VIDA DE LOJISTA: Sinta-se em Casa

VIDA DE LOJISTA: Sinta-se em Casa
maio 02 17:47 2012

Com uma filosofia diferente, a Casa dos Bateristas busca entender e solucionar todos os problemas que bateristas e percussionistas possam apresentar. Entre e fique à vontade

Por Isis Karolina

Sabe aquele lugar onde você pode comprar, conversar e esclarecer dúvidas sobre aquilo de que mais gosta? Assim é a Casa dos Bateristas, desde janeiro de 2007, destinada não só à venda de instrumentos e acessórios percussivos, mas também considerada um refúgio de conhecimento técnico e prático na área.

A pequena porta situada na Rua Teodoro Sampaio, 918, em São Paulo, SP, abriu com foco exclusivo em bateria e percussão, diferenciando-se da maioria das lojas, que sempre optam em incluir um mix bem amplo de segmentos, sendo a única loja do estilo na rua paulistana que é exemplo de nicho varejista do setor.

No entanto, a especialização em batuques não foi o suficiente para suprir a vontade de Maurício Sdoia, fundador e proprietário da Casa dos Bateristas que, desde o início, teve como lema “a vocação e missão de ouvir detalhadamente o que o percussionista e o baterista têm como problema, ajudando-os na solução”. Ou seja, não raro, é possível se deparar com músicos segurando pratos embaixo do braço, esclarecendo dúvidas e, muitas vezes, sem levar nada da loja. “Constantemente, quem nos procura só precisa mesmo de uma boa conversa. Se a pessoa vai voltar ou não, é outra história, o meu negocio é cumprir nossa filosofia de trabalho”, completa.

Essa atitude faz parte da marcante característica ‘consultora’ da Casa. Trata-se de uma loja onde o dono é baterista e todos os contratados também. Segundo o empresário, isso oferece mais segurança na hora de resolver os problemas dos clientes.

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Atualmente, a Casa dos Bateristas possui quatro funcionários. Por ser uma loja pequena, Sdoia diz sofrer um problema comum de comércios menores, onde tudo fica centralizado. “Quando o dono está é uma coisa, quando não está, é outra”, enfatiza ele, que garante ter a solução: “Para superar conceitos como esse, faço questão de que os funcionários sigam minha filosofia no atendimento ao cliente — seja presencial, por telefone ou via eletrônica”, explica o empresário.

Aqui a gente vende, fabrica, reforma e troca

Fazer decolar um empreendimento comercial de pequeno porte é sempre algo desafiador, ainda mais com a peculiaridade de se trabalhar em único segmento, por isso Sdoia foi além: “Desde a inauguração, o objetivo foi oferecer grande disponibilidade de acessórios, tanto os prontos de fábrica quanto adaptações que pudéssemos fazer quando necessário”, conta. Assim, Sdoia ampliou o negócio com uma oficina completa para fazer reparos ou criações em ferragens e madeira, conforme a demanda da loja.

Em tese, a Casa dos Bateristas funciona da seguinte forma: “Se o problema do cliente é comprar um instrumento musical muito caro, difícil de encontrar, a gente pesquisa, procura e encontra. Se o cliente quer comprar um instrumento comum, mas ainda falta velocidade, uma cor diferente ou configuração específica, vamos ajudá-lo também”, descreve o empresário, que utiliza a internet como imprescindível meio de busca para auxiliá-lo no processo.

Sdoia também permite que seu consumidor use o antigo instrumento como meio de pagamento de uma nova compra. “É permitido ao baterista deixar a própria batera no negócio. Trabalhamos com um sistema de valorização muito sólido e matemático, algo coerente e transparente”, explica.

Para realizar este trabalho, Sdoia faz diversas pesquisas para analisar o valor real do produto. A partir do número obtido, paga 70% do valor. Em outras palavras, se uma bateria vale R$ 1.000, paga R$ 700,00 para que o cliente efetue a troca. “A bateria ainda é um instrumento neném, foi inventada há pouco tempo e está em constante evolução, admitindo grande número de variedades ou variações. O músicos querem renovar, dar um upgrade e parcelar em várias vezes. Geralmente colocam o instrumento na troca”, detalha.

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Ademais, a Casa dos Bateristas está implantando um novo serviço de locação de instrumentos musicais, ainda em fase de testes.

O que vem por aí?

A Casa dos Bateristas possui grande volume de componentes e acessórios — como parafusos e tarraxas que variam de R$ 2 a R$ 56 —, peças importantes para o músico, porém de valor consideravelmente baixo para a venda em grandes comércios. Assim, Maurício acaba vendendo os itens para outras lojas. “Essa era uma ideia inicial também: ajudar outros lojistas”, destaca o executivo.

Mesmo com alguns obstáculos, a Casa dos Bateristas segue crescendo, “tanto em conhecimento de mercado, como em faturamento”, como reforça Maurício, que finaliza: “Atualmente, temos um mix muito mais compreensivo do que nos anos anteriores, e ainda vamos aumentar o espaço físico da loja para acompanhar a evolução”.

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