TECNOLOGIA MUSICAL: Psicomarketing: identificando e entendendo o que não é para entender

TECNOLOGIA MUSICAL: Psicomarketing: identificando e entendendo o que não é para entender
maio 01 07:18 2012

Hoje muitos empresários aplicam conceitos que julgam ser marketing, porém não são. Não se deixe enganar. Conheça-os e saiba se você está fazendo certo para vender mais e melhor

 

Todos falam em marketing o tempo todo e geralmente se referem apenas à propaganda ou só a uma parte de um mundo muito maior. Pretendo abordar de maneira simplificada o que é marketing e como aplicá-lo de maneira efetiva nos locais de venda.

Também vou abordar os erros comuns de interpretação e aplicação, que chamo de psicomarketing.

O conceito original de marketing (e por que não dizer, o mais básico) é um conjunto de atividades de uma empresa que são criadas para satisfazer aos clientes e assim atingir as metas e objetivos da própria companhia.

Já o conceito original do psicomarketing (criação revolucionária deste que vos escreve) é confundir todo aquele princípio básico e resumi-lo em mídia e propaganda, que hoje chamamos de marketing social (não confundir com marketing via redes sociais), impondo o ponto de vista.

O indicador primário de um ambiente de psicomarketing versa sobre aqueles que se dizem profissionais de marketing, mas não conseguem se comunicar com o restante da equipe e outros departamentos. Sejam chefes ou subordinados, essas pessoas não entendem que marketing não se impõe!

Tomemos como exemplo a seguinte cena: um diretor de marketing — com a porta aberta para que o resto da empresa escute — diz à sua equipe: “Que porcaria de anúncio! Quem criou esta coisa? E agora? Como vamos fazer? O pessoal de vendas vai colocar a culpa de não vender em nós, aqui do marketing!”.

Nesse instante entra o gerente comercial e diz: “Fulano, que porcaria! Como posso vender assim? Veja o anúncio do concorrente, muito melhor! Por isso eles vendem e nós não!”.

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Pronto. O psicomarketing full version está implementado.

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Indo de volta no tempo, eu perguntaria ao diretor/gerente de marketing:

1-     Qual é a estratégia envolvida nesse produto?

2-     Qual é a tática a ser aplicada?

Para simplificar: estratégia significa ‘por que’; e tática significa ‘como’. Assim, refazendo as perguntas:

  1. Por que alguém vai comprar este produto?
  2. Como vamos vender?

Dessa maneira é fácil compreender que quem tem algo a vender necessita encontrar formas para agregar valor ao seu produto e torná-lo desejado.

A compra acontece por necessidade e por desejo. A pergunta a ser feita é: eu pagaria esse valor pelo produto ou serviço que me está sendo oferecido? Vale esse tanto?

Apesar da redundância, é importante determinar que ao contratar um profissional de marketing que não conheça maneiras, estratégias e táticas de como planejar os diversos formatos de marketing que melhor se apliquem à linha de produtos ou serviços a serem oferecidos, colocamos a empresa em um conflito sem fim, em que todos culpam todos pela ineficiência e ninguém se encontra disposto a aceitar tal culpa. E viva o psicomarketing.

O marketing interno voltado para a área de recursos humanos é a forma que muitas empresas encontram para divulgar ideias, planos e estratégias.

No entanto, a linguagem muitas vezes aplicada internamente bate de frente com a imagem que a empresa deseja ter no mercado. No mínimo contraditório, não?

Pois é: ao não conseguir se posicionar perante a sua equipe fica impossível realizá-lo de dentro para fora. Deixamos de vender o que somos para vender o que não somos.

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Um breve teste: pense em um vendedor de balas em uma praça pública. Você conseguiria identificar a estratégia e a tática? O que ele vende de fato? Balas ou calmantes? Caramelos ou antiestresse?

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Como ele vende? Sorrindo e de maneira divertida? Sério? Mudo?

Agora pense em um carro vermelho com um cavalinho no capô…

Ferrari ou Mustang? Note que hoje o posicionamento de um produto/serviço quase já não é original e maneiras reais de diferenciação e de valor agregado são especialmente importantes para se vender.

Pergunte-se:

–          O que você tem de diferente que ninguém mais tem?

–          Você é o único que fornece esse produto serviço?

–          O que faz de você a melhor escolha e não seu concorrente?

Ao tentar praticar sistemas de trabalho de fora para dentro, seguindo conceitos já aplicados em produtos concorrentes ou inventando formas de comunicação alternativas que não se identificam com a estratégia, iniciamos um doloroso processo de sepultamento do produto e nos tornamos cada vez mais agressivos e donos da razão: é o psicomarketing em ação.

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Pratique o marketing com confiança e com a colaboração do máximo de pessoas possível. Um simples conceito que resume tudo: mantenha o marketing simples! Não pratique o psicomarketing.

Até a próxima!

 

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Joey Gross Brown
Joey Gross Brown

Sólida experiência em vendas, marketing e administração geral adquirida em grandes empresas líderes de mercado, reportando-se diretamente ao conselho de administração e/ou presidência. Vinte e dois anos de experiência de gestão sólida, incluindo planejamento, execução e avaliação de pequenas, médias e grandes projetos para todos os tipos de tamanhos de empresas. fluência total em Inglês, Português e Espanhol. Líder da equipe de auto-motivado e resultado impulsionado profissional com habilidades ideais para a condução de pequenas e grandes equipes para realização alvo em qualquer tipo de ambiente.

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