Krest de cara nova

Krest de cara nova
julho 10 11:06 2009

Krest de cara nova
Após o falecimento de seu diretor, Tamas Ivan Fodor, a empresa passa por uma reestruturação

A Krest, fabricante de pratos para baterias e bandas marciais, é uma marca que tem um relacionamento de proximidade com músicos e clientes, tanto no sentido de apoios artísticos, quanto em ações comerciais. Isso trouxe resultados positivos para a empresa. Mas, com o falecimento de seu diretor, Tamas Ivan Fodor, a corporação teve de se reestruturar e traçar novos planos de mercado. Por enquanto, a informação quanto ao seu novo diretor ainda é sigilosa, mas a Krest já tem um novo foco de trabalho. Confira a entrevista com o responsável pelo marketing da fábrica, Álvaro Rodríguez Hevia.

Qual é a sua opinião sobre o segmento de bateristas e percussionistas?
Há um grande crescimento desse segmento de músicos. É notório o ingresso de jovens no universo da percussão. A bateria exerce uma “atração” sem igual, que realmente estimula muita gente a querer aprender a tocar um instrumento.
A ação governamental em relação ao estudo da música nas escolas e o fenômeno da expressiva integração da música nas entidades religiosas e ONGs são fatores altamente favoráveis para o crescimento da cultura musical e incentivo à formação de novos músicos.

Esse desenvolvimento cultural exige, em contrapartida, um desenvolvimento técnico das empresas e seus produtos musicais, pois esse novo mercado, formado por jovens com mais conhecimento musical, será mais crítico e exigente. 


Fernando Bassani – Gerente Comercial

No ano passado, infelizmente, a empresa perdeu seu diretor, Tamas Ivan Fodor. Como ficaram os negócios após esse acontecimento? O que mudou na empresa?
Realmente foi um grande trauma para a empresa a perda do pioneiro e proprietário da Krest Cymbals. O sr. Tamas sempre cuidou da Krest com muito carinho e dedicação. A empresa era o sonho dele, sempre buscando o melhor para os seus produtos em todos os sentidos. Isso ficou evidente no mercado musical, por isso ele era uma pessoa tão querida e respeitada por todos.

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Basicamente, o que de mais importante se pode observar é a filosofia que o sr. Tamas transmitiu em relação ao desenvolvimento de produtos e que vem sendo realizada pelo sr. Samuel Sala, um dos mais experientes criadores e desenvolvedores de pratos do mercado. Como testemunho dessa filosofia está o mercado, que comprova o sucesso dos dois mais recentes produtos da Krest, a linha Fusion (voltada para o segmento de bateristas que precisam de volume — pelo estilo ou por tocar em grandes palcos) e o prato da linha KSignature Fernando Schaefer, que preenche as necessidades de quem procura uma condução totalmente definida e com volume.
 
Mudou o marketing da Krest? Quais são suas principais ações?
Na nova forma de trabalho da Krest há uma grande integração entre marketing e comercial. A minha contratação para o marketing preencheu de forma muito harmônica a necessidade da Krest. Cheguei em um momento crucial, em que estavam sendo finalizadas as bases de um plano de ação muito abrangente e motivador, concebido pelo departamento comercial e pela diretoria da empresa. Materializar e dar uma cara a essas ações é o meu grande desafio.

Um trabalho intenso de relacionamento e capacitação complementar do quadro de representantes tem sido o primeiro passo para atingir melhores resultados comerciais. Há todo um plano integrado de ações entre colaboradores diretos e indiretos da empresa.

No âmbito da comunicação, uma nova linha de identidade visual está sendo adotada como parte de um plano para consolidar ainda mais a imagem da marca Krest Cymbals. A imagem da marca e o conceito sonoro, ainda com mais identidade e relacionamento com o cliente, são a essência de todas as ações de comunicação a serem adotadas para conquistar e fidelizar nossos consumidores.

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Quais são as dificuldades da empresa em 2009?
Se há uma crise, a Krest a viveu em 2008, com a perda de seu diretor, Tamas I. Fodor.

Em 2009, há um problema mundial que, de certa forma, atinge o Brasil. A retração do mercado e as mudanças decorrentes da implantação da substituição tributária sem dúvida são fatos que marcarão 2009. Mas estamos otimistas frente a esse panorama. 

Qualquer mudança cultural nos procedimentos de uma empresa gera imprevistos, resistências e outras adversidades. Este é nosso maior desafio em 2009. A Krest mudou, e muito, em toda a sua forma de trabalho conceitual e comercial, mas nada que desanime sua equipe. Pelo contrário, estão todos motivados e acreditando no sucesso.

A Krest também atua no mercado internacional. Como estão os negócios fora do Brasil com da crise financeira mundial?
A Krest exporta para todos os continentes, mas não poderia ser diferente no que diz respeito à queda no volume de vendas que enfrenta o mercado mundial. Nossas vendas diminuíram algo como 60%.
Antes e independentemente da crise, já tomamos algumas medidas, visando otimizar processos de fabricação e para ter realmente um custo mais competitivo, assim como a capacidade de atender a uma possível demanda sem prejudicar o mercado interno.  

Comente sobre as expectativas de vendas para 2009.
Apesar das condições do mercado e de todos os acontecimentos do último ano, que em particular atingiram a Krest, as expectativas são muito positivas.
A Krest Cymbals inovou seu atual conceito de trabalho. Contratou uma representação comercial (a Bassani Representações SS Ltda.), dirigida pelo sr. Fernando Bassani, pessoa conhecida no mercado pela experiência e reconhecida carreira de sucesso em vendas.

Podemos dizer que os números atingidos pela Krest, mesmo com a retração do mercado, estão melhores se comparados com o mesmo período do ano anterior, o que se entende como sucesso.
A nova estratégia de marketing, associada ao novo quadro comercial, nos faz acreditar em um 2009 melhor do que 2008, pois as condições que a Krest enfrentou no ano passado foram realmente muito difíceis. Agora, porém, estão superadas e os resultados são animadores.
 
Como é a concorrência para a Krest? Qual é a melhor maneira de lidar com ela?
Temos como filosofia respeitar e tratar esse assunto com ética comercial, algo natural, sem nada de especial. Procuramos traçar nosso caminho, observar o que há de bom e de mal e tirarmos partido das oportunidades apresentadas pelo panorama.

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Para finalizar, o processo de benchmarking (N. do R.: ações que conduzem à maximização da performance empresarial) está de fato incorporado à rotina de trabalho da nova gerência comercial e do marketing da Krest. Há muito que observar e aprender com os outros produtores de instrumentos musicais — não necessariamente fabricantes de pratos, mas de outros instrumentos na área musical —,, principalmente no que se refere ao relacionamento com o cliente e pós-venda.

Que produto da empresa é o sucesso de vendas? Por quê?
A linha Fusion e a KSignature — assinada por Fernando Schaefer — são as de maior sucesso de venda da Krest. São projetos que desde 2007 vêm sendo desenvolvidos pelo sr. Samuel Sala. Ele afirma que essa era a filosofia de trabalho do senhor Tamas, que costumava dizer em reuniões da equipe: “Quem produz instrumentos musicais precisa ter um bom ouvido e primeiro ouvir o mercado”.

Outro produto de sucesso lançado em 2008 é o prato ride KS22DR, com a maior cúpula fabricada no Brasil e um timbre totalmente definido — além de um visual único —, assinado pelo baterista Fernando Schaefer.

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