Monkey Banana à procura de distribuidor

Monkey Banana à procura de distribuidor
janeiro 19 09:09 2018

Com apenas sete anos no mercado, os monitores de estúdio da Monkey Banana têm entrado forte no mercado internacional. Embora seja uma empresa jovem, quer levar sua potência da floresta para o estúdio

O músico e CEO da Monkey Banana Markus Augenstein fundou a companhia depois de perceber que não podia custear os monitores que queria, em termos de qualidade de som, para o estúdio doméstico que tinha criado, onde produzia trilhas para vários selos discográficos.

Com um pouco de ajuda dos seus amigos (como a música dos Beatles), pôde desenvolver seu primeiro monitor, o Turbo 5, que fornecia o que Markus buscava, um som de qualidade a um preço acessível. Primeiro, seus amigos gostaram; depois, outros usuários. E foi assim que o negócio surgiu.

O desenvolvimento que a companhia — que tem uma imagem visual bem particular relacionada com seu nome — tem tido desde sua criação escalou o primeiro ano vendendo seus alto-falantes unicamente na Alemanha; no segundo ano, passou a distribuir para cinco países sob o nome Monkey Banana. Atualmente seus produtos estão disponíveis em 64 países ao redor do mundo.

Fabricando monos

Sobre a fabricação dos seus produtos, Banana D.I. e Silverback, eles são feitos na Alemanha, mas existe uma linha de produção também na China e uma central de fabricação no leste da Europa. Hoje, há dez linhas de produtos diferentes sendo fabricadas.

“Nossas linhas de produção estão equipadas com todas as ferramentas necessárias para construir alto-falantes. Junto a isso, temos maquinário em uso para fazer os componentes, máquinas de união para os drivers, de vácuo, vulcanização, formação térmica e mais”, contou Markus.

As divisões são operadas por pessoas com muitos anos de experiência em seus respectivos campos. Isso envolve engenharia mecânica, eletrônica, acústica e de sistemas. Atualmente são 16 pessoas, mais engenheiros contratados para trabalhos específicos.

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O processo principal é feito à mão, embora alguns passos, como a solda SMD ou a laminação da superfície na caixa de madeira, se realizem com máquinas.

O lado acústico do desenvolvimento do monitor é a parte mais desafiadora. Por isso, trabalham com cuidado em seu laboratório, medem os resultados da resposta e outros parâmetros na sua câmara anecoica e, dependendo das informações dos testes que desejam obter, têm de escolher o método correto. Isso pode acontecer em testes de frequência de diferentes sinais de prova, por exemplo, se quiserem identificar uma circunstância específica. Além disso, as medidas de diretividade e muitos outros parâmetros são avaliados e, se for preciso, otimizados. Por último, mas não menos importante, seus ouvidos são a ferramenta final para obter o som da maneira que eles acham ótimo.

Aceitação em outras terras

Por ter iniciado na Alemanha, sua aceitação no País, bem como em outros países vizinhos, é bastante boa. Contudo, sua presença no estrangeiro é significativa. O crescimento no mercado latino-americano está mostrando que as pessoas gostam dos seus produtos. “Podemos reportar um crescimento ao redor de 38% em 2017 nessa região, sinal para nós de que vamos por bom caminho”, explicou o CEO.

Na América do Sul há um representante de vendas a cargo desse mercado. Por estar no mesmo fuso horário, é mais fácil para seus clientes contatá-lo. Além disso, sua língua natal é o español, e ele visita os clientes para apresentar novos produtos e falar de negócios.

“Acabamos de começar um programa de treinamento que inclui workshops sobre nossos produtos, assistência ao usuário, identificação da demanda do cliente, bem como antecedentes técnicos e conhecimentos para acompanhar o usuário após a sua compra”, detalhou.

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Há um ano e meio a empresa entrou no mercado brasileiro e, como durante esse tempo a aceitação foi bem maior do que esperavam, instalaram a marca em seis países na América Latina, trabalhando com Ecko Music no Equador, Philharmoon Records no México, Marin Import no Peru, Grupo Naferd na Bolívia, Urdile S. A. no Chile e Instrumentos Musicales S. A. na Argentina. No entanto, continuam buscando distribuidores no outros países, entre eles, o Brasil.

Planos para 2018

“Manter nosso espírito, criar ideias e fabricar produtos úteis com os quais as pessoas possam curtir e fazer seus trabalhos profissionais” foi a primeira resposta que Markus deu sobre projetos futuros, demonstrando uma boa atitude para iniciar o ano.

Sobre seus planos para a América Latina, ele gostaria de ampliar sua rede, tendo distribuidores em cada país da região, para que músicos de todo o continente possam ter acesso aos seus produtos.

No início de março, a Monkey Banana apresentará sua nova caixa Lemur5, um novo monitor controlado por DSP com amplificação Classe A, tweeter de alumínio, woofer de Kevlar e “uma característica superúnica” que anunciarão no momento do lançamento.

O Lemur5 se unirá aos mais recentes membros da família, os Mangabey e Hapa. O Mangabey é um microfone de estúdio condensador de válvula e o Hapa é alimentado por USB e feito para aplicações de gravação e podcasting móveis.

Mais informações: monkey-banana.de

https://www.facebook.com/MonkeyBananaDE

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