Royal Music faz 18 anos

Royal Music faz 18 anos
fevereiro 28 17:36 2012

A importadora e distribuidora  detontora de grandes marcas, como Gibson, Ernie Ball, Paiste e outras, completa a maioridade. Leia como ela chegou até aqui, neste especial*

A Royal Music é conhecida do mercado pelas marcas premium com que trabalha. Sua principal força vem daí. Gibson, Monster Cable, Zoom, Epiphone, Music Man, Paiste, DiMarzio, Ernie Ball e outras. Mas a antiga configuração do setor está mudando, basta ver as empresas internacionais abrindo escritórios diretos — a própria Royal perdeu a Harman em 2010 por compra da Selenium pela empresa alemã; lojas de instrumento trazendo marcas; importadoras também fabricando.

Seguindo essa tendência, a Royal está entrando no mercado nacional com mais marcas próprias. Mas não só. Também vai reforçar seu mix internacional, praticando preços mais acessíveis — para se ter uma ideia, a Gibson já dispõe de um modelo, pensado para o mercado brasileiro, de R$ 3 mil.

O ano de 2011 foi emblemático para a empresa, não só por colocar os novos direcionamentos em prática, mas também porque a Royal inaugurou seu prédio novo; trouxe com exclusividade a marca australiana de baterias Ashton; lançou — com enorme sucesso, diga-se de passagem — a marca Seizi; ganhou o prêmio de melhor distribuidora do mundo da Epiphone em 2010; pretende lançar outra marca até o final do ano; e, além de tudo, começou a atuar no mercado internacional, operando diretamente de sua filial nos Estados Unidos, com a marca Zoom, que passou a distribuir para o Uruguai.

A M&M foi até a sede da empresa, em São Paulo, SP, conversar com o diretor René Moura, seu diretor, para descobrir mais detalhes sobre todas essas novidades. Confira!

A Royal Music sempre trabalhou com marcas premium, visando o público de maior poder aquisitivo. Agora a empresa pretende lançar por suas marcas próprias instrumentos com custo mais acessível, além de também trazer marcas com esse perfil. O que levou a Royal a adotar essas novas estratégias?

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Essas linhas novas foram pedidas por nossos representantes, que precisam de produtos mais acessíveis em seu mix, mas com um toque Royal. Ou seja, acessível premium.

Quais são as expectativas com relação à adoção desse novo alinhamento?

As pesquisas indicam que esses produtos novos terão sucesso, pois têm design, inovação e qualidade com preços bem atrativos ao consumidor final.

Quais serão as ações adotadas para o PDV em termos de marketing, política de preços e garantia?

Teremos os bonecos stand up, pôsteres, DVDs, catálogos e outras novidades.

Qual é a capilaridade atual da Royal e qual a expectativa de aumento com os novos produtos e marcas?

Hoje podemos dizer que cobrimos a quase totalidade do mercado brasileiro em número de lojas, e esperamos que a recepção do mercado seja muito boa, pois tudo foi feito com muito carinho.

Para atender à demanda estrutural provocada com as novas marcas e fabricação de produtos, o que mudou dentro da Royal?

Basicamente estamos trabalhando mais e construímos uma grande estrutura de qualidade para os produtos, checando 100% das peças antes de irem para o mercado.

Quais conceitos serão trabalhados com as marcas Seizi e Rockstar?

A Seizi é a nova marca do famoso luthier Seizi Tagima, que tem uma vida de experiência em design. Queríamos um instrumento que juntasse as qualidades mais pedidas pelos clientes dele ao longo desses 30 anos e o mestre Seizi conseguiu juntar tudo isso em um novo design. O conceito será o da milenar arte samurai com o grande mestre projetando essas novas guitarras. Andreas Kisser é o embaixador na marca no mundo. Já a Rockstar vem trazer ao mercado produtos para quem não se contenta com a mesmice dos OEM, sem imaginação. São produtos com custo atraente, mas com atitude! O violão Pitty será um bom exemplo.

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Qual será a estratégia com a marca Seizi?

A Seizi terá como público-alvo o guitarrista que procura um produto acessível com características únicas de instrumentos custom shop. As guitarras custam entre R$ 499 e R$ 899, aproximadamente, para o consumidor. Além disso, teremos edições custom shop com tiragens superlimitadas, para colecionadores, como é o caso do modelo Andreas Kisser.

De que forma vocês estão trabalhando para criar uma identidade para as guitarras Seizi que não as confunda com os produtos da Tagima?

Estamos trabalhando muito na identidade própria da marca e dos produtos. Quem olhar uma guitarra Seizi verá que tem identidade própria, sem semelhança com os produtos da Tagima. A Seizi é uma marca registrada no Inpi pelo Seizi Tagima, que nos cedeu o direito comercial de explorá-la. No site www.seiziguitars.com.br estamos mostrando em vídeos a história da nova marca. Nosso maior interesse é que isso fique bem claro para o consumidor.

A Rockstar foi lançada no mercado com afinadores, agora virá o violão da Pitty. O que mais o consumidor pode esperar da marca em termos de novos produtos?

O próximo lançamento da Rockstar será o afinador signature do Andreas Kisser, que, juntamente com o violão da Pitty, serão grandes sucessos. Virão mais novidades em breve.

Como vocês enxergam a posição das marcas importadas com as quais já trabalham frente a essa nova fase da Royal, atuando com OEM?

É muito comum em todo o mundo distribuidores terem marcas OEM. Em nosso caso, nada conflita, só complementam o mix.

A Royal tem concorrentes que já estão estabelecidos com marcas próprias ou estão reposicionando as mesmas no mercado. Como vocês enxergam a concorrência e qual é o diferencial da Royal para se destacar frente a ela?

Acho que o design, a qualidade e o marketing farão a diferença.

Desde o final do ano passado vocês estão trabalhando com representações. Em relação ao portfólio já existente da Royal, quais são os resultados dessa nova forma de trabalho?

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Com certeza estamos atingindo muito mais lojas e por isso essas novas marcas chegam em boa hora.

Atualmente, qual é a marca mais rentável da Royal?

Todas apresentam a mesma rentabilidade, mas em volume, Epiphone e Zoom.

Como foi o ano de 2010 para a Royal Music?

Em 2010 mudamos para a nossa nova sede, estreamos nosso novo showroom e começamos a trabalhar com os representantes. No mesmo ano, a Harman comprou a Selenium e logicamente foi um problema que enfrentamos, mas não prejudicou o faturamento, pois dobramos com as outras linhas.

Qual é a meta para 2011?

Aumentar em 30% as linhas atuais e implementar as novas marcas no mercado.

Qual será o enfoque da companhia no segundo semestre?

Dar sequência às nossas estratégias e inaugurar o nosso espaço de eventos.

Desde o surgimento da Royal, quais foram as mudanças mais significativas que você pôde observar no setor?

O amadurecimento do mercado de uma forma geral, mas ainda há muito a se fazer.

Diante das grandes empresas atuando diretamente no País, como você vê o papel e a representatividade das importadoras daqui a dez anos?

A importadora deverá ser uma ponte para a comercialização dos produtos, e não um obstáculo. Nós, com certeza, somos uma ponte e colaboramos com nossa expertise no desenvolvimento de novos produtos. Muitos conceitos criados por nós, como o Zoom Signature do Kiko Loureiro, foi uma ideia de tamanho sucesso que posteriormente também foi utilizada nos Estados Unidos e Europa, mas foi ideia nossa. Acredito que para o fabricante ter um parceiro que pensa 24 horas em seus produtos, que conhece o mercado interno, adiciona valor aos seus equipamentos — como é o nosso caso — e vende por um preço justo é muito interessante.

* Entrevista publicada na Edição 56 da Música & Mercado.

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