Musikmesse – Prolight + Sound 2009

Musikmesse – Prolight + Sound 2009
Maio 13 10:46 2009

Musikmesse – Prolight + Sound 2009
Maior feira da Europa mantém bons resultados, mas sente efeitos da crise

Mais uma vez, a Musikmesse – Prolight + Sound conquistou números expressivos. A edição 2009 da maior feira musical do velho continente, realizada na cidade de Frankfurt, Alemanha, entre os dias 1 e 4 de abril, agregou 1.560 expositores na Musikmesse e mais 850 na Prolight + Sound.  Desta vez, porém, os atrativos foram um espetáculo à parte.

Entre concertos, fóruns e eventos, o número chegou a 1.500, fato que deixou Detlef Braun, membro da Diretoria de Gerência da Messe Frankfurt, orgulhoso: “a edição deste ano da Musikmesse e Prolight + Sound não poderia ter sido melhor, como comprovam o grande número de expositores, o alto nível de satisfação com os resultados de negócios na feira entre expositores e visitantes e um impressionante respaldo dos mesmos”.

Crise financeira
Entretanto, a feira (assim como a Nann e outras de renome) sentiu os efeitos da crise econômica mundial. Para José Roberto Rozini, presidente da Rozini Instrumentos Musicais, “praticamente todos os expositores sentiram que o comércio mundial está comportado, não procurando muitas novidades e basicamente comprando os produtos rotineiros onde já existe a certeza de comercialização”. Mesmo assim, considera que o saldo foi positivo: “Houve um interesse e certa curiosidade pelos instrumentos brasileiros fabricados pela Rozini. Foi bom para novos contatos em diversos países”, garante.

Opinião semelhante tem Lúcio Grossman, diretor da Pride Music: “Os negócios foram bons para a Pride na Musikmesse. Acreditamos que a feira é sempre um lugar para plantar para o futuro. O mercado ainda sente o impacto da crise financeira, mas já consegue enxergar uma solução no horizonte”, diz.


Stand da Hohner

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Novidades
Mesmo com o sentimento de receio, a Musikmesse 2009 foi a feira dos lançamentos. Diversas marcas apresentaram seus novos produtos, como as fabricantes Ibanez (com o modelo de violão AEG20E-TRS), Zoom (com o gravador portátil H4n), Roland (com a bateria eletrônica TD-4K), Boss (com a pedaleira ME-70), Sabian (com o prato AAX Raw Bell Dry Ride), entre inúmeros outros.

Os representantes brasileiros não ficaram atrás, como revela Joca Wurth, diretor da Importasom Professional Sound Equipment: “Avaliamos os representantes nacionais com uma positiva visão, pois o Brasil contou com bons expositores, empresas e produtos”. Rozini completa: “Todos os nossos fornecedores mostraram seus últimos lançamentos”.

Pós-feira
Um fato que hoje não pode passar despercebido é a importância do pós-feira.  Boa parte dos negócios realizados é consolidada nesse período, muitas vezes ignorado por alguns dos participantes, como explica Gorssman: “O pós-feira sempre foi muito importante. Muitas vezes o grande passo é dado com a ida para a feira, com seus custos e esforços desprendidos, e o pós é deixado pra lá. Sempre acreditamos que, se não podemos colher um bom negócio na feira, devemos plantar a semente. E ficar regando depois, para que um dia vire frutos.

Muitos, inclusive, enxergam essa como a parte mais importante: “A principal parte é o pós-feira. A feira em si serve apenas para divulgar os produtos e a marca, além de conhecer futuros contatos comerciais. O pós-feira é onde fazemos todo o trabalho com o cliente”, explica Rozini.

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