Conheça as principais tendências para o e-commerce em 2012

Conheça as principais tendências para o e-commerce em 2012
Janeiro 10 13:00 2012

JP Morgan estima que a receita mundial de e-commerce chegará a US$ 963 bilhões neste ano. Prepare-se para esse mercado e confira seis tendências para o comércio virtual em 2012

 Em um ano em que os mercados internacionais de varejo não obtiveram sucesso, o e-commerce apresentou persistente crescimento. Pesquisas realizadas pela ComScore no final de 2011 citam o crescimento de dois dígitos para o setor durante os períodos festivos nos Estados Unidos.

Nos últimos doze meses, o setor de e-commerce tem se voltado contra as difíceis condições econômicas do exterior e impulsionado novos negócios e modelos de compras. Um turbilhão de inovações técnicas, principalmente o surgimento de novas tecnologias e a rápida adoção de smartphones e tablets, têm transformado a relação vendedor-comprador. Impulsionado pela tecnologia móvel, o crescimento do e-commerce não demonstra sinais de redução. A JP Morgan estima que a receita mundial de e-commerce chegará a US$ 963 bilhões em 2012.

A Rakuten, uma das três maiores empresas de e-commerce do mundo em receita, projetou seis principais tendências que irão estimular o crescimento do e-commerce em 2012. Leia, prepare-se e prospere, afinal o ano está só começando.

1 – Terapias de varejo: t-commerce (compras pela TV) e m-commerce (compras pelo celular) – Em 2011, dispositivos móveis habilitados com web transformaram o setor de e-commerce, abrindo um novo canal para o consumidor e criando formas inovadoras de envolvê-los, a partir de códigos que possibilitam a busca de ofertas baseada em sua localização.

Em 2012, o m-commerce continuará ganhando força, mas o t-commerce terá particular interesse. A rica funcionalidade dos tablets transforma a pesquisa de ofertas e promoções em lojas virtuais em uma experiência quase palpável. Por exemplo, trazendo opiniões em vídeo para enriquecer a experiência de compra no tablet.

O comércio móvel não é exclusivo de grandes marcas com grandes orçamentos. Grandes e também pequenos comerciantes podem se conectar com o canal móvel sem implicar em custos pesados de infraestrutura. A consultoria em TI Gartner avalia que até 2013, modernos dispositivos móveis com web ultrapassarão o número total de PC’s em uso, alcançando 1,8 bilhões. Serão 1,8 bilhões de consumidores a apenas um clique de distância de suas compras e os varejistas não podem perder essa oportunidade.

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2 – Tijolos e argamassas na nuvem – As fronteiras entre os mundos online e offline estão se tornando cada vez mais turvas na medida em que os varejistas mesclam suas ofertas digitais com as do mundo real.

Serviços de digitalização de códigos de barras, como o aplicativo ShopSavvy, ajudam os usuários a encontrar as melhores ofertas, permitindo-lhes fazer uma varredura de código de barras e procurar pelas melhores ofertas online.

No entanto, o desafio com esses aplicativos é que eles não conseguem remunerar a loja cuja exibição instigou a compra. Para evitar a canibalização do setor, acreditamos que um novo sistema deva surgir em 2012 e que recompense os ecossistemas offline e online.

3 – Comprando com sua rede social – Obter uma segunda opinião antes de comprar algo novo não é nenhuma novidade, mas agora ao invés de levar um amigo às compras, também é possível levar toda a sua rede social com você.

Os varejistas estão cada vez mais conscientes do poder dos ‘fãs’ nas redes sociais e eles vão fazer parte da evolução do setor de e-commerce em 2012.

Dados divulgados pela Hitwise (empresa de inteligência digital) indicam que um fã no Facebook equivale a 20 visitas adicionais a um site de varejo no período de um ano.

Agora, os varejistas estão usando as redes sociais não apenas para a promoção da marca, mas também para o desenvolvimento de produtos e serviços ao cliente.

4 – Comunidades de compras sem fronteiras – Em 2012, veremos o aumento do e-marketplace (sites de comércio e negociuação,  sobretudo entre empresas, mas também direcionado a consumidores finais). Modelos de mercados internacionais fornecerão aos vendedores de todos os portes e de todas as regiões do mundo a oportunidade de ampliar suas operações internacionalmente, sem o gasto intensivo com as tradicionais despesas como, por exemplo, os modelos locais de estabelecimentos de entrega, facilidades de armazenamento, etc.

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Varejistas estarão prontos para se envolverem em comunidades de compras internacionais e direcionarão seus recursos com base em demandas do mundo real. Isso abrirá oportunidades em mercados em expansão, como a China, Índia e Brasil.

No final de 2011, a Rakuten fez uma pesquisa internacional sobre os interesses em compras globais online e o resultado revelou que consumidores estão abertos a fazer compras ‘sem fronteiras’. O Brasil está conduzindo a investida global com 81% dos consumidores interessados em comprar em diferentes mercados online. Na sequência aparecem a Indonésia (77%), Tailândia (74%), China (69%) e Espanha (66%).

5– Flexibilidade: modelos locais de entrega – De acordo com um relatório da Consultoria Forrester, as questões de transporte foram uma das razões mais comuns para o abandono do carrinho de compras na Europa.

É verdade que a Internet criou o mercado global, mas as preferências por compras no mercado local ainda devem ser levadas em conta.

Na Indonésia, por exemplo, as pessoas ainda hesitam em fazer pagamentos online. Em 2012, modelos flexíveis de compra serão vitais para o crescimento do setor, como evidenciado pela popularidade crescente do fenômeno Click & Collect (modelo que facilita a entrega do produto adquirido em lojas virtuais), que contabilizou 10,4% de todas as vendas de e-commerce no Reino Unido neste Natal, segundo dados da IMRG.

6 – Compras online se tornam pessoais – O antigo provérbio ‘Informação é poder’ assume novos significados em 2012 com a busca dos varejistas em apreender a inconstante atenção dos compradores online por meio de informações inteligentes.

Foram os dias em que os vendedores entendiam o comportamento dos consumidores apenas com base em pontos de fidelidade. Hoje, varejistas online podem adquirir grandes volumes de dados tanto de clientes existentes como os em potencial baseando-se em hábitos de navegação dos usuários.

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Em 2012, os dados sobre as plataformas sociais vão oferecer novas percepções sobre a psicologia dos clientes. O que mais importa para os varejistas, porém, é a maneira como as equipes de marketing vão transformar este rico volume de dados em uma comunicação relevante e oportuna com os consumidores. A ‘geração web’ já está cansada de receber uma enorme quantidade de publicidade.

Para realmente envolver os consumidores em 2012 os varejistas devem aprender a aproveitar os dados de usuários específicos para fornecer, em tempo hábil, comunicações personalizadas e relevantes.

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