Crescimento sustentável

Crescimento sustentável
junho 11 09:02 2008

A ASK Music, criada em 1988, entrou no mercado fabricando suportes para TV e para os então modernos videocassetes. Na época, a indústria ocupava uma área de pouco mais de 100 m2. Só depois de uma encomenda de modelos para instrumentos musicais é que a empresa percebeu o quão promissor era o segmento e direcionou os negócios para o novo ramo. Em 1998, foi feita a aquisição da fábrica de suportes Metalline. Em entrevista à Música & Mercado, o diretor comercial Marcio Simões de Assis revelou faltar incentivos por parte do governo para a exportação nacional.

Como foi o ano de 2007 para a ASK?
O ano contou com resultados satisfatórios. Conquistamos quantidade expressiva de novos clientes.

Com a queda do dólar, a competição do mercado com produtos importados fica desleal? Que estratégias são adotadas para contornar a situação?
Enxugar custos e investir em ferramentas, moldes e muita melhoria dos produtos. Sabemos que não é o suficiente para a indústria brasileira, que está sufocada e estrangulada. É um quadro preocupante, pois as empresas manufatureiras são as que mais geram emprego.

Atualmente, há muita diferença de preço entre produtos da ASK e os importados?
A diferença é pequena se levarmos em consideração a qualidade, da matéria-prima ao acabamento. Sem contar que procuramos excelência no atendimento de nossos clientes.

A empresa pretende exportar?
Já importamos e continuamos trabalhando e desenvolvendo produtos para exportação. Mas com a os tributos do Brasil tornou-se inviável. Vamos fazer uma comparação com os produtos brasileiros e os da China, que é nossa concorrente. As indústrias lá são tributadas em 10% do lucro líquido, não existe a quantidade de impostos que há aqui. Por isso apanhamos dos concorrentes chineses. Vamos exportar depois de uma reforma tributária no nível de países de Primeiro Mundo.

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Quais são os desafios para alcançar o mercado externo?
Olhar para o concorrente lá fora de igual para igual. Outra saída é montar uma fábrica fora do Brasil.

Quais são as expectativas para 2008?
São boas porque é um ano eleitoral. Com isso haverá muitos investimentos no País, ajudando o aquecimento do comércio.

Qual é carro-chefe da empresa. Por quê?
O carro-chefe é o cliente, sem o qual não andamos em nenhuma linha.

A crise econômica norte-americana pode influenciar os negócios da ASK e a indústria de instrumentos musicais?
Acredito que a crise não influenciará diretamente os negócios da empresa, o que pode acontecer é dificultar o crescimento. Com relação às indústrias de instrumentos musicais, a crise irá afetar somente as empresas que exportam.

Qual é a estratégia da empresa para driblar a concorrência e se destacar no mercado?
A principal concorrência somos nós mesmos. Se não pudermos atender à expectativa do mercado em que atuamos, acabaremos destacando o nome do concorrente. Portanto, estratégias devem ser colocadas em prática constantemente, com o objetivo de estar sempre evoluindo.

Qual é o público-alvo dos produtos da ASK?
Tentamos atingir todas as condições financeiras, principalmente na área musical, que já sofre pela falta de incentivo sem aula de música nas escolas. Os músicos também sofrem economicamente com a questão da pirataria. A ASK conseguiu, com uma produção em escala maior, reduzir o preço dos acessórios no mercado musical no final dos anos 80 e início dos anos 90, popularizando os suportes, racks e estantes País afora. As duas linhas de produtos são bem-aceitas no mercado interno, o que fazemos é direcionar a linha adequada para o lojista certo.

A empresa planeja novidades para 2008?
Com certeza, estamos sempre em busca da inovação. Nosso objetivo é lançar produtos de que o mercado necessita, além de melhorar os itens que já temos em linha. Acompanhamos de perto a tendência do mercado.

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