Comércio high tech

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Maio 13 10:33 2009

Comércio high tech
Os equipamentos eletrônicos estão cada vez mais modernos para tor-nar seu negócio dinâmico. Profissionais da automação comercial dão dicas sobre o que não pode faltar em sua loja

Já foi a época em que se controlava tudo na ponta do lápis. Com o acesso à tecnologia, está cada vez mais fácil deixar o ponto-de-venda rápido, dinâmico, com informações sobre produtos e clientes. E o melhor: sem gastar valores exorbitantes. Existem programas e soluções para lojistas de pequeno, médio e grande porte. Tudo dependerá do planejamento e análise de cada local.

Segundo Antônio di Gianni, presidente da Associação dos Fabricantes e Revendedores de Automação Comercial (Afrac), a tecnologia tem como função aprimorar a gestão de uma empresa. O lojista precisa de hardwares e
aplicativos adequados para a operação do comércio. Além disso, quando se fala em automação comercial brasileira, é preciso ter em mente dois quadros: “O primeiro é a gestão empresarial.

Devem-se usar os recursos tecnológicos para gerir bem sua companhia. O segundo é ter um equipamento com emissor de cupom fiscal, adequado à legislação vigente”. Empresas que têm faturamento superior a R$ 120 mil por ano no Brasil obrigatoriamente precisam ter um emissor de cupom fiscal. “Esse equipamento não funciona sozinho. Precisa de um conjunto de itens, como um processador e um programa aplicativo para adminis-trá-lo. Esse é o primeiro passo da automação”, orienta Gianni.

A tecnologia é um fator estratégico para a diferenciação no atendimento e na fide-lização dos clientes, ao conferir agilidade em uma série de operações, como controle de entrada e saída de pedidos, interação com outros fornecedores e órgãos públicos. “O ideal é começar com o básico, substituindo os processos em papel por eletrônicos. Existem equipamentos interligados a aplicativos que, por exemplo, controlam os estoques da loja. Isso permite gerenciar os itens de maior giro, evitando a falta de produtos de alta procura”, comenta Flávio Philbert, gerente-executivo de alianças comerciais da Itautec.

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Com essas informações, o proprietário pode correlacionar o que é vendido e quando é vendido, traçando sazonalidades ou analisando padrões. Por exemplo, quando há um aumento na venda de baquetas ou na compra de novas cordas de baixo. “Isso poderia significar que o baterista e o baixista de uma banda podem ir juntos às compras, o que representa uma oportunidade para promoções e vendas casadas.”

Segundo Philbert, outra opção, em um nível de automação comercial mais elevado, é que o empresário pode construir ou adquirir uma ferramenta de Customer Relationship Management (CRM), um tipo de banco de dados que permite personalizar o atendimento ao cliente com base no conhecimento de seu histórico de compras, condição de crédito e fidelidade.

Júlio Vidotti, diretor-executivo da BPsolutions, empresa distribuidora de soluções para automação de negócios, concorda sobre a importância da tecnologia para o lojista: “Ela é requisito básico para a sobrevivência de empresários. Quem não usufruir de seus benefícios ficará parado no tempo e difi-cilmente conquistará algum tipo de crescimento”.

Para ele, muitos softwares apli-cativos disponibilizam funções para melhorar a gestão e não simplesmente simpli-ficá-la. Vender mais, aumentar o ticket médio, poder oferecer mais itens ao mesmo cliente e criar ações para chamar o consumidor à loja são iniciativas importantes. “A automação comercial será um diferencial do negócio”, opina Vi-dotti.

Para as lojas do ramo de áudio e instrumentos musicais, o ideal é o lojista consultar empresas especializadas, que poderão indicar a melhor opção de automação, de acordo com seu negócio.  Em geral, mais precisamente no ponto-de-venda (caixa), são usados teclados programáveis que agilizam o atendimento e evitam erros de digitação, assim como o pin pad para a realização da Transferência Eletrônica de Fundos (TEF), aceitando-se cartões de crédito e débito. “Já no interior da loja, para o cliente encontrar facilmente as informações sobre os valores dos produtos, um terminal de consulta de preços é ideal (também é obrigatório pela Lei de Defesa do Consumidor em estabelecimentos que não precificam os produtos com uso de etiquetas)”, comenta Marcelo Eiji Teramae, gerente de Canais da Gertec, também atuante no ramo de automação comercial.

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Dependendo dos recursos que deseja implantar na loja, a partir de R$ 5 mil é possível aplicar um processador, um emissor de cupom fiscal e um software. “Evidentemente, se quiser obter um controle de estoque e gestor financeiro,
você terá de adquirir os sistemas adequados”, finaliza Gianni.

As vantagens

– Controlar e dar baixa no estoque
– Diminuir despesas
– Aumentar a receita
– Imprimir notas fiscais automaticamente
– Ler preços com códigos de barras
– Analisar o comportamento do cliente
– Pesquisar os produtos mais vendidos e os menos vendidos
– Dimensionar seus pedidos
– Consultar cheques e dados cadastrais
– Realizar transações com cartões de crédito e débito
– Dinamizar o preenchimento de cheques
– Fechamento de caixa automático

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