School of Rock faz parceria com lojas do setor

School of Rock faz parceria com lojas do setor
dezembro 14 08:52 2018

Franquias da School of Rock em São Caetano do Sul e Anália Franco criam parceria com a Made in Brazil para promover a aprendizagem de música.

A franquia School of Rock foi fundada na cidade americana da Filadélfia em 1998 e atualmente está presente em dez países, incluindo Estados Unidos, México, Canadá, Austrália, Filipinas e Brasil.

Nando

Nando Guto

Em nosso país, a primeira School of Rock — em São Caetano do Sul — foi inaugurada oficialmente em março de 2013. Desde então já foram abertas outras seis escolas (Moema, Jardins, Anália Franco, Alphaville, Campinas e Rio de Janeiro) e mais quatro estão em fase de obras, com previsão de inauguração até março de 2019, totalizando 11 escolas. O plano é ter cem unidades em dez anos.

“A ideia de trazer a School of Rock para o Brasil tem a ver com a própria ideia original que o criador Paul Green teve na Filadélfia em 1998: a insatisfação com as metodologias e filosofias existentes. Além disso, a forma profissional como tudo é apresentado nos fez entender que além de uma paixão, estávamos falando de um ótimo negócio”, contou Nando Guto, sócio-proprietário e diretor musical das escolas em São Caetano do Sul e Anália Franco.

Importante dizer que a School of Rock é considerada pela revista Entrepreneur como a franquia musical número 1 nos Estados Unidos e a segunda melhor franquia de tamanho médio (US$ 150.000 a US$ 500.000) para se investir pela Forbes.

“Justamente por ser um modelo de franquia, geralmente a escola conta com um diretor musical e um gerente geral. No caso das nossas escolas, eu e meu sócio John Guillermo cumprimos essas funções, respectivamente”, adicionou.

Os cursos

A rede School of Rock possui hoje mais de 30 mil alunos ativos em mais de 230 escolas em dez países diferentes, consagrando-se como a maior rede de escolas de música do mundo. No Brasil, o número já está próximo dos 2 mil alunos.

Leia também:  Ivan Lins apresenta novos pianos Yamaha na web no dia 17 de abril

Nando explicou: “Costumamos dizer que atendemos crianças de todas as idades — de 2 a 102 anos ou mais!. Trabalhamos com ensino de instrumentos populares (guitarra, violão, contrabaixo, bateria, canto e teclado), mas é importante salientar que, além da aula individual do instrumento escolhido, nosso programa inclui práticas de banda para todos, dividindo os alunos por nível e faixa etária. Nossa metodologia baseada na prática se faz aparente dessa maneira e o desenvolvimento é muito mais eficaz. Além disso, temos muitos outros programas eletivos em nossa estrutura, como desenvolvimento de composição, gravação, band coaching, entre outros”.

parceriaTrabalho com a Made in Brazil

Nando e o sócio sempre acharam que faria sentido uma parceria mais efetiva com lojas de instrumentos, fabricantes e outros setores da música. Uma ação que fosse além de somente descontos e melhores condições de compra para os alunos e para a própria escola.

“Apesar disso (descontos e melhores condições de compra) ser muito bem-vindo e de fato fundamental, enxergamos outras possibilidades e assim, havendo cooperação de todos, fazemos a roda girar. Trabalhamos com a inspiração, a base de tudo, que são os alunos que se aventuram pela primeira vez a tocar um instrumento”, disse. “Pensando assim, criamos eventos em conjunto, ações de ativação em que normalmente não são esperados eventos de incentivo à prática musical. Entendemos que desse modo todos ganharão. Com as lojas fortalecendo as escolas, haverá mais alunos que consumirão mais instrumentos, fazendo com que fabricantes e importadores ampliem sua atuação e, por fim, elevem o nível do mercado como um todo. A Made in Brazil tem feito esse trabalho com maestria, criando novas oportunidades e nos apoiando em praticamente todas as ações que fazemos.”

Leia também:  Nova Malcolm Young “Salute” Yet da Gretsch

Mais ações

Falando sobre a educação musical no Brasil, Nando revelou que “existe uma onda positiva de renovação, com novas ideias e novas práticas de mercado, rumo a uma maior profissionalização do setor, mas ainda há muito a ser feito”.

Segundo ele, uma ação que poderia melhorar o ensino musical seria “fazer com que a educação musical, por exemplo, fosse tratada como uma disciplina essencial ao desenvolvimento humano, como o esporte, a matemática e outras. Fazer com que as pessoas entendam que a música é, sim, para todos, mesmo que em níveis diferentes. Não se estuda música apenas com o intuito de se profissionalizar, e a forma de apresentar isso faz toda a diferença. Em alguns países já existe essa consciência. Mas chegaremos lá!”

Para 2019, os diretores das escolas em São Caetano do Sul e Anália Franco planejam ampliar seu número de alunos, estar ainda mais presentes em grandes eventos — como já fazem no Lollapalooza e no Summerfest — e participar em eventos de rádio, junto com os alunos. “A ideia é oferecer uma experiência real de música. Enfim, continuar levando música ao maior número de pessoas.”

“A School of Rock é, acima de tudo, acima mesmo de uma escola de música, um ambiente de desenvolvimento pessoal, um ambiente de inserção de valores positivos por meio da música. Fazemos isso certos de que com a música somos bem melhores!”, concluiu Nando.

 

Comentários
view more articles

About Article Author

Redacao MM
Redacao MM

Música & Mercado é uma revista empenhada em promover e divulgar o mercado e negócios para a indústria de áudio profissional, iluminação e instrumentos musicais. Nós amamos o que fazemos.

View More Articles