Orion quer ultrapassar fronteiras

Orion quer ultrapassar fronteiras
Março 23 12:59 2006

Orion quer ultrapassar fronteiras

A Orion Cymbals começa o segundo bimestre de 2006 sob uma nova organização interna. Foram contratados três profissionais para atuar em áreas estratégicas, marketing, comercial e desenvolvimento. A medida visa descentralizar a gestão do trabalho, para aumentar a produtividade e fazer a empresa crescer. A estimativa é conquistar um faturamento 30% maior no Brasil, em relação ao ano passado, e ampliar entre 5% e 10% a participação da empresa no mercado norte-americano.

Trata-se de um projeto ousado. "Atingimos um patamar alto no mercado brasileiro. Mesmo com a entrada agressiva dos importados nos últimos anos, nos mantemos entre os líderes do segmento de pratos. Também sabemos que os Estados Unidos são o mercado que mais projeta internacionalmente e nos planejamos de forma consistente e racional para crescer lá", explica o novo gerente de marketing da empresa, Marcos Tachikawa.

Neste meio tempo, a empresa irá colocar em prática algumas ações específicas. Uma delas é fortalecer o nome Orion nos EUA. "Acredito que o mercado se renova constantemente, e os consumidores são abertos às novidades. Por isso, vamos buscar endorsers internacionais para ampliar a representatividade da marca naquele país", conta Tachikawa. Outra possibilidade é aproveitar o próprio time de endorsers brasileiros da Orion e torná-los reconhecidos internacionalmente, por meio de uma divulgação intensiva.

Outra ação já vem sendo realizada, de forma mais gradual. Segundo o gerente de marketing, a participação em feiras como o The Namm Show, em Los Angeles (EUA), e a Musikmesse, em Frankfurt (Alemanha) também faz parte do projeto de crescimento internacional que a empresa quer atingir. No evento norte-americano, em janeiro passado, a Orion contou com um estande em parceria com a Anafim (Associação Nacional dos Fabricantes de Instrumentos Musicais) e a Odery Drums, fabricante nacional de baterias. "Por sermos empresas com produtos complementares, a experiência de expor em conjunto foi interessante. Mas vale lembrar que não é uma regra para nenhum dos lados", lembra Tachikawa. Ou seja, a idéia é que, futuramente, a Orion passe a trabalhar com estrutura própria nestes eventos fora do Brasil.

Leia também:  Harman do Brasil estará na feira Música SC, em Florianópolis

Unidades de negócios
As três áreas estratégicas que passaram por reformulações funcionam, desde janeiro, como unidades de negócios independentes, mas que se comunicam entre si. A mudança vem sendo aplicada de forma gradual. "Fortalecemos estes setores estabelecendo lideranças fortes. São os preparativos para o crescimento que perseguimos, mas que poderão ser visíveis em curto prazo. Os respectivos líderes de cada uma destas áreas possui objetivos e metas definidas e mensuráveis. O foco são os resultados na produtividade, obtidos por meio de equipes treinadas e motivadas", explica Daniel Nascimento. Com este novo formato, haverá, automaticamente, uma descentralização da gestão e uma divisão da carga de trabalho. "Cada equipe ficará voltada apenas para seu setor e o trabalho se torna mais dinâmico e objetivo, conforme seu grupo de clientes", comenta Nascimento.

De acordo com o gerente comercial, foram investidos 5% do orçamento nesse processo de reformulação, que inclui a participação ativa no treinamento de vendedores e merchandising nos pontos de venda. Tachikawa acrescenta que deverá haver um investimento no sistema de venda direta ao varejo, com os distribuidores e revendedores. "Nossa proposta é contar com show-rooms estratégicos nas lojas ou da própria Orion, de forma iindependente", adianta. 
Este planejamento vem sendo traçado desde 2004. "Procuramos proceder com agilidade e destreza em relação aos produtos e seu mercado, mas também em seu universo interno. Isso quer dizer que ainda há ajustes e remanejamentos a serem feitos, mas sem pressão de tempo, até porque as mudanças atuais podem não ser definitivas", sugere Nascimento.

Outros projetos da Orion incluem a ampliação do catálogo de produtos. "Estamos desenvolvendo pratos com novas sonoridades para buscar um som cada vez mais diferenciado", diz o gerente comercial. Essa fase de pesquisas coincide com a divulgação mais incisiva de algumas linhas para atingir um público mais direcionado: a Unique, por exemplo, lançada na Expomusic do ano passado, será trabalhada como uma linha de pratos para bateristas que buscam uma sonoridade mais sofisticada.

Leia também:  Prolight Sound Xangai oferece ajuda de custo para Brasileiros

Raio X
Funcionários: 40
Produção: mais de 15 mil pratos/mês
Exportação: 30% da produção
Quantidade de países: mais de 50 países
Maiores compradores: Argentina, Tailândia, Indonésia, Rússia e EUA
Linhas mais vendidas no exterior: Viziuss, Revolution Pro, Solo Pro Master e Solo Pro
Objetivo de 2006: investir na linha Strondo, destinada ao mercado de rock dos EUA

Comentários
view more articles

About Article Author

MM
MM

Música & Mercado é uma revista empenhada em promover e divulgar o mercado e negócios para a indústria de áudio profissional, iluminação e instrumentos musicais. Nós amamos o que fazemos.

View More Articles