Concorrência se acirra no mercado standard

Concorrência se acirra no mercado standard
novembro 17 10:40 2006

Fundada há menos de um ano em São Paulo, a Special Line entrou no mercado de importadoras para concorrer diretamente na linha popular.


Na Expomusic, a empresa já causou algum barulho, com um estande bem montado de 136 m2, onde estavam em exposição as marcas que distribui no Brasil: JMCustom, Strauss, Huller e JGS, além da TUM Brasil, marca nacional de instrumentos de percussão que passa a ser controlada pela empresa. M&M conversou com o gerente de marketing Mauro Calil.


Música & Mercado: Como a empresa está se posicionando no mercado?
Mauro Calil:  Queremos trazer produtos diferentes, com materiais novos e um trabalho de pesquisa detalhado. Alguns produtos da linha TUM Brasil, por exemplo, são feitos com couro de canguru, avestruz, tilápia. Tudo para chegar à melhor sonoridade, mais seca, como gosta o músico brasileiro.


Como ficou a relação entre a Special Line e a TUM Brasil?
A marca de percussão sempre foi fabricada no Brasil, em Bariri, e agora adquirimos o direito de distribuição exclusiva dos produtos não só aqui, mas também no exterior. A linha Cruzeiro do Sul, por exemplo, foi feita para ser vendida a outros países, por ter sonoridade e acabamento únicos, além de um design que privilegia a
cultura brasileira lá fora.


Com quais marcas a empresa está trabalhando?
Temos produtos nos segmentos de sopro, cordas, percussão e áudio. Na linha de cordas, trouxemos a Strauss e a Capri, da China. A principal característica das duas marcas é apresentar instrumentos voltados para estudantes, orquestras de câmara e até quartetos de corda com ótima qualidade e preço acessível. A Strauss, por exemplo, atende a um nível de músico intermediário, também com preços competitivos. A JM Custom é uma marca japonesa de instrumentos de sopro que estamos trazendo com exclusividade e abrange desde o estudante iniciante até o profissional.
A Huller, por sua vez, tem uma linha de áudio com tecnologia americana e fabricação chinesa. Pretendemos trazer ainda outras linhas para estúdio, como a série wireless VHF/UHF, linha para escolas, bandas e igrejas.

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A empresa optou, então, por trabalhar com produtos importados da China?
Não exatamente, porque apenas a fabricação acontece lá. Toda a tecnologia foi desenvolvida nos Estados Unidos e na Europa. Mas, obviamente, por uma questão de custos, vale mais a pena produzir na China e conseguir um custo-benefício muito melhor para o consumidor final e um ganho maior para o lojista.


Como vai ser o trabalho junto ao lojista?
Vamos, a princípio, fazer o tradicional, com displays nas lojas, promover workshops, entre outras ações. Nosso objetivo inicial é tornar nossas marcas conhecidas pelos lojistas e pelo público, para que eles passem a confiar nos nossos produtos.

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