Hammond volta com tudo

Hammond volta com tudo
junho 11 10:28 2008

Representante exclusiva dos órgãos das marcas Hammond e Viscount no Brasil, a Hosmil atua no mercado de comércio exterior desde 1992. Atualmente sob comando dos irmãos Wagner e Valquiria Carneiro, a empresa foi fundada pela mãe Maria do Carmo Almeida Carneiro, em 1982. Hoje, a importadora comercializa de dez a 14 instrumentos ao mês no País. Com crescimento de 30% no ano passado em relação a 2006, impulsionado principalmente pelo trabalho de divulgação do instrumento junto ao público profissional, a expectativa para 2008 é obter resultados melhores ainda. Entre os motivos estão o início dos negócios com piano acústico, a partir de julho, e a parceria com uma escola de música, como explica Wagner Carneiro em entrevista à Música & Mercado.

Qual é o maior desafio para se trabalhar com instrumentos de maior valor como o órgão?
O principal desafio é o próprio cliente. Por ser um instrumento específico, o comprador possui muito mais informação de música do que outros nichos de consumidores. O preço final da unidade varia entre R$ 8 mil e R$ 140 mil nas lojas. Por isso, o músico interessado na compra de um órgão já é profissional ou semiprofissional. Para melhor atender os clientes, fazemos todo um trabalho de treinamento e apoio com os representantes de venda. Eles devem estar aptos a passar todas as informações necessárias ao cliente, uma vez que um órgão chega a ter de dois a três manuais. Isso tem ajudado a melhorar as vendas.

Como é o trabalho da empresa para a divulgação do instrumento junto ao público?
Nossa preocupação é difundir e ampliar a cultura do órgão junto aos músicos. A tendência é dar um novo conceito ao instrumento, que ficou um pouco esquecido após o advento do teclado digital, em meados dos anos 90. Temos tido sucesso nesse sentido. Fazemos um trabalho de divulgação junto aos músicos profissionais. O Hammond tem mais de 15 milhões de combinações de sons e pode ser tocado inclusive junto com guitarra, baixo e bateria. Bandas como Capital Inicial e Roupa Nova são exemplos. Para ampliar o trabalho de divulgação, começamos este ano uma parceria com a Escola de Música e Tecnologia para um curso específico de Hammond. Os alunos poderão chegar perto do instrumento, tocar e aprender.

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Qual é a diferença entre os órgãos Hammond e Viscount? Que marca vende mais no País?
Trabalhamos primeiro com o Viscount, erudito, em 1992. Começamos a comercializar o Hammond, que é voltado à música popular, em 1996. Ambas as marcas vendem na mesma proporção. Em julho deste ano passaremos a trabalhar também com pianos acústicos.

O bom cenário vivido pela economia nacional no ano passado colaborou para os bons resultados da empresa em 2007?
Eu não atribuo muito isso ao crescimento da economia em 2007. Entre os anos de 2001 e 2005 sofremos um grande abalo no mercado em decorrência das mudanças do câmbio no País. Nesse período, nossos negócios caíram pela metade. A partir de 2006, o que aconteceu foi uma recuperação do cenário que vivíamos em meados de 1999 e 2000.

A crise norte-americana pode prejudicar os negócios da empresa neste ano?
Acredito que o Brasil está mais forte. Antes éramos contaminados pelas crises externas, agora sofremos apenas uma leve gripe. Para 2008, estamos otimistas e vemos um mercado promissor.

Por ser o órgão um instrumento litúrgico, o público gospel tem muita influência nos negócios da empresa?
A comercialização com o mercado gospel representa 5% das vendas da empresa. Vendemos para diversas religiões, como católicos, presbiterianos e batistas, entre outras. Estamos buscando entrar em outras igrejas mais novas que ainda usam o teclado digital, como a Assembléia de Deus. Os 95% restantes de nossas vendas são representados pelo mercado em geral, como músicos profissionais e escolas, entre outros.

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