Empresa: A nova cara da Tagima

Empresa: A nova cara da Tagima
setembro 21 18:51 2009

A nova cara da Tagima

Empresa moderniza a sua linha de produção na era Zaganin e consolida sua identidade

Desde 1997, quando a Marutec adquiriu os direitos da marca Tagima, a empresa deu continuidade à promoção da marca e estabeleceu no mercado uma forte identidade por sempre carregar um perfil muito claro e definido de ser um fabricante de instrumentos de cordas e acessórios. A confirmação do sucesso pode ser medida pelo maior problema que a Tagima vem enfrentando atualmente: a comercialização de instrumentos Tagima falsificados.

Nos últimos anos, a empresa concentrou sua atenção em desenvolver seus produtos no Brasil e fabricá-los no exterior, mesmo mantendo a fábrica em São Paulo, que produz modelos assinatura e os modelos top da marca. As linhas mais acessíveis, como os produtos Memphis, as séries mais acessíveis de baixo e guitarra e toda a linha acoustic são produzidas nas fábricas da Ásia. Tudo isso tem um motivo: “Assim como as grandes marcas internacionais como GAP, Gibson, Toyota, mantemos unidades de produção na China, que faz uma boa qualidade de instrumentos e tem custo de produção acessível”, informa Ney Nakamura, presidente da Tagima.
“Porém, a grande diferença da Tagima é que poderemos fabricar mais instrumentos, em vez de importar, no momento em que houver qualquer problema com as importações ou com o câmbio”, alerta.

Quando Seizi Tagima saiu, há três anos, Marcio Zaganin, inicialmente, deu continuidade ao trabalho desenvolvido por Seizi. “O segundo passo foi modernizar a fábrica e aprimorar os processos de produção. Basicamente, a ideia foi de unir a tradição hand made da Tagima com um processo mais moderno”, conta Zaganin. E a modernidade veio com tudo. Hoje a Tagima digitaliza todos o modelos, “para garantir maior precisão no projeto e também na execução dos instrumentos”, revela o luthier.

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Ney Nakamura confirma: “Faz três anos que o Marcio Zaganin assumiu toda a parte de desenvolvimento de produtos da Tagima. O resultado foi claramente identificado pelo mercado como um aumento considerável da qualidade dos produtos fabricados aqui no Brasil e também lançamentos antenados com os melhores produtos do mundo”, diz, satisfeito com os resultados do trabalho. “Procurei desenvolver alguns produtos inspirados em clássicos, mas que tivesse personalidade e uma cara própria da Tagima. Então lançamos os modelos de guitarra, Infinity Custom e T-Six, e os baixos Milleniun e Fusion”, comenta Zaganin.

Os resultados dessa nova fase são positivos: “Começamos 2009 com muita garra e vontade de vender. A nossa meta para 2009 é crescer 30% a mais que 2008 e este resultado está sendo alcançado”, revela Ney. Dentre as novidades do ano estão o lançamento da linha de guitarras semiacústicas e também os modelos de violão maciço de aço e náilon.

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