TECNOLOGIA MUSICAL: Xadrez, um esporte radical

TECNOLOGIA MUSICAL: Xadrez, um esporte radical
novembro 13 14:47 2012

Não é à toa que o jogo de xadrez é considerado um dos mais instigantes do mundo e muitos executivos o têm como guia para ações nos negócios e na vida. Acompanhe esta analogia com dicas estratégicas para o dia a dia da sua empresa. Afinal, a rotina do business é ou não radical?

 

Nesta edição tomarei um tempo para voltar às raízes desta coluna. Minha primeira matéria tratava de questões direcionadas à remuneração da equipe de vendas e de como motivar os vendedores a trabalharem mais e, principalmente, mais felizes.

Lá se vão três anos e tanto e ainda recebo elogios de quem as lê e relê.

Considero o xadrez um dos mais inteligentes jogos e quando o observo sob a ótica do mercado, enxergo nele um esporte tremendamente radical. Veja: digamos que uma empresa tem suas diferentes divisões de hierarquia e que possamos traduzi-las utilizando peças do tabuleiro de xadrez.

Os peões seriam aqueles que estão nas esferas da frente, dando-nos suporte e nos ajudando a executar as tarefas do dia a dia. Podem ser vendedores, assistentes administrativos ou financeiros, de marketing, de suprimentos etc. — sempre buscando ir em frente e conquistar o território inimigo, mas com passos limitados e sem autonomia.

Depois, temos peças estratégicas que desempenham funções mais elaboradas.

Comparemos, então, em ordem decrescente, cada uma das peças do jogo com a estrutura empresarial comum. Por ordem:

Rei – Presidente e CEO (alguns tabuleiros têm vários reis… rs).

Rainha – CFO (principal executivo financeiro) ou CEO contratado: tem ampla liberdade de movimentos e transita por todos os ambientes.

Torre – Gerentes ou diretores administrativos e financeiros: movimentos laterais que protegem a rainha e o rei.

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Bispos – Gerentes de vendas e negócios: movem-se rapidamente em geral atacando mais que defendendo.

Cavalos – Gerentes de operação ou de importação: limitados a certa área de atuação, mas muito eficientes quando acionados.

Peões – Voltando a eles, é aqui que a coisa realmente acontece.

Às vezes, uma empresa precisa sacrificar um cavalo ou até um bispo para poder continuar sua jornada e geralmente acaba sobrando também para os peões.

Nesse sentido, é muito importante que cada peão execute sua tarefa com paciência e competência, lembrando que nem sempre se tem todas as ferramentas desejadas para se mover como uma rainha ou atacar como um bispo

Então, esta matéria é para você que está na linha de frente e se encontra com dificuldades de movimento (CEOs, CFOs, diretores e gerentes, passem esta matéria para a sua equipe).

Siga quatro passos fundamentais para sempre estar na linha de ataque correta e, quem sabe, virar uma peça fundamental.

1-      Esteja sempre disposto a se sacrificar. Nenhuma peça sozinha consegue ganhar um jogo. O sacrifício faz parte da conquista de resultados. Mesmo nas hierarquias superiores, uma boa dose de sacrifício é necessária para manter a coisa em ordem. Não acredite que chefes apenas mandam. Se mandam (eu prefiro sempre pedir), têm um motivo. Pode até parecer estranho, mas simplesmente faça. Dedique-se e saiba que o sacrifício não é em vão.

2-      Qualifique suas ações. No tabuleiro, peões andam em linha reta, desviando-se dessa linha somente ao atacar a peça inimiga. No entanto, assim que isso ocorre, passam a caminhar em outra linha reta, talvez mais perigosa e mais exposta a ataques do inimigo. Ao qualificar suas ações, cada passo dado permite ter a noção exata de onde você está posicionado. Isso lhe dá mais visão e mais qualidade em seu trabalho.

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3-      Persevere; perseverança é uma virtude para poucos. Busque seus objetivos continuamente e com verdadeira vontade de vencer. Trazer desânimo, desgaste e questionar tudo à sua volta só vai fazer com que seja o primeiro a ser sacrificado. Não adianta chorar depois.

4-      Entenda sua organização. Você gosta de seu trabalho, das pessoas de seu trabalho, do lugar; enfim, gosta do que faz. Por que, então, é tão difícil entender o que se passa à sua volta? Use e abuse da empatia para tentar entender o que leva a diretoria ou a gerência a tomar as decisões que tomam. Se você discorda de 90% dessas decisões, é hora de buscar outro lugar que lhe dê mais tranquilidade.

O fim do ano vem vindo e a responsabilidade por resultados cresce em ritmo acelerado. Tome as ações preventivas e consolide sua carreira de maneira a seguir em frente sempre. Não busque culpa em uma empresa, e sim encontre soluções. Sei que isso parece um bordão repetitivo, mas uma empresa não busca quem mostre os problemas (todas elas têm dos mais fáceis aos mais cabeludos), uma empresa busca quem oferece soluções.

Pense nisso e bom trabalho. Eu vou jogar xadrez! Uhuuuu…

 

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