O desafio do primeiro ano

O desafio do primeiro ano
dezembro 17 17:47 2008

O desafio do primeiro ano
Valdemir Vasconcelos e Luccas Trevisani, da Calango Music, de Santos (SP), contam como superaram o difícil período dos 12 primeiros meses no mercado

    “A loja iniciou suas atividades em fevereiro de 2007, mas o planejamento do negócio começou em agosto do ano anterior. Houve uma preocupação clara da nossa parte em relação ao planejamento de custos iniciais e análise do ponto de equilíbrio para um período de 12 meses, necessário para a viabilidade do negócio.
    Fizemos uma série de levantamentos, e constatamos que o mercado da região estava carente de uma loja que oferecesse um atendimento diferenciado e tivesse preços competitivos. Foi o que nos impulsionou a montar o negócio.
    Atuamos no meio musical há muitos anos, seja na área do marketing, seja no ramo de vendas. Poderíamos oferecer esse diferencial aos clientes e sabíamos que o mercado na época estava estagnado e somente as grandes lojas estavam investindo em ampliações e expansões.

    Por outro lado, não se podia ter certeza de nada, a não ser seguir um planejamento e contar com o resultado de muito trabalho. A Calango começou quebrando um paradigma por ser inaugurada em uma sala comercial de 30 m2, incluindo estoque, no oitavo andar de um prédio, praticamente sem nenhuma comunicação externa.
    De certa forma foi um início humilde. O primeiro ano de qualquer empresa tem sempre suas dificuldades e peculiaridades, e para nós não foi diferente. No início, o mais difícil foram as negociações com alguns fornecedores, mas conseguimos firmar importantes parcerias.

    Devido ao planejamento minucioso que fizemos antes de abrir a loja, não passamos por dificuldades financeiras, pois as projeções que fizemos foram muito ‘pé-no-chão’. Comprávamos sempre à vista ou em prazos muito curtos. Para estar no mercado, vendíamos em parcelas e tivemos de nos programar para ter um fluxo garantido para o primeiro ano.
    A loja começou, então, a tornar-se referência no litoral pelo atendimento personalizado e pelos bons preços. Dez meses depois, mudamos da avenida Ana Costa para um andar no ponto mais nobre de Santos — a Praça Independência — e agora com uma excelente visualização da fachada da loja. Estamos próximos dos principais shoppings, com um fluxo muito maior de pessoas na região. Tanto é que já notamos um aumento de volume de clientes e de vendas. A loja ficou mais confortável e espaçosa, com ar condicionado, estacionamentos conveniados e toda comodidade que o cliente merece.

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    Curiosamente, com a chegada da Calango ao mercado do litoral, sentimos uma preocupação maior da concorrência em tentar seguir alguns de nossos passos. Hoje, o fato de uma loja ser grande não significa que ela seja mais ágil em promoções e estratégias de mercado. Muitas vezes essas grandes lojas têm estruturas organizacionais engessadas.
    Nossas metas agora são quadruplicar o faturamento até dezembro e fortalecer parcerias com alguns fornecedores que ainda não perceberam que a região está carente de algumas marcas que não têm uma revenda à altura dos seus produtos.”

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