O que você fará no natal?

O que você fará no natal?
novembro 20 08:00 2005

O que você fará no Natal? Enquanto alguns setores fazem acontecer, outros esperam o Papai Noel sentados no sofá O fim de ano vem chegando e o espírito natalino já começa a ficar evidente nas ruas ou mesmo nos estabelecimentos comerciais como os shoppings. Árvores de Natal gigantescas, muito iluminadas e com toda pompa que a data merece tornaram-se decorações clássicas neste período do ano. E neste cenário que mexe com as emoções das pessoas não se pode esquecer do gigantesco mundo dos negócios que está por trás disso tudo. O comércio de maneira geral fica na expectativa se terá ou não um Feliz Natal de grandes negócios ou se ficará a promessa de Próspero Ano Novo.


Mas para o segmento da música, tradicionalmente não se tem muitas expectativas quanto ao final do ano. Mas por quê? Será que foi o consumidor ou o mercado quem concluiu que instrumentos e equipamentos musicais não estão no cardápio dos presentes ou no interesse dos clientes de fim de ano? Eu fico com a opinião que foi o mercado quem decidiu, porque para milhares de consumidores um instrumento musical é o seu grande sonho de consumo, mas na hora que ele está com o bolso recheado pelo 13º salário, as lojas e o mercado não se colocam como alternativa. Não há faixas, ofertas especiais, anúncios e ações pertinentes. Portanto, fica a pergunta: As vendas neste ano serão boas ou ruins?


A economia vai bem, as taxas de juros baixando, há mais ofertas de crédito, enfim, uma série de componentes que promove o aumento do consumo, assim, poderíamos supor que toda a cadeia de negócios da música teria um bom final de ano se fosse feito um esforço no sentido de seduzir os consumidores. Uma prova, que serve como parâmetro, foi a espetacular recuperação da Expomusic, realizada em São Paulo, entre o final de setembro e o início de outubro, que bateu recorde de público ao registrar a passagem de 52 mil pessoas nos dias do evento.

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O que promoveu essa reação senão um esforço dirigido? Visitando alguns estandes e tendo algumas conversas informais com companheiros de diversas áreas, a sensação que tive é que a feira correspondeu bem aos anseios dos expositores. O largo sorriso estampado de comerciantes e empresários da música, apesar do cansaço imposto por dias desgastantes, também demonstra que os negócios foram bastante positivos. A possibilidade de que bons ventos continuem a soprar forte faz aumentar a esperança de que, se o mercado propor condições interessantes, facilidades de pagamentos e for mais agressivo, este final de ano trará bons frutos aos negócios ligados à música.


É sempre bom lembrar que há muitos setores do comércio atrás do dinheiro do consumidor e, portanto, vai sobrar pouco para o negócio da música, caso demonstre passividade e não se mexa. O pensamento medíocre de que Natal não é época de promoção porque “não é um bom período” é ultrapassado e totalmente fora do contexto atual do varejo. Outros segmentos já traçaram a estratégia de Natal e não estão esperando o Papai Noel sentado no sofá.


E você, o que vai fazer para incrementar as vendas? Que estratégia de vendas vai usar para que, aquele cliente que comprou algo durante o ano ou mesmo se interessou, mas deixou apenas o cadastro como lembrança, volte perto do Natal e realize uma boa compra? Não importa a estratégia ou instrumento de marketing escolhido, já que cada negócio tem uma característica e uma ferramenta mais ou menos adequada. O que importa é fazer algo. E rápido, porque o trenó do Papai Noel vem voando e com tecnologia de ponta. Célio Ramos é publicitário e diretor de Marketing e Planejamento do EM&T- Escola de Música & Tecnologia. – E-mail: [email protected]

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