Colaborar para economizar – Psicologia Gerencial

Colaborar para economizar – Psicologia Gerencial
novembro 23 10:09 2007

 A nova geração da Internet, chamada de Web 2.0, living Web ou ainda Active Web, está mudando totalmente a forma como as pessoas se relacionam. Enquanto a velha rede tinha como base sites, cliques e chats, a nova é uma plataforma constituída de comunidades, muita participação e peering.

    Este avanço da tecnologia da informação e comunicação oferece às empresas uma infinidade de opções no que tange à colaboração que estas podem obter. Hoje, podem-se receber colaborações de indivíduos ou grupos de qualquer parte do mundo.

    Há um caso curioso de uma empresa canadense de mineração que se encontrava à beira da falência quando seu presidente lançou um desafio na Internet: promoveu uma espécie de concurso oferecendo uma boa recompensa em dinheiro para as pessoas que conseguissem ajudá-lo no reconhecimento de novas minas. Imediatamente após disponibilizar este desafio no próprio site da empresa, recebeu centenas de propostas de todos os cantos do mundo. Algumas foram de enorme valia para a empresa, que recuperou seu potencial de mineradora e tornou-se uma das líderes mundiais neste mercado.

    Essa história comprova a grande força que possuem as redes de interação virtuais na economia atual. Isto é o que Tapscott & Williams chamam de wikinomics ou economia da colaboração. No entanto, para que as empresas gozem dos benefícios desta nova economia, precisam abrir suas fronteiras para os clientes, para os fornecedores, para os acionistas e até mesmo para os concorrentes. Manter segredos que anteriormente eram guardados a sete chaves já não faz o menor sentido. Quanto mais aberta às novas idéias e ao capital humano externo, maior será o desempenho se comparado às empresas que dependem exclusivamente de seus recursos e capacidades internas.

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Para se ter certeza de que continuam na vanguarda dos seus segmentos de mercado, as empresas devem abrir as próprias portas para o ‘parque global de talentos’ que prospera fora dos seus muros, composto pelos mais variados grupos de interesse e de comunidades científicas, entre outros.

Essa nova onda de colaboração em massa permite que um problema da empresa possa ser resolvido por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Isso é fantástico. Hoje uma questão que preocupa seu marketing, sua produção ou sua logística tem a possibilidade de ser solucionada por um americano, um indiano, um chinês, um alemão…

Porém, enquanto for mais barato realizar uma transação dentro da empresa, deixe-a lá. E se for mais barato buscar a solução no mercado, não tente realizá-la internamente. O que justamente está mudando com essa nova Web é a diminuição radical do custo de transação externo. As novas tecnologias permitem que todos se relacionem com um custo muito próximo a zero.
A crescente competitividade atual obriga as empresas a uma intensa e constante busca por inovação. Na verdade, não há escolha: ou a empresa se conecta ou se comoditiza. Por outro lado, a boa notícia é que a nova geração de trabalhadores que está chegando ao mercado já está totalmente adaptada a essa nova realidade. A chamada geração Net possui como principais características a rapidez, a liberdade, a abertura, a mobilidade, a autenticidade e a ludicidade. Todas essas qualidades são inerentes à inovação.

A geração Net exigirá ambientes de trabalho extremamente colaborativos e com responsabilidades coletivas que equilibrem trabalho e vida. Nesse sentido, as empresas que forem criativas e que se adaptarem a esta nova geração de trabalhadores ganharão uma grande oportunidade de co-criação e, conseqüentemente, de inovação com custos relativamente baixos para os seus negócios.
Estamos vivenciando um momento difícil, já que estão ocorrendo grandes mudanças em todos os segmentos de negócios. Porém, o mais importante é a conscientização de que o caminho para transpor essas barreiras é o da abertura e o da inovação. Sem isso, ficará muito difícil para uma empresa sobreviver e prosperar nessa nova economia, onde, acima de tudo, impera e continuará imperando a colaboração.

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[1] Uma descrição do que acontece quando grupos de pessoas e de empresas colaboram de forma aberta para impulsionar a inovação e o crescimento em seus segmentos de negócios.
 
[2] Socialista inglês que publicou o livro “A Natureza da Firma” e que defendia uma teoria que toda a transação comercial precisa ter o seu custo aferido.

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