Tagima Guitars: Sem parar de crescer

Tagima Guitars: Sem parar de crescer
julho 03 15:58 2012

De mudança para um espaço de 8.500 m2, a nova fábrica da Tagima/Marutec não é a única ampliação da empresa. Ela está expandiu seus segmentos de atuação com baterias. 

Será que ainda dá para falar algo sobre a Tagima? Desde que a marca foi comprada por Ney Nakamura em 1996, sua ascendência na mente do consumidor, do lojista, dos concorrentes, da indústria, de todos, enfim, foi meteórica. E não há nenhuma casualidade no fato.

Com passos seguros, investimentos concretos, planejamento rigoroso e equipe certa, a Tagima é uma das poucas marcas no Brasil que consegue, com eficiência, competir com instrumentos internacionalmente conhecidos. Mas que fique claro, não foi algo fácil, e teve seus contratempos. E sim, ainda é possível falar mais coisas sobre a Tagima, e principalmente sobre a empresa que a detém, a Marutec.

Quase um ano atrás, a Música & Mercado entrevistou os executivos da empresa para que contassem sobre a nova fábrica e antecipassem algumas novidades. Agora, já em processo de finalização, o novo prédio, efetivamente, irá trazer mudanças estratégicas para a Marutec. Entre elas o aumento da produção nacional e a junção da N.Zaganin, que não perderá a sua identidade como empresa independente — e focada em instrumentos custom —, mas começará também a produzir em linha.

Para Ney Nakamura, CEO da Marutec, uma conquista que ultrapassa os negócios, chegando a ter profundo vínculo emocional. Faz sentido. Imagine começar sua empresa em um escritório de 70 m2 e em menos de duas décadas transformá-lo em 8.500 m2? O investimento total para essa realização foi de 15 milhões de reais, entre maquinário, terreno e construção; e a capacidade produtiva será de 2 mil peças por mês. Investimento alto e tacada certeira, já que tudo foi feito antes da elevação do dólar. Aliás, um ponto a destacar.

No passado, por ocasião da entrevista para a M&M, Nakamura já avisava que um dos objetivos de aumentar a linha de produção no Brasil com a construção da nova fábrica era não ficar refém de uma possível oscilação cambial. “Nossa previsão de estar preparado para o dólar alto fez com que comprássemos uma série de máquinas e investíssemos em uma fábrica nova caso o dólar subisse. Obviamente, a alta do dólar impacta negativamente nos preços dos produtos importados, por outro lado facilita as vendas da Tagima Brasil. Este é um dos grandes diferenciais da Marutec: não dependemos apenas da importação ou da produção nacional, estamos preparados para ambas as situações”, conta o CEO.

É por essas e outras que a Marutec se tornou referência, sendo inclusive muito copiada por empresas do setor e também já sofrendo com a pirataria. Isso todos já sabem, mas o que desconhecem é o novo segmento de atuação da empresa.

Bateria: Exatamente: novo segmento!

Há algum tempo, eles já trabalharam com esse setor. E agora sua reentrada será pra valer. Já previstas para a Expomusic, serão apresentadas as baterias da empresa. “Estamos visualizando a operação como uma nova unidade de negócios, um divisão separada dos instrumentos de cordas. Nossa meta não é acrescentar apenas um ou dois modelos de bateria à nossa linha de cordas para aumentar o faturamento, mas sim criar várias linhas de baterias com vários modelos.” Eles vêm para competir e, como sempre fizeram, com passos previamente calculados.

Fato é que a Marutec não para de crescer. Só nesse primeiro trimestre, enquanto muitos do setor contabilizavam suas perdas por terem realmente confiado em expectativas otimistas demais, a Marutec cresceu 10%. A meta total para o ano é de 15%. “Estamos investindo forte para dar um novo salto nos próximos cinco anos e repetir o resultado obtido nos anos anteriores”, conta Ney. O resultado a que ele se refere gira em torno de 30% ao ano (!). E vale repetir: sem casualidade.
Para falar francamente, na entrevista a seguir, os executivos contaram alguns de seus segredos.

Entrevista 

Qual é a principal novidade da Marutec hoje?

Ney Nakamura: São duas. Já havíamos anunciado a construção da nossa nova sede em São Bernardo do Campo, onde passaremos a concentrar num único local a nova fábrica, a logística e a administração. A segunda novidade é a nossa reentrada no segmento de baterias. A Marutec já teve pequena atuação nesta área no passado, porém agora estamos visualizando a operação como uma nova unidade de negócios, uma divisão separada dos instrumentos de cordas. Nossa meta não é acrescentar apenas um ou dois modelos de bateria à nossa linha de cordas para aumentar o faturamento, mas sim criar várias linhas de baterias com vários modelos. Sabemos que são vários os players consolidados no mercado, o que torna nossa meta mais difícil, mas, novamente, acredito que seguindo nossa filosofia de trabalho, temos a esperança de alcançar bons resultados nesse novo setor.

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Para qual público serão direcionados os modelos das baterias Nagano?

Ney: Nosso objetivo, em médio prazo, é ter uma linha que possa atender do iniciante ao músico profissional. Sabemos que requer tempo estruturar de fato uma nova divisão e consolidar a área de desenvolvimento de produtos, porém já estamos nos movimentando, contratando profissionais de bateria, para poder atender melhor os músicos e o mercado.

Quais são as novidades da Custom Guitars?

Marcio Zaganin: Teremos várias novidades. Dando continuidade à nossa linha de acessórios, teremos novos afinadores, equalizadores para violões, capotrastes para guitarras e violões, strap lock, carrilhões, uma linha de bags para viola, cavaquinho e baixolão. Outra grande novidade são os amplificadores N.Zaganin, totalmente valvulados de 15 watts, de ótima qualidade e excelente custo-benefício, por enquanto apenas na versão cabeçote.

GESTÃO

O que é a Marutec hoje para o mercado?

Ney: A Marutec foi uma das pioneiras em investir na sua própria marca, Tagima e Memphis. Hoje percebemos que muitos importadores estão seguindo por esse caminho, buscando construir sua própria marca, pois correm o risco de perder as suas representadas.

Qual é a maneira Marutec de gerir?

Ney: A gestão da Marutec se fundamenta em alguns pontos principais: relacionamento com clientes e músicos, com contato e interação em tempo integral. Respeito, integridade e honestidade, em qualquer circunstância. Busca do melhor produto para oferecer ao mercado. E investimento contínuo no mercado de instrumentos musicais.

Quais são os índices de crescimento da companhia?

Ney: O crescimento da Marutec nos últimos quatro anos foi muito bom: de 2007 a 2008, 36%. De 2008 a 2009, 45%. De 2009 a 2010, 21%. E de 2010 a 2011, 10%. A meta para 2012 é 15%. Estamos investindo forte para dar um novo salto nos próximos cinco anos e repetir o resultado obtido nos anos anteriores

Fábrica, maquinário, novo segmento e novos produtos? Você pode nos dizer quanto foi o investimento realizado com os novos projetos? Em quanto tempo pretendem recuperá-lo?

Ney: Nosso investimento foi de aproximadamente R$ 15 milhões entre terreno, construção e  novos maquinários. O investimento realizado foi bastante elevado, porém, como fabricante pensamos em retorno no longo prazo.

Quais são as ações da Marutec para estimular a demanda de instrumentos musicais?

Ney: São várias as frentes em que atuamos. Músicos: orgulhosamente afirmo que temos os melhores endorsees de guitarras e baixos do Brasil e continuamos investindo nos músicos e realizando uma série de workshops. TDT: estamos na sexta edição do Tagima Dream Team. Expomusic: investimos sempre com grandes estandes na feira e com um visual inovador. Ônibus da Tagima: um ônibus da marca estará rodando por todo o Brasil, levando toda a linha de instrumentos da Tagima e Memphis. Além disso, temos a produção de materiais de PDV, eventos, parcerias, trabalhos com mídias sociais, treinamentos e anúncios em mídias.

DESAFIOS

Qual é o principal desafio da Marutec?

Ney: O primeiro deles será adaptar a nova sede, que para nós representa um grande salto para quem começou há 17 anos em um escritório de 70 m2 — a nova sede tem 8.500 m2. Tenho certeza de que, nessa nova sede, teremos as condições ideais para efetuar excelentes negócios. O segundo desafio está em se reinventar, criar novos diferenciais para oferecer ao mercado. Notamos que nossos concorrentes têm seguido nossos passos, oferecendo basicamente as mesmas coisas que já oferecíamos há algum tempo, seja contratando endorsees para seus produtos, buscando fornecimento na China ou implantando uma rede de representantes. Acredito que temos alguns diferenciais-chave para que a Marutec se destaque no mercado. Hoje somos uma das poucas, senão a única, fábrica de guitarras e baixos que produz em série no Brasil. Além de fabricar com madeiras brasileiras reconhecidas mundialmente pelo seu excelente timbre, temos um dos melhores luthiers de guitarras do País, Marcio Zaganin. Portanto, nosso desafio está em consolidar esses diferenciais para manter o crescimento.

E a Tagima? Qual é o principal desafio hoje, quando já está plenamente consolidada no mercado. Há algum?

Ney: Claro que sim. Temos o mundo inteiro para levar a Tagima. Já começamos a vender em alguns países como o Japão, mas existem vários outros interessados. Outro desafio importante é tornar os produtos Tagima um objeto de desejo do consumidor. Estamos investindo na linha premium de vilões e guitarras e gostaríamos que o consumidor brasileiro também identificasse a marca Tagima como um produto premium.

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

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Após quase um ano da abertura da BR Music, qual é a avaliação desse investimento?

Ney: O desenvolvimento das exportações da Marutec está diretamente ligado à implantação da nova fábrica, com os novos maquinários. Hoje, a produção da Marutec não conseguiria atender à demanda de vários outros países e não teríamos preços tão competitivos. Com o funcionamento pleno da nova fábrica, acreditamos que estaremos bem mais preparados para a concorrência internacional. Isso deve levar alguns meses. Já estamos em operação com a BR Music nos Estados Unidos, porém ainda com resultados muito pequenos.

Há pouco você falou sobre essa primeira venda para o Japão. Quais foram os produtos demandados?

Ney: O Kiko Loureiro já é bastante reconhecido no Japão e sempre carregou a marca e divulgou os instrumentos Tagima no país, o que nos abriu portas. Iniciamos negociações com um distribuidor japonês e já realizamos a primeira venda dos modelos Signature Kiko Loureiro K1 e K2. Devemos manter boas relações com esse distribuidor e ampliar a distribuição para outros países da Ásia.

Como foi o processo para a realização da venda?

Ney: Devido ao reconhecimento e ao conhecimento que o Kiko Loureiro tem no e do Oriente, ele será nosso embaixador para os negócios internacionais. O Kiko, além de se manter endorsee da Tagima, será também um tipo de consultor, pesquisador, e até mesmo realizador de negócios internacionais. Foi por seu intermédio que fizemos esse primeiro negócio com um distribuidor japonês e pretendemos dar continuidade a esse trabalho.

Como o aumento do dólar está impactando nos negócios da Marutec? E como esse aumento pode beneficiar o mercado doméstico?

Ney: Felizmente, nossa previsão de estar preparados para o dólar alto fez com que comprássemos uma série de máquinas e investíssemos numa fábrica nova caso o dólar subisse. Obviamente, a alta do dólar impacta negativamente nos preços dos produtos importados, e por outro lado facilita as vendas da Tagima Brasil. Este é um dos grandes diferenciais da Marutec: não dependemos apenas da importação ou da produção nacional, estamos preparados para ambas as situações.

MERCADO

Após expectativas otimistas, o mercado ficou bastante preocupado com o faturamento do primeiro trimestre. Você sentiu esse pessimismo por parte do lojista? 

Ney: Apesar das expectativas, a Marutec manteve um crescimento de 10% no primeiro trimestre .

Como você avalia o mercado hoje?

Ney: Sentimos que o mercado não está aquecido e, principalmente com a escalada da taxa do dólar, existem muitas empresas confusas com essa situação. Algumas não irão repassar o aumento da taxa do dólar para desovar o estoque, porém correm o risco de não continuar o negócio ou parar de importar o que estão liquidando. O mercado de instrumentos musicais se encontra saturado de ofertas, principalmente no setor de guitarras, baixos e violões, graças à facilidade dos fabricantes chineses de oferecerem as imitações.

Com tamanha insegurança mercadológica (concorrência virtual, mudanças no cenário econômico) que conselho você pode dar aos varejistas?

Ney: O mercado de instrumentos musicais ainda está em crescimento, porém exige um trabalho constante para construir a demanda, investir no negócio, na marca, na loja, e dar preferência aos fornecedores que constroem junto com o lojista o mercado de instrumentos musicais.

Marco: Acho que hoje em dia o consumidor é muito mais bem informado, e isso requer um atendimento mais capacitado para sanar as dúvidas dele. Acredito que o atendimento de um profissional bem treinado, que conheça bem o produto que vende, ainda pode fazer muita diferença.

MARKETING & SOCIAL

Quem é a maior concorrente da Tagima?

Ney: São várias as marcas internacionais que concorrem hoje com a Tagima.

Com a Fender abrindo escritório aqui, é possível que eles atuem com preços mais competitivos. Como lidar com essa nova realidade?

Ney: Temos uma forte produção brasileira que será ampliada com a abertura da nova fábrica. Acreditamos que cada um deverá trabalhar com seus pontos fortes.

Marcelo Rossi: Também acreditamos na nova geração de músicos, que hoje tem a Tagima como referência entre as marcas mais consagradas do mundo, pois vivemos há anos uma realidade de qualidade dos nossos produtos, e ainda de qualidade dos nossos músicos que usam os produtos Tagima, os mesmos que estão em qualquer loja do Brasil. Trabalhamos para estabelecer ainda mais a marca na cabeça da nova geração de consumidores de produtos musicais que está vindo aí.

A Tagima sempre participa das feiras de negócios. Quais foram os principais resultados obtidos?

Ney: As feiras de negócio promovidas pela Música & Mercado tem sido uma excelente forma de contato e aproximação dos nossos mercados e clientes de todo o Brasil. Temos feito bons negócios em cada evento de que participamos, pois acreditamos na feira e levamos o máximo de suporte possível, como músicos, staff e ótimas ofertas.

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Vocês sempre deram especial atenção ao marketing. Quais são as novidades nesse setor?

Marcelo Rossi: Queremos passar cada vez mais o conceito do Mundo Tagima, que é uma realidade em nossa empresa, do desenvolvimento ao produto chegando à loja; de nossa presença maciça no País até o rápido retorno de nosso pós-venda. Fortaleceremos a web, com equipes especializadas para cada segmento. Um apoio maior aos nossos músicos por todo o País, que são quem faz o trabalho no dia a dia junto com nossos representantes, levando a marca nas costas Brasil afora. Também estamos redefinindo toda a nossa estratégia de marketing, uma vez que o mercado ‘aprende’ com nossos acertos. Pretendemos estar sempre em mutação e ‘transgredindo’ as regras desse nosso segmento, que sempre foi retraído e careta em matéria de marketing.

O que será o ônibus Tagima?

Marcelo Rossi: Nossa linha de produtos é muito grande e não são todas as lojas que têm a possibilidade de ter esses instrumentos em seu showroom. O ônibus será um outdoor ambulante, um showroom itinerante e o mundo Tagima batendo na porta do consumidor e do lojista.

A Tagima sempre investe em projetos sociais. Qual é a relevância desse tipo de investimento?

Marcelo Rossi: A Tagima investe em projetos sociais como um retorno à sociedade que nos tem como uma marca de referência e que nos proporcionou um crescimento fenomenal nos últimos anos. Todo Tagima Dream Team é beneficente, recolhemos alimentos e doamos a instituições. Temos vários projetos, de doação de instrumentos a clínicas de reabilitação de jovens, escolas que atendem carentes, trabalhos sociais diversos, como o mais recente, em que um soldado do Rio de Janeiro teve a iniciativa de montar uma pequena escola na UPP de uma favela e nos pediu para ajudar com instrumentos. O projeto cresceu muito e já recebe visitas de vários países, além da adesão de muitas crianças da comunidade, que descobriram uma nova perspectiva de vida e outra maneira de encarar a polícia, uma vez que antes idolatravam os criminosos, pois eram sua única referência. Não alardeamos o que fazemos, e achamos uma obrigação em tempos de fartura que todas as empresas façam o mesmo.

CONFIDÊNCIAS

Que empresa de nosso setor você admira e por quê?

Ney: Respeitamos muito as empresas que são fabricantes, pois elas sempre estão preocupadas em criar e construir o mercado de instrumentos musicais. Respeito bastante tanto a Yamaha como a Roland.

E fora de nosso setor, alguma empresa ou empresário que lhe inspire nos negócios?

Ney: A Nike pelo marketing e a Apple pelos produtos.

Sei que é impossível revelar o segredo, mas a que você atribui seu sucesso?

Ney: Nunca medi esforços para que a Tagima se tornasse uma marca de respeito no mercado de instrumentos musicais. Nunca imaginei que chegaria a vender mais de um milhão de produtos Tagima/Memphis nos últimos três anos. Foram anos de muito trabalho, decisões acertadas em momentos cruciais do negócio e muita vontade de vencer. Felizmente estive sempre cercado de pessoas honestas, competentes e que tinham o mesmo objetivo que eu.

Em especial, o que Marcio Zaganin e Marco Vignoli representam para você?

Ney: São o alicerce da Marutec, uma extensão da minha linha de pensamento e conduta, obviamente junto com muitos outros colaboradores, mas, sem dúvida, ambos são essenciais para o sucesso das operações da Marutec e do grupo. Com eles discuto ideias, ouço suas opiniões e compartilho praticamente todas as decisões de negócios. Hoje somos sócios na N. Zaganin (Custom Guitars): Marco, Ney e Marcio.

Como você enxerga a Marutec daqui a dez anos?

Ney: Espero que a Marutec e o grupo de empresas N. Zaganin estejam cada vez mais consolidados no mercado brasileiro. Tenho um sonho de fazer a marca Tagima ser reconhecida internacionalmente, e acredito que possamos alcançar esses objetivos antes mesmo de dez anos.

Marutec

Direção geral: Ney Nakamura
Direção comercial: Marco Vignoli
Direção de desenvolvimento: N. Zaganin
Direção de marketing: Marcelo Rossi
Outras empresas: N. Zagani e Custom Guitars
Marcas:

  • Divisão de Cordas: Tagima, Tagima Kids, Terra Brasil, Memphis e Allegro
  • Divisão de Áudio: Tag Sound e Bose

 

*Veja a matéria completa aqui (pág. 64).

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