Planejar faz bem!

Planejar faz bem!
abril 21 15:49 2008

Das grandes empresas às lojas de pequeno porte, os dirigentes têm como objetivo essencial melhorar a performance operacional; promover, sempre que possível, uma reestruturação do modelo de gestão, e investir regularmente na capacitação do capital humano.

Mas a realidade tem demonstrado que o esforço empreendido no nível estratégico de decisão nem sempre se propaga no nível tático.
Se questionarmos os gerentes sobre o conteúdo que um planejamento estratégico deveria ter, teremos respostas bem diversas. Aqueles ligados à área financeira colocarão a necessidade de se criar indicadores financeiros para monitorar as operações. A área operacional centrará o foco em programas de melhoria da qualidade e produtividade, enquanto o marketing direcionará seus esforços para focar o mercado.
Na verdade, cada qual estará abordando, de forma isolada, os aspectos que mais influenciam suas áreas de atuação. Entretanto, nenhum deles alinhou suas necessidades com a visão estratégica da direção, caminhando de forma dissociada com objetivos individualizados.

Avaliar os cenários
A forma de fazer negócios está em constante mutação, mas nem sempre existe a percepção dessas mudanças. Cabe aos líderes conduzir o processo de planejamento nos estabelecimentos e nas organizações para desenvolver um senso de direção sobre os rumos que se pretende dar à loja ou fábrica, enfim.

A elaboração de um planejamento não segue uma fórmula universal única, nem um roteiro específico. Depende, basicamente, de se agregarem informações relevantes sobre o mercado, suas tendências, prováveis cenários, riscos envolvidos e oportunidades, aliado a um conhecimento intrínseco sobre quais competências a empresa precisará desenvolver para competir neste mercado.
Qualidade no atendimento ao cliente; diversidade de produtos e preços para atender a variados perfis de consumidores; inserção da tecnologia e recursos de mídia para divulgação e marketing são tendências fundamentais para se crescer no mercado de varejo. Mas, para isso, é necessário ousar e planejar.

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Há também as questões do cenário externo. Toda empresa lida de algum modo com a incerteza. Porém, normalmente, não é abordada de forma adequada na formulação da estratégia. É comum se planejar o futuro como uma projeção do passado acrescido de uma dose de previsibilidade. Via de regra, subestima-se a probabilidade de mudanças que possam alterar a vantagem competitiva de uma empresa.
Enquanto isso, o cenário interno oferece outras fontes de informação importantes relacionadas com as competências da organização, em particular pessoas, experiências e tecnologia. Qual será a resposta que a organização dará numa provável mudança de rumos? Nesse caso, o conhecimento sobre as competências essenciais e os gaps existentes entre o modelo atual de gestão e o modelo futuro dirão qual é a necessida de de intervenção a ser efetuada para desenvolver as habilidades requeridas para competir no mercado. 

Edison Cunha: é especialista em gestão empresarial e diretor de operações da Trevisan Consultoria

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