Psicologia Gerencial

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maio 10 08:00 2006

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Quando confiar é bom

Que tal se a ampliarmos essa base de relacionamento?

 

Ultimamente tenho lido a respeito de um tema da maior relevância para qualquer atividade que me proponho a fazer: a confiança. Se pararmos para pensar, veremos que ela está inserida em todo contexto em que atuamos: família, amigos, trabalho, estudo. Enfim, em todo relacionamento que vivenciamos ou que pretendemos.

Sabe-se que o Brasil, devido a seu histórico cultural, tem baixo nível de confiança. Por isso nosso desafio é ainda maior, porque precisamos criarmos ambientes em que o grau seja melhor, já que em nosso contexto político-cultural o nível é muito baixo. É devido a isso a desconfiança em políticos, colegas de trabalho, alguns amigos ou até mesmo membros da nossa família.

 

Mesmo assim, apesar dessa dificuldade, acredito que é possível criarmos relacionamentos verdadeiros. Para isso é preciso nos relacionarmos com os outros. Precisamos buscar novas e manter as já estabelecidas e, principalmente, restabelecer aquelas relações perdidas ou desgastadas.

 

A confiança é um ótimo solvente para o medo e o temor que cultivamos de inúmeros acontecimentos. Com ela, abrimos nossos braços para os outros, delegamos tarefas, nos colocamos em outras mãos. Se formos confiantes, acreditamos que nada de mal nos acontecerá. Por outro lado, isso implica sempre em uma aposta, já que nada me garante a segurança contra esse mal.

 

Discrição e consistência

O agir com discrição é um dos elementos importantes na construção de confiança. Quando certa informação requer sigilo de alguém, se for feito o contrário, a confiança será automaticamente violada, e esse alguém perderá seu crédito. Se a pessoa sente que não é seguro revelar outra informação, ela omitirá dados talvez úteis ou mesmo sua própria ignorância em algum assunto.

 

A consistência entre a palavra e a ação é outro importante determinador de confiança em uma parceria. E isso implica em dois desafios. O primeiro é uma das partes estar consciente do compromisso que assume. Isso porque, por menor que seja a diferença nas expectativas entre uma e outra parte, isso pode abalar a confiança na parceria. O segundo desafio é uma parte ser realista quanto ao seu comprometimento com a outra parte. Às vezes, na melhor das intenções, as pessoas se comprometem com algo além da sua capacidade. E isso pode resultar em um problema de credibilidade.

 

O grau de confiança tende a aumentar de acordo com o amadurecimento de nossas relações e interações com os diversos grupos sociais com que convivemos. Mas isso não é uma regra. Assim como podemos avançar na escala de nível de confiança, podemos também aumentar o nível de desconfiança.

Todos nós temos o livre arbítrio de escolher um caminho ou outro. Mas minha intenção é demonstrar que a confiança se tornou hoje um valor inquestionável nessa sociedade alicerçada em ética e compromisso. Portanto, para que entremos num ciclo virtuoso de confiança, motivação, compromisso, produtividade e sustentabilidade, tanto nas organizações de que participamos como em nossa vida pessoal e social, precisamos nos esforçar e praticar ações que gerem esta palavra de significado profundo e abrangente: confiança.

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