Nova linha SG traz resultados

Nova linha SG traz resultados
setembro 29 17:03 2008

Em nova fase desde o início deste ano, a linha de encordoamentos SG Strings tem trazido bons resultados para a Izzo, que lançou a marca no mercado em 2004 com o objetivo de atingir o segmento profissional. Com maior variedade de modelos e matérias-primas, além de uma forte campanha de marketing, a alta nas vendas em relação à linha anterior tem sido de 40%, segundo o gerente de desenvolvimento de produtos da marca, Leonardi Gorgatti Schaeppi. O resultado surpreendeu a empresa, que esperava alta de 20% a 25%.

Dos 26 modelos anteriores, agora a SG oferece 48 diferentes tipos de cordas que atendem desde guitarras, baixos e violões a violas, bandolins e cavaquinhos. Entre as novas matérias-primas estão os tipos de bronze 85/15 e Fosforoso. O gerente revela que a entrada no segmento profissional foi uma maneira de acompanhar o mercado de música no Brasil, que tem se tornado cada vez mais exigente. “Por isso, estamos atentos à qualidade e ao desenvolvimento de novos produtos”, diz. A marca veio preencher a oferta de encordoamentos da Izzo, que já atua no segmento popular com os encordoamentos São Gonçalo há 30 anos.

O próximo passo é deixar a linha cada vez mais completa, atendendo à demanda de lojas e consumidores. “Acreditamos que o mercado está cada vez mais profissional e enxuto. Percebemos que os lojistas têm diminuído o mix de marcas e optam por trabalhar com aquelas de qualidade superior, pró-atividade e que ofereçam maior lucro”, comentou Schaeppi em entrevista à Música & Mercado.

>> Como surgiu a idéia da criação da SG há quatro anos?
Em 2000, o mercado ganhou força e cresceu em vários aspectos. A linha de produtos importados aumentou e marcas surgiram. Internamente a situação não foi diferente. Fábricas nacionais começaram a investir pesado em estrutura e desenvolvimento. Em 2003, esse reflexo foi extremamente visível. A Izzo enxergou que era o momento de investir pesado e ter um encordoamento destinado aos produtos profissionais e conquistar seu espaço entre as maiores marcas do Brasil e do mundo.

>> Qual é percepção da marca sobre o mercado de cordas profissionais no Brasil? Como trabalhar o produto?
Existem muitas marcas de cordas nacionais e importadas no mercado. Há também todo tipo de músico consumidor. Acredito que muito além da qualidade do produto e do preço ideal, que são aspectos essenciais para a sobrevivência da marca, está a maneira como o produto é direcionado no mercado. Exemplos são ações de marketing que atinjam o público-alvo, ações para o setor, publicidade, workshops, participação em eventos e a fundamental presença no mercado.

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>> Por que a empresa pensou em reformular a linha?
Atuo no mercado de música há mais de 12 anos. Durante sete fui responsável pelo desenvolvimento de produtos numa grande empresa do segmento. Estou na Izzo há um ano e quatro meses. A melhoria e o crescimento das cordas SG já eram intenções da Izzo, por isso o investimento pesado e minha contratação. Quando conheci a fábrica e conferi a estrutura, vi que poderíamos desenvolver um produto com excelência em qualidade, acompanhando os mais altos padrões internacionais. Além disso, a linha anterior não oferecia muitas opções, nem atingia o padrão de qualidade exigido por diversos estilos de músicos. Tanto ‘hobbistas’ quanto estudantes hoje são consumidores extremamente informados e querem qualidade, imagine os músicos profissionais. Há acesso fácil à informação por meio da internet, das revistas especializadas e de outros veículos.

>> Dos 26 modelos anteriores, agora são 48. No que a marca pensou para criá-los?
Aproveitamos nosso know-how no desenvolvimento e fabricação de cordas. Procuramos ouvir os músicos, para assim identificar as deficiências e espaços no mercado que podemos atender. Fizemos parcerias com músicos de renome nacional e internacional, de diferentes categorias e estilos musicais. Também procuramos oferecer o melhor custo-benefício. Resumindo, desenvolvemos uma linha de encordoamentos extremamente profissional e com preço acessível.
Nossos produtos, dependendo do modelo, oferecem brindes extras, como cordas e palhetas. Todos os encordoamentos de guitarra vêm com uma corda Mi extra e uma palheta. Os encordoamentos de viola oferecem uma terceira corda a mais. Os de violão aço, em alguns modelos, vêm com uma corda Mi e uma palheta. Outros trazem somente a palheta. O de bandolim oferece uma palheta. O encordoamento de cavaquinho vem com uma palheta e com a terceira corda extra.

>>Há cordas SG para todo tipo de instrumento e estilo musical?
A SG oferece encordoamentos para guitarra, baixo, violão aço, violão náilon, sétima corda para violão de sete cordas, baixolão, viola caipira, bandolim e cavaquinho. Toda a linha possui variedade em matérias-primas e ampla opção de medidas.

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>> Como o músico pode escolher o melhor modelo para o seu instrumento?
A escolha do encordoamento depende do próprio músico, que deve entender se sua ‘pegada’ é leve, mediana ou pesada. Ele também deve saber que estilo de som gosta de tocar, além de entender se o instrumento usado responde melhor a certo tipo de cordas com medida e material específicos. Esses aspectos devem ser colocados na balança para se escolher o melhor encordoamento. Aconselho aos músicos experimentarem todos os tipos de instrumentos e encordoamentos possíveis, pois só assim realmente saberão qual modelo de corda melhor os atende.

>> A empresa faz treinamentos e divulgação nas lojas?
Temos viajado por todo Brasil para apresentar a nova linha SG aos lojistas e mostrar nossa qualidade de perto. Apresentamos toda a linha. Falamos do diferencial das matérias-primas, das medidas, das embalagens e das cordas e palhetas extras. Divulgamos também nossa campanha de conscientização ambiental — Proteja o planeta Terra SG Strings —, que conscientiza os músicos a descartarem as cordas por meio da coleta seletiva.

>> Por que essas ações são importantes?
Os vendedores são, em grande maioria, músicos e formadores de opinião. Isso significa munir o PDV de confiança no produto, criar argumentos verdadeiros para vendas e fornecer cordas para eles testarem e conferirem a qualidade.

>> Quais são as novas matérias-primas utilizadas?
A nova linha SG conta com materiais que não eram utilizados na linha anterior, como o bronze 85/15 e o bronze Fosforoso, utilizados para os encordoamentos de violão aço. Eles possuem ligas especiais de cobre com características visuais, de tensões e de sonoridades distintas, que proporcionam melhor sonoridade para os violões de aço.

>> De onde vêm esses produtos?
Esses materiais, bem como todos os utilizados na confecção das cordas SG, como o níquel, o cobre, o bronze 65/35, o náilon e outros, são fornecidos por fabricantes nacionais e internacionais.

>> Com a inflação das commodities, a empresa sentiu alta nos preços da matéria-prima? Isso foi repassado?
Sentimos uma pequena interferência nos preços das matérias-primas, o que não comprometeu por completo o custo dos produtos. Não repassamos o aumento porque nos consideramos ainda em período de lançamento. Tivemos o devido cuidado com o preço do produto e respeito ao consumidor.

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>> O lançamento da nova linha, somado a campanhas de marketing, aumentou as vendas?
Acreditamos que um produto não alcança crescimento sem um apoio de marketing. O lançamento da nova SG Strings teve o suporte de várias ações, como parcerias com músicos renomados (Andreas Kisser, do Sepultura, Mozart Mello e Ricardo Gaspa, do Ira), anúncios em revistas especializadas e participações em feiras e eventos. Outras delas são workshops, parcerias com escolas e festivais, além de novo site. Essas ações estão cada vez mais edificando a SG. Até agora tivemos uma evolução de 40% em relação à média de vendas das cordas anteriores. Essa evolução continua mês a mês.

>> Qual é a expectativa da marca para 2008?
Felizmente superamos nossas expectativas. Havíamos previsto um crescimento de 20% a 25%. Os resultados foram bem superiores. Acreditamos que o mercado está cada vez mais profissional e enxuto. Percebemos que os lojistas têm diminuído o mix de marcas e optam por trabalhar com aquelas de qualidade superior, pró-atividade e que ofereçam maior lucro. Além disso, o próprio músico também tem dado preferência à qualidade em relação ao preço. Acreditamos que a tendência para 2009 é de crescimento.

>> Quais as dificuldades da empresa para atuar no mercado?
Acho que todos os fabricantes do Brasil enfrentam dificuldades, mas acredito que as altas taxas de impostos e encargos e a presença significativa dos produtos chineses atrapalham bastante. Ao mesmo tempo, penso que sempre há espaço no mercado para bons produtos e para um bom trabalho.

>> De que forma a concorrência chinesa influencia?
As cordas SG são extremamente profissionais e os chineses não nos atrapalham diretamente. O baixo custo deles não lhes permite oferecer um produto profissional.

>> Como é trabalhar com o público profissional, que é mais exigente com os produtos?
Este é o foco principal quando o assunto é qualidade. Para se conseguir esse resultado é imprescindível confiar no know-how dos profissionais. Ouvi-los e aplicar as sugestões nos produtos, além de fazer parcerias. Uma vez alcançado o resultado pretendido, você conquista a confiança dos músicos e do mercado. Produzir um produto de qualidade significa garantir o público profissional de amanhã, que são os músicos estudantes de hoje.

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