Empreendedorismo: As lições de Michael Jackson

Empreendedorismo: As lições de Michael Jackson
novembro 25 16:17 2009

This is It!

Afine-se para o sucesso com as lições de Michael Jackson

O rei do pop deixou um legado inegável para a música, mas seus acertos e equívocos vão além, chegando também ao mundo corporativo. Conheça os bons — e maus — exemplos do lado empreendedor de Michael Jackson

Por suas contribuições e inovações no mundo da música, Michael Jackson ficará para a história. Amado por uns, odiado por outros e ignorado por poucos, fato é que Michael Joseph Jackson, nascido em 29 de agosto de 1958 e morto em 25 de junho de 2009, foi um grande empreendedor no mercado de entretenimentos. Porém, ele também cometeu inúmeros equívocos do ponto de vista estratégico. Neste texto, vamos abordar esses dois lados dessa personalidade tão polêmica.

Michael empreendedor

•    Não existe idade para empreender
Jackson começou a cantar e dançar aos 5 anos, iniciando-se na carreira profissional aos 11, como vocalista dos Jackson 5. Dois anos depois, em 1972, já iniciava sua carreira solo.

•    Acerto em parcerias
O compositor sempre foi reconhecido por fazer parcerias estratégicas que lhe renderam excelentes resultados, como a que fez com o produtor Quincy Jones. Off the Wall, o primeiro trabalho que lançaram, vendeu mais de 20 milhões de cópias. Outros nomes com quem trabalhou são: Paul McCartney, Slash (guitarrista do Guns N’  Roses), Eddie Van Halen e Lionel Ritchie.

•    Independência e autoconfiança
Graças ao sucesso na carreira solo, libertando-se de anos de maus-tratos e humilhações, em 1983 Michael demite seu empresário, o próprio pai. No especial para a TV sobre os 25 anos da gravadora Motown, Jackson exige cantar uma música própria — diferentemente dos demais convidados, que relembraram antigos sucessos da gravadora — e ao som de Billie Jean, Michael surpreende o público e o mundo com o passo moonwalk!
Em várias ocasiões, Jackson investiu seu próprio dinheiro para bancar suas ideias — algumas eram tão ousadas que assustavam sua gravadora.

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•    Visão e inovação
Em 1982, Thriller chegou às lojas vendendo 1 milhão de cópias por semana. Foram 140 discos de ouro e platina, e mais de 100 milhões de cópias vendidas. O clipe também impulsionou as vendas. A três semanas do Natal de 1983 ele lançou o vídeo de Thriller — seu projeto mais ambicioso. O clipe se tornou referência máxima do gênero e um dos pilares da cultura pop, além de ajudar a popularizar a MTV.

•    Marketing: criando uma marca
O compositor sabia muito bem como usar algumas ferramentas de marketing. Era notável sua capacidade de criar marcas. Como Elvis Presley já era “O Rei do Rock”, Jackson batizou-se de “O Rei do Pop”. Além disso, ele soube criar outras referências junto aos fãs, como o passo moonwalk, a luva branca em apenas uma das mãos, as roupas, e por aí vai.

•    Responsabilidade social
Michael Jackson fez contribuições para dezenas de casas de caridade, além de promover outras inúmeras ações sociais. Em 1985 foi o principal responsável pela megacampanha USA for África, com a música-tema We Are the World (Nós Somos o Mundo), composta em parceria com Lionel Ritchie. Estima-se que somente esta ação tenha gerado quase 50 milhões de dólares para a causa. Em 2001, Michael Jackson ganhou do Guinness Book o título de artista que mais contribuiu com obras de caridade em toda a história.

Equívocos de estratégia

•    Sucesso no passado não garante sucesso no futuro
Embora o álbum Thriller tenha sido o grande sucesso da carreira de Michael Jackson, talvez também tenha sido motivo de muitos dissabores devido à importância que esse disco ocupou no mundo do entretenimento. Jackson praticamente passou o restante de sua carreira tentando “bater-se” a si mesmo, gastando verdadeiras fortunas produzindo discos e vídeos que pudessem ter a mesma repercussão. Se tivesse observado mais atentamente o mercado fonográfico, em vez de procurar sempre superar-se, ele poderia ter evitado perdas e colhido melhores resultados.

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•    Excesso de perfeição e adiamento de projetos
Perfeccionista ao extremo, Michael adiava por anos o lançamento de novos projetos. Isso causava uma espécie de bola-de-neve em suas dívidas. As pressões que o cercaram após o sucesso de Thriller e as cobranças que se impunha fizeram-no compor 50 canções para escolher apenas 11, que entraram no disco Bad (1987). Depois que Dangerous (1991) e History (1995) não alcançaram as vendas que ele esperava, em 2000 Michael voltou aos estúdios com cem composições inéditas para escolher 16 que entrariam em Invincible (2001).

•    Não calcular riscos e gastar mais do que se ganha
As extravagâncias e o perfeccionismo de Michael lhe custaram, realmente, muito caro. Embora tenha tido muitos acertos, inclusive criado referências no mercado musical, ele não media custos, nem calculava seus riscos. Em Invincible (2001), seu último disco lançado em vida, Jackson gastou US$ 30 milhões. Considerado um dos álbuns mais caros da história, foram comercializados apenas 10 milhões de cópias. Do ponto de vista do empreendedorismo, isso é um erro grave, pois o empreendedor foca em resultados, correndo riscos, mas riscos calculados.

•    Reclusão e desatualização
A excentricidade, o desequilíbrio emocional e as constantes polêmicas em que se envolvia tornavam Michael Jackson cada vez mais recluso e “desantenado” com o mundo. Com isso ele passou a ignorar a realidade de seu mercado e de seu público. Assim, pouco a pouco deixava de lado sua veia empreendedora. Apenas como comparação: enquanto Walter Elias Disney criou a Disney World com a missão de construir um mundo onde “todos” pudessem ser crianças, Michael Jackson criou Neverland, um mundo onde “ele” pudesse ser criança.

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This Is It (“É Isso e Pronto”)

Em 2009 Michael surpreendeu o mundo ao anunciar o fim de sua aposentadoria com uma série de 50 shows em Londres. Infelizmente, não pudemos apreciar tais espetáculos pois, na manhã de 25 de junho de 2009, Michael Jackson sofreu uma parada cardíaca e morreu. Apesar de toda polêmica por trás da vida e da morte deste grande astro, o “saldo da balança” foi positivo para o músico. As demonstrações de admiração dadas por fãs, personalidades e imprensa mundial mostraram como foi grande a sua contribuição para o mercado musical e que sua imagem não estava tão desgastada como muitos imaginavam. Dessa forma saiu de cena o Rei da Música Pop e nasceu o mito envolto em mistérios.

 

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