Expansão planejada

Expansão planejada
dezembro 18 16:17 2008

Expansão planejada
Com projeto de nova sede saindo do papel, a LL Audio espera dobrar a produtividade da fábrica e seguir buscando cada vez mais espaço no mercado

Há 22 anos no mercado, a LL começou sua produção focada em caixas acústicas e nas famosas ‘corujinhas’, sistema com duas caixas em que se colocava um toca-fitas através das bandejas para reproduzir o som. Com o desenvolvimento tecnológico da empresa, veio o lançamento das caixas multiuso, seguido pelas potências e mesas, até chegar aos quase 140 produtos que compõem o mix atual.

Para manter a constante inovação, iniciou a construção de sua nova sede em um terreno de 25 mil m2 na cidade de Araras, no interior paulista. Com isso, vai dobrar a área de 4.500 m2 para 9 mil m2. A nova estrutura deve ficar pronta em um ano e proporcionará um aumento gradativo na capacidade de produção. "O projeto foi trabalhado para permitir futuras expansões", conta Wagner Fanchioni, gerente comercial da empresa, na entrevista que você confere a seguir.

> Conte um pouco sobre o projeto da nova sede.
O projeto faz parte de uma estratégia. Uma empresa é obrigada a ter uma visão de futuro, de saber aonde quer chegar, inclusive para se manter competitiva. Sabíamos que era preciso investir em nosso parque industrial. Estamos instalados em aproximadamente 4.500 m2, dos quais 250 m2 são destinados à área administrativa e o restante à produção. Na nova sede, temos um terreno de 25 mil m2, e dobraremos nossas instalações com algo em torno de 9 mil m2 para a produção e 550 m2 para o administrativo. Com essa nova estrutura física, esperamos um aumento inicial na produção de algo em torno de 30% a 40%, e ganharemos muito em produtividade. Na verdade, estamos trabalhando para dobrar a produção, o que deverá acontecer aos poucos. As obras já foram iniciadas. Estamos na fase de terraplanagem e esperamos concluí-la em um ano.

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> O que muda em termos de desenvolvimento e lançamento de produtos?
Investir no produto é a grande ferramenta que temos e que nos faz ser competitivos. Se você olhar a linha da empresa, por exemplo, uma multiuso LL200 de hoje, e compará-la com a mesma LL200 produzida há cinco anos, notará nitidamente a evolução do produto. A evolução e o lançamento de produtos continuarão sendo ferramentas estratégicas para a empresa e, com certeza, o novo parque industrial facilitará nesse sentido, pois melhoraremos a produtividade e a logística. Estamos trabalhando para gerar melhores condições de desenvolvimento e de trabalho, que certamente repercutirão de forma positiva, inclusive nos produtos.

> Que análise você faz do segmento de áudio hoje, no que tange à concorrência, à qualidade e preços?
O mercado é bastante competitivo e a tendência é que se busque mais qualidade nos produtos, principalmente porque a referência para o consumidor é o produto importado. Na contramão, somos um país de Terceiro Mundo, de custo elevado e com consumidores de baixo poder aquisitivo. Levando em consideração o poder aquisitivo do consumidor nacional, acredito que a maior competitividade do mercado se encontra no nicho que tem como característica o melhor custo x benefício. É um segmento no qual nem sempre o investimento em tecnologia e produção são prioridades. O maior foco das empresas está voltado para a política comercial, em que as estratégias são as premiações e prazos.

> Em que ponto esse cenário interfere nos negócios da LL?
Na verdade, não sofremos ainda uma concorrência tão ostensiva dos importados. Embora participem dos sonhos dos consumidores, os produtos de fora sempre estiveram ao alcance de poucos, devido ao valor final e à disponibilidade dos diversos itens. Hoje essa realidade começa a mudar, temos o dólar a uma cotação que deixa o produto importado com preço mais acessível. Isso facilita a entrada desses produtos, o que movimentará muito o segmento de áudio nacional.
A política econômica tem papel importantíssimo na viabilização da entrada dos importados. Prova disso é o novo imposto que incidirá sobre os alto-falantes importados. O governo criou um mecanismo que cobrará uma taxa sobre o peso do produto. Isso mudará sensivelmente o cenário deste mercado.

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> O que fazer diante dessa mudança?
Criando mecanismos para nos manter competitivos, como a modernização do parque industrial, a busca de novas tecnologias e processos produtivos, além de parcerias com fornecedores e uma política financeira bem ajustada.
Quando falamos em importados, estamos falando em China, e todos sabem o que isso significa: alta produtividade e baixos custos de produção, tornando o produto extremamente competitivo. Mas temos no mercado nacional empresas tecnicamente capazes de desenvolver produtos de excelente qualidade se comparados aos importados. A comercialização é outra questão. O custo Brasil é fator relevante nesse sentido, pois encarece o produto e, quando uma empresa nacional se propõe a trabalhar voltada ao segmento classe A, acabará por chegar a custos bem próximos dos importados, principalmente diante da atual conjuntura econômica.

> Há uma forte tendência no mercado musical em que a administração familiar vem cedendo espaço aos processos de gestão mais modernos e profissionais. Como está a LL nesse aspecto?
A empresa que quiser permanecer viva no mercado terá de se adaptar às regras da globalização. A profissionalização das administrações é inevitável. Mas, de maneira geral, o empresariado do setor tem muito a assimilar no que se refere à modernização dos processos de gestão. Pouco se ouve falar em parcerias ou em fusões. No mundo moderno não existe ‘minha empresa’ ou ‘eu fiz’. Essa é uma visão que está mudando. A LL Audio acredita no sistema (produção, desenvolvimento, financeiro, comercial, etc.) como um todo, e que a profissionalização é o melhor caminho para nos manter competitivos. Cada área possui um responsável, e esse profissional tem de estar atualizado e procurar ‘enxergar’ o melhor caminho para o todo.

> Como você avalia hoje o relacionamento da empresa com o lojista?
> Temos representantes em todo o território nacional e prezamos pelo atendimento de nossos clientes. Nesse campo, a melhoria deve ser constante.. Afinal de contas, eles são a base de tudo e sem eles não estaríamos no mercado. Nossos representantes são a linha de frente da empresa, e fazem o contato direto com os clientes. Temos também o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), para informações gerais e de assistência técnica. Para divulgar informações sobre os produtos, além de nossos representantes, do SAC e do site, contamos com nosso catálogo.

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