plataformas-de-execucoes-atuais/ Tue, 28 Sep 2021 12:15:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=84502 Você sabia que as plataformas digitais de áudio têm diferentes padrões de masterização? Veja mais detalhes no vídeo a seguir. Sabia que Spotify, Deezer, YouTube, entre outras, têm normalizadores de volume automáticos que podem alterar o volume da sua música?  Pois é! Para cada plataforma de áudio é necessária uma masterização particular e  adequada, caso […]

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Você sabia que as plataformas digitais de áudio têm diferentes padrões de masterização? Veja mais detalhes no vídeo a seguir.

Sabia que Spotify, Deezer, YouTube, entre outras, têm normalizadores de volume automáticos que podem alterar o volume da sua música? 

Pois é! Para cada plataforma de áudio é necessária uma masterização particular e  adequada, caso contrário sua música poderá soar de forma distorcida ou com o qualidade inferior, ou ainda com volume mais baixo !

Nesse vídeo, dedicado a bandas, artistas e produtores musicais, Marlon Porto da Promaster estúdio explica em detalhes a importância da masterização profissional para garantir a qualidade de execução da sua música nas diferentes plataformas de streaming, e ainda dá dicas de produção musical que ajudam muito o trabalho final do masterizador.

Veja agora neste vídeo.

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5 dicas para protejer sua audição https://musicaemercado.org/gemini-oferece-5-dicas-para-que-os-djs-protejam-sua-audicao/ Wed, 04 Aug 2021 12:24:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=83871 Sendo DJ, uma das suas ferramentas mais importantes é a capacidade de ouvir cada beat, cada cue, por isso é importante cuidar de seus ouvidos. A Gemini fornece algumas dicas para ajudá-lo. Nossos ambientes de trabalho são bastante barulhentos, e ser DJ significa que você tem que estar nesses ambientes barulhentos por horas e horas, […]

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Sendo DJ, uma das suas ferramentas mais importantes é a capacidade de ouvir cada beat, cada cue, por isso é importante cuidar de seus ouvidos. A Gemini fornece algumas dicas para ajudá-lo.

Nossos ambientes de trabalho são bastante barulhentos, e ser DJ significa que você tem que estar nesses ambientes barulhentos por horas e horas, vários dias por semana.

Então, seguindo os conselhos da Gemini, isto é o que você pode fazer para manter seus ouvidos saudáveis ​​como DJ – melhor prevenir do que remediar:

Use tampões de ouvido: os tampões de ouvido são essenciais durante as longas sessões de mixagem, use-os o tempo todo; não se preocupe, você ainda poderá ouvir perfeitamente bem!

Não fique muito exposto ao ruído: você provavelmente gosta de música tanto quanto nós, mas lembre-se de dar uma pausa na sua audição! Tente sair um pouco depois da apresentação e deixe seus ouvidos descansar.

Preste atenção ao seu corpo: zumbido nos ouvidos é normal após um concerto ou performance. Se o zumbido desaparecer em 12 horas ou menos, não há necessidade de se preocupar com isso, mas se persistir por mais de um dia, talvez seja necessário consultar um médico.

Abaixe seus monitores entre os sets: Abaixe seus monitores entre os sets e simplesmente suba o volume de volta quando estiver atrás da plataforma – seus ouvidos e público vão agradecer.

Não exagere: se a música é sua paixão: provavelmente você vai querer continuar se dedicando a isso por muito tempo, certo? Então dê a si mesmo e aos seus ouvidos uma pausa de vez em quando!

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Dicas para produzir seu próprio álbum em casa https://musicaemercado.org/dicas-para-produzir-seu-proprio-album-em-casa/ Tue, 06 Jul 2021 12:22:00 +0000 https://musicaemercado.org/?p=83566 Neste texto, abordaremos alguns conceitos básicos de equipamento para poder produzir seu próprio álbum em casa. Confira! Eu diria que quanto aos equipamentos, qualquer interface de áudio que tenha um canal de entrada para cabos XLR e P10 já serve muito bem. Sempre verificar se elas conseguem gravar o áudio a 48kHz com 32bit float. […]

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Neste texto, abordaremos alguns conceitos básicos de equipamento para poder produzir seu próprio álbum em casa. Confira!

Eu diria que quanto aos equipamentos, qualquer interface de áudio que tenha um canal de entrada para cabos XLR e P10 já serve muito bem. Sempre verificar se elas conseguem gravar o áudio a 48kHz com 32bit float.

Além da interface, recomendo um bom fone de ouvido, que seja de referência. Não adianta nada ir na 25 de Março ou em qualquer chinezinho, ou Mercado Livre, e comprar um fone de 100 reais, que tem super woofer do bass, sei lá o que.

Eu diría: “Parabéns. Você comprou um péssimo fone que distorce e embola todo o seu som, e você NUNCA vai ter uma verdadeira percepção sonora do que acontece em um áudio de verdade, muito menos do que você mesmo está ou estaría produzindo.” 

Daí tamanha a necessidade da busca incessante por fones e monitores de referência sonora. 

O Shure SRH440 é o melhor fone de ouvido que já testei nessa vida, para mim um dos melhores do mundo sem sombra de dúvidas.

Já quanto aos Monitores de Referência, não recomendo você comprar um KRK bam bam bam daqui e dali, para colocar no seu quarto, sem preparo acústico e sem a menor noção de como as ondas sonoras se comportam em um ambiente. Um falante de no máximo 5 polegadas de 25 a 30W de potencia, já dá e sobra em um ambiente de casa e apartamento.

Porque o monitor de referência torna-se mais uma ferramenta para “ouvir o resultado final” que você mixou com o fone sensacional. Ou seja, eu SEMPRE mixo nos fones de referência, para assim depois testar nos monitores de referência o que eu mixei, e ver como o som se comporta em um ambiente estéreo.

Lembrando que o estéreo nos fones de ouvido é em paralelo, ou seja, imaginem duas linhas se comportando independentemente na sua mente, dando uma ilusão de que existe ambiência.

A verdadeira ambiência só é percebida nos monitores de referencia e caixas de som, pois ao contrario do paralelismo, as caixas se comportam emitindo o som em forma de X, aonde esquerda se cruza com direita no estéreo, e toda uma ambiência se soma, com ondas graves, médias e agudas no espectro sonoro (entre 20Hz a 20kHz). Então sempre precisamos pensar nesses passos para termos uma boa mixagem.

Em resumo

1 – Nitidez, mixagem, monitoração paralela, estéreo extremo: fones de referência.

2 – Som ambiente, comportamento das ondas com o estéreo em X, ambiência e mistura dos elementos, monitoração final de como seu som vai soar na sala, carro, festa, casa de show, cozinha, quarto: monitor de referência 

Tendo isso, vocês nunca mais erram a “receitinha” de uma boa mixagem/masterização.

E o que mais?

Além do principal, um bom computador, processador quadcore, memórias de no mínimo 8GB, e uma boa placa de vídeo, para ajudar em todas as tarefas necessárias para tocar às vezes mais de 30 trilhas .wav ao mesmo tempo. Dois monitores são legais, mas com um monitor você já consegue visualizar bem os softwares, tranquilamente. Eu mesmo trabalho com apenas um monitor LG E2250, de 2010, e isso já me supre de tudo que necessito.

E outro fator incondicional: tenha boas músicas! Isso engloba tanto cover como autoral. 

E acima de tudo: seja um excelente músico, vocalista, ou multi-instrumentista, e tenha músicos e compositores excelentes com você (e se você for um lobo solitário como eu, persista, e dedique-se muito – VOCÊ CHEGA LÁ!).

E para finalizar, não se desiluda se você não tiver instrumentos caros como Fender, Gibson, e outras grandes marcas internacionais.

Eu mesmo uso marcas locais como Tagima, Waldman e Michael, e garanto a todos vocês: com um bom captador e um bom cabo, regulagem e tratamento em um luthier, esas marcas brasileiras dão uma lavada em Gibsons e Epiphones! Experiência própria.

Lembrem-se: não pague nem admire um instrumento apenas pelo nome e marca, mas sim por sua tocabilidade, conforto e timbre. 

Obs: Deixo como referências sonoras e musicais o meu projeto Leatherjacks, além da banda holandesa de Heavy Metal em que atuo como produtor musical e produtor de áudio, Dangerous Times For The Dead. Procurem pelo single “Queen Of The Night”, que eu produzi, mixei e masterizei.

A música tem se tornado um hit cult no meio do Heavy Metal clássico, com inúmeros reviews e críticas positivas, e isso é muito gratificante, por eu saber que teve um dedinho meu ali (rsrs).

Espero com esas pequeñas dicas ter ajudado a todos, e desejo a todos um forte abraço e principalmente SAÚDE nesses tempos difíceis! Cuidem-se! WE ROCK!

*Autor: Mauro Cordeiro, músico, compositor e produtor. Projeto Leatherjacks.

https://www.youtube.com/watch?v=vELN0e4OpQg

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Como projetar um sistema de som https://musicaemercado.org/como-projetar-um-sistema-de-som/ Fri, 18 Jun 2021 12:14:22 +0000 https://musicaemercado.org/?p=81505 Como agregar valor a um projeto de sonorização? Este é um processo ou discussão que ocorre no início de qualquer projeto. Veja aqui algumas dicas que podem ajudar. Às vezes, ao iniciar a fase de elaboração, o Integrador procura determinar o que o cliente precisa para executar o projeto e quais especificações adicionais ou rejeições […]

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Como agregar valor a um projeto de sonorização? Este é um processo ou discussão que ocorre no início de qualquer projeto. Veja aqui algumas dicas que podem ajudar.

Às vezes, ao iniciar a fase de elaboração, o Integrador procura determinar o que o cliente precisa para executar o projeto e quais especificações adicionais ou rejeições são solicitadas pelo cliente. Mas a questão é, a taxa de conversão de orçamento em venda de todos os clientes capturados pelo Integrador, ou quanto deste ciclo é fechado? 

Quando surge uma demanda, o Integrador se depara com os desejos do cliente que, na maioria das vezes não tem ideia de custo. Então é preciso fazer uma entrevista com uma série de perguntas para o cliente das reais necessidades, para que possa ser criado uma solução que funcione, e não só isso, uma solução que tenha compatibilidade, escalabilidade, design, e o mais importante que atenda o budget do cliente. 

Cada projeto tem suas particularidades e abrange muitos elementos onde é preciso muita atenção em todos os detalhes, além de evitar erros futuros na instalação, a ideia é potencializar “valor agregado” e ganhar mais confiança do cliente. 

As principais informações que o Integrador precisa inicialmente para um projeto de sonorização com valor agregado: 

Entrevista com os usuários da solução, seja os próprios usuários, profissionais de Facilities e/ou profissionais de TI 

É tarefa do Integrador fazer perguntas como: 

Qual é a aplicação? (Ex. palestra, apresentação musical, música ambiente etc.) Quais são as necessidades de controle e gerenciamento? 

(Ex. terá um profissional habilitado, como por exemplo um técnico de som, para operar o sistema ou será necessário um sistema com inteligência artificial) 

Quantos microfones? Quantos canais de linha? Enfim, isso que estamos falando apenas de áudio por enquanto. 

– Planta baixa do local com corte longitudinal e transversal

Identificar com o cliente quais as áreas que serão sonorizadas. Muitas vezes o cliente destaca um auditório, para uso interno como apresentações e possíveis web conferência. Porém, o integrador identifica na planta um Foyer na entrada do auditório, uma recepção e mais duas salas de reuniões. Então, pode perguntar para o cliente se desejam sonorizar esses espaços, e oferecer uma solução central, já que a mesma Matriz de processamento do auditório pode distribuir e gerenciar múltiplos ambientes com fontes e controles independentes. Além, é claro, o auxílio da planta baixa para o desenvolvimento, infra estrutura do sistema, simulações de cobertura sonora e diagramas do projeto através de softwares. Isso vale para lugares que serão construídos, caso o espaço a ser feito estudo para sonorização já exista, é importante solicitar fotos do local com o cliente, e até mesmo uma visita técnica para análise. 

 

 

Pontos importantes na elaboração de um projeto de áudio

Após entender todas as necessidades do cliente e juntar todas as informações, é preciso desenvolver um projeto técnico que seja compatível com a tecnologia adotada em todo espaço, o design, a infra estrutura precisam andar em união no escopo. Além disso, antes da escolha do tipo caixa de som ideal, é preciso entender a acústica da sala, pois se o espaço não tiver um projeto acústico, é preciso entender o ambiente como um todo para uma escolha diferenciada de fonte e pressão. 

A escolha da fonte depende do nível de pressão sonora desejável atrelado ao conteúdo musical, e então atingir o melhor resultado de média aceitável com o máximo de homogeneidade na área de audiência destacada. Se a prioridade é a fala, é preciso muita atenção no índice de inteligibilidade STI. 

Um projeto de áudio precisa estar em união ao projeto acústico, elétrico e arquitetônico. 

Existem diferentes tipos de situações de espaços e aplicações nas instalações fixas, e é preciso muita atenção em cada uma delas. 

 

 

Quais ferramentas são importantes para o desenvolvimento

Para um estudo técnico prévio de um projeto, é preciso o domínio de alguns softwares extremamente importantes: 

Existe alguns softwares para fazer previsão sonora simples, como CISSCA, YS3, EASE FOCUS, EASE ADDRRES, L-ISA, NS1, JBL-LAC, MAPP-3D. Levam em consideração somente o som direto, para fins de análise de cobertura e SPL mínimo necessário. 

Para um cálculo levando em consideração a acústica do local, é necessário um software dedicado: (EASE, CATT, ODEON, COMSOL) 

– Se o Integrador for trabalhar com Acústica, além de uma base de engenharia, certificação e conhecimento técnico na área, é preciso conhecer o software EASE da companhia Alemã AFMG (Ahnert Feistel Media Group) O pacote do software fornece aos designers de sistema e consultores um conjunto inestimável de ferramentas para todos os aspectos da prática profissional, desde modelagem e simulação detalhada e realista da acústica do local e desempenho do sistema de som até apresentações informativas e envolventes para o cliente, bem como avaliação de dados profissionais e verificação. Outro software é o ODEON (Dinamarca) mais abrangente para acústica de ambientes. Simulações e medições acústicas interna de edifícios. Com o tratamento adequado, situações ao ar livre também podem ser estudadas. Dados um modelo 3D e materiais (propriedades da superfície), a acústica pode ser prevista, ilustrada e ouvida. O reforço de som é facilmente integrado nas previsões acústicas. ODEON usa o método de fonte de imagem combinado com um algoritmo de traçado de raio modificado. 

Mais algumas dicas

Planta baixa: Conhecimento em desenho técnico arquitetônico e afinidade com os softwares da Autodesk Autocad e Revit. 

Diagrama de bloco: Para desenhar os diagramas de ligação para o auxílio na execução do projeto é preciso ferramentas para esses desenhos, destaco o Concept Draw, Star Draw e Microsoft Visio. São softwares muito específicos e práticos. Mas é possível desenhar diagramas no próprio Autocad. 

Alinhamento de Sistema: Essa é a parte final do projeto, a entrega técnica, e para a certificação ter êxito é preciso ferramentas para a leitura dos resultados para possíveis correções e ajustes. Smaart, REW, Rita Analyser e CrossLite. 

Alguns fabricantes possuem seu próprio software direcionado para medições de seus produtos. 

Por isso, sugiro sempre a escolha de marcas que te dão ferramentas para o desenho técnico em seus projetos, com software proprietário, ou arquivos para se trabalhar com software de terceiros. 

 

 

Um Integrador precisa estar disposto a oferecer o melhor atendimento com o máximo de atenção para todos os clientes, e

garantir que a conversão de orçamento em venda seja concluída, principalmente a equipe de pré-vendas que desenvolve as primeiras entrevistas, é preciso conhecer tecnicamente os equipamentos e soluções. 

É comum, no mercado corporativo um certo tempo de conclusão do momento que surge a demanda até a instalação. A maioria dos projetos levam em média 2 a 6 meses para serem executados (alguns podem demorar anos para serem concluídos), pois acompanham o tempo total da obra do cliente. No mercado audiovisual corporativo, após o desenvolvimento técnico sob uma demanda, quem assume é o departamento de compras do cliente final, que por costume necessitam de 3 orçamentos para efetuarem a compra. Sim o preço está em jogo. 

 

 

Atualmente no Brasil, muitos fabricantes e importadores estão investido neste mercado, aumentando sua linha de produtos e soluções. 

Salas de reuniões, salas de aula, auditórios, estão se adaptando ao novo normal com novas tecnologias. E é preciso conhecer todas as etapas de um projeto para oferecer soluções técnicas eficientes. 

Assim como meu trabalho na Yamaha Musical do Brasil, oferecer apoio técnico e comercial para os profissionais, minha preocupação no direcionamento é para que o ciclo de venda seja concluído com êxito. Acredito que a música de fundo é muito mais do que apenas melodias agradáveis, ela deve conectar o espaço e a experiência humana de uma forma que seja verdadeiramente fascinante. 

*Autor: Vinicius Mulieri de Oliveira. Com larga experiência no mercado de áudio brasileiro, atualmente trabalha no departamento de vendas e marketing de áudio profissional para a Yamaha Musical do Brasil Ltda. Contato: vinicius.oliveira@music.yamaha.com / +55 (11) 97155-6295.

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Entrevista: como gravar e produzir seu próprio álbum em casa https://musicaemercado.org/entrevista-como-gravar-e-produzir-seu-proprio-album-em-casa/ Tue, 15 Jun 2021 12:22:10 +0000 https://musicaemercado.org/?p=81398 Mauro Cordeiro conta como fez a produção de áudio, mixagem e masterização dos álbuns do seu projeto Leatherjacks, banda de um homem só. Apresentamos aqui um case no qual vários se verão refletidos. Vontade de tocar, de gravar, de produzir e, por diversos motivos e/ou motivações, tudo isso acaba sendo feito em casa, sozinho. Essa […]

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Mauro Cordeiro conta como fez a produção de áudio, mixagem e masterização dos álbuns do seu projeto Leatherjacks, banda de um homem só.

Apresentamos aqui um case no qual vários se verão refletidos. Vontade de tocar, de gravar, de produzir e, por diversos motivos e/ou motivações, tudo isso acaba sendo feito em casa, sozinho.

Essa é a situação pela qual Mauro Cordeiro, músico e produtor, vem passando nos últimos anos com seu projeto Leatherjacks, uma banda de um homem só onde ele não só toca todos os instrumentos, mas também canta, grava, produz, mixa, masteriza e se encarrega até da parte burocrática. Fazer tudo sozinho é possível sim!

Quer saber mais? Veja a entrevista a seguir.

M&M: Mauro, por favor conte sobre seu início no mundo da música.

Minha história com a música começou por volta dos 5 anos, em 1990, mais ou menos. Me lembro como se fosse hoje, que a mina mãe tinha um vinil com uma coletânea de trilhas sonoras de filmes e comerciais de TV. Dentre esas músicas, lá estaba “Eye Of The Tiger”, da banda Survivor. Dali em diante nunca mais fui o mesmo! Ouvia aquela música incesantemente (e o faço até hoje rsrs). 

Me lembro que aos 10 anos de idade, em 1996, eu comecei a conhecer mais o som dos Mamonas Assassinas (Inesquecíveis), e as guitarras do Bento Hinoto, incríveis, além de outras referências como Bon Jovi e o Richie Sambora. Me lembro claramente que eu gravava os clipes de You Give Love a Bad Name e Livin´On a Prayer, tudo em VHS (risos). Então é muito gostoso relembrar minhas histórias de vida, e lembrar todas as tenras fases que eu vivenciei. 

Eu sou auto-didata como músico, mas sempre busquei estudar profundamente sobre Teoria Musical e composição, e lembro que desde os 10 a 12 anos, já escrevia em inglês, seguindo o exemplo de bandas como o Angra, etc. 

Eu sempre fui focado no violão e na guitarra, mas à medida que fui crescendo, comecei a querer conhecer mais sobre áudio e produção. E isso me incentivou automaticamente a me tornar um Multi-Instrumentista, e assim continuo firme e forte, sempre estudando

M&M: Como e quando nasceu o projeto Leatherjacks?

O Leatherjacks começou por volta de Outubro de 2015, com o intuito de resgatar o bom e velho Hard Rock e Metal dos anos 80. A princípio o projeto era apenas um hobby, eu andava meio desiludido e sem expectativas, e nasceu a música “Burning Wire”, e logo depois “Crocodile´s Heart”. A principio, seria um EP, e o 1º disco, “The Lost Arks Of Rock And Roll”, pouco a pouco foi nascendo e finalmente lançado em 18 de Abril de 2017, tendo Burning Wire como seu hit principal, com mais de 16 mil views no YouTube e de maneira Independente, aonde apenas eu mesmo fiz minha própria mídia.

M&M: Você fez e produziu seu próprio álbum em casa, certo?

Exato! Todos os meus álbuns até agora têm sido produzidos na mina própria casa, home studio. Eu sou a prova viva de que a persistência, o estudo e a dedicação fazem nosso destino! Fiquei em média de 1 ano a 1 ano e meio para realizar cada álbum, aonde fiz a produção, mixagem e masterização, além de toda a parte burocrática, como cadastro dos ISRCs, Abramus, etc.

M&M: Você gravou cada instrumento e voz separados? 

Gravei e gravo todos os instrumentos e vozes separados, inclusive Backing Vocals (Vários Mauros cantando com ele mesmo haha). Os Baixos eu fiz na própria guitarra, e depois baixei 1 oitava usando o Song Surgeon, excelente software de Pitch Shift e Entonação, sem mudar a velocidade da música, além de permitir o inverso: você pode baixar a velocidade da música sem baixar o tom nem alterar o Pitch. Incrível.

Meu equipamento de áudio é apenas uma M-Audio Mobile Pre, geração II, que uso desde 2010. Incrível interface, que me atende perfeitamente em tudo que necessito. Para microfonar a Voz, uso um microfone dinâmico Beyerdynamic, com bastante compressão para atenuar e equilibrar volumes. Ou seja, o som já vem comprimido durante a gravação, e depois na mixagem e efeitos, eu ainda comprimo a voz comprimida novamente, quase que num proceso de Parallel Compression. As guitarras não passam por nenhum amplificador analógico. Consegui os timbres “na raça” através do IK Multimedia Amplitube 3 e 4, e horas de tone chasing (busca pelo tom e pelo som perfeitos), bem como usei o mesmo proceso para o baixo (que também foi feito na guitarra). 

As baterías foram feitas também digitalmente, nota a nota, em MIDI, no próprio DAW (no meu caso, para montagem e gravação, uso o Studio One da PreSonus, e para mixagem uso o ProTools da Avid). Os softwares de bateria, eu misturo três timbres de bumbos e caixas, no Steven Slate, EZ Drummer e Addictive Drums. A soma deles cria um blend sonoro fantástico. Para os canais de Hihats, Room e Overheads, sempre utilizo o Addictive. Acho a simulação de sala acústica dele simplesmente fantástica.

E muitas vezes utilizei também alguns samplers para teclado, como o Element. Sensacionais também.

M&M: Importa a ordem da gravação?

Olha, acredito que como o ditado diz: “A ordem dos fatores não altera o produto”. Mas, em termos de interpretação e emoção, é sempre bom começar já tendo uma batería real/humana já pronta, sensacional e perfeita, ou no caso de samplers MIDI, no mínimo já poder ter pratos, dinámicas, coisas que já deixem EMOÇÃO na música. Gosto demais de construir o alicerce na bateria, porque o ritmo é tudo, especialmente baixo e bateria, e ainda mais de Heavy Metal. Tendo um baixo e uma bateria excelentes, o guitarrista já vai gravar com paixão. Tendo um baixo, bateria, e guitarra-ritmo excelentes, o solista já vai sair de si de tanta empolgação… Imagine como um vocalista vai cantar tendo tudo isso como “cama sonora” para ele acompanhar? Fica indescritível e INCRÍVEL. Então, nesse sentido, considero a orden um fator realmente importante sim. Não é regra imperativa, de forma alguma. Mas penso que muda a música da água pro vinho, seguramente.

M&M: Então qual foi o software usado?

Studio One para gravar, editar e preparar tudo (software da PreSonus) e Pro Tools para mixar, fazer a pós (efeitos, etc.), exportar os bounces e depois masterizar (software da Avid).

Se quiser mais dicas ou precisar de algum tipo de ajuda para seu projeto, você pode contatar o Mauro através do site, Facebook, Instagram e YouTube do Leatherjacks.

 

https://www.youtube.com/watch?v=pX6F92_M7DE

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Como iniciar um projeto de sonorização para “o mercado vertical” https://musicaemercado.org/como-iniciar-um-projeto-de-sonorizacao-para-o-mercado-vertical/ Thu, 20 May 2021 12:06:57 +0000 https://musicaemercado.org/?p=81021 Você está iniciando um projeto de sonorização? Veja aqui algumas dicas para conhecer todos os elementos que um sistema deve incluir em instalações para o que chamamos de mercado vertical. O mercado corporativo de sonorização profissional abrange um amplo nicho de atuação que chamamos de “mercado vertical”, oferecendo soluções audiovisuais para hotéis, restaurantes, supermercados, lojas, […]

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Você está iniciando um projeto de sonorização? Veja aqui algumas dicas para conhecer todos os elementos que um sistema deve incluir em instalações para o que chamamos de mercado vertical.

O mercado corporativo de sonorização profissional abrange um amplo nicho de atuação que chamamos de “mercado vertical”, oferecendo soluções audiovisuais para hotéis, restaurantes, supermercados, lojas, shoppings, escritórios, hospitais, indústrias, parques temáticos, igrejas, teatros etc. Em cada ambiente desses citados com suas particularidades individuais sob demanda elaborada através de um projeto. Desde um simples sistema BGM (BackGround Music) ou música de fundo, até sistemas complexos como: chamadas de voz em múltiplos ambientes, auditórios para web conferência, mascaramento sonoro, evacuação com automação etc. 

Dentro deste conceito, para funcionalidade de cada mercado mencionado, também são exigidas demandas além e em conjunto com a sonorização, como sistemas de alarme e segurança, vídeo, redes, telefonia entre outros. 

Para trabalhar com este segmento, é importante direcionar todos os itens do negócio como: desenvolvimento de projeto, venda, instalação e suporte. Portanto, as revendas que visam atender um nicho específico, precisam criar um ecossistema ideal para oferecer serviços adaptáveis, capazes de atender todas as demandas do setor escolhido. 

Este segmento tem crescido ao longo dos anos com o avanço tecnológico. Os escritórios estão investindo cada vez mais em sistemas audiovisuais para suas rotinas. Salas de reuniões equipadas para web conferência, auditório multiuso controlado por automação, sonorização em múltiplos ambientes e com múltiplos conteúdos, salas de aula híbrida, e tudo isso sendo gerenciado por um sistema centralizado com automação de controle. 

Com a cultura de investimento em serviços, os clientes deste mercado possuem uma maturidade de compra e orçamentos disponíveis para suas soluções melhor que o consumidor final, comum. 

As revendas especializadas conseguem atingir potenciais novos clientes, além de fidelizar os antigos com uma seleção mais rica de produtos e serviços, levando, assim, a um aumento de receita e sucesso do negócio. 

O modelo oposto seria o de vendas tradicionais horizontais, com as quais muitas empresas (consumidor final) ainda estão acostumadas no Brasil, que são aquelas em que o mercado é muito mais amplo e a oferta de produtos não possui um direcionamento específico. Um exemplo deste modelo é quando o consumidor procura uma loja física, ou um produto na internet, sem conhecimento aprofundado. Com o passar do tempo, este procura um profissional qualificado para resolver seus problemas anteriores por não ter feito um projeto adequado. Ou também, quando seu comércio precisa de uma expansão física, então a demanda se torna mais complexa. 

Ao longo dos anos, trabalhando neste mercado já ouvi diversos casos de como o cliente final (empresa) chegou até o Integrador com a seguinte frase: ‘’Nosso sistema audiovisual nunca funcionou como deveria, agora precisamos de um projeto!’’ 

Afinal, o que é um Integrador? Veja a seguir, os profissionais envolvidos neste mercado. 

Profissionais qualificados 

Os profissionais do mercado audiovisual enfrentam muitos desafios que devem ser considerados. Além de ser um especialista em tecnologia e em seus serviços, a revenda deve estar sempre atenta às novas tendências tecnológicas e entender a forma como diversos eventos afetam seus clientes. 

Entrevistar cada cliente com as perguntas certas sob a demanda é fundamental para elaboração de um projeto perfeito. 

Eles são parte importantíssima que fazem a engrenagem deste mercado girar. Denominados Integradores de Sistemas Audiovisuais, através de uma solução “Turnkey” oferecem segurança aos clientes, abrangendo desde as etapas iniciais (conceito, elaboração do escopo e dimensionamento de equipamentos), o fornecimento dos equipamentos até a instalação, configuração, certificação e treinamento. Prevendo ainda manutenção preventiva e corretiva. 

O Integrador normalmente possui um time grande de profissionais como: projetistas, vendedores, engenheiros, arquitetos, especialistas em áudio, vídeo, redes, automação e equipe de instalação. 

Muitas vezes existe a terceirização nas etapas, pois nem sempre um Integrador terá todos os profissionais a disposição. Os escritórios de projetos é um exemplo de terceiro, que são focados no serviço de consultoria, elaboração e escopo do projeto. Um Projetista (engenheiro especializado em desenho de sistemas), cria a solução para os projetos, de acordo com as demandas do consumidor final. Assim a empresa pode contratar um Integrador apenas para compra e/ou instalação dos equipamentos sugeridos na solução que o projetista desenvolveu. 

Nos órgãos governamentais, o mercado audiovisual é extremamente sólido pelas exigências públicas serem técnicas e específicas, necessitando de um estudo aprofundado antes da compra, que normalmente é feita através de licitação. 

Um profissional qualificado é aquele que acompanha as tendências e possui certificações técnicas dos fabricantes de equipamentos em sua área de atuação. Conhecer o mercado e as demandas dos clientes junto com fundamentos de áudio e vídeo é o base primordial do perfil. 

Ao atingir um certo nível de experiência, o Integrador passa a ser uma referência para os clientes, que deixarão de buscar concorrentes generalistas para resolver seus problemas. Assim, a revenda também poderá gerar receita por meio de consultoria e outros serviços de suporte. 

Muitos Integradores fazem a migração do mercado residencial AV para o mercado corporativo, muitas vezes pelo fato de já prestarem serviços para o consumidor final “empresário”, então com confiança e credibilidade são contratados para demanda corporativa pessoal desses seus clientes. 

A importância de um sistema audiovisual 

Cada empresa ou estabelecimento possui uma necessidade de sistema audiovisual de acordo com sua arquitetura, rotina de funcionalidade, estratégia de marketing e até mesmo segurança. Seja uma música de fundo para criar um ambiente agradável para os colaborados ou clientes, sistema de reforço sonoro para ambiente de apresentação (Speech), até um sistema emergência com mensagens de evacuação no sistema sonoro. Por isso, é importante que o projeto atenda todas as normas técnicas, e que tenha inteligibilidade para sua funcionalidade. 

O termo Música de elevador (também conhecida como muzak, piped music, weather music, elevator music ou lift music) refere-se a um estilo suave de arranjos instrumentais de Músicas populares designadas para tocar em centros comerciais, mercearias, lojas de departamentos, sistemas telefônicos (quando a ligação está em espera), barcos, aeroportos, salas de espera de doutores e dentistas, e elevadores. O termo também é frequentemente ligado para qualquer forma de easy listening ou smooth jazz. 

O termo Muzak é uma marca registrada em 21 de dezembro de 1954, pertencente à Muzak corporation, que por ter dominado o mercado por tantos anos, o termo acabou sendo frequentemente usado (especialmente quando usado com ortografia minúscula) como um termo genérico para todas as músicas de fundo, independentemente da fonte da música. Embora a Muzak corporation tenha sido por muitos anos a fornecedora mais conhecida de música de fundo, e é comumente associada à música de elevador, a própria empresa não forneceu música para elevadores. Desde 1997, Muzak usa artistas originais para sua fonte musical, exceto no canal Ambiental. 

Música de elevador é, tipicamente, um arranjo para uma música com uma melodia simples, que pode ser reiniciada de forma suave como um loop. A intenção da música de elevador é o efeito psicológico: ela acalma. Em um shopping ou em uma loja de departamentos, uma música relaxante faz com que as pessoas se sintam confortáveis e passeiem mais pela loja. Ultimamente, em muitos lugares do mundo, já existem rádios especializadas em música de elevador e outras que utilizam esse tipo de música para intervalos musicais e comerciais. 

No Brasil, existem algumas empresas especializadas em criar conexões emocionais entre a música e o consumidor, fortalecendo a mensagem da Marca. Eles contam com um time de marketing, produtores musicais, UX designers, curadores musicais, programadores, profissionais relacionados ao comportamento humano e tecnológico para potencializar o uso do som com Branding. 

Assim como a iluminação, o aroma e o design de interiores, os sons aos quais um cliente é inicialmente exposto podem ter um impacto significativo em seu conforto e entusiasmo pelo seu negócio. A criação de um ambiente sonoro convidativo e de alta qualidade não apenas complementará suas outras opções de estilo, mas influenciará os gastos por cliente e a repetição de negócios. 

*Autor: Vinicius Mulieri de Oliveira. Com larga experiência no mercado de áudio brasileiro, atualmente trabalha no departamento de vendas e marketing de áudio profissional para a Yamaha Musical do Brasil Ltda. Contato: vinicius.oliveira@music.yamaha.com / +55 (11) 97155-6295.

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Como montar um home studio: dicas de equipamento https://musicaemercado.org/como-montar-um-home-studio-dicas-de-equipamento/ Wed, 19 May 2021 17:03:55 +0000 https://musicaemercado.org/?p=81138 O segmento de home studio vem crescendo há anos e se intensificou ainda mais em 2020 com a pandemia e a necessidade de criar conteúdo e gravar em casa. Veja aqui algumas dicas para montar seu próprio home studio.  De forma ainda discreta, no ano de 1979, a indústria do áudio apresentou ao mercado um […]

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O segmento de home studio vem crescendo há anos e se intensificou ainda mais em 2020 com a pandemia e a necessidade de criar conteúdo e gravar em casa. Veja aqui algumas dicas para montar seu próprio home studio. 

De forma ainda discreta, no ano de 1979, a indústria do áudio apresentou ao mercado um dos primeiros equipamentos de gravação projetado para ser utilizado pelos músicos em suas casas.

Estamos falando do Portastudio, um gravador de quatro pistas que utilizava uma fita cassete de áudio padrão, permitindo gravar e produzir música de forma econômica e prática, porém com qualidade limitada.

O início dos anos 1990 foi marcado pelo lançamento da primeira DAW (estação de áudio digital), que integra hardware e software para a produção de áudio.

Essa plataforma oferece as funções de um gravador multitrack e de um console de mixagem, juntamente com recursos adicionais que só podem ser executados no domínio digital.

Com essa nova ferramenta, os músicos e produtores ganharam total liberdade em registrar de forma profissional seu conteúdo, e a indústria do áudio começou a ser desafiada a oferecer soluções para o chamado home studio.

Hoje é possível montar um home studio com equipamentos de excelente custo-benefício, o que, tempos atrás, era totalmente improvável.

Dicas para quem está pensando em montar seu home studio

Antes de começar a pensar nos equipamentos necessários, é importante ter claro o que será produzido e gravado nessa plataforma.

No caso de um home studio destinado a gravação de voz, instrumentos de corda, trabalhos de pré-produção, mixagem ou masterização, as necessidades de espaço físico serão pequenas. Mas se estamos pensando na possibilidade de gravar uma bateria acústica, percussão ou instrumentos de sopro, será necessário pensar na construção de um espaço dedicado.

Em nosso exemplo, iremos nos concentrar em um home studio para gravar voz e violão.

Procure montar a estação de trabalho longe de janelas e de fluxo de pessoas, pois como estaremos utilizando microfone, todos esses ruídos vão interferir durante as gravações.

Um ambiente organizado e confortável também é importante. Lembre-se de que para uma boa interpretação e execução é necessário estar bem acomodados com nosso instrumento.

Agora que já escolhemos o local de nosso home studio, é necessário identificar que computador vamos utilizar. A única premissa aqui é que ele atenda aos requisitos do sistema operacional da interface de áudio e do software de gravação.

A interface de áudio é um dispositivo de hardware que tem como principal função fazer a captação do sinal do instrumento e de microfones que emitem sinal analógico e converter para digital, para que seja enviado e “manipulado no computador”.

Iremos utilizar em nosso home studio a Soundcraft Signature 12 MTK, que além de ser um mixer de 12 canais, é também uma interface USB. Porém, antes de realizar qualquer conexão, verifique se o seu computador possui Windows 7, Windows 8 ou Windows 10, ou, no caso de Mac, Mac OS 10.7.x Lion a 10.11.x El Capitan.

Após a definição da interface, temos de selecionar o software de gravação. Existem no mercado diversas opções que oferecem, além da gravação multitrack, efeitos, equalizador, além de muitas outras funções. No entanto, para utilização completa de vários softwares, é necessário adquirir a licença. É nesse ponto que a Soundcraft Signature MTK se destaca, pois fornece junto ao mixer o software de gravação Ableton Live 9 Lite, que oferece todos os recursos descritos acima de forma gratuita.

Quando estamos trabalhando com gravação, mixagem e masterização, é fundamental ter uma reprodução precisa de todas as frequências do áudio. Para essa função, utilizamos os monitores de referência de estúdio.

Nesses monitores é possível ter uma audição crítica do conteúdo gravado, auxiliando na tomada de decisões durante sessões de gravação e mixagem.

Em nosso home studio iremos utilizar o JBL 305P MKII, um monitor de referência que se destaca pela qualidade e diversidade de recursos — entre eles está a configuração de EQ Boundary, para compensar anomalias de baixa frequência introduzidas pelo ambiente, e o switch HF Trim, que possibilita ajustar os agudos de acordo com a acústica da sala ou preferências pessoais.

Nossa estação de trabalho está tomando forma, porém temos que definir um microfone que atenda com qualidade a captação de diferentes fontes sonoras. Para essa função, vamos utilizar o AKG P420, um microfone condensador de diafragma grande com três padrões polares.

Uma das principais características de um microfone condensador é sua capacidade de captar o áudio de forma detalhada, garantindo que não se perca nenhuma nuance de um instrumento ou da voz.

Outra vantagem do AKG P420 são seus três padrões polares, possibilitando escolher a melhor forma de captar o som de fontes diversas posicionadas ao seu redor.

Quando estivermos utilizando o microfone, não será possível usar os monitores de referência, por isso a importância de ter um headphone profissional. Mas algumas características devem ser observadas nesse headphone: oferecer uma reprodução neutra das frequências do áudio, ótima vedação e conforto.

Cumprindo todos esses requisitos, vamos utilizar o AKG K361, um headphone profissional fechado, over ear, que, além de sua qualidade de áudio, oferece conforto para longas horas de trabalho. 

Outra vantagem do headphone é a liberdade em trabalhar a qualquer hora do dia, sem causar problemas com a família ou com vizinhos.

Agora que temos nosso home studio montado, é muito importante dar atenção aos detalhes, principalmente aos cabos e conexões, em que a baixa qualidade pode impactar diretamente o desempenho dos equipamentos e a qualidade do áudio. Por isso, escolha sempre produtos de qualidade certificada.

Procure estudar ao máximo os equipamentos de seu home studio, buscando sempre a melhor qualidade de áudio em gravações e mixagem. E não se esqueça de pesquisar sobre posicionamento de microfones para captação de instrumentos e vozes.

Por último, lembre-se de que o home studio é uma ferramenta para exercer sua criatividade com total liberdade. Utilize-o como um laboratório para registrar suas ideias e músicas. E sempre que puder, experimente diferentes formas de aplicação de todos os recursos disponíveis.

 

 

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Como limpar produtos da Shure https://musicaemercado.org/como-limpar-produtos-da-shure/ Thu, 13 May 2021 12:45:49 +0000 https://musicaemercado.org/?p=80980 A Shure disponibilizou no seu site conteúdo e vídeos que explicam os usuários como podem limpar os produtos da marca. A Shure lançou uma nova série de recomendações em seu site para ajudar os usuários a limparem os equipamentos de áudio da marca. Desenvolvidas a partir de minuciosos testes, as orientações buscam indicar boas práticas […]

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A Shure disponibilizou no seu site conteúdo e vídeos que explicam os usuários como podem limpar os produtos da marca.

A Shure lançou uma nova série de recomendações em seu site para ajudar os usuários a limparem os equipamentos de áudio da marca. Desenvolvidas a partir de minuciosos testes, as orientações buscam indicar boas práticas que ajudarão a proteger o material, o acabamento e os componentes dos produtos da Shure, mesmo após várias rotinas de limpeza ao longo do tempo.

“A Shure se dedica à qualidade excepcional há mais de 95 anos, e como parte desse compromisso, queremos ajudar nossos clientes a cuidarem de seus produtos por toda a sua vida útil e assegurar sua longevidade”, explicou Eduardo Vives, Diretor Sênior de Engenharia de Qualidade Corporativa da Shure. “A partir de testes amplos e reiterados, desenvolvemos algumas importantes orientações para ajudar os usuários a limparem seus equipamentos da Shure reduzindo ao máximo o impacto sobre a tecnologia e os materiais.”

Ao acessarem instruções passo a passo e conteúdo em vídeo no site Shure.com, os usuários saberão:

Com essas recomendações que ajudarão os usuários a adotarem as melhores práticas para a limpeza de seus produtos, a Shure busca oferecer apenas um guia geral sobre métodos de limpeza; a empresa não pode aconselhar quais métodos podem ser eficazes contra o vírus da Covid-19. Dúvidas sobre essa matéria devem ser direcionadas aos devidos especialistas em controle de doenças.

Nos próximos meses, a Shure continuará testando novos procedimentos de limpeza e poderá ampliar suas recomendações de modo a incluir outros de seus produtos e linhas de produtos. Para proporcionar as melhores informações possíveis, a Shure avaliará continuamente esses diversos métodos de limpeza. Todas as atualizações serão adicionadas no site da Shure

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Live Commerce: como as experiências digitais se traduzem em receita https://musicaemercado.org/live-commerce-como-as-experiencias-digitais-se-traduzem-em-receita/ Mon, 10 May 2021 12:10:02 +0000 https://musicaemercado.org/?p=80911 Descubra como o comércio “ao vivo” ajuda você a ouvir, interagir ou vender para os seus clientes transformando a estratégia em lucro para sua empresa. A pandemia de coronavírus forçou o fechamento de mais de 11 mil lojas em 2020 e os estabelecimentos físicos têm lutado para se recuperar desde a grande recessão. As compras […]

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Descubra como o comércio “ao vivo” ajuda você a ouvir, interagir ou vender para os seus clientes transformando a estratégia em lucro para sua empresa.

A pandemia de coronavírus forçou o fechamento de mais de 11 mil lojas em 2020 e os estabelecimentos físicos têm lutado para se recuperar desde a grande recessão. As compras online tornaram-se cada vez mais convenientes para os consumidores, mas o e-commerce tradicional está perdendo o envolvimento que uma visita a uma loja física proporciona. É por isso que o Live Commerce deve ser uma das tendências mais quentes este ano. 

Para quem nasceu nos anos 1980, fazer compras “ao vivo” não é nenhuma novidade, já que canais televisivos de vendas em tempo real revolucionaram o comércio de produtos com sua abordagem sempre ativa. Hoje, a mídia social não apenas oferece às marcas melhores recursos de alcance e engajamento do que a TV, mas também disponibiliza uma plataforma ideal na qual toda a jornada do cliente pode acontecer, desde a descoberta do produto até o atendimento pós-compra. Esse novo modelo de live commerce pode estar gerando burburinho para a geração Z, que prioriza o digital. Mas como as empresas podem aproveitar esse fenômeno para construir experiências excelentes para o cliente e criar um impacto comercial tangível? 

Live Commerce 

Mais marcas estão se voltando para essa nova experiência, seja para ouvir, interagir ou vender para os seus clientes. Live Commerce usa vídeo ao vivo para compartilhar produtos, responder perguntas e fechar vendas com clientes que estão se associando remotamente para assistir, conversar e comprar. 

Não podemos negar que parte do fascínio de assistir aos canais de venda na televisão eram as celebridades exibindo os produtos. A transmissão ao vivo nas redes sociais não é diferente. Isso se encaixa na mesma sobreposição entre entretenimento e compras. Muitas marcas colaboram com os influenciadores ou celebridades, que ajudam a tornar a ação divertida, memorável e o mais importante: interativa. Essa é a principal diferença entre as experiências tradicionais de compra ao vivo na TV e nas redes sociais. Seus fãs têm a oportunidade de interagir uns com os outros, fazer perguntas e obter dicas de alguém que admiram. 

O streaming de vídeo ao vivo tem sido uma das ferramentas de marketing orgânico mais envolventes para as marcas. O sucesso das lives reside em sua autenticidade. Ao evitar a aparência excessivamente produzida dos vídeos clássicos de marketing, o live commerce permite que as empresas ofereçam uma experiência mais pessoal para quem está sintonizado a partir de seu telefone ou tablet. A interatividade em tempo real replica a urgência de um mercado legítimo, solicitando ação imediata e maior participação da comunidade. 

A transmissão ao vivo possibilita uma conversa comercial com seu público que está sempre disponível e acessível. Também proporciona às marcas entender seu alcance além de uma área geográfica específica e faz com que se envolvam com o público em grande escala. 

Um grande exemplo disso está na China. Em 2019, aproximadamente 37% dos compradores online fizeram isso ao vivo. O mercado de e-commerce de streaming do país valia cerca de 440 bilhões na moeda local, de acordo com a Everbright. Isso equivale a quase 9% do mercado total estimado de comércio eletrônico do território chinês. As compras ao vivo também estão lentamente ganhando força nos Estados Unidos e em outras partes do mundo. 

Por exemplo, a Amazon lançou o Amazon Live, que incluiu uma série de programas de fitness, maquiagem e culinária que podiam ser comprados, e ofereceu um conjunto de ferramentas que permitiu às marcas criarem sua própria programação. O Facebook está desenvolvendo funcionalidades nativas de Live Commerce, com um título anunciando que “Facebook Live é o novo QVC” (canal de compras da TV americana). Recentemente, o Shopify e o TikTok também anunciaram sua parceria comercial. Os comerciantes agora podem implantar anúncios em vídeo compráveis no feed no TikTok, que direcionam o tráfego diretamente para sua loja Shopify. O objetivo do Live Commerce é permitir que os consumidores forneçam feedback e façam compras sem sair do stream. É importante notar que a indústria de streaming ao vivo deve ser avaliada em US$184,27 bilhões até 2027. 

Construindo empatia com experiência do cliente 

Mas a transmissão ao vivo não é a única coisa que confunde as linhas entre a mídia social e outras partes da jornada do cliente. O atendimento está nesse caminho há anos, já que fazer uma reclamação ou uma pergunta não requer mais um telefonema. Os clientes podem interagir com marcas e empresas por meio de plataformas de mídia social e, de acordo com uma pesquisa feita pela Forrester, 80% dos consumidores usam as redes para interagir com as companhias. Muitas empresas usam a mídia social para aumentar suas atividades de suporte ao cliente por chamadas, abordando reclamações, respondendo a perguntas, fornecendo orientação e até mesmo emitindo reembolsos por meio de canais sociais. 

Os clientes não apenas esperam que as marcas ofereçam suporte ao cliente por meio de canais sociais, como também esperam respostas rápidas. De acordo com o Facebook for Business, 76% das pessoas que entram em contato com uma empresa o fazem para atendimento ou suporte ao cliente. Mais de 150 milhões de pessoas enviam mensagens para as companhias no Instagram Direct todos os meses. Isso porque 64% das pessoas preferem enviar mensagens do que ligar para uma empresa. A mídia social é o canal de suporte ao cliente preferido para menores de 25 anos, com 32,3% deles afirmando que é a sua primeira escolha. 

Quando você fornece um ótimo serviço de experiência do cliente, cria um relacionamento com eles, aumenta a lealdade e, muitas vezes, também desenvolve a defesa da marca. 

Um olhar para o futuro 

A pandemia levou milhões de consumidores a aumentar sua interação com varejistas online, e muitos continuarão a fazê-lo por muito tempo mesmo no pós-pandemia. Não há dúvida de que a mudança online é permanente. As empresas podem resistir às últimas tempestades de varejo adotando o redesenho de toda a experiência do cliente, inclusive aproveitando a mídia social para atendimento online e experiências de compras ao vivo. 

Nenhuma outra plataforma pode superar o alcance e a escala da mídia social e, à medida que nossos hábitos mudam em direção ao digital, ela pode muito bem ser o lugar onde as marcas vão construir o envolvimento do cliente, a confiança e a lealdade à empresa, enquanto impactam positivamente seus resultados financeiros. 

*Autor: Mark Zablan é CEO da Astute, empresa responsável pela Socialbakers, que é líder global em soluções para otimização de performance corporativa em redes sociais

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9 dicas de design de som para mixagens maiores e mais completas https://musicaemercado.org/9-dicas-de-design-de-som-para-mixagens-maiores-e-mais-completas/ Fri, 02 Apr 2021 12:04:11 +0000 https://musicaemercado.org/?p=80382 Pode ser extremamente fácil mixar e masterizar uma faixa, mas o que acontece com o som quando ele sai dos alto-falantes? Usando o conhecimento básico sobre os princípios psicoacústicos, você pode encontrar maneiras criativas de trazer aos seus ouvintes uma experiência mais poderosa, clara e “maior do que a vida”. Ao compreender como nossos ouvidos […]

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Pode ser extremamente fácil mixar e masterizar uma faixa, mas o que acontece com o som quando ele sai dos alto-falantes?

Usando o conhecimento básico sobre os princípios psicoacústicos, você pode encontrar maneiras criativas de trazer aos seus ouvintes uma experiência mais poderosa, clara e “maior do que a vida”. Ao compreender como nossos ouvidos interpretam os sons, podemos recriar de forma criativa e artificial certas respostas a determinados fenômenos de áudio, particularmente EQ, compressão, e ressonâncias. E aqui 9 dicas de design de som para você usar em suas mixagens que lhe ajudarão a atingir esses objetivos:

1. O efeito Haas

Nomeado após o Dr. Helmut Haas (que primeiro descreveu o efeito em 1949), este princípio pode ser usado para criar uma ilusão de largura estéreo espaçosa … começando com apenas uma única fonte mono.

 

 

Haas estava estudando como os ouvidos interpretavam a relação entre os sons originários e seus “primeiros reflexos” dentro de um espaço. Sua conclusão foi que, desde que as primeiras reflexões e cópias idênticas dos sons originais sejam ouvidas menos de 35ms depois (e em um nível não superior a 10dB mais alto que o original), os dois sons serão interpretados como um só.

A direção do som original seria preservada, mas por causa da sutil diferença de fase, as reflexões iniciais / cópia atrasada adicionariam presença espacial extra ao som percebido.

O efeito Haas na prática

Para engrossar e / ou espalhar uma fonte de som mono, é um bom truque duplicar a parte e, em seguida, deslocar cada camada para os lados. Então, você pode atrasar uma das camadas por cerca de 10-35ms. Isso engana o cérebro para perceber mais largura e espaço, enquanto deixa o centro totalmente aberto para outros instrumentos.

Você também pode usar essa técnica para afastar um sinal mono de um centro ocupado para evitar o mascaramento de outros instrumentos. Ao mesmo tempo, você não quer desequilibrar a mixagem apenas deslocando para um lado ou para o outro. A resposta está em “aumentar” e girar seu sinal mono para os dois lados.

 

 

Considere o uso de pequenos atrasos

Claro, não há nada que o impeça de atrasar um pouco um lado de um som estéreo real. Por exemplo, você pode querer espalhar seu pad de sintetizador etéreo em proporções épicas. Esteja ciente de que, ao fazer isso, você também estará deixando-o mais “desfocado”. Mas para almofadas e guitarras de fundo, isso geralmente é totalmente apropriado.

Conforme você brinca com a configuração do tempo de atraso, você notará que atrasos muito curtos resultam em um som fora de fase bastante desagradável. Enquanto isso, atrasos muito longos quebrarão a ilusão e você começará a ouvir dois sons distintos e separados. Você quer algo intermediário.

Encontre o equilíbrio certo

Lembre-se: quanto menor for o tempo de atraso, mais suscetível será o som a indesejáveis comb filtering quando os canais são somados a mono. Isso é algo a se considerar se você estiver fazendo música principalmente para clubes, rádio ou outros ambientes de reprodução mono.

Você também vai querer ajustar os níveis de cada lado (em relação um ao outro) para manter o equilíbrio certo na mixagem e o equilíbrio esquerdo / direito geral desejado dentro do espectro estéreo. Você pode aplicar efeitos adicionais a um ou ambos os lados, como modulação controlada por LFO sutil ou efeitos de filtro.

Não exagere 

Em uma mixagem completa, use o efeito Haas em um ou dois instrumentos, no máximo. Isso ajuda a evitar a propagação estéreo que soa como uma mistura de fases.

2. Teoria da frequência: como o mascaramento funciona

Existem limites para o quão bem nossos ouvidos podem diferenciar sons que ocupam frequências semelhantes à audição humana.

O mascaramento ocorre quando dois ou mais sons estão exatamente na mesma frequência. Geralmente, o som mais alto irá obscurecer parcial ou completamente o outro, que então parece “desaparecer” da mixagem.

 

 

Imagem: Sound On Sound

Obviamente, este é um efeito bastante indesejável, e é uma das principais coisas a serem observadas durante o processo de composição, gravação e mixagem. É também um dos principais motivos pelos quais o EQ foi desenvolvido, que pode ser usado para eliminar as frequências de mascaramento durante o estágio de mixagem.

Nosso truque de áudio? Evite problemas de mascaramento durante a escrita e arranjos de estágios, usando ótimos sons que ocupam suas próprias faixas de frequência.

Mesmo se você tiver tomado precauções, o mascaramento ainda ocorrerá às vezes e pode ser difícil determinar por que certos elementos soam diferentes solados em comparação com o som na mixagem completa.

Embora as notas raiz / frequências dominantes ocupem a maior parte do espaço de um som, os harmônicos de um som (que também contribuem para o timbre geral) também aparecem em frequências diferentes. Eles podem estar mascarados, o que é um ponto em que o EQ pode ajudar.

 

 

3. O reflexo acústico do ouvido

Quando confrontados com um estímulo de alta intensidade, os músculos do ouvido médio se contraem involuntariamente. Isso diminui a quantidade de energia vibracional enviada à cóclea sensível – a parte do ouvido que converte as vibrações sônicas em impulsos elétricos para processamento pelo cérebro. Basicamente, os músculos se fecham para proteger as estruturas mais sensíveis do ouvido.

Por causa disso, os músculos do ouvido respondem da mesma maneira, mesmo com sons mais suaves (se houver um transiente alto inicial seguido por uma redução imediata). O cérebro ainda interpreta isso como um “ruído alto sustentado”.

Este princípio é freqüentemente usado em técnicas de design de som cinematográfico e é particularmente útil para simular o impacto fisiológico de explosões massivas e tiros de alta intensidade (sem induzir ações judiciais por danos auditivos).

Você pode fazer uma explosão parecer bem alta desligando artificialmente o som após o transiente inicial. O cérebro vai perceber imediatamente que está mais alto e mais intenso do que o som realmente é. Isso também funciona bem para estrondos, impactos e até mesmo quedas em um clube ou pista eletrônica.

4. Crie potência e volume, mesmo em baixos níveis de audição

Se você tirar apenas uma coisa deste artigo, faça assim: A resposta de frequência natural dos ouvidos é não linear. Nossos ouvidos são mais sensíveis às frequências médias do que aqueles que ficam nas extremidades altas e baixas do espectro. Geralmente não notamos isso, pois nossos cérebros levam em consideração o viés de médio alcance. No entanto, torna-se mais aparente durante a mixagem, onde os níveis relativos dos instrumentos (em diferentes frequências) mudam dependendo do volume geral de escuta.

Mesmo que seus próprios ouvidos sejam um obstáculo para obter uma combinação perfeita, existem soluções simples para esse fenômeno. Você pode manipular a resposta não linear dos ouvidos a diferentes frequências e volumes para criar uma impressão aprimorada de volume e intensidade em uma mixagem – mesmo quando o nível de audição real é baixo.

O fenômeno Fletcher-Munson

Este fenômeno auditivo não linear foi escrito pela primeira vez em 1933 pelos pesquisadores Harvey Fletcher e Wilden A. Munson. Embora os dados e gráficos que eles produziram tenham sido aprimorados, eles eram próximos o suficiente.  “Fletcher-Munson”Ainda é usado como uma frase abreviada para tudo relacionado a: “ contornos de volume iguais ”.

Essencialmente, conforme o volume real de um som muda, o volume percebido por nosso cérebro muda em uma taxa diferente, dependendo da frequência. Isso significa que você pode ouvir uma mixagem em volume baixo e achar que soa bem, mas depois ouvir a mesma mixagem em volume alto e achar que o equalizador está completamente desligado.

 

 

Recomendo ouvir suas mixes nos seguintes padrões de volumes: 60 dbs, 74 dbs (74 dbs – onde se encontra uma melhor linearidade de percepção timbral do ouvido humano ) e 85 dbs. Em volume mais baixos confira os medios e os agudos  e acima de 80 dbs confira o low end e o os subs graves de todos os intrumentos presentes na mix para manter o equilibrio e a energia sônica na mixagem. Use um decibelímetro para esse fim. (Marlon Porto)

Pense no seu público

Em certas situações (como mixagem de som para filmes), é melhor mixar no mesmo nível e em um ambiente semelhante onde a música será eventualmente ouvida. É por isso que os cinemas de dublagem parecem cinemas reais e são projetados para soar como eles também.

As melhores mixagens resultam de levar em consideração o ouvinte final e seu ambiente, não necessariamente mixando algo que soa muito bem em um estúdio de um milhão de dólares.

 

 

Mixagem em escala de cinema no Skywalker Sound

Então, como a sensibilidade de nossos ouvidos à gama média se manifesta em um nível prático? Tente reproduzir qualquer peça musical em um nível baixo. Agora, aumente gradualmente. À medida que o volume aumenta, você pode notar que o viés de “aumento médio” do seu aparelho auditivo tem menos efeito, e os sons de alta e baixa frequência parecem proporcionalmente mais altos (e mais próximos, sobre o que falaremos na próxima dica).

Dado que as frequências extremamente altas e baixas se destacam mais quando ouvimos efeitos sonoros altos, podemos criar a impressão de volume em níveis de audição mais baixos, atenuando a faixa média e / ou aumentando as extremidades altas / baixas do espectro. Em um equalizador gráfico, pareceria uma carinha sorridente, e é por isso que os produtores falam em “pegar a faixa intermediária” para adicionar peso e potência a uma mixagem.

Como aplicar este truque de áudio

Esse truque pode ser aplicado de várias maneiras, desde tratar toda a mixagem até algum equalizador amplo (cuidadoso) durante a mixagem / masterização até a aplicação de uma “concha” em um ou dois instrumentos de banda larga ou hastes de mixagem (ou seja, o submix de bateria e guitarra). À medida que você ganha experiência e põe sua cabeça em torno deste princípio, você pode construir seus arranjos de faixa e escolhas de instrumentação com uma dinâmica geral de frequência – desde o início.

Isso é especialmente eficaz para estilos como drum and bass, onde mixagens de som ricas e surpreendentemente impactantes podem ser obtidas com apenas alguns elementos que realmente funcionam nas extremidades do espectro de frequência. A mesma técnica também funciona com o rock: basta ouvir a produção de Butch Vig no Nirvana para um exemplo clássico de dinâmica intermediária.

Lembre-se de ser sutil: é fácil exagerar em qualquer tipo de amplo ajuste de frequência em uma mixagem inteira. Na dúvida, deixe para masterização.

5. Sonoridade igual, parte II: Fletcher-Munson contra-ataca

Para fazer as coisas parecerem mais distantes, reduza os altos e baixos extremos de um som em vez de aumentá-los. Isso cria a ilusão de profundidade em uma mixagem e empurra certos instrumentos para uma distância imaginária. Então, o primeiro plano fica claro para os elementos principais.

Como exemplo, isso é particularmente útil para destacar um vocal principal na frente de uma série de vocais de apoio. Também é uma escolha sólida para submixes de bateria de equalização para garantir que a bateria seja forte, mas não “na sua cara”. Um toque de reverberação também é uma opção aqui, naturalmente.

6. Os transientes parecem mais silenciosos do que os sons sustentados

O ouvido humano não percebe sons curtos tão altos quanto os sustentados quando estão exatamente no mesmo nível. Isso é conhecido como RMS, este é o princípio auditivo chave por trás de como a compressão torna as coisas mais altas e emocionantes, sem realmente aumentar o nível de pico.

Comprimir a cauda de um som engana o cérebro fazendo-o pensar que o som é significativamente mais alto e forte. Mas o nível de pico – o transiente – não mudou. É assim que os compressores permitem que você extraia cada grama de headroom disponível de seus sons e mixagens. Apenas tome cuidado para não “achatar ” sua mixagem com muita compressão.

7. Reverberar “ambiente” de reflexão precoce para sons mais densos

Se você combinar parte do princípio do efeito Haas com nossa dica anterior sobre sons sustentados, você já entenderá como adicionar reflexos iniciais de um plug-in de reverberação pode engrossar os sons de maneira atraente.

Isso pode ser usado para multiplicar e espalhar o ataque transiente inicial de um som por um período de tempo muito curto. Ao estender essa parte mais alta do som, obteremos um som um pouco mais denso, mas de uma forma muito natural e ambiente que pode ser esculpida e ajustada em tons com vários controles de reverberação. Com os efeitos de distanciamento e difusão de uma cauda longa, você pode manter o caráter inicial de um som.

 

 

8. Desacople um som de sua fonte

A fonte de um som e como ele é percebido em um contexto final podem ser coisas completamente diferentes.

Este princípio é amplamente explorado no design de efeitos sonoros de filmes, onde os melhores designers de som são capazes de dissociar completamente as qualidades sônicas de um som de sua fonte original. Foi assim que o vencedor do Oscar Ben Burtt criou o som icônico do sabre de luz de Star Wars :

“Eu tinha um fio quebrado em um dos meus microfones, que tinha sido colocado ao lado de um aparelho de televisão e o microfone pegou um zumbido, um estalo, do tubo de imagem – exatamente o tipo de coisa que um engenheiro de som normalmente rotularia de erro. Mas às vezes o som ruim pode ser seu amigo. Gravei aquele zumbido do tubo de imagem e combinei com o zumbido [de um projetor de filme antigo], e a mistura se tornou a base para todos os sabres de luz. ”

 

Ben Burtt, The Sounds of Star Wars

 

Os fins realmente podem justificar os meios

Esteja você criando efeitos sonoros para um filme ou mixando uma banda de rock, você não precisa se contentar com os sons crus ou de instrumentos com os quais começou. Se você achar que as panelas de cozinha oferecem sons que se encaixam melhor na sua faixa do que um kit de bateria caro e afinado, use-as! Se você descobrir que os brays elefantinos agudos são o complemento perfeito para sua linha de baixo dubstep cut-up (funcionou para o Skrillex), então, por favor, reúna-os.

A única coisa que importa é o resultado final percebido. Ninguém liga para os ouvidos de como você chegou lá. Eles ficarão subliminarmente muito mais entusiasmados e envolvidos por sons vindos de uma fonte incomum, mesmo que esses sons tomem o lugar de um instrumento convencional.

9. Como fazer uma mixagem soar mais completa

Nossos ouvidos podem ter problemas para decifrar onde um som termina e outro semelhante começa, mas eles são incrivelmente tolerantes quando se trata de sons em camadas. Quando feito com cuidado – mesmo em amplas faixas do espectro de frequência – os componentes separados serão lidos como um grande som texturizado.

Livros como a arte prática do som de filmes discutem a criação de efeitos sonoros em camadas como se fossem acordes. Um único efeito é composto de vários sons individuais, cada um ocupando sua própria faixa de frequência (esta é a chave para evitar mascarar sons).

Use esta técnica para colocar pilhas de partes de guitarra ou sintetizador em paredes de som que podem ser espalhadas pelo campo estéreo com o efeito Haas. As possibilidades de enganar nossos ouvidos são infinitas!

Meus comentários extras

Um bom plugin para dobra de um sinal monofônico para simulação de som estéreo  é o H-delay da WAVES em 30 ms de atraso conforme imagem abaixo:

 

Nessa matéria, você observa técnicas mais avançadas de como fazer a sua mix “crescer” no aspecto auditivo humano, mas essas técnicas se aplicam em sua maioria em casos mais profissionais de mixagens onde as exigências são maiores, se não for o seu caso, concentre-se nas bases de uma boa mix: Boa  execução e gravação, arranjos bem feitos e bem distribuidos, um bom grid de bateria e bass e um bom processo de mixagem. Essas são as bases inciais de uma boa mix, deixe para aplicar as dicas acima após o dominio completo das “Bases de uma boa mix” .

Compilação, tradução, revisão e comentários extras feitos por: Marlon Porto (técnico de mixagens e masterizações da Promaster studios). Acesse o site para serviços ou cursos: www.promasterstudios.com

Fontes:  https://output.com/blog/9-sound-design-tips-to-hack-your-listeners-ears?fbclid=IwAR2Rc6xgvqC8exM6PR_ofS_uJRTT-Q3uyGR90kdEldNYMiATqILpu1VYcCg

 

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Compreendendo a taxa de amostragem e como isso afeta o mercado do áudio https://musicaemercado.org/compreendendo-a-taxa-de-amostragem-e-como-isso-afeta-o-mercado-do-audio/ Mon, 25 Jan 2021 12:10:27 +0000 https://musicaemercado.org/?p=79460 Na indústria de áudio, há uma lista interminável de tópicos que geram controvérsias. Tópicos como cabos caros e áudio de alta resolução são alguns que sempre geram debates na comundiade. A definição de áudio de alta resolução afirma que qualquer arquivo de música gravado com uma taxa de amostragem e profundidade de bits superior a 44,1 […]

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Na indústria de áudio, há uma lista interminável de tópicos que geram controvérsias. Tópicos como cabos caros e áudio de alta resolução são alguns que sempre geram debates na comundiade. A definição de áudio de alta resolução afirma que qualquer arquivo de música gravado com uma taxa de amostragem e profundidade de bits superior a 44,1 kHz / 16 bits é considerado áudio de alta definição (HD).

 

 

Neste artigo, cobriremos os fundamentos da taxa de amostragem, profundidade de bits, juntamente com seu impacto na qualidade de áudio percebida e a relação com o mercado musical. Também abordaremos outro conceito: taxa de bits . A taxa de bits, ou taxa de bits, é comumente usada para descrever a qualidade do stream de áudio para serviços de streaming de música.

Como o som é gravado digitalmente?

Quando o som é produzido, ele cria uma onda de pressão que se propaga pelo ar. Se o diafragma de um dispositivo de gravação, como um microfone, estiver próximo, as ondas de pressão no ar criarão uma vibração no diafragma. Por meio da magia dos transdutores, essa vibração, por sua vez, cria um sinal elétrico que varia continuamente com as ondas no ar.

Esta variação contínua e proporcional é de onde vem o termo “analógico”.

 

 

O sinal criado pelo diafragma muitas vezes não é forte o suficiente por si só. Normalmente, um pré-amplificador primeiro aumenta o sinal para que ele possa ser gravado de várias maneiras.Ao longo da história, vários materiais foram usados ​​para registrar e armazenar sinais analógicos. Isso inclui cera, discos de vinil e fitas magnéticas. Eventualmente, os registros digitais foram introduzidos e se tornaram comuns.

Os sistemas digitais (uns e zeros) gravam sinais analógicos (valores continuamente variáveis) por amostragem deles.

 

 

Acima a diferença entre uma taxa de amostragem baixa e uma taxa de amostragem alta

Ao obter amostras suficientes de um sinal analógico de entrada e salvá-lo na memória, os registros digitais são capazes de capturar e, posteriormente, reproduzir o referido sinal.Uma gravação de áudio digital típica tem até 44.100 amostras por segundo. No entanto, não é incomum ver 96.000 amostras por segundo com alguns formatos de áudio digital. Existem vários tipos de métodos de amostragem, mas a Modulação de Código de Pulso (PCM) é o padrão de fato.

O que é modulação por código de pulso?

O PCM serve como o padrão da indústria para armazenar ondas analógicas em formato digital. Em um fluxo PCM, a amplitude do áudio é amostrada em um intervalo uniforme. O PCM não tem proprietário, portanto qualquer pessoa pode usá-lo gratuitamente!

Exemplos de formatos de áudio proprietários são DTS , Atmos e Dolby Digital .

No entanto, é incomum encontrar áudio no formato PCM nos meios mais populares devido a dois motivos: Tamanho do arquivo e compatibilidade de reprodução.

Tamanho do arquivo:

Como o PCM é descompactado, o tamanho do arquivo de áudio gravado é enorme. É possível compactar arquivos de áudio usando algoritmos de compactação com ou sem perdas para manter a fidelidade do áudio enquanto reduz o tamanho do arquivo. Dolby e DTS são compressões de áudio com perdas, frequentemente usadas para essa finalidade, pois são capazes de reduzir o tamanho dos arquivos de áudio PCM em até 90%. Infelizmente, a maneira como Dolby e DTS codificam canais PCM em um fluxo de bits para armazenamento e depois os decodificam de volta para reprodução não é perfeita. O áudio resultante, embora menor em tamanho de arquivo, nem sempre é tão limpo e nítido quanto o original, resultando em uma queda na precisão e na qualidade. É aqui que entram os formatos sem perdas, como Dolby Digital TrueHD e DTS-HD Master Audio . Eles são capazes de decodificar os sinais de áudio PCM exatamente como foram originalmente capturados.

Compatibilidade de reprodução: 

Infelizmente, os sistemas operacionais (SO) populares não oferecem suporte à reprodução de arquivos PCM nativamente. A IBM e a Microsoft definiram o formato Waveform Audio Format (WAV) para o sistema operacional Windows, enquanto a Apple usou o Audio Interchange File Format (AIFF) para o sistema operacional Macintosh. Ambos os formatos são apenas um invólucro do formato de áudio PCM com informações de áudio adicionais, como perfil do autor e título da faixa, etc

A fidelidade / qualidade de um fluxo PCM é representada por dois atributos:

. Taxa de amostragem

. Profundidade de bits

Esses dois atributos indicam a precisão da gravação digital em relação ao sinal analógico original.

O que é taxa de amostragem?

Pense nos filmes de animação de algumas décadas atrás.Os filmes eram apenas slides de imagens estáticas sendo exibidas uma após a outra para criar a ilusão de movimento. A velocidade da transição determinou a suavidade da animação resultante. Quanto mais rápida a transição, melhor será a ilusão de animação.A velocidade de mudança dos slides é igual à taxa de quadros quando se trata de vídeo moderno.

 

 

A onda sonora digital é como um instantâneo do sinal de áudio original. Quanto mais próxima a onda sonora amostrada se parecer com a onda sonora original, maior será a fidelidade da onda sonora digital.

Em gravações de áudio digital, a taxa de amostragem é análoga à taxa de quadros do vídeo. Quanto mais dados de som (amostras) coletados por período de tempo, mais próximos do som analógico original os dados capturados se tornam.

 

 

Acima você verá  que uma taxa de amostragem mais alta fornecerá uma captura mais precisa do sinal de áudio original

P.s: Christopher D’Ambrose coloca a capacidade auditiva de um adulto normal de meia-idade em 12-14 kHz).

Teorema de Nyquist:

Comumente conhecido como teorema de Nyquist ou frequência de Nyquist, afirma que, para evitar qualquer perda de informação ao fazer a amostragem digital de um sinal, você deve amostrar a uma taxa de pelo menos duas vezes a frequência de sinal mais alta esperada. 

Nesse caso, o uso de uma taxa de amostragem de 44.100 amostras por segundo ou 44,1 kHz permite a reprodução precisa de frequências em torno de 22 kHz.

Outros exemplos de taxas de amostragem comuns são 8.000 Hz em telefones e em qualquer lugar entre 96.000 Hz a 192.000 Hz para faixas de áudio Blu-ray. Uma taxa de amostragem de 384.000 Hz também é usada em certas situações especiais, como ao gravar animais que produzem som ultrassônico.

O que é profundidade de bits?

O computador armazena informações em 1 e 0s. Esses valores binários são chamados de bits . Quanto maior o número de bits indica mais espaço para armazenamento de informações.

 

 

Acima você tem um número binário de 4 bits

Quando um sinal é amostrado, ele precisa armazenar as informações de áudio amostradas em bits. É aqui que entra a profundidade de bits. A profundidade de bits determina quanta informação pode ser armazenada. Uma amostragem com profundidade de 24 bits pode armazenar mais nuances e, portanto, mais precisa do que uma amostragem com profundidade de 16 bits. Para ser mais explícito, vamos ver qual é o número máximo de valores que cada profundidade de bit pode armazenar.

16 bits: Somos capazes de armazenar até 65.536 níveis de informação

24 bits: somos capazes de armazenar até 16.777.216 níveis de informação

Você pode ver a grande diferença no número de valores possíveis entre a profundidade de dois bits.

Faixa Dinâmica:

Outro fator importante que afeta a profundidade de bits é a faixa dinâmica de um sinal. Um áudio digital de 16 bits tem uma faixa dinâmica máxima de 96dB, enquanto uma profundidade de 24 bits nos dá um máximo de 144dB. Áudio com qualidade de CD é gravado com profundidade de 16 bits porque, em geral, queremos apenas lidar com som que seja alto o suficiente para que possamos ouvir, mas, ao mesmo tempo, não alto o suficiente para danificar equipamentos ou tímpanos. Uma profundidade de 16 bits para uma taxa de amostragem de 44,1 kHz é o suficiente para reproduzir a frequência audível e a faixa dinâmica para a pessoa média, razão pela qual se tornou o formato de CD padrão.

Gravar em 192kHz / 24 bits?

Embora não haja limites para a taxa de amostragem e profundidade de bits, 192 kHz / 24 bits é o padrão ouro para áudio de alta resolução. (Já existem fabricantes promovendo a capacidade de profundidade de 32 bits) Usaremos 192kHz / 24 bits como referência para o auge da fidelidade de gravação.

Então, quando essa fidelidade é necessária?

Sabemos que quanto mais alta a taxa de amostragem e a profundidade de bits, mais semelhante nosso sinal digital será ao sinal analógico original. Mas também nos dá espaço extra. O espaço livre extra se refere à diferença entre a faixa dinâmica do sinal de áudio e o que é permitido pela profundidade de bits. É como dirigir um caminhão de 3 metros de altura por um viaduto com um vão vertical de 5 metros. Isso lhe dá 2 metros de altura livre para trabalhar, apenas no caso de você ter uma carga excepcionalmente alta para transportar.

A amostragem em 16 bits oferece aos engenheiros de áudio uma faixa dinâmica de 96db para trabalhar. Por outro lado, 24 bits aumenta a faixa dinâmica para até 144db, embora, realisticamente, a maioria dos equipamentos de áudio só possa ir até 125db. Com o headroom extra, os engenheiros de áudio podem minimizar, se não eliminar, a possibilidade de ruído excessivo ou corte , que ocorre quando as ondas sonoras basicamente se tornam achatadas e causam distorção audível.

O corte acontece quando o sinal elétrico de entrada não pode ser totalmente representado numericamente. Isso pode acontecer quando a profundidade de bits é rasa ou pouca, conforme imagem abaixo:

 

 

Como a faixa de sinal possível de equipamento de áudio profissional é muito maior do que a média de uma pessoa pode ouvir, o uso de 24 bits permite que os profissionais de áudio apliquem de forma limpa os milhares de efeitos e operações envolvidos na mixagem e masterização de áudio para torná-lo pronto para reprodução e distribuição .

Tamanho de arquivo maior:

Além do headroom potencialmente redundante, uma gravação de maior fidelidade cria um tamanho de arquivo muito maior.

Cálculo do tamanho do arquivo:

Para se ter uma ideia da diferença no tamanho do arquivo, vamos tentar criar um cenário hipotético envolvendo uma música não compactada de cinco minutos .

1) Primeiro, calcule a taxa de bits usando a fórmula frequência de amostragem * profundidade de bits * Nº de canais .

Premissa: áudio estéreo de 2 canais

44,1 kHz / 16 bits: 44.100 x 16 x 2 = 1.411.200 bits por segundo ( 1,4 Mbps )

192kHz / 24bit : 192.000 X 24 X 2 = 9.216.000 bits por segundo ( 9,2 Mbps )

2) Usando a taxa de bits calculada, nós a multiplicamos pela duração da gravação em segundos .

Divida megabit (Mb) por 8 para obter megabyte (MB)

44,1 kHz / 16 bits: 1,4 Mbps * 300s = 420 Mb ( 52,5 MB )

192kHz / 24bit : 9,2 MBps * 300s = 2760 MB ( 345 MB )

O áudio gravado em 192kHz / 24 bits ocupará 6,5x mais espaço do que uma amostra em 44,1kHz / 16 bits.

Então, quando você precisa gravar em 192kHz / 24 bits?

Tudo depende do que você deseja fazer com a gravação de áudio. Você deseja manipular a gravação e você tem armazenamento de memória ilimitado? Então esqueça 192kHz / 24 bits. Mas se você pretende entregar para o seu cliente em 192kHz / 24 bits ou disponibilizar em sites especializados áudios em alta resolução, aí sim ! 

O que é taxa de bits?

A taxa de bits (ou taxa de bits, se preferir) refere-se ao número de bits transmitidos ou processados ​​por segundo, minuto ou qualquer unidade de tempo usada como medida. É como a taxa de amostragem, mas em vez disso, o que é medido é o número de bits em vez do número de amostras. A taxa de bits é usada mais comumente em um contexto de reprodução / streaming do que em uma gravação.

O termo taxa de bits não é exclusivo da indústria de áudio. Também é predominante em multimídia e redes. No entanto, na música, uma taxa de bits mais alta está comumente associada a uma qualidade superior. Isso ocorre porque cada bit em um arquivo de áudio captura uma parte dos dados que podemos usar para reproduzir o som original. Em essência, quanto mais bits você pode ajustar em uma unidade de tempo, mais perto se chega de recriar a onda sonora continuamente variável original e, portanto, mais precisa ela é como uma representação da música. Infelizmente, uma taxa de bits mais alta também significa um tamanho de arquivo maior, o que é um grande problema quando o espaço de armazenamento e a largura de banda são uma preocupação, como com serviços de streaming de música como Apple Music e Spotify.

Serviços de streaming de música

Na seção acima, vemos que para transmitir uma música não compactada de 5 minutos gravada em 44,1 kHz / 16 bits , será necessária uma taxa de bits de 1,4 Mbps, que é uma quantidade significativa de largura de banda. O Apple Music e o Spotify contornam esse problema de largura de banda compactando o áudio. Obviamente, a compactação de arquivos não vem sem consequências. Para começar, o Spotify limita a taxa de bits de arquivos de áudio a 160kbps para usuários de desktop e 96kbps para usuários móveis. No entanto, os assinantes premium têm a opção de ouvir áudio de 320 kbps em um desktop. Enquanto isso, os assinantes da Apple Music são “limitados” a uma taxa de bits de 256 kbps.

 

 

Acima, a qualidade de transmissão do Spotify

P.s: A Apple Music e o Spotify usam o formato AAC (Advanced Audio Coding) e o formato Ogg Vorbis, respectivamente, para seus serviços de streaming de áudio.

Também existem serviços de streaming de áudio para quem prefere ouvir música com taxas de bits mais altas. Tanto o TIDAL, Amazon Music Unlimited HD ( https://www.amazon.com/b?node=14070322011 ), quanto o Qobuz Sublime + são amplamente considerados os serviços de streaming de áudio preferidos para aqueles que preferem a melhor qualidade de streaming de áudio, com opções de Hi-FI disponíveis por uma assinatura mensal de US $ 19,99.

TIDAL suporta arquivos FLAC de 44,1 kHz / 16 bits que podem ser transmitidos a uma taxa de bits de 1411 kbps.

 

 

Acima o gráfico de qualidade do som das Tidal

Das duas, a assinatura TIDAL Hi-Fi oferece mais valor pelo dinheiro. Isso ocorre porque você obtém acesso a uma enorme biblioteca de arquivos FLAC de alta qualidade, bem como 50.000 músicas de qualidade master compactadas usando a tecnologia proprietária Master Quality Authenticated (MQA) para melhor qualidade de som.

A alta taxa de bits garante uma experiência auditiva superior?

Dado nosso exemplo anterior, uma música típica de cinco minutos a 44,1 kHz / 16 bits teria um tamanho de arquivo de 50+ megabytes descompactado. O codec MP3 foi desenvolvido para resolver esse problema, tornando possível compactar áudio com qualidade de CD sem  grandes perdas de qualidade. Os primeiros codificadores de MP3 começaram com 128kbps ou 192kbps antes de finalmente passar para 320kbps para competir com outros codecs. No entanto, no streaming de áudio, Ogg Vorbis (Spotify) e AAC (Apple Music) são usados.

São de códigos aberto, de domínio público, e oferece alta qualidade em relação à largura de banda necessária para transmiti-lo. Experimentamos vários formatos de arquivo diferentes e fizemos outro ensaio há alguns anos, e o formato Ogg Vorbis saiu por cima.

Qualquer música com uma taxa de bits de 192 kbps ou superior se torna menos distinguível de seu áudio analógico original, desde que tenha sido devidamente codificada em um arquivo de áudio Ogg, AAC ou FLAC. Claro, isso não significa que uma taxa de bits alta não seja útil. Isso ajuda a garantir uma experiência auditiva superior. No entanto, isso só se aplica em situações mais específicas; Por exemplo, se você tiver um sistema de áudio Hi-Fi, fones de ouvidos de alta qualidade ou monitores profissionais em um ambiente acusticamente tratado que podem aproveitar as melhorias mínimas na qualidade do áudio ao fazer streaming de arquivos de áudio Hi-Fi.

Em geral, o ouvinte casual que usa um fone de ouvido comum ou o som do carro mais popular não se beneficiará com a transmissão de áudio maior do que 192 kbps.

Conclusão do autor

Em resumo, a taxa de amostragem é o número de amostras de áudio gravadas por unidade de tempo e a profundidade de bits mede a precisão com que as amostras foram codificadas. Finalmente, a taxa de bits é a quantidade de bits gravados por unidade de tempo.

Não foi tão difícil agora, foi? Daqui para frente, agora você deve ser capaz de pensar criticamente quando alguém lhe disser como um arquivo de áudio parece mais “claro” com base em seu processo de codificação. Mais importante, agora você deve achar mais fácil encontrar os formatos de áudio relevantes e serviços de streaming que atendam às suas necessidades auditivas.

Meus comentários extras

O mundo áudio está mudando e se reiventado, com isso aparecem mais consumidores vorazes por inovações, e mais plataformas se estruturam dispostas a ganhar financeiramente com essa revolução.

Tenho observado nos meus trabalhos e em minhas pesquisas aqui na Promaster studios em São Paulo que ja existem estúdios menores e técnicos de mixagens atentos a essas mudanças de qualidade e dos protocolos de áudio para as plataformas digitais, percebo isso na procura de meus serviços em masterizações e  principalmente os indicados pela Tratore distribuidora.  A nossa função como estúdio de masterização musical e entregar ao cliente o melhor som possível de suas mixes para a execução nos diversos tipos de plataformas musicais ( On lines e não On lines ), vale lembrar aqui que nem todas as plataformas on line normalizam o volumes das musicas ( não que isso tenha a ver com qualidade sonora ),   outras como o Spotify já disponibilzam para seus assinantes premium a possibilidade de uma normalização com um certo ganho de volume  na execução das musicas em relação ao não assinantes premium ( que são normalizadas de forma padrão em – 14 LFUs ).

Com relação a qualidade de execução musical, o consumo em alto padrão de taxa de amostragem sonora vem crescendo nos últimos anos, já existindo varios sites para esse fim como a Amazon Music Unlimited HD ( Com mais de 60 milhões de músicas em Alta Definição e milhões de músicas em Ultra Alta Definição – Que tem uma profundidade de bits de 24 bits, com taxas de amostragem que variam de 44,1 kHz a 192 kHz e uma taxa de bits média de 3730 kbps). Alguns estúdios já gravam em 192 Khz como o Play Co studio que para o som em Ultra HD ou HI FI esses áudios gravados em 192 khz devem ser mixados e masterizados sem alteração dessa taxa de amostragem. 

O som nessa taxa é mais presente, mais definido e mais forte, e esses são detalhes importantes para o consumidor final mais específico e por consequência benéfico para a banda ou o artísta tambem.

Em minhas masterizações com summings analógicos, sempre porcuro fazer em 96 khz quando recebo as mixes em 48 khz, com isso elevo as definições do áudio ao passar por equipamentos analógicos ( compressor, equalizador e etc ), e na parte In the box ( ITB ) no Wavelab 9.5 eu cotinuo os processos restantes na taxa de  48 khz que após a aprovação do cliente, salvo em versões HI-FI ( 96 khz e 24 bits ) e nas demais versões em 48 khz e 44.1 khz, obedecendo é claro as configurações de cada plataforma onde a musica será executada.

 

*Compilação, tradução, revisão e comentários extras feitos por: Marlon Porto (técnico de mixagens e masterizações da Promaster studios).

Fontes:  https://www.headphonesty.com/2019/07/sample-rate-bit-depth-bit-rate/

https://www.amazon.com/b?node=14070322011

Acesse o site para conhecer serviços ou cursos. 

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