Rumo à sustentabilidade

Rumo à sustentabilidade
julho 10 11:09 2009

Rumo à sustentabilidade
Pequenas medidas como redução de gastos com energia, com o desperdício de material ou com a utilização da água, abrem os olhos de toda a organização

Muitas pessoas quando ouvem falar em sustentabilidade fazem uma relação direta com o meio ambiente. Não que isso esteja errado, mas o termo sustentabilidade ou desenvolvimento sustentável é muito abrangente e não fica mais restrito às ações ligadas ao meio ambiente.

O desenvolvimento sustentável está fortemente conectado aos sistemas sociais. Assim, as empresas que desenvolvem programas nessa área focam tanto na ecologia quanto na sociedade.

A revolução industrial fez com que os aspectos econômicos ganhassem um poder imensurável. A economia virou o centro do mundo, deixando a natureza e a sociedade em segundo plano. Acreditava-se que o crescimento econômico resolveria todos os problemas da sociedade, incluindo a injustiça social. Com o passar dos anos, constatou-se que esse modelo industrial, além de não resolver a questão da pobreza, contribuía significativamente para a deterioração da natureza e da sociedade como um todo. Enfim, concluiu-se que, apesar dos enormes avanços tecnológicos alcançados, esse modelo era e continua sendo completamente insustentável.

O desequilíbrio ecológico e social tornou-se evidente. Problemas como aquecimento global, escassez de água e poluição, somados ao crescimento do estresse social, demonstrado por meio da desconfiança, ansiedade, medo, raiva e violência, chegaram a um nível insuportável.

Felizmente as pessoas e as organizações começaram a perceber a necessidade de tratar com urgência esses desequilíbrios. Hoje temos vários exemplos de empresas que mudaram totalmente o seu modelo de produção e descobriram que o desenvolvimento sustentável, além de cuidar da saúde do ambiente e dos indivíduos, mostrou-se também um ótimo negócio. Muitas transformaram radicalmente o seu core business (negócio e missão principal).

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Algumas pesquisas demonstraram que poucas pessoas sentem-se mais seguras e felizes com o aumento do Produto Interno Bruto (PIB). E mais ainda, que os seres humanos, após terem as suas necessidades básicas atendidas, não relacionam a sensação de bem-estar com o aumento do conforto material.

Nesse sentido, creio que precisamos mudar a nossa forma de pensar em relação ao nosso trabalho e à nossa qualidade de vida. Há uma forte tendência a nos declararmos impotentes frente a problemas tão complexos como estes que nos afligem atualmente.

No entanto, existem varias ações que podemos tomar no sentido de alinharmos as nossas empresas ao desenvolvimento sustentável. Muitas vezes, pequenas medidas como redução de gastos com energia, com o desperdício de material ou com a utilização da água abrem os olhos de toda a organização para essa mudança de mentalidade. As experiências vivenciadas por algumas empresas confirmaram que os funcionários sentem um grande prazer em participar de iniciativas como essas. Começam a perceber que podem fazer a diferença e saem daquele estado de conformismo para uma nova fase em que ganham uma motivação extra para o trabalho.  

Assim, diferentemente do passado, em que tanto o ambiente quanto a sociedade estavam submissos à economia (Figura 1), surge um novo tempo, no qual o sistema econômico encontra-se inserido em um grande sistema social, e o ambiente volta a ter a sua devida importância, englobando tanto a sociedade quanto a economia (Figura 2). Este sim é o verdadeiro mundo real, aquele que nos faz caminhar rumo à sustentabilidade.

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