Overdose tecnológica

Overdose tecnológica
setembro 29 15:06 2008

Há algum tempo observo mudanças no comportamento das pessoas de acordo com a disponibilidade de tecnologia disponível em suas vidas. Vive-se um fenômeno que denominei ‘Ansiedade Tecnológica’: quanto maior o recurso tecnológico que as pessoas possuem, maior é o grau de ansiedade.

Contar com diversos meios de comunicação on-line (MSN, Skype, VoIP) e ainda outros, como celulares e rádios é, sem dúvida, uma enorme vantagem no mundo de negócios atual. Ganha-se tempo e se gasta menos. No entanto, a mesma tecnologia que traz diversos benefícios pode também causar grandes problemas, visto que a maioria das pessoas ainda não aprendeu a lidar com todos esses aparatos tecnológicos.
 Um dos problemas é a ansiedade gerada pela situação. A facilidade da comunicação induz a um comportamento imediatista. Faz com que as pessoas percam o controle do indagar e do responder. Dessa forma, na ânsia de querer uma solução rápida ou até mesmo on-line, elas se esquecem de priorizar os assuntos e, principalmente, de refletir melhor antes de um questionamento ou de uma resposta.

Quantas vezes nos pegamos tratando de uma questão sem nenhuma prioridade somente porque estamos com a outra pessoa on-line ou porque é fácil acessá-la pelo celular naquele momento? Esquece-se, assim, de uma reflexão fundamental: será que o outro está disponível para tratar daquela questão naquele momento? A resposta é simples: se muitas vezes nos sentimos incomodados e invadidos pelos outros, certamente estes sentem o mesmo em relação a nós.

É necessário um enorme cuidado com o tipo de comunicação, visto que sua má utilização gera uma grande perda de energia e tempo. As pessoas se desgastam e se desconcentram com as inúmeras interrupções a que são submetidas no dia-a-dia e, conseqüentemente, ficam com uma sensação de frustração por não conseguir atingir suas metas ou planos. Surge comumente aquela questão: Por que eu trabalho igual a um louco até 15 horas por dia e o trabalho não rende?
 Precisamos aprender a separar os assuntos urgentes dos importantes, dos não urgentes e ainda dos não importantes. Isto é, aprender a priorizar, já que muitas vezes o que deveria ser facilitado pela tecnologia de comunicação acaba dificultado. Essa overdose de informação faz com que percamos o foco. Como seres humanos que somos, necessitamos permanentemente de foco.
 Assim, vive-se numa época em que as tecnologias de informação e de comunicação, ao mesmo tempo em que proporcionam oportunidades e agilidade nunca antes experimentadas, podem produzir uma sensação de falta de direcionamento, concentração e foco.

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 Devemos eliminar as questões sem importância e tratar diferentemente as que são realmente urgentes das importantes. O imediatismo deveria ser aplicado apenas para os tópicos urgentes e que precisam ser solucionados o mais rápido possível, enquanto que os assuntos importantes seriam tratados dentro de um tempo adequado, mas com uma boa dose de reflexão e de foco. Só assim conseguiremos controlar a nossa ‘overdose tecnológica’

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